segunda-feira, 24 de dezembro de 2012


MENSAGEM DO PRESIDENTE DA UBE/RN - CRÔNICA DO NATAL
Por  Eduardo Gosson
                            
Em Natal tem um poeta – Joâo  Andrade – que nasceu no mês de dezembro; por isso, quando as luzes se acendem para reverenciar o  Menino Jesus, ele pensa que a cidade se enfeita para saudá-lo. Bom pensamento, meu poeta. Afinal, os poetas e Jesus merecem porque  ambos conseguem ver na escuridão, senão vejamos:
Poetas: “sou uma sombra/venho de outras eras/do cosmopolitismo das moneras” (Augusto dos Anjos)
Jesus: “o meu reino não é deste mundo”
Poetas: “Mas, ainda há tempo, ainda há planos de voltar ao ponto da estrada” (Lívio Oliveira)
Jesus: “larga tudo e siga-me”
Poetas: “morrer nesta vida não é difícil/difícil é a vida e o seu ofício” (Maiakoviski)
Jesus: “ no mundo tereis aflições”.
Poetas: “em vez do rosto viu a alegria no coração” (Gilberto Avelino)
Jesus: “para entrar no meu Reino, é preciso nascer de novo”
Poetas: “salto esculpido sobre o vão/de concreto e aço/ onde não permaneço  -
Passo” (Zila Mamede)
Jesus: “ Eu sou a resplandecente estrela da manhã”.
Meu caro leitor: que neste Natal coloquemos em definitivo a poesia e Jesus em nossas
Vidas.
É preciso tão pouco para ser feliz!
*Poeta, o resto é disfarce!

domingo, 23 de dezembro de 2012

Correios das Artes homenageia pintor potiguar desconhecido em Natal.


José Lyra
Retrato de Juarez Batista, óleo sobre tela, 45x54cm, 1955. Acervo da família
Gameleira, óleo sobre tela, 48x58cm, 1952. Acervo Lua Almeida
José Carlos Serrano Lyra
Vila Nova-RN, 1912 – João Pessoa-PB, 1983.Pintor e fotógrafo. Autodidata. Foi dos artistas plásticos mais atuantes em João Pessoa, a partir dos anos 1940. Mudou-se para João Pessoa, em 1932, atuando como fotógrafo. Em seu ateliê de fotografia e de pintura (Foto Lyra, rua Peregrino de Carvalho, vizinho ao antigo Cine Rex), recebia importantes personalidades da sociedade paraibana que encomendavam retratos. Este local também era ponto de encontro de artistas, quando lá foi fundado o Centro de Artes Plásticas da Paraíba-CAP (1946), a primeira experiência coletiva de artistas: escola e ateliê voltado para o ensino das artes plásticas no Estado. Daí vieram as primeiras exposições coletivas e salões de arte, com a participação de artistas como Hermano José, Olívio Pinto, João Pinto Serrano, Leonardo Leal, Elcir Dias, Arnaldo Tavares, entre outros. O artista fez sua primeira exposição individual de pintura em 1946, em Natal, tendo participado de todas as coletivas do CAP, de 1947 a 59. Em 1955 recebeu premiação no Recife, no 14° Salão Anual de Pintura de Pernambuco. Realizou ainda mostras individuais em 1957 e 80, em João Pessoa, e outra em Natal em 1981. O SAMAP, em João Pessoa, já lhe dedicou duas exposições retrospectivas. Lyra atuou principalmente na pintura à óleo preferindo o retrato, apesar de ter realizado também os primeiros nus da pintura paraibana, depois de Pedro Américo. Junto a Hermano José, redescobriu a paisagem das praias litorâneas de João Pessoa, pintando as gameleiras de Tambaú e a Barra de Gramame. José Lyra é o artista elo entre duas gerações de pintores na Paraíba. Herdou, da geração pioneira de 1920, principalmente de seu primo Olívio Pinto, o gosto pela paisagem e legou aos novos artistas dos anos 1960, como Raul Córdula e Flávio Tavares, um trabalho constante dedicado à arte e ao ensino, base fundamental para a consolidação das artes plásticas na Paraíba. Numa época que inexistia um mercado de arte local, Lyra abriu, com dificuldade, espaço através dos seus retratos para o consumo de obras de arte em João Pessoa. Sua arte de teor acadêmico, no início, vai aos poucos se abrindo para novas experimentações passando pelas lições do impressionismo nos anos 1950 até uma pintura de forte teor expressionista, no final da vida. Em 1996 foi homenageado no III Festival Nacional de Arte-Fenart (Funesc/Governo do Estado), com mesa-redonda e exposição na Galeria Archidy Picado, sob a curadoria do Prof. Dr. Gabriel Bechara (UFPB) e o apoio de sua filha, Graça Lyra.
“José Lyra viveu numa família de artistas. Seu avô, José Graciliano Filho era pintor e escultor. Seus primos Pinto Serrano e Olívio Pinto chegaram a realizar uma obra importante através de paisagens que registram canaviais da várzea, praias, igrejas, fazendas, riachos e pormenores da vida urbana...” (Raul Córdula, ABCA/AICA)
fonte: [Arquivo Galeria Archidy Picado, Funesc]


A ediçao de dezembro de 2012 a revista Correio das Artes publica reportagens com o pintor natalense José Lyra.

sábado, 22 de dezembro de 2012

Relíquias do pioneiro da fotografia

Tribuna do Norte - 20.12.2012.

UM  dos acervos visuais mais preciosos sobre o período da aviação civil até a Segunda Guerra Mundial em Natal será, enfim, publicado. Guardado há 50 anos pela família do fotógrafo, escritor e jornalista João Alves de Mello (1896-1989), o livro "Asas sobre Natal - Pioneiros da Aviação no RN" foi lançado ontem em Macaíba, no Solar Caxangá, e hoje ganha os salões do Palácio Potengi - Pinacoteca do Estado, às 20h, na Cidade Alta. A foto dos presidentes Roosevelt e Vargas no jipe, às margens do Potengi em 1943, é o clique mais famoso do fotógrafo. A obra póstuma de Alves de Mello pode, inclusive, responder uma das questões mais polêmicas do último século: afinal, o escritor e aviador Antoine de Saint-Exupéry (1900-1944), autor do célebre "O Pequeno Príncipe", esteve ou não em Natal?
O filho do autor, Edmundo Alves, 72, garante que sim. "Está lá no livro, essa e outras tantas imagens inéditas". Ele disse que "o material ficou guardado esse tempo todo por falta de interesse do poder público em publicar". O acervo de João Alves de Mello, que foi correspondente da revista Time-Life durante a Guerra, tem cerca de quatro mil fotos, tiradas a partir dos anos 1920, e inclui até as chapas de vidro que os fotógrafos da época usavam. Edmundo explicou que o pré-lançamento em Macaíba tem justificativa afetiva: o fotógrafo nasceu no município e parte de sua história está contada na museologia do Solar Caxangá. "O importante é manter a memória do meu pai e da minha família". Ele explicou que há tempos foi procurado por pessoas querendo digitalizar o acervo inédito para montar uma exposição. "Agora posso pensar nisso com o lançamento do livro", considerou.


Com quase 600 páginas e 380 imagens da época, muitas delas inéditas, "Asas sobre Natal" desperta curiosidade por seu conteúdo histórico e já surge como mais uma peça do quebra-cabeça da memória natalense. O título, que sai com selo da Editora UNA (Marize Castro) e apoio da Fundação José Augusto dentro da Coleção Cultura Potiguar, também traz encartado o documentário (DVD)  "New Film" sobre a Intentona Comunista dos anos 1930, produzido pelo próprio fotógrafo com imagens e vídeos da época.

DivulgaçãoRomaria em frente ao busto do aviador Augusto Severo, durante a Semana da ASA de 1936
Romaria em frente ao busto do aviador Augusto Severo, durante a Semana da ASA de 1936


Interessado em aviação, Alves de Mello não só registrou o intenso movimento de hidroaviões nos anos 1920 e 30, e dos caças e bombardeiros dos Aliados na década de 40, como também documentou a vida social e urbana de então pequena Natal da primeira metade do século 20 até o início da transformação da cidade em metrópole em meados dos anos 1980 - seis décadas de cliques.



Entre os detalhes destacados na obra, registros únicos da passagem de nomes da aviação mundial como Paul Vachet com seu Breguet nº 307; Le Brix e Costes, em 1927; Mermoz, que realizou em 1930 a primeira travessia sobre o Atlântico; a aviadora Maryse Bastié, que fez a rota Paris/Dakar/Natal, em 1936, sem rádio; Marcel Bouilloux; Comte. de La Vaux; e Edmond d'Oliveira.

ArquivoEstuário do rio Potengi, em 1920, base de pouso de hidroaviões
Estuário do rio Potengi, em 1920, base de pouso de hidroaviões


"Ele tinha o olhar de historiador", disse o filho Edmundo Alves, informando que o acervo do pai também inclui recortes de jornais, crônicas, reportagens, entrevistas, artigos, comentários e notícias sobre a presença significativa de Natal na rota da aviação mundial. João Alves de Mello foi testemunha de episódios que mudaram os rumos da recente história do Ocidente.

João Maria de MelloDa esquerda para a direita: Manoel (mecênico), Ezan(rádio), Exupéry (piloto), Guiliaumet (piloto), Bonnot (piloto).
Da esquerda para a direita: Manoel (mecênico), Ezan(rádio), Exupéry (piloto), Guiliaumet (piloto), Bonnot (piloto).


Lançamento do livro "Asas sobre Natal - pioneiros da Aviação no Rio Grande do Norte" (UMA/FJA), obra póstuma do fotógrafo e escritor João Alves de Mello. Hoje, às 20h, no Palácio da Cultura - Pinacoteca do Estado. Preço: R$ 100.
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Notas do blogue: Há um engano na nominação desta equipe de pilotos e tripulantes da Latécoére, pois o 3º homem que segura o chapéu, identificado como "Exupéry- piloto", seria um dos ases da aviação em 1927, em Natal, Jean Pierre, conforme a identificação da mesma na página 450 do livro de João Alves de Melo. O nome de Jean Pierre está registrado manuscritamente, na p. 450, nos autógrafos dos pilotos para o fotógrafo João Alves de Melo.Na páginas 107 e 108, estão os nomes dos diretores e pilotos que estiveram em Natal, inclusive de Saint- Exupéry e Jean Pierre, este o 24º nome da lista.
Portanto, o livro não traz prova fotográfica de Exupéry em Natal, mas os registros das páginas 108 e 169 (Depoimento de Jean-Gerard Fleury.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012


INSTALAÇÃO DA COMISSÃO DA VERDADE DA UFRN – 18.12.2012

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No decorrer da existência, passei por três etapas fundamentais, onde pude assistir no palco da vida alguns fatos ligados à convivência entre as pessoas.
O primeiro momento, eu era ainda muito jovem. Entrei na Faculdade de Direito da velha Ribeira no período mais grave da história recente do governo de exceção (1964-1968). Recém casado e pai, não pude me engajar nos movimentos políticos de então, nem na esquerda nem na direita, mas convivi com os percalços e com a fuga forçada de alguns contemporâneos. Fiz apenas o meu papel de estudante, aliviando os problemas dos colegas, que também me atingiam, postulando, com êxito, a realização das provas perdidas com as greves, de forma a que ninguém fosse prejudicado.
Num segundo momento, já em pleno exercício profissional e no esplendor da minha capacidade laborativa, fui eleito Presidente da OAB/RN, num pleito memorável, pois consegui a vitória contra um poderoso advogado, ex-governador do Estado e, por isso, obrigado a realizar uma correta administração. Foi aí que tive maior contato com a realidade e tomei a iniciativa de publicar um MANIFESTO para a criação de um movimento em favor dos oprimidos e perseguidos, que teve o nome de COMITÊ EM DEFESA DA VIDA, que assim se iniciava:
“Ninguém será submetido a tortura, nem a tratamento ou castigo cruel, desumano ou degradante”(art. V da Declaração Universal dos Direitos do Homem- ONU 10/12/48) a que corresponde o art. 5º, III, da Constituição da República Federativa do Brasil, em vigor.
Esse Comitê foi instalado em sessão histórica, reunida a sociedade civil organizada, aproveitando a data da conquista da Lei nº 6.683 – Lei da Anistia, de 28 de agosto de 1979. Nesse ato colhemos o depoimento de quase todos os que responderam inquérito policial-militar e o registro foi feito em filme pelo Centro de Direitos Humanos e Memória Popular, tendo à frente o, igualmente jovem, Roberto Monte.
Dizíamos: “DENTRO DESTE ESPÍRITO, CONCLAMAMOS TODA A SOCIEDADE NORTE-RIO-GRANDENSE a cerrar fileiras na luta contra a violência e a impunidade, respaldando e acompanhando as denúncias, visando a desestimular essas ações, MEDIANTE A PUNIÇÃO EXEMPLAR DOS CULPADOS, inclusive com divulgação das apurações dos fatos ocorridos, para que se coíba, de uma vez por todas, a permanência dessa indignidade, que é uma vergonha à civilização”.
O final do MANIFESTO transcrevia parte do Estatuto do Homem, do poeta THIAGO DE MELLO:
“Fica decretado que agora vale a verdade, que agora vale a vida, e que de mãos dadas, trabalharemos todos pela vida verdadeira.!(Art. I).
Nosso esforço colheu alguns frutos e durou por mais dois mandatos, depois foi esquecido e eu cheguei a perder a fé.
Agora, vivo o terceiro momento, quando o outono povoa o meu ser, já alquebrado pelos primeiros sinais de velhice, recebo o convite da Magnífica Reitora para Presidir a Comissão da Verdade da UFRN, calcada nos objetivos da Lei Federal nº 12.528, de 18/11/2011, ofertando-me a última oportunidade de colaborar para a restauração da verdade histórica dentro da Universidade Federal do Rio Grande do Norte e possibilitar reparações de injustiças.
Assumo o encargo com coragem, mas sem ódio. Não quero perder o meu resto de tempo com revanchismo. Pretendo, com a inestimável colaboração dos nobres integrantes deste Colegiado, que representam vetores diversos da sociedade civil, conduzir os trabalhos dentro da racionalidade e, sobretudo da verdade dos fatos, para alentar, ainda, aqueles que tiveram o seu destino marcado e os seus ideais postergados, mas que não perderam a capacidade de se indignar com os atos de força e a sonhar com uma esperança verdadeira de reparação.
A data de instalação desta Comissão coincide com os 52 anos da federalização da nossa Universidade, que fora criada em 25 de junho de 1958 e instalada em sessão solene no Teatro Alberto Maranhão, a 21 de março de 1959.
Concluo dizendo:
“FOI DECRETADO QUE AGORA SÓ VALE A VERDADE”.
SÓ DEPENDE DE NÓS!
O b r i g a d o.             
CARLOS ROBERTO DE MIRANDA GOMES
Presidente da Comissão da Verdade da UFRN

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

0 "apagão científico" de Miguel Nicolelis.

Do blog de Herton Escobar.

Estado de S. Paulo - 17.12.2012.

 

SOBRE NEUROCIÊNCIAS EM NATAL


O jornal O Estado de S. Paulo publicou neste domingo (dia 16) uma reportagem sobre o andamento dos projetos de pesquisa científica liderados pelo neurocientista Miguel Nicolelis nas cidades de Natal e Macaíba, no Rio Grande do Norte. A reportagem, produzida por mim em parceria com o repórter Felipe Frazão, traz à tona uma série de críticas e questionamentos da comunidade científica brasileira com relação ao andamento destes projetos e à quantidade de recursos públicos que está sendo destinada a eles.
Copio abaixo, ipsis literis, o email que enviei ao Prof. Nicolelis no início da noite de segunda-feira, dia 10 de dezembro, com 24 perguntas relacionadas aos temas abordados na reportagem. O email foi reenviado na terça, na quarta e na quinta-feira, com cópia para a assessora do Prof. Nicolelis na AASDAP em São Paulo. Simultaneamente aos emails, enviei mensagens por celular e tentei falar com ele diversas vezes por telefone durante a semana, pedindo que ele confirmasse o recebimento das perguntas, mas não obtive resposta. Na quinta-feira à noite, dia 13, o Prof. Nicolelis me enviou uma resposta por email, copiada também aqui, abaixo das perguntas. Vale ressaltar que em nenhum momento ele pede mais tempo para responder nem questiona qualquer uma das informações contidas nas perguntas.
A íntegra das matérias pode ser lida neste link.
As perguntas continuam à disposição do Prof. Nicolelis para respondê-las.
CÓPIA DO EMAIL:  
Prezado Prof. Nicolelis,
No meu papel de jornalista, gostaria de solicitar uma entrevista com o senhor sobre o andamento dos projetos científicos administrados pela AASDAP em Natal e Macaíba, que nos últimos anos receberam aportes significativos de recursos públicos federais. As principais perguntas estão abaixo. Por favor fique à vontade para repondê-las por escrito, por telefone ou pessoalmente. As perguntas referem-se exclusivamente aos projetos de pesquisa científica administrados pela AASDAP (IINN-ELS, Centro de Pesquisa de Macaíba e Câmpus do Cérebro), sem envolver os projetos sociais de saúde e educação científica (Centro de Saúde Anita Garibaldi e Escola Alfredo J. Monteverde).
Peço, por favor, que confirme o recebimento desta mensagem. O prazo para fechamento da reportagem é sexta-feira, 14 de dezembro. Obrigado.
PERGUNTAS:
SOBRE PRODUÇÃO CIENTÍFICA:
1) Qual foi o motivo do rompimento com os pesquisadores da UFRN em julho de 2011? Em seu artigo publicado em agosto de 2011 na página do IINN-ELS (http://www.natalneuro.org.br/noticias_brasil/2011-08agosto.asp) o senhor diz que “o término da colaboração já estava previsto” e não representava “nenhum prejuízo na continuidade das pesquisas” no IINN-ELS. O que isso significa exatamente? O rompimento já estava previsto em algum documento da parceria do instituto com a UFRN? Conforme divulgado amplamente pela mídia na época, os pesquisadores que saíram do instituto atribuem o “racha” ao seu estilo de gestão, que seria excessivamente autoritário, a ponto de impedi-los de trabalhar adequadamente (por exemplo, não autorizando a instalação de equipamentos, a realização de experimentos e a entrada de pessoas no prédio). Há alguma verdade nisso?
2) Do ponto de vista de um gestor/administrador, como o senhor avalia o fato de quase 100% da sua equipe de trabalho (incluindo pesquisadores, técnicos e alunos) ter abandonado o IINN-ELS simultaneamente, do dia para a noite? Como o principal responsável pelo instituto, o senhor reconhece alguma falha de gestão ou liderança na condução do projeto?
3) De acordo com o site do IINN-ELS, a equipe de pesquisa do instituto atualmente é composta de seis pessoas: Rômulo Fuentes, Edgard Morya, Marco Aurélio Freire, Mariana Araújo, Hougelle Simplício Pereira e Robson Savoldi. Além de três alunos de pós-graduação: uma pós-doc (Carolina Kunicki) e dois doutorandos (Maxwell Santana e Ivani Brys). O senhor confirma essa informação?
4) Em entrevista ao caderno Aliás do jornal O Estado de S. Paulo, publicada em 27 de agosto de 2011 (http://www.estadao.com.br/noticias/suplementos,daqui-nao-sai-mais-um-ovo,764739,0.htm), o senhor questionava a qualificação científica da equipe que rompeu com o IINN-ELS, afirmando o seguinte: “Um índice 10 é muito ruim, é o cara que acabou o pós-doutorado, no máximo”, diz Nicolelis. O H da questão é que, numa reunião com os dez pesquisadores em setembro passado, ele disse que o currículo do grupo tinha um índice da idade da sua sobrinha de 5 anos. “Eles não têm massa crítica como instituto, ninguém ali tem um índice-H maior que 15, há quem tenha índice 2”, diz Nicolelis.” Segundo os dados disponíveis na base de dados Scopus, o índice H médio dos seis pesquisadores que compõem a equipe atual do IINN-ELS (sem contar o senhor e os três alunos) é 3,8. O índice mais alto é 7 (Marco Aurélio Freire) e o mais baixo é 1 (Robson Savoldi). Tomando o índice H como referência de qualificação científica e com base no que o senhor disse na entrevista, seria justo dizer que a qualificação científica da atual equipe do IINN é “muito ruim”?
5) O IINN-ELS pode ser considerado um instituto “de ponta” na neurociência brasileira e/ou internacional? Como o senhor avalia a produção científica do instituto? E com relação à formação de recursos humanos?
6) Em uma notícia institucional publicada no site do IINN-ELS em agosto de 2011 (http://www.natalneuro.org.br/noticias_brasil/2011-08agosto.asp) o senhor anuncia a formação de uma nova equipe de pesquisadores do instituto, que seria formada “pela nata da neurociência mundial“. A notícia inclui uma lista com os nomes de 31 cientistas estrangeiros que passariam a “colaborar permanentemente com a equipe científica do instituto, atuando como orientadores, pesquisadores e chefes de projetos”. O que fazem, exatamente, esses 31 pesquisadores estrangeiros no IINN-ELS? Quanto tempo eles passam fisicamente presentes em Natal? Têm laboratórios dentro do instituto? Já assinaram algum trabalho científico com vínculo ao IINN-ELS?
7) Quem são as pessoas na foto atachada a este email, que ilustra a notícia de agosto de 2011 no site do IINN-ELS (http://www.natalneuro.org.br/noticias_brasil/2011-08agosto.asp)? O senhor poderia identificar cada uma delas e descrever o vínculo de cada uma delas com o IINN-ELS? Há quem diga que o senhor, naquela ocasião, trouxe pessoas da sua equipe na Universidade Duke, nos EUA, para “fazer volume” e mascarar a falta de pesquisadores mais gabaritados no IINN-ELS. Há alguma verdade nisso?

8) Desde agosto de 2011, segundo o seu currículo Lattes, o senhor publicou 13 trabalhos científicos em revistas indexadas. Em todos eles, com uma única exceção (Freire et al., PLoS One, Nov. 2011), o senhor é o único autor com vínculo ao IINN-ELS. Todos os outros autores são estrangeiros; a maioria deles vinculada à Universidade Duke. Na prática, quanto da ciência que dá fundamento a estes trabalhos foi produzida efetivamente dentro dos laboratórios do IINN-ELS? Quanto tempo o senhor passa, em média, fisicamente dentro do IINN-ELS, fazendo pesquisa?
9) O único trabalho dentre estes 13 que tem outros autores vinculados ao IINN-ELS (Freire et al., PLoS One, Nov. 2011) foi produzido antes do rompimento da equipe (a data de submissão do trabalho à PLoS One é 4 de julho de 2011). Diante disso, seria correto dizer que a atual equipe de pesquisadores “residentes” do IINN-ELS não publicou nenhum trabalho científico novo desde agosto de 2011?
10) Por que o senhor não publicou em revista científica indexada os resultados do experimento em que a macaca Idoya caminhando em uma esteira no seu laboratório nos EUA comandou os movimentos de um robô no Japão, com os comandos cerebrais transmitidos via internet, em 2008? O experimento foi amplamente divulgado na mídia internacional e o senhor dá grande destaque a ele em suas palestras, mas os dados científicos nunca foram publicados em revistas indexadas, impossibilitando outros cientistas de reproduzir e validar os resultados. Por que o senhor optou por não seguir o protocolo-padrão de publicação científica neste caso específico? Como o senhor avaliaria essa mesma postura de um concorrente seu?
11) Por que a parceria do senhor com o Hospital Sírio-Libanês não foi renovada?
SOBRE FINANCIAMENTO:
1) Quanto dinheiro exatamente, em recursos públicos federais, já foi investido nos projetos da AASDAP em Natal e Macaíba desde a sua fundação? Em nome da transparência, favor identificar o órgão financiador associado a cada montante (por exemplo, MEC, MCTI, Finep, CNPq, etc), o destino que foi dado a cada montante (por exemplo, compra de equipamentos, construção de prédios, projetos de pesquisa, etc) e o projeto associado a cada montante (IINN-ELS, Centro de Pesquisa de Macaíba ou Câmpus do Cérebro).
2) O senhor afirma no seu artigo de agosto de 2011 no site do IINN-ELS (http://www.natalneuro.org.br/noticias_brasil/2011-08agosto.asp) que “2/3 da captação total de recursos da AASDAP até hoje advêm de fontes de financiamento privadas nacionais e estrangeiras; isso quer dizer que para cada real público recebido pela AASDAP, 2 reais foram captados de fontes privadas“. Sendo assim, seria correto deduzir que o volume de recursos privados captado pela AASDAP é o dobro do valor que o senhor indicar como resposta para a pergunta anterior? Qual é a aplicação dada a esses recursos privados? Quanto disso é usado para fins de pesquisa (compra de equipamentos, reagentes e outros insumos de pesquisa, por exemplo) versus pagamento de salários e outros custos administrativos?
3) Qual é o status operacional neste momento do projeto de construção do Câmpus do Cérebro em Macaíba? Os prédios já estão prontos? Já há equipamentos dentro deles? Há uma data prevista de inauguração e início dos trabalhos de pesquisa (em entrevistas recentes o senhor disse que ele seria inaugurado em 2012)?
4) Qual é o tamanho do prédio de pesquisa do Câmpus do Cérebro, especificamente? Notícias no site do IINN-ELS dizem que ele terá 25 laboratórios. Quantas pessoas (incluindo cientistas, técnicos, alunos, pessoal administrativo e prestadores de serviço) o senhor estima que serão necessárias para operar uma infraestrutura desse porte?
5) Com relação à disputa sobre posse e uso dos equipamentos de pesquisa no IINN-ELS: Há algum equipamento com tombo da UFRN ainda dentro do instituto? A quem pertencem, exatamente, os equipamentos de pesquisa do IINN-ELS — à AASDAP, à UFRN ou aos órgãos financiadores do governo federal que pagaram pelos equipamentos? Os laboratórios e os equipamentos científicos comprados com dinheiro público federal que estão dentro do instituto podem ser usados por alunos e professores da pós-gradução em neurociências da UFRN?
6) Com relação ao computador BlueGene, doado pelo governo da Suíça em 2010: Onde está esse computador agora e qual é o status operacional dele? Há quem diga que o computador já está bastante defasado, e que será muito mais custoso colocá-lo para funcionar do que seria comprar um sistema novo ou pagar por tempo de uso em sistemas já instalados e mais modernos, disponíveis no mercado acadêmico e privado. Como o senhor avalia essa relação de custo-benefício? Quem pagou e quanto custou para trazer o BlueGene para o Brasil?
7) Diante das aparentes dificuldades de atrair e fixar pesquisadores de alto nível no IINN-ELS em Natal, qual é a estratégia do senhor para fazer isso no Câmpus do Cérebro, em Macaíba, onde as dificuldades logísticas, estruturais e os custos operacionais serão ainda maiores do que na capital?
SOBRE O PROJETO WALK AGAIN:
1) Qual é o custo previsto e quais são as fontes de financiamento para a realização do projeto Walk Again no Brasil, associado à meta de colocar uma criança/jovem brasileira com lesão medular para dar o chute inaugural da Copa do Mundo de 2014? O senhor já recebeu ou espera receber recursos do governo federal para esse projeto?
2) Há quem diga que a proposta do senhor no projeto Walk Again para a abertura da Copa do Mundo é prematura, do ponto de vista ético e científico. O senhor acredita que já há resultados suficientes dessa tecnologia em modelos animais para propor um experimento com seres humanos nesses mesmos moldes? Quais são esses resultados? O senhor já fez algum experimento semelhante de locomoção motora comandada via interface cérebro-máquina com seres humanos no seu laboratório da Duke ou na Suíça?
3) Uma das preocupações levantadas por outros pesquisadores diz respeito à duração da funcionalidade dos eletrodos implantados no cérebro, que supostamente perderiam a capacidade de registrar os impulsos cerebrais após algumas semanas. O que os resultados obtidos até agora dizem sobre isso? O implante dos eletrodos seria permanente, ou os eletrodos teriam de ser removidos e/ou movidos para diferentes pontos do córtex de tempos em tempos?
4) Como será feita a seleção dos pacientes no Brasil para este experimento e onde (em qual instituição) será feita a implantação dos eletrodos no cérebro dos pacientes selecionados? Faltando 17 meses para a abertura da Copa do Mundo, o senhor já submeteu algum projeto de pesquisa à Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep)? Qual é o cronograma de pesquisa e experimentação do projeto para cumprir a meta de fazer uma demonstração já na abertura da Copa?
5) Em experimentos com seres humanos, a identidade dos participantes costuma ser mantida em sigilo. O senhor vê alguma preocupação ética em expor uma pessoa que participa de um ensaio clínico como este em um evento esportivo, que será assistido ao vivo por milhões de pessoas no mundo todo?
SOBRE O PRÊMIO NOBEL:
1) Há uma grande expectativa no Brasil de que o senhor, a qualquer momento, será o primeiro brasileiro a ganhar o prêmio Nobel. O senhor, pessoalmente, também se vê como um candidato ao prêmio?
Cordialmente,
Herton Escobar
……
RESPOSTA DO PROF. NICOLELIS:
Prezado Herton,
Tudo bem com vc? Desculpe-me pela demora em responder, mas infelizmente não terei como atender seu pedido tão gentil. Na minha condição de cientista profissional, nesse momento, eu estou imerso e totalmente focado numa série de experimentos, escrita de trabalhos e relatórios. Assim, não tenho como responder a volumosa série de perguntas que vc me remeteu no prazo tão minúsculo que me foi oferecido. Quem sabe numa outra oportunidade podemos conversar? Que tal assim? Podemos agendar para depois da abertura da Copa de 2014!
Gde abc e boa sorte nos seus projetos.
Miguel
MINHA RESPOSTA AO PROF. NICOLELIS:
(enviada logo na sequência, ainda na noite de quinta-feira)
Caro Prof. Nicolelis,
Resposta registrada. A matéria continua de pé para a edição de domingo. Se o senhor mudar de ideia e se interessar em responder ao menos parte das questões, estarei à disposição.
Obrigado.
Herton Escobar
10 Comentários Comente também
  • 17/12/2012 - 06:31
    Enviado por: Rorbeto Menestrel
    Eu acho que o Nicolelis deveria ter uma maior preuculpação em esclarecer todas as questões em projetos que recebem dinheiro público. Falar para conversar depois da COPA foi patético…
  • 17/12/2012 - 09:35
    Enviado por: Dinah
    Parabéns pela reportagem e pela coragem!
    Acredito que a verdade precisa ser esclarecida. Independente de ser um pesquisador famoso, o Dr. Nicolelis precisa ser o primeiro a dar o exemplo de ética e cidadania. Atitude científica requer atitude cidadã! Não pode atropelar valores e pessoas em nome de objetivos próprios cujos fins seriam justificados pelos meios utilizados (máxima utilizada por alguns egoístas poderosos). É preciso averiguar por que tantos cientistas ficaram com seus trabalhos dificultados após romperem com Nicolelis! Além disso porque tanto dinheiro para a Copa do mundo em 2014 sendo que somos carentes de saúde, higiene, escola, educação , etc. O que será de nós após as dívidas da Copa?
    Espero que a reportagem seja aprofundada e nos traga respostas.
  • 17/12/2012 - 10:33
    Enviado por: Paul
    O MPF deveria investigar a questão a fundo. O IINN funciona a base de verbas publicas e doações (não sei quais, não existem) que sustentam inumeras viagens de Nicolelis para assistir jogos do Palmeiras em São Paulo, entre outras coisas e, também mordomias da diretoria paulistana falida do instituto, que trata Nicollelis feito Deus e o protege da massa ignorante com truculencia..
    A parte parte social do instituto, qua abriga escola para carentes estranhamente segue um programa próprio, dito cientifico, que ninguem até hoje viu resultado concreto e nem sequer acolhe voluntários para a realização de atividades, como é comum em instituições deste tipo.
    Fato é que Nicolelis se acredita além do bem e do mal, acima da humanidade, por se julgar inteligente demais e por achar que seu trabalho pode salvar a humanidade, mas defato, até hoje só se viu apresentação de power point e muita promessa.
  • 17/12/2012 - 11:25
    Enviado por: klebert dias
    ..1.desconfie sempre de muita propaganda de futuras descobertas….2. onde tem fumaça tem fogo. 3. 6 meses antes da Copa tudo tem que ser testado (projeto Piloto)
  • 17/12/2012 - 11:51
    Enviado por: Jonas Gitz
    A resposta parece querendo impactar, um desafio do tipo, “veremos se não consigo manter o projeto do chute inicial na copa”…
    de qualquer forma, é uma pena que este gasto da união fique sem nenhum retorno…
  • 17/12/2012 - 11:52
    Enviado por: beto costa
    e esse sr ainda queria mandar aqui em Natal, onde um bando de bajuladores de olho nas verbas, foram logo defendendo esse cara. Olha sem juizo de valor, cientista que se preza, estuda e pesquisa, quando vem à mídia, com apoio ideológico de partido…mudou de lado..
  • 17/12/2012 - 15:46
    Enviado por: Prof. Lea Velho
    Parabens, Herton, pela elaboração das perguntas.
  • 17/12/2012 - 16:53
    Enviado por: Ricardo Correa
    A resposta do Nicolelis em agendar uma conversa após a Copa de 2014 é a máxima! Gostaria de saber se ele enviaria o mesmo tipo de resposta a qualquer Advisory Board da Duke questionando sua produção e/ou ética científica.
  • 17/12/2012 - 16:56
    Enviado por: Ricardo Correa
    Por sinal, Herton, por favor não “deixe a peteca cair” e continue cutucando neste assunto!! É de extrema preocupação para o devido avanço e respeito a ciência brasileira!
  • 17/12/2012 - 20:34
    Enviado por: Bruno Giovanni
    Caro Heitor, reproduzi no meu blog que fica aqui no RN e hoje é o 3 veiculo virtual mais acessado no RN. Dr Nicolelis tem muito o que explicar. Abraços e segue nosso link com uma critica e reproduzindo seu texto com o devido credito.
    http://blogdobg.com.br/ficou-feio-para-nicolelis/

Morre inventor do código de barras.


Fonte: UOL - São Paulo
13.12.2012.
Norman Joseph Woodland, um dos engenheiros responsáveis pela criação do código de barras, morreu no último domingo (9) em sua casa, em Edgewater, no Estado americanon de Nova Jersey, aos 91 anos. A morte foi confirmada por sua filha ao jornalNew York Times.
Junto com o colega Bernard Silver, Woodland criou a tecnologia baseada em linhas estreitas que hoje é utilizada para identificar bilhões de produtos. A ideia foi desenvolvida em 1940 e patenteada alguns anos depois.
O engenheiro, que estava aposentado, nasceu em Atlantic City em 1921. Escoteiro, ele havia aprendido código morse, algo que seria decisivo para sua invenção.
Depois de se formar no Instituto de Tecnologia Drexel (atual Universidade Drexel), na Filadélfia, o engenheiro voltou à faculdade para fazer mestrado. Em 1949, um executivo de um supermercado local visitou o campus e implorou ao reitor que fosse criada uma forma eficiente de codificar as informações dos produtos comercializados.
Woodland, então, pensou que era preciso criar um código simples e logo imaginou uma adaptação gráfica do código morse. Ele estava na praia quando começou a desenhar linhas na areia com os dedos – assim surgiu o conceito que hoje é adotado no mundo todo.
Ambos patentearam a invenção em 1952. Mas o projeto ficou só no papel, já que exigia um equipamento de leitura muito caro para a época. Woodland e Silver venderam a patente para a Philco por US$ 15 mil – e esse foi o único dinheiro que a dupla obteve pela criação revolucionária.
Woodland trabalhava na IBM quando a patente expirou, em 1960. Ele permaneceu na empresa até sua aposentadoria, em 1987.
A escaneamento a laser e o advento dos microprocessadores tornou o código de barras viável e, nos anos de 1970, um colega da IBM, George Laurer, desenhou o retângulo branco e preto que hoje conhecemos, inspirado no modelo de Woodland e Silver. O método virou padrão na indústria americana por volta de 1973.
Woodland deixa a mulher, Jacqueline Blumberg, três filhos e uma neta

sábado, 15 de dezembro de 2012


Osair comenta lançamento livro do jornalista Dermi Azevedo

Foto da capa livro/divulgação
O blog replica comentário do jornalista Osair Vasconcelos, de seu facebook, por ocasião do lançamento do livro de outro jornalista potiguar Dermi Azevedo, ontem, sexta(14), em Natal, confira:
 
“Dermi Azevedo lançou ontem, no Bella Napolli, "travessias torturadas", o relato de como atravessou os anos da ditadura. Sofreu e sobreviveu, pagando um preço alto. Dermi é um exemplo de jornalista e ativista social. Tenho o prazer de ter trabalhado e participado - junto com ele e outros jornalistas de Natal - da criação da Coojornat, do Sindicato de Jornalistas, do Comitê de Imprensa da A.L. e de termos feitos eventos e manifestações culturais e políticas quando isso era ousado.
 
Dermi vale um livro, vale uma amizade, respeito e admiração. Muita gente foi lá, para demonstrar exatamente essas coisas.”
 
- Sobre a Coojornat – Cooperativa dos Jornalistas de Natal, era o pilar de sustentação dos profissionais de jornalismo no início da década de 1980, com a produção de material informativo da categoria, com a edição de periódico,  e produção gráfica para o segmento local com a geração de renda e emprego no mercado profissional.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Mais um roubo de carro no conjunto Candelária,


Polícia Civil desarticula quadrilha de assaltantes

Tribuna do Norte.

Publicação: 14 de Dezembro de 2012 às 00:00
A Polícia Civil desarticulou uma quadrilha de assaltantes na tarde da última quarta-feira, 12, na zona Sul de Natal. Os integrantes são acusados de dar apoio aos bandidos que assaltaram uma joalheria no shopping Via Direta, no final de outubro, e de participar do assalto ao Banco do Nordeste, em Parnamirim, no último dia 20 de novembro. Na Operação, batizada de "Natalina" devido à proximidade do período de Natal, foram presas três pessoas.
divulgação/defurA Operação Natalina, que prendeu três assaltantes, foi comandada por delegados da DefurA Operação Natalina, que prendeu três assaltantes, foi comandada por delegados da Defur

A Operação foi comandada por uma equipe de policiais civis da Delegacia Especializada em Furtos e Roubos (Defur), liderada pelos delegados Atanázio Gomes e Herlânio Cruz. Foram presos Daniele Ferreira de Lima, de 23 anos, Michely Kelyany de Moura Lopes, 27 anos, Zadonaide Fernandes Nunes, 30 anos e Leandro Neves de Farias, de 28 anos, vulgo "Bola de Neve". Este último é considerado líder da quadrilha.

Com os assaltantes, os policiais civis apreenderam dois revólveres, sendo uma delas uma pistola 9mm furtada de um policial federal, 50 munições 9mm, 25 munições calibre 38, um veículo tipo Corolla placas NNR-4378, um carro do tipo Nissan Sentra, placas MZJ-7775, além de netbook, aparelho de DVD, duas câmeras fotográficas digitais, óculos de sol, aparelhos celulares e relógios.

De acordo com o titular da Defur, Atanázio Gomes, a quadrilha já vinha sendo investigada há cerca de seis meses. "Ontem recebemos uma informação dando a localização exata dos bandidos, deslocamos equipes até o local e com isso conseguimos efetuar as prisões", explicou o delegado. A denúncia dava conta de que o grupo se reunia para planejar os assaltos numa casa localizada na Rua. Pot. Cecília Meireles, nº 255, bairro de Pitimbu, Zona Sul de Natal. No imóvel, os policiais da Defur conseguiram prender o Leandro Neves e apreender parte do material. O acusado levou os policiais até outra residência, onde foi preso o restante da quadrilha, cujo endereço é Rua Oiti, 170 - Parque dos Eucaliptos/Parnamirim.

Essa última residência foi alugada pelo grupo no valor mensal de R$ 1.500, mas a polícia descobriu que o grupo já havia pago adiantado seis meses de aluguel.

Segundo o delegado, Leandro "Bola de Neve", que é fugitivo de Alcaçuz, confessou que assaltou o Banco do Nordeste, localizado em Parnamirim, juntamente com outros dez meliantes. "Ele disse que teria subtraído um milhão de reais do banco, mas que na divisão do dinheiro ficou apenas com R$ 100 mil, mas que já havia gastado o montante", relatou o delegado.

As mulheres presas eram responsáveis, de acordo com as investigações da Defur, pela parte logística e lavagem do dinheiro dos assaltos. Além desses crimes, o grupo também é suspeito de praticar assaltos a residências e outros roubos. Todos os presos já respondem a processos criminais na justiça. Eles foram autuados por assalto, formação de quadrilha e porte ilegal de armas de uso restrito.

Memória

Caso da bomba do Via Direta
Uma ameaça de bomba causou tumulto no Shopping Via Direta, em Mirassol, na noite do dia 30 de outubro. A Polícia Militar foi ao local e detonou o artefato em local isolado. A bomba foi deixada por um casal de criminosos em uma loja do shopping, logo após um assalto a uma joalheria no mesmo shopping poucos minutos antes. Após a fuga dos bandidos, os funcionários acionaram a Polícia Militar para averiguarem a caixa.

Quando uma equipe da PM especializada em artefatos explosivos chegou ao local, a bomba foi retirada de dentro da loja e levada para uma área externa, onde os policiais desarmaram a bomba.

Assalto ao BNB de Parnamirim

Cerca de 15 homens assaltaram uma agência do Banco do Nordeste, em Parnamirim. O fato aconteceu no último dia 20 de novembro, no momento em que três funcionários abriam a agência. Os três funcionários foram rendidos pelos bandidos, que estavam bem vestidos, de terno e gravata. A suspeita é de que o bando já aguardava a chegada dos funcionários para anunciar o assalto.
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Parabéns aos policiais civis que derrubaram mais uma quadrilha de assaltantes que agia na zona sul de Natal.
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Na noite de ontem,13, por volta das 18h35m, na rua Frei Caneca, em Candelária, ocorreu um assalto à mão armada, praticado por dois jovens que estava num carro preto, com películas,a uma senhora que estava chegando em casa. Policiais militares estiveram no local às 19h30m e fizeram diligências, mas não há informações do paradeiro do carro e dos pertences da dona do Renault roubado. Foi o 7º assalto ocorrido na rua Frei Caneca, segundo Reginaldo, morador da mesma artéria que já sofreu três assaltos.
O crime teve testemunhas, segundo informações.


Clotilde Tavares abre baú de lembranças

Publicação: 13 de Dezembro de 2012 às 00:00
Tribuna do Norte. VIVER.

Em tom de memória e narrado em primeira pessoa, a escritora Clotilde Tavares revira o baú com lembranças de seus tempos de internato e transforma as experiências vividas entre os 8 e 10 anos no livro "Formosa És: memórias do internato" (Jovens Escribas, R$ 30), onde passa a limpo um período fundamental para a construção da maneira como encara as questões religiosas. A publicação será lançada nesta terça-feira, às 18h, no Solar Bela Vista, com direito a performance ao vivo de pianista e relançamento da segunda edição de "O verso e o briefing".
joanisa pratesAutora de 20 livros, Clotilde relembra infância em internatoAutora de 20 livros, Clotilde relembra infância em internato

"Na medida que envelhecemos, esse tipo de projeto funciona como uma terapia, nos faz perceber o quanto os acontecimentos da infância continuam repercutindo", disse Clotilde, avisando que tudo o foi registrado é verdade, "a minha verdade, e uma das pessoas a quem dedico é a psicóloga que me incentivou a desenterrar tudo isso". Ela também aproveita o lançamento para antecipar seu aniversário: a escritora faz 65 anos amanhã, e garante não ter problemas com as palavras "envelhecer, velha" e seus derivados.

No livro ela conta detalhes dos dois anos que esteve internada no  Colégio Nossa Senhora do Bom Conselho, em Pernambuco. "Lá descobri pecados que nem sabia que existiam, encontrei os primeiros demônios e procurei manter em equilíbrio a 'contabilidade' com Deus".

Clotilde adianta que "Formosa És", título retirado de um hino à Nossa Senhora, pode interessar qualquer pessoa, independente de conhecer ou não a autora. "A identificação do leitor se dá a partir da experiência, e não necessariamente comigo".

Serviço

Lançamento do livro "Formosa És", de Clotilde Tavares. Hoje, 18h, no Solar Bela Vista - Cidade Alta

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

sessoRN.com] Luiz Gonzaga na intimidade do anfitrião caicoense Basílio Ginane

  

13 de dezembro de 2012 17:08


Foto do arquivo de Marta Ginane
O blog faz um registro histórico e merecido nesta data do centenário de nascimento do Rei do Baião. Trata-se deste artigo publicado “Acordes de sanfona de um caicoense para o ídolo Luiz Gonzaga”, em que a neta de seu Basílio, Marta Ginane, posta comentário e diz que Luiz Gonzaga também esteve na casa do seu avô por volta de 1986, em sua última visita à Caicó, nessa época já na casa do bairro Penedo.  
 
A foto histórica de “Seu Luiz” como hóspede de Seu Basílio Ginane, na intimidade do lar do sertanejo que se tornou amigo leal do rei do baião. Entre os dois, a esposa do anfitrião, a educadora Dona Bernadete (já falecida) e ao redor filhos. 


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Postado por AssessoRN - Jornalista Bosco Araújo no AssessoRN.com em 12/13/2012 02:54:00 PM

O Estado do mundo se resume numa foto.


L'état du monde résumé en une photo
                   
       


quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Marcar com estrela
  
Fátima Bezerra intensifica luta por mais agências do BNB no RN e pelo Centro Cultural em Natal
 
Em reunião com o presidente do Banco do Nordeste do Brasil (BNB), Ary Joel Lanzarin, a deputada federal Fátima Bezerra (PT) recebeu a boa notícia de que o BNB incluiu o RN no processo de expansão da rede, o que vai possibilitar a construção de quatro novas agências: Natal, Ceará-Mirim, João Câmara e Umarizal.
 
A ampliação do BNB no RN é uma luta antiga da deputada que desde o governo do presidente Lula vem apresentando requerimentos e projetos de indicação para atender a essa ampliação. “É importante que o Rio grande do Norte também seja contemplado na expansão do BNB para que essas novas agências possam servir de incentivo às atividades e ao desenvolvimento econômico e social da região”, justificou.
 
Além das agências anunciadas a deputada pediu que fosse incluída uma agência para Parelhas, e retomou a reivindicação pela instalação do Centro Cultural do BNB em Natal. O presidente do BNB, de imediato, se comprometeu em atualizar os estudos de viabilidade para que Natal seja contemplada com o Centro Cultural, bem como a instalação de uma agência em Parelhas. [divulgação por assessoria]


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Postado por AssessoRN - Jornalista Bosco Araújo no AssessoRN.com em 12/12/2012 03:30:00 PM

terça-feira, 11 de dezembro de 2012


Lula diz que depoimento de Marcos Valério é 'mentira'


RODRIGO VIZEU
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, EM PARIS
BERNARDO MELLO FRANCO
ENVIADO ESPECIAL A PARIS

Atualizado às 20h59.
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou como mentirosas as afirmações do empresário Marcos Valério à Procuradoria-Geral da República.
Segundo reportagem de "O Estado de S. Paulo", Valério disse, em depoimento dado em setembro, que foi responsável por pagar despesas pessoais do ex-presidente em 2003, por meio de depósitos na conta de uma empresa de Freud Godoy, ex-assessor particular de Lula. O empresário também afirmou que Lula deu aval, pessoalmente, aos empréstimos usados para abastecer o esquema do mensalão.
"Eu não posso acreditar em mentira, eu não posso responder mentira", disse Lula na saída do primeiro dia de seminário organizado por seu instituto e a Fondation Jean-Jaurès, ligada ao Partido Socialista francês, em Paris.
Ricardo Stuckert/Divulgação/Instituto Lula
Dilma e Lula em evento em Paris nesta terça-feira
Dilma e Lula em evento em Paris nesta terça-feira
Rodeado de assessores e seguranças, o ex-presidente, que tem evitado falar com a imprensa, deixou rapidamente o local. Questionado se poderia responder mais perguntas sobre o caso, afirmou: "hoje, nem duas".
Na noite desta terça-feira (11), Lula participará de jantar oferecido pelo presidente da França, François Hollande, à presidente Dilma Rousseff no Palácio do Eliseu.
Ao longo do dia, o ex-presidente se reuniu reservadamente com membros de seu instituto e com convidados do seminário, e, à tarde, acompanhou discursos de Dilma e Hollande no evento, além de outros convidados.
No julgamento do mensalão pelo STF (Supremo Tribunal Federal), Valério foi condenado a 40 anos, 4 meses e 6 dias de prisão, além do pagamento de R$ 2,7 milhões em multa.
ALIADOS
Aliados de Lula também trataram o depoimento de Valério como uma "mentira".
O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), classificou de "profunda inverdade" as acusações. "A pessoa que disse não tem autoridade para falar mal do presidente Lula, que é um patrimônio da história deste país", disse o presidente do Senado.
O presidente da Câmara, deputado Marco Maia (PT-RS), afirmou que não há necessidade de se investigar o suposto envolvimento do ex-presidente Lula.
"Não é uma afirmação que mereça crédito, mereça consideração ou sequer investigação, eu acho que deve ser mandada para arquivo porque não merece, efetivamente, nenhum tipo de consideração", disse Marco Maia.
Em nota, o PT classificou como "sucessão de mentiras envelhecidas" o depoimento de Valério. "Trata-se de uma sucessão de mentiras envelhecidas, todas elas já claramente desmentidas. É lamentável que denúncias sem nenhuma base na realidade sejam tratadas com seriedade.
Valério ataca pessoas honradas e cria situações que nunca existiram, pondo-se a serviço do processo de criminalização movido por setores da mídia e do Ministério Público contra o PT e seus dirigentes", diz o texto assinado pelo presidente da legenda, Rui Falcão.
STF E OPOSIÇÃO
Presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) e relator do processo do mensalão, o ministro Joaquim Barbosa defendeu que o Ministério Público Federal investigue o suposto envolvimento do ex-presidente Lula.
Sem dar detalhes do conteúdo, Barbosa disse que teve "conhecimento oficioso" (fora dos autos) do novo depoimento prestado por Valério.
Questionado se o Ministério Público deve abrir inquérito para apurar o envolvimento do ex-presidente, Barbosa concordou: "Eu creio que sim".
Já a bancada do PSDB no Senado decidiu apresentar requerimento na Comissão de Constituição e Justiça para convocar Valério.
Ao comentar sobre o caso, o delator do caso do mensalão, o presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, disse que delação premiada "é coisa de canalha".
"Delação premiada para salvar o próprio coro é coisa de canalha", escreveu em seu blog pessoal.
Jefferson também diz que a declaração de Valério "não parece crível" e que o empresário, também condenado no mensalão, está "magoado".

Veja imagens que marcaram o mensalão


Sérgio Lima - 30.jun.05/Folhapress



Roberto Jefferson (PTB-RJ) aparece com o rosto inchado para depor na CPI dos Correios no dia 30 de junho de 2005. Jefferson contou que o olho roxo foi resultado de um acidente doméstico, quando parte de um armário o atingiu ao tentar alcançar um CD do Lupicínio Rodrigues