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terça-feira, 13 de setembro de 2016
“Conversa no Memorial” com Cipriano Correia será exibido em outra data
O blog
recebe a informação de que o programa Conversa no Memorial, da TV Assembleia do
RN, não foi
exibido na sexta-feira, 9 de setembro, com o ex-deputado estadual e médico
Cipriano Correia, como fora anunciado nesta página, por causa de falha técnica na gravação do programa. Em substituição
foi reapresentado a entrevista comPaulo
de Tarso.
Ainda segundo
as informações, em breve será exibido o programa com o médico Cipriano Correia,
em data a ser confirmada pela emissora.
Image copyrightThinkstockImage caption
Lavar as mãos com sabão continua a ser melhor medida para evitar doenças e germes As propagandas de
sabonetes antibacterianos nos lembram insistentemente que o mundo está
cheio de germes e há sujeira em cada canto, mas esses produtos podem
fazer mais mal do que bem à saúde.
É a opinião do Food and Drug Administration (FDA), órgão que
regula alimentos e medicamentos nos Estados Unidos. Por anunciarem
propriedades antibacterianas, esses sabonetes recaem sob sua alçada.
O
FDA determinou na sexta-feira que, em até um ano, não sejam mais
vendidos sabonetes para banho e corpo que contenham algum dos 19
ingredientes vetados pelo órgão, como os agentes químicos triclosan e
triclocarban, presentes na maioria destes sabonetes.
"Os consumidores podem acreditar que eles são mais eficientes
para evitar a proliferação de germes, mas não temos evidência científica
disso", disse Janel Woodcock, diretora do Centro de Avaliação e
Pesquisa de Medicamentos do FDA.
Algumas marcas já começaram a retirar os ingredientes de seus produtos, dizem as autoridades americanas.
Por
sua vez, o Instituto Americano da Limpeza, que representa os interesses
dos fabricantes, garantiu que o "FDA já tem em mãos informações que
provam a eficácia e a segurança dos sabonetes antibacterianos". Image copyrightAPImage caption
O triclosan é um dos 19 ingredientes que foram proibidos
O FDA destacou que a proibição se refere a produtos
usados e enxaguados com água e não atinge o gel antisséptico, lenços
umidecidos e outros produtos antibacterianos usados por serviços de
saúde.
Em 2013, autoridades dos Estados Unidos pediram que
fabricantes demonstrassem com pesquisas, inclusive com estudos clínicos,
que estes produtos são mais eficazes do que os sabonetes comuns no
combate à propagação de doenças e redução de infecções.
As
empresas não provaram isso, diz o FDA, ou o que lhe foi intregue foi
considerado insuficiente para garantir a segunça e a eficácia dos
produtos.
Outros perigos
O
pedido também se baseou em pesquisas que sugeriam que a exposição
prolongada aos ingredientes em questão poderia levar a riscos à saúde,
como o aumento da resistência bacteriana ou alterações hormonais. Image copyrightGetty Image caption
Proibição não afeta produtos antibacterianos usados em serviços de saúde
Agora, os fabricantes terão um ano para retirar os sabonetes antibacterianos do mercado ou mudar sua fórmula.
As
autoridades de saúde reforçam que lavar-se com água e sabão continua a
ser uma das medidas mais importantes para evitar doenças e a
proliferação de germes.
Caso não haja água e sabão disponível e se
opte por gél antisséptico, o FDA recomenda que seja um produto à base
de álcool, com uma concentração de ao menos 60%.
O jovem que passou do pior vendedor de telefones a guru da tecnologia
Image copyrightEPOS Now
A carreira de Jacyn Heavens começou com péssimo rendimento e broncas do chefe
O britânico Jacyn
Heavens vendia telefones celulares com tanto sucesso que conseguiu até
comprar uma Ferrari aos 24 anos. Mas o começo da carreira do jovem, hoje
com 33 anos, não foi dos melhores.
Três anos antes da compra da Ferrari, em 2004, depois de ter
trabalhado em uma companhia de seguros, Heavens conseguiu um emprego
como vendedor de celulares em Norwich, leste da Inglaterra. Mas não
conseguia vender nada, até que um dia, quando o chefe quase o demitiu, a
trajetória dele teve uma reviravolta.
"Antes de começar tinha
imposto uma meta de dobrar meu salário básico, mas o único problema era
que eu tinha que trabalhar. Os celulares estavam no auge, mas isso não
era o que eu queria. Não consegui fazer nenhuma venda sequer."
O
chefe logo se cansou da falta de rendimento do funcionário. "Fora do
escritório e não volte até que consiga fazer uma venda!", disse o chefe a
Heavens.
"Assim que entrei no carro comecei a chorar. Liguei para
a minha mãe e falei que eu era um inútil, que tinha que deixar de
trabalhar naquilo."
Apesar da crise de choro, Heavens decidiu ficar no emprego e criou uma estratégia para conseguir vender telefones. Image copyrightJacyn HeavensImage caption
Não são muitos os jovens de vinte e poucos anos que conseguem comprar uma Ferrari
E hoje Jacy Heavens é o fundador e presidente da
Epos Now, uma das empresas com crescimento mais rápido na área de
tecnologia na Grã-Bretanha.
Segurança econômica
Em
2004 o trabalho de Heavens era muito simples: ele fazia telefonemas, um
atrás do outro, para tentar vender celulares para empresas e sempre
recebia um não como resposta.
O jovem então percebeu que a razão
de nenhuma empresa estar interessada no que ele vendia era que ainda
faltava muito para o fim dos contratos que já possuíam com empresas de
telefonia celular.
Então, ao invés de tentar vender telefones, Heavens começou a perguntar para as empresas quando seus contratos iam acabar. Image copyrightEPOS NowImage caption
A Epos Now conta com 260 funcionáriosDepois, ele fez uma lista incluindo as empresas e
datas e, quando via que o fim do contrato de uma empresa se aproximava,
ligava para oferecer renovação de equipamentos.
Assim ele começou a fechar muitas vendas.
"Na
lista dos empregados que mais vendiam eu estava na posição 500 entre
500 pessoas. Mas quando comecei com minha estratégia, de repente passei
para o 200º lugar e depois para o 50º e, em pouco tempo, acabei virando o
número um", contra o empreendedor.
Vendo o sucesso do jovem, uma
empresa de telefonia celular de Londres ofereceu um emprego e, quando
chegou na cidade, Heavens continuou aumentando as vendas e começou a
receber comissões.
Com tanto sucesso na capital britânica, ao
completar 24 anos ele tinha "segurança financeira suficiente" para
comprar uma Ferrari.
Apesar disso, dois anos depois Heavens decidiu abandonar o mundo das vendas.
"Estava um pouco queimado. Decidi voltar para Norwich e simplesmente relaxar."
"Tinha chegado ao topo nas vendas. Consegui tudo o que poderia conseguir. Então pensei em abrir um bar com um amigo", contou.
Oportunidade
Image copyrightJacyn HeavensImage caption
Heavens (esq.) reconheceu que não tinha experiência nenhuma para gerenciar um bar
Depois de abrir o bar em Norwich, em 2009, Heavens
percebeu o quanto ele não sabia sobre gerenciamento de bares, apesar de
seus pais já serem donos de um.
"Mas o maior problema chegou
quando começamos a ganhar dinheiro. Fizemos as contas e aí nos demos
conta de todos os custos: fornecedores, telecomunicações, banda larga,
produtos de limpeza etc."
Foi então que ele descobriu que
precisava de um ponto de venda eletrônico. Um sistema informatizado que,
em geral, tem uma tela sensível e o software permite que pequenos
comerciantes comprovem facilmente quais são seus lucros e gastos.
Heavens
pesquisou o preço do que já existia no mercado para atender aos
comerciantes e achou tudo muito caro para ele e para outros, cerca de
US$ 8 mil (quase R$ 26 mil).
Neste momento ele viu uma oportunidade de negócios: produzir uma versão sistema por menos de um quarto do preço.
E, para isso, Heavens vendeu a Ferrari, voltou a hipotecar sua casa e decidiu entrar no mercado de pontos de venda eletrônicos.
Assim a Epos Now nasceu em Norwich em 2011 com hardware importado da China. Image copyrightEPOS NowImage caption
No começo a Epos Now comprava seu sistema de software mas, depois, teve que criar um sistema próprio
E, para comprar o Epos Now, o pequeno comerciante pode baixar o sistema a um preço de US$ 1,3 mil (cerca de R$ 4,2mil).
As vendas foram um sucesso.
Mas
nem tudo foi tranquilo. Há um ano o negócio enfrentou um grande
problema quando seu fornecedor de software abandonou a empresa.
A Epos Now teve que encontrar e contratar seu próprio especialista imediatamente para continuar no ramo.
"Ninguém
sabe se vai ter sucesso (quando começa um negócio), mas é preciso se
comprometer e superar qualquer problema", afirmou Heavens.
Faturamento
De
acordo com Heavens hoje a Epos Now fatura US$ 2,6 milhões por ano
(cerca de R$ 73,4 milhões). O produto já entrou nos mercados da Alemanha
e Estados Unidos e a empresa abriu escritório em Orlando, na Flórida. Image copyrightEPOS NowImage caption
Os escritórios da EPOS Now agora se parecem com os escritórios de grandes empresas de tecnologia
Mas o jornalista especializado em tecnologia Adrian
Marte alerta que empresas como a Epos Now precisam encarar um número
cada vez maior de competidores no setor, que oferecem seus produtos a um
preço mais baixo, devido as grandes quedas de preços do hardware.
Heavens,
por sua vez, confia na empresa e já declarou que ela deve chegar a um
faturamento anual de US$ 133 milhões em cinco anos (mais de R$ 432
milhões).
"Todo mundo está me oferecendo dinheiro para comprar a
empresa. No ano passado tive uma oferta de US$ 66,5 milhões (mais de R$
216 milhões)."
"Mas não faço isso por dinheiro, faço porque é divertido. Gosto das negociações e de fechar acordos", acrescentou o em