segunda-feira, 27 de outubro de 2014

"O Brasil tem quatro anos turbulentos pela frente" , segudo o Der Spiegel.

Brasil

Voz da Alemanha

Imprensa europeia vê "vitória apertada" em "país dividido"

Sites destacam divisão entre "Norte e Nordeste pobres" e "Sul e Sudeste ricos", comentam que a campanha foi marcada pela troca de acusações e afirmam que Dilma terá a tarefa de unir o país.
A apertada vitória da presidente Dilma Rousseff no segundo turno da eleição presidencial foi manchete nos sites dos principais jornais e revistas europeus neste domingo e segunda-feira (27/10). Na tentativa de explicar a eleição de Dilma, a mídia europeia destacou principalmente o apoio que ela recebeu dos estados menos favorecidos do Norte e Nordeste, em oposição aos do Sul e Sudeste, mais ricos e industrializados.
Ainda no fim da noite de domingo, o jornal italiano Corriere della Sera escreveu que "o quadro eleitoral confirma um país dividido em dois, com Rousseff dominando o Nordeste pobre do Brasil, onde é mais forte o efeito dos programas sociais, enquanto é grande a preocupação nas áreas mais ricas, sobretudo no estado de São Paulo."
O diário milanês destacou ainda a agressividade da campanha eleitoral: "A tensão da campanha eleitoral, longa e às vezes violenta, teve repercussões também no dia decisivo". O jornal deu destaque à afirmação do candidato tucano, Aécio Neves, de que a campanha eleitoral "ficará marcada como a mais sórdida já feita".
"Apelo ao díálogo"
O jornal francês Le Monde enfatizou a apertada vitória de Dilma e o apelo ao diálogo proferido pela presidente em seu primeiro discurso após as eleições. "Este é o resultado mais apertado depois da primeira eleição presidencial direta, organizada em 1989, após a ditadura militar", escreveu o diário.
"O Nordeste votou em Dilma, São Paulo contra ela", afirmou o Le Monde: "Os 142,8 milhões de brasileiros convocados a votar, num país onde o voto é obrigatório, estiveram divididos entre os partidários da continuação das conquistas sociais realizadas pelo Partido dos Trabalhadores (...) e aqueles de uma alternância [de poder] para relançar a economia."
O jornal destacou ainda os desafios que Dilma tem pela frente, dando ênfase à declaração da presidente de que o "diálogo é o primeiro compromisso" do seu novo mandato, como também à sua intenção de promover uma reforma política e combater a corrupção.
Divisão do país
O diário espanhol El País apontou nesta segunda-feira para a estreita margem de vantagem de Dilma sobre o adversário, dando destaque à divisão do país nesta eleição.
"Como se previa, os mais pobres e atrasados estados do Norte e Nordeste, como Bahia ou Pernambuco, votaram em peso em Dilma. Os estados do sul, mais ricos e industrializados e com uma população com mais recursos, como São Paulo, o estado mais populoso, deram preferência a Neves." O jornal espanhol disse ainda que, "para Rousseff, foi decisivo o apoio do estado de Minas Gerais, local de nascimento de ambos" os candidatos.
O El País afirmou que nunca uma campanha eleitoral dividiu tanto os brasileiros e que a primeira tarefa do vencedor será "fechar a ferida aberta durante as três semanas vertiginosas de uma dura campanha" e que o primeiro discurso de Dilma após ser eleita "apontou para essa direção unificadora".
Xingamentos, acusações e economia
O primeiro discurso da presidente reeleita também foi manchete no jornal britânico The Guardian: "Em discurso de vitória, uma radiante Rousseff disse esperar que o país possa se unir". Segundo o diário, os eleitores aparentavam estar divididos e confusos "por uma campanha eleitoral suja, caracterizada por xingamentos, acusações de corrupção, nepotismo e incompetência".
O The Guardian também destacou as alusões ao regime nazista feitas por ambos os lados durante a campanha eleitoral: "Neves comparou o marqueteiro da campanha do PT, João Santana, ao chefe da propaganda nazista, Joseph Goebbels. Em resposta, Lula da Silva disse que os social-democratas perseguiam o Nordeste pobre do Brasil da mesma forma que os nazistas maltratavam os judeus".
O jornal britânico deu um especial destaque aos desafios que Dilma tem pela frente, afirmando que "o Brasil entrou em recessão técnica no começo deste ano" e que "uma indicação-chave de como Rousseff, uma economista formada, pretende virar esse quadro será a sua escolha do ministro da Fazenda".
Tecnocrata com desafios
O jornal alemão Süddeutsche Zeitung também enfatizou os desafios de Dilma para unir o país: "A presidente terá de se esforçar para melhor o mau humor e unir a nação dividida". O jornal bávaro considerou que faltam à Dilma o "carisma e a popularidade de seu mentor Lula, mas a tecnocrata Rousseff é vista como uma lutadora".
A notícia da vitória de Dilma e a divisão do país também foram destaque no site da revista alemã Der Spiegel nesta segunda-feira. Em sua página de internet, a principal revista alemã afirmou que "uma rachadura atravessa o Brasil. Ela passa exatamente ao longo da fronteira geográfica entre os pobres Norte e Nordeste e os ricos Sul e Sudeste, mas ela também atravessa a sociedade."
A Spiegel afirmou ainda que "o Brasil tem quatro anos turbulentos pela frente" e que a "robusta e autoritária Rousseff tem agora a tarefa de reconciliar o país dividido".

domingo, 26 de outubro de 2014

Encontro de escritores começará com poesia e terminará com livro sobre a Ribeira.




VI ENCONTRO POTIGUAR DE ESCRITORES – VI EPE
29, 30 e 31 de Outubro de 2014


Coordenadores Gerais:
Roberto Lima de Souza - UBE
Diógenes da Cunha Lima - ANL
Valério Alfredo Mesquita – IHGRN
José Willington Germano – Cooperativa Cultural da UFRN


Secretário Executivo
Eduardo Antonio Gosson

Coordenadores Adjuntos:
Anna Maria Cascudo Barreto – ICC
Angélica Vitalino - SEMEC-Parnamirim
Antonio Clauder Arcanjo UBE-RN
Aluizio Matias dos Santos – UBE-RN
Carlos Roberto de Miranda Gomes UBE-RN
Geralda Efigênia – SEEC
Manoel Marques da Silva Filho - UBE-RN
José Lucas de Barros - ATRN
Maria Rizolete Fernandes - UBE-RN
José Martins SPVA-RN
Jurandyr Navarro – Academia de Letras Jurídicas - ALEJURN
Ormuz Barbalho Simonetti INRG
Odúlio Botelho - IHGRN
Rosa Ramos Régis da Silva - ANLIC
Zelma Furtado - AFL-RN



Comissão de Divulgação
Alex Gurgel - blog Grande Ponto
Cid Augusto  - O Mossoroense
Cefas Carvalho- Potiguar Notícias
Cinthia Lopes - TN-Caderno Viver
Jania Maria de Souza - Blog da SPVA
J. Pinto Júnior - TV  Bandeirantes
Lucia Helena Pereira - Diretora de Divulgação
Maria Vilmaci Viana  - blog Vivi Cultura
Moura Neto  - Novo Jornal
Paulo Jorge Dumaresq  - Assessor Especial de  Imprensa
Sergio Vilar - Portalnoar.com
Yuno Silva  - Tribuna do Norte
Blog do MIRANDAGOMES
Blog  Genealogia e História
Blog do IHGRN


VI ENCONTRO POTIGUAR DE ESCRITORES – VI EPE
29, 30 e 31 de Outubro de 2014


PROGRAMAÇÃO OFICIAL

NOITE

Quarta-feira, 29.10.2014

19h – Credenciamento dos participantes
20h – Abertura Solene
(Roberto Lima de Souza Presidente da UBE/RN, Diógenes da Cunha Lima Presidente da ANL ; Valério Mesquita Presidente do IHGRN e José Willington Germano Presidente da Cooperativa Cultural- UFRN
20h30 – Concerto de violão clássico com Alexandre Atmarama

MANHÃ

Quinta-feira, 30.10.2014

09h – A singularidade Poética de Ferreira Itajubá
 Nelson Patriota e  Lívio Oliveira
Moderadora: Rizolete Fernandes

10h30 – O papel das Academias  na difusão da  Literatura Potiguar
Diógenes da Cunha Lima, Cícero Macedo,   Ciro Tavares  e  Zelma Furtado
Moderadora: Conceição Maciel

12h -   INTERVALO

TARDE

15h –  2º Fórum Potiguar do livro, da leitura e das bibliotecas: Planos  estadual e municipais
Betânia Ramalho Leite – SEEC, Justina Iva - SME, Cláudia Santa Rosa - IDE  e Vandilma Oliveira - SEMEC
Moderadora : Geralda  Efigênia


16h30 – Bartolomeu Correia de Melo no Contexto Literário regional e nacional
 Arnaldo Afonso,  Manoel Onofre Jr. e Tarcísio Gurgel
Moderador: Nelson Patriota

18h– Sessão  de autógrafos do livro ROSA VERDE AMARELOU de Bartolomeu Correia de Melo (in memoriam), pela esposa Verônica Melo, contendo a obra completa do autor. Edições Bagaço,  Recife.

Sexta-feira, 31.10.2014

MANHÃ

9h – Porque sou Poeta
Carlos Morais dos Santos, Roberto Lima de Souza e Diulinda Garcia
Moderador:  Alexandre Abrantes
10h - Recital Poético
Roberto Lima, voz e violão; Alexandre Abrantes (participação especial) e Eduardo Gosson ,declamações

10h30   -  O Máximo com o Mínimo: Poetrix, Haicai e Aldravia
Gilvânia Machado, Aluizio Matias dos Santos e José de Castro
Moderadora: Valdenides Dias


12h - INTERVALO

TARDE

15h -– Ariano Suassuna  no Contexto Cultural brasileiro
Carlos Newton Júnior – Recife/PE

   16h30 -  Sarau Lítero-Musical de encerramento
Grupo Poesia Potiguar e  Cia (Currais Novos-RN)
Sociedade dos Poetas Vivos e Afins - SPVARN

18h - Sessão de autógrafos do livro  JORNAL DA SAUDADE: NATAL NO MEU TEMPO DE MENINA, comemorativo do Centenário da Escritora Nati Cortez (in memoriam).




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INFORMAÇÕES
 Vagas:
100 vagas para a SEEC/RN
100 vagas para a SME/Natal
100 vagas para a SEMEC/Parnamirim
100 vagas para escritores e público

. Inscrições:
. Professores da rede municipal, estadual e de Parnamirim devem procurar a Ficha de Inscrição em sua respectiva Secretaria de Educação no período de 01 a 20  Outubro  de 2014
. Escritores e o público devem se inscrever  no Instituto Histórico e Geográfico do RN, à Rua da Conceição, 622 – Cidade Alta,  no período de 01 a 20 de Outubro de 2014, entre 8h e 12h


. Local do VI Encontro Potiguar de Escritores - VI EPE:
Academia Norte-Rio-Grandense de Letras – ANL - Rua Mibipu, 443 –Petrópolis - Natal/RN
Data: 29, 39 e31 de Outubro de 2014

Organização: União Brasileira de Escritores – UBE/RN
Academia Norte-Rio-Grandense de Letras – ANL
Instituto Histórico e Geográfico do RN – IHGRN
Cooperativa Cultural da UFRN

. Certificado:
Os participantes receberão Certificado no encerramento do Encontro.
Livraria:
A Cooperativa Cultural da UFRN montará um stand de vendas de livros de autores potiguares

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

domingo, 19 de outubro de 2014

O meu tempo e os novos tempos

Eu não tinha feito ainda 70 anos de idade, como recentemente aconteceu (4 de outubro) e só agora estou refletindo sobre essa nova condição etária. Quando era mais novo, confesso, nunca parei para pensar na minha sétima década de vida, nunca. O ser humano não pensa nisso, vai vivendo, vai vivendo e quando menos espera a idade avança ou a idade chega. Nos anos da infância não havia tempo para imaginar esse futuro tão distante. As brincadeiras e os deveres ocupavam as horas todas. E na juventude também não, porque o ofício tomava conta dos dias, era um vaivém danado e a cabeça tinha que se dedicar à família, aos estudos de atualização e aos caprichos das injúrias orgânicas.
Ontem voltava para casa com minha mulher e conversávamos sobre as mudanças todas do mundo. Tudo mudou, disse ela, referindo-se ao que vimos de transformação nesse mundo de meu Deus. Saíamos de uma padaria, onde tínhamos feito um lanche, a título de ceia. Isso não havia no Recife do antes e hoje está disseminado, com casas especializadas espalhadas pelos bairros residenciais e também nas cercanias do comércio. E os bancos? Deixaram a condição anterior de estabelecimentos personalizados para se tornarem comunitários. Hoje, as máquinas assumiram as funções dos antigos bancários, que estão resumidos nos interiores das agências a consultores e captadores financeiros.  
Foi ela quem lembrou outra mudança nos hábitos e nos costumes da cidade: o tipo de moradia. Agora, mora-se em apartamentos, conjuntos habitacionais que juntam de uma só vez, quase cinquenta famílias. Mas, não existe mais quintal ou não se brinca nas ruas, como sucedia outrora. Até a geração de minhas filhas isso era possível, porém o tempo e a violência mudaram esse comportamento. Não se pode mais! E o extraordinário desenvolvimento da técnica, em todos os sentidos. Eu, por exemplo, fui operado da coluna pelas mãos maviosas do Dr. Geraldo Sá Carneiro – o Dr. Geraldinho – e duas hastes de titânio foram postas em minhas costas e eu estou andando e bulindo da melhor forma. Hei de comemorar os 10 anos de operado a 4 de maio!
É! A expectativa de vida aumentou! Gente como eu já poderia ter morrido, se a técnica não tivesse alcançado o ponto que alcançou. Os exames estão cada vez mais sofisticados; as tomografias e as ressonâncias têm acesso a tudo e mais um pouco. A Tomografia por Emissão de Pósitrons (o Pet Scan) revolucionou a oncologia e hoje se pode muito bem, não apenas diagnosticar, como também fazer o estadiamento do tumor. Os meus cadernos do último ano de medicina não servem mais pra nada, estão defasados, desatualizados. Nada se aplica mais!
Imagine o leitor como ficará um doente do estômago hoje, depois da invenção da endoscopia. Não fará mais a radiografia do órgão, uma seriografia, como se dizia antes. E ninguém terá mais o trabalho de identificar uma úlcera a partir da imagem de uma chama de vela. Nem vela se usa mais! E os stents cardíacos, que permitem uma sobrevida que não se tinha no passado, mesmo com as pontes?

Um comentário:

Geraldo: Aí está por você bem explanado. A gente ia vivendo sem pensar que as idades avançavam....E o tempo corria e corre para todos. Você sempre foi vitorioso, até na cirurgia em tempo de tantos e quantos avanços da Medicina. Eu estou em minha SOBREVIDA. Nunca havia pensado nesta sinistra palavra, já comemorando 4 anos no próximo dia 22 de novembro. Vamos que vamos.......quem sabe a Medicina avance mais ainda e o tempo de vida se prolongue. Escreveu muito bem. Abafei pensamentos e enfrentei a realidade... Bjss

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Utilidade Pública.

Busca de DDD por Estado - No Brasil

Para fazer um DDD, Disque 0 (zero) código da operadora + DDD e em seguida o número de telefone da cidade

DDD - SP
DDD 11 | São Paulo | Região Metropolitana de São Paulo.
DDD 12 | São Paulo | São José dos Campos e Região.
DDD 13 | São Paulo | Região Metropolitana da Baixada Santista.
DDD 14 | São Paulo | Bauru, Jaú, Marília, Botucatu e Região.
DDD 15 | São Paulo | Sorocaba e Região.
DDD 16 | São Paulo | Ribeirão Preto, São Carlos, Araraquara e Região.
DDD 17 | São Paulo | São José do Rio Preto e Região.
DDD 18 | São Paulo | Presidente Prudente, Araçatuba e Região.
DDD 19 | São Paulo | Região Metropolitana de Campinas.
DDD - RJ
DDD 22 | Rio de Janeiro | Campos dos Goytacazes e Região.
DDD 21 | Rio de Janeiro | Região Metropolitana do Rio de Janeiro.
DDD 24 | Rio de Janeiro | Volta Redonda, Petrópolis e Região.
DDD - ES
DDD 27 | Espírito Santo | Região Metropolitana de Vitória.
DDD 28 | Espírito Santo | Cachoeiro de Itapemirim e Região.
DDD - MG
DDD 31 | Minas Gerais | Região Metropolitana de Belo Horizonte
DDD 32 | Minas Gerais | Juiz de Fora e Região.
DDD 33 | Minas Gerais | Governador Valadares e Região.
DDD 34 | Minas Gerais | Uberlândia e região.
DDD 35 | Minas Gerais | Poços de Caldas, Pouso Alegre, Varginha e Região.
DDD 37 | Minas Gerais | Divinópolis, Itaúna e Região.
DDD 38 | Minas Gerais | Montes Claros e Região.
DDD - PR
DDD 41 |Paraná | Região Metropolitana de Curitiba.
DDD 42 | Paraná | Ponta Grossa e Região.
DDD 43 | Paraná | Londrina e Região.
DDD 44 | Paraná | Maringá e Região.
DDD 45 | Paraná | Cascavel e Região.
DDD 46 | Paraná | Francisco Beltrão, Pato Branco e Região.
DDD - SC
DDD 47 | Santa Catarina | Joinville, Blumenau, Balneário Camboriú e Região.
DDD 48 | Santa Catarina | Região Metropolitana de Florianópolis e Criciúma.
DDD 49 | Santa Catarina | Chapecó, Lages e Região.
DDD - RS
DDD 51 | Rio Grande do Sul | Região Metropolitana de Porto Alegre.
DDD 53 | Rio Grande do Sul | Pelotas e Região.
DDD 54 | Rio Grande do Sul | Caxias do Sul e Região.
DDD 55 | Rio Grande do Sul | Santa Maria e Região.
DDD - DF
DDD 61 | Distrito Federal e Goiás | Brasília e Região.
DDD - GO
DDD 62 | Goiás | Região Metropolitana de Goiânia.
DDD - TO
DDD 63 | Tocantins | Todos os municípios do estado.
DDD - GO
DDD 64 | Goiás | Rio Verde e Região.
DDD - MT
DDD 65 | Mato Grosso | Região Metropolitana de Cuiabá.
DDD 66 | Mato Grosso |
DDD - MS
DDD 67 | Mato Grosso do Sul | Todos os municípios do estado.
DDD - AC
DDD 68 | Acre | Todos os municípios do estado.
DDD - RO
DDD 69 | Rondônia | Todos os municípios do estado.
DDD - BA
DDD 71 | Bahia | Região Metropolitana de Salvador.
DDD 73 | Bahia | Itabuna, Ilhéus e Região.
DDD 74 | Bahia | Juazeiro e Região.
DDD 75 | Bahia | Feira de Santana e Região.
DDD 77 | Bahia | Vitória da Conquista e Região.
DDD - SE
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DDD - PE
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DDD 88 | Ceará | Região de Juazeiro do Norte.
DDD 89 | Piauí | Região de Picos e Floriano.
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DDD 93 | Pará | Região de Santarém.
DDD 94 | Pará | Região de Marabá.
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DDD 96 | Amapá | Todos os municípios do estado.
DDD 97 | Amazonas | Região de Tefé e Coari.
DDD 98 | Maranhão | Região Metropolitana de São Luís.
DDD 99 | Maranhão | Região de Imperatriz.
Telefones Úteis
Abaixo estão os principais telefones de emergência, mas você pode procurar mais telefones úteis de vários Estados.
CLIQUE AQUI


EMERGÊNCIAS:
- Bombeiros: 193
- Samu: 192
- Defesa Civil: 199
- Polícia Militar: 190
- Polícia Civil: 197
- Polícia Rodoviária Federal: 191

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Vigilância com tecnologia de guerra cria polêmica sobre privacidade nos EUA

  • Há 2 horas
Avião com câmeras monitora ruas em tempo real

 Credito: BBC


Uma empresa americana desenvolveu uma forma de monitorar bairros inteiros utilizando uma tecnologia desenvolvida, originalmente, para as guerras do Iraque e do Afeganistão.
Mas, enquanto a polícia vê com bons olhos a perspectiva de obter acesso à tecnologia, ela foi alvo de críticas por ser vista como ameaça à privacidade dos cidadãos.
O sistema funciona por meio de um avião tripulado que grava o que está acontecendo no solo em uma área de 40 quilômetros de diâmetro.
A aeronave é equipada com 12 câmeras de alta resolução, que formam uma espécie de "Google Earth" em tempo real.
"A resolução não é alta o suficiente para mostrar quem é a pessoa, elas aparecem como um pixel acinzentado na tela", diz Ross McNutt, veterano da Aeronáutica aposentado e presidente da empresa que desenvolveu o sistema, a PSS (Persistent Surveillance Systems).
 
 
 
Credito: BBC
Doze câmeras de alta resolução estão na aeronave


Mas esse pixel é suficiente para que os movimentos das pessoas sejam monitorados de forma precisa enquanto o avião está no ar - por até seis horas.
A ideia é sobrevoar áreas com altos índices de crimes. No início de 2012, as aeronaves monitoraram a cidade de Compton, na Califórnia, durante nove dias. Gravaram assassinatos, roubos e diversos outros crimes.
Ao comparar as gravações com o depoimento de testemunhas, os analistas e a polícia conseguiram determinar o momento em que os crimes foram cometidos.
Dessa forma, puderam descobrir onde os suspeitos estavam antes e depois do momento do crime, afirma McNutt.
Durante os testes em Ohio, na Califórnia e no México, o PSS testemunhou 34 assassinatos.

Ameaça à democracia

As câmeras da PSS, no entanto, não veem apenas assassinatos e criminosos. Elas registram a atividade cotidiana de ruas e quintais.
 
 
 
 
Crédito: BBC
Durante teste, câmeras captaram 34 assassinatos

Apesar de a firma insistir que a resolução das câmeras é baixa, muitos americanos veem o sistema como uma ameaça às liberdades individuais.
"O sistema não apenas viola a privacidade das pessoas; monitorar movimentos de uma comunidade inteira é uma ameaça à democracia", disse Jennifer Lynch, advogada da Electronic Frontier Foundation.
Os moradores de Compton, por exemplo, não foram informados quando a polícia testou o sistema.
"São coisas como essa e o monitoramento secreto de estudantes muçulmanos pela polícia de Nova York em 2012 que geram desconfiança da polícia", diz Lynch.
A empresa afirma que segue um "política de privacidade forte" e só monitora pessoas após comunicações de crime ou em investigações criminais. Diz também que pode saber exatamente quais foram as imagens observadas pelos seus analistas.
 
 
Credito: BBC
 
Apesar de não permitir distinguir rosto da pessoa, sistema gera preocupação com privacidade
Em locais como Compton, onde uma grande fatia da população é negra, há uma preocupação com a possibilidade de minorias virarem alvo de vigilância.
Também há o temor de que o sistema possa levar pessoas a deixar de fazer coisas que não querem que outros saibam, mesmo não sendo ilegais. Isso inclui, por exemplo, ir a um bar gay, instituições religiosas ou ter mais de um relacionamento.
"Vigilância policial pode afetar a liberdade de expressão e, com isso, o direito democrático e constitucional das pessoas está ameaçado", acrescenta Lynch.
O presidente da firma diz que está atento a essas questões e procurou o American Civil Liberties Union, uma ONG que defende liberdades individuais, para discutir o tema.
Enquanto isso, nenhum Estado americano adotou a tecnologia de forma sistemática.

domingo, 12 de outubro de 2014

Reforma agrária só dá certo se for capitalista, segundo Tomislav.

O paradoxo da reforma agrária
Tomislav R. Femenick – Contador, mestre em economia e historiador.

Plantar e colher alimentos foram ações determinantes para a evolução do processo civilizatório da humanidade. A posse da terra teria sido decisiva para a formação das famílias, dos clãs e das nações. Inicialmente propriedade comum a todos os componentes do grupo, depois a propriedade da terra tomou o caráter individual; isso em decorrência da imposição das armas ou das leis. Friedrich Engels, o amigo mais intimo de Karl Marx, aborda esse assunto em seu famoso livro “Origem da família, da propriedade privada e do Estado”.
Todavia, os excluídos da posse da terra sempre se insurgiram contra essa situação. A historiografia registra lutas de camponeses em diversas épocas, sendo a mais citada a liderada pelos irmãos Tiberio e Caio Graco no século II, antes de Cristo. Os detalhes dessa revolta é que são importantes e, paradoxalmente, geralmente ocultados: embora plebeus, Tiberio e Caio eram integrantes de uma importante e aristocrática família romana e a reforma por eles pregada era a distribuição das terras tomadas pelas invasões romanas (notadamente nas regiões de Tarento e na Cápua), que estava concentrada nas mãos da nobreza.
Durante toda a Idade Média, a Igreja adotou a postura de limitar o direito de propriedade com base no bem comum e no direito do indivíduo a uma vida digna, porém ela mesma era uma das maiores detentora do direito sobre a terra. Essa contradição, bem como o enfraquecimento da autoridade dos reis e o fortalecimento do poder dos senhores feudais sepultaram as frágeis tentativas de conquista de posse da terra pelos trabalhadores rurais. O resultado foi um retrocesso no desenvolvimento da economia.
Esse estado de coisa começou a mudar no século XVIII com a Revolução Francesa, que aboliu a servidão rural, reformulando as relações de trabalho no campo. Outro grande avanço ocorreu em 1862 nos Estados Unidos, quando foi sanciona a lei que concedeu terras públicas a pequenos fazendeiros, a baixo custo. Não por acaso ainda hoje a França é considerada o celeiro da Europa e os Estados Unidos são os maiores produtores agrícolas do mundo; claro que à solução do problema fundiário se somaram a facilidade do crédito e o desenvolvimento tecnológico.
Na Ásia, até a Segunda Guerra, Japão, Taiwan e Coréia apresentavam sérios problemas de concentração da posse da terra e de escassez de alimentos. O problema japonês foi resolvido pelas forças de ocupação norte-americanas que impôs a reforma agrária, modelo que foi transplantado para Taiwan, onde em poucos anos foi transferido aos agricultores o equivalente a 13% do PIB. Na Coréia do Sul o governo forçou os proprietários a transferirem a posse da terra aos antigos arrendatários, o que provocou recorde na produção de alimentos e grãos.
De volta a Europa, há que se citarem os êxitos obtidos com a redistribuição da terra na Itália, Finlândia, Alemanha e Países Baixos – sempre acompanhada de assistência técnica e juros baixos. Porém, não se poderia deixar de falar nas reformas agrárias promovidas nos países de governos socialistas, principalmente na antiga União Soviética e China. Na URSS houve duas fases distintas. Na primeira os camponeses ocuparam as terras dos antigos latifundiários em nome da revolução, depois o governo as expropriou em nome da coletivização, uma experiência que custou a vida de cerca de seis milhões de pessoas e resultou numa colossal ineficiência produtiva. Na China de Mao de Mao Tse-tung, a reforma agrária obrigou os camponeses a se agruparem em gigantescas “comunas agrícolas”, o que teria causado a morte pela fome, de 20 a 40 milhões de pessoas, até 1962.
Essa conjunção de fatos históricos nos leva a uma conclusão: a reforma agrária é necessária, deve vir com assistência creditícia e tecnológica e só dá certa quando realizada sob a ótica do capitalismo.

Tribuna do Norte. Natal, 12 out. 2014.