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domingo, 11 de novembro de 2012
Inaugurada agência do BB em Extremoz.

Fotos: Max Jordanni/divulgação.
O Banco do Brasil inaugurou no final da tarde da sexta-feira, 09, a agência do município de Extremoz com a presença do ministro da Previdência Social Garibaldi Filho, prefeito da cidade, Klauss Rêgo, superintendente para o estado, Sérgio Luiz Oliveira e o gerente geral nomeado para a unidade, Ricardo Campos, entre outras autoridades e políticos.
Na ocasião o gerente Ricardo Campos destacou que a agência significava um dos maiores anseios do povo de Extremoz e se colocou a disposição da população da cidade dizendo que, com responsabilidade estava pronto para promover o desenvolvimento do município. O superintendente do Rio Grande do Norte, Sérgio Luiz Oliveira ressaltou que a agência de Extremoz era a de número 87 no estado e que o banco pretendia, até o final de 2013, completar a abertura de 100 agências em todo o RN, lembrando que a concretização da presença do banco no município se devia a luta incansável do prefeito Klauss Rêgo, para que isto se concretizasse.
O ministro Garibaldi Filho disse estar feliz em ouvir a fala do gerente do Banco do Brasil de Extremoz de que a instituição estava presente em 60 municípios do estado.
“Extremoz é muito importante no contexto do Rio Grande do Norte, principalmente pela sua vocação turística. Fiquei feliz em ouvir do prefeito Klauss que a urbanização de Jenipabu estava em andamento e digo que o município está com tudo para ser um dos mais desenvolvidos do RN. Não é a toa que ele é o quarto mais desenvolvido da Região Metropolitana e o terceiro em renda per capita”, informou Garibaldi.
Significado
“Esta agência não traz somente a facilidade para o meu povo, que passa a dispor de serviços bancários. Ela é parte da integração do nosso município à Região Metropolitana de Natal e resultado de um trabalho que a nossa administração vem realizando em busca dessa integração”, disse o prefeito de Extremoz, Klauss Rêgo, ao iniciar seu discurso.
“Aos poucos Extremoz vai se consolidando como um município forte, que está recuperando a autoestima e a importância. Por isso, reafirmo que as ações da nossa administração significam o comprometimento com a população e o futuro do município”, continuou o prefeito.
“Vivemos um novo momento neste município e este momento é para ser comemorado”, emocionou-se Klauss Rêgo. “Com a chegada do Banco do Brasil, o cidadão de Extremoz não precisará mais se deslocar até Natal para fazer uma simples operação bancária, como pagar uma conta de luz, por exemplo,” disse Klauss.
Destaque
“Reafirmo aqui o que tenho dito ao longo dos últimos três anos e onze meses do meu mandato: Sou prefeito desta cidade para elevar sua condição de um simples município, para transformar a sua economia e colocar Extremoz em posição de destaque entre os municípios que compõem a Região Metropolitana de Natal. Faço um agradecimento especial a superintendência do Banco do Brasil por ter atendido o nosso pleito e realizado o sonho de todos os cidadãos deste município, porque sei que os extremozenses farão um excelente proveito deste instrumento fundamental para a nossa economia e importância social”, concluiu o prefeito Klauss Rêgo. (LS).
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Postado por AssessoRN - Jornalista Bosco Araújo no AssessoRN.com em 11/11/2012 09:22:00 AM
sexta-feira, 9 de novembro de 2012
O público elogiado e o privado desconfiado.
Por Flávio Rezende*
Abro este presente escrito informando a meus queridos leitores que minhas opiniões expressas nestas linhas que costumo produzir, geralmente não são baseadas em pesquisas e nem em coisas profundas.
Sempre fui muito intuitivo e, o que faço aqui, é apenas tornar público aquelas matutadas que todos nós costumamos ter das coisas da vida, compartilhando o ângulo que tenho dos fatos, nunca tencionando passar que estou com a razão, mas, não deixando de opinar, pois considero saudável este lado do ser humano de mostrar a maneira como vivencia as coisas da vida.
Quem externaliza desta maneira suas observações, corre o risco de ser contestado e até de ler coisas bem pesadas, além de alguns que ficam brabos e pedem para que não envie mais meus textos.
Nada disso tem problemas, tudo que escrevi até hoje não me rendeu nenhuma prisão, nenhum processo e, procuro educadamente entender determinadas posições contrárias, tendo até alguns que condenaram minha liberdade de expressar opinião.
Os maiores problemas ocorrem quando toco na importância dos militares ajudarem os civis na questão da segurança interna e, quando deixo transparecer carinho com gurus indianos e certa familiaridade com o hinduísmo. Alguns leitores muito ligados aos dogmas cristãos chegam a dizer coisas nem um pouco evangélicas quando leem linhas que não batem muito com suas crenças pessoais.
Tive ainda problemas quando escrevi sobre o tom a mais que damos a nossa alegria por ocasião das fotos que tiramos em eventos diversos, principalmente quando as colunas sociais publicam muitas películas com estas alegrias mais exaltadas, causando incômodo em algumas pessoas. Era na verdade uma reflexão mais pessoal que uma crítica às colunas e/ou colunistas, mas, teve reação, principalmente de uma colunista do interior, que pediu para não enviar mais nada que ela não publicaria, afirmando que sempre divulgava tudo que eu mandava, mas que agora, não abriria mais espaço para meu trabalho de assessoria de imprensa por causa do artigo. Paciência, uma jornalista não aceitar a exposição da uma opinião de um colega, é melhor que fique com seu espaço sem minhas informações.
Bem, o começo contém um assunto, mas o artigo termina com outro, tendo apenas introduzido a questão acima, para reforçar que o que vou aqui colocar, não tem base em nenhuma tese, que não seja minha própria vivência.
Tenho observado que as pessoas e empresários valorizam muito o ensino e os alunos que são formados nas universidades federais, chamadas de públicas. O mesmo não acontece quando a pessoa vem de uma privada. Quando a origem é uma universidade federal, elogia-se, confia-se na formação daquele sujeito. Quando a pessoa diz que foi diplomada por uma entidade acadêmica privada, ficamos logo desconfiando e internamente pensando: pagou/passou.
O interessante é que o ensino público até a universidade é um fiasco, já o superior, é um primor. O contrário acontece no privado, com ensino altamente elogiado até a universidade e, no mais alto nível, muita desconfiança.
Pensei isso lendo o artigo de uma professora sobre o Enem, onde ela dizia que os candidatos queriam na verdade era o acesso gratuito a um ensino reconhecido e que, uma vez formados em universidades públicas, conseguiriam com mais facilidade realizar seus sonhos de acesso a empregos mais saudáveis em todos os sentidos.
De fato, trabalho numa universidade pública e sinto muito otimismo e bem estar dentro dela, já nas privadas, ronda certo clima de relação de forças, não sei, o tema nos remete a várias reflexões, mas, num mar de incompetência muito presente em vários setores do serviço público é no mínimo reconfortante saber que uma das ilhas de excelência, é justamente um dos setores importantes da vida nacional, o ensino superior.
Só nos resta torcer para que isso também possa descer e contaminar, no bom sentido, os demais níveis, elevando assim a aura nacional e engrandecendo seu povo, pelo que temos de mais sublime, a informação que ilumina a inteligência e obscurece a ignorância.
*É escritor, jornalista e ativista social em Natal/RN (escritorflaviorezende@gmail. com)
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Postado por AssessoRN - Jornalista Bosco Araújo no AssessoRN.com em 11/09/2012 05:49:00 PM
Jovem de 21 anos é sem terra desde os 6 anos de idade.
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quarta-feira, 7 de novembro de 2012
Cinquenta anos depois, Diretoria do IHG/RN escolhida por aclamação.
| Resposta rápida | |||||
segunda-feira, 5 de novembro de 2012
Cingapura: cidade-país futurista.
Eu, Transilvânia
Publicação: 04 de Novembro de 2012 às 00:00 - Tribuna do Norte
Marcius Cortez
Do lugar onde moro em São Paulo até lá são 22 horas de avião. Cingapura ou Singapore é uma vingança do capitalismo, uma metrópole proveta de altíssima qualidade de vida nas barbas da China comunista. As viagens se arrumam em nossas mentes como se fossem flashes. Ao fim e ao cabo, os flashes se mostram imparciais quando se trata de formar uma opinião sobre um país que acabamos de conhecer.
Então, ao invés de tecer comparações e julgamentos, vou deixar correr ao sabor da pena os fragmentos visuais que colecionei nessa minha estadia de 30 dias na terra onde Stanley Kubrick bem que poderia ter erguido, em suas verdejantes esquinas, um monólito ao conhecimento, como fizera em seu filme 2001. Quando vi o mais famoso cartão postal da cidade, o Marina Bay, do alto daquele espigão onde navega em seu topo uma enorme embarcação, tive a impressão que Cingapura clicara o futuro. Aquilo não era uma visão, era uma sensação do mundo de amanhã.
Nem sei se o impacto que senti foi de ordem estética, acho que foi
mais um êxtase por estar participando da superação da tecnologia sobre a paisagem e a natureza. Abracei os amigos brasileiros que me acompanhavam, emocionado. Já passava da meia noite e as luzes anunciavam uma aurora iluminada.
Eis um endereço que você deve anotar: 226 South British Road Singapore. Nessa rua tem uma mesquita onde a fé ferve no coração dos homens. Saindo da mesquita, você vê uma loja de tecidos e vê um sujeito de mais ou menos quarenta anos, trabalhando em uma máquina de costura. Seu nome é Muhammet Uruc, ele é turco e fala português. Muhammet nunca veio ao Brasil, tampouco conhece Portugal, Macau, Goa, Angola ou Timor Leste. O alfaiate aprendeu a nossa língua porque se apaixonara pela poesia de Pablo Neruda e como pensa que poesia não se traduz, tratou de ler Neruda em espanhol. Sentei para conversamos, aquele jovem homem me serviu um chá de ervas de sua terra. Perguntei "você vai nessa mesquita?" Muhammet me disse que era muçulmano mas acreditava que quem tem poesia no coração não precisa ir a igreja nenhuma. Nosso diálogo prosseguia animadamente e quando eu pontificava sobre o multiculturalismo da nossa brasileiríssima Rua 25 de Março, fomos interrompidos por uma amiga dele. Era uma chinesa de cerca de cinquenta anos, usando tênis, jeans e camiseta branca. Eles conversaram em mandarim e se dirigiram para as prateleiras dos produtos femininos. Após breve diálogo, se despediram, entre sorrisos.
O dono da loja voltou para sua máquina de costura. Belíssima, disse eu. O turco retrucou, "Xiang foi há 20 anos atrás, a modelo mais formosa de Singapore." Apertamos as mãos, ele disse que era para eu voltar, que havia sempre um chá para os amigos.
No dia seguinte, naquela terra que chamo de Transilvânia por ser completamente diferente de qualquer outro país onde já estive, fui agraciado pela honra de conhecer o chinês que galgou o arco-íris e extraiu da ponta dele todo o diamante do mundo. Vi com esses dois olhos que um dia a terra há de comer, as quatro Ferraris que o Midas do Oriente abriga na garagem de sua mansão. Perdão, as Ferraris e mais o Bentley, a limusine. Três Ferraris são vermelhas e a quarta é parda.
A limusine é preta. O jovem executivo brasileiro que me apresentou a essa desconcertante demonstração de poder disse-me que a residência e os respectivos automóveis pertenciam a um dos 500 bilionários da China. Despedi-me daquelas joias da engenharia e do design pelo retrovisor. Guardo a visão de um raio de sol incidindo sobre elas e do esforço que fiz para flagrar em cada uma, a bandeira do Partido Comunista Chinês. Claro não havia nenhuma bandeira, mas conto para todo mundo que ela estava lá.
Prazer
Peguei o metrô com destino a Bugis. Chegara a hora de conhecer a Biblioteca Nacional de Singapore, um prédio moderno de 12 andares em uma rua de nome apropriado para uma biblioteca, Santa Vitória. Por diversas vezes visitei a casa dos livros e uma impressão me marcou, a de que aquele povo pretende interferir no comando do mundo e que para isso, todos os dias, eles regam o conhecimento, de preferência, em sua língua. No acervo da biblioteca, atualmente, o inglês deve ser a o idioma preponderante, mas pela quantidade de títulos que estão sendo editados em mandarim, julgo que logo essa situação se inverterá. Em Cingapura, as portas da cultura ficam abertas ao público. Você não precisa apresentar documento nenhum, entra e pronto. Logo você estará na Biblioteca Central - uma montanha incalculável de livros arrumados nas estantes, por assunto. Fui em busca de uma publicação sobre cinema, eu mesmo me dirigi a estante 791, após consultar o computador.
E não é que lá estava a obra que eu não encontrara à venda nem em Paris nem em Nova York. Que alegria, aquele ensaio esgotado, em bom estado, à minha disposição no horário inteligente das 10 da manhã às 9h da noite de segunda a domingo, inclusive nos feriados. Óbvio, virei habitué da casa. Jogava o corpão na confortável poltrona, iluminação adequada, ar condicionado bem regulado, a sala cheia e um silêncio profundo. Queria arrumar um emprego ali, podia ser em qualquer função, queria participar junto com eles da aventura pelos extremos do saber. Eu me sentia orgulhoso de estar entre eles e de poder ouvir o som de seus cérebros gestando o sonho de fazer o conhecimento trabalhar a favor e não contra o ser humano, como vem ocorrendo.
Saindo da biblioteca, encontro um lugar interessante. Um espaço público que agrupava um grande número de pequenos restaurantes. Muitos desses restaurantes eram portinholas, guichês onde você pedia a comida à mesma pessoa que cozinhava, servia e te cobrava a conta. Você dividia a mesa com os demais frequentadores do local enquanto se deliciava com os pratos típicos da culinária chinesa, a baixíssimo custo. Aprendi ali que os chineses são muito inteligentes e unidos. O custo da energia dos freezers era rateado entre os donos dos estabelecimentos comerciais e havia uma central onde se lavavam pratos, talheres, utensílios, panelas e panelões. O movimento daquele centro de comedores lembra a dinâmica do trânsito das cidades orientais. De fora parece reinar o mais completo caos, mas quando você está lá dentro, você descobre que aquilo tem uma ordem e que tudo funciona. Certo dia, comi em companhia de mais de dez chineses. Perto da mesa que a gente ocupava, havia um viveiro onde eles mantem caranguejos vivos antes de prepará-los para os clientes. De repente, uma espécie de gerente do local, um sujeito alto e magro abre a porta do viveiro e começa a derramar água nos caranguejos. Mas os crustáceos nem se mexeram, um deles limitou-se a movimentar uma das patas. Foi quando quebrando a minha habitual timidez, sapequei lá do fundo, em inglês: "ei, cara, os caranguejos não querem água. Eles querem é cerveja". Os chineses se entreolharam e caíram na gargalhada. Entrei no coro dos risos e fui saindo, me despedindo com um aceno de mão. Um dos chineses que sentara perto de mim, estendeu-me um pacote contendo guardanapos de papel. Tirei dois para mim e fui devolvendo o resto. Mas ele, com camaradagem, gesticulou que era para eu ficar com tudo. Agradeci com a cabeça antes de deixar o ambiente. Ainda vi o tal sujeito proferir comentários, o que resultou em outra gargalhada coletiva. Fui embora orgulhoso, parece que eu houvera conquistado um certo cartaz entre os frequentadores do Albert Center da Transilvânia.
Dificuldades
Talvez à sua revelia, Singapore se revele nas faces de seus habitantes. Li com a minha imaginação o que aqueles rostos transmitiam entre as idas e vindas de seu dia a dia. Como toda metrópole moderna,
Singapore se configura real no distanciamento que nos torna tão parecidos. Então adotei um procedimento: escolhia uma pessoa na multidão e ficava a encará-la e quando essa pessoa me olhava de volta, eu sorria para ela. As reações apresentaram uma coerência intrigante. Os chineses devolviam o olhar, porém, logo tratavam de fazer alguma coisa, abriam um jornal ou acionavam o iphone. Os muçulmanos reagiam com desconfiança, te encarando firmes, te fitando de cima para baixo. Já os indianos, a reação era bastante diferente porque eles também te sorriam como que te dizendo "vem cá, vamos bater um papo." Talvez eu esteja fazendo um juízo de valor apressado, mas os chineses prezam um tipo de fechamento, apesar de serem extremamente educados e prestativos. A verdade é que eles nunca te abordam. Entre tantos lugares onde fui, só houve uma solitária vez que uma família chinesa se aproximou de nós, entabulando uma conversação. Eu estava com um grupo de pessoas e uma das mulheres era a Vivi, nissei, nascida em São Paulo e mãe de Gabi, uma linda bonequinha japonesa, de dez meses de idade. Entramos na loja, eu e Jô, que naquele momento, carregava a Gabi no colo. Foi quando observei duas jovens senhoras orientais vindo em nossa direção. Elas cumprimentaram minha amiga, fizeram um carinho na Gabi e sem rodeios, perguntaram se o marido da Jô era chinês. Se não fosse Gabi, se fosse Bu, o filho da Jô, certamente, esse contato não teria acontecido. As senhoras nos brindaram com suas palavras porque acharam que podíamos ser como elas.
Astral
Se você está pretendendo viajar para Cingapura é obrigatório conhecer a Little India. Procure ir nesse bairro no domingo. Nunca estive em Bombaim, mas deve ser igual. Praticamente somente os homens ocupam as ruas se agrupando para papear quando passeiam ou quando estão parados em frente dos templos que são muitos ou quando se reúnem nos espaços públicos. Não vi o carinho que os indianos trocam entre si como viadagem. Ou se for viadagem, que viadagem bonita era aquela. A roda de machos, a maioria de mãos dadas, emociona até os corações mais secos. Passei perto da galera e retomei meu procedimento de sorrir para eles. No ato, aqueles sujeitos me dirigiram a palavra como se estivessem orando e fiquei a pensar que eles se juntam para conversar com Deus. Modestamente eu penso como eles: Deus é tudo de bom, um apoio, uma força para a gente suportar as dores, as mentiras e a opressão, um bálsamo que nos põe a cantar, a fazer música e a amar em nome do prazer e da esperança. Lembrei-me do alfaiate Muhammet, da poesia de Neruda e de Adonis e de outras almas extraordinárias. Foi impossível conter a emoção, era tanta a alegria que ensaiei alguns passos de samba de roda em plena Little India na Transilvânia.
Aquela maratona sentimental me dera uma fome de leão. Coincidência ou não, eu me encontrava parado em frente ao Ananda Bhavan, li na placa deles, o mais antigo restaurante vegetariano de Cingapura, since 1924. O salão do restaurante abrigava cerca de 70 mesas de tamanhos diferentes. Quando cheio deve ter a capacidade de atender perto de 350 pessoas. Luz clara, com a cor branca predominando, esmero, higiene. O menu abrange comida de várias regiões da Índia. Gostei do toque apimentado de suas porções. Porém o que mais gostei foi do astral do lugar. Meu procedimento de sorrir parecia ter sido inventado para reinar naquele território. Troquei palavras com uma família de indianos vestidos a caráter, com uma velha norte-americana que queria saber o que tinha no meu prato e com um jovem gay indiano que foi logo me dizendo que o sonho dele era conhecer o Rio de Janeiro.
Na segunda vez que voltei ao Ananda já eram 8 horas da noite. Sentei-me à mesa do canto. Casa cheia. O garçom me reconhecera. É hábito do restaurante oferecer de graça, após as refeições, uma xícara de café com leite e pão folha. Suponho que naquele momento, o único estrangeiro era eu. Todos eram indianos e todos comiam com a mão direita. Velhos, adultos, mulheres e crianças. Admirei o respeito e a fidelidade que esse povo tem por suas raízes e por suas antigas tradições culturais. Prometi um dia comer naquele lugar também com a mão direita. Para mim isso faria o maior sentido. É com essa mão que escrevo, que comando o computador, que ganho o meu pão.
Ódio
Fui assaltado por um ato de extrema violência enquanto tomava café em um shopping perto da Biblioteca Nacional de Singapore. Nunca me havia acontecido nada parecido em qualquer outra cidade do mundo. Olho para minha frente e me deparo com dois jovens chineses vestidos de preto sendo que na camiseta de cada um estava estampado o símbolo do nazismo, a suástica, em fundo vermelho, de cima abaixo. Entrei em pânico, porém, levado pelo mais puro instinto fui em direção dos nazis, já bufando de raiva. Fiquei mais furioso porque as pessoas olhavam para aquele atentado e não faziam nada. Cheguei perto dos rapazes e vi que se tratava de dois almofadinhas, filhotes de papai, idiotizados. Tentei agarrá-los para tirar as suas camisetas. Eles não entenderam nada, ficaram paralisados. Perguntei se eles eram loucos.
Minha indignação foi tanta que, assustados, os neófitos desceram uma rampa que vai dar na rua e desapareceram. No caminho para a biblioteca, já recomposto, lembrei-me de uma história que Stanley Kubrick contara a um grupo de jornalistas. Kubrick referia-se ao incidente criado em torno de um jogador judeu do time de futebol Ajax, da Holanda. Toda vez que o atleta pegava na bola, a torcida em coro entoava um zumbido, um silvo que era a imitação do som que as chaminés dos campos de concentração faziam quando os nazistas estavam cremando os corpos dos judeus, depois de assassiná-los covardemente. Dizem que o autor de Laranja Mecânica, após o seu relato, manteve-se reflexivo enquanto sussurrava "... e ainda tem gente que diz que a Holanda é um país civilizado." Penso da mesma forma que o gigante Stanley. Esse episódio foi a nota triste da minha maravilhosa viagem ao reino da Transilvânia onde os vampiros tem olhos puxadinhos e as vamps, de belas pernas, ignoram o pescoço que você oferece a elas.
domingo, 4 de novembro de 2012
Brasil entregue ao Imperialismo.
sexta-feira, 2 de novembro de 2012
O genial Luiz Gonzaga foi mestre maçom do GOB do Rio de Janeiro.
segunda-feira, 21 de junho de 2010
Um Mestre Maçom chamado Luiz Gonzaga
Colaboração do Ir∴ Sergio Elvis (sergio.elvis@terra.com.br) pertencente ao Grupo Tempo de Estudos (tempo-de-estudos@yahoogrupos.com.br) O Rei do Baião, Luiz Gonzaga, Pernambucano de Exu-PE, viu a Luz na Maçonaria no dia 03 de abril de 1971, na Augusta e Respeitável Loja Simbólica Paranapuan nº 1477, Oriente da Ilha do Governador - RJ, do Rito Moderno ou Francês.
No dia 14 de dezembro de 1971, foi Elevado ao Grau de Companheiro Maçom e no dia 05 de dezembro de 1973, foi Exaltado ao Grau de Mestre.
Nos Graus Filosóficos, foi Iniciado no Grau 04 em 10 de agosto de 1984, no Sublime Capítulo Paranapuan, jurisdicionado ao Supremo Conselho do Brasil do Rito Moderno.
A música Acácia Amarela foi composta em 1981; o Irmão Luiz Gonzaga achou oportuno fazer uma homenagem a Maçonaria e elaborou a letra e o tema musical.
O Irmão Orlando Silveira deu algumas sugestões e harmonizou a melodia. Encerrado os trabalhos a música foi incluída no CD “O Eterno Cantador” do selo BMG-RCA, com arranjo de Orlando Silveira e vocal de Luiz Gonzaga.
quarta-feira, 31 de outubro de 2012
UBE homenageia a poetisa Nati Cortez.
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