DENÚNCIA CATÁSTRÓFIVA CONTRA A NOSSA SAÚDE, FEITA POR MÉDICO PRÊMIO NOBEL DE MEDICINA.
Pasmem, Nobel da Medicina afirma que " Farmacêuticas bloqueiam medicamentos que curam, porque não são rentáveis"
O estado a que chegou este maldito mundo moderno! Onde quem manda é o deus- dinheiro. Onde está a caridade, o amor ao próximo, o respeito pelos outros?
"As farmacêuticas bloqueiam medicamentos que curam, porque não são rentáveis"
O Premio Nobel da Medicina Richard J. Roberts denuncia a forma como funcionam as grandes farmacêuticas dentro do sistema capitalista, preferindo os benefícios econômicos à saúde, e detendo o progresso científico na cura de doenças, porque a cura não é tão rentável quanto a cronicidade.Richard J. Roberts: "É habitual que as farmacêuticas estejam interessadas em investigação não para curar, mas sim para tornar crónicas as doenças com medicamentos cronificadores". Foto de Wally HartshornHá poucos dias, foi revelado que as grandes empresas farmacêuticas dos EUA gastam centenas de milhões de dólares por ano em pagamentos a médicos que promovam os seus medicamentos. Para complementar, reproduzimos esta entrevista com o Prémio Nobel Richard J. Roberts, que diz que os medicamentos que curam não são rentáveis e, portanto, não são desenvolvidos por empresas farmacêuticas que, em troca, desenvolvem medicamentos cronificadores que sejam consumidos de forma serializada. Isto, diz Roberts, faz também com que alguns medicamentos que poderiam curar uma doença não sejam investigados. E pergunta-se até que ponto é válido e ético que a indústria da saúde se reja pelos mesmos valores e princípios que o mercado capitalista, que chega a assemelhar-se ao da máfia.A investigação pode ser planeada?
Se eu fosse Ministro da Saúde ou o responsável pelas Ciência e Tecnologia, iria procurar pessoas entusiastas com projectos interessantes; dar-lhes-ia dinheiro para que não tivessem de fazer outra coisa que não fosse investigar e deixá-los-ia trabalhar dez anos para que nos pudessem surpreender.Parece uma boa política.
Acredita-se que, para ir muito longe, temos de apoiar a pesquisa básica, mas se quisermos resultados mais imediatos e lucrativos, devemos apostar na aplicada ...E não é assim?
Muitas vezes as descobertas mais rentáveis foram feitas a partir de perguntas muito básicas. Assim nasceu a gigantesca e bilionária indústria de biotecnologia dos EUA, para a qual eu trabalho.Como nasceu?
A biotecnologia surgiu quando pessoas apaixonadas começaram a perguntar-se se poderiam clonar genes e começaram a estudá-los e a tentar purificá-los.Uma aventura.
Sim, mas ninguém esperava ficar rico com essas questões. Foi difícil conseguir financiamento para investigar as respostas, até que Nixon lançou a guerra contra o cancro em 1971.Foi cientificamente produtivo?
Permitiu, com uma enorme quantidade de fundos públicos, muita investigação, como a minha, que não trabalha directamente contra o cancro, mas que foi útil para compreender os mecanismos que permitem a vida.O que descobriu?
Eu e o Phillip Allen Sharp fomos recompensados pela descoberta de introns no DNA eucariótico e o mecanismo de gen splicing (manipulação genética).Para que serviu?
Essa descoberta ajudou a entender como funciona o DNA e, no entanto, tem apenas uma relação indirecta com o cancro.Que modelo de investigação lhe parece mais eficaz, o norte-americano ou o europeu?
É óbvio que o dos EUA, em que o capital privado é activo, é muito mais eficiente. Tomemos por exemplo o progresso espectacular da indústria informática, em que o dinheiro privado financia a investigação básica e aplicada. Mas quanto à indústria de saúde... Eu tenho as minhas reservas.Entendo.
A investigação sobre a saúde humana não pode depender apenas da sua rentabilidade. O que é bom para os dividendos das empresas nem sempre é bom para as pessoas.Explique.
A indústria farmacêutica quer servir os mercados de capitais ...Como qualquer outra indústria.
É que não é qualquer outra indústria: nós estamos a falar sobre a nossa saúde e as nossas vidas e as dos nossos filhos e as de milhões de seres humanos.Mas se eles são rentáveis investigarão melhor.
Se só pensar em lucros, deixa de se preocupar com servir os seres humanos.Por exemplo...
Eu verifiquei a forma como, em alguns casos, os investigadores dependentes de fundos privados descobriram medicamentos muito eficazes que teriam acabado completamente com uma doença ...E por que pararam de investigar?
Porque as empresas farmacêuticas muitas vezes não estão tão interessadas em curar as pessoas como em sacar-lhes dinheiro e, por isso, a investigação, de repente, é desviada para a descoberta de medicamentos que não curam totalmente, mas que tornam crónica a doença e fazem sentir uma melhoria que desaparece quando se deixa de tomar a medicação.É uma acusação grave.
Mas é habitual que as farmacêuticas estejam interessadas em linhas de investigação não para curar, mas sim para tornar crónicas as doenças com medicamentos cronificadores muito mais rentáveis que os que curam de uma vez por todas. E não tem de fazer mais que seguir a análise financeira da indústria farmacêutica para comprovar o que eu digo.Há dividendos que matam.
É por isso que lhe dizia que a saúde não pode ser um mercado nem pode ser vista apenas como um meio para ganhar dinheiro. E, por isso, acho que o modelo europeu misto de capitais públicos e privados dificulta esse tipo de abusos.Um exemplo de tais abusos?
Deixou de se investigar antibióticos por serem demasiado eficazes e curarem completamente. Como não se têm desenvolvido novos antibióticos, os microorganismos infecciosos tornaram-se resistentes e hoje a tuberculose, que foi derrotada na minha infância, está a surgir novamente e, no ano passado, matou um milhão de pessoas.Não fala sobre o Terceiro Mundo?
Esse é outro capítulo triste: quase não se investigam as doenças do Terceiro Mundo, porque os medicamentos que as combateriam não seriam rentáveis. Mas eu estou a falar sobre o nosso Primeiro Mundo: o medicamento que cura tudo não é rentável e, portanto, não é investigado.Os políticos não intervêm?
Não tenho ilusões: no nosso sistema, os políticos são meros funcionários dos grandes capitais, que investem o que for preciso para que os seus boys sejam eleitos e, se não forem, compram os eleitos.
Há de tudo.
Ao capital só interessa multiplicar-se. Quase todos os políticos, e eu sei do que falo, dependem descaradamente dessas multinacionais farmacêuticas que financiam as campanhas deles. O resto são palavras…
18 de Junho, 2011
Publicado originalmente no La Vanguardia. Retirado de Outra Política
Tradução de Ana Bárbara Pedrosa para o Esquerda.net
Espaço para veiculação de notícias, artigos e reportagens de interesse da comunidade potiguar.
sexta-feira, 25 de setembro de 2015
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sexta-feira, 18 de setembro de 2015
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terça-feira, 15 de setembro de 2015
A crise é global e fruto da desigualdade e assimetria no desenvolvimento: Entrevista com Rogerio Studart
Por Rennan Martins | Vila Velha, 15/09/2015
O 1% controla 46% da riqueza mundial – Oxam. “…Ainda não é o suficiente…”. Tradução livre.O modelo de globalização baseado no aumento creditício e endividamento familiar, no achatamento dos salários e aprofundamento da desigualdade gerou as distorções que desencadearam a quebradeira de 2008 ainda não superada. A crise econômica, por sua vez, atingiu o Brasil depois da persistência do cenário recessivo global e do megainvestimento chinês que gerou excesso de capacidade produtiva, de infraestrutura e oferta imobiliária, encerrando o boom das commodities.A política contracíclica do governo falhou não por excesso, mas por basear-se somente na ampliação do crédito e consumo, sem atacar com a devida energia a falta de investimentos, limitados por conta das amarras do tripé macroeconômico. O ajuste fiscal e monetário concomitante e exagerado derrubaram a atividade produtiva e arrecadação, que conjugada as denúncias sistemáticas de corrupção produziram a tempestade perfeita que exige do país mostrar seu valor na superação da crise.Esta é a visão do professor da UFRJ e representante do Banco Mundial e Banco Interamericano de Desenvolvimento no Brasil, Rogerio Studart. Nesta longa e rica entrevista, Studart analisa a crise nacional e internacional, apontando seus pontos de confluência e diagnosticando que o modelo econômico em que impera a vontade do mundo das finanças é incapaz de sair da instabilidade social, da atividade produtiva anêmica e do aumento das desigualdades.Confira a íntegra:Em sua concepção, quais foram as causas desta crise que já é considerada a segunda mais grave depois da de 29?Studart: Sempre acreditei que a crise financeira de 2008 tenha sido somente uma manifestação, apesar de importante e muito ruidosa, de profundos desequilíbrios no crescimento e desenvolvimento – tanto nas economias individualmente como em nível global. No primeiro caso, tomemos um exemplo central: os Estados Unidos. Aqui o crescimento se deu com a expansão do consumo baseado em um extraordinário aumento do crédito e da dívida privada – com base em garantias (por exemplo, moradias) que se valorizavam como parte de um boom especulativo. Esta alavancagem financeira ocorreu concomitante ao achatamento do salário médio real do trabalho, tendo como consequência um enorme aumento da desigualdade de renda e riqueza.
Este crescimento com desigualdade e alavancagem creditícia se reproduziu no desenvolvimento global, na própria integração comercial e financeira – ou seja, tornou-se “modelo” da globalização. Para manter abastecido um mercado de bens para uma população (em economias avançadas) com poder de compra em queda, promoveu-se a expansão da produção e uma reestruturação das cadeias de produção de forma que parte crescente da produção de bens de consumo se transferisse para países com remuneração do trabalho muitíssimos inferiores as observadas em economias maduras. A China caiu “como uma luva” nesta nova arquitetura, devido as suas peculiaridades – por ter sistema econômico aberto, sistema politico fechado e população abundante. Com estas características, pode-se manter maior controle sobre este processo, e especialmente sobre os custos de produção de bens para um mercado global dominado ainda pelos consumidores de economias avançadas. Desenvolveu-se assim uma nova normalidade calcada na desigualdade crescente (interna e externa) e na existência de nações “consumidoras de última instância”, nações “produtoras de última instância” – tudo isto permitido por um rápido crescimento do sistema de financiamento doméstico e internacional, e da liberdade e influência das finanças globais. A crise americana afetou o coração da “nova normalidade”, porque fechou os canais de financiamento nos Estados Unidos, e depois nas finanças globais. E com isto acabou gerando um efeito em cadeia, passando pelo comércio internacional, a produção, o emprego, a renda, o nível de preços dos ativos e assim por diante.Claro que se somou a isto a inabilidade das principais lideranças globais em enfrentar a crise de forma coordenada e endereçando os problemas estruturais. No máximo os representantes das vinte maiores economias do mundo no G-20 enfrentaram, como coletivo, os sintomas da crise, e não suas origens. E em muitos casos com politicas domésticas e internacionais que somente agravaram os problemas estruturais. Mas deixemos isto para a pergunta seguinte. Podemos pelo momento resumir que esta crise, como a vejo, a crise da desigualdade e das assimetrias do desenvolvimento – em níveis nacional e global. Por isso é que se tornou tão complexa, e por isso tende, apesar das idas e vindas, a persistir.A crise de 2008 afetou prontamente os países desenvolvidos e, passados alguns anos, atinge agora as economias emergentes. Que fatores explicam o timing e a persistência do cenário desfavorável? As respostas das autoridades monetárias e financeiras têm conseguido combater este quadro?Rogerio StudartStudart: Isto tem a ver com os impactos primários e secundários da crise, mas especialmente em como os diferentes países reagiram a ela.Nos Estados Unidos, por exemplo, foram imediatos os impactos sobre os circuitos de financiamento, sobre preços de ativos, sobre as garantias e sobre a solvência das instituições financeiras – logo também sobre o pilar básico do crescimento, da produção (especialmente de serviços) e do emprego. Dada a gravidade do problema de solvência das instituições financeiras (e especialmente a influência do mundo das finanças), não tardaram as respostas para evitar o débâcle dos sistemas financeiros nacionais e global. Aqui o salvamento de instituições, mas também de alguns ícones do setor industrial americano (o automobilístico por exemplo), consumiu trilhões de dólares, e foi seguida de uma politica de injeção de liquidez voltada a manter os preços de ativos financeiros (inclusive hipotecas) e as taxas de juros no solo.Já na politica fiscal, e outras iniciativas voltadas, a garantir diretamente o nível de emprego, a resistência do establishment foi impressionante – o que se somou a oposição ao recém-eleito presidente à época, para gerar o maior jogo de obstrução à atividade fiscal anticíclica de que tenho conhecimento. Com um único instrumento de politica anticíclico – a politica monetária – a recuperação norte-americana teve de esperar a estabilização dos preços de ativos e contar com outros determinantes exógenos (como por exemplo, a explosão do investimento gerado pela prospecção de óleo de xisto) para se consolidar o crescimento. Só agora há sinais, ainda frágeis creio eu, de uma recuperação mais robusta do mercado de trabalho nos Estados Unidos.Na Europa a primeira reação foi de enfrentar a crise com austeridade fiscal, especialmente no tratamento das crises na sua “periferia” (Portugal, Espanha, Grécia etc) – dentro da fórmula: “ajustar os preços domésticos, ampliar a produtividade e competitividade, e sair da crise exportando mais”. Claro que em um cenário de comércio internacional andando de lado o resultado foi o que foi: espetacular aumento do desemprego, retração da produção e maior desigualdade; fora as tensões politicas domésticas, que só agravam mais ainda as tentativas de soluções concertadas para o problema etc. De crise em crise, a Europa não entrou em parafuso porque, por exemplo, a demanda gerada pela resposta chinesa, sobre a qual falaremos a seguir, deu dinâmica para a máquina de exportar bens de capital (a Alemanha). Depois, assim como nos Estados Unidos, a politica de taxas de juros baixas permitiu que outras economias (dentre elas a Inglaterra) tivessem um desempenho melhor.Já a China respondeu a crise como sabia: investindo ainda mais. Este investimento não se voltou somente para a ampliação da capacidade produtiva, mas também da infraestrutura e construção civil – e dai o investimento sobre PIB ter ultrapassado a 50% do PIB no período imediato ao início da crise global. De quebra, fizeram “vista grossa” `a expansão do chamado “sistema bancário sombra”, um sistema de crédito desregulamentado, que, no caso da China, nada mais é do que um canal que permite a remuneração das grandes fortunas pessoais – que cresceram enormemente nos últimos anos na China. O brutal aumento do crédito acabou sendo canalizado para construção imobiliária e para a própria aquisição de imóveis, e mais recentemente para os mercados acionários – em um esquema especulativo que envolveu o mundo das finanças “sombra”, governos provinciais e até investidores estrangeiros.A resposta gerou contradições, que eram perceptíveis, mas que a China está expondo ao mundo agora. Por um lado, considerando que a dinâmica da demanda agregada na China ainda depende fortemente do setor externo, o aumento do investimento redundou em excesso de capacidade produtiva, excesso de infraestrutura e excesso de oferta mobiliaria. (Por outro, o castelo de cartas de dívidas privadas tornou-se uma das grandes preocupações do governo – e do mundo. Especialmente depois que o mercado de imóveis esfriou, e, mais recentemente, o acionário derreteu). Em suma, a reação da China a crise permitiu, entretanto, o boom da demanda internacional por insumos (por exemplo, aço). Com estas respostas, os países exportadores, inclusive os emergentes como o Brasil, tiveram uma dupla era de ouro: a resposta de politica monetária nos EUA, Japão e depois na Europa permitiram uma enorme liquidez no mercado financeiro internacional, que permitiu a valorização de algumas commodities agrícolas; enquanto a resposta da China promovia um boom dos preços e quantidades de commodities agrícolas.Em suma, repetindo o que disse no começo, apesar das especificidades de cada economia a crise os afetou “em ondas”, devido aos seus impactos primários e secundários, as especificidades das economias atingidas (estrutura produtiva, sistema de administração macroeconômica e mesmo contexto politico) e, portanto, como os diferentes países reagiram a cada uma destas “ondas” de impacto.Como o Brasil se inseriu inicialmente no cenário pós-crise e como o faz atualmente? O que transformou a “marolinha” numa onda de porte?Studart: A resposta pode ser parcialmente inferida do dito na pergunta anterior. Hoje todos sabemos que a crise somente intensificou a demanda de commodities, gerando o que costumam agora chamar de “super-boom” de commodities. O Brasil tem características evidentemente peculiares, e quatro, me parecem, são essenciais para entender o que aconteceu. Possuímos uma estrutura produtiva diversificada, não só na indústria como no agronegócio; um sistema de administração macroeconômico calcado no “tripé macroeconômico” – com câmbio flutuante, responsabilidade fiscal e sistemas de metas; e um sistema de poder que em parte se legitimou através de uma redução da pobreza e desigualdade, com base em sistemas de transferências de renda e salários mais elevados. Apesar do super-boom de commodities garantir a expansão da produção de commodities agrícolas, no pós-crise o país sofreu com a retração das fontes de financiamento do comércio; além disto, o excesso de liquidez e de divisas obtidas com a exportação acabaram por gerar a valorização do Real – o que por sua vez jogava o peso da resposta sobre o nosso setor industrial, já debilitado pela concorrência chinesa e pelo baixo investimento realizado na renovação da sua capacidade produtiva. A reação do governo foi inicialmente balizada pelas quatro características que mencionamos, que se tornaram parâmetros na definição da resposta anticíclica.Por exemplo, desde 2009 sabia-se que a crise poderia reverter o quadro de estabilidade e de crescimento do emprego, o que poderia ameaçar os ganhos sociais. Esperava-se que a crise seria breve (uma “marolinha”), e a opção foi por uma politica de manutenção da produção e empregos na indústria, a partir de uma politica de incentivos e subsídios; de uma ampliação do consumo e do investimento produtivo, com base em ampliação muito significativa do crédito publico; e de uma tentativa de ampliar os investimentos em infraestrutura, além daqueles originados na preparação da Copa e da Olimpíada.
sábado, 5 de setembro de 2015
80 anos do jornal católico A Ordem será comemorado no dia 8.

Foto por assessoria/divulgação
O jornalista Diego Amorim, de Brasília, estará em Natal, na quarta-feira, 9, para ministrar uma palestra sobre o ‘Presente e o futuro do jornal impresso’. A palestra acontecerá às 19h30, do dia 9, na Academia Norteriograndense de Letras, na Rua Mipibu, 443, bairro de Petrópolis. O evento acontecerá por ocasião da comemoração dos 80 anos de história do jornal A Ordem, da Arquidiocese de Natal. A palestra é dirigida à comunidade em geral e a entrada é livre. A coordenação apenas pede para confirmar presença pelo e-mail pascom@arquidiocesedenatal.org.br ou pelo telefone (84) 3615-2800.
Diego Amorim
Jornalista formado pela Universidade de Brasília (UnB), especialista em Marketing pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), especialista em Jornalismo Multimídia pelo Centro Universitário de Brasília (UniCeub) e tem MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBOVESPA. Trabalha como repórter em Brasília desde 2004, dedicado às coberturas local e nacional.
Passou pelo blog do jornalista Ricardo Noblat e pelo Correio Braziliense, antes de assumir o cargo atual de repórter do portal de notícias Fato Online. Com 30 anos de idade, acumula na carreira, além de algumas homenagens, um prêmio Esso, dois prêmios Embratel, um prêmio Líbero Badaró e um prêmio CNI de
Jornalismo.
Em 2013, foi enviado especial para a cobertura do conclave que elegeu o papa Francisco. Em 2014, voltou ao Vaticano para a cobertura das canonizações dos papas João XXIII e João Paulo II e para trabalho voluntário no programa brasileiro da Rádio Vaticano.
No âmbito da Igreja, produz e apresenta programa semanal na rádio Canção Nova, na capital federal. É professor de comunicação do curso de teologia do Seminário Maior Arquidiocesano de Brasília e, como convidado, ministra aulas também no Instituto São Boaventura.
Jornal A Ordem
Em 14 de julho de 1935, sob a responsabilidade da Congregação Mariana para os Moços, a Diocese de Natal lançou o primeiro exemplar do Jornal, diário, A Ordem. Antes dele, a Diocese manteve o jornal Diário de Natal, no período de 1924 a 1930.
A história de A Ordem pode ser dividida em três fases: 1935 a 1953, 1960 a 1967 e a terceira teve início em 1999 e se prolonga até hoje.
Primeira fase
A Ordem surgiu numa época em que a Igreja Católica, no Rio Grande do Norte, se preocupava com os problemas sociais, consequências da pós Primeira Guerra Mundial, com o fortalecimento do catolicismo e com a moral. No editorial da primeira edição, a direção explica o porquê do título do veículo: “Ordem é hierarquia e é disciplina. É respeito e é autoridade. É amor sadio e é fraternidade. É, numa palavra, cumprimento exato de deveres, virtudes essas que faltam à civilização atual, cujo senso do divino, meta insubstituível da vida, se foi amortecendo a partir do Renascimento”.
Nos primeiros anos, o Jornal era dirigido por um grupo de intelectuais católicos, entre eles: Otto de Brito Guerra, Manuel Rodrigues de Melo e o professor Ulisses de Góis. A sede, onde funcionava a redação e a oficina, ficava situada na Rua Dr. Barata, no Bairro da Ribeira, em Natal.
Segunda fase
Após sete anos de interrupção, o Jornal A Ordem voltou a circular, em outubro de 1960, desta vez, como semanário. Neste período, a Arquidiocese de Natal estava sob a administração de Dom Eugênio de Araújo Sales e vivia a efervescência do Movimento de Natal.
Em sua 2ª fase, que durou de 1960 a 1967, A Ordem passou por um período de “auge”, chegando a ganhar, inclusive dois Prêmios Esso de Jornalismo, sendo dois nacionais e um regional. Uma matéria que fez com que o Jornal ganhasse um dos Prêmios tinha como título: “Macau: terra rica de gente pobre”.
Nessa época, o Jornal chegou a ter uma tiragem de quatro mil exemplares, sendo o segundo em Natal, em se tratando de tiragem. Só perdia para o Jornal Diário de Natal. O editor chefe era Manoel Chaparro, um jornalista português. Dom Eugênio Sales o trouxe para ser editor de A Ordem.
A Ordem parou de circular em 1967, em virtude de dificuldades financeiras.
Terceira fase
De 1967 até 1970, a Arquidiocese de Natal ficou sem um meio impresso de comunicação. Em 1971, retomou as atividades, publicando um Boletim Informativo, produzido pelo Secretariado de Opinião Pública. Era um boletim semanal, que saía aos domingos, mimeografado a tinta, em papel ofício, dobrado ao meio, formando uma publicação de quatro páginas. Paralelamente, o Secretariado publicava um Boletim de Imprensa, na maioria das vezes diário, mimeografado em estêncil a álcool. Era uma espécie de release, remetido diariamente aos meios de comunicação da cidade.
A partir de 1998, a recém criada equipe arquidiocesana da Pastoral da Comunicação assume a responsabilidade pela publicação do Boletim Informativo. Esse fato deu novo impulso à publicação impressa da Arquidiocese.
Em fevereiro de 1999, a equipe da Pascom, juntamente com o então Arcebispo, Dom Heitor de Araújo Sales, resolveu trocar o nome de Boletim Informativo por A Ordem, resgatando o nome de origem.
Comemoração
Os 80 anos de história do jornal A Ordem serão comemorados na próxima quarta-feira, dia 9, às 19h30, na Academia Norteriograndense de Letras, situada na Rua Mipibu, 443, no bairro de Petrópolis, em Natal. Na ocasião, será ministrada uma palestra com o jornalista Diego Amorim, de Brasília, sobre o ‘Presente e o futuro do jornal impresso’. A solenidade é aberta aos sacerdotes, diáconos, religiosos, autoridades, agentes da Pastoral da Comunicação, profissionais e estudantes de comunicação social e à comunidade em geral.
Os que desejarem participar da solenidade, devem confirmar presença até a próxima terça-feira, dia 8, através do telefone (84) 3615-2800 ou do e-mail pascom@arquidiocesedenatal.org.br.
Assessoria de Comunicação
Arquidiocese de Natal
(84) 3615-2800 / 99968-6507
pascom@arquidiocesedenatal.org.br
©2015 www.AssessoRN.com | Jornalista Bosco Araújo - Twitter @AssessoRN
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sexta-feira, 4 de setembro de 2015
Senador Garibaldi Alves passa bem.
N O T A
Transcorreu tudo bem e dentro do previsto o procedimento médico ao qual o senador Garibaldi Filho se submeteu para facilitar a remoção de um cálculo no ureter, detectado em exames clínicos realizados ontem (quarta-feira, 2). O senador Garibaldi Filho permanecerá em repouso esta noite e receberá alta hospitalar amanhã (sexta-feira, 4).
terça-feira, 1 de setembro de 2015
Nunca mais deites as borras de café para o lixo! Não imaginas o que estás a perder!
20/08/2015
Todos nós temos
o hábito de deitar para o lixo as borras de café sem nunca nos ter
passado pela cabeça se elas seriam úteis para alguma coisa. Pois a
partir de agora vais deixar de o fazer, pois as borras de café têm
algumas utilidades fantásticas, e vão-te ser muito úteis em diversos
casos.
Ficam aqui algumas dicas para usares as borras de café!
1 – Desentope o lava louça:
É mesmo. À primeira vista o que parece ser um absurdo não o é? Mas as borras desentopem mesmo o lava loiça. Experimenta!
2- Dá um fim às formigas
É só fazer um caminho com a borra já seca e” bye-bye” formigas. Se não
quiseres sujar o armário ou outro compartimento coloca num prato pequeno
as borras que funciona igualmente. No jardim também consegues dar um
fim nelas. Coloca o café coado inteiro em cima delas.
3- Elimina o maus cheiro do frigorífico
Basta colocares num pires as borras dentro do frigorífico. Podes também
colocá-las dentro de um pacote de manteiga vazio e fazer uns furos na
tampa.
4- Afasta os gatos do jardim.
Se o teu gato não gosta de usar a caixa de areia coloca um prato com as
borras de café onde ele costuma ir e troca-o semanalmente.
5- Ótimo esfoliante de pele.
Basta seguires a receita:
1 chávena de borra de café quente
1/2 chávena de açúcar ou sal
1 colher de sopa de azeite
Espalha pela pele em especial pés e cotovelos. Deixa atuar alguns minutos e depois retira.
6- Elimina mau cheiro dos ralos.
Basta colocar meia chávena de borra de café no ralo e logo de seguida 5 chávena de água quente e adeus odor!
7- Adeus cheiro de alimentos nas mãos
Elimina cheiro a peixe, alho, cebola, coentro e muitos mais condimentos.
É só esfregar a borra de café nas mãos e sai logo. De seguida é só
lavar as mãos.
8- Fertilizante para as plantas
Coloca um pouco da borra de café nas plantas e jardim e elas ficarão
mais belas e fortes. Por ser rica em nitrogénio ela é um excelente
fertilizante, além de proteger as raízes contra fungos.
Fonte: soutaoboa.com
sábado, 29 de agosto de 2015
Levy diz ser possível evitar recessão em 2016
Economia
28-08-2015, 21h09
Incerteza política contribuiu para desaceleração da economia, diz ministro
KENNEDY ALENCAR
O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, disse que é possível evitar uma recessão no ano que vem. Indagado se achava que a previsão do mercado de nova queda do PIB em 2016 se confirmaria, ele respondeu: “Isso pode mudar”.
Segundo Levy, “houve um momento em que a incerteza política contribuiu para uma desaceleração da economia”. Ele afirma que “há alguns indicadores” de que “essa fase esteja sendo superada” e que a economia pode voltar a melhorar no início do próximo ano.
O ministro deu entrevista ao SBT na noite de quinta, dia em que foi dinamitada por políticos e empresários a ideia do governo de recriar a CPMF, o antigo imposto do cheque. Ele disse que, para fechar as contas públicas, o governo estudava apresentar uma proposta “provavelmente no formato da antiga CPMF”.
Levy rebateu crítica feita pelo presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), que disse: “Se o ministro da Fazenda não tiver a competência para encontrar caminhos para resolver a questão econômica brasileira a não ser o caminho do aumento de impostos, é melhor ele arrumar a mala dele e ir fazer outra coisa. Ele vai prejudicar muito o Brasil.”
O ministro da Fazenda afirmou que “a política que está sendo conduzida não é uma política que vai prejudicar o Brasil, não”. “É uma política que está atacando os reais problemas do Brasil. (…) Se você só olha pra ponta do pé, você tropeça, você cai. Se você olha na direção e você sabe pra onde você está indo, você vence, mesmo que tenha uma travessia e desafios. Então, eu tenho muita tranquilidade nisso”.
Levy chamou de “folclore” bastidores de que teria entrado em choque com o colega do Planejamento, Nelson Barbosa. “A gente tem uma visão às vezes complementar”, disse. O ministro afirmou que “tem de saber navegar” em meio a intrigas do poder.
A seguir, o vídeo da íntegra da entrevista. Abaixo, uma versão em texto:
Já há uma decisão do governo de apresentar um projeto pra volta da CPMF. Por que isso seria importante?
O governo, o Brasil, na verdade, está em uma situação fiscal que precisa tomar atenção, medidas. Este ano nós conseguimos, evitando algumas coisas, diminuindo algumas despesas e criando algumas fontes extraordinárias de receita, inclusive concessões e outras coisas que nós estamos trabalhando. Mas o desequilíbrio até estrutural que existe entre todas as despesas que a gente tem, Previdência, saúde, educação, onde tem sido feito muito mais coisas, e as receitas que nós temos, esse é hoje um desequilíbrio. Até porque, nos últimos anos, houve uma diminuição de alguns impostos, algumas renúncias, desonerações, algumas das quais, aliás, permanecem. Então, há um entendimento de particularmente constituir uma fonte especial para a saúde que permita ter segurança no financiamento da saúde. Não necessariamente mais gastos para a saúde. Mas ter a segurança dessa fonte através de uma contribuição parecida com a antiga contribuição da CPMF. Nós temos feito consultas e eu acredito que seja o caminho mais provável para garantir essa nova fonte.
Há muita resistência política. Renan Calheiros, presidente do Senado, falou que é um tiro no pé. Presidente do PSDB, Aécio Neves criticou e disse que a oposição não vai apoiar. Aécio acha que a base do governo também não apoiará. Entidades empresariais do comércio, de serviços e da indústria também criticaram. O governo está enfraquecido politicamente. O governo consegue aprovar uma medida desta no Congresso, ministro?
Duas coisas a gente tem de ter em mente. Primeiro é o seguinte: é lógico que ir para um novo imposto é o último estágio. O que a gente tem de fazer é olhar os gastos. Ver como está a qualidade destes gastos. É uma coisa que começou a ser feita e tem de ser feita com muito mais intensidade. O que que eu quero com aquela despesa? O que eu quero alcançar? Qual é o meu objetivo? Será que essa é a melhor maneira de alcançar aquele objetivo? Será que eu estou gastando corretamente? E aí fazer as decisões se continua gastando, se continua gastando em todos os projetos do governo. Essa tem de ser a tônica. Em algumas coisas também tem de melhorar a eficiência. Na Previdência Social, tem áreas em que a gente tem de melhorar a eficiência. Eu trouxe alguns exemplos, inclusive lá para o Ministério do Planejamento e o Ministério da Previdência Social. Eu acho que vão ser tomadas iniciativas. Agora, o segundo aspecto é o seguinte: a gente está um pouco na situação do ponto de vista fiscal, e não do ponto de vista externo, porque, hoje, a gente tem reservas internacionais e tem muito mais segurança, como em 1998 e 1999, onde foi necessário aumentar também alguns impostos, algumas receitas. Neste momento, é para gente trazer tranquilidade…
Tem de ter a volta da CPMF pra fechar as contas públicas?
Nós temos de ter receitas substanciais.
E aí pra fechar as contas públicas é a CPMF?
A gente tem feito uma consulta para poder optar eventualmente por algo neste gênero.
Ministro, então pra deixar claro: sem a CPMF o governo não fecha as contas públicas no ano que vem?
Olha, há um gap, um hiato, bastante significativo entre as despesas, como eu falei, despesa de Previdência, despesas da própria saúde, e o que a gente tem nas receitas com o que a gente tem hoje de impostos. Então, uma nova receita…
Será necessária?
…provavelmente no formato da antiga CPMF será necessária. Mas estou fazendo as consultas pra ver exatamente qual mecanismo que se vai usar.
Paulo Skaf, presidente da Fiesp, fez uma crítica dura ao sr. hoje. Disse que a sua política econômica reduz impostos, aumenta juros, reduz o crédito e, com isso, ela demanda cada vez mais ajuste fiscal e reduz a atividade econômica. Ele disse: “Se o ministro da Fazenda não tiver a competência para encontrar caminhos para resolver a questão econômica brasileira a não ser o caminho do aumento de impostos, é melhor ele arrumar a mala dele e ir fazer outra coisa. Ele vai prejudicar muito o Brasil.” Como o sr. responde a essa crítica do Skaf?
A política que está sendo conduzida não é uma política que vai prejudicar o Brasil, não. É uma política que está atacando os reais problemas do Brasil. Não é uma política fácil. Não é uma política de que vou abaixar o preço e tudo vai ficar bom, porque depois a gente viu que, quando abaixo o preço e não tem uma base, o preço sobe outra vez e todo mundo paga muito mais caro. A gente está fazendo uma política consistente. Uma política talvez clássica em alguns sentidos, mas que já está dando retorno. Você vê, depois de muitos anos, pela primeira vez, a expectativa de inflação está caindo. Óbvio que neste ano, que foi um ano de ajuste, os preços subiram, mas a expectativa para o ano que vem é de queda. A conta corrente, que vinha piorando, está começando a diminuir o déficit. Ela começa a ter o reequilíbrio. Inúmeros economistas mostram e têm falado até que, se a gente não tivesse feito isso, hoje o Brasil estaria em uma situação muito mais vulnerável. Eu acredito que, inclusive na indústria, o rearranjo que a gente está fazendo será favorável à indústria. Por muitos anos, a indústria vem diminuindo por várias razões. Às vezes por falta de investimento, às vezes porque os preços não estão exatamente alinhados. Eu acho que, agora, isso está mudando. É lógico que toda transição, toda mudança tem o momento que as pessoas precisam saber olhar além daquele momento. Se você só olha pra ponta do pé, você tropeça, você cai. Se você olha na direção e você sabe pra onde você está indo, você vence, mesmo que tenha uma travessia e desafios. Então, eu tenho muita tranquilidade nisso.
Ministro, o senhor acha que falta apoio da classe política brasileira ao ajuste fiscal, à política econômica ou essa classe política não está entendendo a gravidade da situação econômica do país?
Eu acho que tem tido apoio, tá certo? Por outro lado, você olha ao redor do mundo, você vê que a economia em vários países tem surpreendido. Tinha algumas coisas que a gente já sabia. Eu venho falando da China, por exemplo, desde o começo do ano. Eles estão passando por uma acomodação. É uma mudança estrutural muito importante na China que, às vezes, dá ruído. Mais recentemente, você viu, a Bolsa caiu, a moeda caiu. Aí todo mundo fica muito assustado e aí acorda às vezes. Mas isso são coisas que a gente sabia que estavam vindo, que a gente está se preparando para a economia brasileira poder, realmente, passar essa fase e entrar na fase do crescimento, atacando os reais problemas, os problemas que diminuem a eficiência, que às vezes dão insegurança jurídica.
Mas os políticos não tinham que apoiar mais as medidas econômicas? O próprio ajuste fiscal que o senhor propôs ao Congresso foi, em certa medida, desidratado. Saiu menor do que o senhor desejava, tanto que neste momento estão discutindo um novo tributo justamente para buscar recursos pra fechar as contas públicas. Está faltando apoio da classe política ou ela devia dar mais apoio a essas medidas?
Como tudo na vida, você tem de conversar, você tem explicar. Tem de ter paciência. Nem tudo sai exatamente do jeito que você quer. E aí você continua, porque quando uma coisa é importante, quando a gente precisa realmente fazer aquilo, a gente tem de ter a tranquilidade, a firmeza e a paciência de seguir pelo caminho que você traçou. E que, na verdade, muitas pessoas estão apoiando, porque você vê nos jornais e na própria televisão, muitas pessoas veem e dizem: “olha, esse momento é o momento que a gente tem desafios, tem esforços, mas a gente tem ido na direção certa.” Então, essas pessoas têm mostrado essa confiança.
Ministro, nos últimos dias houve relatos de um choque nos bastidores entre o sr. e Nelson Barbosa a respeito da confecção da proposta para o Orçamento Geral da União para o ano que vem. As versões que circularam foram as seguintes: que o sr. preferia focar mais no corte de gastos, na eficiência das despesas, reavaliar alguns programas. E que o Nelson Barbosa estaria defendendo uma linha mais de aumento de tributos. Existe uma divergência neste sentido entre o sr. e o seu colega do Planejamento?
Eu não acho que seja uma divergência. A gente tem uma visão às vezes complementar e eu acho que é importante a gente continuar. Essa questão de você olhar melhor o gasto é uma mudança um pouco de comportamento. Nos últimos anos, a gente tem aumentado bastante o gasto. Em muitas ocasiões com sucesso e outras com resultado…
Tem de reduzir o ritmo de crescimento do gasto?
Tem de reduzir e, em alguns casos, você tem de reavaliar mesmo. É como em qualquer empresa. É como na nossa vida. Você faz um negócio a vida toda e chega uma hora em que você para e pensa: será que esse é o melhor jeito? E, quando o dinheiro fica curto, você pensa com mais intensidade.
Ministro, teve dois episódios recentes. O sr. propôs dividir a primeira parcela do 13o em dois pagamentos. O governo acabou optando por pagar de uma vez. Isso foi entendido como uma derrota do sr. O outro episódio foi a liberação de R$ 500 milhões em emendas parlamentares. Há uma versão de que o sr. teria negado e depois a presidente, em acerto com a área política, mandou liberar. Isso gerou muitos rumores nos últimos dias. Houve até expectativa no mercado sobre o eventual enfraquecimento do sr., isolamento e até um desejo do sr. de eventualmente ir embora, deixar o governo. O sr. se sente isolado, enfraquecido? Em algum momento pensou em deixar o governo?
É um pouquinho de folclore mesmo nesses dois episódios. As coisas não são exatamente como você está falando. Nas questões das emendas parlamentares, a gente sabe muito bem que, primeiro, eu não tenho como produzir dinheiro. Então, na verdade, você tem de tirar de uma área para dar pra outra. A gente tem feito isso em conjunto com muita tranquilidade lá com o ministro Eliseu Padilha. E também tem uma área em que há recursos que já estão separados e que as pessoas estavam um pouco confusas de como usar. Então, agora, a gente ajudou a mostrar o caminho do cofre para as pessoas descobrirem como é que usa, porque são recursos que já estavam separados pra isso e não faria sentido não usarem. Mas, como é uma coisa nova, a gente teve explicar um pouquinho como é que funciona. Mas, enfim, um pouco de colorido na vida de Brasília.
É intriga do poder?
É. Faz um pouquinho deste jogo e eu acho que a gente tem de saber navegar com isso.
Ministro, o sr. já fez contingenciamento orçamentário. Elevou alguns impostos. Houve uma reoneração parcial e o sr. lembrou que parte da desoneração permaneceu. Foi feito um anúncio de redução de ministérios que vai trazer uma economia que a gente sabe que vai ser pequena. Ela pode trazer mais é uma melhoria da máquina pública. Há alguma outra medida concreta que o sr. pretende adotar pra reduzir os gastos do governo ou pelo menos reduzir o ritmo do crescimento deles?
Temos outras medidas. O Ministério do Planejamento tem trabalhado com alguns órgãos. A gente tem de intensificar. O próprio TCU tem algumas coisas que a gente tem conversado muito nessa linha de você ter a capacidade de avaliar. Por que a questão é a seguinte: você cortar sem saber o que está acontecendo não é o melhor. Agora, você tem de ser capaz… Como eu falei, você tem de definir bem o que você quer. Depois você tem de definir o meio que você vai atingir aquilo. E, depois, você tem de verificar se aquilo está funcionando ou não está funcionando. E, se depois você tem de escolher entre duas ações, tem de dizer qual é a ação que dá mais resultado. Essa é a essência, que se chama gestão. Então, a gente deve intensificar os esforços de gestão para, dentro do mesmo orçamento, você conseguir produzir resultados melhores na saúde, você conseguir que o remédio chegue no lugar certo para a pessoa certa e que os benefícios sejam direcionados realmente pra quem precisa. Uma das áreas que a gente precisa continuar trabalhando é o Seguro Defeso. O IBGE diz que tem xis pescadores no Brasil e estão registrados pra ganhar essa transferência. E existe dinheiro, porque a gente paga. Tem milhões de pessoas fazendo isso em um número muito maior do que de pescadores que a estatísticas oficiais mostram.
Ou seja, está havendo um abuso.
Então, você tem que descobrir caminhos pra isso.
A gente viu nessa semana uma tensão na China, mas, ao mesmo tempo, saiu um dado muito bom sobre o desempenho da economia americana. Qual é a sua avaliação do impacto do cenário internacional na economia brasileira agora neste ano e no próximo? E quando que o sr. crê que haverá uma melhora real na economia brasileira? Quando vai começar a melhorar?
Primeiro, o impacto da economia mundial. A gente vem falando desde o começo. A gente tem dito que os nossos principais parceiros, que são Estados Unidos e a China, estão mudando a fase. Acho que da última vez que a gente conversou até falamos um pouco sobre isso. Também teve um elemento que, a princípio, as pessoas não perceberam muito, mas que é aquela incerteza política. “O que vai acontecer?”. “Como é que é e tal?”. Fez muita gente recuar. É importante a gente entender o PIB [Produto Interno Bruto]… O PIB o que é: uma soma de ações. Você compra, você viaja, você faz coisas. Quando há incerteza, as pessoas se retraem. Não é que a economia tem encolhido nem nada. Meramente as pessoas começam a empurrar. Quando você deixa de fazer algumas coisas, e você acumula muita gente fazendo isso, é obvio que o fluxo, que é o PIB, fica menor. Então, de um certo modo, houve um momento em que a incerteza política contribuiu para você ter tido uma desaceleração da economia. Eu espero, e eu acho que há alguns indicadores, que essa fase esteja sendo superada, o que vai facilitar a economia voltar a crescer. É importante diferenciar esses dois aspectos.
O mercado está prevendo uma recessão pro ano que vem. O sr. acha que haverá?
Isso pode mudar. Uma coisa é aquilo que a gente estava falando: ciclo natural de ajuste. Você já vê as empresas olhando pra aumentar as exportações ou, então, dizendo que vão reconquistar o mercado aqui dentro, que estava com importados. Enfim, aquela atividade puramente econômica. E outro foi aquele fenômeno que, inclusive, afetou a nossa arrecadação. Quer dizer, empresas com muito receio de pagar imposto porque queriam fazer caixa e distorciam um pouquinho a nossa economia nos últimos três ou quatro meses. Superando essa fase, a gente já começa a entrar num começo de recuperação e aí as coisas começam a engrenar.
terça-feira, 18 de agosto de 2015
Zé Rodrigues faleceu em Mossoró.
O Fotógrafo José Rodrigues da Costa realizou a sua viagem final hoje à 15h de 17 de agosto de 2015, ontem, e será sepultado hoje, em Mossoró. Ele era maçom e morava em Mossoró há mais de 20 anos, após trabalhar em Natal, onde teve laboratório fotográfico e realizava trabalhos particulares. Foi um dos grandes amigos do pesquisador e escritor Raimundo Soares de Brito, conhecido por Raibrito, também falecido.
| Fotógrafo Zé Rodrigues da Costa. | Acervo de Rogério Dias. |
quinta-feira, 13 de agosto de 2015
Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte | Assessoria de Imprensa
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13.08.2015
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