quinta-feira, 18 de abril de 2013

 Desnacionalização galopante

Adriano Benayon * - 15.04.2013

01.  Em artigo recente, assinalei que, no Brasil, os  déficits nas transações correntes com o exterior se vêm avolumando.  Somaram US$ 204,1 bilhões de 2008 a 2012 (US$ 54,2 bilhões só em 2012).

02. Em  janeiro/fevereiro de 2013 houve espantosa aceleração: US$ 18 bilhões, ou seja, 83% a mais que no mesmo período de 2012.

03. Escrevi naquele artigo: “os déficits fazem acelerar ainda mais a desnacionalização e o endividamento.” E citei Carlos Lopes (HP 24.01.2013): “de 2004 a 2011, foram desnacionalizadas 1.296 empresas brasileiras, e as remessas oficiais de lucros ao exterior montaram a US$ 405 bilhões.” As remessas de lucros disfarçadas em outras contas são um múltiplo disso.

04. A aquisição de empresas de capital nacional (desnacionalização em sentido estrito) é apenas uma parte dos “investimentos estrangeiros diretos (IEDs).  Estes incluem a criação de  novas subsidiárias ou entrada de capital nas já estabelecidas.  Tudo isso é desnacionalização em sentido lato, implicando controle da economia brasileira por empresas estrangeiras. Boa parte dos IEDs vem de lucros obtidos no próprio País.

05.  A desnacionalização é um processo cumulativo:  cresce sempre, porque leva à transferência de recursos para o exterior, a qual causa os déficits nas transações correntes, e esses têm que ser cobertos por endividamento ou IEDs.

06. Os IEDs são considerados remédio para “equilibrar” o Balanço de Pagamentos – BP, mas, na realidade, agravam enormemente a doença: o desequilíbrio do BP, decorrente dos próprios IEDs.

07. Incrível, mas verdade: desde agosto de 1954, a desnacionalização foi promovida por governos do País. Mas não tão incrível, porque o foi por governos militares e civis, egressos de golpes militares sob direção estrangeira, ou de eleições comandadas pela pecúnia, no quadro de instituições políticas adrede constituídas.

08. Isso se deu por meio de cooptação e de corrupção e também por efeito da dependência cultural, formada através da mídia e de universidades, reforçada pelo deslumbramento diante dos requintes da “civilização” dos países imperiais e através da difusão das realizações destes, sem cogitar que muito de tais “maravilhas”  resultou do saqueio das periferias.

09. O governo militar-udenista, egresso do golpe de 1954, regido por serviços secretos estrangeiros,  instituiu vantagens absurdas em favor do capital estrangeiro, inauguradas com a Instrução 113 de 17.01.1955, da SUMOC (Superintendência da Moeda e do Crédito).

10. Essa Instrução propiciou às multinacionais importar máquinas e equipamentos usados, sem cobertura cambial, registrando o valor a eles atribuído pela multinacional, como investimento estrangeiro direto, em moeda.  Nada menos que 1.545 licenças para esses “investimentos”  foram concedidas pela Carteira de Comércio Exterior (CACEX), entre 1955 e 1963, mantidas e ampliadas que foram as vantagens  no governo de JK.

11.  Desse modo, os bens de capital entraram no Brasil, mais que amortizados com as vendas em vários mercados de dimensões, cada um dos quais dezenas de vezes maior que o brasileiro.

12. Em consequência, as  promissoras indústrias de capital nacional, formadas na 1ª metade do Século XX, foram  sendo dizimadas, impossível que era concorrer com grandes empresas transnacionais, ainda por cima  operando no Brasil com capital e tecnologia a custo zero.

13. Assim, a Volkswagen apossou-se de mais de 50% do mercado de automóveis, com o Fusca, de tecnologia desenvolvida nos anos 30, produzido para o mercado europeu, vinte anos antes de o ser no Brasil. Ora, a amortização dos equipamentos ocorre em cerca de cinco anos.

14. A implantação da Fiat, nos anos 70, com recursos do governo de Minas e incentivos federais, é um dos exemplos escandalosos do modelo de dependência tecnológica, financeira e cultural prevalecente no Brasil. A “proeza” está sendo repetida, pois mais de 70% da nova fábrica da Fiat em Pernambuco é montada com dinheiro público.

15. Desde os anos 90 com Collor e FHC -  ademais da desnacionalização efetuada através de privatizações, em que a União, em vez de receber, gastou centenas de bilhões de reais para entregar estatais de grande porte -  a esbórnia entreguista tornou-se ainda mais desenfreada, com mais subsídios federais, estaduais e municipais concedidos às montadoras estrangeiras, como, de resto, a transnacionais de outros setores.
16.  Deu-se devastadora guerra fiscal para atrair investimentos  estrangeiros, na qual governadores entreguistas  oferecem vantagens cada vez mais desmedidas, às custas dos contribuintes e da economia brasileira.
17. O engenheiro Glauco Arbix, da  USP, em estudo de 2011, apontou que isso foi "puro desperdício de dinheiro público": nos EUA  os incentivos para gerar um emprego seriam de US$ 4 mil, enquanto no Brasil chegaram, em média,  a US$ 174,3 mil (sem contar os subsídios e benefícios fiscais federais).
18. Arbix verificou que a fábrica da Ford em Guaíba (RS), cujo projeto foi transferido para a Bahia, sairia para Estado e município por US$ 180,3 mil por emprego dos 1.500 previstos. O Rio Grande do Sul, entretanto, concedeu  incentivos de US$ 174,3 mil por emprego  nos 1.300 da fábrica da General Motors em Gravataí.  Na Mercedes, em Juiz de Fora (MG), Estado e município investiram US$ 152 mil por emprego.
19. Até os anos 80, o capital estrangeiro predominou no setor industrial, além do comércio exterior.  Depois,  estendeu-se nos serviços privados e públicos e no setor financeiro. Tornou-se dominante na mineração, tem adquirido grande parte do setor sucroalcooleiro e penetrou na agricultura,  condenando seu futuro, ao introduzir as sementes transgênicas e os agrotóxicos complementares.

20. Além dos subsídios fiscais e outros, nos últimos anos, os bancos públicos elevaram seu financiamento aos concentradores e transnacionais.  Empreiteiras, grupos siderúrgicos, processadores de alimentos, agronegócio e até bancos estrangeiros têm sido subsidiados pelos juros favorecidos nos empréstimos do  BNDES.
21.  Mauro Santayana assinala que quem está colocando o dinheiro somos nós mesmos. Diz em resumo:
“A Telefónica da Espanha recebeu do BNDES mais de 4 bilhões de reais em financiamento nos últimos anos e mandou mais de 1,6 bilhão de dólares para seus acionistas espanhóis, que controlam 75% da Vivo, nos sete primeiros meses do ano passado.”
“A OI, que também recebeu dinheiro do BNDES, emprestado, e era a última esperança de termos um "player" de capital majoritariamente nacional, corre o risco de se tornar portuguesa, com a entrega de seu controle à Portugal Telecom ...”
22.  Evaristo Almeida aponta que, desde a privatização do sistema Telebrás, em 1998,  as empresas tiveram receita de dois trilhões de reais e  dizem ter investido só 390 bilhões, grande parte dos quais financiados pelo BNDES “a juros de mãe amorosa”.
23. Santayana anota:
“Empresas estatais estrangeiras, como a francesa ADP (Aeroportos de Paris) ou a DNCS, que montará os submarinos comprados à França, pertencem a consórcios financiados com dinheiro público brasileiro. Esse será também emprestado às multinacionais que vierem participar das concessões de rodovias (com cinco anos de carência para começar a pagar) e de ferrovias, incluindo o trem-bala Rio-São Paulo.”
“A Caixa Econômica Federal, adquiriu, por sete mil reais, em julho, pequena empresa de informática e depois nela se associou minoritariamente à IBM. No mês seguinte  celebrou com a IBM, sem licitação, contrato de mais de um bilhão e meio de reais ...”
24. O esquema das  PPPs (parcerias público-privadas) faz que o poder público banque investimentos que se transformam em patrimônio privado, tanto das empresas privadas, inclusive as privatizadas, como  das que estão sendo objeto de novas privatizações, rotuladas pelo nome de concessões. Quase sempre privatização implica desnacionalização.
25. Os portos são objeto da recente medida provisória (MP 595), a qual, segundo o Senador Roberto Requião, inventa novo marco regulatório inexistente em qualquer lugar do mundo e provocará enfraquecimento e quebras dos portos públicos, entregando seu controle a armadores transnacionais.
26. Além disso, o Estado terá de arcar com a infra-estrutura de transportes até os portos, de acordo com as exigências destes, e as  obras portuárias serão realizadas por empresas privadas contratadas mediante licitação. O Estado esbanja capital para privatizar, embora digam que a ele falta capital e por isso precisaria privatizar.
27. Ao mesmo tempo, o Estado incrementa as renúncias fiscais, mas só em favor de concentradores e transnacionais, jamais de contribuintes comuns. Dilma prorrogou, até o fim do ano, a isenção de IPI para automóveis e caminhões.
28. Já liberou 67 setores da contribuição previdenciária de 20% sobre a folha de pagamento, substituída  pelo recolhimento de 1% a 2% do faturamento. O setor automotivo e o da linha branca já se  beneficiavam disso, e a presidente incluiu na lista (MP 612): serviços aeroportuários; transporte aéreo de passageiros; transporte metroviário; engenharia e arquitetura; construtoras de obras de infraestrutura;  transportes marítimos e rodoviários de cargas.
29.  Governadores e prefeitos entreguistas, com aval do governo federal, têm projetos de privatizar a água e o saneamento. As grandes transnacionais do setor prometem investir, mas, em geral, só o fazem na água, pois o investimento é menor e os lucros maiores. Esse bem estratégico passa a ser explorado  em função dos lucros e sem cuidado com preservação e qualidade.
30. Até mesmo o petróleo - que, em todo país soberano, tem de estar sob controle nacional - está sendo entregado às companhias estrangeiras. Desde a campanha do “petróleo é nosso” e a criação da Petrobrás, em 1953,  o monopólio estatal ficou intocado,  enquanto a Nação manteve algum resquício de independência,  até ter ele sido derrogado, de fato,  por FHC, com a Lei 9.478, de 1997.
31. Como alertam os engenheiros Paulo Metri e  Ricardo Maranhão,  o Brasil sofrerá perda colossal no leilão que a Agência Nacional do Petróleo marcou para 14/15.05.2013.  Poderão ser arrematadas áreas totalizando de 20 a 30 bilhões de barris, ou seja, de 1,8 a 2,7 trilhões dólares aos preços atuais.

32. Os royalties determinados pela legislação são de 10% do valor da produção, e  as transnacionais ficam donas do petróleo, podendo exportá-lo sem qualquer limitação, como atender prioritariamente as necessidades internas ou restringir a exploração por razões de estratégia política ou econômica.

33. Os royalties são baixíssimos, e o Brasil se coloca, assim, em situação rebaixada não só em relação aos países soberanos - cujas companhias exploram o petróleo -  mas até em relação a pequenos países, protetorados das potências hegemônicas desprovidos de tecnologia de exploração, os quais obtêm royalties muito acima daquele percentual.

34. A grande mídia, sempre a serviço da oligarquia imperial, faz intensa campanha sobre fracassos e dificuldades da Petrobrás,  visando evitar que ela,  como em leilões passados, arremate o grosso das áreas. A Petrobrás descobriu as jazidas, verdadeiro bilhete premiado para as transnacionais, propiciado pela Agência Nacional de Petróleo, constituída, desde sua fundação, para favorecê-las. Não estão ainda em pauta áreas do pré-sal, para as quais vige a lei 12.351/2010, que tampouco preserva os interesses do País.

34. Fomentada que é a ignorância quanto a tudo que seja de grande interesse nacional, o que suscitou intensa polêmica política foi o repasse dos royalties para Estados e municípios, uma bagatela diante do que o Brasil está perdendo.

35. Tão estúpida, ou desonesta, é a atitude de governadores e parlamentares, que nem falam em revogar a Lei Kandir, o que lhes proporcionaria  mais que o dobro das receitas dos royalties, em disputa das quais se engalfinham.  Essa lei isenta as exportações do ICMS.


* - Adriano Benayon é doutor em economia e autor do livro Globalização versus Desenvolvimento.
 Fechaspas.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Perseguição policial termina em morte de universitário.


Comando da PM afasta policiais envolvidos em morte de estudante

Fonte: O Mossoroense.com.br
Carro do estudante foi atingido pela polícia (Foto OCâmera2)Carro do estudante foi atingido pela polícia (Foto OCâmera2)
O comando da Polícia Militar do Rio Grande do Norte determinou nesta segunda-feira (15) a instauração de inquérito e o afastamento dos seis policiais envolvidos na morte do universitário cearense José Fernandes Castelo, de 19 anos, que levou um tiro nas costas durante uma perseguição ocorrida na noite do último sábado (13), em Mossoró.

Em nota, o comandante geral da PMRN, coronel Francisco Araújo Silva, se pronuncia sobre o ocorrido. Confira:
"Em virtude do fato ocorrido no último sábado, 13, em Mossoró, onde José Fernandes Castelo, 19 anos, faleceu após ocorrência policial, na qual, conforme informações iniciais, o condutor teria desobedecido a ordem de parada dos policiais de serviço, chegando a praticar direção perigosa, ocasionando o atropelamento de pedestres, a Polícia Militar do RN vem a público esclarecer que:
* Todos os Militares envolvidos na ocorrência foram conduzidos à Delegacia de Polícia Civil para serem ouvidos e prestarem os devidos esclarecimentos à Autoridade Policial;
Após os procedimentos investigatórios iniciais, todas as armas de posse dos Militares envolvidos na ocorrência foram recolhidas a fim de servir como base para os exames balísticos, conforme preceitua a Lei;

* Imediatamente, após a abertura do Inquérito Policial na Delegacia Civil, os Militares foram ouvidos por um Oficial da PM no 2º BPM sobre o ocorrido para abertura do procedimento administrativo de investigação no âmbito institucional;
* Na manhã desta segunda-feira, 15, o Comando da PM determinou a instauração de um Inquérito Policial Militar, tendo sido designado um Oficial do Comando de Policiamento do Interior, lotado em Natal, para garantir a lisura e a imparcialidade nas investigações no âmbito institucional;
* Como forma de preservar a seriedade e a legalidade das investigações, todos os PMs que atuaram diretamente na ocorrência policial foram afastados do serviço operacional até a conclusão dos procedimentos investigatórios no âmbito institucional.
Dessa forma, no âmbito institucional todas as providências legais e administrativas foram tomadas com o objetivo de investigar e esclarecer a ocorrência policial, bem como subsidiar no que for necessário para as investigações a cargo da autoridade de polícia judiciária".

Banco do Brasil em greve dia 30.

Acesse a Unidade Bancária do RN e fique por dentro das informações.
Natal/RN. 13 de abril de 2013
Saudações.
Unidade Bancária do RN-CUT.
www.unidadebancaria.com.br

sexta-feira, 12 de abril de 2013


Uma receita "nova" de cozido de peixe em panela de pressão.

Você  já comeu peixes inteiros? Você nunca comeu um peixe de açude, de rio e do mar inteirinho, com cabeça, espinhas e tudo que tem direito?
Se você não comeu, então, está na hora de experimentar um quilo de sardinha. Pegue as sardinhas, limpe bem e coloque num panela de pressão. Em seguida, pegue um copo tipo "americano" (desses que tem nos bares) e encha de vinagre e coloque sobre os peixes. Adicione mais 300 ml de água. Sal a gosto, pimentão, cebola, alho e colorau, a seu critério, isto é, você pode colocar uma molha e espalhar sobre os peixes. Não mexa. Tampe a panela e deixe no fogo brando durante 20/25 minutos.
Deixe a panela esfriar e retire os peixes devagar para não espapaçar e coloque no prato. Está pronto para você comer tudo, inclusive as espinhas, cabeças e caudas.
Agora se você colocar peixes maiores, tucunarés, por exemplo, corte os peixes ao meio e faça os mesmos procedimentos e coloque mais água. Se for peixe grande do mar, idem, corte os peixes ao meio, coloque um copo de vinagre e 300 ml de água. Tempo da panela de pressão no fogo baixo: 40 minutos. 
Essa receita é apropriada para ocasiões em que você não tomou mais de uma cerveja e/ou uma dose de uísque. 
È melhor começar a experiência com sardinhas inteiras (nada de sardinhas mixurucas enlatadas, cheias de venenos apelidados de conservantes e corantes), mas as encontradas nos supermercados, embaladas em sacos plásticos congeladas (sardinhas médias ou grandes). O nome dessa receita é "Peixe ao Morro do Navio". È uma delícia. Verdade, não é ficção.
Bom apetite.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Relembrando um texto que não foi postado integralmente.

Mexeram com o marco do Morro Navio na manhã de ontem, 6.
O marco de concreto do antigo Serviço Geral  Heliográfico do Exército,
chantado no topo do Morro do Navio, nas dunas de Pium, Parnamirim/RN,
foi revirado sábado e tirado do local onde se encontrava desde
1942/43. Na manhã de ontem, foi constatado que o marco do Exército
brasileiro foi arrastado por cerca de seis metros do local do morro
que estava com posição invertida, isto é, a parte do baldrame estava
para cima, conforme vídeos feitos em agosto/setembro de 2012 e que
podem ser vistos no Youtube.
O marco de concreto pesa mais de 500 quilos, aproximadamente, mas foi
danificado por cabo de aço, haja vista que foram achados pedaços do
concreto. O marco tem baldrame com 40 centímetros de altura e base
tem medidas de 90 cms. por 70 cms. O "buraco" da estrutura em que era
colocado o heliográfo tem 12 cms. de diâmetro e o marco 1,15
centímetros de altura 47 centímetros de largura. Na face da posição em
que foi encontrada hoje, domingo, 7, tinha inscrições  1942 (parte
superior), S.G.H.E. e 1943 (parte inferior). Mas a posição de hoje não
era a de ontem. Na manhã de ontem, segundo informações,  vários
"trilheiros" motorizados  e pessoas da Fundação Rampa de Natal,
chegaram ao Morro do Navio através de carros tipo "troler" . Estiveram
lá Augusto Maranhão, presidente da Fundação Rampa, o professor Werner
Barros Spencer (que seria o autor de Estudo de Impacto Ambiental no
qual informa que a àrea é estéril arqueológica e históricamente, sem
nenhum marco histórico, etc), um guia e Leonardo Dantas, assessor de
imprensa. Gustavo Maranhão, no seu twitter, informou ontem que tinha
participado de uma expedição na manhã de sábado e que fará outra no
próximo sábado à praia de Touros. Maranhão informou ainda, no twitter,
que consultará o Exército Brasileiro(ou outra pessoa sugeriu isso?) o
que pode fazer com o marco do Morro do Navio: deixar lá ou levar. Em
suma, a expedição teria sido para verificar a origem do marco e a
veracidade das inscrições. Para transportá-lo somente com trator, e
olhe lá.
Foto de Luiz G. Cortez.


Neste texto, escrito no noite de domingo,7, e modificado no dia seguinte,8, esqueci de informar que trouxe do local vários pedaços do concreto que estavam espalhados na área do achado.E outro material que não vou revelar agora. E estão comigo. O sr. Augusto Maranhão não é presidente da Fundação Rampa, mas o oficial da reserva da F.A.B., Marco Sendin.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Matéria da Tribuna do Norte repercute.

Após chamadas em páginas da internet nesse último final de semana, este blog, aliás, foi um deles, reproduzindo postagens do jornalista e pesquisador Luiz Gonzaga Cortez, a chamada grande imprensa também decide pautar sobre as dunas do Morro do Navio, no litoral ao Sul da capital do RN, Natal. O jornal Tribuna do Norte na edição desta quarta (10), destaca: “Morro do Navio é alvo de degradação ambiental”, clique para lerna página online da TN. (Em tempo: observações de Bosco Araújo).

Esta foto foi feita por um dos integrantes do grupo que esteve no Morro do Navio, na manhã/inicio da tarde de domingo. Por ter sido feito por Rostand, por mim, e mais duas pessoas fizeram a mesma foto, como eu, Luiz Gonzaga Cortez. Vento nenhum arrastaria esse obelisco do topo ou de onde estava enterrado na duna para o pé do Morro do Navio.


Postado por AssessoRN - Jornalista Bosco Araújo no AssessoRN.com em 4/10/2013 09:30:00 AM

Resposta rápida

terça-feira, 9 de abril de 2013


Operação prende 11 por desvio de verbas de shows públicos no RN

UOL


DE SÃO PAULO
Onze suspeitos de participar de um esquema de corrupção que desviou R$ 13 milhões com a contratação fraudulenta de shows musicais, entre 2008 e 2012, foram presos nesta terça-feira (9), no Rio Grande do Norte.
Batizada de Máscara Negra pelo Ministério Público do Rio Grande do Norte, a operação aconteceu nas cidades de Macau (180 km de Natal) e Guamaré.

Segundo a Promotoria, os gastos nas festas foram feitos com 90% de valores recebidos em royalties do petróleo e mais de 70% do recebido do FPM (Fundo de Participação dos Municípios).
Uma parte da operação Máscara Negra aconteceu nas cidades baianas de Salvador e Serrinha, onde foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão.
A sede da Prefeitura de Guamaré foi alvo de busca e apreensão, assim como as secretarias de Turismo e Finanças, cujos secretários foram presos. As casas de uma ex-primeira dama da cidade e do atual chefe de gabinete da prefeitura, também preso, foram alvo da operação.
A ação da Promotoria aponta que a Prefeitura de Guamaré gastou em 2012 R$ 6.138.548 para contratar atrações musicais para o Carnaval e para a festa de emancipação política.
Também foram constatadas irregularidades no contrato com a empresa que decorou o município para a festa de emancipação.
A Promotoria acusa os gestores municipais de Guamaré de se "associarem com empresários do ramo artístico para desviar recursos públicos, superfaturando custos dos shows."
Emilson de Borba Cunha (PTN), ex-prefeito de Guamaré, é procurado pela Justiça por participação no esquema. Até a publicação da notícia, a reportagem não havia conseguido localizar seus advogados de defesa.
A apuração da Promotoria afirma que os artistas recebiam cachê bem menor do que o anunciado pela Prefeitura de Guamaré. A chamada "gordura" (valor que sobrava) era dividida entre os responsáveis pela contratação.
Em Macau, de 2008 a 2012, o valor gasto com festas foi de R$ 7 milhões. Um dos alvos da operação é o ex-prefeito Flávio Vieira Veras (PMDB). A casa dele foi revistada hoje e foram apreendidos computadores, telefones e um carro importado.
A Operação Máscara Negra faz parte de ação nacional contra a corrupção, realizada hoje em outros 11 Estados brasileiros, e que conta com a participação de órgãos estaduais e federais.

Trabalhadores cooperados se unem.



  
 
 Dra. Talita (SINCOTRASP), Sandra Campos (FETRABRAS), Michel (SINCOTRASP) e Robson e André (COOPERBLUE)

Olá, como vai?!

Quero dividir com vocês mais um grande parceiro que se uniu ao SINCOTRASP e à FETRABRAS. Essa semana recebemos a visita dos Diretores Cooperados da COOPERBLUE, da Cidade de Botucatu. Eles estiveram aqui em nossa sede para trazer as demandas que a cooperativa estão enfrentando e, até o momento, não haviam encontrado um ombro amigo, um aliado, para lutar junto.

As pautas são fáceis de resolver. Porém, sozinhos eles não conseguiriam tão cedo. A cooperativa possui mais de 16 anos de vida e tem hoje 200 chefes de família que dependem diretamente do que produzem na cooperativa. Eles estavam me contando que ficaram felizes em se sentirem acolhidos como em uma família e fiquei extremamente feliz em conhecer pessoas tão bacanas e esforçadas em lutar pelo bem comum!

Os Cooperados vão usufruir de todos os benefícios da FETRABRAS e a Cooperblue ganha um aliado para lutar ombro a ombro, além de uma entidade forte e representativa, que é oSINCOTRASP.

A especialidade da cooperativa é o segmento de costura. Eles produzem diversas peças com muita qualidade e determinação. Já passaram por altos e baixos. Eles lembraram que o Deputado Milton Flavio, que é da Cidade de Botucatu e foi o fundador da primeira FRENCOOP em nosso estado, certa vez foi visita-los e deu a eles uma grande injeção de ânimo, mostrando o grande potencial que eles tinha e, na época o então Deputado, mencionou o orgulho que tinha de ter fomentado a cooperativa, incentivado a união destes trabalhadores para mudarem o seu modo de sobrevivência e ainda disse mais, “uma dia vamos ter uma marca de jeans fazendo sucesso no Brasil e no exterior chamada COOPERBLUE, e vou ter muito orgulho de falar eles são da minha terra, Botucatu!!!” Pois é,  como uma palavra amiga marca a vida de muitas famílias e é capaz de estimular a garra e a determinação para que eles vençam.

Eles são tão bacanas e parceiros que se ofereceram para receberem pessoas das comunidades que quiserem montar cooperativas e ensinarem o que fazer. Vamos ainda buscar juntos os cursos de corte e costura do Governo do Estado e do Munícipio para capacitar mulheres em costura, quando as máquinas estiverem disponíveis, e assim estas mulheres da comunidade carente vão poder costurar dento de suas casas, junto com seus filho e ainda gerar uma renda extra para a família. Como fico feliz em me unir a pessoas que pensam no próximo!!!

Eu amo as histórias que mostram que a união em cooperativas é capaz de transpor barreiras até então intransponíveis!

O Cooperativismo é como uma grande família solidária e aqui também somos assim. A cada pessoa que se agrega ao nosso projeto é uma vitória e é tão importante quanto o primeiro que chegou e tão especial como a cada filho que temos. Como um coração de mãe, que ama a todos os seus filhos incondicionalmente, e olha que de filhos eu entendo, tenho quatro diamantes em casa!

 
Beijos,

Sandra Campos
Editora Chefe - Portal e Revista EasyCOOP www.easycoop.com.br
Presidente - FETRABRAS - Federação Nacional dos Trabalhadores Cooperados www.fetrabras.org.br
Telefone: 11-3256-6009 ou 11-5093-5400
Celular 11-7846-2836 id 55*29826
Alameda dos Jurupis, 1005 - CJ 114 - Moema
e-mail: sandra@sindicatodocooperado.org.br 
FETABRAS recebe a visita da Cooperblue  
Diretores e cooperados da Cooperblu visitam a sede da FETRABRAS para trazer as demandas da cooperativa e cooperados

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Morro do Navio é àrea de preservação ambiental.

O Marco de concreto encontrado no alto da duna conhecida como Morro do Navio, além de ser uma descoberta historicamente importante, possui implicações ambientais que devem ser consideradas antes da implantação de qualquer empreendimento naquela área, principalmente aqueles com elevado potencial de degradação ambiental. Devido ao crescente interesse de empresas nacionais e estrangeiras em iniciarem atividades na região, alguns esclarecimentos são necessários.




O Morro localiza-se no município de Nísia Floresta/RN e insere-se nos limites da Área de Preservação Ambiental Bomfim-Guaraíra (APA Bomfim-Guaraíra) que é uma Unidade de Conservação da Natureza.



As Unidades de Conservação da Natureza (UCs), de acordo com a lei nº 9985 de 18/07/2000, que institui o Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC), são espaços territoriais com características naturais relevantes e limites definidos, instituídos pelo poder público para garantir a proteção e conservação dos seus recursos naturais.

De acordo com o site do IDEMA, as APAs existentes no Rio Grande do Norte são a APA Jenipabu; APA Piquiri-Una; APA dos Recifes de Corais e APA Bomfim-Guaraíra, onde existe o referido Marco de Concreto.

A APA Bonfim-Guaraíra está localizada nos municípios de Nísia Floresta, São José de Mipibu, Arês, Senador Georgino Avelino, Goianinha e Tibau do Sul e foi criada pelo Decreto Estadual nº 14.369 de 22 de março de 1999, com o objetivo de ordenar o uso, proteger e preservar: os ecossistemas dunar, mata atlântica, manguezal; lagoas, rios e demais recursos hídricos; espécies vegetais e animas.

Transcrevemos abaixo trechos da Resolução 001/86 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA) que destacam a importância da história e da cultura nos Estudos de Impacto Ambiental:


“Art. 6º - O estudo de impacto ambiental desenvolverá, no mínimo, as seguintes atividades

técnicas:

I - Diagnóstico ambiental da área de influência do projeto completa descrição e análise dos

recursos ambientais e suas interações, tal como existem, de modo a caracterizar a situação

ambiental da área, antes da implantação do projeto, considerando:

c) o meio sócio-econômico - o uso e ocupação do solo, os usos da água e a sócio-economia,

destacando os sítios e monumentos arqueológicos, históricos e culturais da comunidade, as

relações de dependência entre a sociedade local, os recursos ambientais e a potencial utilização

futura desses recursos.”

( De acordo com a Resolução CONAMA nº 001/86 – grifo nosso - )


Portanto, antes da implantação de qualquer empreendimento potencialmente causador de impactos ambientais, há de ser feito um Estudo de Impacto Ambiental (EIA), no qual deve ser considerada a presença do Marco de Concreto do Morro do Navio, preservando assim o patrimônio histórico-cultural da comunidade.


Flávio H. S. Gameleira

Concluinte do curso de Gestão Ambiental

Área de abrangência da APA Bomfim-Guaraíra

Fonte: http://www.idema.rn.gov.br/contentproducao/aplicacao/idema/unidades_de_conservacao/imagens/apa%20bonfim-guara%C3%ADra.jpg

Marco do Morro do Navio danificado.

 O repórter mostra as marcas deixadas pelo cabo de aço usado no arrasto do pesado marco de concreto que estava no Morro do Navio, a dois quilômetros da vila de Pium, Parnamirim, litoral sul do RN. O marco foi colocado pelo Exército Brasileiro em 1942/43, durante a IIª Guerra Mundial, sobre o qual se instalou o instrumento (haliografo) para comunicação com sinais de luz solar entre as forças terrestres e os navios de guerra que por ali navegavam e/ou participavam de treinamentos. O morro fica na frente da praia de Cotovelo, a 2,5 kms. de distância.
Na operação de arrasto ou desviramento do marco de concreto houve ação humano para abrir um buraco e nele atravessar um cabo de aço por baixo de um ferro e, em seguida, propiciar a remoção por seis metros. Até às 13 horas de domingo, o marco estava neste local, ao 50 m do pé do morro. O repórter Luiz Cortez esteve no local por recursos próprios, juntamente com o convidado Rostand Medeiros, escritor . 
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domingo, 7 de abril de 2013

Mexeram com o marco do Morro Navio na manhã de ontem, 6.


Foto de Luiz Cortez.

O marco de concreto do antigo Serviço Geral  Heliográfico do Exército, chantado no topo do Morro do Navio, nas dunas de Pium, Parnamirim/RN, foi revirado sábado e tirado do local onde se encontrava desde 1942/43. Na manhã de ontem, foi constatado que o marco do Exército brasileiro foi arrastado por cerca de seis metros do local do morro que estava com posição invertida, isto é, a parte do baldrame estava para cima, conforme vídeos feitos em agosto/setembro de 2012 e que podem ser vistos no Youtube.
O marco de concreto pesa mais de 500 quilos, aproximadamente, mas foi danificado por cabo de aço, haja vista que foram achados pedaços do concreto. O marco tem baldrame com 40 centímetros de altura e base  tem medidas de 90 cms. por 70 cms. O "buraco" da estrutura em que era colocado o heliográfo tem 12 cms. de diâmetro e o marco 1,15 centímetros de altura 47 centímetros de largura. Na face da posição em que foi encontrada hoje, domingo, 7, tinha inscrições  1942 (parte superior), S.G.H.E. e 1943 (parte inferior). Mas a posição de hoje não era a de ontem. Na manhã de ontem, segundo informações,  vários  "trilheiros" motorizados  e pessoas da Fundação Rampa de Natal,  chegaram ao Morro do Navio através de carros tipo "troler" . Estiveram lá Augusto Maranhão, presidente da Fundação Rampa, o professor Werner Barros Spencer (que seria o autor de Estudo de Impacto Ambiental no qual informa que a àrea é estéril arqueológica e históricamente, sem nenhum marco histórico, etc), um guia e Leonardo Dantas, assessor de imprensa. Gustavo Maranhão, no seu twitter, informou ontem que tinha participado de uma expedição na manhã de sábado e que fará outra no próximo sábado à praia de Touros. Maranhão informou ainda, no twitter, que consultará o Exército Brasileiro(ou outra pessoa sugeriu isso?) o que pode fazer com o marco do Morro do Navio: deixar lá ou levar. Em suma, a expedição teria sido para verificar a origem do marco e a veracidade das inscrições. Para transportá-lo somente com trator, e olhe lá.


O jornalista Luiz e o escritor e pesquisador Rostand  de Medeiros fazendo medições no marco de concreto no "pé" do Morro do Navio, na manhã de domingo,7.


Seca de 1904: os mortos de fome na Ribeira (Natal-RN).

"Olhar sobre a história", publicada da edição de hoje do NJ, com a
histórica foto dos retirantes da seca de 1904 em Natal, feita pelo
fotógrafo alemão Bruno Burckhardt, obrigou-me a transcrever trecho do
livro "Reminiscências do Rio Grande do Norte", do engenheiro Henrique
de Novaes, que aqui esteve como membro da Missão Sampaio Correa, a
mando do Governo Federal para projetar obras contra as secas. O que
escreveu Novaes, nas pags. 68/69:
"Finalmente, a 12 de março, pelas 14 horas, chegamos a Natal,
minúscula capital do Rio Grande do Norte, cidade atrazada, repleta, no
momento, de retirantes das zonas sertanejas assoladas pelas secas...
Condoeu-me naturalmente o coração, ainda criança, ante os quadros
desoladores da miséria humana, em extremos que a minha pouca
experiência não me havia ainda permitido conceber. Vi morrer gente de
fome na terra brasileira que, - ensina-se nas escolas - é dadivosa e
prodigiosamente rica... Não menor, porém, o espanto dos demais membros
da Comissão,a começar pelo seu diligente Chefe: "Dolorosa - escreveu
Sampaio Correa - a nossa impressão, ao atravessarmos as ruas da
pequenina cidade, em busca de hotel em que provisoriamente nos
hospedamos. Natal estava invadida por cerca de 4 mil retirantes,a
dormirem ao relento nas ruas mais afastadas do centro, quase sem
vestes e sem alimentos, que lhes não podia fornecer a pequena
população da cidade, em geral pobre, de 10 a 12 mil habitantes no
máximo. Vezes várias, as famílias dos engenheiros hospedados no hotel,
situado no centro comercial, tiveram de acudir, com um prato de sopa
ou com uma fatia de carne, a retirantes, caídos nas proximidades,
exaustos de fome".
A comitiva de engenheiros, técnicos e ajudantes, a pé e a cavalo,
passaram 8 dias para chegar a Natal, vindos do sítio São Luiz, de
Maria S. Dantas Pegado Cortez, a avó do meu pai, Manoel Genésio Cortez
Gomes e de José Cortez Pereira de Araújo, em Currais Novos, onde ela
tinha uma hospedaria. Marica Pegado faleceu em 1927.
A cena descrita por Sampaio Correa ocorreu na Ribeira, onde ficava o
Hotel Evaristo, o único de Natal, depois chamado "Hotel
Internacional", ao lado do Teatro Carlos Gomes,hoje Alberto Maranhão.
O fotógrafo alemão tinha escritório da capital da Paraíba, como prova
a foto de Aristides Gomes, sobrinho de José Gomes de Mello Júnior, tio
de Tomaz Salustino Gomes de Melo que, por sua vez, era primo legítimo
de Manoel Genésio.
Luiz Gonzaga Cortez, jornalista.
Você recebeu uma imagem.


Aristides Gomes, Currais Novos/RN.



sábado, 6 de abril de 2013

Marco de concreto pode ser do tempo da II Guerra.


Nesta terra de tantos “ambientalistas”, não tenho notícias de preocupações com o futuro do “Morro do Navio”, nas dunas de Pium, Parnamirim, a cerca de 22 quilômetros de Natal. Também conhecido como “Morro Vermelho”, por causa da coloração da areia, a área fica a mais de 300 metros do nível do mar, de onde se pode curtir um bonito panorama, inclusive de parte de Natal. A área seria uma  ZPA, perto de Alcançuz e da famosa “Casa de Pedras”, construção do século XVI, do período holandês. E aí? E aí é que morro está sendo degradado pelo homem (bugreiros, praticantes de ralis fora de estrada, etc) e os ventos, devido ao  abandono, mas algumas moradores de Pium estão preocupados com um possível detalhe histórico: um marco de concreto no Morro do Navio.
E o que significa esse marco de 1.50 m de altura e cerca de 80cm de diâmetro, que está “rolando cabeça abaixo” do morro? Segundo um pesquisador que me deu a informação e sugeriu que procurasse os vídeos do Youtube,  o marco de concreto, que está com a parte superior para baixo, seria o alicerce de algum equipamentos militar usado pelo Exército brasileiro no período da II Guerra, provavelmente um haliografo (instrumento de uso manual para orientação marítima).
Os produtores dos vídeos estão afirmando que o marco teria sido feito em 1943 e, segundo os moradores mais idosos de Alcançuz, havia uma placa com inscrições com aquela data. Em Pium, há guias que cobram R$ 25,00 por passeios educacionais e de lazer na área que teria mais de 10 hectares e que está sendo alvo de investidores americanos. Uns dizem que querem construir um clube de golfe, outros que seria um condomínio residencial  sobre as dunas vermelhas, cuja vegetação é rasteira, mas com muitos pés de mangabeiras, um fruta nativa  em extinção. Um guia afirma, no vídeo, o produtor afirma que o Morro do Navio, encravado no município de Nísia Floresta,  “é um pedaço importante de nossa história que deveria receber maior atenção por parte das autoridades”. A àrea seria vizinha ao terreno pertencentes aos herdeiros do médico Silvino Lamartine de Faria e abrange aos dois municípios do litoral sul.
Quem quiser conhecer os acessos ao local basta pesquisa “morro do navio” no Youtube, através do Google.
Luiz Gonzaga Cortez.


 mnavio.jpgMarco de concreto desperta curiosidade dos pesquisadores que querem saber se é mesmo equipamento equipamento militar do tempo da 2ª Guerra (1943?). Foto de vídeo do Youtube.

domingo, 31 de março de 2013

Cassiano Arruda relembra Campanha de Angicos.

Sujeito oculto
Com esse título, o jornalista Cassiano Arruda Câmara (sempre
relembrando fatos da nossa história), na sua coluna de hoje, 31, se
refere a "Experiência de Alfabetização de adolescentes e adultos",
através do Método Paulo Freire, em Angicos/RN, terra de Aluizio Alves,
a partir de 18 de janeiro de 1963. Informa o jornalista que a
Secretaria Estadual de Educação e Desportos relembrará a "Campanha de
Angicos", com programação que será desenvolvida nos próximos dias 2 e
3, mas sem "nenhuma referência ao Governador Aluizio Alves". Bom, acho
que AA deve ser lembrado, e muito.
Não somente Aluizio Alves, mas o jornal "Diário de Natal". Como é a
história?, indagarão. Sim, apesar de extinto, o Diário de Natal,
através do "Cadernos DN EDUCAÇÃO", editado pela jornalista Ana Maria
Concentino Ramos, foi o primeiro veículo de comunicação potiguar a
publicar reportagens sobre o Método Paulo Freire, depois de 1964. Foi
18 de setembro de 1992 que saiu a 1ª reportagem da série sobre "A
Experiência de Angicos", cujo título era "Igreja recusa apoiar método
Paulo Freire" .
A idéia da campanha foi de Calazans Fernandes, secretário de educação,
nomeado por Aluizio Alves, "após um encontro casual num aeroporto do
Rio de Janeiro". Com a idéia na cabeça, Calazans, sabedor de uma
campanha educacional que se desenvolvia no Senegal, procurou Odilon
Ribeiro Coutinho e este sugeriu "um obscuro professor do Recife, que
fazia uma experiência com empregadas domésticas em Ibiribeira". Era
Paulo Freire, que relutou muito em aceitar a missão porque tinha
dinheiro americano no meio, da USAID. Djalma Maranhão recusou porque
já fazia a sua campanha de "Pé no Chão também se aprende a ler", com
"dinheiro brasileiro para o povo brasileiro".
Foram oito reportagens publicadas no caderno "DN EDUCAÇÃO", entre
setembro/92 e março/93. O Sindicato dos Jornalistas do RN-Sindjorn,
criou o prêmio de jornalismo "Raimund o Ubirajara de Macedo" ( foi a
única premiação e não se fala mais nesse concurso).
Parabéns, Cassiano, por relembrar a grande experiência de Angicos, ali
realizada "porque é o centro geodésico do RN e a terra do governador".
Mas isso é outra história.
Luiz Gonzaga Cortez, jornalista e autor da série de reportagens no DN Educação.



Calazans Fernandes (2º à esq.) com o Presidente John Kennedy,na Casa Branca.