Espaço para veiculação de notícias, artigos e reportagens de interesse da comunidade potiguar.
terça-feira, 25 de dezembro de 2012
Rocas e a sua Igreja no alto da rua São João.
Mais fotos de H. Preston.
Foto de Hart Preston, da revista TIME,mostrando trecho do bairro das Rocas com o alagado da Ribeira e a igreja de São João no alto, à direita. Fonte: GoogleInício da construção da Base Aérea de Natal em 1941.
| Base de Natal sendo construída em 1941- fotos de Hart Preston. Fonte: blog sangueverdeoliva.com.br |
A LIFE disponibilizou fotos tiradas em 1941 enquanto a base aérea de Natal era construída, feitas pelo Hart Preston.
Como
as fotos são grandes, dá pra ver uns detalhes bem bacanas dos aviões,
dos uniformes da época e equipamentos, do dia a dia dos civis, soldados,
marinheiros e trabalhadores, cenas urbanas e rurais...
Galeria de Fotos da Revista LIFE
Continuação (final)
segunda-feira, 24 de dezembro de 2012
MENSAGEM
DO PRESIDENTE DA UBE/RN - CRÔNICA DO NATAL
Por
Eduardo Gosson
Em
Natal tem um poeta – Joâo Andrade – que nasceu no mês de dezembro; por
isso, quando as luzes se acendem para reverenciar o Menino Jesus, ele
pensa que a cidade se enfeita para saudá-lo. Bom pensamento, meu poeta. Afinal,
os poetas e Jesus merecem porque ambos conseguem ver na escuridão, senão
vejamos:
Poetas:
“sou uma sombra/venho de outras eras/do cosmopolitismo das moneras”
(Augusto dos Anjos)
Jesus:
“o meu reino não é deste mundo”
Poetas:
“Mas, ainda há tempo, ainda há planos de voltar ao ponto da estrada”
(Lívio Oliveira)
Jesus:
“larga tudo e siga-me”
Poetas:
“morrer nesta vida não é difícil/difícil é a vida e o seu ofício” (Maiakoviski)
Jesus:
“ no mundo tereis aflições”.
Poetas:
“em vez do rosto viu a alegria no coração” (Gilberto Avelino)
Jesus:
“para entrar no meu Reino, é preciso nascer de novo”
Poetas:
“salto esculpido sobre o vão/de concreto e aço/ onde não permaneço
-
Passo”
(Zila Mamede)
Jesus:
“ Eu sou a resplandecente estrela da manhã”.
Meu
caro leitor: que neste Natal coloquemos em definitivo a poesia e Jesus em
nossas
Vidas.
É
preciso tão pouco para ser feliz!
*Poeta,
o resto é disfarce!
domingo, 23 de dezembro de 2012
Correios das Artes homenageia pintor potiguar desconhecido em Natal.
José Lyra
José Carlos Serrano Lyra
Vila Nova-RN, 1912 – João Pessoa-PB, 1983.Pintor e fotógrafo. Autodidata. Foi dos artistas plásticos mais atuantes em João Pessoa, a partir dos anos 1940. Mudou-se para João Pessoa, em 1932, atuando como fotógrafo. Em seu ateliê de fotografia e de pintura (Foto Lyra, rua Peregrino de Carvalho, vizinho ao antigo Cine Rex), recebia importantes personalidades da sociedade paraibana que encomendavam retratos. Este local também era ponto de encontro de artistas, quando lá foi fundado o Centro de Artes Plásticas da Paraíba-CAP (1946), a primeira experiência coletiva de artistas: escola e ateliê voltado para o ensino das artes plásticas no Estado. Daí vieram as primeiras exposições coletivas e salões de arte, com a participação de artistas como Hermano José, Olívio Pinto, João Pinto Serrano, Leonardo Leal, Elcir Dias, Arnaldo Tavares, entre outros. O artista fez sua primeira exposição individual de pintura em 1946, em Natal, tendo participado de todas as coletivas do CAP, de 1947 a 59. Em 1955 recebeu premiação no Recife, no 14° Salão Anual de Pintura de Pernambuco. Realizou ainda mostras individuais em 1957 e 80, em João Pessoa, e outra em Natal em 1981. O SAMAP, em João Pessoa, já lhe dedicou duas exposições retrospectivas. Lyra atuou principalmente na pintura à óleo preferindo o retrato, apesar de ter realizado também os primeiros nus da pintura paraibana, depois de Pedro Américo. Junto a Hermano José, redescobriu a paisagem das praias litorâneas de João Pessoa, pintando as gameleiras de Tambaú e a Barra de Gramame. José Lyra é o artista elo entre duas gerações de pintores na Paraíba. Herdou, da geração pioneira de 1920, principalmente de seu primo Olívio Pinto, o gosto pela paisagem e legou aos novos artistas dos anos 1960, como Raul Córdula e Flávio Tavares, um trabalho constante dedicado à arte e ao ensino, base fundamental para a consolidação das artes plásticas na Paraíba. Numa época que inexistia um mercado de arte local, Lyra abriu, com dificuldade, espaço através dos seus retratos para o consumo de obras de arte em João Pessoa. Sua arte de teor acadêmico, no início, vai aos poucos se abrindo para novas experimentações passando pelas lições do impressionismo nos anos 1950 até uma pintura de forte teor expressionista, no final da vida. Em 1996 foi homenageado no III Festival Nacional de Arte-Fenart (Funesc/Governo do Estado), com mesa-redonda e exposição na Galeria Archidy Picado, sob a curadoria do Prof. Dr. Gabriel Bechara (UFPB) e o apoio de sua filha, Graça Lyra.
“José Lyra viveu numa família de artistas. Seu avô, José Graciliano Filho era pintor e escultor. Seus primos Pinto Serrano e Olívio Pinto chegaram a realizar uma obra importante através de paisagens que registram canaviais da várzea, praias, igrejas, fazendas, riachos e pormenores da vida urbana...” (Raul Córdula, ABCA/AICA)
fonte: [Arquivo Galeria Archidy Picado, Funesc]
A ediçao de dezembro de 2012 a revista Correio das Artes publica reportagens com o pintor natalense José Lyra.
Vila Nova-RN, 1912 – João Pessoa-PB, 1983.Pintor e fotógrafo. Autodidata. Foi dos artistas plásticos mais atuantes em João Pessoa, a partir dos anos 1940. Mudou-se para João Pessoa, em 1932, atuando como fotógrafo. Em seu ateliê de fotografia e de pintura (Foto Lyra, rua Peregrino de Carvalho, vizinho ao antigo Cine Rex), recebia importantes personalidades da sociedade paraibana que encomendavam retratos. Este local também era ponto de encontro de artistas, quando lá foi fundado o Centro de Artes Plásticas da Paraíba-CAP (1946), a primeira experiência coletiva de artistas: escola e ateliê voltado para o ensino das artes plásticas no Estado. Daí vieram as primeiras exposições coletivas e salões de arte, com a participação de artistas como Hermano José, Olívio Pinto, João Pinto Serrano, Leonardo Leal, Elcir Dias, Arnaldo Tavares, entre outros. O artista fez sua primeira exposição individual de pintura em 1946, em Natal, tendo participado de todas as coletivas do CAP, de 1947 a 59. Em 1955 recebeu premiação no Recife, no 14° Salão Anual de Pintura de Pernambuco. Realizou ainda mostras individuais em 1957 e 80, em João Pessoa, e outra em Natal em 1981. O SAMAP, em João Pessoa, já lhe dedicou duas exposições retrospectivas. Lyra atuou principalmente na pintura à óleo preferindo o retrato, apesar de ter realizado também os primeiros nus da pintura paraibana, depois de Pedro Américo. Junto a Hermano José, redescobriu a paisagem das praias litorâneas de João Pessoa, pintando as gameleiras de Tambaú e a Barra de Gramame. José Lyra é o artista elo entre duas gerações de pintores na Paraíba. Herdou, da geração pioneira de 1920, principalmente de seu primo Olívio Pinto, o gosto pela paisagem e legou aos novos artistas dos anos 1960, como Raul Córdula e Flávio Tavares, um trabalho constante dedicado à arte e ao ensino, base fundamental para a consolidação das artes plásticas na Paraíba. Numa época que inexistia um mercado de arte local, Lyra abriu, com dificuldade, espaço através dos seus retratos para o consumo de obras de arte em João Pessoa. Sua arte de teor acadêmico, no início, vai aos poucos se abrindo para novas experimentações passando pelas lições do impressionismo nos anos 1950 até uma pintura de forte teor expressionista, no final da vida. Em 1996 foi homenageado no III Festival Nacional de Arte-Fenart (Funesc/Governo do Estado), com mesa-redonda e exposição na Galeria Archidy Picado, sob a curadoria do Prof. Dr. Gabriel Bechara (UFPB) e o apoio de sua filha, Graça Lyra.
“José Lyra viveu numa família de artistas. Seu avô, José Graciliano Filho era pintor e escultor. Seus primos Pinto Serrano e Olívio Pinto chegaram a realizar uma obra importante através de paisagens que registram canaviais da várzea, praias, igrejas, fazendas, riachos e pormenores da vida urbana...” (Raul Córdula, ABCA/AICA)
fonte: [Arquivo Galeria Archidy Picado, Funesc]
A ediçao de dezembro de 2012 a revista Correio das Artes publica reportagens com o pintor natalense José Lyra.
Assinar:
Postagens (Atom)