terça-feira, 8 de novembro de 2016

07/11/2016 19h02 - Atualizado em 07/11/2016 19h14

MP pede que colunista social devolva R$ 500 mil por ser 'fantasma' na ALRN

Hilneth Correia recebeu quase R$ 500 mil sem trabalhar, diz MP.
Outras quatro pessoas foram denunciadas por viabilizar pagamento.

Do G1 RN
MP pede que Hilneth Correia devolva R$ 500 mil que teria recebido sem trabalhar (Foto: Reprodução/Twitter)MP pede que Hilneth Correia devolva R$ 500 mil que
teria recebido sem trabalhar
(Foto: Reprodução/Twitter)
O Ministério Público Estadual denunciou a colunista social Hilneth Correia como funcionária 'fantasma' da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte. Outras quatro pessoas, dentre elas o atual secretário geral da AL, Augusto Viveiros, foram denunciadas por viabilizar os pagamentos irregulares a ela. O MP quer reparação da colunista no valor de quase R$ 500 mil que recebeu de remuneração sem contraprestação laborativa. Essa é a primeira denúncia ofertada pelo Ministério Público Estadual, relacionada a funcionários “fantasmas” da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte.
O juiz de Direito Raimundo Carlyle de Oliveira Costa, da 4ª Vara Criminal da Comarca de Natal, citou os denunciados Pedro Lopes da Silva Filho, José Eduardo Costa Mulatinho, Augusto Carlos Garcia de Viveiros, Bernadete Batista de Oliveira e Hilneth Maria Correia Santos a responderem a acusação do MPRN, por escrito, no prazo de dez dias.
Ao G1, a colunista Hilneth Correia afirmou que nunca foi funcionária fantasma. "Sou jornalista, sou assessora de imprensa, sempre fiz o meu serviço através dos meios de comunicação. Sempre estive presente nos eventos da Assembleia, sempre noticiei. Atualmente sou lotada no memorial da Assembleia e em breve vou estrear um programa de rádio sobre o memorial", disse. Ela confirmou que quando era assessora de imprensa do gabinete da presidência não cumpria expedianete diariamente. "Antes eu não ia todos os dias. Eu ia em alguns dia da semana. Muita gente trabalha mais fora do que dentro e hoje em dia com internet, computador, se faz esse trabalho de qualquer lugar".
Em desfavor dos denunciados, o MPRN pede a condenação pela prática de condutas tipificadas no artigo 312, caput, do Código Penal (peculato) combinado com o artigo 327, § 1º do CP (para quem equipara-se a funcionário público) e também combinado com o artigo 71 do CP (quando o agente, mediante ação ou omissão, pratica os crimes em continuação).
Na peça acusatória, a Promotoria de Defesa do Patrimônio Público de Natal relata que Pedro Lopes da Silva Filho e José Eduardo Mulatinho nos anos de 2011 a 2015, o secretário-geral da Assembleia Legislativa Augusto Viveiros a partir do ano de 2015, e Bernadete Batista de Oliveira neste ano de 2016 viabilizaram o desvio de recursos públicos em favor de Hilneth Correia, que em razão do cargo recebeu remuneração sem desempenhar efetivamente qualquer função, no valor de quase R$ 500 mil.
Na denúncia recebida pelo juiz da 4ª Vara Criminal de Natal, o MP requer a condenação dos denunciados; além da reparação dos danos causados pela infração, considerando o prejuízo causado pela denunciada Hilneth Correia no valor de R$ 491.525,13 a ser corrigido monetariamente e acrescido de juros.
A investigação que ensejou a instauração da ação penal é decorrente da reformulação do Portal da Transparência do site da Assembleia Legislativa na internet, permitindo que a sociedade tivesse acesso à informação sobre os valores das remunerações dos servidores da Casa Legislativa sem a identificação do usuário, o que provocou intensa discussão na mídia e redes sociais acerca da existência de servidores fantasmas no âmbito da ALRN.
Na ocasião, ganhou destaque, segundo o MPRN, dentro os possíveis indivíduos que recebiam remuneração do poder público, sem desempenhar efetivamente qualquer função, a pessoa de Hilneth Correia, tradicional colunista social, que divulgava amplamente nas redes sociais seus momentos de lazer e viagens realizadas.
O MPRN constatou que muitas dessas pessoas pediram exoneração e outras retornaram aos seus postos de trabalho na tentativa de desconstruir a alegação de que não compareciam à Assembleia Legislativa. Tal postura não foi adotada por Hilneth Correia. Por meio da interceptação telefônica devidamente autorizada judicialmente constatou-se que a mesma anunciou mudança de rotina, esclarecendo que, doravante, compareceria às dependências da AL/RN na parte da manhã, ainda que rapidamente.
Vários áudios que constam da denúncia confirmam que até então a investigada não comparecia ao local de trabalho, como também revela a postura de servidor de alto escalão, o secretário-geral Augusto Viveiros, que orienta a adoção de prática que dificulte a comprovação de que a subalterna seria servidora “fantasma” do Legislativo estadual.
“Não se trata, portanto, de uma determinação para que comparecesse ao expediente com assiduidade, mas sim de uma escusa para obstacularizar eventual produção de prova por parte dos órgãos de investigação”, traz trecho da denúncia.
Segundo o MPRN, a colunista retornou para a Assembleia e foi lotada no Memorial, exatamente no contexto de intenso patrulhamento social, contudo, com determinação expressa que fosse atestada a sua presença mesmo quando não comparecesse. Tempo em que a Assembleia anunciava ampla reforma administrativa.
“Constata-se, de maneira irrefutável, que em vários dias Hilneth sequer compareceu às dependências da Assembleia Legislativa e que nos demais dias monitorados a sua estada no órgão foi meteórica, apenas para 'marcar presença' e 'ser vista'.”, assegura o MPRN.
O MPRN também juntou registros da Polícia Federal, de entrada e saída, bem como informações prestadas por companhias aéreas, que revelam rotina repleta de viagens nacionais e internacionais da denunciada, sem que se tenha notícias de que a funcionária estivesse de férias ou licenciada.
Na denúncia, o Ministério Público Estadual também destaca que a inassiduidade da colunista não era eventual, o que poderia acarretar apenas sanção na esfera administrativa, mas desvio mesmo de recursos públicos ante a flagrante ausência de contraprestação laborativa, inclusive com falsificação de documentos públicos, a exemplo do que se constatou com folhas de ponto e ofícios dirigidos ao Setor de Recursos Humanos.
O MPRN requereu autorização à Justiça para dar publicidade sobre o conteúdo da denúncia e provas nela citadas, como áudios de interceptação telefônica, e-mails, depoimentos e documentos, considerando que os fatos narrados guardam inegável interesse público, o que foi deferido pelo Juízo da 4ª Vara Criminal, considerando que, “em regra, prevalece o princípio da publicidade, e não havendo necessidade de se restringir o acesso aos presentes autos, nos termos do artigo 5º, inciso LV, da Constituição Federal”.
Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte (Foto: ALRN/Divulgação)

sábado, 5 de novembro de 2016

05/11/2016 09h45 - Atualizado em 05/11/2016 09h45

Homem morre após bater moto em poste em Natal

Acidente aconteceu na madrugada deste sábado (5) na Av. Roberto Freire.
Trânsito ficou interditado no local.

Do G1 RN
Acidente aconteceu na Avenida Engenheiro Roberto Freire (Foto: Divulgação/PM)Acidente aconteceu na Avenida Engenheiro Roberto Freire (Foto: Divulgação/PM)
Um homem de 34 anos morreu após bater a moto que pilotava no poste de um semáforo na Avenida Engenheiro Roberto Freire, na Zona Sul de Natal. O acidente aconteceu por volta das 5h deste sábado (5).
A vítima trafegava no sentido Ponta Negra / Centro quando perdeu o controle da moto e bateu no poste do semáforo nas proximidades do shopping Cidade Jardim. O homem morreu no local.
O semáforo caiu e o poste ficou atravessado na pista o que interditou o trânsito no sentido Centro. Por volta das 8h30 o semáforo foi trocado e o trânsito foi liberado no local.

terça-feira, 1 de novembro de 2016

O Atheneu.


terça-feira, 1 de novembro de 2016


 
 
Fred Rossiter Pinheiro publicou no grupo Colégio Estadual do Atheneu Norte-Riograndense Friends.
 
   
Fred Rossiter Pinheiro

 
Colégio Atheneu Norte-Riograndense 

O Colégio Atheneu Norte-Riograndense foi fundado em Natal antes mesmo do Colégio que era modelo para o Império: o Colégio Pedro II, que foi fundado em 2 de dezembro de 1837, no Rio de Janeiro, “na Corte”. 
A fundação do Atheneu aconteceu em três de fevereiro de 1834, nesse dia o Padre Antônio Xavier Garcia de Almeida, vice-diretor do Ateneu, abriu o livro de matrículas das aulas no referido Colégio. 
Período do Império, o Ateneu Norte-riograndense tornou-se necessário para suprir as necessidades de quadros para a estrutura social vigente, afinal a estrutura econômica estava assentada em formas de trabalho, como a escravatura, e a educação tradicional privilegiava a elite. Assim, era necessário instituir, na sociedade, uma via eficaz para formar uma classe imbuída da moral dominante, destinada a ocupar as funções públicas e liberais que começavam a se expandir. 
Na cidade do Natal, em 1834, havia cinco aulas de Humanidades, intituladas Aulas maiores, eram elas: Filosofia, Retórica, Geometria, Francês e Latim. O então Presidente da Província, Basílio Quaresma Torreão (1787-1868) solicitou ao Conselho Geral da Província14, a reunião dessas cinco Aulas Maioresnum Colégio. 
Entendemos que é a Basílio Quaresma Torreão que devemos a existência do Atheneu, pois foi ele que teve a iniciativa de reunir as cinco Aulas Maiores num Colégio, ele amava a História, era letrado e amigo de clássicos e a ele se deve a escolha do nome. 
O Atheneu funcionou no antigo Quartel Militar (Av. Rio Branco) de 1834 até 1859, pois a chegada de um batalhão desalojou alunos e professores, forçando-os a estudarem em residências. Em 1º de março de 1859, o Atheneu foi instalado no edifício da rua Junqueira Ayres, atual Secretaria Municipal de Finanças e permaneceu lá até 1954. 
O prédio do Atheneu era referência na cidade e, muitas vezes, utilizada para outros fins. A Escola Normal funcionou no Atheneu de 13 de maio de 1908 até 31 de dezembro de 1910. A Escola Normal foi criada pelo Governador Alberto Maranhão a fim de preparar gente capacitada fechando algumas escolas primárias, rotineiras, retrógradas e improdutivas que havia no Estado. Quarenta e quatro anos depois, a Escola Normal e o Atheneu voltam a utilizar o mesmo espaço. 
O prédio atual, construído tem formato de “X”, foi inaugurado em 11 de março de 1954. No prédio novo, encontravam-se um ginásio para prática de esportes, sessões de cinema e auditório para festas,16 salões de aulas comuns e 8 salões para aulas especializadas. 
Durante muitas gerações o Atheneu foi considerado o melhor colégio do Estado, um pólo para transmissão cultural e ao mesmo tempo, um meio de traçar limites entre o secundário e o superior. Foi fundamental na vida da cidade e das pessoas que viveram desde a década de 1830 sempre motivando apreensões discursivas e suas práticas culturais como estratégias de pensar. 
O Atheneu sempre atendeu, mesmo que de forma não intencional, a alguns pressupostos que norteiam a pedagogia do contemporâneo. Antes não havia reuniões de pais, mas o ensino correspondia à proposta básica das famílias para a educação dos seus filhos. Assim procuramos ressaltar a importância do Atheneu na vida de nossa cidade.. 

Extraído da tese de Liliane dos Santos Gutierre
Postado por Manoel de Oliveira Cavalcanti Neto. Blog de CARLOS Cavalcante.

domingo, 30 de outubro de 2016

O Capitão.

François Silvestre* 


Estávamos no Amarelinho, na Praça Floriano, da Cinelândia, há quantos anos? Não lembro. Aurélia, Felipe e eu. Felipe ainda de colo; hoje joga bola na Praia do Flamengo, num time de moleques da escola onde estuda na Rua Buarque de Macedo. No Catete. Mas, voltemos ao fato. O bar estava quase lotado. Quando vejo, vindo do lado da estação do metrô, o Capitão Carlos Alberto Torres. Ao passar por nós, falei: “Capitão”. Ele parou e dirigiu-se a mim. Abraçamo-nos e conversamos por alguns minutos. Não foi muito tempo, mas foi suficiente pra chamar a atenção do bar. 

Quando ele saiu, deixou um aceno de quem parecia ter visto um amigo antigo. Foi assim. Aurélia se culpa de não ter registrado o “encontro”, por uma foto do celular. Rubinho Lemos me admoestou: “França, seu galado, você não registrou isso”? 

Soube agora que o Capitão partiu. Fico vendo a cena do drible de Tostão, lá da linha de fundo, sem olhar, passando a bola pra Pelé, que esperou a vinda de Carlos Alberto Torres, ao dar o passe perfeito e ver o Capitão estufar a rede italiana e marcar o quarto gol do Tri. 

Valeu, Capitão!…, O tempo era escuro naquele tempo, hoje é claro no escuro. E no futebol é cinza!

*Com post no Substantivo Plural
Foto relacionada à publicação


--
Postado por João Bosco de Araujo no AssessoRN.com em 10/30/2016 08:49:00 AM

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Relatório destaca que, entre 1970 e 2012, população global de peixes, aves, mamíferos, anfíbios e répteis diminuíram 58%, e pinta cenário sombrio para o futuro: "Uma possível sexta extinção em massa."


Assistir ao vídeo01:11

População de animais selvagens caiu 58% desde 1970

Um relatório da organização ambientalista WWF e da Sociedade de Zoologia de Londres divulgado nesta quinta-feira (27/10) indica que a vida selvagem poderá se reduzida em 67% em todo o mundo, num período de apenas 50 anos que se encerra no final desta década.
O relatório, intitulado Planeta Vivo, afirma que as populações humanas subjugam o planeta em níveis "sem precedentes" na história. E sugere que, para mudar esse quadro, são necessárias transformações no modo como as sociedades se abastecem e se alimentam.
Entre 1970 e 2012, as populações globais de peixes, aves, mamíferos, anfíbios e répteis diminuíram 58%, diz o estudo. Isso significa que, num período de 50 anos, que termina em 2020, essas populações poderão ser reduzidas em até dois terços do total.
O ano de 2020, porém, também é de "grandes promessas", segundo o relatório, com o início dos compromissos assumidos por 196 países no Acordo de Paris, que estabelece metas para a redução de emissões de gases do efeito estufa e a diminuição de uso de combustíveis fósseis, limitando o aquecimento global ao máximo de 2ºC acima dos níveis pré-industriais.
Segundo o WWF, as medidas previstas no acordo poderão contribuir para garantir as reformas necessárias nos sistemas de produção de alimentos e de energia para proteger a vida selvagem em todo o mundo.
Exploração abusiva
O estudo avalia que a principal causa da destruição dos habitats naturais e da exploração abusiva dos animais selvagens é a produção de alimentos. "Atualmente, a agricultura ocupa cerca de um terço da área total da Terra e é responsável por quase 70 % do uso da água", afirma o documento.
"A vida selvagem está desaparecendo das nossas vidas num ritmo sem precedentes", afirma no relatório o diretor geral da WWF Internacional, Marco Lambertini, ressaltando que isso diz respeito não apenas às populações de animais, mas também à biodiversidade que se constitui da base de florestas, rios e oceanos saudáveis.
"Acabar com as espécies e com os ecossistemas fará com que entrem em colapso também os serviços que eles nos fornecem, como o ar, água, alimentos e a regulação do clima."
O texto sugere soluções para amenizar o impacto da atividade humana no planeta, alterando as formas de produção e consumo dos alimentos enquanto garante a alimentação mundial de modo sustentável.
Pesquisas de diversas instituições citadas no relatório apontam que a humanidade utiliza recursos de 1,6 planeta para fornecer os produtos e serviços que consumimos a cada ano.
"Sexta extinção"
O WWF sugere que, nas atuais circunstâncias, devemos "repensar a forma como produzimos e consumimos"  e também "medir o sucesso e valorizar o ambiente natural".
A esperança, segundo os autores do estudo, está na "mudança urgente do sistema, do comportamento individual, das empresas e dos governos", além dos exemplos sobre a gestão de recursos naturais ou os recentes acordos globais sobre as alterações climáticas, em particular a Agenda para o desenvolvimento sustentável 2030.
"Sabemos o que é preciso para construir um planeta fortalecido para as gerações futuras, só precisamos é agir de acordo com esse conhecimento", afirma Marco Lambertini.
O Planeta Vivo 2016, principal publicação bianual do WWF, acompanhou mais de 14 mil populações de vertebrados de mais de 3,7 mil espécies, entre 1970 e 2012.
O relatório utiliza o Índice do Planeta Vivo, criado pela Sociedade Zoológica de Londres, que acompanha as tendências da vida selvagem e revela de que modo ocorre a diminuição das populações de animais. 
O estudo conclui que o planeta está entrando num "território completamente inexplorado na sua história", onde a humanidade "molda as mudanças na Terra".
O texto se refere ainda a "uma possível sexta extinção em massa", num período que os pesquisadores designam como Antropoceno – o período geológico onde os humanos se tornaram o principal fator de transformação no planeta.
Fonte: dw.de
27.10.2016
Relatório destaca que, entre 1970 e 2012, população global de peixes, aves, mamíferos, anfíbios e répteis diminuíram 58%, e pinta cenário sombrio para o futuro: "Uma possível sexta extinção em massa."


Assistir ao vídeo01:11

População de animais selvagens caiu 58% desde 1970

Um relatório da organização ambientalista WWF e da Sociedade de Zoologia de Londres divulgado nesta quinta-feira (27/10) indica que a vida selvagem poderá se reduzida em 67% em todo o mundo, num período de apenas 50 anos que se encerra no final desta década.
O relatório, intitulado Planeta Vivo, afirma que as populações humanas subjugam o planeta em níveis "sem precedentes" na história. E sugere que, para mudar esse quadro, são necessárias transformações no modo como as sociedades se abastecem e se alimentam.
Entre 1970 e 2012, as populações globais de peixes, aves, mamíferos, anfíbios e répteis diminuíram 58%, diz o estudo. Isso significa que, num período de 50 anos, que termina em 2020, essas populações poderão ser reduzidas em até dois terços do total.
O ano de 2020, porém, também é de "grandes promessas", segundo o relatório, com o início dos compromissos assumidos por 196 países no Acordo de Paris, que estabelece metas para a redução de emissões de gases do efeito estufa e a diminuição de uso de combustíveis fósseis, limitando o aquecimento global ao máximo de 2ºC acima dos níveis pré-industriais.
Segundo o WWF, as medidas previstas no acordo poderão contribuir para garantir as reformas necessárias nos sistemas de produção de alimentos e de energia para proteger a vida selvagem em todo o mundo.
Exploração abusiva
O estudo avalia que a principal causa da destruição dos habitats naturais e da exploração abusiva dos animais selvagens é a produção de alimentos. "Atualmente, a agricultura ocupa cerca de um terço da área total da Terra e é responsável por quase 70 % do uso da água", afirma o documento.
"A vida selvagem está desaparecendo das nossas vidas num ritmo sem precedentes", afirma no relatório o diretor geral da WWF Internacional, Marco Lambertini, ressaltando que isso diz respeito não apenas às populações de animais, mas também à biodiversidade que se constitui da base de florestas, rios e oceanos saudáveis.
"Acabar com as espécies e com os ecossistemas fará com que entrem em colapso também os serviços que eles nos fornecem, como o ar, água, alimentos e a regulação do clima."
O texto sugere soluções para amenizar o impacto da atividade humana no planeta, alterando as formas de produção e consumo dos alimentos enquanto garante a alimentação mundial de modo sustentável.
Pesquisas de diversas instituições citadas no relatório apontam que a humanidade utiliza recursos de 1,6 planeta para fornecer os produtos e serviços que consumimos a cada ano.
"Sexta extinção"
O WWF sugere que, nas atuais circunstâncias, devemos "repensar a forma como produzimos e consumimos"  e também "medir o sucesso e valorizar o ambiente natural".
A esperança, segundo os autores do estudo, está na "mudança urgente do sistema, do comportamento individual, das empresas e dos governos", além dos exemplos sobre a gestão de recursos naturais ou os recentes acordos globais sobre as alterações climáticas, em particular a Agenda para o desenvolvimento sustentável 2030.
"Sabemos o que é preciso para construir um planeta fortalecido para as gerações futuras, só precisamos é agir de acordo com esse conhecimento", afirma Marco Lambertini.
O Planeta Vivo 2016, principal publicação bianual do WWF, acompanhou mais de 14 mil populações de vertebrados de mais de 3,7 mil espécies, entre 1970 e 2012.
O relatório utiliza o Índice do Planeta Vivo, criado pela Sociedade Zoológica de Londres, que acompanha as tendências da vida selvagem e revela de que modo ocorre a diminuição das populações de animais. 
O estudo conclui que o planeta está entrando num "território completamente inexplorado na sua história", onde a humanidade "molda as mudanças na Terra".
O texto se refere ainda a "uma possível sexta extinção em massa", num período que os pesquisadores designam como Antropoceno – o período geológico onde os humanos se tornaram o principal fator de transformação no planeta.
Fonte: dw.de
27.10.2016

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Não é afrodisíaca, mas é diurética a sopa de gerimum.

CULINÁRIA

Pitadas: Sopa de abóbora com laranja e gengibre

A chegada da estação das folhas alaranjadas à Alemanha traz consigo a época de abóbora e das muitas versões de sopa do fruto de sabor adocicado. Aprenda uma receita levemente picante e ótima para a imunidade.
Kürbiscremesuppe (picture-alliance/dpa)
No outono, as abóboras invadem as gôndolas dos supermercados, as feiras de rua e até mesmo as soleiras e parapeitos das casas na Alemanha, onde servem de decoração em suas mais variadas cores e tamanhos. Os tons alaranjados e amarelos combinam perfeitamente com as folhas das árvores nesta época do ano. Também os menus de restaurantes dedicam espaço ao fruto, sendo a sopa de abóbora – ou kürbissuppe – um dos pratos mais servidos.
Dez mil hectares do país são usados para o plantio da planta, sobretudo na Baviera, em Baden-Württemberg, na Baixa Saxônia e na Renânia do Norte-Vestfália. O auge da temporada ocorre nos meses de setembro e outubro. Entre as centenas de variedades existentes do fruto, a abóbora do tipo Hokkaido (Cucurbita máxima) – redonda, laranja e de origem japonesa – é uma das mais apreciadas no país.
As abóboras pertencem ao gênero Cucurbita, e acredita-se que o nome do fruto em alemão – kürbis – tenha derivado do termo em latim, sem a primeira sílaba. Primeiro nasceu a palavra Kurbitz, que depois se transformou em Kürbis.
Hokkaido Kürbisse (picture-alliance/dpa)
Entre as centenas de variedades existentes, a abóbora do tipo Hokkaido é uma das mais apreciadas na Alemanha
Supostamente por suas sementes abundantes – que aqui na Alemanha são muito apreciadas em pães, meus favoritos –, a abóbora foi por muito tempo considerada um símbolo da fertilidade. O fruto era venerado da América do Sul à África e à China, sendo sua casca usada para construir vasos. Talvez tenha vindo daí a tradição de cavoucar as abóboras para o Halloween, popular nos EUA e que vem ganhando força aqui na Alemanha.
A abóbora não apenas tem um sabor suave e delicioso, como também é muito saudável. Ela contém betacaroteno, que fortalece o sistema imunológico, é rica em potássio e tem propriedades diuréticas. Além disso, o fruto tem muitas vitaminas, ácido fólico e poucas calorias.
As muitas variedades de abóbora crescem a temperaturas acima dos 18°C, e a colheita é feita de 85 a 150 dias depois do plantio. Por isso, a planta se desenvolve bem no verão alemão e é consumida no outono. No Brasil, o fruto está disponível em grande parte do ano e é muitas vezes servido doce. Já aqui, do outro lado do Atlântico, os alemães preferem utilizá-lo em pratos salgados.
Para mim, sopa de abóbora é uma comfort food, não apenas em dias frios, com sua textura grossa e sabor adocicado. As receitas por aqui muitas vezes vão além do ingrediente principal, levando leite de coco ou maçã, por exemplo.
Aprenda uma receita com laranja e gengibre, ótima para aumentar a imunidade*:
Ingredientes (para 4 a 6 pessoas)
1 kg de abóbora (pode ser da japonesa, a kabochá)
1 cebola
1 colher (chá) de sal
Um pouco de manteiga
2 colheres (sopa) de açúcar
1 pitada de noz-moscada
2 colheres (sopa) de vinagre de maçã ou vinho branco
2 a 3 colheres (chá) de gengibre ralado
2 l de água
2 cubos de caldo vegetal
Casca de uma laranja
Pimenta Tabasco (opcional)
4 colheres (sopa) de sour cream ou creme de leite
Modo de preparo
Picar a cebola. Remover as sementes e picar a abóbora. Refogar numa panela a abóbora e a cebola na manteiga. Acrescentar a água quente com o caldo vegetal. Cozinhar por cerca de meia hora e bater no liquidificador. Temperar com o sal, o vinagre, a noz-moscada, o gengibre, a casca da laranja ralada e algumas gotas da pimenta. Acrescentar o sour cream ou creme de leite e não deixar mais ferver antes de servir.
*Receita traduzida e adaptada do livro Die Magie der Küche: Rezepte durch vier Jahreszeiten, de Fred Neuner e Michaela Haager
Toda semana, a coluna Pitadas traz receitas, curiosidades e segredos da culinária europeia, contados por Luisa Frey, jornalista aspirante a mestre-cuca.
fonte: dw.de

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  • Data 25.10.2016
  • Autoria Luisa Frey