sábado, 15 de outubro de 2011

Caverna com 100 mil anos foi um ateliê pré-histórico de tintas
Paloma Oliveto

Publicação: 14/10/2011 14:13 Atualização:

A descoberta do mais antigo ateliê de pintura do mundo é a prova de que a inteligência e a sofisticação criativa do homem moderno, que teria aparecido há cerca de 160 mil anos, são características bem mais antigas do que se imaginava. Até agora, havia um consenso entre antropólogos de que o uso de pigmentos decorativos começou há 60 mil anos, com base na datação de artefatos pré-históricos encontrados na África. Uma equipe internacional de pesquisadores, contudo, relata na edição de hoje da revista Science a existência de um local quase tão antigo quanto o próprio Homo sapiens, com 100 mil anos de idade, destinado a produzir e armazenar tintas — de várias cores.

A 300km da Cidade do Cabo, na África do Sul, existe uma caverna, chamada Blombos, que é praticamente uma cápsula do tempo. Banhada pelo Oceano Índico, preserva milhares de anos da história do homem moderno e já forneceu diversos artefatos cobiçados por antropólogos e arqueólogos. Em 2008, uma equipe chefiada por Christopher S. Henshilwood, do Instituto de Evolução Humana da Universidade de Witwatersand, da África do Sul, encontrou vestígios do que seria um ateliê de pintura. Não se tratava de peças isoladas, mas de um conjunto de ferramentas e objetos com um significado comum. “Estávamos apenas escavando uma parte da caverna, não sabíamos o que esperar. Por isso, ficamos muito surpresos”, conta o antropólogo ao Correio.
Dois recipientes com vestígios de pigmentos estavam perto de resquícios de carvão e de ferramentas como amoladores, machadinhas de ossos e instrumentos semelhantes a colheres rudimentares. O conteúdo das embalagens, feitas de conchas, revelou que, há 100 mil anos, o homem já entendia de química. Os cientistas encontraram ocre, nome que se dá à argila colorida, rica em hematita (vermelha) ou limonita (amarela). “O ocre pode ter sido aplicado com intenções simbólicas, como decoração de corpos, de roupas e de acessórios decorativos durante a Idade da Pedra”, diz o artigo da Science.
Em entrevista ao Correio, o especialista italiano Francesco d’Errico, do Centro de Pesquisas e Restaurações dos Museus da França, diz que a análise química do conteúdo indica a mistura de três tipos de ocre, mostrando que o Homo sapiens já sabia pesquisar e experimentar materiais. “Como não havia resina, achamos que os fins eram mais decorativos. O importante, porém, é saber que eles já entendiam o processo de criação do pigmento. Em um dos recipientes, há a marca de um dedo, indicando, claramente, que o material foi misturado”, diz. “Documentamos o primeiro momento em que o homem planejou, executou e estocou esse tipo de produto”, orgulha-se Henshilwood.

Teoria desmentida

De acordo com o arqueólogo, sabe-se muito pouco sobre o comportamento dos primeiros homens modernos. Por isso, a tendência é imaginá-los como seres bastante rudimentares, ingênuos e pouco capazes. Novas descobertas, entretanto, estão desmentindo essa teoria, mostrando que a inteligência e a sofisticação nasceram com o próprio Homo sapiens. No início deste século, a mesma caverna de Blombos havia revelado artefatos de pedra e ferro, esculpidos com padrões avançados e com mais de 70 mil anos. “Essas descobertas mostram que nos primeiros estágios, o homem moderno era capaz de pensar de forma abstrata, se comportando como hoje, muito antes que o previamente imaginado. Acredito, inclusive, que os desenhos geométricos de Blombos podem ser uma linguagem simbólica, quase que uma pré-escrita”, acredita Henshilwood. “O uso do ocre da Idade da Pedra era decorativo e tinha significados simbólicos”, argumenta. Questionado se poderia haver outra explicação sobre a nova descoberta em Blombos, ele é enfático: “É muito óbvio o que cada objeto está fazendo ali. Não, não vejo outra alternativa”.
Para o arqueólogo John Shea, da Universidade de Stony Brook, nos Estados Unidos, está na hora de parar de imaginar os primeiros homens modernos como criaturas abrutalhadas, que só conseguiam emitir sons guturais e monossilábicos. “Não acho que eram significativamente diferentes de nós”, diz o especialista, que não participou da pesquisa publicada na edição de hoje da Science. “O problema é que as pessoas medem de forma equivocada o comportamento dos primeiros humanos. Os arqueólogos e os antropólogos estão sempre procurando provas da modernidade do Homo sapiens, quando deveriam se dedicar mais a observar a variedade cultural”, acredita.
Estudioso dos primeiros estágios do homem, Shea afirma que os artefatos encontrados até hoje em territórios africanos e asiáticos mostram que os mais antigos representantes da espécie eram extremamente versáteis e conseguiam desenvolver estratégias para se adaptar às novas necessidades. “À medida que se começaram a se deslocar mais, criaram ferramentas versáteis e fáceis de transportar. Essa capacidade criativa não é exclusividade do Paleolítico Superior, mas uma marca que sempre acompanhou o homem moderno”, defende.
Cultura europeia

A criação de objetos de arte é considerado um indicativo de avanço do desenvolvimento cultural e linguístico de uma população. A descoberta de pinturas rupestres na França, nos anos 1940, levou à hipótese de que, embora tenha se originado na África, o homem moderno só começou a se expressar de forma simbólica há cerca de 35 mil anos, data das cavernas francesas. Há algum tempo, porém, os especialistas já sabem que isso não é verdade, e que a arte já estava presente antes de o Homo sapiens emigrar do continente africano.

Palavras usadas nos jornais da Paraíba são registradas no

Dicionário de Investigação do Cotidiano é lançado em João Pessoa

Sexta, 14 de Outubro de 2011 10h58

Por Cecília Lima, da redação do Jornal O Norte



Por dois anos o Grupo de Pesquisa sobre o Cotidiano e o Jornalismo (Grupecj), da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), estudou teoria do jornalismo aplicada aos três maiores periódicos do Estado, incluindo o jornal O Norte. A pesquisa deu origem ao primeiro volume do “Dicionário de Investigação do Cotidiano - Elogio da Palavra no Jornalismo Impresso”, livro que será lançado nesta sexta-feira, dia 14, às 19h, no Casarão 34, Centro da Capital.
O professor orientador do grupo, Wellington Pereira, afirma que a obra não possui caráter enciclopédico. “A linguagem não é denotativa. Nossa intenção foi entender como determinados termos se apresentam no cotidiano dos jornais. A palavra ‘crédito’, por exemplo, pode ter vários significados dependendo do contexto”, explica. Constam no livro mais de 40 verbetes presentes nas editorias de Cidades, Esporte, Cultura, Política e Economia. “Canção”, “Vandalismo” e “Infidelidade Partidária” são alguns dos termos que podem ser consultados no dicionário.
“Dicionário de Investigação do Cotidiano - Elogio da Palavra no Jornalismo Impresso” é resultado do trabalho conjunto de 22 autores, entre estudantes de graduação, pós-graduação e colaboradores, coordenados por Wellington Pereira. A pesquisa se debruçou sobre exemplares dos jornais circulados no ano passado. O Grupecj existe há nove anos e foi responsável pela publicação de sete livros impressos e um digital. O grupo se dedica a partir de agora ao estudo da pornografia expressa nos jornais. “Queremos saber agora como se revela o discurso pornográfico na imprensa paraibana. Vamos investigar as formas indiretas em que ele aparece e não o óbvio”, destaca Wellington.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Cientista propõe 'clarear o mundo' para melhorar o ambiente

O superaquecimento nos centros urbanos e suas consequências para o meio-ambiente e para a vida das pessoas é um problema latente sobre o qual se precisa pensar com urgência. É o que defende Hashem Akbari, cientista e professor da faculdade de Concordia em Montreal, no Canadá. Ele coordena um programa mundial que cuida, mede e propõe soluções para o resfriamento do ambiente. Em entrevista, em São Paulo, afirmou que diminuir a temperatura nos grandes centros mundiais e beneficiar o mundo inteiro - literalmente - é muito mais simples do que se imagina. Tudo precisa começar no que está mais próximo do cidadão: a casa em que ele mora.

De acordo com Akbari, não é difícil explicar a diferença na temperatura entre grandes cidades, como São Paulo e Nova York, e regiões do interior próximas a essa cidade. "Pessoas que são ricas vão para o interior porque é mais frio que nas áreas urbanas. A razão pela qual as áreas urbanas são tipicamente mais quentes tem a ver com o fato de que elas são basicamente feitas de telhados e asfalto de cor escura, o que absorve mais energia.", explicou.

Ashem Akbari corre o mundo divulgando a proposta de 'clarear' telhados e cidades

Pode parecer inusitado, mas a alta temperatura em centros urbanos, a sensação de abafamento e a má qualidade do ar têm muito a ver com o telhado e o chão das casas, estabelecimentos e escritórios. A explicação é simples. "Quando o chão é escuro, ele absorve muita energia do sol. A terra embaixo do asfalto também esquenta, assim como o ar ao redor", afirmou. O mesmo raciocínio serve para o telhado. A questão é que tais materiais não perdem o calor com a mesma velocidade em que o absorvem no tempo de um dia. Somando-se vários dias, meses ou mesmo anos, o efeito só se potencializa.

A solução encontrada por Akbari está nos chamados cool roof e cool paviments. No inglês, a palavra "cool" quer dizer, entre outras coisas, "frio". Na prática, significa o uso de cores mais claras, que, naturalmente, refletem mais luz do que as cores escuras. "Se o telhado é escuro, podemos fazê-lo com cores mais claras. Se o chão é escuro, podemos fazê-lo mais claro", projetou o cientista.

A ideia parece óbvia, mas convencer as pessoas a adotá-la tem sido o árduo trabalho do professor ao longo de várias cidades da América do Norte, em um primeiro momento, e do resto do planeta. "Se todas as pessoas em uma comunidade utilizassem os cool roofs, toda a região iria se beneficiar, mais calor iria ser refletido para o espaço. Isso aumentaria a qualidade do ar e, consequentemente, a qualidade de vida", explicou Akbari.

Além disso, há uma série de questões decorrentes desse aquecimento anormal. Superaquecido, o asfalto escuro, por exemplo - principalmente em países tropicais como o Brasil -, se torna "mole" e mais sensível ao peso dos veículos. Assim, buracos surgem mais facilmente. Sem contar que a diferença de temperatura na superfície de um asfalto escuro em comparação com um claro pode chegar a 30ºC, submetidos às mesmas condições e tempo de absorção. O cénario fica pior quando os objetos são os telhados. "A diferença entre um telhado branco e um escuro, debaixo do mesmo sol, pode chegar a 50ºC", afirma Akbari. Mas os problemas causados pelo aquecimento dos centros urbanos não terminam por aí.

A alta temperatura, em conjunto com a poluição de grandes cidades como Los Angeles e São Paulo, também aumenta a concentração de ozônio no ar atmosférico. A longa exposição ao elemento degrada o pulmão e expõe os tecidos do corpo a este componente altamente oxidante. Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais - Inpe -, além de modificar o equilíbrio ambiental, ele altera a bioquímica das plantas em escala significativa. De acordo com a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos - EPA -, as perdas anuais naquele país causadas pelo excesso de ozônio na atmosfera têm chegado à casa de US$ 500 milhões.

"Em Los Angeles, estima-se que o custo do ozônio no ar é de cerca de US$ 3 bilhões anualmente, no que se refere ao gasto das pessoas caso fiquem doentes para ir aos hospitais e por não poderem ir ao trabalho", exemplificou. "Se você reduzir a temperatura na casa de 2ºC a 3ºC, a quantidade de ozônio cai significativamente entre 10% a 20%", concluiu.

Para Akbari, o futuro do homem em um planeta cada vez mais "concretizado", em referência ao aumento das áreas urbanas asfaltadas e à diminuição das regiões verdes, está estritamente ligado ao comprometimento com a vida e à necessidade de se pensar localmente para chegar a um objetivo global. E, de maneira simples e direta, tudo pode e deve começar na casa de cada cidadão." Os cool roofs são a maneira mais lucrativa de fazer uma casa ficar confortável e ao mesmo tempo economizar dinheiro", concluiu.

São Paulo é bom candidato para aderir ao programa

Akbari veio ao Brasil nesta semana - onde participou da 2ª Green Building, exposição e conferência sobre práticas sustentáveis na consttrução civil - para buscar a adesão da cidade de São Paulo como um dos grandes centros urbanos do projeto. "Ter São Paulo seria ótimo pelo que ela representa. Vamos cuidar de 20 milhões de pessoas. Além disso, a energia aqui é muito cara, então economizar seria excelente", disse o professor.

O projeto de mensuração da temperatura e proposição de soluções acontece em algumas cidades no planeta, como Nova York e Chicago, nos EUA. Outros centros urbanos estão considerando neste momento entrar no programa, como Los Angeles, Atlanta, Milão e Roma, na Itália, e algumas cidades do Oriente Médio. Akbari ainda quer, além de São Paulo, Nova Déli (na Índia) , Tóquio e Osaka, no Japão, e mais algumas cidades na África.

Para isso, o professor espera o comprometimento de autoridades políticas destes países e afirma a necessidade de um planejamento para o futuro que pense no meio-ambiente e em maneiras de tornar os ambientes urbanos mais "amigos" do planeta.

dp

Fonte: Terra.Ashem Akbari corre o mundo divulgando a proposta de 'clarear' telhados e cidades

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Morre um dos gênios do humor brasileiro.

Morre o humorista José Vasconcellos, aos 85 anos

da Redação do UOL.
Morreu na madrugada desta terça (11) o humorista José Thomaz da Cunha Vasconcellos Neto, aos 85 anos. Ele era conhecido por viver o personagem Ruy Barbosa Sá Silva na "Escolinha do Professor Raimundo", da Globo, e "Escolinha do Barulho", da Record.



José Vasconcellos sofria de Alzheimer, tinha problemas nos rins e estava internado no Hospital das Clínicas de São Paulo, quando sofreu uma parada cardíaca.



Logo no início da manhã, Rick Régis, sobrinho do comediante, usou o Twitter para dar a informação: "Olá Homero, perdemos o Pai do humor: José Vasconcellos", disse, referindo-se a Homero Salles, diretor do "Programa do Gugu" e da "Escolinha do Gugu". Prontamente, ele também escreveu no microblog: "PERDI MAIS UM AMIGO....JOSÉ VASCONCELOS, UM DOS MAIORES HUMORISTAS DO BRASIL...".



Após várias mensagens em tom de homenagem, Homero pediu: "A nova geração de ’comediantes’ tem obrigação de rever vts de um dos precursores do stand up...ele fazia ’solo’ há decadas".



Segundo amigos da família, o velório de José Vasconcellos deve acontecer ainda hoje. Ele será cremado, segundo seu próprio desejo, e depois removido para o crematório de Embu das Artes, em SP.



Natural de Rio Branco, no Acré, José Vasconcellos era considerado um dos maiores nomes do humor brasileiro. Iniciou sua carreira no rádio e ganhou destaque interpretando personagens gagos, como o Ruy Barbosa Sá Silva.



Na década de 60, criou o projeto "Vasconcelândia". A ideia era montar um parque de diversões em Guarulhos/SP, semelhante à "Disneylândia". Porém, o projeto acabou não sendo realizado.



O humorista deixa sua esposa, dona Irene, e quatro filhos.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Outro artigo apocaliptico de Adriano Benayon.

O Golpe de Estado de 11.09.2001

(continuação de “Dez Anos do 09.11.2001”)

Adriano Benayon * – 26.09.2011

Antes de expor para que a oligarquia financeira mandou destruir as Torres Gêmeas (WTC), em Nova York, e avariar o Pentágono, em Washington, concluamos a demonstração de que os autores só podiam ser dos aparelhos de segurança e militar do governo dos EUA.
2. Isso emerge de dezenas de documentos. Em um filme de 49’, produzido na Itália, de que participa o prêmio Nobel Dario Fo, falam peritos, na maioria estadunidenses, em engenharia, física, materiais, aeronáutica e segurança.
3. Um sobrevivente, que trabalhava no 84º andar da Torre Sul, quando do impacto de um avião poucos andares abaixo, conseguiu descer ao térreo, passando pelos andares com fumaça, e diz que tudo parecia normal, até com luzes e sistema de ar.
4. Muitas testemunhas, como o heróico porteiro William Rodriguez, ouviram as explosões da implosão, 55 minutos após o choque do avião. O Prof. Ray Griffin refere pessoas que ouviram “bangs” das explosões e foram atiradas ao solo.
5. Quando do choque, a Torre sacudiu, mas voltou ao lugar. Foi desenhada e edificada para suportar impactos, como confirma o construtor dela, Frank de Martin.
6. Ademais, o filme mostra a Torre Windsor, em Madrid, que, em 2005, ardeu, durante 30 horas, tendo as estruturas metálicas ficado de pé após o incêndio.
7. Tudo isso evidencia o ridículo da versão oficial, o relatório do NIST, segundo o qual as Torres desabaram em função do calor do incêndio causado pelo avião.

8. Não bastasse, o professor emérito de física, Steven Jones, e outros experts esclarecem que só a 1.000 graus de calor se derretem estruturas metálicas, enquanto a queima do combustível de avião não gera sequer 300 graus.
9. Kevin Ryan, ex-diretor do Underwriters Labs, foi demitido por ter provado que as amostras salvas de andar atingido pelo incêndio tinham temperaturas muito baixas, e que o NIST fraudou os parâmetros da análise, dobrando o tempo de exposição ao fogo.
10. O perito em metalurgia Paolo Marin atesta que a Torre caiu “como se não houvesse sequer resistência do ar”: se ela não tivesse sido pulverizada, não poderia desabar na vertical e em 7 segundos. Isso ocorreu devido a explosivos de uso militar, a ponto de não terem sobrado nem pedaços de móveis, computadores e corpos das vítimas.
11. O governo fez retirar os destroços antes de qualquer investigação, e pedacinhos do aço das estruturas derretidas foram exportados à China. Mas, três semanas depois, foi retirado do local material com thermite, explosivo composto por alumínio, óxido de ferro e enxofre, capaz de causar a fusão de colunas de aço, comprovando a implosão controlada e acionada por rádio, como confirma William Cristison, ex-CIA.
12. Como a Torre foi atingida por um avião, e a manobra é impossível com Boeings 757, não se sabia o que a tocou. O filme mostra um avião da Força Aérea, certamente teleguiado.
13. Em 12.07.2006, o general Albert Stubblebine, ex-Comandante-Geral do Comando de Inteligência e Segurança do Exército dos EUA (INSCOM) definiu o 09.11 como farsa: “o buraco no Pentágono teve 5 metros de largura, e a envergadura de um Boeing tem 38 metros: simplesmente não encaixa!” “Nem sequer restos de motores foram encontrados”.
Para quê

14. Demonstrado como e quem, falta para que. A oligarquia financeira tem um só objetivo: concentrar poder, e a guerra é um dos meios para isso. Assim, inventou a estória do sequestro dos Boeings para inculpar “terroristas islâmicos” e justificar as agressões ao Afeganistão e ao Iraque.
15. Havia planos para controlar o Afeganistão, rota de hidrocarburantes da Ásia Central, e o Iraque, dono de enormes reservas de petróleo, além de estender as intervenções militares a mais países islâmicos.

16. As potências anglo-americanas, a França, a Rússia etc. haviam, anos antes, fornecido ao Iraque todo tipo de armamentos, inclusive armas químicas, para a guerra contra o Irã, que, mesmo assim, não foi vencido.
17. Depois, os anglo-americanos fizeram a intervenção genocida sobre o Iraque, em 1990-91, usando quantidade incrível de bombas com pontas de urânio.
18. Apesar da terrível destruição sofrida, Saddam Hussein não perdeu o controle do Iraque e adotou políticas favoráveis a seu país, inclusive deixando de vender petróleo por dólares.
19. Em seguida ao 11.09.2001, os EUA e seus aliados realizaram agressões imperiais ao Afeganistão e ao Iraque, abusando de mais mentiras, como acusar esse país de ter “armas de destruição de massa” (que as potências imperiais têm em doses inimagináveis). Tal falsidade prevaleceu até contra as verificações de inspetores das Nações Unidas.
20. O golpe das Torres Gêmeas serviu para anular a resistência dentro dos EUA - e reações em outros países - àquelas agressões, que completaram a destruição das instituições, inclusive culturais e milenares do Iraque, além de causar vítimas na casa dos milhões.
21. Rememorados a cada ano com enorme dramatização pela mídia, os “ataques” de 11.09 permitiram, ainda, radicalizar o Estado policial nos EUA e continuam servindo de pretexto para mais intervenções: na Somália, no Iêmen e em outros países. Faz também que desinformados aplaudam o latrogenocídio cometido contra a Líbia.
22. Ao final dos mandatos de Bush, os EUA mantinham tropas especiais em 60 países, como planejado antes de 2001. Com Obama, esse número chega a 75. O desastre na economia é acompanhado por crescente belicismo.
23. A oligarquia não lança guerras para dinamizar a economia - o que aconteceu, provavelmente por acaso - na época da 2ª Guerra Mundial. Ademais, hoje, a guerra emprega muito mais equipamento que gente.

24. O objetivo da oligarquia é implantar sua tirania em âmbito mundial. Para isso tem concentrado poder financeiro em grau inimaginável, o que acarreta a depressão da economia produtiva e acentua as dificuldades e a impotência dos dominados. Calcula que quanto maior essa impotência, mais poderá avançar na escravização da humanidade.
25. Nesse processo, a oligarquia tirânica assenhoreia-se, com exclusividade, também dos recursos reais: minérios preciosos e estratégicos, energia, água e terras agricultáveis.
26. A busca do controle sobre a energia explica a escolha dos “terroristas” islâmicos como objeto da demonização, já que o petróleo abunda sob terras muçulmanas.
27. As monarquias totalitárias inventadas pelos britânicos (Arábia Saudita, Coveite, Catar, EAU, Bahrein etc.) não são problema para a oligarquia anglo-americana, uma vez que entregam petróleo em troca de dólares e os aplicam principalmente no exterior. Não são sequer países: não têm população assentada em terras, mas só cidades entre o deserto e o mar, urbanizadas com dinheiro do petróleo, técnicos e trabalhadores importados.
28. Nesses lugares a CIA, o M-16 e outros serviços secretos não fomentam, nem financiam nem armam “rebeldes”, cuja proteção “humanitária” serve de pretexto para intervenções, como sucedeu com a Líbia.
29. O Irã é um país de verdade, e por isso os imperiais o consideram do “Eixo do Mal”. Saddam Hussein, no Iraque, e Muamar Gaddafi, na Líbia, investiram internamente recursos do petróleo, além de pretender vendê-lo em moedas que não o dólar.
30. A guerra, no caso, serve aos objetivos de assegurar acesso ao petróleo, em condições coloniais, e de assegurar sobrevida ao dólar, moeda que, de outro modo, já estaria fora de uso como divisa internacional, devido ao caos financeiro e orçamentário dos EUA.
31. Visa também a fomentar a indústria de armamentos e investir nesta como instrumento de poder e gerador de divisas, o único setor com balança comercial positiva, outra ajuda ao dólar em vias de colapso.

32. O Brasil é o país mais bem dotado em minérios preciosos e estratégicos, energia, água e terras agricultáveis. Econômica e politicamente controlado, de modo cada vez mais intenso, desde 1954, seus inestimáveis recursos vão sendo saqueados sob os olhares negligentes ou benignos dos três Poderes da República.
33. Por isso, a intervenção permanente que sofre dos serviços secretos das potências imperiais prescinde, desde 1964, da participação direta de forças militares norte-americanas.
34. Fica o Brasil sem perspectiva de independência real, enquanto não se liberar do subdesenvolvimento programado que lhe é imposto através do domínio de empresas transnacionais sobre sua economia. Está, assim, destituído do controle sobre tecnologias estratégicas, como os chips da eletrônica.
35. Sem indústria nacional, manietada e dizimada desde a instituição de subsídios às transnacionais, desde 1954, o Brasil carece de armamentos essenciais à sua defesa. Apesar de seu tamanho territorial e populacional, está tão sujeito a intervenções militares imperiais, como o Afeganistão ou a Líbia. Se isso não está em pauta é porque não há resistência ao saqueio dos recursos do País.

* - Adriano Benayon é Doutor em Economia e autor de “Globalização versus Desenvolvimento” abenayon.df@gmail.com

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A mulher que poderia receber o Prêmio Nobel. De quê? Da ética, claro.


A ministra Eliana Calmon, a corregedora do CNJ: "Eu sou uma rebelde que fala"

A corte dos padrinhos

A nova corregedora do Conselho Nacional de Justiça diz que é comum a troca de favores entre magistrados e políticos



Em entrevista a VEJA, Eliana Calmon mostra o porquê de sua fama.

Ela diz que o Judiciário está contaminado pela politicagem miúda, o que faz com que juízes produzam decisões sob medida para atender aos interesses dos políticos, que, por sua vez, são os patrocinadores das indicações dos ministros.

Por que nos últimos anos pipocaram tantas denúncias de corrupção no Judiciário?

Durante anos, ninguém tomou conta dos juízes, pouco se fiscalizou. A corrupção começa embaixo. Não é incomum um desembargador corrupto usar o juiz de primeira instância como escudo para suas ações. Ele telefona para o juiz e lhe pede uma liminar, um habeas corpus ou uma sentença. Os juízes que se sujeitam a isso são candidatos naturais a futuras promoções. Os que se negam a fazer esse tipo de coisa, os corretos, ficam onde estão.

A senhora quer dizer que a ascensão funcional na magistratura depende dessa troca de favores?

O ideal seria que as promoções acontecessem por mérito. Hoje é a política que define o preenchimento de vagas nos tribunais superiores, por exemplo. Os piores magistrados terminam sendo os mais louvados. O ignorante, o despreparado, não cria problema com ninguém porque sabe que num embate ele levará a pior. Esse chegará ao topo do Judiciário.

Esse problema atinge também os tribunais superiores, onde as nomeações são feitas pelo presidente da República?

Estamos falando de outra questão muito séria. É como o braço político se infiltra no Poder Judiciário. Recentemente, para atender a um pedido político, o STJ chegou à conclusão de que denúncia anônima não pode ser considerada pelo tribunal.

A tese que a senhora critica foi usada pelo ministro Cesar Asfor Rocha para trancar a Operação Castelo de Areia, que investigou pagamentos da empreiteira Camargo Corrêa a vários políticos.

É uma tese equivocada, que serve muito bem a interesses políticos. O STJ chegou à conclusão de que denúncia anônima não pode ser considerada pelo tribunal. De fato, uma simples carta apócrifa não deve ser considerada. Mas, se a Polícia Federal recebe a denúncia, investiga e vê que é verdadeira, e a investigação chega ao tribunal com todas as provas, você vai desconsiderar? Tem cabimento isso? Não tem. A denúncia anônima só vale quando o denunciado é um traficante? Há uma mistura e uma intimidade indecente com o poder.

Existe essa relação de subserviência da Justiça ao mundo da política?

Para ascender na carreira, o juiz precisa dos políticos. Nos tribunais superiores, o critério é única e exclusivamente político.

Mas a senhora, como todos os demais ministros, chegou ao STJ por meio desse mecanismo.

Certa vez me perguntaram se eu tinha padrinhos políticos. Eu disse: “Claro, se não tivesse, não estaria aqui”. Eu sou fruto de um sistema. Para entrar num tribunal como o STJ, seu nome tem de primeiro passar pelo crivo dos ministros, depois do presidente da República e ainda do Senado. O ministro escolhido sai devendo a todo mundo.

No caso da senhora, alguém já tentou cobrar a fatura depois?

Nunca. Eles têm medo desse meu jeito. Eu não sou a única rebelde nesse sistema, mas sou uma rebelde que fala. Há colegas que, quando chegam para montar o gabinete, não têm o direito de escolher um assessor sequer, porque já está tudo preenchido por indicação política.

Há um assunto tabu na Justiça que é a atuação de advogados que também são filhos ou parentes de ministros. Como a senhora observa essa prática?

Infelizmente, é uma realidade, que inclusive já denunciei no STJ. Mas a gente sabe que continua e não tem regra para coibir. É um problema muito sério. Eles vendem a imagem dos ministros. Dizem que têm trânsito na corte e exibem isso a seus clientes.

E como resolver esse problema?

Não há lei que resolva isso. É falta de caráter. Esses filhos de ministros tinham de ter estofo moral para saber disso. Normalmente, eles nem sequer fazem uma sustentação oral no tribunal. De modo geral, eles não botam procuração nos autos, não escrevem. Na hora do julgamento, aparecem para entregar memoriais que eles nem sequer escreveram. Quase sempre é só lobby.

Como corregedora, o que a senhora pretende fazer?

Nós, magistrados, temos tendência a ficar prepotentes e vaidosos. Isso faz com que o juiz se ache um super-homem decidindo a vida alheia. Nossa roupa tem renda, botão, cinturão, fivela, uma mangona, uma camisa por dentro com gola de ponta virada. Não pode. Essas togas, essas vestes talares, essa prática de entrar em fila indiana, tudo isso faz com que a gente fique cada vez mais inflado. Precisamos ter cuidado para ter práticas de humildade dentro do Judiciário. É preciso acabar com essa doença que é a “juizite”.













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- Não leve a vida tão a sério, afinal você não sairá vivo dela.

- Ninguém morre, as pessoas despertam do sonho da vida. (Raul Seixas)

- Saudade não é a dor da separação, é a expectativa alegre do reencontro. (Odacir Klein)

- Os vermes se alimentam da tua matéria, não dos teus sonhos. Logo, jamais desista deles... os sonhos!

- Brasília nunca deveria ter sido projetada em forma de avião. O de camburão seria mais adequado. (Oscar Niemeyer)

-- Confie...

As coisas acontecem na hora certa.

Exatamente quando devem acontecer!

Momentos felizes, louve a Deus.

Momentos difíceis, busque a Deus.

Momentos silenciosos, adore a Deus.

Momentos dolorosos, confie em Deus.

Cada momento, agradeça a Deus.

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"Vigie seus pensamentos porque eles se tornarão palavras.

Vigie suas palavras porque elas se tornarão atos.

Vigie seus atos porque eles se tornarão hábitos.

Vigie seus hábitos porque eles se tornarão seu caráter.

Vigie seu caráter porque ele será seu destino."

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Não diga tudo o que sabe, porque quem diz o que sabe muitas vezes diz o que não convém;

Não faças tudo o que pode, porque quem faz tudo o que pode, muitas vezes faz o que não deve;

Não acredite em tudo o que ouve, porque quem acredita em tudo o que ouve, muitas vezes julga o que não vê;

Não gaste tudo o que tem, porque quem gasta tudo o que tem, muitas vezes gasta o que não pode.

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terça-feira, 4 de outubro de 2011

Verônica Cortez cria curativo para feridas à base de açaí.

NOVIDADE »


Pesquisadora cria curativo à base de açaí que estimula a cicatrização



Publicação: 04/10/2011 18:39 Atualização:
Do Estado de Minas.
Dono de conhecidas e importantes propriedades nutricionais, o açaí acaba de receber um novo aval da ciência. Um estudo realizado na Universidade de São Paulo (USP) descobriu que o óleo do fruto tem alto poder regenerativo e, por isso, está sendo utilizado no desenvolvimento de um curativo de polivinilpirrolidona (PVP). Esse tipo de curativo, com aspecto gelatinoso e conhecido como hidrogel, já é bastante utilizado em países como o Japão e os Estados Unidos, mas sem nenhum aditivo. Como é rico em água — boa para a hidratação de ferimentos sem grudar —, a pesquisadora Ana Carolina Ribeiro resolveu melhorá-lo adicionando o óleo de açaí, repleto de ácidos graxos essenciais, como o ômega 3, 6 e 9. Assim, ele se torna mais eficaz no estímulo à cicatrização de ferimentos.
Segundo a especialista, esses ácidos graxos são utilizados nos processos de regeneração cutânea por possuírem ação bactericida, aumentarem a permeabilidade da membrana celular, promoverem mitose e proliferação celular e auxiliarem no debridamento da pele (limpeza). O açaí também possui grande quantidade de vitaminas, minerais e antocianinas (responsáveis pela cor). As antocianinas estão presentes em quantidade 10 vezes maior que nas uvas vermelhas. Isso é extremamente importante, pois são elas as responsáveis por fazer o vinho ser tão famoso pelos benefícios à saúde — devido à ação antioxidante e de combate os radicais livres.
“Essa composição do óleo de açaí fornece grande poder de regeneração do tecido epitelial, por meio da ação antioxidante, hidratante e reguladora de lipídeos e estimulante do processo de cicatrização”, explica Ana Carolina. Ela conta que que o hidrogel enriquecido com o composto da fruta é posto em contato com a pele como se fosse uma máscara. O maior desafio da pesquisa foi unir os elementos aparentemente impossíveis de conectar — a água e o óleo. Foi aí que o Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen) entrou. A pesquisadora utilizou radiação controlada para unir as moléculas e, com isso, formou uma rede que conectou os dois elementos. “Quando submetido à radiação, o PVP fica com a consistência de uma gelatina endurecida”, descreve.
De acordo com a especialista, o processo permitiu moldar o curativo no formato desejado e, conforme a dose de radiação, propiciou até a esterilização. Outro benefício foi a consistência final do curativo, que fez com que o óleo ficasse preso dentro do hidrogel, sendo liberado apenas quando em contato com a pele. “Pelo meu estudo, tivemos liberação por até 24h”, diz. Esse tempo permite que o curativo seja trocado apenas uma vez por dia e permaneça eficaz.
Medicinal

Segundo a nutricionista da Amil Patrícia do Socorro e Silva, o “vinho” do açaí — quando ele é deixado de molho na água, despolpado e misturado, transformando-se em um suco grosso — é uma das formas mais conhecidas do fruto. Ela sustenta que, embora seja um alimento riquíssimo nutricionalmente, ele é cercado por crenças populares muitas vezes equivocadas. Uma delas é quanto ao seu alegado alto teor de ferro — provavelmente, pela cor roxa, que lembra outros alimentos fontes de ferro. “Alguns estudos demonstram que o açaí é pouco expressivo como fonte de ferro, mas altamente energético e excelente fonte de ácidos graxos essenciais — gorduras poli e monoinsaturadas —, que favorecem adequado controle de colesterol e renovação celular. Esse fato explica a consistência oleosa do fruto”, salienta.
Patrícia conta que a alta concentração de compostos fenólicos, principalmente os flavonoides (substâncias antioxidantes), confere ao fruto a característica de alimento funcional, devido à capacidade desse compostos de captar os radicais livres e, consequentemente, de atuar na prevenção de doenças cardiovasculares e circulatórias, do câncer, do diabetes melito e do mal de Alzheimer. “Estudos mais recentes demonstram também efeitos positivos na prevenção do câncer gástrico, especificamente, por combater a infecção por Helicobacter pylori, bactéria que pode causar a lesão de células gástricas”, afirma.
Para a especialista, é importante salientar que sucos e polpas preservam suas propriedades, podendo se transformar em excelentes fontes de antioxidantes. Também por essas características, ela destaca, o açaí pode colaborar de forma positiva no tratamento de algumas doenças dermatológicas, como acne e dermatite atópica, além de tratamentos antienvelhecimento (que estão, na maioria das vezes, relacionados a processos inflamatórios).
“A grande concentração de ácidos graxos essenciais e de antioxidantes do açaí confere, portanto, enormes benefícios na prevenção e no auxílio no tratamento de diversas doenças”, conclui. Ainda assim, faz-se necessário o incentivo a novas pesquisas, avalia, utilizando o açaí como uma forma de alcançar novas alternativas terapêuticas, principalmente, por ser um fruto de origem e cultivo, exclusivamente, nacional.
A professora da Universidade de Brasília e especialista em frutos regionais Veronica Cortez Ginani conta que o valor nutricional do açaí varia conforme o tipo e a forma de processamento. A principal fonte energética do açaí é proveniente da porção de gordura. Os ácidos graxos presentes são, principalmente, o oleico, o palmítico e o linoleico, com funções variadas no organismo humano, participando do metabolismo, como na síntese de hormônios, além de possivelmente estarem envolvidos na reparação de tecidos.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Diário do Nordeste, de Fortaleza/CE, publica

Plano para salvar o Soldadinho-do-Araripe

Publicado em 3 de outubro de 2011






Considerado pássaro de rara beleza, o Soldadinho indica em seu habitat a existência de fontes naturais

FOTO: CID BARBOSA

Ambientalistas estão em festa pela aprovação do plano de conservação de ave endêmica da região do Cariri



Juazeiro do Norte O Soldadinho-do-Araripe obtém mais uma vitória em prol da sua preservação. Foi lançado o Plano de Ação Nacional para a Conservação desta espécie, um pássaro endêmico da Região do Cariri. Com isso, a ave passa a ser a primeira no Brasil a ter um plano de revisão, em cinco anos, o que significa um grande avanço dentro do plano anterior que já vinha sendo trabalhado. Motivo de grande comemoração para os ambientalistas, mesmo a ave ainda estando na categoria de criticamente em perigo de extinção. O objetivo de todo esse esforço é evitar a extinção do Antilophia bokermanni, nome científico da espécie.



Ave endêmica da área da Chapada do Araripe, principalmente as mais densas e com maiores reservas de fontes de água, hoje são contabilizadas 800 espécimes, incluindo jovens, animais isolados e 177 casais em reprodução. O Soldadinho-do-Araripe é uma das seis espécies no Brasil a contar com plano específico. No Nordeste, são apenas duas, o Soldadinho-do-Araripe e, em Canudos, na Bahia, a Arara-Azul-de-Lear.



Cobertura
Os planos de ação que vêm sendo desenvolvidos no Brasil têm a finalidade de cobrir a fauna brasileira. São mais de 1.800 espécies de aves no Brasil e, naturalmente, muitas dessas espécies estão sendo tratadas em blocos, segundo o biólogo Weber Silva Girão, da Aquasis, ONG responsável pelo projeto de preservação da ave, em parceria com órgãos ambientais e também o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMbio).
O plano é recente. Foi lançado paralelamente em Crato, no Instituto Cultural do Cariri, (ICC), no final de agosto, onde funciona a sede do projeto na região, e em Brasília, na comemoração dos quatro anos do ICMbio, no País. O Soldadinho é considerado um pássaro de rara beleza. No seu habitat há indicativo de fontes naturais. A ave mais ameaçada de extinção do Ceará foi descoberta há 15 anos. A luta para a sobrevivência da espécie rara depende agora de conservar o seu habitat, que se traduz, consequentemente, em preservar as fontes naturais e o único trecho de mata atlântica da região do Cariri, nas áreas de encosta da Chapada do Araripe entre os municípios de Crato, Barbalha e Missão Velha.
A conquista do plano, de acordo com Weber, é um ponto positivo, por ser a espécie que tem mais esforço dedicado no planejamento de como salvá-la. O primeiro documento lançado em 2006, foi o Plano de Conservação da espécie, uma das primeiras a ter um documento do gênero no País, e é a primeira que tem um novo plano, dentro dessa série no Instituo Chico Mendes. O primeiro foi lançado com 34 páginas e o segundo, com mais de 70 páginas. " Então é um documento que evoluiu em cima de outro. O primeiro contava com 21 metas, e as mais emblemáticas", diz o biólogo. E foi nesse primeiro momento que foi proposta a criação de uma Unidade de Conservação Integral, que será um dos maiores êxitos dentro do plano, numa área ainda a ser delimitada, na área onde está a espécie.
Segundo Weber Girão, todos os encaminhamentos já foram realizados. A documentação depende de avaliação no próprio Instituto e encaminhamentos no Ministério do Meio Ambiente e sanção governamental. Ele classifica avanços consideráveis nos últimos cinco anos, como a recuperação do habitat da ave, pesquisas, cuidados de conservação. O item que menos avançou está relacionado às políticas públicas.
Mas o biólogo comemora a popularização da espécie na região. A população acabou incorporando a imagem do Soldadinho nas escolas em trabalhos artísticos. "E isso auxilia nesse processo de conscientização".
De acordo com a pesquisadora da Aquasis, Karina Linhares, esse é um documento que vai nortear as ações junto à sociedade para tirar esse animal da extinção. Entre as metas previstas estão a proteção das nascentes de mata úmida de encostas nos Municípios de Crato, Barbalha e Missão Velha, lugares onde ocorrem o pássaro, proteção do habitat e a sensibilização das comunidades em prol da ação.
Weber afirma que, se 10 nascentes forem totalmente recuperadas e as outras preservadas, há a possibilidade do animal sair da categoria de "criticamente em perigo de extinção", para "perigo de extinção". E a Chapada do Araripe agradece, já que a vegetação do entorno estará preservada. O Plano de Ação Nacional para a Conservação do Soldadinho-do-Araripe está disponível na íntegra no site do ICMBio, no endereço eletrônico http://www.icmbio.gov.br/biodiversidade/fauna-brasileira/lista-planos-de-acao-nacionais.
Uma ave simbólica no Estado, o Soldadinho-do-Araripe é o pássaro mais ameaçado de extinção, sendo a única ave exclusiva do Estado. O pássaro foi descoberto em 1996 por Galileu Coelho e Weber Silva, sendo incluída em 2000 na lista global de espécies ameaçadas da ONG BirdLife International, que a mantém classificada como "Criticamente em Perigo" de extinção - o nível mais grave antes da extinção na natureza. Em 2003, passou a constar na Lista Nacional das Espécies da Fauna Brasileira Ameaçadas de Extinção.
Florestas úmidas
Segundo Weber, que se encontra residindo na região para tocar o projeto mais de perto e realizar pesquisas sobre o pássaro, dentro do trabalho de preservação, o Soldadinho-do-Araripe encontra-se ameaçado por habitar as raras florestas úmidas nas encostas da Chapada, que somam apenas cerca de 28 quilômetros quadrados.
O pássaro se reproduz sobre a água, onde se concentram os frutos dos quais depende para sobreviver. Os ainda fartos recursos hídricos fazem da região do Cariri cearense um tipo de oásis em meio ao sertão, sendo a principal riqueza natural que permite esta região ser considerada o celeiro do Ceará. A relação íntima da ave com as águas torna esta espécie um símbolo para a conservação na natureza, promovendo o envolvimento da sociedade local na gestão e proteção dos recursos naturais tão vitais para todos.
Fique por dentro

Parcerias

A Aquasis atua desde 2003 na região do Cariri, com parceiros nos Municípios em defesa do Soldadinho-do-Araripe. Publicou em 2006 o seu primeiro Plano de Conservação. A entidade envolve o trabalho com órgãos ambientais da região. O Projeto tem como uma de suas metas desenvolver grupos de observadores de aves com a população local. O Projeto Soldadinho-do-Araripe é mantido com recursos do programa de prevenção de extinções da entidade britânica BirdLife International.

MAIS INFORMAÇÕES

Instituto Cultural do Cariri (ICC), Pça. Filemon Teles, S/N

Centro - Crato - CE

Telefone: (88) 9999.8457
Bichos de estimação

Elizângela Santos

repórter.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Estádio Machadão e o poema de concreto.

Do meu amigo César Virgílio, recebi o imeio abaixo sobre "o poema de concreto" , apelido dado pelo meu falecido primo José Cortez Pereira Araújo, último filho de Olindina Cortez Pereira, irmã da minha avó paterna, Ana Maria Cortez Gomes de Melo. Insiro uma foto feita por fotógrafo da antiga Assessoria de Imprensa do Governo do Estado no "Ano do Sesquicentenário da Independência do Brasil", no dia da inauguração do estádio de Lagoa Nova, hoje "Machadão". Vamos lutar que o futuro estádio tenha a mesma denominação e não essa frescura de importar denominação da Espanha. Eis o imeio de César Virgílio:


"Mesmo sendo derrubado, não vamos deixar de fazer justiça ao Ex-governador CORTEZ PEREIRA. O apelido de "UM POEMA DE CONCRETO" é dele, pronunciado no dia 04/jun/1972, data da inuaguração do estádio. Alguns, insistem em afirmar, equivocadamente, que foi João Saldanha. Não foi. João apenas confirmou: "É realmente, um poema de concreto". Por justiça e para História".

(confira dados abaixo)



Estádio João Machado

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Ir para: navegação, pesquisa

Coordenadas: 5° 49′ 32″ S, 35° 12′ 49″ O

Machadão




Nomes

Nome Estádio João Cláudio de Vasconcelos Machado

Características

Local Natal, Rio Grande do Norte, Brasil


Gramado 110m x 75m

Capacidade 42.000 pessoas[1]


Construção

Inauguração

Data 4 de junho de 1972 (39 anos)[2]


Recordes

Jogo inaugural Rodada dupla: ABC 1x0 América

Vasco da Gama 0x0 Seleção Brasileira Olímpica


Primeiro gol William (ABC)


Público recorde 53.320 pessoas

Data recorde 29 de novembro de 1972


Jogo recorde ABC 0x2 Santos


Outras informações

Proprietário Prefeitura Municipal de Natal

Mandante Alecrim Futebol Clube

América Futebol Clube


ver






Interior do Estádio Machadão.

O Estádio João Cláudio de Vasconcelos Machado, mais conhecido como Machadão, é o principal e maior estádio de futebol da cidade do Natal e do estado brasileiro do Rio Grande do Norte, ficando localizado na Avenida Prudente de Morais, 5121, bairro Lagoa Nova. É o estádio oficial do América de Natal e também do Alecrim Futebol Clube.

Além de receber partidas de futebol do Campeonato Potiguar, da Copa do Brasil e do Campeonato Brasileiro, o Machadão recebe em seus arredores o Carnatal, o Kartódromo e, periodicamente, shows, circos e parques de diversão.

O estádio foi projetado pelo arquiteto Moacyr Gomes da Costa e é considerado um dos mais belos do Brasil, tanto que foi chamado pelo então governador do estado Cortez Pereira de "um poema de concreto". Além do governador, foi inaugurado pelo então prefeito Jorge Ivan Cascudo Rodrigues.

Foi batizado inicialmente com o nome de Estádio Humberto de Alencar Castelo Branco e conhecido simplesmente como Castelão. Somente em 1989 teve seu nome alterado para Estádio João Cláudio de Vasconcelos Machado, em homenagem ao ex-presidente da Federação Norte-rio-grandense de Futebol.

O estádio Machadão (juntamente com o ginásio Machadinho) tem a previsão de ser demolido até o final de julho de 2011, com vistas a construção da Arena das Dunas para a Copa do Mundo FIFA de 2014.[3]



 
 
 
 
 

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Dicas para a imprensa.

Algumas dicas para os chefes de reportagens da imprensa natalense:

1 - Os preços de cimento e argamassa estão elevados. O saco de cimento custa R$ 24,00 (já esteve em R$ 26,00), mas as previsões são que os preços de material de construção aumentarão depois do inicio das obras para o estádio faraônico de Lagoa Nova. Argamassa é paga adiantada pelos comerciantes e a entrega é feita em 15 dias. Material hidráulico também subiu. Vale a pena conferir.
2 - Dez funcionários do Estado entraram na Justiça contra o corte de 20% nas suas gratificações, na gestão de Bira Rocha, então secretário de Planejamento do governador Garibaldi Filho. Ganharam e o percentual de 20% está implantado para pagamento em outubro. A decisão judicial não cabe recurso, mas, caso o Estado do RN não programe os precatórios para 2012, os advogados entrarão com outra ação judicial. Não se sabe se os demais servidores que não apelaram para a Justiça (achando que não adiantava apelar contra a decisão de "redução de gastos" do executivo), vamos agora pegar a carona.
Um dos servidores era Pró-reitor da Universidade Estado do RN- UERN. A ação é de 2001.
3 - O conjunto Candelária está com muitas placas de vende-se e aluga-se de casas de vários tipos. O assunto está sendo muito comentado sobre as causas das ofertas dos proprietários de casas. Vamos saber as causas?

Um apocaliptico artigo do professor Benayon, da UNB.

Publicado no ALERTA TOTAL, 11.09.2011

Publicado no DIÁRIO LIBERDADE, 11.09.2011



Dez anos do golpe nos EUA



Adriano Benayon * - 11.09.2011

 
Há dez anos foi perpetrada a implosão das Torres Gêmeas em Nova York. No mesmo dia foi lançado míssel sobre uma ala do Pentágono, em Washington.
2. Está comprovado – exceto oficialmente, é claro - que esses crimes só podem ter sido mandados cometer por gente com poderes sobre as forças de defesa e segurança dos EUA, com autoridade sobre o território dos EUA, tendo à disposição recursos materiais e tecnológicos dos mais avançados.
3. Que isso surpreenda a maioria das pessoas ilustra o poder tirânico da oligarquia financeira anglo-americana, que controla a grande mídia e os formadores de opinião que a esta têm acesso. Demonstra, ademais, que essa oligarquia está obtendo os resultados da desinformação massiva e os do abaixamento do nível cultural, dos valores éticos e da capacidade de discernimento dos povos, que promove, desde há mais de um século, em escala crescente, para submeter a humanidade á sua tirania.
4. Atentemos para os esclarecimentos da Associação Arquitetos e Engenheiros pela Verdade, formada nos EUA por 1.500 engenheiros e arquitetos, acessíveis em http://www.truthout.org.
5. Em vídeo, mais de 20 engenheiros e arquitetos, altamente qualificados, expõem, com clareza, que as torres gêmeas - e o prédio ao lado, o WTC - ruíram verticalmente, em 7 segundos, por meio de implosão perfeita. O engenheiro brasileiro Thomas Fendel assinala que implosões convencionais não conseguem isso, nem em sonho.
6. A implosão realizada só podia ser feita por pessoal especializado e preparada durante meses. Têm de ser calculados os locais onde os explosivos de extraordinário poder calorífero (nanothermite) são colocados. Essa técnica fez derreter as vigas de aços especiais, sem o que as torres não cairiam como caíram. Foram literalmente pulverizadas, algo impossível sem essa técnica, à luz das leis da física elementar, como lembra Fendel.
7. Em 14.09.2009, o Prof. David Ray Griffin publicou artigo "The Mysterious Collapse of WTC Seven - Why NIST’s Final 9/11 Report is Unscientific and False” (Porque o Relatório Final do Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia sobre o 11/9 é falso e não-científico). Cito: “Um relatório de cientistas, inclusive o quimico Niels Harrit da Universidade de Copenhague, mostrou que a poeira do WTC continha nanothermite, explosivo de alto poder – diferente da thermite ordinária, que é só incendiária. O relatório, assinado, entre outros, por Steven Jones e Kevin Ryan, só foi publicado em 2009.”
8. Como consta do site dos engenheiros pela verdade, o coronel-aviador Razer, da Força Aérea dos EUA, está 100% convencido de que as três torres do WTC foram destruídas por demolição controlada, implodidas com explosivos. Ele é um dos pilotos de maior experiência, no mundo, em todo o tipo de aviões, e em matéria de destrução de edifícios de aço e concreto. Para Razer está claro que a implosão não foi orquestrada por um bando de amadores muçulmanos liderados por um sujeito metido numa caverna no Afeganistão (Bin Laden).
9. Ademais, só pessoas autorizadas podiam ter acesso às Torres, para realizar o serviço, o que, claro, não inclui islâmicos desempregados, que mal falam inglês e não têm como obter visto de entrada nos EUA (os brasileiros que fazem fila nos Consulados norte-americanos conhecem as exigências).
10. Os islâmicos acusados pelo atentado, presos e torturados, jamais teriam: 1) formação, especialização e experiência para montar e realizar a implosão; 2) acesso aos edifícios conduzindo explosivos (nem eles, nem qualquer pessoa sem o respaldo dos serviços inteligência do governo dos EUA); 3) sequer a possibilidade de ingressar nos EUA sem o patrocínio desses serviços; 4) a menor condição de pilotar os aviões nas manobras para atingir as Torres, com cursinhos de piloto na Flórida no esquema montado pela CIA de recrutar os bodes expiatórios.
11. Pilotos profissionais e experimentados, de jatos como os Boeing 754, afirmaram que nem eles conseguiriam fazê-lo. Como os aviões bateram nas torres é pergunta que fica no ar. Telecomando? Não sei.
12 Conforme peritos, o calor gerado por queima do carburante de aviões não é, nem de longe, capaz de fazer derreter as estruturas dos andares atingidos, para nem falar dos demais, e tudo ruiu em bloco. Além disso, ruiu também o WTC 7, sem ter sido tocado por qualquer aeronave.
13. Outro ponto é o seqüestro dos aviões: como tudo foi facilitado desde ao aeroporto etc. Mais notável: os radares da Força Aérea dos EUA detectam o desvio de rota de qualquer avião e têm procedimento padrão para fazer imediatamente decolar seus caças supersônicos. Não corrigida a rota, depois do aviso, os pilotos dos caças o abatem.
14. Por que o desvio durou quase uma hora, até que os aviões se chocassem com as Torres Norte e Sul? Claro que os pilotos da Força Aérea receberam ordens para não sair do chão.
15. Isso se relaciona com a única das nove questões básicas da Comissão de Cidadãos dos EUA, respondida pelo governo estadunidense: “Everyone ‘goofed’ that day, according to the Bush administration and the 9/11 Commission (todos bobearam, segundo a administração Bush e a comissão oficial).

 
16. Por essa resposta pode-se, sem muita ironia, dizer que o governo dos EUA nem precisa responder as demais. Se ele tivesse alguma seriedade e dissesse a verdade, os militares e civis responsáveis, no melhor dos casos, pela injustificável negligência teriam de ser submetidos a corte marcial e exemplarmente punidos.
17. Mas que aconteceu? Eles foram promovidos. Como não supor que foram recompensados? Por que? Por terem sido cúmplices, cumprindo ordens contrárias aos regulamentos, às Leis e à Constituição de seu país. Pior que isso: ordens de traição a seu país, a não ser que se confundam os EUA com a oligarquia financeira que ali exerce sua tirania.

18. Eis, a seguir, perguntas da Comissão de Cidadãos dos EUA (omito as de ns. 5 e 7 por pouco acrescentarem ao dito acima):
1. Como poderiam ser sequestrados quatro aviões comerciais, que voaram no espaço aéreo dos EUA durante até 46 minutos sem envolvimento militar?
2. Como dois aviões comerciais poderiam causar implosão semelhante à das demolições planejadas nos dois edifícios mais altos do mundo, dotados de estruturas de aço?
3. Como o FBI identificou os 19 “sequestradores árabes”, se nenhum nome árabe aparece na lista de pasageiros nem da de triplutantes em qualquer das aeronaves?

4. O trabalho rápido do FBI em identificar os 19 “sequestradores” e a rede Al Qaeda de Bin Laden (sem provas) não sugere que o governo tinha conhecimento prévio de um ataque?
6. Por que empreiteiros começaram a retirar destroços antes de os investigadores estudarem a cena do crime?
8. Por que não foram achadas partes do Boeing 757 - asas, fuselagem, trem de aterrissagem, motores? Por que não havia restos de passageiros nem de suas bagagens?
9. Dúzias de câmeras de vigilância dentro e fora do Pentágono teriam gravado imagens de alta qualidade do que aconteceu. Por que nenhuma foi usada como prova para sustentar a teoria governamental do Boeing 757?
19. Em razão do que precede e à luz do que o governo dos EUA fez após os fatos de 11 de setembro de 2001, é lícito concluir que eles foram um golpe de Estado de terríveis consequências para quem mora nos EUA ou ali vai, e ainda piores no exterior. Isso será objeto de outro artigo.

20. Desde já, diga-se que o povo dos EUA vem sendo aterrorizado e ludibriado. Com a aprovação da Lei Patriot II (a Patriot I o fora na época de Clinton, após outro atentado), foi ainda mais radicalizado o estado policial, podendo ser presa qualquer pessoa sem ordem judicial, em função de simples suspeita por parte dos órgãos de segurança.
21. Que dizer dos países vitimados pelas bombas de urânio que mísseis e aviões dos EUA e de seus satélites lançaram, em seguida, no Afeganistão e logo no Iraque, depois em outros países e recentemente na Líbia, destruindo infra-estruturas e matando mais de um milhão de pessoas?


* - Adriano Benayon é Doutor em Economia. Autor de “Globalização versus Desenvolvimento”, editora Escrituras. abenayon@brturbo.com.br

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Muito boa a entrevista da Ministra Eliana Calmon à Veja.

A ministra Eliana Calmon, a corregedora do CNJ: "Eu sou uma rebelde que fala"







A corte dos padrinhos

A nova corregedora do Conselho Nacional de Justiça diz que é comum a troca de favores entre magistrados e políticos

A ministra Eliana Calmon é conhecida no mundo jurídico por chamar as coisas pelo que elas são. Há onze anos no Superior Tribunal de Justiça (STJ), Eliana já se envolveu em brigas ferozes com colegas — a mais recente delas com o então presidente Cesar Asfor Rocha.

Recém-empossada no cargo de corregedora do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a ministra passa a deter, pelos próximos dois anos, a missão de fiscalizar o desempenho de juízes de todo o país.

A tarefa será árdua. Criado oficialmente em 2004, o CNJ nasceu sob críticas dos juízes, que rejeitavam a ideia de ser submetidos a um órgão de controle externo. Nos últimos dois anos, o conselho abriu mais de 100 processos para investigar magistrados e afastou 34.

Em entrevista a VEJA, Eliana Calmon mostra o porquê de sua fama. Ela diz que o Judiciário está contaminado pela politicagem miúda, o que faz com que juízes produzam decisões sob medida para atender aos interesses dos políticos, que, por sua vez, são os patrocinadores das indicações dos ministros.



Em entrevista a VEJA, Eliana Calmon mostra o porquê de sua fama.

Ela diz que o Judiciário está contaminado pela politicagem miúda, o que faz com que juízes produzam decisões sob medida para atender aos interesses dos políticos, que, por sua vez, são os patrocinadores das indicações dos ministros.

Por que nos últimos anos pipocaram tantas denúncias de corrupção no Judiciário?

Durante anos, ninguém tomou conta dos juízes, pouco se fiscalizou. A corrupção começa embaixo. Não é incomum um desembargador corrupto usar o juiz de primeira instância como escudo para suas ações. Ele telefona para o juiz e lhe pede uma liminar, um habeas corpus ou uma sentença. Os juízes que se sujeitam a isso são candidatos naturais a futuras promoções. Os que se negam a fazer esse tipo de coisa, os corretos, ficam onde estão.

A senhora quer dizer que a ascensão funcional na magistratura depende dessa troca de favores?

O ideal seria que as promoções acontecessem por mérito. Hoje é a política que define o preenchimento de vagas nos tribunais superiores, por exemplo. Os piores magistrados terminam sendo os mais louvados. O ignorante, o despreparado, não cria problema com ninguém porque sabe que num embate ele levará a pior. Esse chegará ao topo do Judiciário.

Esse problema atinge também os tribunais superiores, onde as nomeações são feitas pelo presidente da República?

Estamos falando de outra questão muito séria. É como o braço político se infiltra no Poder Judiciário. Recentemente, para atender a um pedido político, o STJ chegou à conclusão de que denúncia anônima não pode ser considerada pelo tribunal.

A tese que a senhora critica foi usada pelo ministro Cesar Asfor Rocha para trancar a Operação Castelo de Areia, que investigou pagamentos da empreiteira Camargo Corrêa a vários políticos.

É uma tese equivocada, que serve muito bem a interesses políticos. O STJ chegou à conclusão de que denúncia anônima não pode ser considerada pelo tribunal. De fato, uma simples carta apócrifa não deve ser considerada. Mas, se a Polícia Federal recebe a denúncia, investiga e vê que é verdadeira, e a investigação chega ao tribunal com todas as provas, você vai desconsiderar? Tem cabimento isso? Não tem. A denúncia anônima só vale quando o denunciado é um traficante? Há uma mistura e uma intimidade indecente com o poder.

Existe essa relação de subserviência da Justiça ao mundo da política?

Para ascender na carreira, o juiz precisa dos políticos. Nos tribunais superiores, o critério é única e exclusivamente político.

Mas a senhora, como todos os demais ministros, chegou ao STJ por meio desse mecanismo.

Certa vez me perguntaram se eu tinha padrinhos políticos. Eu disse: “Claro, se não tivesse, não estaria aqui”. Eu sou fruto de um sistema. Para entrar num tribunal como o STJ, seu nome tem de primeiro passar pelo crivo dos ministros, depois do presidente da República e ainda do Senado. O ministro escolhido sai devendo a todo mundo.

No caso da senhora, alguém já tentou cobrar a fatura depois?

Nunca. Eles têm medo desse meu jeito. Eu não sou a única rebelde nesse sistema, mas sou uma rebelde que fala. Há colegas que, quando chegam para montar o gabinete, não têm o direito de escolher um assessor sequer, porque já está tudo preenchido por indicação política.

Há um assunto tabu na Justiça que é a atuação de advogados que também são filhos ou parentes de ministros. Como a senhora observa essa prática?

Infelizmente, é uma realidade, que inclusive já denunciei no STJ. Mas a gente sabe que continua e não tem regra para coibir. É um problema muito sério. Eles vendem a imagem dos ministros. Dizem que têm trânsito na corte e exibem isso a seus clientes.

E como resolver esse problema?

Não há lei que resolva isso. É falta de caráter. Esses filhos de ministros tinham de ter estofo moral para saber disso. Normalmente, eles nem sequer fazem uma sustentação oral no tribunal. De modo geral, eles não botam procuração nos autos, não escrevem. Na hora do julgamento, aparecem para entregar memoriais que eles nem sequer escreveram. Quase sempre é só lobby.

Como corregedora, o que a senhora pretende fazer?

Nós, magistrados, temos tendência a ficar prepotentes e vaidosos. Isso faz com que o juiz se ache um super-homem decidindo a vida alheia. Nossa roupa tem renda, botão, cinturão, fivela, uma mangona, uma camisa por dentro com gola de ponta virada. Não pode. Essas togas, essas vestes talares, essa prática de entrar em fila indiana, tudo isso faz com que a gente fique cada vez mais inflado. Precisamos ter cuidado para ter práticas de humildade dentro do Judiciário. É preciso acabar com essa doença que é a “juizite”.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

quarta-feira, 7 de setembro de 2011Diógenes da Cunha Lima celebra 50 anos de atividade jurídica


Celebrando 50 anos de atividades jurídicas, Diógenes da Cunha Lima lança no próximo dia 13 de setembro, às 18h, na Livraria Siciliano-Midway Mall, “Natal – Uma Nova Biografia”, ilustrado com fotografias do engenheiro Henio Bezerra.

O livro, o 22º da trajetória do autor, retrata a história, os costumes, fatos pitorescos e relembra personalidades marcantes da capital potiguar, realçando o lado positivo da cidade do sol. “Nas biografias que escrevo, gosto de realçar o lado positivo. Porque as coisas positivas é que servem para edificar as pessoas”, diz o autor.

Um dia antes, ou seja, 12 de setembro, segunda-feira, o escritor-advogado recebe convidados para a solenidade de inauguração – e benção religiosa – das novas instalações do seu Escritório de Advocacia, na Av. Hermes da Fonseca, no Tirol.

Na ocasião, será lançada a “DCL Revista”, editada pelo jornalista Antonio Nahud Júnior.

A publicação rememora a vivência profissional de Diógenes da Cunha Lima através de entrevistas, depoimentos, artigos e galeria fotográfica.

Texto encaminhado pelo jornalista Antonio Nahud Júnior.
FONTE; JORNAL DO RN - DIRETOR: PAULO TARCISIO CAVALCANTE.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Massacres imperiais



Adriano Benayon 2011-08-25



Em outro artigo em que trato do colapso financeiro, ponho em dúvida que o império esteja no fim, inclusive porque ainda é o poder militar que sustenta o dólar. Nessa linha, a oligarquia financeira perpetrou mais um latrogenocídio, para alijar da Líbia um regime cujo crime, aos olhos imperiais, foi melhorar muito as condições de vida de seu povo.



2. Em 24.08.2011, a NATO (organização composta pelas potências imperiais e satélites), relatou ter, nos últimos cinco meses, realizado 20.121 missões aéreas, incluindo 7.597 bombardeios. Não mencionou quantos mísseis destruidores lançou dos navios sobre alvos na Líbia, nem o número de mortes de civis, inclusive crianças, nem ter destruído a infra-estrutura, escolas, hospitais etc.



3. Essa é a “ação humanitária” alegada pelos sucessores de Goebbels. O atual período faz lembrar os anos 30, e as agressões hitleristas contra uma sucessão de países vitimados. Estavam os países centrais em depressão, ganhavam espaço o fascismo e novas empreitadas colonialistas.



4. Uma diferença é que a Alemanha nazista afetava estar de lado contrário ao dos controladores da City de Londres. Isso não era verdade. Hitler adorava a oligarquia britânica, a qual, de resto, patrocinou a ascensão dele ao poder. Banqueiros ligados à finança mundial complotaram para derrubar o chefe do governo, de menos de dois meses, de Kurt von Schleicher, ex-chefe do Estado-maior, apoiado por setores sociais com excelente plano de recuperação econômica, muito superior às idéias de Keynes.



5. A oligarquia jogou a carta de Hitler, que prometera, e cumpriu, atacar a União Soviética. Hoje, os continuadores do nazismo estão todos do mesmo lado, reunidos na OTAN.



6. Estas são algumas das razões pelas quais a Líbia foi covardemente violentada:



1) ter Gaddafi convertido em ouro dólares das reservas líbias e posto esse ouro a salvo de banqueiros estadunidenses; ademais, propôs que os países africanos passassem a realizar transações internacionais através de moeda própria a ser criada regionalmente;

2) ter a Líbia sido considerada, principalmente antes da agressão, presa fácil do ponto de vista militar. Ademais, as divisões tribais deveriam facilitar o êxito da subversão financiada, superarmada pelas potências hegemônicas e executada por tropas especiais da OTAN e do Catar. Não contaram com a resistência popular, favorável ao regime de Gadafi, incomparavelmente mais democrático que as “democracias” ocidentais. Nestas, o sistema representativo não representa os eleitores, mas, sim, quem os controla. Eleições e o pluripartidarismo não passam de engodos.

3) ter Gaddafi facilitado a tarefa criminosa da OTAN, ao fazer, desde há alguns anos, concessões às potências hegemônicas pensando em aliviar pressões. Isso acentuou a fraqueza da vítima, como aconteceu também no caso do Iraque, país militarmente mais poderoso que a Líbia (antes de ser massacrado). Ainda por cima, os sistemas anti-mísseis do Iraque eram britânicos e foram desativados pelos detentores dos códigos dos chips.

4) o objetivo de praticar o genocídio contra a Líbia, como ponto de partida para guerra mais ampla, estendendo-a à Síria e ao Irã. Setores da oligarquia anglo-americana influenciam o Pentágono no sentido de desencadear guerra de maior porte, até como válvula de escape face a movimentos de cidadãos norte-americanos e britânicos (entre outros) revoltados por estar sendo sugados e enganados pela oligarquia.

5) em conexão com o projeto de guerra, testar a China e a Rússia, passivas desde a capitulação de não ter vetado a resolução do Conselho de Segurança da ONU. Se essas duas potências (?) não assumirem posição mais firme, a escalada colonialista prosseguirá.

6) privilegiar as companhias do cartel anglo-americano e afastar as chinesas, russas e indianas do petróleo líbio; além disso, os predadores ocidentais querem saqueio livre e, não um governo, como o de Gaddafi, que cobrava impostos para investir em seu país e menos suaves que os dos protetorados tipo Arábia Saudita, Coveite, Catar, Emirados etc.

7. Dir-se-á: “por que a França participou tão ativamente, tendo suas FFAA, junto com as britânicas, feito a maior parte do trabalho sujo?” Bem, desde Napoleão, à exceção da era De Gaulle, a França sempre foi manipulada pela oligarquia britânica e depois anglo-americana. Ademais, há as águas do Grande Rio, projeto vitorioso de Gaddafi, que as companhas francesas Suez e outras querem fazer privatizar, como têm feito mundo afora.

8. Sarkozy deve sua carreira política à oligarquia anglo-americana. Esta o ajudou de novo, massacrando Dominique Strauss-Kahn, que seria candidato à presidência da França, embora o objetivo principal fosse forçá-lo a deixar a direção do FMI, pois DSK, entre outras coisas, apontou que não existem as alegadas reservas de ouro dos EUA.

9, De fato, O Estado policial dos EUA e serviços secretos foram acionados para prender DSK, em Nova York, de forma humilhante e injusta. Depois, ele ficou em prisão domiciliar, foi substituído no FMI por uma apaniguada de Sarkozy e, só após mais de três meses, acaba de ser liberado para retornar à França, por não haver provas das infames acusações que determinaram sua prisão, efetuada com arbitrariedade nunca antes vista.

10. É sob o impacto de tantas e tão contundentes demonstrações de indecência, que se aproxima o décimo aniversário, em 11 de setembro, de outra conspiração criminosa: a implosão, planejada pelos oligarcas, das torres gêmeas de Nova York, para, junto com outras mentiras, aterrorizar as pessoas e condicioná-las a ver os “islâmicos” como inimigos e causadores do terror.

* - Adriano Benayon é Doutor em Economia. Autor de “Globalização versus Desenvolvimento”, editora Escrituras, abenayon.df@gmail.com.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Urânio do Rio Grande do Norte fez a bomba atômica que matou 250 mil pessoas.



O veio do minério radioativo vai bater nas serras da Paraíba.



quinta-feira, 1 de setembro de 2011O URÂNIO DE ACARI "TINGUIJOU" HIROSHIMA E NAGASAKI ?

“– Só c’a peste dum minero

do Xiquexique, (62) fizéro

Japão conhecê tingui. (63)

– Diz que só um pedacinho

do droga do metazinho,

tinguijou sessenta mi...”

62 Mina Xiquexique, em Acari/RN. Nota de OM, retro, dando conta da

presença de urânio no RN.
63 Tingui. Ou timbó. O termo timbó pode ser a designação comum a várias

plantas das famílias das leguminosas e das sapindáceas, geralmente as com

casca e/ou raízes que possuem uma seiva tóxica, e que por isso são utilizadas

para tinguijar (regionalismo usado no Norte e Nordeste para o ato

de envenenar peixes jogando timbó ou tingui na água).
(In "Sertão de Espinho e de Flor" ´OTHONIEL MENEZES - Obra Reunida"

- Editora UNA, Natal, 2011)
"Em importantíssima reportagem de José Pires, publicada na edição de 18 de setembro de 1949, do Diário de Natal, sob o título e subtítulos de
“Urânio potiguar levou o Japão à derrota –, não só Parnamirim ajudou a ganhar a guerra – Contribuição do Estado à indústria bélica – Riquezas minerais incalculáveis em Acari e Parelhas – Surpreendente revelação de um garimpeiro profissional”
– aparece o minerador, simples “curioso”, de boa vontade, inteligente, ufanista convicto, o Sr. Amaro Alves dos Santos, residente à rua dos Paianazes, 1.394, nesta capital, e profundo conhecedor das nossas serras, que examinou a palmo, tendo estado em contato constante com a BEW (Bureau of Economic Warfare), durante a última guerra. Assim se refere o repórter, nesse artigo, ao urânio no Rio Grande do Norte:
“Análises feitas nos Estados Unidos – Dias depois, Amaro Alves dos Santos entregava ao Haroldo Sims, então cônsul dos Estados Unidos, em Natal, retirada da mina Xiquexique (município do Acari), certa quantidade de minério que muito se assemelhava à tantalita.

Minério do urânio
Solicitava ao representante consular (172) que lhe fizesse o favor de mandar examinar o material, nos laboratórios americanos. O resultado da análise feita nos Estados Unidos veio três meses depois.
Na amostra enviada, havia sido encontrado urânio de alto teor. Na mina Xiquexique, o veio de urânio, segundo Amaro Alves dos Santos, tem uma extensão de seis quilômetros, por mais de um quilômetro de largura, de espessura desconhecida, até atingir uma serra, atravessando a esta e se prolongando pelo território paraibano adentro.
Diz ainda Amaro Alves ter ouvido, da BBC de Londres, a informação de que, até então, se estimava em 70 quilogramas a quantidade de urânio do Brasil enviada aos Estados Unidos.”

NOTAS (Laélio Ferreira):
172 Harold Sims. No Brasil, desde 1938, como vice-cônsul em Pernambuco. Chegou a Natal em 1943, como Cônsul. Andou pela China e Cuba, posteriormente. Sem sombra de dúvida, pertencia ao serviço de inteligência dos EUA.
Nessa época, em Natal, discretamente, mesmo antes da chegada formal do Cônsul Sims à Capital do Estado, agia por cá, como agente reservado, o Pastor batista "Doutor Matheus". Diziam-no "Coronel da Força Aérea americana". O fato é que esse religioso era, sabidamente, o encarregado de entrevistar os candidatos nativos ao preenchimento de cargos burocráticos na Base de Parnamirim. O próprio Othoniel Menezes- que lá trabalhou muitos anos - foi por ele sabatinado para o emprego.
Por outro lado, no Grande Ponto, falava-se muito nas amerissagens e decolagens de Catalinas (aviões anfíbios) na então discreta e distante Lagoa do Bonfim. Subiam carregados de "areia monazítica". Era esse o termo empregado - um engodo dos "galegos" para o mineral do Seridó? O principal produto da areia monazítica, inexistente no RN, é o urânio físsil, a partir do tório, e houve, também, soube-se muito depois da Guerra, o interesse dos americanos, em 1945, de exportá-lo de jazidas dos litorais do Espirito Santo, São Paulo e Piauí.
Relativamente ao urânio do Rio Grande do Norte, sabe-se hoje, por exemplo, que o Município de Ouro Branco, na mesma região a que pertence Acari, é uma das cidades com maior índice de cânceres do Estado, segundo os especialistas, por se encontrar na grande reserva de urânio da região (Espinheiras - v. mapa, acima). Alguns técnicos apontam a contaminação radioativa da água servida à população da cidade.

O Poder Público, ao que parece, até hoje, não cuidou, ainda, do assunto...

Postado por Laferre de Melo (lLaélio Ferreira de Melo) às 09:38:00