segunda-feira, 25 de julho de 2011

Um artigo do escritor de Parelhas/RN.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

A ALEGRE DÉCADA DE 30

Jorge Rodrigues de Senna*
Por volta de 1937 ou 38, estabeleceu-se, no Rio de Janeiro, uma empresa mexicana chamada Conservas Del Rio, de vida efêmera, dedicada à fabricação de doces e, também, de conservas em geral. Uma das suas primeiras providências, para lançar-se entre nós, foi encomendar uma música a Ari Barroso, cuja fama de grande compositor já era notória.
O ubaense deu um capricho na ideia e saíram estes versos gostosos: “Sexta-feira à meia-noite / vou botar na encruzilhada / um feitiço pra você lerelê. Já comprei um galo preto/uma dúzia de amuleto e azeite de dendê, pra você lerelê”.
Quem comprasse qualquer dos produtos da Del Rio era convidado a escrever e informar que palavra ou expressão deveria ser usada em lugar do lerelê.
Cada acertador foi premiado com um dos produtos em lançamento no mercado nacional. Um deles foi Otávio, meu companheiro da “República” em que habitávamos, na Rua General Osório, n° 227, em Natal-RN. O rádio não parava de apregoar, a cada instante, a doçura, a maravilha de sabor com que se deliciavam aqueles que experimentavam os produtos tão intensamente anunciados. A favor da empresa, já havia a ideia impregnada em nossas cacholas, naquele tempo, de que “tudo que é estrangeiro é bom”. Havia a “convicção” de que qualquer produto brasileiro, se começasse a ter aceitação, logo seria falsificado pelos fabricantes ou distribuidores. Foi aí que a Del Rio se deu mal. O doce ganho pelo companheiro Otávio.
– Que mo deu a experimentá-lo – era de ruindade insuperável.
Uma lata redonda com água açucarada e 12 pedaços de maçã. E acho até que era maçã verde: dura e sem qualquer sabor. Para ganhá-la Otávio queimara as pestanas e respondera, acertadamente, que em lugar de lerelê devia ser usada a expressão “me querer”. Milhares acertaram, o que repercutiu bem entre os 40 milhões que nós éramos em 1940. Talvez 3 milhões tivessem acesso à pífia mídia de então. Quem se saiu muito bem desse acontecimento foi Ari. Talvez tenha sido essa a maior campanha de divulgação de uma entidade na época. Eleição era palavra proibida. A divulgação intensa e muito bem dirigida da sua música, certamente influiu para que logo depois fosse ele contratado pela Metro Goldwin Meyer, para acompanhar Carmem Miranda, que recentemente deixara o Cassino da Urca e partira para os Steites a fim de resplandecer nas telas do mundo com suas magistrais apresentações de Chica Chica Boom, Uma Noite no Rio e outros filmes, cujos nomes me fogem agora. Foi nessa época que dona Darci Vargas iniciou campanha para an- gariar fundo financeiro destinado à edificação de seu sonho maior, a “Cidade das Meninas”, onde seriam acolhidas mães solteiras adolescentes, para o que chegou a obter um grande terreno nas imediações do Estádio “Caio Martins”, em Niterói-RJ, certamente doação do genro, Almirante Amaral Peixoto, então Interventor Federal naquele Estado.

Foi quando ela promoveu uma série de espetáculos no Teatro Municipal do Rio, a que denominou “Joujoux de Balangandans” e encomendou a Ari Barroso música para engrandecer aquelas noites que marcaram o início da “Era do Rádio” no Brasil. Lá foi lançado, tocado pela primeira vez, a genial Aquarela do Brasil. Estavam no auge de suas carreiras Francisco Alves, Orlando Silva, Silvio Caldas, Carlos Galhardo, Nelson Gonçalves, Gilberto Alves e todos os outros monstros sagrados da época, como Dorival Caimmy, com seu No Tabuleiro da Baiana, Os Quindins de Yaiá e toda a sua já então vasta produção musical. Também estavam as irmãs Linda e Dircinha Batista, que, segundo as más línguas, seriam as culpadas pelo abandono, por Dona Darcy, do projeto da “Cidade das Meninas”.
Isto é outra estória. Triste. Não conto, mesmo sendo o eleitor da UDN, que vim a tornar-me.
*Jorge Rodrigues de Senna é escritor e acadêmico
Fonte Jornal Diário da Manhã - 04 de Janeiro de 2011.




terça-feira, 11 de janeiro de 2011

A foto é antiga, mas é do escritor Jorge Rodrigues de Senna, natural de Parelhas, parente de Zequinha Marcolina, morador do bairro de Candelária, em Natal/RN. Não o conheço pessoalmente, mas falei com por telefone. Qualquer dia a gente se encontra.

A foto é antiga, mas é do escritor Jorge Rodrigues de Senna, natural de Parelhas, parente de Zequinha Marcolina, morador do bairro de Candelária, em Natal/RN.  Não o conheço pessoalmente, mas falei com por telefone. Qualquer dia a gente se encontra.
O tempo é o senhor da história. Esta frase é repetida sempre que se quer enfatizar algo que acontecendo mais tarde se traduz como o reconhecimento de uma situação que estava de certa forma, esquecida ou desconsiderada.



Como corolário dos seus 80 anos, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso tem sido alvo das mais efusivas comemorações, demonstrando assim o reconhecimento merecido pelo seu trabalho, pelo seu desempenho, por sua vida acadêmica e política, pelos mais variados segmentos da nossa sociedade.



Agora mesmo, acaba de receber uma significativa homenagem no Senado Federal, onde foi alvo de diversos discursos, todos laudatórios e congratulatórios.



Recebeu também uma mensagem muito carinhosa da nossa presidenta, reconhecendo o seu trabalho “…como o presidente que contribuiu decisivamente para a consolidação da estabilidade econômica…” e, principalmente, a sua atuação como presidente da república. O que veio a demonstrar claramente uma diferença de atitudes entre a atual detentora do cargo de presidente e o seu antecessor.



Roberto Pompeu de Toledo, em sua coluna semanal na revista Veja, na edição de nº 2223, de 29 de junho de 2011, faz uma análise do comportamento de FHC em comparação aos de outros ex-presidentes, demonstrando assim uma diferença que só faz destacar a sua forma de agir. Nesse artigo em que analisa o comportamento de ex-presidentes desde Getúlio Vargas até Luiz Inácio, ele mostra como há similaridade de atitude entre eles, que não souberam viver o pós-presidência de forma consciente. O articulista deixou de mencionar o ex-presidente Dutra, nosso coestaduano, cujo comportamento foi similar ao de FHC.



O ex-presidente teve como suporte e apoio constante a presença marcante de da. Ruth Cardoso (vitimada por uma arritmia cardíaca em 24 de junho de 2008), que soube, com muita consciência e classe, entender, superar e perdoar comportamentos extraconjugais do seu marido, igualando-se, nesse aspecto, a Hillary Clinton e Jacqueline Kennedy.



O que se constata nesta quadra da vida do ex-presidente é que ele está tendo o seu valor reconhecido no contexto anterior e no atual. Pesado, medido e contado, como se refere o texto bíblico em assuntos desta espécie.



FHC é considerado o 11º pensador global mais importante pela revista Foreign Policy 2009 pelo debate sobre a política antidrogas. É integrante da Comissão Latino-Americana de Drogas e Democracia, que defende uma nova abordagem contra o tráfico. Ele defende que a atual política de combate às drogas pela repressão não está funcionando: “São necessárias outras medidas como a mudança da legislação para pequenos traficantes, com penas diferenciadas”.



Em maio de 2011, participou do lançamento do filme “Quebrando o Tabu”, uma manifestação pacifista em favor da descriminalização das drogas em que aparece como âncora, tendo ao seu lado os ex-presidentes Bill Clinton e Jimmy Carter.



FHC continua em plena atividade, presidindo o Instituto Fernando Henrique Cardoso e a Fundação OSESP – Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo – organização criada para manter esta orquestra de nível internacional. Participa ainda de diversos conselhos consultivos em diferentes órgãos do exterior como o Clinton Global Initiative, da Brown University e da United Nations Foundation.



Em 2005, foi eleito, por meio de uma votação feita pela internet e organizada pela revista britânica Prospect, um dos cem maiores intelectuais ainda vivos do mundo.



Ou seja, FHC nunca parou. Aristóteles foi um dos primeiros a observar que nos tornamos as pessoas que somos em virtude das nossas próprias decisões. Com o conhecimento as pessoas acabam bebendo em muitas fontes, procurando aqui, ali, acolá. Mas no frigir dos ovos, o que resta verdadeiramente é o resultado da disciplina pessoal, quando o indivíduo se torna discípulo de si mesmo. Passa a ser seu próprio professor, treinador, técnico e orientador. É o que acontece com todas as pessoas conscientes. Penso que foi o que aconteceu com o Príncipe – pela sua postura pessoal, acadêmica, altaneira, altiva, política e intelectual, é assim que FHC é chamado por muitos.





Autor Heitor Freire – Corretor de imóveis e advogado.



Campo Grande MS



publicado no Campo Grande News



Fonte:blog.msmacom.com.br

Campanha de alfabetização de adultos será lembrada.

Os 50 anos da campanha de alfabetização de adultos será lembrado em 2012 em Natal, por um grupo de admiradores do professor Paulo Freire, idealizador do método revolucionário de alfabetização que foi implantado em Angicos, terra do governador Aluizio Alves. Em 1992, publicamos uma série de reportagens no Diário de Natal, através do caderno Educação, editado pela jornalista Ana Maria Cocentino Ramos. Vamos transcrever as reportagens.


25/07/2011


Método Paulo Freire – 30 anos da campanha de alfabetização de adultos de Angicos/Rn.

1962-1992 – Série de Reportagens do jornalista Luiz Gonzaga Cortez – Prêmio jornalista Raimundo Ubirajara de Macedo – 1993.

A primeira matéria da série de reportagens foi publicada no Caderno “DN Educação”, do Diário de Natal, Ano I, número 002, em 16 de setembro de 1992, sob o título “ Igreja recusa apoiar método Paulo Freire”.



Há trinta anos, desenvolveu-se no centro geodésico do Estado do Rio Grande do Norte, em Angicos, a campanha de alfabetização em massa de adolescentes e adultos, de 14 a 70 anos de idade, da América Latina. Foi a aplicação do chamado “Método Paulo Freire” de Alfabetização de Adolescentes e Adultos que, em 40 horas/aulas, alfabetizou centenas de criaturas que tinham “fome da cabeça”, graças ao inédito sistema pedagógico que alfabetizava e conscientizava políticamente.

O método era diferente, até então, dos já aplicados pela educação tradicional. Não havia livros nem cartilhas, mas uma série de palavras geradoras. Não havia professor. O coordenador era quem ensinava. Classe? Não existia. Os alunos eram reunidos em “círculos de cultura”. E os locais? Eram colégios, salões ou locais suntuosos ou não? A resposta também é não.

As “turmas”de adolescentes e adultos, os círculos de cultura, reuniam-se em qualquer local – debaixo de uma mangueira, na cela de uma cadeia pública, no armazém da fazenda, no alpendre de uma casa do sítio do pequeno lavrador, numa escola abandonada, sem luz elétrica, água encanada e as tradicionais instalações escolares.

As aulas eram ministradas à noite, depois do término da labuta diária dos alunos, de ambos os sexos, com os mínimos meios que dispusessem. As primeiras turmas contavam com rapazes, moças, velhos, homens e mulheres calejados pelo trabalho pesado na agricultura, na marcenaria e construção civil etc. Eram jovens e velhos operários e camponeses de uma terra calcinada e abandonada pelos poderes públicos.

Planejada em 1962 e iniciada em 18 de janeiro de 1963, os participantes da “Experiência de Angicos”, executada pelo Serviço Cooperativo de Educação, da Secretaria de Educação e Cultura do Estado do RN – SECERN, através do Setor de Alfabetização de Adultos, viveram momentos fantásticos e inusitados em Angicos – viram mudo falar, viram crianças de 5 anos se alfabetizar sem ser alunas e o povo pensar que o Presidente da República ainda era Getúlio Vargas.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Isaura está animada.

A professora Isaura Rosado, secretária especial de cultura do Rio Grande do Norte e presidente da Fundação José Augusto, está em Brasília desde às 10 horas de hoje. Acompanhada da assessora Danielle, ele desembarcou no DF para tratar de assuntos de sua pasta junto a òrgãos do governo federal. Ele está animada com a progrmação cultural que será desenvolvida a partir do dia 8 de agosto, com espetáculos folclóricos e renomados artistas nacionais.
Eita de mulher dinâmica e competente, essa professora Isaura!

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Fé, esperança e solidariedade.

 

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È o exemplo que os moradores do Loteamento Cajupiranga, município de Parnamirim, estão dando com o mutirão para a construção da igreja católica. A obra tem a participação de trabalhadores do bairro que, nos dias feriados e fins de semanas, trabalham como voluntários. Uma comissão recebe as doações materiais e em dinheiro para concluir a construção.

Mais informações com o sr. Elias, no Restaurante Cajupiranga, na rua Central.

São celebradas missas no local, às 19 horas, aos sábados.

Foto de Luiz Cortez.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Um pouco da nossa história.

Com o título acima, estou publicando algumas reportagens sobre o movimento estudantil potiguar nos anos sessenta, no blog http://www.candelariaesuarealidade.blogspot.com/ e estou recebendo sugestões e críticas.
Orlando Rodriguyes e Aluisio Lacerda devem saber muita coisa daqueles tempos.
Um abraço para todos.
Luiz G. Cortez.

domingo, 26 de junho de 2011

Grande invasão.

Há cerca de dois meses, ao lado da faixa de domínio da União da Br.101, a dois quilometros da entrada para Monte Alegre, no município de São José de Mipibu, mais de 100 famílias invadiram um grande terreno sem infra-estrutura. As pessoas estão alojadas em casebres de alvenaria, em palhoças e em barracas. Algumas delas possuem carros. Os motivos da invasão são desconhecidos e os proprietários ainda não apareceram, segundo informações. O terreno fica a 300 metros do posto  de combustíveis Copacabana.
Seria pessoal do MST?

domingo, 15 de maio de 2011

Foco de dengue em prédio abandonado!

Diversas pessoas foram acometidas de dengue em Candelária. À última novidade é sobre a existência de um foco antigo e grande numa construção abandonada nas proximidades da praça dos eucaliptos, na rua Frei Henrique de Coimbra. O foco é um poça existente numa lage. Como se trata de uma construção de edificio sem vigia, sem parede, as águas das chuvas ficam empoçadas na lage, formando um grande foco, fato denunciado na manhã de hoje, 15, no auditório do Conacan, onde se realizou uma reunião extraordinária para apresentação de contas de dois anos do mandato de Victor Vale, a criação da comissão eleitoral que dirigirá os trabalhos para o pleito de 19 de junho.
A sugestão de um morador é que a Prefeitura fure o centro da lage com uma potente broca para que a água escoe para o térreo.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

21 de abril - Feriado Nacional para quê?

"Tiradentes: o calvário e a glória", é o titulo do ensaio do historiador gaúcho Sergio Faraco publicado no livro "Histórias dentro da História". Quem ler este livro terá outra visão do movimento conhecido como "Inconfidência Mineira" e do tal "herói" Joaquim José da Silva Xavier, conhecido por "Tiradentes", alferes do Regimento de Cavalaria Regular de Minas Gerais, que imaginou uma conspiração para detonar um levante popular-militar contra os governantes portuguêses por causa da cobrança de impostos, a derrama. O leitor vai descobrir que tudo passou de delírios, mentiras e falsidades perpetradas por Tiradentes, conhecido entre os seus companheiros de armas como um traidor, difamador e invejoso, caloteiro, mentiroso, covarde e surtado em muitas ocasiões. O padre Manoel Rodrigues da Costa considerou Tiradentes um "homem louco".
Sergio Faraco estudou os autos do processo judicial no original, através dos quais levantou a vida do alferes que envolveu 19 pessoas para uma suposta conspiração contra a Côroa Portuguesa, sem armas, munições, tropas, sem organização alguma. Era tudo papo furado de Tiradentes. O leitor vai saber como o tal herói da inconfidência foi preso debaixo da cama de uma mulher, desarmado e desperado
O autor faz indagações no final do seu ensaio:
"Para quem se interessa pela história da Inconfidência Mineira e o papel que Tiradentes nela desempenhou, a questão preliminar que se impõe é a da veracidade de sua mais importante fonte documental. Até que ponto os Autos da Devassa são confiáveis? O processo dos Inconfidentes corresponde tão-só àquilo que os inquisidores quiseram registrar ou reproduz o que efetivamente aconteceu em Minas Gerais e no Rio de Janeiro, naqueles inquietos anos do século XVIII? Em outras palavras, a Hhistória da Inconfidência Mineira é aquela que o escrivão assentou?".
O livro foi editado pela LPM, de Porto Alegre/RS, em 2005. A L&PM Editores fica na rua \Comendador Coruja, 314, loja 9, fone 51.3225.5777 - Endereço comercial: vendas@lpm.com.br ou pelo saite http://www.lpm.com.br/

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Físicos visitam governadora Rosalba.

A governadora Rosalba Ciarline destinou R$ 20 milhões, no Orçamento Geral da União, exercício 2011, para a construção do prédio Instituto Internacional de Física, no campus central da UFRN, cujas obras estão previstas para serem iniciadas neste ano. Em agradecimento ao trabalho desenvolvido pela então senadora Rosalba e a bancada federal, em Brasília, os físicos David J. Gross e Gerardus't Hooft,(vencedores do Prêmio Nobel de Física em 2004 e 1999), visitaram a Governadora do RN às 18h do dia 4, segunda-feira , na Governadoria, acompanhados do reitor Ivonildo Rego e do professor Itamar Procaccia, presidente do Comitê Científico do Instituto Internacional de Física, sediado em Natal. A notícia divulgada pela assessoria de imprensa da Governadoria causou impacto entre os cientistas do Departamento de Física Teórica da UFRN. Um impacto negativo. Motivo: a matéria que saiu do gabinete da governadora, com a manchete "Vencedores de Prêmios Nobel de Física visitaram Rosalba Ciarlini", foi divulgada como se os físicos tivessem ido à Governadoria agradecer a ajuda ao "Instituto de Neurociências", instalado em Neópolis.
A matéria registra que a governadora afirmou que "estava muito feliz em receber pessoas notáveis como vocês.È uma honra ter a presença de vocês aqui no Estado. É a primeira vez que chegou perto de dois Prêmios Nobel. Espero que no futuro possamos ter a honra de ter vencedores saindo do nosso ins tituto", disse a Governadora, se referindo ao Instituto Internacional de Neurociências de Natal".  Mais adiante, o boletim da Assecom, assinado por Alexandre Mulatinho, assessor de comunicação, informa que o cientista Itamar Procaccia pediu "ajuda da Governadora para a manutenção do padrão do Instituto de Neurociência". Em nenhum momento a matéria oficial registrou o Instituto Internacional de Física, que está funcionando numa casa alugada perto do campus da UFRN. Diante das reclamações provocadas pelas "gafes", o texto foi retificado, no dia seguinte, sem pedido de desculpas ou justificativa. No entanto, a  primeira versão  foi profusamente distribuída, a nível nacional, e permanece nos blogs de Natal, de Parelhas, Carnaúba dos Dantas, no jornal O Público, no site jusbrasil.com.br,etc. E está assim até hoje,8.
Nos meios científicos, ficou a interrogação: foi uma barriga? Uma deturpação de uma notícia importante? E perguntam: como é que dois cientistas com Prêmio Nobel vem a Natal para a aula magna da Universidade em 2011 e visitarem o Instituto Internacional de Física, de cujo Comitê Científico são membros, são tratados como tivessem vindo a agradecer uma ajuda ao instituto de neurociências, uma instituição privada com outros objetivos?  A matéria foi uma "barriga" ou um mistério? Ou um desserviço à divulgação científica?
Só Freud explica.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Laboratório de física da UFRN não foi destruído.

O laboratório de física da UFRN não teve a sua infra-estrutura destruída há 4 semanas, no Campus de Natal, pelo professor Carlos Chessman de Araújo Feitosa, conforme noticiou um leitor de O POTI, edição de ontem, na seção de cartas, que se identificou como Talles Rodrigo. È uma notícia velha e tudo está funcionando normalmente. Apenas uma parede foi removida e dois professores, que não se dão bem, estão trabalhando separados, em virtude da administração da universidade não ter tomado providências", disse um professor ao repórter, desconhecendo o divulgado pelo leitor de O POTI. O mestre adiantou que não se tem notícia de risco de vida para os alunos, funcionários e professores do Departamento de Física Teórica e Experimental da UFRN e que estivesse existindo isso iria requerer gratificação de insalubridade e risco de vida, engordando, assim, seus proventos de professor, disse, sorrindo. O Departamento de Física da UFRN teve uma  expansão com os laboratórios fornecidos pelo Ministério da Ciências e Tecnologia, na gestão do ex-ministro Sérgio Resende (foto), pernambucano e ex-professor do pesquisador Carlos Chessman, que fez mestrado e doutorado na Universidade Federal de Pernambuco/UFPE.
O problema do laboratório considerado destruído foi resultado da omissão administrativa em resolver o conflito pessoal entre Chessman e o profesor Claudomiro, há 5 anos pendente. Uma comissão de inquérito administrativo da UFRN poderá encerrar a sindicância nos próximos dias e encaminhar um relatório para a reitoria.

sábado, 18 de dezembro de 2010

Laércio dá palestras. Moringa, a planta que alimenta e cura.


Funcionário aposentado do antigo CEFET/RN, sr. Laércio Severiano é um homem de 78 anos que trabalha para servir à comunidade. Quem tem mais de 60 anos e está com tesão lá embaixo, procure-o que ele tem bons afrodísiacos na base de catuaba e ginseng, por dez reais a garrafinha de 500 ml, assim como outros remédios para diabetes e doenças de próstatas e ovários.
Sr. Laércio está divulgando um folheto sobre "As plantas medicinais na cura e prevenção de doenças". Artesão e auto-didata com treinamento na Universidade da Paraíba e Emater de Pernambuco, ele faz garrafadas para problemas de ovário, útero, cistomioma, nódulos e TPM, nas mulheres, e próstata no homem, além de inflamações em geral; para diminuição das taxas de colesterol, diabetes, triglicerídeos e para emagrecer, além de outras garrafadas para cansaço, fadiga crônica, falta de memória, afrodisíacos, gastrite, má digestão, problemas de fígado, desinteria e ressaca.
Mais informações pelo telefones 9154.2721 e 3208.1606.
Sr. Laércio também ministra palestras gratuitas para turmas de estudantes, clubes e associações interessadas no conhecimento da medicina popular.
Amanhã, dia 02, uma representante de ONG de Curitiba/PR, virá a Natal dar palestras sobre uma planta de origem indiana, a Moringa, que é de alto teor medicinal e alimentício, desde as raizes às folhas. Ela estará na Feira Ecológica do Campus da UFRN, a partir das 8 horas.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Na noite de sábado, 23.10.10, na rua Raposo Camara, Candelária, em Natal/RN, foi comemorado o 84º Aniversário da compositora e cantora Jacira Freire da Costa, com a presença de dezenas de familiares e amigas(os). A sobrinha Sonia Costa Cunha (ao centro, com o violão) escreveu o texto de uma peça teatral que foi encenada com Lourdinha (à direita), irmã de Jacira (de costas), autora dos históricos hinos das campanhas políticas de Aluizio Alves, Monsenhor Walfredo Gurgel e Geraldo Melo. Dona Nair Damasceno Costa, 94, recitou um poema de sua autoria, "Solidão", que recebeu muitos aplausos. Também foi cantada uma das melhores canções românticas brasileiras, "Tu és meu castigo", popularizada pela voz de Agnaldo Rayol, amigo de Jacira e que gravou a canção em Natal, na Rádio Poty. Entre as pessoas presentes ao jantar de aniversário de Jacira Costa, estavam o jornalista Tácito Costa, o ex-prefeito de Santana do Matos, dr. Assis com esposa e filho, Argemiro Cunha, marido de Sonia.

Faltou o repórter informar que dona Jacira cantou alguns versos de seus principais hinos de campanha de Aluizio Alves, mas o burburinho, a algazarra infantil (das crianças, claro), impediram que eu ouvisse direito, mas eu não esqueci que ela disse que acompanhou AA logo após a primeira vez que o viu. "Era um verdadeiro feiticeiro", disse, se referindo ao governador eleito em 1960, iniciando, assim, um novo domínio político no RN, desbancando o empresário bem sucedido, Dinarte Mariz, mas um inculto sem visão de futuro.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

João Carlos, ex-aluno da EIN, no último encontro no CEPE da Petrobrás, agradecendo a Deus a oportunidade de rever velhos amigos dos tempos que não voltam mais e que a gente era feliz e não sabia. Ao lado de João Carlos, irmão de Luiz Carlos de Oliveira, "Defunto", estão João Maria Cortez e José Barbosa, tomando uma geladinha para desopilar. Foto de Luiz Cortez.
João Carlos é aposentado da antiga SUDENE e é ex-campeão de voleibol e basquetebol do RN, nos anos 60.
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A foto é de setembro de 2009, no interior do Campus da rua Rio Branco, Cidade Alta, Natal/RN. À esquerda, Luiz Gonzaga Cortez, enquanto Osvaldo Otávio Garcia, à direita. Na frente, o aluno mais velho da Escola Indsutrial de Natal. Arquivo de L. Cortez.
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