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sábado, 30 de agosto de 2014
Formatura da 1ª Turma de engenheiros da UFRN : 1964-2014.
Um encontro de confraternização está sendo programado para 50º aniversário de formatura da primeira turma de engenheiros civis da Universidade Federal do Rio Grande do Norte-UFRN, no dia 12 de dezembro próximo. Foram cinco os formados em 1964: Romeu Gomes Soares e Walter Araújo (falecidos), Liacir Lucena, Jario Pereira Pinto, José Ivaldo Borges, Joaquim Elias de Freitas e Evandro Costa Ferreira. Os cinco engenheiros se reuniram recentemente em Natal, após a missa de 30º dia do falecimento do engenheiro Romeu G. Soares, quando decidiram realizar o encontro comemorativo. O local do evento está sendo pesquisado e será brevemente divulgado.
quinta-feira, 28 de agosto de 2014
Não foi Cabral quem descobriu o Brasil nem Jesus nasceu em dezembro.
Estes são os fatos
(*) Rinaldo Barros
“O grande
oceano da verdade permanece completamente por descobrir à minha frente”. (Isaac
Newton)
Prepare
o seu coração, e para mudar tudo o que você aprendeu na escola sobre as origens
da nossa história. Segundo fontes credenciadas, nem foi Cabral quem descobriu o
Brasil, nem foi Colombo quem descobriu a América, nem o menino Jesus nasceu no
dia do Natal.
Vamos começar pelo que há de verdade nas
circunstâncias do descobrimento do Brasil.
Naquele
tempo, manter segredo sobre os descobrimentos no Novo Mundo era questão de
Estado para a coroa portuguesa. Os diários de bordo eram trancados a sete
chaves, e quem ousasse revelar seu conteúdo era condenado à morte.
Pois
bem. Em uma dessas missões secretas, o cosmógrafo e navegante Duarte Pacheco
Pereira teria chegado por aqui em 1498. Cabral teria vindo depois apenas tomar
posse oficial, e fazer estardalhaço sobre a descoberta. O feito encontra-se
registrado no Tratado dos Novos Lugares
da Terra, de autoria do próprio Pacheco e publicado somente em 1882. Tudo
confirmado pelo historiador português Jorge Couto, em seu livro A Construção do Brasil, publicado em
1995.
Existem
também alguns escritos que comprovam a presença anterior do italiano Américo
Vespúcio, e dos espanhóis Yanez Pinzon e Diego de Lepe. Sem falar nos chineses,
por volta de 1421...
Por
outro lado, o caro leitor já deve ter percebido que o nosso continente tem o
nome de América, e não de Columbia. Claro, homenageia-se a Vespúcio, o
verdadeiro descobridor do Novo Mundo. Vespúcio dá a entender, em seu Novus Mundus, que esteve
por aqui em junho de 1499, provavelmente no litoral do Maranhão.
Colombo jurou até o fim da vida que havia chegado à
China ou à Índia, e essa teimosia arruinou sua carreira; somente tendo sido
reabilitado, em 1866, quando americanos de origem italiana inventaram o Columbus Day: um truque ideológico dos
imigrantes italianos, com o objetivo de obterem o reconhecimento como cidadãos
estadunidenses.
Temos ainda a comprovação documental de que os
navegadores espanhóis Yanez Pinzon e Diego Lepe foram condecorados pelo rei da
Espanha, por terem “descoberto o Brasil”, em janeiro de 1500.
Calma. Misture tudo e respire. Agora, vamos enfrentar
a revelação mais impressionante: Cristo não nasceu em 25 de dezembro.
Mitra, um deus persa que representava a Luz, a
Benevolência e a Sabedoria, esse sim, era o aniversariante na data de 25 de
dezembro, em Roma, pelo menos até o século II.
A data coincide com o início do solstício de inverno,
a noite mais longa do ano no hemisfério Norte. Daí em diante, o sol fica mais
tempo no céu até o final do verão e significa a certeza de boas colheitas no
ano seguinte. Motivo para festas, com trocas de presentes.
Com o mesmo motivo, e no mesmo período, os gregos
celebravam Dionísio, o deus do vinho, os egípcios festejavam o deus Osíris, e
na China até hoje homenageiam a harmonia da Natureza, através dos símbolos yin-yang.
Os primeiros seguidores de Jesus guardavam apenas o
martírio, a Sexta-feira Santa e a ressurreição, a Páscoa. Diziam que não fazia
sentido comemorar o nascimento de um santo ou mártir, já que ele somente se
torna sagrado após a morte. Também concordo.
Ninguém fazia idéia da data do nascimento de Jesus.
Somente em 221 d.C o historiador Sextus Julius Africanus afirmou, com o aval da
Igreja, que Jesus havia nascido na mesma data do deus Mitra. O Novo Testamento
não se refere ao assunto.
Segundo o historiador Pedro Paulo Funari, da Unicamp,
somente a partir do século IV, portanto, quando o Cristianismo virou religião
oficial do Império, a comemoração do solstício do inverno, o Festival do Sol
Invicto, mudou de homenageado.
Associado ao deus-Sol, Jesus assumiu a forma da Luz
que traria a salvação para a humanidade. Uma troca cultural, telúrica, e
bastante inteligente. Perdura há mais de 2 mil anos.
O caro leitor pode até não gostar de ter suas ilusões
destruídas, mas estes são os fatos.
domingo, 24 de agosto de 2014
Analise o que pode acontecer com a enconomia se a Marina for eleita.
A política, a economia e os sonhos
Tomislav R. Femenick – Mestre em economia
e historiador
Remontam
a Aristóteles, trezentos anos antes de Cristo, as primeiras observações
teóricas que ligam a economia à política, estudos esses que foram retomados por
Montchrétien, dois mil anos mais tarde, e continuados por Adam
Smith, David Ricardo, Marx, Engels e muitos outros teóricos. As
diferentes abordagens desses pensadores estão nas suas interpretações sobre o
papel do governo com relação à produção, à renda, ao consumo, à proteção aos
produtos nacionais, ao ganho dos trabalhadores etc.
Atualmente
o termo “economia política” é mais comumente usado para identificar os trabalhos
que se apoiam em várias disciplinas – tais como a própria economia, o direito,
a sociologia, a matemática e as ciências políticas –, objetivando evidenciar
uma visão conjunta dos fatores e eventos que
são agentes das atividades econômicas, bem como interpretar seus reflexos na
produção e nas condições do bem estar da sociedade.
No Brasil temos inúmeros exemplos de
atos governamentais que afetaram a economia. Uns deram bons resultados, outros
nem tanto e alguns foram desastrosos. Na lista dos bons, por exemplo, pode-se
citar o pragmatismo de Getulio Vargas com o início de nossa indústria de base
com a criação da Cia. Siderúrgica Nacional e da Petrobras; a implantação da
indústria automobilística por Juscelino Kubitschek; a ampliação da infraestrutura de transporte e comunicação
pelos governos militares; a reestruturação econômica (com o Plano Real) e o
início da reforma fiscal, implantadas por Fernando Henrique Cardoso, e a
ampliação da política social, realizada pelos governos Lula e Dilma. Na relação
dos nem tanto bons, há as tentativas de revitalização da indústria naval
efetuada pelos generais presidentes. No rol dos desastres, têm lugar garantido
os Planos Sarney e Collor que, ao tentar segurar a inflação nada mais fizeram
que incentivar seu crescimento acelerado.
Ao analisar esses fatos
se constata que os desacertos, acontecidos na história econômica nacional das
últimas décadas, resultam do caráter messiânico dos governos que o realizaram.
A reconquista da democracia e a trágica morte de Tancredo Neves deram a Sarney
e a seu Ministro da Fazenda, Dílson Funaro, um caráter de salvadores da pátria.
Deu no que deu. Fernando Collor de Melo, que se via e era visto como a mola do
modernismo, terminou cassado, depois de confiscar a poupança do povo e de jogar
o país em nova crise inflacionária.
Na realidade, nós brasileiros somos
mais emocionais que racionais e, além dos mais, sempre queremos que um salvador
venha nos tirar das nossas dificuldades. No entanto, em economia não há
milagres; a razão prevalece sobre as emoções.
Agora um novo acontecimento funesto
atinge a política nacional. A morte prematura de Eduardo Campos, candidato a
presidente da República pelo PSB, fez com que Marina Silva, sua candidata à
vice, assumisse novamente a posição de candidata ao cargo máximo do poder Executivo
do país. A tragédia e a forte exposição na mídia a levaram ao segundo lugar nas
pesquisas, ponto antes ocupado por Aécio Neves, candidato do PSDB.
Nesse novo cenário político é importante
que se analise o que poderá acontecer com a economia, caso Marina Silva seja
eleita Presidente da República. “Sonhática” e messiânica, ela pode novamente
levar o país pelos caminhos da instabilidade, da incerteza ou, talvez, pode nos
levar de volta à trilha do desenvolvimento. O grande perigo são suas atitudes
exacerbadas com relação à ecologia, muitas vezes saindo da posição de análise
para simplesmente ser crítica, o que pode travar o crescimento econômico. Um
alerta deve ser dado: na economia os sonhos somente têm vez se foram
pragmáticos; do contrário se tornam pesadelos. E disso nós temos experiência de
sobra.
Tribuna do Norte. Natal, 24 ago. 2014
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