sexta-feira, 1 de junho de 2012

O bate boca repercute mundo afora.

Blog de mossoró.

quarta-feira, 30 de maio de 2012


GILMAR MENDES: LULA É A CENTRAL DE DIVULGAÇÃO DE BOATOS



Gustavo Gantois = 

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), voltou a se defender nesta terça-feira(29/5) do que considera um ataque promovido por "bandidos e gângsters" que estariam tentando atrapalhar o julgamento do mensalão. Segundo Mendes, o ex-presidente Lula estaria servindo de "central de divulgação" de boatos contra ele.

"Ele recebeu esse tipo de informação. Era gente que o subsidiou com esse tipo de informação e ele acreditou nela", afirmou o ministro.

Questionado se Lula seria responsável por disseminar a história de que teria viajado a Berlim com o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) custeado pelo bicheiro Carlinhos Cachoeira, Mendes foi ainda mais enfático. "As notícias que me chegaram é que sim. Ele era a central de divulgação disso", acusou.

O ministro entregou aos jornalistas uma pasta com documentos e extratos de cartão de crédito que acusam as despesas sobre a viagem à Granada, na Espanha, em abril do ano passado. Segundo Gilmar Mendes, ele foi participar da inauguração do Centro de Investigação de Direito Constitucional da universidade local e aproveitou para encontrar Demóstenes em Berlim. 

De acordo com os documentos, a primeira parte da viagem, até Granada, foi custeada pelo Supremo. Os papéis advertem que o voo de retorno partindo de Berlim foi alterado por conveniência do ministro Gilmar Mendes. No total, as passagens custaram R$ 16.110,61.

A hospedagem entre os dias 12 e 16 de abril foi paga pela Corte, no valor de US$ 2.425. Entre os dias 19 e 24 de abril, o ministro bancou sua própria estadia em Berlim, no valor de R$ 3.714,20, parcelado em três prestações. No entanto, Mendes não explicou como viajou de Granada para Berlim.

"Vamos parar com fofoca? A gente está lidando com gângsters, com bandidos que ficam plantando essas informações. Desde 1979 eu viajo à Alemanha. 

Sempre vou. Eu tenho uma filha que mora lá, eu dou aula lá. Sou professor de Granada. A passagem é tirada pelo Supremo. Eu preciso de alguém pagando minha passagem, minha gente? Eu não preciso ficar me apropriando de dinheiro de fundo sindical nem de dinheiro de empresa", defendeu-se.

Na avaliação do ministro do Supremo, a tentativa de desmoralizar sua relação com Demóstenes tinha como objetivo atrapalhar o julgamento do mensalão. "O objetivo era melar o julgamento, dizer que o Judiciário estava envolvido numa rede de corrupção. Tentaram fazer isso com o Gurgel e estão tentando fazer isso agora comigo", avaliou Mendes.

Avião
Ainda sobre os boatos de que Cachoeira teria custeado sua viagem, Gilmar Mendes advertiu que lembra de apenas duas ocasiões em que viajou em avião fretado ao convite do senador Demóstenes Torres. As duas foram para Goiânia.

Na primeira, em 2010, foi para um jantar acompanhado do também ministro do STF Dias Toffoli e do ex-ministro Nelson Jobim. A segunda viagem, em 2011, foi para participar como paraninfo de uma formatura de bacharéis em Direito. Desta vez, estava acompanhado pela ministra Fátima Nancy, do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e também por Toffoli.

Segundo o ministro, as viagens foram feitas em aviões da empresa Voar, de táxi aéreo, e que teriam sido cedidos pelo senador. Mendes, no entanto, não soube dizer quem teria custeado o aluguel das aeronaves.

"Se eu pegar uma carona com ele, caso ele tivesse um avião, teria algo de anormal? Eu fui duas vezes a Goiânia a convite dele. Tudo combinado, tudo divulgado. Tem lá anotado qual foi o avião, da empresa Voar. Isso é público, não estou escondendo nada. Vamos dizer que eu tivesse pego um avião que ele tivesse oferecido? Eu tinha algum envolvimento com eventual malfeito dele?", reagiu nervoso.

Carlinhos Cachoeira 
Acusado de comandar a exploração do jogo ilegal em Goiás, Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, foi preso na Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, em 29 de fevereiro de 2012, oito anos após a divulgação de um vídeo em que Waldomiro Diniz, assessor do então ministro da Casa Civil, José Dirceu, lhe pedia propina. 

O escândalo culminou na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Bingos e na revelação do suposto esquema de pagamento de parlamentares que ficou conhecido como mensalão.
Escutas telefônicas realizadas durante a investigação da PF apontaram contatos entre Cachoeira e o senador democrata Demóstenes Torres (GO). Ele reagiu dizendo que a violação do seu sigilo telefônico não havia obedecido a critérios legais. 

Nos dias seguintes, reportagens dos jornais Folha de S.Paulo e O Globo afirmaram, respectivamente, que o grupo de Cachoeira forneceu telefones antigrampos para políticos, entre eles Demóstenes, e que o senador pediu ao empresário que lhe emprestasse R$ 3 mil em despesas com táxi-aéreo. Na conversa, o democrata ainda vazou informações sobre reuniões reservadas que manteve com representantes dos três Poderes.
Pressionado, Demóstenes pediu afastamento da liderança do DEM no Senado em 27 de março. No dia seguinte, o Psol representou contra o parlamentar no Conselho de Ética e, um dia depois, em 29 de março, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski autorizou a quebra de seu sigilo bancário.

O presidente do DEM, senador José Agripino Maia (RN), anunciou em 2 de abril que o partido havia decidido abrir um processo que poderia resultar na expulsão de Demóstenes, que, no dia seguinte, pediu a desfiliação da legenda, encerrando a investigação interna. Mas as denúncias só aumentaram e começaram a atingir outros políticos, agentes públicos e empresas.

Após a publicação de suspeitas de que a construtora Delta, maior recebedora de recursos do governo federal nos últimos três anos, faça parte do esquema de Cachoeira, a empresa anunciou a demissão de um funcionário e uma auditoria. O vazamento das conversas apontam encontros de Cachoeira também com os governadores Agnelo Queiroz (PT), do Distrito Federal, e Marconi Perillo (PSDB), de Goiás. Em 19 de abril, o Congresso criou a CPI mista do Cachoeira.

Quarta – feira 30/5/2012 ás 6:05
Postado pelo Editor

"Quando um magistrado da Corte Suprema bate boca, o Estado de Direito bate os dentes".


Política
Edição de sexta-feira, 1 de junho de 2012 
Ponteio

Aluisio Lacerda // aluisiolacerda@gmail.com

Tudo pelo índio

O Código Florestal e as reservas indígenas não estavam na pauta do Congresso Nacional da Unale, realizado com sucesso em Natal, mas o ex-ministro das Minas e Energia, Shigeaki Ueki, cutucou os ambientalistas ao proferir sua palestra na manhã de ontem sobre o tema central da conferência (energia): "Em nenhum outro país o índio vive apenas da caça e da pesca, só no Brasil". E botou a culpa no Constituinte de 1988 que "concedeu direitos que nem mesmo os índios esperavam". Importantes para a nossa matriz energética, as hidrelétricas não podem avançar porque lá adiante há uma imensa reserva indígena. Além da redução das áreas agrícolas. "Nunca tivemos nem a preocupação de perguntar ao índio se ele não quer ser aculturado", fustigou o nissei que já presidiu a Petrobras. Mas o Brasil é o único país que atingiu a meta da Agência Internacional de Energia, ao estimar para 2030 que o mundo consuma 30% de energia renovável. Nossa matriz energética já supera os 40%. Qual a nossa meta, então? Energia barata, que não deve ser uma política estadual ou municipal, mas nacional. O consumo médio per capita no planeta está em torno de 2.730 kwh/hab. O Brasil perde para Argentina, Chile, Uruguai, Venezuela e nações menos desenvolvidas, como África do Sul.

- O advogado Erick Pereira é o convidado da Federação das Câmaras Municipais do Rio Grande do Norte que realiza hoje, em Caicó, o 1º Simpósio Legislativo do Seridó. "A Ficha Limpa e o Futuro das Candidaturas" é o mote.

- O PSB, que indicará candidato a vice-prefeito na chapa de Carlos Eduardo Alves (PDT), ainda não definiu se o nome é o da deputada estadual Márcia Maia, que resiste, ou o da vereadora natalense, também do PSB, Júlia Arruda.

- Tem cacique analisando as pesquisas eleitorais em Natal. São qualitativas. E que o candidato dele à prefeitura não precisa estar bem nas amostras, basta ser experiente e preparado. Leitura: o novo nem sempre traduz mudanças.

- O Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Rio Grande do Norte (Sinte/RN) terá mesmo de recolher as custas judiciais. O Sinte entrou com ação judicial pedindo a isenção, mas o juiz Ibanez Monteiro, da Vara da Fazenda, negou.

Leitos de UTI 

Pode ter sido mera coincidência, mas a exposição do caos da saúde pública do Rio Grande do Norte na mídia nacional produziu efeitos. O Ministério da Saúde habilitou 29 leitos de Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) adulto para o Hospital Walfredo Gurgel e dez leitos pediátricos para o Hospital Infantil Varela Santiago. Portaria nº 497, de 29/05/2012.

Ação parlamentar 

O governador Eduardo Campos (PSB/PE) não ouviu a palestra do ex-ministro Shigeaki Ueki, que criticou o legislador Constituinte de 1988, mas fez o contraponto ao falar para os congressistas da Unale: "A Lei de Responsabilidade Fiscal equilibrou os Estados, temos um sólido sistema financeiro e combatemos as desigualdades. Foram os políticos que construíram isso".

Até os dentes

Numa roda de deputados de vários Estados, momentos antes da abertura do segundo dia do Congresso da Unale, no Centro de Convenções da Via Costeira, um deles resumiu a encrenca entre Lula e Gilmar Mendes citando artigo de Eugênio Bucci, do jornal O Estado de S. Paulo: "Quando um magistrado da Corte Suprema bate boca, o Estado de Direito bate os dentes". 


quarta-feira, 30 de maio de 2012

Acessem à verdade nacional.

Amigos
O site da Biblioteca Nacional com jornais antigos tem um novo enderêço. Por sua importância para as nossas pesquisas informo a todos. 
Vale a pena excursionar por ele. É uma viagem ao passado. Muitas histórias que nos chegaram distorcidas por cronistas tem outras versões nesses jornais. A política era braba como agora. Dependendo do dono do jornal, como hoje, as versões são as mais diversas.Santos viram diabos e o contrário.

http://memoria.bn.br/hdb/periodicos.aspx


PGR »Sinal Fechado: desembargador Expedito Ferreira move ações

Publicação: 30/05/2012 08:45 Atualização: 30/05/2012 08:26
Do Diário de Natal
 
Investigado pela Procuradoria Geral da República (PGR) e pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o desembargador Expedito Ferreira de Souza moveu, na última semana, ações judiciais contra cinco pessoas por calúnia, difamação e injúria. As petições foram feitas entre os dias 17 e 18 deste mês e pedem explicações ao marido da governadora Rosalba Ciarlini, Carlos Augusto Rosado, o ex-secretário da Casa Civil, Paulo de Tarso Fernandes, o procurador geral do Estado, Miguel Josino, e os envolvidos na Operação Sinal Fechado, José Gilmar Carvalho Lopes, Alcides Fernandes e George Olímpio.

De acordo com o site do TJ-RN, o processo contra Carlos Augusto foi arquivado por falta de elementos para comprovar a calúnia. Foi solicitado ao juiz da 7º Vara Criminal, José Armando, que o marido da governadora desse explicações em juízo sobre eventuais citações do nome de Expedito. "Não consegui extrair da narrativa quais teriam sido as referências, alusões ou frases proferidas pelo interpelado [Carlos Augusto] que eventualmentepudessem configurar crimes de calúnia, difamação ou injúria em desfavor do interpelante", diz a sentença.

Na 8ª Vara Criminal foram movidos dois processos. Um contra Miguel Josino e outro contra Paulo de Tarso. Ao procurador geral do Estado também caberia explicações em juízo sobre o envolvimento do desembargador na operação Sinal fechado. Porém, como Josino possui foro privilegiado, o juiz Ivanaldo Bezerra Ferreira dos Santos se declarou incompetente para o caso e determinou a remessa do processo ao TJ. Em relação a Paulo de Tarso, o magistrado relatou que o mesmo não fez nenhuma acusação usando o nome do desembargador e julgou extinta a interpelação judicial movida por Expedito.

As interpelações contra Gilmar da Montana e George Olímpio aparecem nas movimentações do TJ-RN como ainda não julgadas. Ambos são réus no processo decorrente da Sinal Fechado, mas ainda não teriam feito nenhuma acusação pública ao desembargador, ao contrário de Alcides, que durante delação premiada falou ao Ministério Público sobreExpedito ter recebido propina. O processo movido contra Alcides corre na 4ª Vara Criminal.

Apesar de Alcides ter dito ao MP que o desembargador recebeu propina durante as fraudes do sistema de inspeção veicular, o nome de Expedito surgiu pela primeira vez ainda nas interceptações telefônicas feitas nas investigações da Sinal Fechado. O nome do desembargador foi citado várias vezes em conversas entre os empresários Gilmar da Montana e Edson Cézar.

terça-feira, 22 de maio de 2012

Tribuna publica matéria sem novidade.

A fonte é o blog de Anna Ruth, na Tribuna do Norte de hoje, transcrevendo o jornalão Valor Econômico, sobre fato profusamente divulgado na imprensa potiguar sobre a antiga Mina São Francisco, que pertenceu a um dos homens mais ricos do Brasil. O que chama a atenção é a nossa imprensa publicar que nos anos 20, já se extraía ouro em Currais Novos, quando o que se sabia e se divulgava era que a Mina Brejuí foi a pioneira na extração de minério  (xelita) naquele muncípio, de propriedade do desembargador Tomaz Salustino Gomes de Melo, nos anos quarenta.
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Tribuna do Norte.

22 de maio de 2012 às 10:12
A cidade de Currais Novos é hoje destaque na mídia nacional. Reportagem do jornal Valor Econômico, produzida pela correspondente em Sidney Vanessa Dezem , mostra que a região do Seridó receberá um investimento de R$ 400 milhões para uma mina em Currais Novos.
Veja a matéria na íntegra:
A região de Currais Novos, no Rio Grande do Norte, é tradicional para a história de produção do ouro no Brasil. Ali, o garimpo começou na década de 20, produção depois evoluída para novas tecnologias, com o interesse de grandes empresários na região. Agora, quem pisa nas reservas nordestinas é um grupo australiano, em busca do metal precioso. A Crusader, empresa com capital aberto em Sydney, vai investir R$ 400 milhões na construção de uma unidade de beneficiamento de ouro e prevê uma capacidade de produção de 5 toneladas do metal (150 mil onças) por ano por dez anos. O projeto Borborema fará com que a companhia se torne uma das principais produtoras brasileiras de ouro.
“Nós arriscamos e agora acreditamos que essa área tem potencial para ser uma das maiores do país”, afirmou ao Valor, o presidente executivo global da Crusader, Robert Smakman. Em 2010, a australiana adquiriu o projeto de uma pequena empresa que o havia comprado do empresário Eike Batista.
A região foi explorada desde a década de 90, mas com o recuo dos preços do ouro e a exigência de novos investimentos, à medida que o ouro de mais fácil extração ia acabando, decidiu vender o negócio. A pequena empresa que comprou o Borborema, por sua vez, não tinha capital suficiente para dar continuidade à exploração. “Eles achavam que Eike tinha tirado todo o ouro dali. Nós tínhamos uma opinião diferente”, conta Smakman.
A aquisição na época foi concluída por US$ 2,4 milhões e desde então, a australiana iniciou os estudos na região. Foram gastos US$ 15 milhões até hoje e, em setembro do ano passado, a empresa concluiu a fase preliminar dos estudos de viabilidade e no início deste ano, assinou um protocolo de intenções com o governo do Estado do Rio Grande do Norte para a produção.
Com o preço do ouro no patamar dos cerca de US$ 1.500 a onça-troy (31 gramas), estima-se faturamento anual de cerca de US$ 230 milhões com o projeto.
Os custos de extração e exploração do metal no projeto, no entanto, são grandes. Segundo Smakman, o custo de produção de uma onça de ouro soma cerca de US$ 700 e o teor aurífero da jazida na região não é elevado: de 1,2 grama de ouro por tonelada de minério extraída e beneficiada. “A produção é difícil, mas as empresas australianas estão acostumadas com isso e detemos tecnologia”, explica o executivo australiano.
Além disso, a construção da unidade de beneficiamento vai enfrentar diversos desafios, informa ele. Problemas com os recursos naturais e os de infraestrutura locais para a operação estão entre os mais complicados. Na região, de solo muito seco, falta água, insumo que precisa ser abundante para o processo de produção do ouro, principalmente nas operações de beneficiamento do minério. Dentre as soluções consideradas estão a utilização de reservatórios subterrâneos e a reutilização da água da cidade de Currais Novos. Para o escoamento da produção, será necessário também o desvio de uma rodovia da região.
Para obter os R$ 400 milhões para a construção da unidade, a Crusader pretende levantar recursos no mercado, o que deve incluir empréstimos em bancos. “Consideramos ainda a opção de abrirmos capital da empresa no Brasil”, afirma Smakman. A companhia, que tem outros três projetos no país – envolvendo minério de ferro, tungstênio, estanho e urânio – ainda não tem receita e conseguiu levantar seu capital no mercado financeiro australiano a partir de uma oferta inicial de ações local e com posteriores vendas dos papéis.
Smakman prevê que em 2013 será possível construir a unidade de beneficiamento e em 2014 iniciar a produção. Geólogo, fundador da companhia em 2004, o executivo nasceu em Perth, forte região mineradora da Austrália. Apesar de a empresa estar na Austrália, todo o corpo administrativo está no Brasil, com 90 funcionários. “No Brasil faltam empresas com capital para explorar recursos minerais. Na Austrália, há 5 mil empresas como nós, menores e com apetite ao risco, explorando, enquanto no Brasil há cerca de 50. Há muitas oportunidades para exploração de projetos que foram ignorados e para novas áreas de exploração”, conta Smakman.

Lembrando Djalma Maranhão.



No final da manhã de hoje, 22, encontrei-me com o xará Luiz Gonzaga de Carvalho, aposentado da Assembléia Legislativa, que em abril de 1964, soldado d0 Exército, servindo no R.O., em Santos Reis, participou do grupo de militares designados para prender o Prefeito de Natal, na rua Ulisses Caldas, e conduzi-lo para o QG, ao lado da Catedral. Comandava o grupo um oficial cearense, tenente Borges, cumprindo ordens do coronel Leitão. Feita a prisão de Djalma, ele foi conduzido para o 16º R.I., no Tirol, onde não teve uma recepção educada do capitão Lacerda que tentou dar-lhe um sôco. Djalma se abaixou e deu  uma certeira bofetada no pé do ouvido de Lacerda, que caiu pronto, se cagando todo no chão. O resto é outra história. Procurem Luiz Manchinha para ouvir outras histórias. a) Luiz Cortez, jornalista.




Reproduzido de O Santo Ofício

DJALMA MARANHÃO, O QUIXOTE POTIGUAR
Por Antenor Laurentino Ramos

Conheci Djalma Maranhão em Nova Cruz, quando eu era ainda estudante secundarista. Estava no ardor da mocidade. O grande político fora fazer uma palestra juntamente com Aldo Tinoco, o pai. Salatiel, George, Marcílio de Dr. Otacílio, Claudionor Soares, Raimundo Menezes e eu fôramos convidados por Eliezer Menezes, líder operário comunista da cidade. A reunião teria lugar no Cinema Éden, de Paulo Bezerra Souto, simpatizante também esquerdista também, da época.

Tempos depois, iria reencontrá-lo no seu exílio em Montevidéu. Já o conhecia de vista no Jornal de natal de sua propriedade. Via-o sempre, em conversa animada com meu irmão Afonso e Luis Maranhão Filho. Eu trabalhava, nesse tempo, no Diário de Natal. Como revisor.

Na viagem ao Uruguai, comemorávamos a conclusão de nosso curso, os Bacharéis de Direito de 1971, o Planex. Fazia parte dessa excursão 13 alunos, 6 homens e 7 mulheres. Entre eles relembro Lúcio Teixeira dos Santos, Andrier Abreu, Molina, Mizael Barreto, Elias Maciel, Cléa Bacurau, Lúcia Barbosa, Méssia Feitosa, Jandira, Nadja Lopes Cardoso, Salete do Ó Pacheco…

Foi uma longa e estafante viagem via terrestre. Saíramos de Natal, pernoitando no Rio, para retomarmos nossa viagem rumo às terras gaúchas. Chegamos mesmo a assistir em Porto Alegre a um jogo no Estádio Beira-Rio, Internacional versus Atlético Mineiro.

Na capital do Uruguai ficamos hospedados no Hotel Campeotti, Calle General Artigas. Após um demorado repouso, saíramos para o primeiro encontro com a bela cidade. Era uma das que nos tempos de estudante do Ginásio Natal desejava conhecer e o responsável por esse desejo o era meu saudoso professor de geografia.

Djalma já nos procurara à noite com Dona Dária, sua esposa. Trazíamos uma carta de seu filho, Marcus, nosso contemporâneo de Faculdade. Não chegamos a vê-lo nesse primeiro contato, Mizael e eu. Fôramos convidados por um amigo que fizéramos em Montevidéu a um passeio noturno pelo lugar com direito a vinho e cerveja.

No dia seguinte, lá estava Djalma de novo. Oferecera-se para ser nosso guia turístico e não largamos mais. Relembro o nosso primeiro contato, os colegas nos apresentaram a ele e a Dona Dária. Foi quando eu disse: “- Djalma, a gente já se viu em Nova Cruz. Eu era bem jovem. Depois, acostumei-me a vê-lo conversar com o meu irmão”. “- Quem é seu irmão?” “- Afonso Laurentino Ramos”. “- Não acredito, disse-me ele.

Desde ontem que eu pergunto a esses meninos se conhecem Afonso e deparo-me agora com o seu irmão!” “- Como vai ele? Namora ainda Lourdinha Alves, Diúda, irmã de Aluizio?” E notava em seu semblante, a alegria de saber notícias do Afonso! Maior surpresa, para mim, foi quando me perguntou: “- E Antonio Laurentino, seu pai?” “- E você conhece meu pai?” “- Ora, responde-me rindo: mas que a Afonso! Tomei muita cachaça e uísque com teu pai na praia da Redinha”. Sentia-me orgulhoso e emocionado por sabê-lo íntimo de meu pai e de meu querido irmão. Foi assim que vi Djalma Maranhão pela última vez.

Só falava em Natal; sentia-se nele a saudade do solo querido. Contou-nos muitas de suas peripécias após a prisão em Natal, a caminho do exílio. Que figura interessante e carismática, o Djalma! Um ano depois, voltava a Natal, não mais para retomar as suas atividades políticas que era a razão de ser de toda a sua história. Chegava morto e aplaudido pelo povo, com gritos de alegria e de lágrimas, ele que fora o maior prefeito de Natal de todos os tempos, o verdadeiro prefeito do povo!

Djalma era um político raro nos dias de hoje, uma espécie em extinção. Sentia Natal e o seu povo; confundia-se com ele, e a sua popularidade não era uma popularidade fabricada pela mídia, era natural, fruto da sua empatia com a gente potiguar. Tinha aquele que os franceses chamam de rapport, uma ligação afetiva que se estabelecia num primeiro momento com as massas.

Djalma merecia ser mais bem lembrado em Natal. O muito que se fizer em sua homenagem, é pouco pelo que para nós representou como líder e administrador. Revolucionou mesmo a administração da cidade. Foi, com Aluizio Alves, o exemplo maior, infelizmente não continuado, de excelência administrativa aliada a um idealismo sem par. Considero-me um privilegiado em ter com ele privado da sua convivência, do seu sonho de ser o redentor de sua terra. Grande Djalma, figura marcante, Dom Quixote mesmo, condestável de seu tempo em Natal! Salve!
_________________
Reproduzido de "O SANTO OFÍCIO", de Franklin Jorge



segunda-feira, 21 de maio de 2012


O URUBU E COLIBRI
                                                                                                                                                             


      Públio José – jornalista
(publiojose@gmail.com)

OBS: Qualquer semelhança com a realidade política, jurídica e parlamentar brasileira, não é mera coincidência.


                            Conta a fábula que o colibri morria de inveja do urubu. Acostumado a voar em baixas altitudes, via o urubu ganhar o espaço em longo bater de asas, desafiar grandes distâncias, planar sereno sobre montes, montanhas, conviver na companhia de brancas nuvens. “Como é majestoso o vôo do urubu”, pensava, diante da insignificância do contexto em que vivia. Parado, ficava a imaginar a beleza dos cenários, a diversidade geográfica, a imensidão dos espaços observados do alto. Olhava para si e se via pequeno, frágil, impotente pela diminuta estrutura corporal que carregava. “Como alcançar grandes altitudes, conhecer novos horizontes, almejar ter uma visão larga do mundo sendo tão pequeno?”, se indagava. Perguntas, perguntas e mais perguntas. E quase nenhuma resposta para apascentar a sua angústia interior. De fato, de concreto mesmo, só a tristeza pela distância que o separava do urubu.
                        Acalentava um grande desejo de, um dia, conhecer de perto tão fascinante personagem. “Ah, pensava, quantas histórias bonitas o urubu terá para me contar, quantas pessoas interessantes ele deverá ter conhecido como fruto de suas exuberantes expedições aéreas”. Enquanto cuidava da casa, do seu exasperante dia-a-dia, o colibri remoia uma vontade enorme de travar conhecimento com o urubu, de vê-lo de perto diante dos olhos. Mexe daqui, indaga dali, tenta dacolá, terminou conseguindo marcar uma audiência com o importante viajor dos altos ares. O urubu recebeu-o entediado. “O que quererá comigo ave tão insignificante? Porventura pensa que posso ficar aqui perdendo tempo com as bobagens que, com certeza, me trará? Esse povo miúdo abusa da nossa educação, da nossa boa vontade. Afinal, receber colibri para tratar de quê? Colibri, bahhhh!”
                        Indiferente ao clima abusado que iria encontrar, o colibri antegozava a grande conquista. E se preparava para o dia do grande encontro. Que durou poucos minutos. Após manifestar a sua admiração por tão grande deferência, o colibri não deu nem tempo ao urubu de raciocinar. Sapecou-lhe um convite para almoçar em sua casa. Sem ter outra resposta em mente, o urubu aceitou. Agendaram o futuro compromisso para dali a quinze dias. O urubu bateu suas grandes asas e se foi. O colibri ficou embasbacado. Deu-se umas beliscadas para ter certeza de que não estivera sonhando e voltou para casa – saltitante. Passada a euforia inicial, uma coisa lhe chamou a atenção: o mau cheiro que exalava do urubu. “Seria dele próprio ou fruto de uma coincidência? Ah, certamente algum animal morto por perto fizera aquela descortesia”. Pediria desculpas ao visitante no dia do almoço – conformou-se.
                        O preparo da refeição lhe deixou afogueado. Pesquisou as mais finas iguarias, os repastos mais saborosos. Com rigor planejou sua agenda para que nada atrapalhasse tão esperado momento. Mas malditas das malditas desgraças!!!! Ao acordar naquele dia encontrou o corpo de um burro morto, putrefato, em frente à sua casa. O fedor era insuportável, nauseabundo. Tentou de todas as maneiras resolver a questão. Chamou o serviço municipal de limpeza, ensaiou um mutirão com outros habitantes do bairro. Não houve jeito. A hora se aproximava e o cadáver do burro permanecia lá, inamovível, impregnando a região com um odor terrível. O urubu chegou e – interessante – nem reclamou do forte mau cheiro, enquanto o colibri se desculpava e se esmerava nos salamaleques. Para piorar a situação, nada agradava ao ilustre convidado. O urubu rejeitava as iguarias e os manjares postos à sua frente.
                        Aflito, o colibri pediu licença ao urubu e internou-se na cozinha para tentar um novo prato. Perdeu tempo na nova empreitada. Quando deu por si imperava na casa um grande silêncio. “Onde estará o visitante?”, afligiu-se mais ainda. Procura, procura e nada. “Vergonha, vexame! Com certeza ele foi embora”. O colibri não se perdoava a afronta feita ao urubu – e lastimava a amizade perdida. Desalentado, deu uma chegadinha no terraço da casa. Qual não foi sua surpresa ao flagrar o urubu inclinado sobre o burro morto, refestelando-se com a carniça fedorenta, engolindo, com sofreguidão, nacos e mais nacos do corpo do finado animal. Estupefato – e impotente – o colibri a tudo assistia. Terminada a refeição o urubu bateu suas longas asas e alçou vôo. Do colibri nem se despediu. Como herança deixou apenas uma forte fedentina no ar. E foi curtir a podre refeição na imensidão azul celeste.  
  
Pneumonias

       Todas as vezes que surge uma nova terapia de qualquer natureza que
seja e que se propõe a ser uma panaceia, isto é, a cura definitiva de
inúmeras patologias ao mesmo tempo, sempre fico com uma pulga atrás da
orelha. Por mais “lógico” que pareça, a evolução da ciência não se
baseia numa lógica observacional pura – as teorias necessitam de ser
postas em provas para que sejam confirmadas, ou não.
       Digo isso pois com o surgimento dos antibióticos alguns séculos
atrás, imaginou-se que dentro de alguns anos as doenças
infecto-contagiosas deixariam de existir. Acreditou-se nisso e, no
entanto, somente aqueles que ficaram vivos para ver constataram que
não foi isso que aconteceu. Só existe um método capaz de erradicar
doenças infecciosas: as vacinas. Não contávamos, décadas atrás, com a
astúcia das bactérias em criarem mecanismos de resistência contra os
antibióticos chegando a extremos que não temos o que fazer contra
elas!
       As pneumonias são um bom exemplo disso. Velhas conhecidas da
alopatia, tratam-se de patologias mediadas por uma bactéria, sendo a
mais comum delas o “pneumococo” na faixa etária adulta. Em todos nós,
seres humanos, bactérias vivem sem geralmente provocarem problema
algum na chamada microbiota– na verdade muitas vezes auxiliando em
nossa defesa. Misteriosamente, uma importante parcela da população
convive com o pneumococo em sua microbiota sem, no entanto,
desenvolverem doenças por muitos anos. Sabemos hoje que não basta um
“germe” para que uma doença se desenvolva, sendo também necessário o
terreno fértil para que ele “germine”.
       Como não temos o poder de atuar no “terreno”, isto é, na psique das
pessoas evitando que elas desenvolvam as doenças, atuamos nos
“germes”. Num adulto normal, as pneumonias costumam se manifestar com
febre, tosse cheia com secreção amarelada ou esverdeada, dor quando se
respira profundamente e um Rx e exame de sangue sugestivos, embora
esses exames não sejam necessários para que se dê o diagnóstico da
doença. Isso é o quadro típico num adulto normal. Crianças, idosos e
portadores de doenças como AIDS e câncer podem apresentar um quadro
completamente diferente e até mesmo jovens saudáveis podem
apresentar-se de maneira atípica. Só uma boa avaliação médica pode nos
dar o diagnóstico.
       O tratamento das pneumonias e com antibióticos e com medicações para
a febre. Ressalto, no entanto, que é fundamental que se faça todo o
tratamento prescrito pelo médico mesmo que você já se “sinta bem”. Não
gostamos de passar remédio e quando o assunto é antibiótico, menos
ainda. A interrupção do tratamento pela metade pode ajudar a criar
populações de bactérias resistentes aos antibióticos que temos até que
não tenhamos com que tratá-las.  À medida que se iniciarem as chuvas,
mais e mais doenças respiratórias surgirão. Na dúvida, procure seu
médico e se for confirmada a pneumonia, tome a medicação até o final.
O que “ofende” é não seguir o que está na receita.

paulo Tarcísio Neto
Medicina UFRN
Paulo_tarcisio@hotmail.com

sábado, 19 de maio de 2012

FICHA LIMPA, AMPLA E IRRESTRITA
Carlos Roberto de Miranda Gomes, advogado e escritor

A Democracia brasileira, embora com passos lentos, vem caminhando na direção de melhorar o conceito ético da administração pública.

O primeiro passo aconteceu com a aprovação da Lei Complementar nº 135, de 2010, que deu nova conformação à Lei Complementar nº 64, de 1990, a qual ganhou polêmica quanto ao tempo de sua aplicabilidade.

Um segundo passo, ocorreu quando o Supremo Tribunal Federal deliberou sobre a sua constitucionalidade e aplicação já para as próximas eleições municipais, o que aconteceu na sessão histórica do dia 16 de fevereiro do ano em curso.

Com a introdução do novo preceito, ficam alijados da política, por oito anos,aqueles políticos que ardilosamente renunciaram os seus mandatos, quando acossados com processos éticos ou foram condenados por órgãos colegiados da Justiça ou equivalentes, vale dizer, em decisão de segunda instância, apesar da relutância de alguns, de que tal decisão afrontaria o princípio da presunção de inocência.

Deixando à margem a interpretação jurídica, em meu sentir, o preceito legal veio ao encontro dos anseios da sociedade no instante em que caracteriza o combate às posturas deletérias que, seguidamente, são praticadas na política brasileira, reforçando a busca da lisura das eleições e legitimidade do mandato. Aliás, não esquecer, que essa LC teve a iniciativa popular.

Está, assim,consagrada a ideia da “Ficha Limpa”, em sua amplitude espacial e de maneira irrestrita no campo do Poder Legislativo.

Contudo, o regramento ético carece de ampliar os seus efeitos, pois não e incomum, que os derrotados nas urnas ou impedidos de exercer mandatos, procurem sustentabilidade de poder na condição de integrantes da gestão executiva, ocupando cargos comissionados de primeiro escalão e demais, notadamente Secretários de Estado e dos Municípios.

Em Natal, porém, essa tertúlia está com os seus dias contados, salvo se houver veto da Prefeita, pois a Câmara Municipal aprovou o projeto de lei da autoria do Vereador George Câmara, proibindo nomeação para tais cargos, de pessoas que tenham condenação, na mesma sistemática já consagrada na decisão do Supremo.

Assim, o natalense já possui o alento de saber que a partir das eleições deste ano, não poderão se candidatar aqueles que tiveram as suas contas reprovadas, ou que praticaram crimes, como lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, dilapidação do patrimônio público ou outro ato enquadrado como de improbidade administrativa, corrupção eleitoral ou conduta incompatível com a moralidade pública.

No entanto, é fundamental que os Chefes dos Poderes fiquem atentos para a escolha dos seus auxiliares, exigindo deles, igualmente, “ficha limpa”, pois do contrário poderão ser responsabilizados pela escolha equivocada e, por isso, processados por improbidade, a se deduzir dos dizeres do projeto aprovado, que alcança os que tenham abusado do poder político ou econômico para beneficio próprio ou de outras pessoas.

A Prefeita de Natal tem em suas mãos um instrumento de moralidade. A sociedade aguarda a sua decisão! E o Legislativo Estadual ficará omisso?


sexta-feira, 18 de maio de 2012

Investigação policial é trabalho de equipe.

Este artigo foi republicado na p.19 do Diário de Natal, na edição de hoje, 18.05.2012. Por julgar oportuno, tendo em vista a rápida elucidação do bárbaro crime ocorrido em Nova Parnamirim/Parnamirim/RN, onde um jardineiro matou duas mulheres (mãe e filha), decidi republicá-lo neste blogue.


Colunas

Edição de sexta-feira, 6 de abril de 2012 








Investigação científica



Adalberto Targino



Um dos objetivos mais elogiáveis daqueles que são autênticos e despretenciosos policiais é, creio, o trabalho integrado e científico visando à elucidação de crimes. Cada Delegado ou Perito Criminal deve considerar-se integrante de uma equipe que busca a solução de problemas resultantes de atos e fatos criminosos, após haver elaborado um plano racional de trabalho. Da mesma forma o mútuo reconhecimento e compreensão dos óbices existentes constituem as bases de uma eficaz aliança para os serviços de investigação.

Essa tarefa policial não poderá surtir efeito, caso seja realizada por pessoas leigas, utilizando-se de métodos empíricos, pois, "a elucidação científica do crime é um serviço que exige atividade integral do indivíduo e que requer um completo preparo científico universitário".

Com exceção de poucas cidades grandes e Estados, a investigação científica criminal não é aplicada em escala adequada às mais simples necessidades. Em muitos lugares do Brasil é literalmente verdadeiro que se pode "levar a melhor como bandido". A prova material recente, como mancha de sangue, pêlos, saliva, impressões digitais, plantares e outros indícios, torna-se totalmente inútil na ausência de pessoal de Polícia especialmente treinado.

O fracasso na aplicação da ciência em larga escala, no campo da investigação criminal, pode se atribuir a muitas causas. As principais entre elas talvez seja a impossibilidade da Polícia atrair pessoas com seu baixíssimo salário e, ainda, a ausência de ampla literatura sistemática dedicada ao assunto.



Bem poucos policiais graduados sabem além do direito puro e simples, pois jamais tiveram, em larga escala bibliotecas especializadas de livros relacionados com Administração Policial, Investigação Criminal Científica, Técnicas de Operações e Planejamento Policial, Papiloscopia, Criminalística, Relações Humanas na Polícia, Técnica de Interrogatório e outras tantas disciplinas indispensáveis ao desempenho da dificílima missão policial investigatória; daí, resultandouma visão nublada, embotada e distorcida dos problemas com que se defrontam.

É necessária e inadiável a atualização, em âmbito nacional, da Polícia Judiciária e que esta, como responsável pela execução das Leis, empregue a ciência, com igual zelo, tanto para inocentar, como para culpar o acusado, dependendo das provas carreados para o interior dos autos.

A Polícia é instrumento de defesa social e, para a sociedade, o infortúnio não está apenas na possibilidade de o criminoso continuar impune, mas, principalmente no perigo de um inocente ser condenado por erro ou ignorância da Polícia, cujo trabalho serve de norte e de base à propositura da denúncia criminal pelo Ministério Público à sentença judicial.

Todos devem se conscientizar que para ser um bom policial não basta saber atirar bem e ter músculos fortes; é preciso que, além dessas qualidades, angariem-se conhecimentos técnico-científicos, equilíbrio interior, serenidade, censo de justiça e aprimoramento intelectual crescente e constante.



Não basta ter coragem suicida e se julgar o dono da verdade. É necessário e até indeclinável ter muita coragem, porém, sempre conhecendo as possíveis falhas na execução de suas tarefas, não subestimando nem superestimando a força de reação dos inimigos da Lei e usando mais o cérebro, a inteligência do que a força bruta desordenada e primitiva. Afinal, nos dias atuais, já não se faz investigação como antigamente, sob pena de ser suplantado ou driblado pela engenhosidade do crime organizado.



Adalberto Targino, procurador do Estado, ex-promotor de Justiça e membro da Sociedade Brasileira de Direito Criminal, colabora às sextas-feiras.

Fonte: Diário de Natal.

Polícia Civil apreende arsenal em Caraúbas e Umarizal

Publicação: 18 de Maio de 2012 às 07:17


A Polícia Civil apreendeu armas e munições em Umarizal e no sítio Santo Francisco, em Caraúbas, nesta quinta-feira (17). Os locais onde o material foi encontrado pertencem a familiares Paulo Santhiago Sales, suspeito de vários roubos e homicídios em Umarizal e região Oeste do Estado. Paulo Santhiago é apontado pela polícia como comparsa do criminoso João da Besta.

Nos dois pontos, a polícia apreendeu: um fuzil calibre 7mm de fabricação alemã; um rifle Winchester calibre .44; uma espingarda calibre 12, uma espingarda calibre 32; um revólver calibre 38; 18 munições intactas calibre 7mm; seis munições intactas calibre 12; duas munições intactas calibre 44; seis munições intactas calibre 38; três munições intactas calibre 7,62mm; uma munição intacta calibre .30; uma munição intacta calibre 32; quatro estojos de munição deflagrada calibre 44; três estojos de munição deflagrada calibre 7mm; 17 estojos de munição deflagrada calibre 12; oito estojos de munição deflagrada calibre 38; 21 espoletas nº 05; e 47 Espoletas nº 56.

O delegado Odilon Teodósio e a delegada Karen de Caraúbas estiveram à frente das buscas e apreensões.

* Fonte: Degepol.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Como gostar de ler?


Cartaz/divulgação – clique para ampliar
Um encontro para incentivar o gosto pela leitura. De 21 a 25 de maio, o Sistema Fecomércio/RN, por meio do SESC, realiza mais um Encontro com Autor, projeto que discute, promove e dissemina o trabalho de autores locais e nacionais junto a estudantes e à população potiguar.

A programação gratuita e dinâmica acontece em horários variados no SESC Potilândia, e ainda em escolas, faculdades, na Casa da Ribeira, no Nalva Melo Café Salão e na Câmara Municipal.

Na edição deste ano, o grande parceiro do projeto é o selo Jovens Escribas, com a integração do seu “Ação Leitura”. Em junho, a instituição pretende levar o projeto também para Mossoró e Caicó.

Convidados

Para participar das conversas, foram convidados autores potiguares, como Carlos Fialho, Clotilde Tavares e Carito, e nacionais, como Fabrício Carpinejar (RS), Ana Elisa Ribeiro (MG) e Marcelino Freire (PE). Doze autores ao todo farão intercâmbios de conhecimento por meio de oficinas, debates e palestras. Toda a programação do evento está disponível no hotsite http://jovensescribas.com.br/acaoleitura2012/. Além dessas ações, os autores doarão seus livros nas instituições de ensino visitadas, para serem trabalhados pelos professores.

Outro atrativo do projeto será a presença, nas escolas e faculdades que sediam os encontros, da BiblioSESC. A biblioteca itinerante oferecerá gratuitamente –  como já o faz durante todo o ano nos bairros e presídios de Natal – consulta e empréstimo de livros, jornais e revistas. É mais uma forma de estimular alunos e a comunidade em geral a se aproximar do mundo da leitura.

Serviço:

O quê? Projeto Encontro com o Autor, em parceria com o Jovens Escribas
Quando? De 21 a 25 de maio, em horários variados
Onde? SESC Potilândia, Escolas, faculdades, Câmara Municipal, Nalva Melo Café Salão e Casa da Ribeira
ENTRADA GRATUITA

Programação


De segunda (21/05) a sexta (25/05), os autores conversam com estudantes de ensino fundamental e médio. À noite, estarão nas universidades, batendo papo com alunos de cursos superiores. Os eventos serão gratuitos e abertos ao público interessado.

A escritora e professora Ana Elisa Ribeiro (MG) ministrará uma oficina de escrita de crônicas na UnP da Floriano Peixoto. Será de 23/05 a 25/05, das 15h às 17h. São 25 vagas abertas a todos, independente da instituição onde estudem. As inscrições acontecem pelo e-mail jovensescribas@gmail.com.

O Encontro com o Autor também colocará Natal na rota dos lançamentos literários nacionais: serão realizados dois eventos de lançamento durante a semana do evento. Na quinta-feira (24/05), às 19h, o Nalva Café Salão, na Ribeira, receberá a poeta e artista plástica Eveline Gomes (Sinhá), que lançará em Natal seu livro de estreia “Devolva Meu Lado de Dentro”. Também no Café Salão, na sexta-feira (25/05), ocorrerá o evento de encerramento “Lançamentão”. Diversos autores amigos serão convidados a relançarem seus livros, num grande encontro entre autores e leitores.




Assessoria de Comunicação do SESC RN


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Postado por AssessoRN - Jornalista Bosco Araújo no AssessoRN em 5/15/2012 09:07:00 PM