sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Mais um roubo de carro no conjunto Candelária,


Polícia Civil desarticula quadrilha de assaltantes

Tribuna do Norte.

Publicação: 14 de Dezembro de 2012 às 00:00
A Polícia Civil desarticulou uma quadrilha de assaltantes na tarde da última quarta-feira, 12, na zona Sul de Natal. Os integrantes são acusados de dar apoio aos bandidos que assaltaram uma joalheria no shopping Via Direta, no final de outubro, e de participar do assalto ao Banco do Nordeste, em Parnamirim, no último dia 20 de novembro. Na Operação, batizada de "Natalina" devido à proximidade do período de Natal, foram presas três pessoas.
divulgação/defurA Operação Natalina, que prendeu três assaltantes, foi comandada por delegados da DefurA Operação Natalina, que prendeu três assaltantes, foi comandada por delegados da Defur

A Operação foi comandada por uma equipe de policiais civis da Delegacia Especializada em Furtos e Roubos (Defur), liderada pelos delegados Atanázio Gomes e Herlânio Cruz. Foram presos Daniele Ferreira de Lima, de 23 anos, Michely Kelyany de Moura Lopes, 27 anos, Zadonaide Fernandes Nunes, 30 anos e Leandro Neves de Farias, de 28 anos, vulgo "Bola de Neve". Este último é considerado líder da quadrilha.

Com os assaltantes, os policiais civis apreenderam dois revólveres, sendo uma delas uma pistola 9mm furtada de um policial federal, 50 munições 9mm, 25 munições calibre 38, um veículo tipo Corolla placas NNR-4378, um carro do tipo Nissan Sentra, placas MZJ-7775, além de netbook, aparelho de DVD, duas câmeras fotográficas digitais, óculos de sol, aparelhos celulares e relógios.

De acordo com o titular da Defur, Atanázio Gomes, a quadrilha já vinha sendo investigada há cerca de seis meses. "Ontem recebemos uma informação dando a localização exata dos bandidos, deslocamos equipes até o local e com isso conseguimos efetuar as prisões", explicou o delegado. A denúncia dava conta de que o grupo se reunia para planejar os assaltos numa casa localizada na Rua. Pot. Cecília Meireles, nº 255, bairro de Pitimbu, Zona Sul de Natal. No imóvel, os policiais da Defur conseguiram prender o Leandro Neves e apreender parte do material. O acusado levou os policiais até outra residência, onde foi preso o restante da quadrilha, cujo endereço é Rua Oiti, 170 - Parque dos Eucaliptos/Parnamirim.

Essa última residência foi alugada pelo grupo no valor mensal de R$ 1.500, mas a polícia descobriu que o grupo já havia pago adiantado seis meses de aluguel.

Segundo o delegado, Leandro "Bola de Neve", que é fugitivo de Alcaçuz, confessou que assaltou o Banco do Nordeste, localizado em Parnamirim, juntamente com outros dez meliantes. "Ele disse que teria subtraído um milhão de reais do banco, mas que na divisão do dinheiro ficou apenas com R$ 100 mil, mas que já havia gastado o montante", relatou o delegado.

As mulheres presas eram responsáveis, de acordo com as investigações da Defur, pela parte logística e lavagem do dinheiro dos assaltos. Além desses crimes, o grupo também é suspeito de praticar assaltos a residências e outros roubos. Todos os presos já respondem a processos criminais na justiça. Eles foram autuados por assalto, formação de quadrilha e porte ilegal de armas de uso restrito.

Memória

Caso da bomba do Via Direta
Uma ameaça de bomba causou tumulto no Shopping Via Direta, em Mirassol, na noite do dia 30 de outubro. A Polícia Militar foi ao local e detonou o artefato em local isolado. A bomba foi deixada por um casal de criminosos em uma loja do shopping, logo após um assalto a uma joalheria no mesmo shopping poucos minutos antes. Após a fuga dos bandidos, os funcionários acionaram a Polícia Militar para averiguarem a caixa.

Quando uma equipe da PM especializada em artefatos explosivos chegou ao local, a bomba foi retirada de dentro da loja e levada para uma área externa, onde os policiais desarmaram a bomba.

Assalto ao BNB de Parnamirim

Cerca de 15 homens assaltaram uma agência do Banco do Nordeste, em Parnamirim. O fato aconteceu no último dia 20 de novembro, no momento em que três funcionários abriam a agência. Os três funcionários foram rendidos pelos bandidos, que estavam bem vestidos, de terno e gravata. A suspeita é de que o bando já aguardava a chegada dos funcionários para anunciar o assalto.
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Parabéns aos policiais civis que derrubaram mais uma quadrilha de assaltantes que agia na zona sul de Natal.
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Na noite de ontem,13, por volta das 18h35m, na rua Frei Caneca, em Candelária, ocorreu um assalto à mão armada, praticado por dois jovens que estava num carro preto, com películas,a uma senhora que estava chegando em casa. Policiais militares estiveram no local às 19h30m e fizeram diligências, mas não há informações do paradeiro do carro e dos pertences da dona do Renault roubado. Foi o 7º assalto ocorrido na rua Frei Caneca, segundo Reginaldo, morador da mesma artéria que já sofreu três assaltos.
O crime teve testemunhas, segundo informações.


Clotilde Tavares abre baú de lembranças

Publicação: 13 de Dezembro de 2012 às 00:00
Tribuna do Norte. VIVER.

Em tom de memória e narrado em primeira pessoa, a escritora Clotilde Tavares revira o baú com lembranças de seus tempos de internato e transforma as experiências vividas entre os 8 e 10 anos no livro "Formosa És: memórias do internato" (Jovens Escribas, R$ 30), onde passa a limpo um período fundamental para a construção da maneira como encara as questões religiosas. A publicação será lançada nesta terça-feira, às 18h, no Solar Bela Vista, com direito a performance ao vivo de pianista e relançamento da segunda edição de "O verso e o briefing".
joanisa pratesAutora de 20 livros, Clotilde relembra infância em internatoAutora de 20 livros, Clotilde relembra infância em internato

"Na medida que envelhecemos, esse tipo de projeto funciona como uma terapia, nos faz perceber o quanto os acontecimentos da infância continuam repercutindo", disse Clotilde, avisando que tudo o foi registrado é verdade, "a minha verdade, e uma das pessoas a quem dedico é a psicóloga que me incentivou a desenterrar tudo isso". Ela também aproveita o lançamento para antecipar seu aniversário: a escritora faz 65 anos amanhã, e garante não ter problemas com as palavras "envelhecer, velha" e seus derivados.

No livro ela conta detalhes dos dois anos que esteve internada no  Colégio Nossa Senhora do Bom Conselho, em Pernambuco. "Lá descobri pecados que nem sabia que existiam, encontrei os primeiros demônios e procurei manter em equilíbrio a 'contabilidade' com Deus".

Clotilde adianta que "Formosa És", título retirado de um hino à Nossa Senhora, pode interessar qualquer pessoa, independente de conhecer ou não a autora. "A identificação do leitor se dá a partir da experiência, e não necessariamente comigo".

Serviço

Lançamento do livro "Formosa És", de Clotilde Tavares. Hoje, 18h, no Solar Bela Vista - Cidade Alta

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

sessoRN.com] Luiz Gonzaga na intimidade do anfitrião caicoense Basílio Ginane

  

13 de dezembro de 2012 17:08


Foto do arquivo de Marta Ginane
O blog faz um registro histórico e merecido nesta data do centenário de nascimento do Rei do Baião. Trata-se deste artigo publicado “Acordes de sanfona de um caicoense para o ídolo Luiz Gonzaga”, em que a neta de seu Basílio, Marta Ginane, posta comentário e diz que Luiz Gonzaga também esteve na casa do seu avô por volta de 1986, em sua última visita à Caicó, nessa época já na casa do bairro Penedo.  
 
A foto histórica de “Seu Luiz” como hóspede de Seu Basílio Ginane, na intimidade do lar do sertanejo que se tornou amigo leal do rei do baião. Entre os dois, a esposa do anfitrião, a educadora Dona Bernadete (já falecida) e ao redor filhos. 


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Postado por AssessoRN - Jornalista Bosco Araújo no AssessoRN.com em 12/13/2012 02:54:00 PM

O Estado do mundo se resume numa foto.


L'état du monde résumé en une photo
                   
       


quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Marcar com estrela
  
Fátima Bezerra intensifica luta por mais agências do BNB no RN e pelo Centro Cultural em Natal
 
Em reunião com o presidente do Banco do Nordeste do Brasil (BNB), Ary Joel Lanzarin, a deputada federal Fátima Bezerra (PT) recebeu a boa notícia de que o BNB incluiu o RN no processo de expansão da rede, o que vai possibilitar a construção de quatro novas agências: Natal, Ceará-Mirim, João Câmara e Umarizal.
 
A ampliação do BNB no RN é uma luta antiga da deputada que desde o governo do presidente Lula vem apresentando requerimentos e projetos de indicação para atender a essa ampliação. “É importante que o Rio grande do Norte também seja contemplado na expansão do BNB para que essas novas agências possam servir de incentivo às atividades e ao desenvolvimento econômico e social da região”, justificou.
 
Além das agências anunciadas a deputada pediu que fosse incluída uma agência para Parelhas, e retomou a reivindicação pela instalação do Centro Cultural do BNB em Natal. O presidente do BNB, de imediato, se comprometeu em atualizar os estudos de viabilidade para que Natal seja contemplada com o Centro Cultural, bem como a instalação de uma agência em Parelhas. [divulgação por assessoria]


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Postado por AssessoRN - Jornalista Bosco Araújo no AssessoRN.com em 12/12/2012 03:30:00 PM

terça-feira, 11 de dezembro de 2012


Lula diz que depoimento de Marcos Valério é 'mentira'


RODRIGO VIZEU
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, EM PARIS
BERNARDO MELLO FRANCO
ENVIADO ESPECIAL A PARIS

Atualizado às 20h59.
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou como mentirosas as afirmações do empresário Marcos Valério à Procuradoria-Geral da República.
Segundo reportagem de "O Estado de S. Paulo", Valério disse, em depoimento dado em setembro, que foi responsável por pagar despesas pessoais do ex-presidente em 2003, por meio de depósitos na conta de uma empresa de Freud Godoy, ex-assessor particular de Lula. O empresário também afirmou que Lula deu aval, pessoalmente, aos empréstimos usados para abastecer o esquema do mensalão.
"Eu não posso acreditar em mentira, eu não posso responder mentira", disse Lula na saída do primeiro dia de seminário organizado por seu instituto e a Fondation Jean-Jaurès, ligada ao Partido Socialista francês, em Paris.
Ricardo Stuckert/Divulgação/Instituto Lula
Dilma e Lula em evento em Paris nesta terça-feira
Dilma e Lula em evento em Paris nesta terça-feira
Rodeado de assessores e seguranças, o ex-presidente, que tem evitado falar com a imprensa, deixou rapidamente o local. Questionado se poderia responder mais perguntas sobre o caso, afirmou: "hoje, nem duas".
Na noite desta terça-feira (11), Lula participará de jantar oferecido pelo presidente da França, François Hollande, à presidente Dilma Rousseff no Palácio do Eliseu.
Ao longo do dia, o ex-presidente se reuniu reservadamente com membros de seu instituto e com convidados do seminário, e, à tarde, acompanhou discursos de Dilma e Hollande no evento, além de outros convidados.
No julgamento do mensalão pelo STF (Supremo Tribunal Federal), Valério foi condenado a 40 anos, 4 meses e 6 dias de prisão, além do pagamento de R$ 2,7 milhões em multa.
ALIADOS
Aliados de Lula também trataram o depoimento de Valério como uma "mentira".
O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), classificou de "profunda inverdade" as acusações. "A pessoa que disse não tem autoridade para falar mal do presidente Lula, que é um patrimônio da história deste país", disse o presidente do Senado.
O presidente da Câmara, deputado Marco Maia (PT-RS), afirmou que não há necessidade de se investigar o suposto envolvimento do ex-presidente Lula.
"Não é uma afirmação que mereça crédito, mereça consideração ou sequer investigação, eu acho que deve ser mandada para arquivo porque não merece, efetivamente, nenhum tipo de consideração", disse Marco Maia.
Em nota, o PT classificou como "sucessão de mentiras envelhecidas" o depoimento de Valério. "Trata-se de uma sucessão de mentiras envelhecidas, todas elas já claramente desmentidas. É lamentável que denúncias sem nenhuma base na realidade sejam tratadas com seriedade.
Valério ataca pessoas honradas e cria situações que nunca existiram, pondo-se a serviço do processo de criminalização movido por setores da mídia e do Ministério Público contra o PT e seus dirigentes", diz o texto assinado pelo presidente da legenda, Rui Falcão.
STF E OPOSIÇÃO
Presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) e relator do processo do mensalão, o ministro Joaquim Barbosa defendeu que o Ministério Público Federal investigue o suposto envolvimento do ex-presidente Lula.
Sem dar detalhes do conteúdo, Barbosa disse que teve "conhecimento oficioso" (fora dos autos) do novo depoimento prestado por Valério.
Questionado se o Ministério Público deve abrir inquérito para apurar o envolvimento do ex-presidente, Barbosa concordou: "Eu creio que sim".
Já a bancada do PSDB no Senado decidiu apresentar requerimento na Comissão de Constituição e Justiça para convocar Valério.
Ao comentar sobre o caso, o delator do caso do mensalão, o presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, disse que delação premiada "é coisa de canalha".
"Delação premiada para salvar o próprio coro é coisa de canalha", escreveu em seu blog pessoal.
Jefferson também diz que a declaração de Valério "não parece crível" e que o empresário, também condenado no mensalão, está "magoado".

Veja imagens que marcaram o mensalão


Sérgio Lima - 30.jun.05/Folhapress



Roberto Jefferson (PTB-RJ) aparece com o rosto inchado para depor na CPI dos Correios no dia 30 de junho de 2005. Jefferson contou que o olho roxo foi resultado de um acidente doméstico, quando parte de um armário o atingiu ao tentar alcançar um CD do Lupicínio Rodrigues

domingo, 9 de dezembro de 2012


Festejos na contramão da história
(*) Rinaldo Barros
Sempre achei muito estranho que o aniversariante (Jesus) não seja o centro de todas as homenagens nos festejos do Natal.
Até quinhentos anos após a morte de Cristo, a contagem dos anos era feita a partir do ano da fundação de Roma. A “era cristã” é contada – erradamente - a partir do ano 754.
Ou seja, nao se sabe o dia em que Jesus nasceu, mas certamente não ocorreu em 25 de Dezembro.
Em pleno inverno daquela fria região; sobretudo de noite, a temperatura é muito baixa, seria improvável que pastores estivessem nos campos depois das chuvas de Outubro.
Há muitos indícios que Cristo deve ter nascido no ano de 749, ainda na “era romana”, portanto, pelo menos quatro ou cinco anos antes da data festejada. Logo, estamos - na verdade - no ano 2016 ou 2017.
O mais provável é que Jesus Cristo tenha nascido quando César Augusto decretou o primeiro recenseamento (Ver Lucas 2, 1-2), e segundo os elementos históricos existentes, tal fato teria ocorrido cerca do ano quatro a.C.; aí pelo mês de Setembro do ano 749 da fundação de Roma. Até porque Herodes teria nascido em 677 e morrido no ano 750.
O local do nascimento também é questionável: teria sido em Nazaré, e não em Belém.
Celebrações durante o inverno já eram comuns muito antes do Natal ser celebrado no dia 25 de Dezembro. Antes do nascimento de Jesus (cuja data é desconhecida), a história do Natal tem início com os europeus, que já celebravam a chegada da luz e dos dias mais longos ao fim do inverno. Tratava-se de uma comemoração pagã do “Retorno do Sol”, retorno do “Deus Sol”.
Na verdade, no início da história do Natal, esta era uma festividade sem data fixa celebrada em dias diversos em cada parte do mundo. Os povos eram mais próximos da Mãe Natureza, e menos consumistas.
Somente no Século IV d.C, o então Papa Julius I (falecido em 352 d.C), fundador do arquivo da Santa Sé, mudou a história do Natal decretando o dia 25 de Dezembro como data fixa para a celebração.
A Igreja adotou a data de 25 de Dezembro como o dia do nascimento de Jesus Cristo porque o dia do Natal se sobreporia, assim, às celebrações do Solstício de Inverno e à festa do deus Mitra, “Deus da Luz” ou “Deus Sol”, que os antigos festejavam justamente nesse período.
Ou seja, a data que comemoramos atualmente é somente uma convenção. Invenção de um Papa.
Tem outra dificuldade histórica: no ano de 1582, com o advento do Calendário Gregoriano, a data da celebração do Natal foi adiantada em 11 dias para compensar esta mudança no calendário.
O papa Gregório XIII publicou a bula Inter Gravíssimas em 24 de Fevereiro de 1582, determinando que o dia seguinte a 4 de Outubro de 1582 (quinta-feira) passasse a ter a data de 15 de Outubro de 1582 (sexta-feira).
Sem registro histórico preciso, ficou a imagem de um “salvador”, um símbolo de fé.
Em nossa cultura, na contramão da história, a figura mais cultuada atualmente, em 25 de dezembro, é o Papai Noel, ficando Jesus em plano secundário. Um estranho caso, no qual o aniversariante não é o personagem principal. Continuo sem entender. Tem mais.
Até o início do século XX, o Papai Noel era representado por um gnomo ou monge, magro, com uma pesada roupa de inverno, na cor marrom. Até aí ainda se referia a uma figura religiosa.
Todavia, em 1931, o publicitário Haddon Sundblom (1899 a 1976) criou novas imagens do Papai Noel (Pai Natal), gorducho bonachão, em roupas vermelho e branco, para propaganda da Coca-Cola.
E é esta imagem (Papai Noel criado pela Coca-cola), que a maioria dos brasileiros cultua - enganando as crianças – na suposta data do nascimento do fundador do Cristianismo.  
Aproveito para dar o meu recado ao Papai Noel, corifeu da seita do consumismo.
Papai Noel, não me culpe por não gostar mais da sua falsa imagem de bom velhinho. Sou um otimista incurável, apesar de você, sua alienação e seu consumismo; e estou convicto de que meus netos viverão num mundo melhor, mais justo e menos consumista.
E que Pedro, Maria Clara, Isabella, João Enrique e Lucas possam encontrar motivos para continuar gostando de sua pessoa, em muitos festejos, ainda que na contramão da história.
Eu, de minha parte, não consigo mais gostar do senhor. Se quiser um dia ainda me encontrar, procure-me no olhar triste das crianças de rua.
Feliz Coca-cola para todos!
(*) Rinaldo Barros é professor - rn@opiniaopolitica.com



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sábado, 8 de dezembro de 2012

"Queremos Aluizio em 70".

Por Walter Medeiros*
 
Na efervescência política dos anos sessenta, quando a disputa no Rio Grande do Norte se dava principalmente entre os seguidores do ex-governador Aluízio Alves e do senador Dinarte Mariz, firmava-se a preferência pela corrente democrática e populista que garantira a eleição do Monsenhor Walfredo Gurgel para o Governo do Estado. Havia uma sintonia que já levava às ruas uma palavra de ordem que ganhava corpo junto ao eleitorado entusiasmado da corrente denominada de “Bacuraus”, a qual dizia nos quatro cantos: “Queremos Aluízio em 70”.
 
Aquela demonstração de desejo do retorno de Aluízio Alves ao Governo não era nada contra o governo do Monsenhor Walfredo, mas a antecipação do que o grupo político e seus seguidores desejavam. Ela vinha como resultado de um governo que havia mudado o Rio Grande do Norte, estabelecendo modernas relações no âmbito da energia elétrica, telefonia, habitação e outros setores de forma nunca antes vista. Havia sido um grande salto para o nosso estado.
 
 
Lembro bem do meu avô, Francisco Bezerra e minha avó, Dona Constância, caracterizados do verde da Cruzada da Esperança e do retrato de Aluízio na oficina de arte onde ele (meu avô) trabalhava. Do outro lado da minha casa, a minha tia, Mariêta, que guardava orgulhosa um disco de 78 rotações com a Marcha da Esperança e outra música, com Jackson do Pandeiro, enaltecendo Aluízio. O disco ela deixou para mim e eu achei que ficaria melhor guardado no Memorial do ex-governador.
 
Naquele entusiasmo, ouvíamos Erivan França apresentando o programa “Falando Francamente” na rádio Cabugi, início da noite. Não deixávamos de dar uma passada e ouvir enraivecidademente Eugênio Netto fazer o seu programa na Rádio Nordeste, com aquela característica que cantava “O velho tinha razão”. E a síntese daquilo era meus parentes, entre eles Wellington Medeiros, meu irmão, radialista, já na Rádio Cabugi, comentando o que diziam: que na fronteira da Paraiba os paraibanos pediam que empresássemos Aluízio para mudar o estado vizinho.
 
Era a época em que os livros didáticos popularizavam o poema de Drummond que anunciava: “Tinha uma pedra no meio do caminho”. Inesperadamente, inacreditavelmente, supreendentemente, eis que vem a notícia de que os militares haviam decidido cassar o mandato e suspender os direitos políticos de Aluízio Alves e outros. Não sei e jamais saberemos o que o povo diria nas urnas de 1970, mas aquele gesto de força, arbítrio e injustiça mudou a história do Rio Grande do Norte. Calava-se o grito ensaiado do povo, que não poderia mais dizer “Queremos Aluízio em 70.
 
Por esses dias, a Câmara dos Deputados devolveu, simbolicamente, os mandatos de 173 deputados federais cassados ao longo de quatro legislaturas entre 1964 e 1977, durante o regime militar (1964-1985). O presidente da Câmara, Marco Maia, disse que a solenidade foi um ato que busca apagar a nódoa causada pelos gestos autoritários que muito nos envergonham. Ele lembrou que os deputados cassados foram calados não pelo debate, mas por imposição e força da ditadura.
 
O presidente da Comissão Nacional da Verdade, ex-procurador-geral da República Claudio Fonteles disse que o ato deve servir para “que nunca mais venhamos a permitir que nossas divergências sejam decididas pelo arbítrio, pela truculência e pelo desaparecimento”. Para a ministra da Secretaria Nacional dos Direitos Humanos da Presidência da República, Maria do Rosário, a restituição simbólica dos mandatos “é um compromisso para que jamais permitam que a democracia, a justiça e a paz sejam aviltadas como foram no golpe de 1964”.
 
Ao tratarmos aqui dessa realidade que havia no Rio Grande do Norte em meados dos anos 60 pinçamos uma pequena mostra do que ocorreu Brasil afora. Os ambientes políticos em que viviam 173 parlamentares, cujas palavras foram cerceadas, cujas trajetórias foram violentamente obstruídas, contrariando a decisão antes tomada pelo povo que os elegeu, foram todos mutilados. De todos esses tristes episódios, restam, pelo menos, as lições. A cena que a sociedade desejava à época jamais será recomposta. Entretanto, ficou comprovado que os canhões do arbítrio deixam seus rastros de sangue, mas são derrotados e a democracia ressurge mais forte.
 
*Jornalista


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Postado por AssessoRN - Jornalista Bosco Araújo no AssessoRN.com em 12/08/2012 06:12:00 PM
Resposta rápida
Para: AssessoRN - Jornalista Bosco Araújo
     

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012


Feitiço do tempo
(*) Rinaldo Barros
            A conversa de hoje segue o rumo das inquietações e perplexidade em relação à irrealidade do nosso mundo contemporâneo. Ando angustiado porque tenho um entendimento de que, neste início de Milênio, não estamos atravessando apenas mais um momento de turbulência. Estamos dentro do olho do furacão.
            Uma perplexidade que, espero, não seja somente minha, mas de todos os que ainda almejam construir a cidadania e vivem as dificuldades para manter a dignidade e colocar em prática os valores civilizatórios.
            Estou cada vez mais convicto de que a sociedade, acuada pela insegurança física e moral, desaba diante dos olhos de um Estado cada vez mais fraco, da impunidade que beira à anomia (pode ir ao dicionário), e de práticas indecentes disseminadas por todas as classes e segmentos sociais.
            Lamento informar, mas estamos num mundo volúvel e volátil pautado pelos caprichos do capital financeiro, sem pátria, sem regras e sem lei que o regule. Um mundo que gira como uma roleta, como uma banca de apostas onde o único valor é o lucro fácil, sem qualquer compromisso com o desenvolvimento das sociedades.
            Recentemente, encontrei respaldo para minhas suspeitas no sociólogo polonês Zygmunt Bauman, em seu livro “Tiempos Líquidos”, Tusquets editores, México, 2008. Bauman me ajudou a entender melhor esse nosso tempo sem raízes, sem memória, através um conjunto de análises que ajudam a elucidar esses descaminhos.
            Aprendi que a modernidade resultou da fragmentação do que antes era sólido.
            Bauman aponta cinco pontos representativos dessa mudança de curso, sem precedentes na história da humanidade.
1)      Desmantelamento das organizações sociais - a velocidade das alterações ocorridas nas organizações sociais fez com que estas não mais consigam manter seu formato e se dissolvem rapidamente. O controle social se desmancha gradativamente, em marcha acelerada.
2)      Fragmentação do Estado moderno - o poder antes era circunscrito ao Estado de cada nação. Hoje, o poder é globalizado e se afasta na direção de um espaço global, planetária; mas - contraditoriamente - o poder local continua sendo exercido em cada lugar, de forma fragmentada, pulverizada, desarticulada. O Estado nacional tende a se tornar impotente frente às grandes questões sociais e econômicas.
3)      O mercado substitui as relações sociais - a comunidade, como forma de se referir à totalidade da população que habita um território soberano, perde substância e significado. Os laços inter-humanos se tornam cada vez mais frágeis e descartáveis porque são regulados pelas leis do deus-mercado. A exposição e submissão das pessoas aos caprichos dos mercados de força de trabalho, de mercadorias e de serviços inspiram e promovem a divisão do trabalho, a competição e o individualismo; em detrimento da colaboração, da cooperação e do trabalho em equipe.
4)      Colapso do pensamento - estão cada vez mais relegados ao segundo plano o pensamento formulador, o planejamento e as ações de longo prazo, do que resulta o enfraquecimento das estruturas sociais; e coloca em risco a construção do desenvolvimento sustentável. Dessa forma, a vida fica fragmentada, sem continuidade histórica. O conhecimento do passado não assegura a probabilidade de vitórias futuras. Na correria cotidiana, não há tempo para reflexões ou novas construções teóricas; não se planeja e não se tem noção para onde estamos caminhando.
5)      Desequilíbrios da economia global - metade do comércio mundial e mais da metade do investimento global beneficiam apenas 22 países, os quais acomodam apenas14 por cento da população mundial. 90 por cento da riqueza total do planeta estão nas mãos de apenas (01) hum por cento de seus habitantes. E não há qualquer instrumento ou mecanismo à vista capaz de deter essa maré global de polarização entre o poder e a riqueza, de um lado, e a crescente miséria material e espiritual, na ponta dos famélicos esquecidos.
Pelo andar da carruagem, as consequências desta globalização imperialista são e serão desastrosas, pois o que se vê é a concentração de riquezas e de poder, ao lado do crescimento do desemprego, da miséria, da exclusão social, e da violência urbana, com drogas e criminalidade crescentes.
Ingenuamente, talvez, como queria Agostinho (354 a 430 d.C), só me resta continuar com a Esperança, ao lado de suas duas filhas lindas, a Indignação e a Coragem; ainda uma vez mais, com a única arma que possuo - a palavra - gritando para tentar construir um mundo melhor.

(*) Rinaldo Barros é professor – rb@opiniaopolitica.com

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segunda-feira, 3 de dezembro de 2012


"Maria do Céu não viu aparecer
nenhum herói na insurreição

Luiz Gonzaga Cortez *

No dia 21 de abril de 1987, Maria do Céu Pereira Fernandes, que foi a primeira deputada estadual do Rio Grande do Norte, irmã do falecido ex-governador José Cortez Pereira de Araújo (filha de Olindina Pegado Cortez, irmã da minha avó paterna), prima legítima do meu pai, Manoel Genésio Cortez Gomes, me concedeu uma entrevista na residência do seu filho Paulo de Tarso, em Natal, publicada no extinto semanário Dois Pontos. Eis o teor da entrevista:

Como a sociedade recebeu o lançamento da sua candidatura pelo Partido Popular?

MC – Naquele tempo, eu fazia o que queria. Lia livros proibidos, inclusive sobre comunismo e Freud. Sobre comunismo, por exemplo, eu li muito, mas não aceitei a ideologia. Mas sobre a receptividade da minha candidatura posso dizer que os remanescentes do tradicionalismo não aceitaram. Houve um certo impacto no começo, mas depois a Igreja aceitou. Não houve choque nenhum, todos aceitaram.

E o seu pai, político tradicional e conhecido coronel da política de Currais Novos, como viu a sua candidatura?

MC – Eu tinha 24 anos naquela época. Sou de novembro de 1910. Papai não queria que eu fosse candidata, mas não tomei conhecimento porque o que eu fazia era o que achava certo. Veja bem, em 1934, eu tinha amigos e amigas, o que não era comum naquele tempo. Com amigos, eu passeava e viajava. Você já pensou uma mulher de 24 anos passear na cidade com amigos? Passeava com Mário Porto, Eider Trindade e outros grandes amigos. Fui eleita com o apoio do meu pai, Vivaldo Pereira, e do meu noivo, Aristófanes Fernandes.

Logo após a eleição dos deputados para a Assembléia Constituinte Estadual ocorreu a revolta dos cabos e soldados do 21º Batalhão de Caçadores do Exército, em Natal. Como a sra. viu a revolta?

MC – Até gostei de ter havido a revolução comunista. Eu gostei que os comunistas tivessem se rebelado. Gostei porque eles eram idealistas, mas não porque quisesse participar, não. O Brasil estava se tornando horrível. Lendo o livro "Olga", de Fernando Morais, a gente fica sabendo como os comunistas eram idealistas, mas não tinham meios, coitados, de dominar o Brasil. Como eles iriam vencer num país-continente como o nosso? Como iriam arregimentar gente e recursos para que pudesse haver um congraçamento de norte a sul? Se eles tivessem se levantado de norte a sul, teriam conseguido a vitória. E foi bom assim porque o povo brasileiro não está preparado para o comunismo. Ainda hoje o Brasil não comporta o regime comunista, mesmo com toda a miséria e ignorância.

A sra. tem alguma admiração pelo comunismo?

MC – Há muita coisa que não aceitamos no comunismo da União Soviética e de Cuba. Eu tenho uma admiração e entusiasmo por Fidel Castro. Cuba não é o regime ideal, mas só o fato de Fidel tirar o povo da situação anterior já é grande coisa.

A sra. era de direita?

MC – É, eu era de direita total. Hoje sou de esquerda. Meu pai era um homem de direita, de muita autoridade, mas eu não baixava a cabeça pra ele; ele me ouvia e não discutia comigo, mas era um tipo de patriarca. Embora como pai tivesse ternura pelos filhos, mantinha uma certa distância de nós. (Em 1924, perdi a minha mãe e passei a confiar mais no meu pai).

Que lições tirou desse período?

MC – Casada, procurando aproveitar uma outra situação, escondendo o real, aprendi a "engolir" alguns fatos, a aparentar outra coisa, aquilo que não estava mais vivendo. Quase fico maluca (risos). Não tenho porque alimentar minhocas, cheguei aos 76 anos de idade e não há mais o que mudar. Boto tudo pra fora o que sinto. E vou continuar assim, embora ache que esteja perto de terminar.

Que conselhos a sra. daria às mulheres de hoje?

MC – A mulher deve ser rebelde até certo ponto. Quando ela está convicta que seus objetivos estão certos, deve lutar até o fim. Apesar de sempre ter sido uma mulher rebelde, eu vivi muito bem com o meu marido.

E a política daquele tempo?

MC – Naquele tempo se pensava em fazer alguma coisa pelo povo, mas isso já era utópico. Quando se entra no governo, a gente pensa muito pelos pobres. Por isso, aconselho Geraldo Melo, em que não votei porque não me recadastrei, que olhe mais para quem não tem e olhe menos para quem tem muito. Hoje só se faz política com muito dinheiro, só se elege quem tem dinheiro. Naquele tempo, os coronéis mandavam na política, mandavam votar em quem eles queriam, mas não se comprava votos. As campanhas eram bonitas. Fazíamos campanhas e comícios em cima de caminhões. E assim a gente falava para o povo e pedia votos.

A história registra que a campanha política de 1934 foi muito agitada. Há o famoso episódio do tiroteio de Parelhas que redundou numa morte.

MC – Eu não fui a Parelhas, fiquei em Acari. Por isso, não posso falar sobre esse tiroteio.

E o governo Mário Câmara, antecessor de Rafael Fernandes, cuja administração a sra. apoiou como membro da bancada do Partido Popular?

MC – Se foi um período de violências, eu não sei. Acho que houve alguma violência, mas há muitas controvérsias sobre isso, não é? Houve o caso do assassinato do filho de Juvenal Lamartine, Otávio, mas um grande amigo meu constituinte daquele tempo, rebate essa acusação de que Mário Câmara foi o responsável. Fomos obrigados a ir para a Paraíba, por causa da tensão reinante em Natal. Na Paraíba, o governador Argemiro Figueiredo, recebeu e hospedou os 14 deputados do Partido Popular. Forças federais garantiram o  regresso a Natal, que encontramos deserta. Aqui, os 14 deputados ficaram hospedados na casa de Alberto Roselli, amigo nosso. A casa ficava no Grande Ponto e, no dia seguinte, muita gente querendo nos ver. Ficamos na casa de Alberto Roselli até o dia da votação indireta na Assembléia Legislativa, que funcionava na rua Junqueira Ayres, onde hoje está a Ordem dos Advogados. A eleição dos deputados foi muito agitada, mas a eleição de Rafael Fernandes foi pacífica. Os catorze deputados ficaram unidos e coesos e elegemos Rafael Fernandes por um voto de maioria. Foi uma vitória sofrida e bonita. Depois da votação, saímos do prédio da Assembléia para buscar Rafael Fernandes. No meio desse povo, eu era a única mulher.

A sra. recebeu ameaça de morte?

MC – Bom, na época da campanha houve algumas ameaças. Por três vezes, entraram na minha residência para me seqüestrar. Uma vez senti que um homem estava no banheiro da minha casa e gritei. As pessoas que  estavam em minha casa viram o homem pulando o muro e desaparecer, na rua 13 de Maio (hoje Princesa Isabel). Em seguida, forças federais vigiaram a minha casa até 1935.

Acredita que as demissões de guardas civis, nomeados por Mário Câmara, precipitaram a insurreição do 21º BC?

MC – A insurreição de 35 não foi eminentemente comunista. A coisa já vinha lá do sul, mas aqui anteciparam um pouco, pois não era para estourar no dia 23 de novembro. Essa antecipação favoreceu o governo de Getúlio Vargas, pois se eles estivessem articulados de norte a sul, acredito que não teria fracassado. Mas voltando ao caso das demissões dos guardas civis, creio que eles favoreceram a rebelião. Na época, eu disse ao monsenhor Mata (presidente da Assembléia Legislativa e membro do PP): "Sou uma pessoa disciplinada, mas não aceito certas coisas. Eu não sou uma ovelha que segue um só rebanho para deixar de lado a minha discordância com as demissões. Quanto a antecipação da revolta por causa das demissões feitas pelo governador Rafael Fernandes, não posso garantir, mas pode ter influenciado. Foram mais de 300 pais de famílias demitidos em poucos dias.

Chegou a ver atos de heroísmo durante a revolta?

MC – Não. Quando estourou a revolução eu estava no Teatro Carlos Gomes. Fui obrigada, muitas vezes, a me arrastar e me esgueirar no meio do mato. Chegamos na casa de José Mesquita, na avenida Deodoro, onde hoje fica o edifício Chácara 402. Passamos o resto da noite lá e, de manhã cedo, caminhamos para a praia do Meio. Durante o governo revolucionário não sofremos nada, não sei porque. Sabíamos que um dos líderes da revolução era José Macedo, natural de Santana do Matos e, parece, que ele mandou que a nossa família fosse respeitada. Dos quatro dias que passamos na praia só me lembro que faltaram alguns alimentos em Natal. Soube que alguns seguidores de José Augusto, do Partido Popular, em Macaíba, participaram da insurreição, mas não sei porque. Por ouvir dizer, em Macaíba, sei da participação de Alfredo Mesquita na insurreição. A insurreição comunista foi uma surpresa para muita gente. Eu lia muito e sabia que alguma coisa iria acontecer, mas que não rebentaria na noite do dia 23 de novembro de 1935. Quanto a heróis, desconheço que tenha aparecido algum em Natal, durante a revolução comunista."


*Luiz Gonzaga Cortez é jornalista e pesquisador.



domingo, 2 de dezembro de 2012

UBE fará homenagem a Bartolomeu Correia.

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Hospital de Parnamirim pára amanhã, 3.


Médicos de Natal (RN) voltam a paralisar as atividades

Elendrea Cavalcante
Do UOL, em Natal
  
Os atendimentos de urgência e emergência na ortopedia de dois hospitais de Natal, um de Parnamirim (a 15 quilômetros da capital) e o Samu Metropolitano, estão paralisados desde a manhã deste sábado (1º). A interrupção ocorre em protesto contra uma dívida de R$ 1,5 milhão do Estado com a Cooperativa Médica do Rio Grande do Norte (Coopmed).
A cooperativa havia alertado desde o último dia 22, em reunião na Secretaria de Saúde do Estado, sobre a suspensão dos serviços, caso o pagamento não fosse realizado.
Há quatro dias, médicos da mesma cooperativa voltaram ao trabalho nas unidades do município após sete dias de paralisação nos atendimentos de baixa complexidade, também pela falta de pagamento.
Porém, além da paralisação nas unidades do Estado a partir de hoje, a mesma cooperativa informou que paralisaria o atendimento de média e alta complexidade nas unidades do município, na segunda-feira (3), caso o pagamento do município por esses dois contratos de serviço não seja realizado até este domingo (2).
A interrupção iniciada neste sábado deve-se, segundo a cooperativa, ao atraso do Estado no pagamento dos plantões de agosto, setembro e outubro, que juntos, somam R$ 1,5 milhão.
O presidente da Coopmed, Fernando Pinto, informou que o atraso no pagamento dos médicos cooperados já está entrando no quarto mês (novembro).
Por enquanto, um dos hospitais mais prejudicados com a interrupção do atendimento é o Monsenhor Walfredo Gurgel, em Natal. Principal hospital de urgência e emergência do Estado, a unidade passou os últimos meses acumulando pacientes – principalmente da ortopedia – em seus corredores.
Além dele, está prejudicado o atendimento no Hospital Universitário Onofre Lopes, localizado em Natal, e no Deoclécio Marques de Lucena, em Parnamirim – cidade da Grande Natal.
O secretário estadual de Saúde classificou como intransigente a decisão da Coopmed de interromper mais uma vez os atendimentos nas unidades de saúde públicas. Segundo ele, a cooperativa foi alertada de que o pagamento do Estado será feito na segunda-feira.