sexta-feira, 21 de julho de 2017


21 de julho de 2017 às 7:42

Morre Doutor Paulo Balá, imortal da Academia de Letras e fundador do Instituto de Radiologia do RN[0] Comentários | Deixe seu comentário.

Morreu o médico radiologista, um dos fundadores do Instituto de Radiologia do RN, Paulo Bezerra.
Conhecido por Paulo Balá, o acariense autor de 4 livros intitulados “Cartas dos Sertões do Seridó”, chegou a imortal da Academia Norte-rio-grandense de Letras.
Vaqueiro, como gostava de ser chamado o poeta, dedicou sua vida de homem do interior à Fazenda Pinturas, em Acari, que comprou do meu bisavô.
‘Doutor Paulo’ lutava contra um câncer.
Deixou a mulher Zélia e os filhos Cassiano, Flávia, Micaela e Julião.

quinta-feira, 20 de julho de 2017

As mocreias do senado federal



Tomislav R. Femenick – Jornalista

Comecei a escrever para jornais menino ainda; na primeira metade dos anos 1950. Foi no Jornal de Alagoas, órgão dos Diários Associados, então a maior cadeia de comunicação do Brasil. Naquela época, nos jornais matutinos as matérias eram redigidas à noite, nas redações, ao som do matraquear das teclas das máquinas de datilografia e de programas de rádio. Sempre sintonizávamos alguma estação “do sul”, para nos manter informados sobre os últimos acontecimentos. Não havia internet e a televisão – esta, insipiente – só existia no Rio e São Paulo. 
Uma das estações que mais ouvíamos era a Rádio Tupy do Rio de Janeiro, que naquelas horas transmitia o programa “Ali Babá e os Quarenta Garçons”, com humor e música, o qual durante algum tempo foi apresentado pelo genial Chacrinha. Um dos quadros retratava as Mocreias da Lapa, um grupo fictício de mulheres que frequentavam os bares (não os cabarés) do bairro boêmio carioca e que infernizavam a vida dos garçons, atrapalhando o seu trabalho e fazendo gozação com tudo. O termo “mocreias” não tinha nenhum significado pejorativo ou ofensivo que fosse, era entendido como “importunas, maldosas”. 
 Ao ver a impensada cena protagonizada pelas senadoras Fátima Bezerra (PT-RN), Gleisi Hoffmann (PT-PR), Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), Ângela Portela (PT-ES), Lídice de Mata (PSB-BA), Regina Sousa (PT-PI) e Kátia Abreu (PMDB-TO), ocupando a mesa do Senado Federal e impedindo que o presidente da casa presidisse os trabalhos, só me veio à memória as peripécias das Mocreias da Lapa. Foi uma ação deprimente, em meio a risos marotos, microfones sem som, luzes apagadas e, para completar, o quadro de decadência total: almoço servido em quentinhas. Parecia um amoral piquenique de colegiais que estavam faltando à aula, mas na verdade estavam faltando com o decoro que é exigido às senhoras e aos senhores representantes do povo. 
Tirado a senadora Kátia Abreu, que em outros tempos já foi odiada pela esquerda e lá estava simplesmente para obter visibilidade (ela é da bancada dos comendadores da ordem da melancia), todas as outras são de esquerda e veem o embate político como um meio para a imposição de suas ideias. Para elas a democracia é um meio para se alcançar o poder e estabelecer um regime de força; por isso é que tecem louvores a Cuba dos irmãos Castros e a Venezuela de Chaves (o sempre vivo que virou passarinho) e Maduro.
Será que a batalha travada pelas mulheres para participar ativamente da vida política do país foi para que agissem assim? Acho que não. Não custa relembrar que a luta pela participação das mulheres brasileiras na vida política começou em Mossoró. A base foi a Lei Estadual nº 660, de 25 de outubro de 1927, que fez do Rio Grande do Norte o primeiro a estender o direito do voto às mulheres. Um mês depois, no dia 25 de novembro, o nome de Celina Guimarães Vianna, foi incluído na lista de eleitores da cidade de Mossoró. O acontecimento teve repercussão até no exterior, pois ela não somente era a primeira eleitora do Brasil, mas, também, da primeira eleitora da América do Sul. Também foi em nosso Estado que, em 1929, foi eleita a primeira prefeita do Brasil, Alzira Soriano, na cidade de Lages. Além do mais, o Rio Grande do Norte, a nossa capital e muitas cidades do interior já foram ou são governadas por mulheres. 
Isso tudo foi resultado de muitas lutas que não devem ser esquecidas, pois elas têm uma visão muito peculiar sobre alguns problemas que nós homens não temos, daí a sua importância na vida política. Compreendem melhor as necessidades da população mais pobre, identificam com mais acuidade as lacunas do ensino e do sistema de saúde etc. Assim, as mulheres não devem e não podem se apequenar, tornassem pequenas praticando travessuras. 
E aqui vai um recado para a nossa representante que participou desse lastimável espetáculo de mau gosto: dona Fátima Bezerra, na Política com “P” maiúsculo o importante não é só aparecer ou vencer. Mais importante ainda é a natureza da luta e como se luta; os fins nunca justificam os meios. Receber propina para se eleger (seja o candidato da direita, do centro ou da esquerda) é jogo sujo. Jogar cometendo faltas (mesmo que o juiz não veja) também é jogo sujo. Jogar bonito para a plateia, para aparecer bem na fita e sem pensar no que resulta para seus representados (os leitores) é jogo feio que pode não merecer cartão vermelho do juiz, mas merece a reprovação dos eleitores. 

Tribuna do Norte. Natal, 20 jul. 2017

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Moro bloqueia 168 mil euros, apartamentos e carros de Lula

Lula da Silva em conferência de imprensa no dia 13
Pedido chegou do Ministério Público ao gabinete do juiz da Lava-Jato e refere-se aos supostos crimes cometidos contra a petrolífera Petrobras. Ex-presidente ainda não se manifestou 
Sérgio Moro bloqueou 606 mil reais - equivalente a cerca de 168 mil euros - de Lula da Silva, noticiou o jornal O Estado de S. Paulo. Além daquela quantia, o juiz que coordena a Operação Lava-Jato a partir da cidade de Curitiba deu ordem ainda para confiscar três apartamentos e um terreno, imóveis situados e São Bernardo do Campo, na região de São Paulo, e dois veículos cuja propriedade é do ex-presidente do Brasil. A ordem vem na sequência de um pedido do Ministério Público Federal.

O pedido inicial dos procuradores da República pretendia o bloqueio de 192 milhões de reais - aproximadamente 53 milhões de euros - tendo em conta multas e outras reparações por danos causadas à petrolífera Petrobras, epicentro dos crimes investigados na Lava-Jato. Mas foi constatado que Lula não dispunha desse património.
Além de Lula, outro dos alvos do requerimento do ministério público é Marisa Letícia, a mulher do antigo sindicalista falecida em fevereiro deste ano. Os procuradores justificam o pedido "na formação de um esquema delituoso de desvio de recursos públicos destinado a enriquecer ilicitamente, bem como, visando a perpetuação criminosa no poder".

O dinheiro bloqueado foi encontrado em quatro contas de Lula, duas nos estatais Banco do Brasil e Caixa Económica Federal e duas nos privados Itaú e Bradesco.
Já na sentença divulgada por Moro no último dia 12, o juiz aplicara uma multa de 16 milhões de reais - 4,3 milhões de euros - além da pena de nove anos e meio de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro ao antigo sindicalista.

Lula, que além de presidir ao Brasil de 2003 a 2010 ainda pretende candidatar-se às eleições presidenciais do próximo ano, não se manifestou por enquanto sobre o bloqueio.
Em São Paulo

segunda-feira, 17 de julho de 2017


Projeto de Hermano Morais sobre queijo artesanal segue para sanção

Crédito da Foto: João Gilberto
 
Aprovado por unanimidade pela Assembleia Legislativa antes do início do recesso parlamentar, o Projeto de Lei de autoria do deputado estadual Hermano Morais (PMDB) que trata da produção e comercialização de queijos e manteiga artesanal no Rio Grande do Norte segue agora para a sanção governamental.

Para o parlamentar, a aprovação mantém a tradição artesanal da produção existente no Estado. "Essa legislação consolida a preservação da nossa cultura gastronômica, bem como favorece a economia rural por meio da geração de emprego e renda. A produção artesanal do queijo representa uma alternativa econômica de conservação e aproveitamento da produção leiteira do Estado, cuja tradição forjou um modo de fazer próprio, potiguar", justifica Hermano.

Pela definição inserida na proposta, considera-se queijo artesanal o queijo produzido com leite integral, fresco e cru, respeitados os métodos tradicionais, culturais e regionais. Já o queijo manteiga da terra ou de garrafa é aquele produzido com nata e sal, também respeitando os mesmos métodos.

Ainda de acordo com o texto a ser enviado para o Governo do Estado, considera-se queijeira a unidade de produção do queijo artesanal, localizada em propriedade rural, com área útil construída não superior a 250m², na qual são processados até 2.000 litros diários de leite.

No que se refere ao queijeiro ou ao produtor de queijo artesanal, eles só poderão ser considerados como tais se preservarem a cultura regional na elaboração de queijos, empregando técnicas tradicionais e observando a especificidade de elaboração para cada tipo de queijo e suas variedades.

Hermano Morais explica que a nova legislação também trata das condições para a produção de queijos e manteiga artesanais, visando assegurar a qualidade e a inocuidade dos produtos. Uma das exigências que constam no texto é a utilização de leite proveniente de rebanho sadio, que não apresente sinais clínicos de doenças infectocontagiosas.

A presença de produtores de queijos artesanais nos programas de desenvolvimento profissional e de qualidade e higiene sanitária é outro requisito do texto aprovado pela Assembleia Legislativa, que aguarda agora a sanção do Governo para se tornar efetivamente lei no Estado.






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