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sábado, 5 de maio de 2012
Um pouco da história da extração de petróleo em Mossoró.
sexta-feira, 4 de maio de 2012
Como desenvolver o país através da tecnologia.
Tecnologia,
Desenvolvimento e Ilusões
Adriano Benayon * -
02.05.2012
No momento em que
surgem novos avanços na nanotecnologia e na criação de materiais, como o
grafeno, é fundamental compreender a interação da tecnologia com o
desenvolvimento econômico e social.
2. Indispensável
afastar ilusões, pois não há algo de que se fale tanto e de que se entenda tão
pouco como essa interação. Mesmo os que trabalham em inovar com produtos e
processos não têm, na maioria, a percepção de como um país se desenvolve
através da tecnologia.
3. Na teoria
econômica, ela é vista como progresso técnico e elemento externo à função de
produção, na qual entram os fatores: recursos naturais, trabalho e capital
(conjunto de máquinas, instrumentos e materiais utilizados na produção).
4. Alguns autores
assinalam o papel da tecnologia como fator organizativo, que determina a
composição e a proporção dos fatores de produção.
5. Os que exercem
poder sobre o capital, privado ou público, escolhem a tecnologia a ser
adotada. Para isso, baseiam-se, de um lado, no que os técnicos criam e, de
outro, nas estratégias de mercado e/ou nos objetivos da política econômica. Os
criadores de tecnologias as desenvolvem em função de suas ideias e do que lhes
é demandado por parte dos que comandam o capital.
6. Fator invisível,
mas concreto, da produção, a tecnologia decorre do trabalho, pois é gente que a
produz: engenheiros, técnicos, artesãos (como nos primeiros séculos da
industrialização) ou operários.
7. Por outro lado,
tendo valor - e muito, do ponto de vista do mercado e em termos monetários - a
tecnologia é quase sempre apropriada pelos detentores do capital, podendo a
mais-valia ser especialmente elevada.
8. De resto, o
ordenamento jurídico da propriedade industrial está no Acordo TRIPS (Trade
Related Intellectual Property Rights) da Organização Mundial do Comércio (OMC),
aprovado no Brasil, no final de 1994.
9. Esse acordo
protege, muito mais que os direitos dos inventores, as corporações transnacionais.
É instrumento da oligarquia para aprofundar o apartheid tecnológico, impedindo
a absorção de tecnologia por países e empresas de menor desenvolvimento.
10. A lesão ao
desenvolvimento tecnológico do País foi reforçada com a Lei de Propriedade
Industrial, 9.279/1996, enviesada em favor
das empresas transnacionais, que controlam os mercados no Brasil.
11. Essas legislações
inserem-se no salto qualitativo do crescimento da concentração do poder sob o
império anglo-americano, em seguida ao desmantelamento da União Soviética. Foi
assim radicalizada a apropriação da tecnologia pelos concentradores
transnacionais do poder econômico.
12 Se, antes de 1990,
já prevalecia o comando do capitalismo – por definição, concentrador
– sobre os benefícios e os rendimentos monetários advindos da tecnologia,
esta passou, desde então, a ser cada vez mais amplamente expropriada do Estado,
dos empresários médios e pequenos, bem como dos técnicos e demais
trabalhadores.
13. Tal como os demais
bens suscetíveis de serem públicos, ou de - embora privados - beneficiarem o
conjunto da sociedade, a tecnologia vem sendo objeto da privatização
concentradora.
14. E o que isso tem
a ver com a desindustrialização do Brasil, com o baixo percentual de empregos
de qualidade, com as infra-estruturas econômica e social mal construídas e
deterioradas? E com o enorme déficit nas transações correntes com o exterior, o
qual não arrefece nem com a redução da demanda, como foi em 2011?
15. Ora, o Brasil,
após agosto de 1954, foi sendo inviabilizado em termos de desenvolvimento
econômico e social, ao ter continuadamente subsidiado a ocupação do mercado por
empresas transnacionais. Com esse tipo de ocupação, não se desenvolvem
tecnologias nacionais, pois raras são as as empresas de capital nacional que
subsistem no mercado.
16. Aí reside um
ponto-chave: tecnologia capaz de alavancar o desenvolvimento só cresce dentro
de empresas em competição nos mercados. Entretanto, domina, na opinião comum, a
falsa concepção de que o Brasil está atrasado tecnologicamente porque investe
pouco em educação, ciência, pesquisa básica e tecnologia.
17. É verdade que
investe relativamente pouco. Mas o grave mesmo é que, desse pouco, quase nada
resulta em proveito da economia do País. Por que? Porque não há empresas
nacionais evoluindo com progressos tecnológicos próprios. Elas simplesmente
ficaram sem chance de permanecer no mercado ou de nele entrar, salvo em raros e
passageiros nichos, logo apropriados pelos concentradores, principalmente
transnacionais.
18. Poderíamos
comparar a tecnologia aos nutrientes e adubos de uma planta, que seria a
empresa produtiva. Ora, se a planta não é nossa, de pouco nos serve
alimentá-la.
19. As transnacionais
têm seus centros tecnológicos, em geral nas matrizes, e utilizam nas
subsidiárias daqui a tecnologia já paga no exterior durante anos de vendas, o
que lhes permite custo real zero no Brasil. Não têm, pois, interesse em
investir nem em adquirir alguma aqui desenvolvida.
20. Se alguma lhes
interessar, quase nada pagarão por ela, porque, controlando o mercado em
sistema de oligopólio, impõem os preços e as condições, na qualidade de únicas
compradoras. O que fizeram muito foi adquirir empresas nacionais apertadas pela
política econômica, que as oprime em favor das ETNs.
21. Esta é a síntese
da questão, como expus e documentei no meu livro “Globalização versus
Desenvolvimento: Não existe país que se tenha desenvolvido, havendo entregado seu mercado a
empresas comandadas por capitais estrangeiros.
22. Portanto, o
conceito de “transferência de tecnologia” no Brasil só tem sentido
na direção inversa àquela em que costumam falar dele: de brasileiros para as
transnacionais dos países ditos desenvolvidos, ao contrário do que acontece(u)
nos países realmente em desenvolvimento.
23. Agradeço ao Prof.
Weber de Figueiredo, da UFRJ, por me ter transmitido um exemplo típico da
ilusão “desenvolvimentista” fomentada por JK: a
eliminação de mais um projeto de indústria nacional, a Romisetta.
24. Figueiredo assim
resumiu informações de Fernando Campanholo sobre esse veículo produzido pela
Romi, empresa brasileira de Santa Bárbara do Oeste (SP), de 1956 a 1959:
“O governo JK abriu
linha de financiamento subsidiado destinado
às multinacionais de automóveis que se estavam instalando no Brasil. A nacional
Romi também pleiteou o financiamento, deixando os burocratas embaraçados, pois
o financiamento fora pensado apenas para as multinacionais. Mas uma solução
engenhosa foi encontrada. O governo baixou uma portaria definindo que
automóvel é o veículo que tem dois bancos, o dianteiro e o traseiro! E, assim,
a brasileira Romi foi jogada para escanteio, ficando fora do financiamento
oficial, falindo a sua linha automotiva.”
25. A Romisetta era um
carro leve, de um só banco. Mas o importante é começar a produzir para o
mercado, o primeiro passo para evoluir em tecnologia. Não importa não ser de
primeira linha.
26. O Fusca da VW
chegou a mais de 50% do mercado, dominou-o por mais de vinte anos e pouco
evoluiu. Fora desenvolvido nos anos 1930, e a VW ganhou o incrível
subsídio, dado às multinacionais, em 1954, de registrar como investimento em
moeda, o equipamento e tecnologia de produção, então mais do que amortizados.
Portanto, custo zero para o capital e a tecnologia. Além disso, com JK, mais
subsídios, como o financiamento oficial.
27. Campanholo
conclui: “A fabricação de 3.000 unidades no Brasil no período de 1956
até 1961, principalmente comparados às 22.543 Isettas-BMW fabricadas somente em
1956 pela Alemanha, fica como triste lembrança de quanto nós estamos
suscetíveis e passivos aos mandos e desmandos do capital estrangeiro. Até hoje.”
28. Resultado: as
transnacionais, que ficaram com o mercado brasileiro de graça, continuam
recebendo subsídios e remetendo centenas de bilhões de dólares para o exterior,
a diversos títulos. Isso significa descapitalizar o País.
29. O Brasil foi
programado pelo império anglo-americano para ser uma área de exploração de
recursos naturais, em condição semelhante à maioria dos países africanos,
submetidos ao mesmo tipo de intervenção. Além disso, em base de lucros
provenientes também da indústria, controlada pelas transnacionais.
30. Foram
elementos-chave da estratégia para que esse programa tenha sido realizado a
pleno contento das potências imperiais e associadas: 1) a intervenção política
e militar diretamente junto aos governos brasileiros; 2) a intervenção do
dinheiro e da corrupção nas eleições, no sistema formalmente democrático; 3) o
genocídio cultural; 4) o fomento da crença em que a entrada do capital
estrangeiro favorece o desenvolvimento, complementa a poupança nacional, e em
outras falácias.
31. Os entreguistas,
culminando com os mega-entreguistas Collor e FHC, radicalizaram a
aplicação dessa fé bizarra e fatal. Foram muito além da simples abertura ao
comércio: fizeram o Estado brasileiro subsidiar os investimentos diretos
estrangeiros, de forma inacreditável, e discriminar contra o capital nacional.
32. O Brasil não
deixará de ser um país saqueado e enganado pela conversa fiada, enquanto não se
reverter, de modo cabal, tudo isso e a mentalidade subjacente.
33. Eis algumas
consequências para um país que participa do BRICs e pleiteia assento permanente
no Conselho de Segurança da ONU, só para ser enrolado pela potência dominante:
"Dos 25 navios da Marinha de
Guerra do Brasil apenas 14 estão em condições de navegar, e dos
seus 23 aviões apenas
um tem condições de levantar voo. Enquanto isso, a Rússia, a
Índia e a China são
potências nucleares, detentoras de tecnologia militar de altíssimo
nível..."
"Não
produzimos sequer uma calculadora
de bolso, pois falta-nos até fábrica de chips – somos meros
montadores de aparelhos eletrônicos."
quinta-feira, 3 de maio de 2012
E haja festas em Gaumaré! E o povo que se dane?
Êta, Brasil velho de guerra!!! E o nosso RN faz parte dele !!! E voce não vê um FDP desses algemado e preso junto com Cachoeira!!!
Prefeito
de Guamaré tá tocando fogo em dinheiro publico
-
O prefeito de Guamaré Emilson de Borba Cunha (PTN), anda torrando o dinheiro
público sem dó e sem piedade. Além de gastar quase R$ 2 milhões com a farra da
contratação de bandas e cantores famosos nacionais, ele vai literalmente tocar
fogo em quase R$ 180 mil com a aquisição de fogos e artifícios.
De acordo com o Diário Oficial do Município, o prefeito Emilson de Borba Cunha para atender as necessidades das Festividades do Calendário de Eventos Turísticos do Município de Guamaré/RN, fechou contrato com ALEX SOARES GOMES-ME, no valor global de R$ 176.450,00 (cento e setenta e seis mil quatrocentos e cinquenta reais).
Por Valderi Tavares
De acordo com o Diário Oficial do Município, o prefeito Emilson de Borba Cunha para atender as necessidades das Festividades do Calendário de Eventos Turísticos do Município de Guamaré/RN, fechou contrato com ALEX SOARES GOMES-ME, no valor global de R$ 176.450,00 (cento e setenta e seis mil quatrocentos e cinquenta reais).
Por Valderi Tavares
Prefeito de Guamaré decreta emergência mas contrata bandas por quase R$ 2 milhões
Depois de decretar situação
de emergência no município, o novo prefeito de Guamaré, Emilson de Borba Cunha
(PTN), que assumiu o cargo recentemente, vai torrar quase meio milhão de reais
com a contratação da famosa dupla sertaneja Zezé de Camargo e Luciano para a
apresentação de um único show no próximo sábado, dia 5, na festa de 50 anos de
emancipação política da cidade.
Com a contratação da Banda Cheiro de Amor, através da Empresa CAVEL PRODUÇÕES EVENTOS E SERVIÇOS LTDA, para abrilhantar às festividades dos 50 anos de Emancipação Política de 2012 do Município de Guamaré/RN, o prefeito Emilson de Borba Cunha vai gastar um valor total: R$ 215.000,00(Duzentos e Quinze Mil Reais ); totalizando a bagatela de quase R$ 700 mil apenas com as duas contratações sem licitação.
A estimativa é de que a Prefeitura torre quase R$ 2 milhões com a farra. Além das atrações nacionais como Zezé de Camargo e Luciano, e Banda Cheiro de Amor, o prefeito Emilson de Borba Cunha também contratou Fabio Jr, Reginaldo Rossi, Parangolé, e mais Chicabana, Garota Safada, Mastruz com Leite, Forró da Pegação, Amigos Sertanejos. O Município de Guamaré celebra de 01 a 06 de maio, 50 anos de emancipação política.
Confira:

Com a contratação da Banda Cheiro de Amor, através da Empresa CAVEL PRODUÇÕES EVENTOS E SERVIÇOS LTDA, para abrilhantar às festividades dos 50 anos de Emancipação Política de 2012 do Município de Guamaré/RN, o prefeito Emilson de Borba Cunha vai gastar um valor total: R$ 215.000,00(Duzentos e Quinze Mil Reais ); totalizando a bagatela de quase R$ 700 mil apenas com as duas contratações sem licitação.
A estimativa é de que a Prefeitura torre quase R$ 2 milhões com a farra. Além das atrações nacionais como Zezé de Camargo e Luciano, e Banda Cheiro de Amor, o prefeito Emilson de Borba Cunha também contratou Fabio Jr, Reginaldo Rossi, Parangolé, e mais Chicabana, Garota Safada, Mastruz com Leite, Forró da Pegação, Amigos Sertanejos. O Município de Guamaré celebra de 01 a 06 de maio, 50 anos de emancipação política.
Confira:
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