domingo, 3 de agosto de 2014

Professor JALES COSTA


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JALES COSTA



Jurandyr Navarro

Do Conselho Estadual de Cultura


Inteligência lúcida, desempenhou Jales Costa cargo de superior instância administrati­va no Tribunal de Contas do Estado. Advogado militante, ao longo dos anos, prestigiando, com seu saber jurídico e seu trabalho afanoso, a Classe que defendeu e res­guarda os direitos da Cidadania, nas nações tidas como civilizadas.

No Governo Geraldo Melo exerceu o cargo de Procurador Geral do Estado e se houve com serenidade, honradez e competência. Na docência da Universidade Federal integrou o Departamento de Direito Privado do Curso das Leis. Lecionou "Introdu­ção à Ciência do Direito", disciplina filosófica desta ciência social aplicada, dentre outras disciplinas. Neste oficio pedagógico distinguido-se como dos melhores docentes.

O estudo do direito aclara a inteligência e dá asas à imaginação criadora.

Preleciona Jean Girandorix:

"A melhor forma de exercitar a imaginação é estudar Direito: nenhum Poeta já inter­pretou a natureza tão livremente como um Advogado interpreta a Verdade".

Estudou, Jales Costa, Religião, no Curso que fez na ordem dos Irmãos Maristas. Especializou-se em Literatura, em curso de pós-graduação universitária.

Sensível às coisas do pensamento, não poderia Jales Costa alhear-se dos deleites da leitura das belas páginas literárias                                         

Enfatiza o Padre Serttilanges no seu monumental livro "A Vida Intelectual" que a virtude própria do homem de estudo é a estudiosidade. E que tudo num intelectual, deve ser intelectual.

Disso infere Van Helmont:

"Todo estudo é estudo de eternidade".

O que complementa o preceito ditado por Santo Tomás de Aquino: "Nunca deixeis de orar”.

Ainda sobre o estudo proferiu Platão, aconselhando colocar mais azeite na lâmpada do que vinho na taça. E Bossuet levantava-se de noite para encontrar o gênio do silêncio e da inspiração.           

 É que Jales apurou o espírito no estudo e dele fez hábito, uma segunda natureza. E através dele manteve aceso o cérebro de homem inteligente e ilustrado em Ciência e Religião. Os homens cultos e de Ciência são raros, mormente os de conhecimento geral, como é o caso do nosso biografado, que se adentrou pelos seus vários ramos pelo estudo diuturno, investigando as suas origens e consequências, entre os povos mais diversos. A propósito disso comentou o grande jurista Pontes de Miranda:


"Não saiu a Ciência, inteira e perfeita, dos espíritos de uma raça ou de uma civilização. Quem negará que a cultura nacional, quanto aos elementos que a compõem, seja mesclada e sintética? Os gregos tiveram mística, e nenhuma escolástica, dizia há mais de meio século Walther Rathenau; tiveram ciência, porém não técnica. Os judeus, escolástica, mas nenhuma pesquisa; os romanos, livre pensamento e técnica, porém não ciência. Egípcios e chineses, técnica, mas nem pensamento livre, nem pesquisa, nem mística interior. Ora, a contemporaneidade para chegar ao que conseguiu, utilizou tudo isso; ou melhor, foi de tudo isso que surgiu a Ciência, que é o balanço do que se verificou e do que não se verificou na vida e na experiência dos homens. A Ciência precisa do saber de todos os lugares e de todos os povos".


Abeberando-se no estudo dessas fontes foi que Jales Costa conseguiu, pela estudiosidade refletida, apurar o seu espirito nas ciências dedutivas em que brilham miríades de estrelas no firmamento das letras, do direito, da música e da poesia, da história e da religião. Através desse prisma especulativo e no campo teológico e filosófico discerniu o segredo da Esfinge do saber, na sua área de atividade, ampliando a sua liberdade cultu­ral. Tem mais liberdade na vida quem mais sabe.

A Verdade te libertará, disse Jesus Cristo!

Jean Jacques Rousseau advertia no seu "Emílio", que cérebros bem preparados são os monumentos onde com maior segurança se gravam os conhecimentos humanos.

A cultura de Jales Costa é um amálgama da Fé com a Razão. Absorveu os conheci­mentos do Medievo e do Renascimento. Daí afigurar-se cristão humanista.

Outro mérito do, seu espirito atilado é a oratória concisa, seguindo o pensamento de La Rochefoucauld – “a eloquência autêntica consiste em dizer tudo que é necessário, e nada mais que o necessário. Como repetisse La Bryère: - 'Se vous voulez dire il pleut, vous direz seulement il pleut.”


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sexta-feira, 25 de julho de 2014

O Cardeal que recebeu aplausos da sociedade civil brasileira.

sexta-feira, 25 de julho de 2014

JN




Cardeal EUGÊNIO SALES
Jurandyr Navarro
Do Conselho Estadual de Cultura
Aplicando a capacidade cognitiva à disposição de um labor construtivo, fez de Dom Eugênio Sales alvo do aplauso unânime dos seus patrícios.

Um Prelado originário de uma minúscula cidade - Acari, obscuridade geográfica do mapa-mundi, converteu-se no grande apóstolo da modernidade católica, cuja admi­ração causada pelo trabalho magnífico empreendido, atravessou fronteiras internacio­nais e chegou à abóbada do Vaticano.

Dom Eugênio tornou-se

"um virtuoso na arte do possível",

como diria Jean Lacouture (1991) a respeito do herói de Pamplona o fundador da Ordem Jesuíta, a instituição dos conquistadores e dos intelectuais da Igreja Católica Apostólica Romana.

A extraordinária trajetória do Cardeal Sales começou em nossa Capital, passando pela Cúria de Salvador e ultimando no Arcebispado da Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro.

Foram cinquenta anos de luta pertinaz, sem canseiras nem cavilações; nem de­magogia, sem alarde e sem buscar os holofotes da publicidade paranóica. Proeza fan­tástica somente realizável e consumada pelos verdadeiros líderes da Humanidade, la­bor incansável reconhecido por todos.

Não direi aqui as suas muitas realizações. O seu número exorbitaria do texto aqui aplicado. Não aludirei às suas Palestras nacionais e internacionais, às Medalhas rece­bidas, aos Troféus acumulados, os testemunhos dos políticos, intelectuais e Cardeais de todos os idiomas ditos a seu respeito e também de Pontífices. O seu curriculum vitae daria as páginas de uma plaquete. Desenho, apenas, nesta página, alguns traços marcantes da sua vida trepidante, a vol d’oiseau.

Pertence, Dom Eugênio, à categoria restrita daqueles bravos em que a Nação pode confiar o seu patriotismo e a Igreja o seu altar. Nele, dificuldade não era sinônimo de impossibilidade.

Ninguém poderá medir no compasso, pesar na balança, e pôr na estatística as realizações desse Notável condutor de almas. Muitas vezes pensava uma iniciativa pela manhã e na parte da tarde estava ela concretizada. A sua atividade indormida transfor-mou-o num grande administrador, auxiliada, também, pela clarividência de sua mente objetiva.

Disse Peter Druker, famoso autor da Ciência da Administração, que

"não há países subdesenvolvidos; e sim, sub-administrados".

Conclui-se desse corolário ser o bom político, o bom administrador o fator essen­cial do desenvolvimento civitizatório de uma nacionalidade. O Brasil já teve bons e me­díocres governantes todos sabem; como a Igreja Católica, Bispos realizadores e outros apenas contemplativos.

O Trabalho foi sempre a constante e a determinante ideia fixa posta em prática por esse audaz cavaleiro do Grande Rei, vencendo todos os aclives do caminho tortuoso percorrido. Ele semeou a semente do Bem no coração dos fiéis, dos infiéis, dos letrados e ignorantes, pois todos são filhos de Deus.

Como disse Vieira, tribuno inigualável, há muita diferença entre o semeador e o que semeia.

O semeador é o nome, o que semeia é ação! O apostolado de D. Eugênio foi todo de Ação.

Não havia óbices para o herói de Pamplona no ardor da sua luta. O mesmo se deu na vida do Cardeal Sales, toda ela determinada através de um trabalho pertinaz, em edificar uma Igreja melhor "Quero uma Igreja de Homens e não de pedras", disse certa vez, visando o Bem da humanidade, como induz a divisa jesuíta: Ad Majorem Dei glori­am (Para a maior glória de Deus).

Todos devemos ter um ideal, um ideal nobre. D. Eugênio acendeu a chama do ideal desde a mocidade.

"Felizes, disse Bordeaux, os que colocaram bem alto o sonho da sua vida". Afirmou Riboulet (Rumo à Cultura, 1977): "Quando o ideal se apodera de uma inteligência, domina-a completamente".

Expressões estas condizentes com a postura existencial do eminente Bispo potiguar, obedecendo, sempre, na sua vida um ideal nobre.

Eis por que exultava Pierre Rostand, da Plêiade, a chamar, sobre a amplidão da praia sombria, a onda sonora do ideal.

Além de cultuar um ideal elevado, Dom Eugênio aprofundou-se no fazer, dizendo com Carlyle:

"O viver é uma conjugação ininterrupta do verbo fazer".

Não o fazer por fazer, da multidão anônima; mas, o fazer programado pela inteli­gência e acionado pela vontade: o savoir faire!

De suas meditações e questionamentos redundaram mudanças importantes no Governo pontifício. A sua palavra autorizada foi ouvida por Chefes da Cristandade.

A formação do ínclito varão católico foi mais intensificada no ambiente temporal, do que propriamente no ambiente religioso, embora jamais descurasse a atenção primacial deste último. Cursou o Seminário depois do período turbulento da puberdade. Passou a infância e parte da adolescência envolvido na sociedade profana, leiga e libe­ral.

Diversa, portanto, a sua visão social daquela vislumbrada pela maioria dos seus colegas de ministério eclesial. Assim foi a vida de Loyola; do Bispo de Hipona e de alguns Papas, dentre eles João XXIII e Paulo II.

Daí, a inclinação de D. Eugênio, desde a Ordenação em buscar responsabilidades junto aos leigos, para juntos atuarem nas comunidades ditas carentes. Tal se depreende do texto bíblico, a atuação de Esdras, o sacerdote e de Neêmias, o leigo; animados ambos, numa ação conjunta pelas terras da Judeia.

Ciente da força da Imprensa, usou o Jornal, o Rádio e depois a Televisão, para ampliar a voz do púlpito.

A prece contemplativa no Altar e a ação do Trabalho formaram o binômio vitorioso da trajetoria do aplaudido Pastor. Jamais foi dobrado pelo cansaço na caminhada por estrada tortuosa, sem admitir recuos ou desfalecimentos.

Lembra esse labor incansável, as palavras incisivas de Henri Bergson:

"O que me impressiona em Jesus, é essa ordem de ir sempre avante. De modo que se poderia dizer que o elemento estável do Cristianismo é a ordem de jamais se deter".

Por todos reconhecida a extraordinária gesta de meio século pela Igreja, pelos trabalhadores, pela sorte dos detentos e reclusos e dos pobres em geral e também guieiro da elite social.

Foi ele um Pastor que teve dignidade no cargo exercido, em consideração e reve­rência aos postulados éticos do Cristianismo.

A propósito disso declarou Guizot:

"A Igreja Católica é a mais vasta escola de respeito, de obediência e de autoridade".

O eminente nordestino foi uma das autoridades mais acatadas da nação brasileira.

Não irei mais me alongar sobre personalidade tão significativa, mesmo porque dela falar seria um nunca acabar...

Numa palavra, foi ele o grande Príncipe da nossa Igreja!

O Cardeal Eugênio de Araújo Sales não é somente uma destacada figura do Rio Grande do Norte e do Brasil; tem ele o seu nome augusto lugar perpétuo na galeria restrita e luminosa dos imortais vultos da Humanidade.

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Não houve envolvimento russo na derrubada de avião na Ucrânia, segundo EUA.

Mundo

Fonte: Voz da Alemanha - dw.de

EUA não encontram sinais de envolvimento direto da Rússia na queda do MH17

Inteligência americana diz, porém, que russos criaram as condições para a queda da aeronave ao apoiar separatistas do leste da Ucrânia e que estes provavelmente derrubaram avião "por engano".
Representantes dos serviços de inteligência dos Estados Unidos afirmaram, nesta terça-feira (22/07), não terem encontrado evidências de envolvimento direto da Rússia na queda do Boeing 777 da Malaysia Airlines. Entretanto, os funcionários declararam que Moscou foi responsável por "criar as condições" que levaram à tragédia no leste da Ucrânia.
Numa entrevista à imprensa em Washington, os funcionários, que pediram para que seus nomes não fossem revelados, afirmaram que os russos vêm armando os separatistas no leste ucraniano, mas que não há evidência direta de que o míssil usado para derrubar o avião veio da Rússia.
"Ainda estamos trabalhando para determinar se houve uma ligação direta, se havia russos em terra, se eles treinaram os separatistas", afirmou também o vice-conselheiro de Segurança Nacional, Ben Rhodes, em entrevista à emissora CNN.
Os representantes da inteligência americana que falaram sob anonimato à imprensa afirmaram que o voo MH17 deve ter sido derrubado "por engano" por um míssil terra-ar SA-11, disparado por separatistas pró-Rússia. "A explicação mais provável é que foi um engano", disse um dos funcionários.
Também foram rebatidas as alegações de que o Boeing 777 teria executado uma manobra perigosa semelhante "às que fazem os aviões militares". Segundo um alto funcionário, tal afirmação não tem fundamento.
Além disso, para a inteligência americana, a explicação da Rússia sobre a catástrofe, que sugere que a Ucrânia teria derrubado o avião, não é realista, pois Kiev não tem mísseis do tipo usado nessa área, claramente dominada pelos separatistas. Se a versão russa fosse verdadeira, isso significaria que as tropas do governo ucraniano teriam lutado para entrar na área, atirado no avião e, depois, lutado para sair novamente.
Além disso, Kiev teria que ter orquestrado as postagens de separatistas nas redes sociais, dizendo que haviam abatido um avião. "Isso não me parece plausível", afirmou um dos funcionários.
Outro argumento que depõe a favor do governo ucraniano é que ele não teria motivos para empregar um sistema antiaéreo, já que os separatistas não têm utilizado helicópteros e nem realizado bombardeios. O mesmo não pode ser dito dos militantes, que enfrentam ofensivas aéreas do governo, afirmaram as autoridades americanas.
Chegada dos corpos
Na tarde desta quarta-feira, está prevista a chegada de um voo com os primeiros restos mortais das vítimas do voo MH17 a Eindhoven, na Holanda – país de origem de 193 das 298 pessoas que estavam a bordo da aeronave.
Os caixões serão recebidos pelos parentes das vítimas, pelo casal real holandês e pelo primeiro-ministro do país, Mark Rutte. Será feito um minuto de silêncio em homenagem às vítimas. O governo declarou luto nacional nesta quarta-feira.
Ainda não se sabe ao certo o número de corpos que foram colocados no trem com vagões resfriados usado para o transporte dos restos mortais das vítimas. Um especialista holandês que examinou os restos mortais falou em 200 corpos, mas os separatistas teriam falado em 282.
Junto com os corpos está prevista também a chegada das caixas-pretas. Elas foram entregues pelos separatistas a especialistas malaios, que o repassaram aos investigadores holandeses. Por fim, especialistas britânicos avaliaräao o conteúdo das gravações, que deverá fornecer pistas sobre a causa do acidente.
IP/dpa/afp/rtr/lusa/ap

terça-feira, 22 de julho de 2014

O homem foi à Lua e a bandeira não tremeu porque não há vento.


Clique Ciência: se na Lua não venta, por que a bandeira dos EUA tremeu?

Tatiana Pronin
Do UOL, em São Paulo




Clique Ciência61 fotos

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Lá se vão 45 anos que o homem pisou na lua pela primeira vez. E ainda assim, há quem acredite que tudo não passou de uma armação dos americanos. O maior argumento diz respeito à bandeira americana, que parece se mover na foto. É isso mesmo? Conheça os fatos para acabar com esse mito Nasa/AP
Nesta semana, o mundo comemora o aniversário de 45 anos do dia em que o homem colocou os pés na Lua pela primeira vez. E apesar de tanto tempo ter passado, ainda há quem acredite que tudo não passou de uma armação dos americanos. Um dos argumentos mais utilizados para alimentar a teoria da conspiração é o da bandeira dos EUA, que aparece em movimento nos vídeos da Nasa (a agência espacial americana). Como isso é possível se na Lua não venta?
O questionamento sobre a ondulação da bandeira aparece em todos os textos e documentários criados para espalhar a tese de fraude, que nasceu nas palavras de Bill Kaysing, autor do livro "Never Went to the Moon"("Nunca fomos à Lua"), de 1974. Kaysing morreu há alguns anos, mas suas ideias nunca deixaram de circular, ainda mais com o advento da internet.
A questão é que os vídeos originais da Nasa são bem tediosos e ninguém tem muita paciência para assisti-los inteiros. E se a bandeira aparece tremulando no momento em que é fincada na Lua, ou quando o astronauta a arruma, as mesmas imagens a mostram paradinha momentos depois, como deve ser em um ambiente de vácuo como é o espaço.
"Se você olhar com cuidado os filmes da época, ou as fotos, verá que a bandeira está parada, e só se mexe quando algum astronauta a toca. Quando ele faz isso, ela se move como um tecido se moveria, ou seja, vai fazer uma onda. Não por causa de vento, mas sim pelo movimento provocado pelo astronauta diretamente na bandeira e pela flexibilidade do tecido", explica Douglas Galante, pesquisador do Laboratório Brasileiro de Luz Síncrotron e do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP (Universidade de São Paulo).
Na verdade, a bandeira se move daquele jeito ao ser manipulada justamente porque não está sujeita à resistência do ar. Vale lembrar que o mastro é de alumínio flexível, por isso o movimento continua mesmo depois que o astronauta tira a mão. "A inércia faz com que ela continue a se mover", esclarece o especialista Roger Launius, do Museu Espacial Smithsonian, em Washington, em reportagem da National Geographic sobre o tema.



Apollo 11- Homem pisa a Lua pela primeira vez20 fotos

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20.Jul.1969 - Armstrong foi o primeiro a sair da nave. Ao pôr os pés na Lua, disse a célebre frase: "Um pequeno passo para o homem, um gigantesco salto para a Humanidade" Leia mais Arquivos da Nasa

Mitos

O astrônomo Phil Plait, autor do premiado blog "Bad Astronomy", tem um post específico para explicar não só a história da bandeira, mas todas as outras divulgadas pelos conspiracionistas. Como o fato de que não há estrelas nas fotos tiradas pelas máquinas embutidas nos trajes dos astronautas da Apollo 11. Ele explica que o tempo de exposição das câmeras estava configurado para ser curto, já que o pouso ocorreu de manhã, com o Sol brilhando intensamente. Assim, a luz das estrelas que estão ao fundo não pode ser vista.
Outro argumento famoso é o das pegadas, que para ficarem assim tão bem definidas só poderiam ter sido feitas em areia molhada, segundo os céticos. Plait também derruba o questionamento, lembrando que o solo lunar é composto por uma areia finíssima, que lembra pó ou cinza vulcânica. Por isso, ela se comprime facilmente, formando o desenho detalhado da bota. E por que fica intacta por tanto tempo? Novamente, por causa do vácuo.
Vários desses mitos foram derrubados pelos divertidos apresentadores do programa "MythBusters", do Discovery Channel, que até usaram uma câmara de vácuo para desbancar as teorias. Mas o povo do contra não se convenceu: de acordo com eles, o programa é patrocinado pela Nasa.

Provas

"Muita gente tentou desacreditar a ida dos americanos à Lua, mas ela de fato aconteceu e isso é um consenso hoje em dia", comenta Galante. O pesquisador até cita uma prova clara disso: "Podemos enviar um laser para a Lua, fazê-lo refletir em um dos espelhos deixados para esse propósito pelos astronautas da Apollo, e medir o sinal de volta aqui na Terra."
Há várias outras confirmações, não só do pouso da Apollo 11, mas das missões que se seguiram até 1972, quando o dinheiro acabou. A missão indiana Chandrayaan-1, lançada em 2008, orbitou a Lua e confirmou que os jatos propulsores do módulo lunar da Apollo 15 alteraram a superfície, deixando-a mais clara. E olha que a Índia não teria nenhum interesse em apoiar os EUA em um eventual embuste.
Ainda há fotos de satélites que mostram objetos deixados pelos astronautas americanos na Lua, e confirmam a desconfiança de Buzz Aldrin de que a famosa bandeira caiu com a vibração do módulo lunar durante a decolagem. E, bom, há as centenas de amostras de rochas lunares trazidas pelos astronautas. Russos também fizeram coletas em missões não tripuladas e eles certamente teriam feito algum barulho caso houvesse diferença de composição entre as pedras.
Mas talvez seja mais interessante para certas pessoas pensar que foi tudo foi simulado - e teve até direção do cineasta Stanley Kubrick, dizem. Pelo menos enquanto não for possível para qualquer mortal ir até a Lua e procurar as provas pessoalmente. "Em breve, se alguém vencer o Google Lunar Prize, talvez tenhamos um pequeno rover particular visitando um dos antigos locais de pouso na Lua, mostrando aos incrédulos que há quase 50 anos já éramos capazes de viajar para outros corpos do nosso Sistema Solar", conclui Galante.




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GALÁXIA CENTAURUS - Imagem mostra a galáxia elíptica Centaurus A. A imagem foi captada pelo telescópio Hubble, da Nasa, a agência espacial americana, para sondar os arredores desta galáxia e saber mais sobre seu halo escuro de estrelas ESA /NASA

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Os escravos, conforme depoimento de Manoel da Rocha Bezerra.

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Escravos, depoimento de Manoel da Rocha Bezerra



João Felipe da Trindade (jfhipotenusa@gmail.com)
Professor da UFRN, membro do IHGRN e do INRG
Auto de perguntas a Manoel da Rocha Bezerra, em continuação do interrogatório feito na Vila de Macau, a cerca da questão dos africanos.
Aos 3 dias do mês de agosto do ano do nascimento do Nosso Senhor Jesus Cristo de mil oitocentos e setenta, nesta cidade do Assú, comarca do mesmo nome da província do Rio Grande do Norte, em casa de residência do delegado de polícia em exercício do termo do Assú, capitão Luiz José Soares de Macedo, comigo escrivão interino de seu cargo abaixo nomeado, aí, perante o cidadão Manoel da Rocha Bezerra, pelo dito delegado lhe foram feitas as seguintes perguntas. 
Perguntado qual o seu nome, idade, estado, filiação, naturalidade, e profissão? Respondeu chamar-se Manoel da Rocha Bezerra, de setenta e sete anos, casado, filho legítimo de Balthazar da Rocha Bezerra, já falecido, natural desta Freguesia, e empregado na mesa das rendas provinciais da Vila de Macau.
Perguntado pelo delegado se conhece em Macau José Joaquim de Moura e Silva, e se sabe que ele vendera clandestinamente uma mulher livre como escrava pela quantia de oitocentos mil réis, quando e a quem? Respondeu que conhece José Joaquim de Moura e Silva, e sabe que ele vendeu a seu próprio pai Balthazar de Moura e Silva uma escrava de nome Benedicta, crioula, e que ouviu dizer que a venda se efetuara por oitocentos mil réis. Perguntando, ele delegado, se ele respondente sabe em que se funda o correspondente de Macau, para dizer em uma correspondência inserida no “Liberal do Norte”, de onze de junho deste ano, e datada de quatro do mesmo junho, que ali fora vendida por José Joaquim de Moura e Silva uma mulher livre? Respondeu que não sabia, mas que ouviu dizer que esta correspondência fora feita por pessoas desafetas ao mesmo José Joaquim de Moura e Silva, e a Joaquim Rodrigues Ferreira. Perguntado mais pelo delegado, se ele respondente sabia que em poder de Joaquim Rodrigues Ferreira, existem como escravos três pessoas livres, como também, além destes, outras pessoas livres em poder de alguém como escravo, segundo diz o mesmo correspondente? Respondeu que sabe que Joaquim Rodrigues Ferreira possui de oito a dez escravos entre os quais Antonia e duas filhinhas, cujo nome não se recorda; e que por ser a mesma Antonia filha de negra de Angola presume-se que nasceu de ventre livre; e quanto aos outros a que alude a correspondência, ele respondente não sabe.
Perguntado mais pelo delegado, se sabe de quem é filha a dita escrava Antonia? Respondeu que é filha de uma escrava de nome Josefa pertencente ao pai de Joaquim Rodrigues Ferreira. Perguntado mais pelo delegado se sabe de quem o pai de Joaquim Rodrigues Ferreira houve a dita escrava Josefa? Respondeu que não sabia.
Perguntado mais pelo delegado se sabia que no lugar Camoropim estiveram uns africanos que desembarcaram na Ilha de Manoel Gonçalves, vindos em uma escuna que ali aportou no ano de mil oitocentos e trinta e cinco; e se sabe que alguns desses africanos ou filhos dos mesmos são por alguém conservados em cativeiro, como diz o capitão Francisco Trajano Xavier da Cunha, em sua carta de vinte e oito de julho próximo passado, dirigida a esta delegacia por ocasião de ter sido chamado para dizer o que sabia a cerca daquela correspondência? Respondeu que é voz publica na Vila de Macau, que, na Ilha de Manoel Gonçalves aportou um barco no qual vinham africanos, e que dali seguira o mesmo barco para o Ceará, onde ouviu dizer que foram tomados os mesmos africanos pela justiça, em consequência de serem contrabandos; mas que do tempo em que isso se deu não recorda: tendo-lhe dito o mesmo Francisco Trajano Xavier da Cunha, que o finado D. Manoel de Assis Mascarenhas, quando presidente desta província, mandara sindicar desse fato por intermédio das autoridades daquela Ilha de Manoel Gonçalves, onde era então Juiz de Paz, Joaquim Álvares da Costa, mas que não sabe, ele respondente, se ali ficaram africanos vindos no mesmo barco.
Perguntado mais pelo delegado, se sabia de quem era filha Benedita, vendida por José Joaquim de Moura e Silva? Respondeu que era filha de Joaquina, escrava que foi de Balthazar de Moura e Silva. Perguntado mais pelo delegado se ainda existe Joaquina, e de que nação é, e se escrava, ou livre? Respondeu que ainda existe na Vila de Macau, é de nação angola, e hoje liberta pelo dito Balthazar de Moura e Silva; em consequência dos bons serviços a ele prestados. Perguntado mais pelo delegado se sabe donde houve Balthazar de Moura e Silva, a dita escrava Joaquina? Respondeu que por herança do sogro Antonio Joaquim de Sousa. Perguntado mais pelo delegado se sabe de quem a houve Antonio Joaquim de Sousa? Respondeu que não sabia.
Aqui encerrou o auto de perguntas que foi escrito por Luiz da Circuncisão Ferreira Cabeça e assinado em 23 de setembro de 1870.
Este documento foi extraído do jornal “O Assuense”, de 6 de outubro de 1870, digitalizado pela Hemeroteca Nacional.
Manoel da Rocha Bezerra, casou na Ilha de Manoel Gonçalves em 1829, com Josefa Jacinta de Vasconcelos. Era tio-avô do jornalista Pedro Avelino; Francisco Trajano Xavier da Cunha, viúvo, em 1826, de Maria Ignácia Fernandes Pimenta, casou em 1829, nas Oficinas, com Senhorinha Clara dos Anjos, irmã de Josefa Jacinta de Vasconcelos.
O português Antonio Joaquim de Sousa era casado com Thomázia Martins Ferreira, filha do capitão João Martins Ferreira. A filha deles, Josefa Martins de Sousa, casou com o português Balthazar de Moura e Silva, e daí nasceu José Joaquim de Moura e Silva. Este último casou, em 1871, com Antonia Leopoldina de Sousa, filha de Pedro Virgulino de Sousa e Maria Rodrigues Ferreira, esta última, irmã de Joaquim Rodrigues Ferreira, ambos filhos do português Manoel Rodrigues Ferreira e Izabel Martins Ferreira.


sábado, 12 de julho de 2014

Conversa a portas fechadas.

Alemanha

Fonte: dw.de

Casa Branca quebra silêncio sobre acusação de espionagem na Alemanha

EUA dizem que diferenças com Alemanha devem ser tratadas em conversas fechadas. Merkel desaprova a atitude americana e afirma que não é fácil convencer os EUA a reformular o trabalho dos serviços de inteligência.
Depois da revelação de que dois funcionários do governo alemão estavam realizando atividades de espionagem para os serviços de inteligência dos EUA, o governo dos EUA resolveu quebrar o silêncio neste sábado (12/07) sobre a espionagem americana no Departamento Federal de Informações da Alemanha (BND). Segundo o porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest, o tema não deve ser discutido abertamente, mas em conversas fechadas.
"Todas as diferenças que nós temos são resolvidas de melhor forma por meio dos canais tradicionais disponíveis, não pela mídia", afirmou Earnest. Na mesma coletiva de imprensa, ele afirmou que o presidente dos EUA, Barack Obama, e a chanceler federal alemã, Angela Merkel, não realizam contato telefônico há mais de uma semana.
Em outro episódio da espionagem americana, celular de Merkel foi grampeado
De acordo com informações publicadas pela revista alemã Spiegel neste sábado, o provável espião americano no Departamento Federal de Informações (BND) não era supervisionado pela Embaixada dos EUA em Berlim.
Segundo a revista, agentes da CIA da Embaixada em Viena, na Áustria, teriam encontrado algumas vezes o homem de 31 anos em Salzburgo, onde teriam recebido documentos secretos e realizado pagamento pelo trabalho realizado.
Críticas de Merkel
A chanceler federal da Alemanha, Angela Merkel, voltou a criticar neste sábado (12/07) a Casa Branca. Mesmo assim, ela frisou que a cooperação dos serviços de inteligência dos dois países deve continuar.
Em entrevista à emissora alemã ZDF, Merkel afirmou que a Alemanha não tem como impor que os EUA deixem de espionar em território alemão. "Numa abordagem geral, eu acredito que não é tão fácil convencer os americanos da reformulação do trabalho das agências de inteligência. Por isso temos que deixar claro onde estão as diferenças de atitude."
Ao ser perguntada se tem expectativas de que os EUA mudem a sua conduta, Merkel afirmou que não pode predizer, mas espera que sejam realizadas mudanças. Merkel também não esconde a sua falta de compreensão diante da atitude americana. "Quando isso acontece, do meu ponto de vista não é uma cooperação entre parceiros."
A chanceler federal afirmou, também, que nenhuma relação de confiança implica a aceitação de espionagem. "Nós queremos uma cooperação entre parceiros. Isso inclui a não espionagem mútua, também nos serviços de inteligência", disse Merkel, afirmando ainda que não seria necessário o rompimento da cooperação alemã com os serviços de inteligência dos EUA.
FC/dpa/rtr

Mais sobre este assunto


Monsenhor Expedito, um grande homem.

sábado, 12 de julho de 2014




MONSENHOR
EXPEDITO MEDEIROS
Jurandyr Navarro
Procurador do Estado, aposentado, e Presidente
Honorário Vitalício do Instituto Histórico e Geográfico do RN
"Existe, no Rio Grande do Norte, um trabalho perfeito e notável de Desenvoívimento de Comunidade, na cidade de São Paulo do Potengi. Trabalho elogiado por órgão técnico da ONU e que conheço de perto, pois lá estive e fiquei maravilhado. Trata-se de um empreendimento do Mons, Expedito Medeiros, trabalho admirável, realizado sem alarde, em silêncio, anonimamente".
A observação acima, em outras palavras, é do laureado professor Luiz Carlos Mancini, uma das maiores autoridades no assunto, em cujo setor de atividades era representante do Brasil nas Nações Unidas. Menção feita por ocasião da aula inaugural, por ele ministrada aos alunos dos cur­sos populares do M.D.C., de nossa Capital.
Semelhante apresentação, expressada em público por uma inconteste autoridade na matéria, bastaria para consagrar em definitivo um nome.
Mesmo sendo jejuno no assunto, não desconhecia a ímpar realiza­ção do conhecido sacerdote, que consumiu a vida numa cidade afasta­da, e que só via uma coisa neste mundo: O pobre.
Visitei por várias vezes o "Movimento de Potengí", como denomi­nam os jornais europeus ao trabalho desse padre magricela e duro na queda!
Em todas as viagens empreedidas, notava a sua casa cheia de gente. Sempre cheia . Não para pedir esmolas: Todo indigente exibe na face a máscara da tristeza e do sofrimento. E o pessoal que lá se aglomerava trazia sempre um sorriso nos lábios a iluminar o rosto feliz.
Às vezes, pelo caminho de volta, ficava a meditar sobre o que ha­via observado. E fazia a mim a indagação: Como pode viver feliz aquela gente que vai à casa do Mons. Expedito, quando é notório que leva uma vida de padecimentos!? E concluía por um paradoxo! Por uma contradi­ção!
Mas não era. O padre dera vida espiritual intensa àquela gente hu­milde. A sua orientação aprumada criara uma nova mentalidade naque­le povo simples e bom, para enfrentar os rigores da vida árdua do campo: Bendizer ao seu Deus o que lhe dava, suportando a adversidade com hu­mildade e resignação.
É que Mons. Expedito realizou obra magnífica que não encontra similar na espécie. Tudo idealizado por ele e levado a efeito com paciência, sacrifício e muita luta.
Fez parte, também na linha de frente do Movimento de Natal, liderado por Dom Eugênio Sales, movimento social abridor de um leque imenso para as obras sociais da Igreja Católica.
Era ele um homem  de vasta visão em relaçao, também, à cultura. Na pesquisa que empreendi sobre a figura do Padre Luiz Monte, ele, seu contemporâneo, e o Cônego Jorge O’Grady, muito me incentivaram e me cederam material relativo à psicologia da Dor, no ângulo da arte e do sentimento, assim como em relação ao espiritismo, temas estudados por aquele sacerdote de saber múltiplo.
Tive a felicidade de assistir a algumas missas por ele celebradas, em São Paulo do Potengi. Logo na primeira delas, notei uma coisa estranha no recinto daquela Igreja surra­da pela erosão do tempo. É que vi muitos homens em volta do altar como se estivessem a proteger aquela magra figura de homem envolto em para­mentos litúrgicos, a oficiar o santo sacrifício.
Logo depois, outra surpresa agradável: Todos aqueles homens, rudes na aparência, a cantar com a simplicidade de meninos, e depois a comungar, como se estivéssemos no dia da Quinta-Feira Grande!
Foi lá que evidenciei ter sido o primeiro lugar onde a Sagrada Me­sa da Eucaristia havia mais homens do que mulheres!
Daí vi a minha pequenez. Como me tornei um pigmeu naquele ambiente! Eu só possuía uma migalha de Fé em cotejo com a daquela gente!
E não pude evitar chorar. Às vezes, o pranto dispensa o comple­mento das lágrimas. É o choro amargo que experimentou São Pedro, quando negou a Jesus.                                         
Não sei se foi de vergonha ou de emoção, diante daquele espetáculo comovente de contrição e de singeleza, de verdade e de fé.

sábado, 5 de julho de 2014

Ex-deputado Ney Lopes, no seu blog, comenta entrevista na Rádio 98 Fm. Eis a matéria na íntegra:

Agressão de Henrique Alves à jornalista é tentativa de inibir e intimidar quem lhe peça explicação

Do editor
Ontem, 3, o deputado Henrique Alves, candidato a governador do RN em ampla aliança de partidos, concedeu entrevista ao conceituado programa Repórter 98”, de grande audiência, transmitido em cadeia estadual pela FM98 de Natal, RN, e com apresentação dos jornalistas Felinto Rodrigues e Robson Carvalho.
Aconteceu um fato curioso e digno de análise política.
A certa altura da entrevista, o jornalista Robson Carvalho, que é também graduado em Ciências Sociais, questionou a união do candidato, em nome da redenção do RN, com partidos de ideologias diferentes; pessoas com vida pregressa duvidosa, candidatos diversos à presidência e, sobretudo, adversários ferrenhos em eleições recentes.
Levando em conta que a mensagem de Henrique na campanha é salvar o RN,  o jornalista mostrou incoerências políticas e indagou: “Salvar o quê e quem?”.
O deputado Henrique Alves irritou-se e verbalmente agrediu o repórter ao colocar em dúvida os fatos abordados na pergunta.
Disse que alguém havia escrito aquele texto para ele ler.
Trocando em miúdos: Henrique deixou claro que o jornalista, a FM98 e o programa “Repórter 98” estavam a serviço de outros candidatos e a emissora se permitia fazer perguntas escritas por adversários.
Feriu o conceito do programa “Repórter 98”, que é tido na radiofonia do estado como uma referencia jornalística e ética.
Alguns aspectos devem ser analisados e interpretados na conduta do candidato Henrique Alves.
Primeiro, o seu desejo de não ser contestado, nem pela imprensa, já que se coloca como o “salvador do Rio Grande do Norte” e assim seria sacrilégio pedir-lhe explicações, como foi o caso de Robson Carvalho.
Vincula esse direito de auto imunizar-se com o presumido mérito pessoal de ser agregador, ter capacidade de somar adeptos e partidos, o que outros não possuem por serem radicais, intolerantes, “complicados” e incompetentes.
Conclui-se: competente e capaz somente Henrique, seus  aliados e asseclas políticos.
O deputado Henrique tem até razão quando diz que as alianças políticas no RN ocorreram e ocorrerão sempre.
Isso é uma verdade.
Aliás em 2006, o editor integrou e apoiou a aliança do PMDB com o PFL negociada claramente, sem vantagens de qualquer espécie, até porque ambos os partidos estavam na oposição estadual e federal, portanto longe do poder, o que tornava impossível tráfico de influência.
O editor, em 2006, era do PFL e foi candidato a vice governador na chapa do senador Garibaldi Alves, superando divergências e aproximando convergências, realmente em benefício do RN, aquela época governado pela “aliada de Henrique hoje”, Vilma de Faria e a quem ele fazia seríssimas restrições.
A aliança política de 2006 foi para apoiar o senador Garibaldi Alves, homem que até hoje merece a admiração e o respeito do editor e do RN.
Não houve “trocas”, nem “compensações”.
No momento, a realidade é outra.
A atual coligação do PMDB é com quase 20 partidos e as versões do mundo político são de ter sido construída a base de verdadeira oferta pública de influencia no  poder federal para liberação de dinheiro;  suposta distribuição de favores e benesses, inclusive presumido favorecimento em beneficio de “esquemas” empresariais” em marcha; contradição ideológica e política dos aliados, com a presença de três presidenciáveis no palanque;  condenação radical ao governo de Rosalba Ciarlini, ao qual Henrique e seu vice João Maia foram aliados, com indicações de seis secretarias e mais de 300 cargos comissionados, por mais de dois anos.
Quanto a candidatura de Vilma Faria ao senado houve uma “cooptação”, a base de promessas de financiamento da campanha por vias que serão conhecidas no futuro, tudo em razão do temor de que ela disputasse o governo contra Henrique.
Após silencioso trabalho nas bases peemedebistas, movido a interesses privados, Vilma foi considerada a “joia da coroa” pelo partido, na montagem da chapa.
Esse fato gerou (e gera) pesadas restrições do presidenciável Eduardo Campos, por serem ambos do PSB.
A candidata Vilma de Faria conseguiu superar as restrições, pelo menos aparentemente e até agora.
Na aliança montada à base de cooptações,  Henrique e Vilma escolheram até os seus adversários, eliminando todos aqueles que lhes fossem inconvenientes.
Exemplo:  o DEM-RN foi cooptado, mediante o compromisso de “cassar” Rosalba Ciarlini para a reeleição e o editor deste blog, que pretendeu candidatar-se ao senado.
Na última reunião da Comissão Executiva do DEM foi anunciado oficialmente no plenário,  que a aliança com o PMDB-PSB seria apenas na eleição proporcional, o que não era verdade, desde aquela época.
Portanto, os membros da Comissão Executiva dos Democratas votaram de boa fé.
Foram favoráveis a alternativa de aliança exclusivamente na proporcional, o que seria admissível, se a lei não proibisse.
A cúpula do DEM, na Convenção Regional,  dirigiu o partido para outro caminho, que foi o apoio integral à Henrique e Vilma, ao formular de forma capciosa a pergunta submetida aos convencionais do partido.
Há pesquisas não registradas na justiça que apontam índices de preferência à Rosalba Ciarlini para o governo e Ney Lopes para o senado, superiores a 20%, sem que os mesmos fossem candidatos.
Era apenas, a preferência do eleitor, sem candidaturas lançadas.
Henrique ao cooptar o DEM-RN,  pretendeu eliminar qualquer risco eleitoral para ele próprio e para Vilma de Faria.
E conseguiu.
Restaram como adversários os partidos menores e as candidaturas de Robinson Faria, ao governo e Fátima Bezerra, ao senado, que crescem a olho nu no eleitorado do estado, justamente pelo fato de Henrique e Vilma não terem respondido com clareza, até hoje, a pergunta feita pelo jornalista Robson Carvalho: “Salvar o quê e a quem?”
Outro ponto em análise é que ninguém pode ser contra a atitude política de quem reconhece erros do passado e não fica eternamente olhando pra trás pelo retrovisor.
Henrique tem razão nisto.
O ser humano tem direito de arrepender-se, ser humilde e até pedir perdão.
Todavia, ele diz uma coisa e faz outra.
Ontem, no “Repórter 98” foi a prova.
Enquanto prega esses valores humanos e cristãos, na sua pré-campanha  já acusa um jornalista de colocar a sua profissão a serviço de adversários.
Tudo porque o jornalista lhe fez uma pergunta considerada “inconveniente”.
Por trás da cena, o que o analista conclui é que Henrique ao dizer-se agregador e condenar o radicalismo, deseja na verdade “bloquear”, “impedir”, limitar fronteiras que possam reviver e recordar o seu passado político e de seus aliados sobre o que fez realmente em benefício RN ao longo dos mandatos, bem como o que dizia de alguns correligionários de hoje, inclusive em relação à “ficha suja” etc.
Henrique quer inibir e constranger previamente os adversários, no sentido de que qualquer questionamento feito sobre o passado significará a volta do radicalismo político.
Isso não é verdadeiro, nem lógico.
Política é essencialmente dialética.
Têm que existir teses e antíteses.
A síntese quem fará é o eleitor.
Como admitir-se uma campanha morna, sem vida, sem possibilidade do eleitor conhecer “quem é quem”.
O radicalismo, que deve ser combatido, é outra coisa totalmente diferente.
É a lesão direta a dignidade e a imagem das pessoas, sem provas ou fatos concretos.
Quando há provas,  fatos reais e concretos, tudo deve ser levado (ou revivido) à opinião pública, para que o eleitor conheça e decida na hora de votar.
A política livre e democrática é praticada assim, em qualquer parte do mundo.
Se não for dessa maneira, a impunidade política estará assegurada.
De agora por diante, a dúvida que resta é   saber se o deputado Henrique Alves irá pedir perdão a Robson Carvalho nas próximas horas e assim mostrar-se , mais uma vez, “agregador” e “não radical”.
Talvez seja o caso do presidente da Câmara Federal novamente pedir  perdão e pagar a penitencia, para depois continuar com o apoio dos quase 20 partidos, que segundo ele, se agregaram à sua coligação  sem nenhuma exigência, ou “trocas” ,  todos eles movidos apenas pela profunda admiração ao comportamento político de estadista do candidato Henrique Alves, cuja característica é  somente “agregar” e “combater o radicalismo político local”.
Versão típica de quem acredita em Papai Noel!




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Na edição de hoje, 5,pág. 02 a Tribuna do Norte publica a seguinte nota a respeito:
"Pontos no iiis
Notas & Comentários
O jornalista Felinto Rodrigues, proprietário da Rádio98 FM, considera uma "infâmia", a insinuação de que o deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB) tenha sido deselegante durante a entrevista  concedida na noite de quarta-feira passada na sua emissora.
Felinto recordou sua indignação ao receber telefonema de agradecimento do próprio Henrique, que elogiou o nível do programa e se colocou à disposição para participar de tantas vezes seja convidado. Foi quando Felinto disse estar chateado com o que considera "absurdo".
O jornalista elogiou a postura de Henrique, o seu desempenho e disse que vai abrir o programa, na edição de segunda-feira, esclarecendo o caso e desmentindo qualquer problema. Felinto declarou que não se manifestou nesse sentido ontem mesmo, porque devido ao jogo Brasil x Colômbia,o programa "Repórter 98" não foi apresentado"

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Cuidado com os planos de saúde.

Campanhas com foco no consumo consciente e no acesso de idosos aos planos de saúde
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) lançou duas campanhas publicitárias de utilidade pública para orientar a população brasileira sobre a escolha do plano de saúde. A importância da informação correta para a escolha consciente do plano de saúde mais adequado e a orientação especial aos idosos são os temas abordados. Ambas remetem o consumidor a procurar os canais de relacionamento da agência reguladora.
Antes de contratar uma operadora, antes de tudo, é importante se informar sobre o índice de reclamações e checar quais são os planos com comercialização suspensa. Todas essas informações podem ser encontradas no Espaço da Qualidade e podem evitar dores de cabeça posteriores. Mesmo quem já possui plano de saúde deve ficar atento às regras e saber a quem recorrer em caso de dúvidas ou necessidade. [Portal Saúde > Saiba mais]


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Postado por AssessoRN - Jornalista Bosco Araújo no AssessoRN.com em 7/02/2014 08:34:00 PM

segunda-feira, 30 de junho de 2014


Polícia contabiliza 19 homicídios na Grande Natal durante fim de semana

Publicação: 30 de Junho de 2014 às 09:13 | Comentários: 0
Tribuna do Norte.
No primeiro fim de semana após a Copa do Mundo em Natal, os números da violência voltaram a assustar. O Itep Natal contabilizou 19 homicídios entre a noite de sexta-feira (27) e a madrugada de hoje (30), enquanto quatro assassinatos ocorreram no mesmo período na região de Mossoró. Na capital, seis homicídios.

Além de Natal, foram registrados homicídios em Parnamirim, São Gonçalo do Amarante, Macaíba, Ceará-Mirim e São José de Mipibu. De acordo com dados da polícia, pelo menos 11 homicídios foram por arma de fogo, enquanto um, nas proximidades do Ginásio Nélio Dias, na zona Norte de Natal, ocorreu por espancamento.

De acordo com o secretário de Segurança do RN, Eliézer Girão, durante a Copa do Mundo, houve uma redução em 60% no número de homicídios em comparação a maio. Para atuar na segurança durante o mundial, Natal recebeu efetivo de 4.600 homens do Exército, Aeronáutica e Marinha, além de um grupo de 300 homens da Força Nacional, 160 policiais rodoviários federais e o aumento no efetivo da PM nas ruas durante a competição.

Ainda segundo a Sesed, foram investidos R$ 80 milhões na área de segurança, sendo a maior obra viabilizada o Centro Integrado de Comando e Controle Regional (CICCR), que foi instalado na Escola de Governo e funcionou como o “cérebro” da segurança e defesa durante a Copa. A partir do dia 18 de julho, o local passa a receber, definitivamente, o Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp).

Atualizada às 9h47 para correção de informações.