sexta-feira, 28 de junho de 2013

SEXTA-FEIRA, 28 DE JUNHO DE 2013

MOVIMENTO POPULAR DE NATAL

Hoje teremos um termômetro para avaliar o grau de sinceridade do movimento popular, marcado para sair da Praça Cívica.
Reivindicações legítimas terão o apoio total da população, mas se acontecerem atos de vandalismo, como ocorreu recentemente na Câmara Municipal de Parnamirim, precisaremos fazer um estudo da situação, pois do contrário estaremos enveredando por um caminho perigoso e simplesmente anárquico.
Espero ansiosamente que o nosso povo não desperdice a grande oportunidade de mostrar ao mundo do que somos capazes e alertar os políticos para os seus compromissos.
O ano de 2014 será de magna importância para o fortalecimento da nossa Democracia e que ela seja reforçada com Ordem e Progresso.

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Passe Livre foi criado por membros do PT há 13 anos, em Florianópolis


 

FABIANO MAISONNAVE - UOL
DE SÃO PAULO

Marco zero das manifestações que tomaram o país, os recentes protestos do Movimento Passe Livre em São Paulo são fruto de uma experiência iniciada há 13 anos.

Começou com trotskistas do PT que, desiludidos com a política partidária e influenciados pelos movimentos antiglobalização, passaram a agir de forma autônoma.
O embrião, segundo militantes, surgiu em Florianópolis. Em 2000, esses petistas fizeram uma consulta nas escolas de ensino médio para definir uma "pauta de luta". A opção mais votada foi a do passe livre para estudantes.
"Essa campanha foi sendo tocada de maneira bem modesta", conta o jornalista catarinense Daniel Guimarães, que, aos 29 anos, é um veterano --milita há uma década. Nos primeiros passos, a opção foi impulsionar um projeto de lei na Câmara de de Florianópolis, sem sucesso.
A mudança na forma de atuação ocorreu em 2003, quando estudantes de ensino médio de Salvador bloquearam ruas da cidade durante vários dias contra o aumento da tarifa --episódio que ficou conhecido como a Revolta do Buzu.
A experiência, divulgada principalmente pelo site Centro de Mídia Independente (CMI), rendeu duas lições.
A primeira, explica o militante do MPL e estudante de história da USP Caio Martins, 19, foi que, por ter sido espontâneo, o protesto não tinha representantes, e a negociação caiu no colo de entidades estudantis como a UNE (União Nacional dos Estudantes), que não participaram diretamente dos protestos.
Aparelhadas por partidos, assinaram um acordo que excluiu a revogação do aumento, principal reivindicação.
Outra lição foi o método: "Salvador ensina que é possível uma luta mais radicalizada, para tensionar o poder público", afirma Guimarães.
O exemplo foi colocado em prática nas ruas de Florianópolis em 2004, quando, pela primeira vez, aparece o nome como é conhecido hoje. Na época, o movimento já era apartidário, reunindo trotskistas, anarquistas e militantes sem ideologia definida.
O roteiro, que seria repetido novamente em 2005, seguiu um roteiro semelhante ao de São Paulo: manifestações de estudantes no final da tarde com bloqueio de ruas e ataques a terminais.
A repressão policial também exagerou, mas os protestos continuaram, ganharam adesões e obtiveram a revogação da medida.

Guimarães afirma que os protestos no final da tarde são tanto para parar a cidade como para conseguir a simpatia de trabalhadores no final do expediente.
Já a ausência de carro de som e discursos é uma característica de São Paulo e serve para "rechaçar a história de usar o protesto como massa de manobra", diz ele.
O movimento hoje está em cinco cidades: Goiânia, Brasília e Joinville (SC), além de Salvador e São Paulo, onde tem 80 militantes --de classe média e de média-baixa e idade média de 23 anos, de acordo com Guimarães.
"O MPL tem hoje uma visão madura, que entende apartidarismo como não antipartidário e dialoga bem com os partidos", diz Pablo Ortellado, do curso de gestão de políticas públicas da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da USP.
O sucesso recente criará "Lindberghs Farias"? "Duvido", diz Ortellado, que escreve sobre o MPL desde 2004. "Eles são ideologicamente contra a forma Estado."

[AssessoRN.com] Advogado Glauber Rêgo é indicado para o cargo de desembargador do Tribunal de Justiça do RN

  
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AssessoRN - Jornalista Bosco Araújo 

27 de junho de 2013 10:28
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Foto: Alex Fernandes/Divulgação
O advogado Glauber Rêgo foi indicado pela governadora Rosalba Ciarlini para o cargo de desembargador do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte. Com a decisão desta quarta-feira (26), a chefe do executivo Estadual seguiu o mesmo posicionamento adotado para a formação da lista tríplice de fevereiro. O ofício comunicando a decisão foi encaminhado à Assembleia Legislativa, após a governadora ter comunicado ao advogado sobre a decisão.
 
Agora o advogado deverá ter seu nome apreciado em sessão na Assembleia Legislativa, em seguida será sabatinado pela CCj e só então terá o nome aprovado em outra sessão na AL. As informações dão conta de que o presidente da casa, deputado Ricardo Motta, cuidou para que tudo acontecesse antes do recesso do legislativo. [Fonte: Justiça em Pauta]

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Com Rosalba candidata à reeleição,

Agripino quer manter aliança com PMDB e PR em qualquer circunstância

Publicação: 23 de Junho de 2013 às 00:00Tribuna do Norte/Natal

»entrevista» José Agripino - presidente nacional do DEM

Anna Ruth Dantas
 - repórter

Presidente nacional do partido Democratas, o senador José Agripino Maia defende a reeleição da governadora Rosalba Ciarlini. Embora considere que ainda é necessária uma recuperação da popularidade, ele se mostra otimista e acredita que a partir do recente programa Sanear RN, lançado pela chefe do Executivo estadual que tem como objetivo ampliar para 80% a cobertura do saneamento no RN, a governadora poderá dar um novo impulso à administração.
Magnus NascimentoSenador do DEM, José Agripino defende a candidatura de Rosalba à reeleição, mas destaca que ela deverá avaliar se tem viabilidadeSenador do DEM, José Agripino defende a candidatura de Rosalba à reeleição, mas destaca que ela deverá avaliar se tem viabilidade

“Se eu fui o governador das estradas e Garibaldi Filho das adutoras, ela (Rosalba) pode vir a ser a governadora do saneamento básico”, disse o senador, lembrando que Rosalba Ciarlini ainda conseguirá financiamento do Banco Mundial, no valor de quase R$ 1 bilhão.

Sobre as recentes críticas públicas feitas pelo ministro da Previdência, Garibaldi Filho, demonstrando descontentamento com o Governo Rosalba, José Agripino defende o diálogo e aposta na argumentação como forma de superar os pontos questionados.
Embora demonstre otimismo com a candidatura a reeleição de Rosalba, o senador do DEM também pondera que o mais importante será manter unido o grupo partidário do Democratas, PMDB, PR, PMN e PP e, para isso, cogita até um terceiro candidato ao Governo, que não seja Rosalba, desde que as pesquisas mostrem a inviabilidade da reeleição. Já na análise do campo da oposição, o senador observa fragilidade nas candidaturas postas.  José Agripino Maia elogia as recentes manifestações de rua e ressalta: a hegemonia do Governo Federal acabou; o jogo para sucessão presidencial de 2014 “está zerado”. Confira a entrevista concedida pelo senador José Agripino:

Nesse momento a governadora Rosalba Ciarlini já se habilita para a reeleição?
Eu acho que ela está construindo um caminho. Dois anos de Rosalba foram consumidos para pagar dívidas, administrar escassez e projetar o futuro. Se você me perguntar se ela já administrou a escassez, digo que ainda não, até porque cada vez que se retira o IPI de automóvel  reduz o Fundo de Participação. As perdas são flagrantes. Agora ela montou programas muito robustos, como Barragem de Oiticica, Poço de Varas, esse vigoroso programa Sanear RN. Se eu fui o governador das estradas e Garibaldi Filho o das adutoras, ela pode vir a ser a governadora do saneamento básico.

Há outros elementos que sinalizem uma recuperação?
A governadora está em vias de obter aprovação pelo Senado de financiamento do Banco Mundial para um programa muito importante que pode sinalizar claramente para perspectiva de ter uma quadra de anos para frente venturosa pelo fato de recursos estarem assegurados com programa de obras já montado. Em função de expectativa venturosa de futuro, acho que o Rosalba pode se posicionar dentro de pouco tempo como candidata viável a reeleição.

Nesse posicionamento de reeleição da governadora, como ficam partidos aliados, como o PMDB?
Acho que na hora H os partidos vão se reunir com maturidade para discutir a melhor alternativa para o Estado e definir uma candidatura. Eu advogo que nós estejamos juntos em qualquer circunstância, que nós não nos apartemos. Cada qual fala pela sua identidade. O PR, PMN, PP, PMDB, principalmente, o Democratas. Mas não podemos perder de vista nossa unidade porque, com a unidade mantida, a perspectiva de vitória é real.

A pública insatisfação do ministro Garibaldi Filho preocupa o senhor nessa bandeira de manter a unidade desta aliança partidária?
Claro que preocupa. Agora em política as divergências são naturais e elas (as divergências) conduzem para prática do diálogo  para explicações e busca de entendimento, sempre com respeito. Sempre com respeito. Se Garibaldi tem divergências, emite opinião sempre sincera, muito francas com relação ao Governo, elas (as opiniões de Garibaldi) têm que ser, como os movimentos de rua, respeitadas, discutidas e, na medida do possível, atendidas.

O deputado federal Henrique Eduardo Alves, em entrevista publicada no último domingo na TRIBUNA DO NORTE, queixou-se de centralização do Governo e defendeu nova reunião do Conselho Político. Como o senhor avalia essas declarações?

É uma opinião a ser considerada. Se ele acha isso e tem razões para achar isso, tem que ser dito ao Governo para que faça o meia culpa se for o caso e mude de atitude em busca da boa convivência com o aliado. Acho que essa manifestação, como qualquer outra, ela precisa ter o respaldo da argumentação. Entendo o diálogo de pessoas que procuram se entender é movido a argumentos. Se os argumentos de quem se queixa são sólidos, cabe a outra parte a superação da dificuldade com o recolhimento da procedência do argumento e o atendimento com a mudança de comportamento para superar a dificuldade. O argumento tem que remeter a mudança de comportamento. Se o argumento existe e na palavra de Henrique o Governo continua centralizador, o argumento tem que ser posto, o Governo tem que fazer sua avaliação e mudar sua postura em nome da boa convivência com os aliados.

O vice-governador Robinson Faria se coloca como candidato a governador, a deputada federal Fátima Bezerra postula, publicamente, o Senado, a vice-prefeita Wilma de Faria sinaliza com uma candidatura na chapa majoritária. Falta os governistas colocarem o bloco na rua?
Não. Eles estão sofregos. Eu não quero agir com demérito a ninguém. Mas eu não vejo tanta robustez eleitoral nesse grupo ao qual você se referiu. Como eles não têm a preocupação de exercer governo, eles ficam no lançamento de expectativas pessoais. Nós temos, sem nenhuma presunção, o perfeito entendimento de que juntos somos uma força político-eleitoral capaz de construir vitórias, com respeito as demandas da sociedade que precisam ser atendidas. Se eles estão esboçando  chapas que muitas vezes são conflituosas, veja que Robinson quer ser candidato a governador e Wilma  não diz a que é candidata,a mas não descarta a possibilidade de ser candidata a governadora.

Há, então, um potencial conflito insuperável na oposição?
Você tem  em um agrupamento menor conflitos na base da pirâmide, no ponto mais importante da disputa. Você já não sabe se Robinson e Wilma serão adversários ou aliados. Segundo ponto a ser considerado é a disputa presidencial. Se o PSB tiver candidato a presidente e o PSD apoiar candidato a presidente que  não o candidato do PSB, como fica essa aliança? São dificuldades que eles vão enfrentar daqui para frente e pode destruir qualquer perspectiva de aliança neste momento. Não passa de intenção [as alianças na oposição] e na hora que a intenção é posta já na largada mostra divergência, porque os ícones tanto do PSB quanto do PSD não escondem que podem pretender disputar a mesma posição ou o mesmo posto de governador. Mas não nos preocupa isso. Temos tempo para fazer nossas avaliações e confiamos que, se nós formos capazes de nos entender em torno de um projeto bom para o Rio Grande do Norte, temos a expressão partidária forte capaz de levar mensagem política com chance de ganhar eleição.

domingo, 23 de junho de 2013

Premiê turco diz que protestos no Brasil são fruto de conspiração internacional

22/06/2013 - 19h56
DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS
Em discurso para milhares de simpatizantes em Samsun, cidade na costa do Mar Negro, o primeiro-ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, disse que o Brasil é alvo das mesmas conspirações que, segundo ele, tentam desestabilizar seu país.
"O mesmo jogo está sendo jogado agora no Brasil. Os símbolos são os mesmos, os cartazes são os mesmos, Twitter e Facebook são os mesmos, a mídia internacional é a mesma. Eles (os manifestantes) são liderados a partir do mesmo centro", disse Erdogan.
"Eles estão se saindo melhor em alcançar no Brasil o que não puderam alcançar na Turquia. É o mesmo jogo, a mesma armadilha, o mesmo objetivo", prosseguiu.
"Quem ganhou com estas três semanas de protestos? O lobby da taxa de juros, os inimigos da Turquia", afirmou Erdogan, de um palco enfeitado com seu retrato e com um slogan que apelava aos seus apoiadores para "frustrarem o grande jogo" contra a Turquia.
"Quem perdeu? A economia da Turquia, mesmo que em pequena escala, e o turismo. Eles ofuscaram e mancharam a imagem e o poder internacional da Turquia", disse.
Também neste sábado, cerca de 10 mil pessoas se reuniram na praça Taksim, em Istambul. Muitas delas para participar de uma cerimônia para depositar cravos no local em memória das quatro pessoas que foram mortas nas manifestações.
No que parece uma reedição dos protestos de semanas anteriores, os agentes antidistúrbios dispararam bombas de gás para afastar os manifestantes das principais avenidas e também usaram canhões de água.
Durante as duas primeiras semanas de junho, este tipo de enfrentamento era frequente no centro de Istambul, mas após a violenta evacuação do parque Ghazi, no sábado passado, os protestos passaram a ser mais pacíficos.
As manifestações, que ocorrem desde 31 de maio, se espalharam por todo o país e estão voltadas, principalmente, contra Erdogan, que é acusado de autoritarismo e de querer islamizar a sociedade turca.

quinta-feira, 20 de junho de 2013

IBAMA/RN com novas viaturas para fiscalização ambiental.



Foto: ibama-rn
A superintendência estadual do IBAMA/RN recebeu na última quinta-feira (13), seis das oito novas viaturas que substituirão as atualmente utilizadas pelos Agentes Ambientais Federais em suas missões de defesa do meio ambiente.
 
As viaturas  da marca Toyota/Hilux equipadas com sistema de rádio, comunicador via satélite, rastreador, guincho elétrico, lanterna de longo alcance e giroflex portátil,  substituirão às antigas caminhonetes da marca Mitsubishi L200. [Fonte:por Bira Viegas]


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Postado por AssessoRN - Jornalista Bosco Araújo no AssessoRN.com em 6/19/2013 08:11:00 PM

quarta-feira, 12 de junho de 2013

INTELIGÊNCIA E CARÁTER – O EMBATE


      Públio José – jornalista



                       Pesquisas mais recentes sobre o funcionamento da mente humana, sobre os elementos que regem a formação da inteligência e suas várias formas de manifestação, demonstram não haver, necessariamente, nenhuma relação entre a inteligência e a moral. Os estudos, da mesma forma, concluem pela inexistência de conexão entre a inteligência e a ética, como também entre ela e o caráter. Nesse território ainda pouco vasculhado da mente, a conclusão a que se chega, lamentavelmente, é que o personagem de uma história, para ser inteligente, não terá, obrigatoriamente, de agir em sua comunidade como pessoa de moral, de caráter, de boa índole. Por tais estudos, a inteligência está desatrelada dos demais elementos que constituem a base do comportamento humano, para planar, como águia, acima dos valores e escolher o rumo indicado pela individualidade e pelo livre arbítrio.
                        Tais considerações são pertinentes pelo momento de verdadeira inversão de valores que se observa, praticados na vida das pessoas, independente do segmento social que se venha a analisar. Maliciosos, antiéticos e imorais são visíveis em todos os quadrantes a olho nu, sem a necessidade, para descobri-los, de sofisticados instrumentos de medição científica. De todo modo, a conclusão dos estudiosos vem a calhar, pois passa a estabelecer uma rigorosa conexão científica entre o resultado dos trabalhos acadêmicos e a realidade que se vive no dia a dia contemporâneo. E no que isso tudo resulta? Que conclusões, do ponto de vista prático, podemos tirar de tais observações? É que, se antes o homem, em sua grande maioria, agregava à inteligência fortes conceitos carregados de moral e de ética, atualmente posiciona-se numa direção contrária, separando-a e cultivando-a para a prática de delitos de toda ordem.
                        Se agora está explicado, cientificamente, que a inteligência corre por fora, desligada do caráter, da moral, da ética, nos trejeitos que articula diante dos embates diários da vida, está justificada, então, a onda de safadezas e malandragens que abarrota o noticiário e enche de vergonha, entre outros, os espaços mais nobres da rotina nacional. É corriqueiro, pois, notar-se o uso que se faz da inteligência a serviço dos valores mais mesquinhos, para, como isso, glorificar-se a máxima de que o negócio é levar vantagem – em tudo. Rigor exagerado no que afirmo? Gostaria demais que assim fosse. Gostaria, inclusive, de serem totalmente erradas as observações que faço em torno deste assunto e de outros que compõem o cotidiano humano. Entretanto, não se tapa o sol com a peneira. E o que fica em nós, inexoravelmente, diante da realidade que rola, é o gosto amargo da decepção, da impotência, do desengano.
                        E o caráter como é que fica? Pra que direção se inclina, afinal? Segundo o dicionário, o caráter é o conjunto de traços psicológicos, o modo de ser, de sentir e de agir do indivíduo. Já a inteligência é a capacidade de fazê-lo perspicaz, de fazê-lo aprender com rapidez, de adaptá-lo a situações adversas. Enfim, de resolver pepinos e propor soluções. Daí, logo se vê que a inteligência trava uma luta renhida entre devotar-se a causas nobres, tendo no caráter um bom parceiro, ou amolda-se de vez às exigências que afloram no contexto da tão apregoada modernidade. Para o caráter manter-se atrelado a princípios morais e éticos, com a inteligência se lambendo por vantagens imorais, não é tarefa fácil. Das duas uma: ou ele vence-a, subjuga-a – para permanecerem ambos num elevado padrão ético –- ou também embarca na gandaia.  Pois, como justificam – com cinismo – os tais inteligentes, resistir, quem há de?     
                                              






Carta a Governadora Rosalba
(*) Rinaldo Barros
Senhora Governadora,
Cumprimentando-a respeitosamente, solicito a valiosa atenção de Vossa Excelência para alguns aspectos mais ou menos óbvios de nossa realidade educacional, e suas consequências na economia do Rio Grande do Norte. Reflito sobre o papel do indivíduo na história, porquanto sei que Vossa Excelência compreende a importância e o alcance de sua missão. E relembro que, na história da Humanidade, algumas transformações importantes somente ocorreram porque uma determinada pessoa estava no lugar certo, e no momento certo.
A premissa dessa minha ousadia se prende à constatação histórica de que as regiões com maior desenvolvimento são aquelas que fizeram maiores investimentos em prol da escolarização de qualidade de seus povos. Há forte correlação entre os indicadores educacionais e avanços no setor produtivo e na qualidade de vida, bem como na redução das desigualdades.
Para a sociedade o efeito é o bem-estar social e, para a economia, maiores níveis de produtividade e competitividade, principalmente através da inovação tecnológica efetiva do nosso setor produtivo.
Sem querer ser desrespeitoso, insisto que - para superar o quadro de debilidade na aprendizagem da nossa educação formal - é necessário aumentar os recursos e melhor direcioná-los. Isso quer dizer aumentar os investimentos na qualificação permanente dos professores, oferecendo a eles uma melhor formação continuada, a par da garantia de um salário digno.
Muito mais do que defender a justa implementação do Plano de Cargos, Carreiras e Salários para os docentes, estas afirmações óbvias, Senhora Governadora, formam um pano de fundo para trombetear que o Rio Grande do Norte já possui potencial e mecanismos capazes de alavancar o seu desenvolvimento e, melhor ainda, com excelente capital humano pronto para ser convocado a trabalhar nesse sentido, um instrumento potente e eficaz, em ponto de bala, para efetivar essa empreitada: P&D - Pesquisa e Desenvolvimento.
Falo de uma parceria com as nossas UERN e UFRN, integradas ao Sistema S e ao SEBRAE, na construção do Projeto MAIS RN (2014 a 2034); sob a coordenação do Governo do Estado, articulado com o Governo Federal.
É intrigante tentar entender como é possível existir uma estrutura educacional de nível superior tão qualificada, com centenas de Mestres e Doutores produzindo conhecimento em todas as áreas; tudo isso, inexplicavelmente - sem que os formadores de opinião e os dirigentes políticos se apercebam de sua importância estratégica para o nosso desenvolvimento. Não consigo compreender.
Perdoe-me, mas é um contrassenso, uma desinteligência coletiva.
Data vênia, não tem explicação a ausência de reconhecimento, na prática, acerca da importância da UERN e da UFRN enquanto instrumentos de desenvolvimento, como uma imensa e valiosa consultoria especializada, com plena capacidade de elaborar projetos, produzir conhecimento novo (pesquisa) e difundir soluções (extensão) por todos os cantos do Estado, levando a esperança em forma de capacitação, atualização e aperfeiçoamento para todos os cidadãos, destacando os empresários e técnicos, planejadores e empreendedores.
A comunidade universitária, Senhora Governadora, está capacitada e disponível para responder com responsabilidade aos desafios da construção do futuro do Rio Grande do Norte. Convoque-a, e verá.
Convocada, pode desempenhar, muito além do importante papel de instituição de ensino superior que já exerce, um papel fundamental no campo da produção científica e difusão do conhecimento, preservando os valores da civilização, construindo a logística estratégica em todos os modais de transporte; e formando cidadãos para uma sociedade mais digna e mais justa.
A UERN e a UFRN pertencem e servem a todo o Estado, com qualidade e responsabilidade social. Podem fazer muito mais, no presente e no médio prazo.
O momento atual é, sem dúvida, a oportunidade histórica de inscrever indelevelmente, com ouro, o nome de Vossa Excelência na história: a Governadora da Educação e do Desenvolvimento.
Renovo a Vossa Excelência os meus melhores votos de consideração e respeito.

(*) Rinaldo Barros é professor – rb@opiniaopolitica.com


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quinta-feira, 6 de junho de 2013

Na Inglaterra, rede bancária funciona bem.

Uma Nova Inglaterra?
Carta da Europa No. 9  -  

Maria English, 6.6.13, Portsmouth,  Inglaterra
Logo após minha volta à Inglaterra, fui a um banco e senti  o impacto da diferença entre este país e o Brasil. A agência estava praticamente vazia e um funcionário se dirigiu a mim e perguntou gentilmente o que eu queria. No Brasil, a agência do meu banco estava sempre cheia e o serviço era feito sem normas precisas. Não quero dizer que aqui é o paraíso, mas o sistema funciona. Sou daquelas que acreditam que o paraíso  (e o inferno) está dentro da gente, portanto é uma questão de se adaptar às diversas circunstâncias. 
Recentemente ocorreu uma reunião de condomínio em meu prédio, onde uns 30 ingleses puderam opinar, criticar, sugerir diversos assuntos.  Vocês precisam saber o que foi aventado:  todo tipo de reclamação insignificante, como a limpeza dos vidros da janela, onde uma ligeira marca pode ser deixada por um respingo. Vejo no jornal, por exemplo, a reclamação de um leitor sobre o fato de que o governo dá passe livre aos mais velhos para ônibus, mas não proporciona meios de levá-los até a parada de ônibus. É, às vezes os ingleses querem mais e mais direitos.
A primavera finalmente chegou trazendo muito sol. Fui a um evento ao ar livre e lá recontatei uma firma que distribui produtos orgânicos em caixas. É uma das facilidades que gosto aqui: receber legumes e frutas sem pesticidas toda semana à minha porta. No seu último folheto, esta firma menciona que a comissão da Comunidade Européia decidiu restringir o uso de neonicotinoides nas plantas em florescência pois este produto estava matando as abelhas. Os ingleses vão ter que pensar muito antes de decidir se querem mesmo sair da Comunidade Européia ou não.
Existe um partido político em ascensão na Inglaterra: o UKIP, Partido da Independência Britânica, cuja bandeira maior é a saída da Inglaterra da Comunidade Européia. É um partido radical, mas  que está atraindo muitos eleitores. As últimas eleições locais demonstraram que os ingleses desejam uma grande mudança e votaram em grande número a favor do UKIP que saiu do zero para obter 25% dos votos. De qualquer maneira, a reviravolta  política na Inglaterra já começou. Já observei , por exemplo , um esforço maior do governo em dar caça aos imigrantes ilegais (segunda bandeira maior do UKIP).



Praça Pedro Velho em 1947.

terça-feira, 4 de junho de 2013

A herança de FHC

Enquanto não surgir coisa mais avançada, as pesquisas de opinião continuarão a ser a melhor maneira de interpretar o pensamento da população a respeito das questões coletivas. Sem elas, ficamos com o que acha cada indivíduo ou dizem os grupos mais organizados e loquazes. Os sentimentos e atitudes da maioria permanecem ignorados. É como se não existissem.
Mas as pesquisas estão aí. E permitem uma compreensão dos juízos e as expectativas dos que não se expressam, não mandam cartas ou postam comentários na internet. Há outras formas de fazê-lo, mas nenhuma mais confiável.
Realizá-las não é extravagância ou privilégio. Não custam tanto e um partido político poderoso, como, por exemplo, o PSDB, pode encomendar as suas. Nem um jornal ficará pobre se tiver de contratar alguma.
Por que então as oposições brasileiras as usam tão parcimoniosamente? Por que, se é simples conhecê-la, os partidos e a mídia oposicionista desconsideram a opinião pública?  Tome-se uma velha ideia: as três derrotas sucessivas dos tucanos para o PT teriam sido causadas pela insuficiente defesa da “herança de Fernando Henrique”. Sabe-se lá por que, é uma hipótese que volta e meia reaparece, como se fosse uma espécie de verdade profunda e houvesse evidências a sustentá-la.
Nas últimas semanas, ela retornou ao primeiríssimo plano. Em seu discurso inaugural como presidente nacional do PSDB, o senador mineiro Aécio Neves disse que seu partido se equivocou ao não valorizar o “legado” das duas administrações de FHC. Em suas palavras: “Erramos por não ter defendido, juntos, todo o partido, com vigor e convicção, a grande obra realizada pelo PSDB”.

Salvo uma ou outra manifestação de cautela, a mídia conservadora aplaudiu o pronunciamento. Os “grandes jornais” gostaram de Aécio ter assumido uma tese com a qual sempre concordaram. Faltava-lhes um paladino e o mineiro ofereceu-se para o posto. 
E os cidadãos comuns, o que pensam desse “legado”?


Em pesquisa recente de âmbito nacional, o Vox Populi tratou do assunto. Em vez de subscrever (ou atacar) a tese, apenas identificou o que a população pensa a respeito.  

Os entrevistados foram solicitados a avaliar 15 áreas de atuação do governo Dilma Rousseff. Depois, a comparar o desempenho de cada uma nos governos dela e de Lula com o que apresentavam quando Fernando Henrique Cardoso era presidente. As avaliações de todas as políticas nos governos petistas são superiores. Em nenhuma se poderia dizer que, para a população, as coisas estavam melhores no período tucano.


Consideremos algumas: na geração de empregos, 7% dos entrevistados disseram que FHC atuou melhor, enquanto 75% responderam que Lula e Dilma o superaram. Na habitação, 3% para FHC e 75% para Lula e Dilma. Nos programas para erradicar a pobreza, 4% ficaram com FHC e 73% com os petistas. Na educação, o tucano foi defendido por 5% e os petistas por 63%. Na política econômica, em geral, FHC foi avaliado como melhor por 8%, enquanto Lula e Dilma, por 71% dos entrevistados. 
No controle da inflação, FHC teve seu melhor resultado: para 10%, ele saiu-se melhor que os sucessores, mas 65% preferiram a atuação de Lula e Dilma no controle de preços.

Na saúde e na segurança, os petistas tiveram as menores taxas de aprovação, mas mantiveram-se bem à frente do tucano: na primeira, Lula e Dilma foram considerados melhores por 46% dos entrevistados. Na segurança, por 45%. FHC, por sua vez, por 7% e 6%.

No combate à corrupção, FHC teria atuado melhor que seus sucessores para 8%, enquanto 48% dos entrevistados afirmaram ter Lula e Dilma sido superiores.
Os políticos e as empresas jornalísticas são livres para crer no que quiserem. Enéas Carneiro era a favor da bomba atômica. Levy Fidelix é obcecado pela ideia de espalhar aerotrens pelo Brasil. Os partidos de extrema-esquerda lutam pelo comunismo. Há quem queira recriar a velha Arena da ditadura.
Ancorar uma campanha presidencial na “defesa do legado de FHC” é um suicídio político. Nem Serra nem Alckmin quiseram praticá-lo. A derrota de ambos nada tem a ver com o fato de não terem feito tal defesa. O problema nunca foi estar distantes demais dos anos FHC, mas de menos.

Resta ver como se comportará, na prática, Aécio Neves. E o que dirão seus apoiadores, quando perceberam que também ele procurará fazer o possível para se afastar do tal “legado”.

domingo, 2 de junho de 2013

Fátima tem chances de chegar ao Senado Federal. Você duvida?

Fátima Bezerra: Desejo ser candidata ao Senado

Foto: João Maria Alves/TN
A deputada federal Fátima Bezerra confirma que tem interesse em ser candidata a senadora. Embora afirme que o projeto prioritário, até agora, seja disputar a reeleição, ela admite que está com o nome disponível para a disputa ao Senado. Essa candidatura, revela a deputada, já foi discutida, inclusive, com a direção nacional do Partido dos Trabalhadores, fato que chegou ao conhecimento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
 
Para o pleito de 2014, ela afirma que o partido tem metas definidas: fazer três deputados estaduais, manter a vaga de deputado federal e lançar um nome ao Senado. Mas, quando o assunto é o Governo, a deputada é mais cautelosa. Afirma que é preciso definir o candidato, que ela não descarta ser do PT, com base em critérios de densidade eleitoral e capacidade de agregar.
 
Ela observa que é legítimo o vice-governador Robinson Faria se colocar na postulação ao Executivo, mas destaca que as definições ocorrerão apenas no próximo ano. [por Tribuna do Norte > Leia entrevista na edição deste domingo]
 
JBAnota – Sem esquecer que para o governo do Estado são lembrados, além do atual presidente da Câmara, deputado Henrique Alves, os nomes do deputado estadual Walter Alves e também seu pai, o senador licenciado Garibaldi Filho, ministro da Previdência e ex-governador por dois mantos.


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Postado por AssessoRN - Jornalista Bosco Araújo no AssessoRN.com em 6/02/2013 10:03:00 AM

Resposta rápida

Está todo mundo se tremendo no Brasil?

TREMER? POR QUÊ?  
                                                                                                                                                           


      Públio José – jornalista



                       Um episódio, dia desses, me deixou curioso. Vi alguém tremendo, arfando, nervoso por conta de uma determinada situação, com a qual, graças a Deus, eu não tive nenhum envolvimento. Fui apenas um privilegiado espectador da cena. Daí me dei conta de como é estranho o tremer das pessoas diante de dificuldades, de conflitos, de fortes emoções. Até parece, nessas situações, que o organismo humano age no sentido contrário ao da lógica. Ao invés de nos endurecer psicologicamente, de enrijecer nossa mente diante da necessidade premente do embate; ao invés de impor um rigoroso controle sobre nossas emoções, nos preparando para vencer o inimigo, seja ele qual for, nos põe a tremer, a balbuciar, a perder totalmente o domínio sobre o raciocínio e a tomada de decisões. Então, pensando daqui, pensando dacolá, descobri ser o tremer um companheiro originário e inseparável da ira e do medo.
                        Logicamente, falo do tremer que não está ligado à manifestação de doenças biológicas. Sabe-se de distúrbios neurológicos que levam a pessoa, por mais dócil que seja, a viver tremendo de maneira incontrolável. O tremer que relaciono aqui é o que vem da ira, da raiva, do ódio, do descontrole das emoções, e também do que se origina do medo, da ansiedade, da dúvida, da incerteza. Este é o pavor do desconhecido, do amanhã, dos desafios, e que leva o organismo a sinalizar, de forma clara e visível, que a carga sobre a pessoa passou dos limites – ou, no mínimo, que o problema, na origem de tudo, está mal administrado. O que se conclui é que o tremer é uma sinalização bastante evidente do momento em que o corpo, a estrutura física e psicológica da qual somos dotados, não tem mais como controlar a situação. E vê no fenômeno a única condição de sinalizar que se aproxima a instalação do caos.
                        A conseqüência, no médio e longo prazo, é a chegada da depressão, da covardia, da inoperância ao enfrentamento dos problemas do cotidiano. O tremer que advém do medo corrói as pessoas por dentro, tornando o seu viver insípido, fugidio, carregado de uma desesperança sem fim, cujo desfecho, muitas vezes, é a tentativa da morte através do suicídio. O outro tremer, o que advém da ira, do ódio, tem manifestação passageira, é mais ocasional. Suas conseqüências, no entanto, podem deixar marcas profundas e prejuízos irremediáveis na vida do irado e das pessoas que transitam ao seu redor. Más querenças, agressões, quebradeiras, amizades e relacionamentos desfeitos, cizânias, desuniões, são frutos do descontrole daí advindo. O destino final desses casos deságua nas UTI’s dos hospitais, pelos acidentes cardiovasculares, ou nas delegacias de polícia, pelos homicídios daí decorrentes.
                        O tremer, enfim, não é um bom companheiro. Além de corroer por dentro, demonstra, quando explode exteriormente, a perda do controle da situação – com sua alta taxa de imprevisibilidade. E qual a solução? Receita pronta não existe. Todavia, é salutar evitar a instalação do extremo nas emoções e cultivar companhias e ambientes que não tragam sentimentos de conflito. Segundo a Bíblia, “um abismo puxa outra abismo”, ou seja, um problema acarreta o surgimento de outro problema – de proporções maiores e de conseqüências inimagináveis. A Bíblia também nos exorta a “fugir da aparência do mal”. Ou seja, é melhor evitá-lo do que confrontá-lo. Domínio próprio, outro instrumento poderoso, do qual fomos dotados interiormente para uso em situações de conflito, também se impõe ser exercitado. Com isso, o tremer poderá ser vencido. E vantagem maior: a qualidade de vida continuará a ser preservada.


sexta-feira, 31 de maio de 2013

Vamos salvar o rio Pitimbú?

Debate será realizado no bairro com participação direta da comunidade buscando aproximar legislativo da população
 
Na próxima terça-feira (04), a Câmara Municipal de Natal (CMN) realiza uma Sessão Popular, em conformidade com seu regimento interno, para debater sobre “a preservação das áreas verdes do bairro Pitimbu (Conjunto Cidade Satélite) e seu uso sustentável em defesa do interesse público”. Esta sessão, diferentemente das convencionais, será realizada fora do plenário da Casa Legislativa com a participação direta dos moradores do bairro e ocorre na semana em que se comemora o dia Mundial do Meio Ambiente (5 de junho). A proposta é de autoria do vereador George Câmara (PCdoB) e começa às 18 horas no SEST/SENAT, situado à Avenida Omar O’Grady, Pitimbu.
 
Participam da audiência, representantes da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo (SEMURB), Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (SEMSUR), Promotoria do Meio Ambiente (MP/RN), Companhia Independente de Proteção Ambiental da PM/RN, Urban, Agência Reguladora de Serviços de Saneamento Básico do Município do Natal (ARSBAN), OAB-RN, IDEMA, IBAMA e do Instituto de Gestão das Águas do Estado do RN (IGARN).
 
De acordo com o historiador Câmara Cascudo, Pitimbu significa "água, nascente, rio, manadouro de camarão". Partindo dessa premissa podemos entender a importância deste bairro para o bem estar do povo de Natal. Apesar de contribuir com a revitalização dos nossos mananciais, o bairro tem sofrido com degradações ambientais, ocupações ilegais e a especulação imobiliária. Tal fato tem ocorrido desde a inauguração da "Cidade Satélite" em 1983 quando ocorreu uma expansão e ocupação desenfreadas do bairro.

 
A oficialização do bairro Pitimbu foi realizada através da Lei nº. 4.328, de 05 de abril de 1993, publicada no Diário Oficial em 07 de setembro de 1994. Em 03 de agosto de1995, foi aprovada a Lei nº. 4.664 para evitar a degradação do campo dunar do Pitimbu, situado entre o rio e a Rua dos Caiapós (Cidade Satélite). A defesa dessa área mobilizou ONG´s, o Ministério Público e cidadãos preocupados com a preservação ambiental, visando coibir a ocupação ilegal da área e a especulação imobiliária. A Zona de Proteção Ambiental desta área (ZPA-3) foi regulamentada pela Lei Municipal nº 5.273/2001.
 
De acordo com o vereador George Câmara, o objetivo desta sessão popular é reunir a comunidade local para debater os problemas ambientais e formular ações que busquem preservar as áreas verdes do bairro, em especial, o Rio Pitimbu e a ZPA-3. George também coloca a relevância do momento para o debate: “nada melhor do que realizarmos uma sessão popular para debater preservação ambiental na semana em que se comemora em todo o mundo, o dia Mundial do Meio Ambiente”.
 
Segundo o vereador do PCdoB, é necessário que a população fique mais informada sobre as leis que protegem o meio ambiente, pois muitas vezes, “as pessoas desconhecem a legislação ambiental”. “Precisamos dar uma atenção especial ao bairro, pois além do mesmo ter o rio Pitimbu contribuindo para a manutenção do ecossistema local, temos também, nele inserido, a ZPA-3, fundamental à revitalização do solo aquífero natalense” explica George.
 
O Rio Pitimbu tem 34 quilômetros de extensão, mas a sua bacia tem um entorno de 125 quilômetros quadrados, sendo as duas maiores partes pertencentes à Macaíba e Parnamirim. Natal tem por volta de 10 quilômetros quadrados da área da bacia. Atualmente, o rio sofre uma série de problemas urbanos como a falta de esgotamento sanitário adequado, a drenagem das águas pluviais que leva muitos resíduos para seu leito e a poluição feita pelos moradores locais que depositam lixo à sua margem.
 
Para quaisquer esclarecimentos favor entrar em contato através dos telefones:
Mandato Comunista: (84) 3201-1336
Vereador George Câmara: (84) 9983-6468
Assessoria de Comunicação: (84) 9138 8141 (Arthur Morais)
 
Arthur Varela


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Postado por AssessoRN - Jornalista Bosco Araújo no AssessoRN.com em 5/31/2013 05:31:00 PM

Resposta rápida

Condecorados indecorosos e heróis esquecidos.

- Para Jeane Bezerril -
 
Por Flávio Rezende*
 
Foto: divulgação
Cumprindo um dia de trabalho no Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes da UFRN, onde contribuo com minhas atividades jornalísticas, vejo mais uma vez uma jovem pregando cartazes nos espaços reservados para divulgação de atividades acadêmicas e culturais.
 
Ela é vista exercendo seu ofício de pregadora de cartazes culturais em todos os cantos e recantos da cidade. Praticamente a totalidade dos artistas, de todas as áreas, produtores culturais e empreendedores deste setor, conhecem a figura de Jeane Bezerril.
 
Sempre sorridente, com uma mochila nas costas contendo a matéria prima para o perfeito desempenho do ofício que elegeu para sua vida, trabalha os três expedientes e, posso garantir, sabe como ninguém onde tem mural, como melhor fixar o cartaz e, respeita os lugares proibidos para seus impressos.
 
Jeane é o tipo de pessoa que deve ser reconhecida e ser homenageada nestes muitos eventos culturais, recebendo por sua labuta diária, um troféu, um diploma, uma citação num desses regabofes da vida.
 
Se até o momento ela esteve invisível aos organizadores destes eventos e, as entidades culturais da cidade, homenageio esta querida figura com o presente escrito, reconhecendo em seu trabalho cotidiano, uma das melhores contribuições para o cenário cultural da cidade.
 
E a injustiça com Jeane Bezerril, pode ser estendida a tantos outros, que em diversas áreas, fazem e acontecem, não recebendo, no entanto, os louros advindos destas festas que anunciam os mais importantes e os melhores do ano.
 
Assistimos através da mídia, a generosa distribuição de comendas, medalhas, troféus a um monte de gente, principalmente políticos, jornalistas e gestores, muitos dos quais, altamente mal avaliados pela população no desempenho de suas funções, mas, para os eleitores dos merecedores de homenagens, parece que o cargo vale mais que o mérito pessoal, tornando patente e patético que em alguns casos, o elogio é uma espécie de moeda de troca, como que numa mensagem cifrada onde se lê, toma de cá e me dá de lá.
 
Em todas as áreas circulam heróis esquecidos, batalhadores, pessoas que realmente enobrecem uma profissão, uma atividade, um esporte, mas, nem sempre ocupam as posições de relevo e, por isso e só por isso, não entram nas listas dos melhores, passam a margem das escolhas, não ficando invisíveis, ainda bem, aos olhares e avaliações daqueles que conseguem perceber no cotidiano da vida, o verdadeiro valor daqueles que anonimamente trabalham de fato, para o perfeito existir da área em que atuam.
 
Para Jeane Bezerril, que simboliza neste escrito estes anônimos e incansáveis trabalhadores, minha medalha, minha comenda, meu troféu com letras escritas e originárias, do fundo do meu coração, agradecido por seu meritório e importante trabalho.
 
*É escritor, jornalista e ativista social em Natal/RN (escritorflaviorezende@gmail.com)


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Postado por AssessoRN - Jornalista Bosco Araújo no AssessoRN.com em 5/30/2013 01:25:00 PM

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Copa terá espetáculos culturais em Natal. Ministra da Cultura quer conhecer a cultura potiguar.

Marcar com estrelaPor Fernando Luiz.
 
Foto: Canindé Soares/Divulgação
Bom dia, amigos. Hoje, dia 27, às 07:11 ouvi a Ministra da Cultura, Marta Suplicy ser entrevistada na Jovem Pan falando sobre a Copa do Mundo.
 
A ministra afirmou que as cidade brasileiras que vão sediar jogos da Copa, precisam realizar eventos  de pequeno e médio porte, para mostrar sua diversidade cultural. Segundo Marta Suplicy “é necessário levar cultura às ruas e às praças” durante a realização da Copa.  E afirmou “Precisamos conhecer a riqueza cultural de estados como o Rio Grande do Norte”.
 
Pra mim, a declaração da ministra, citando APENAS o Rio Grande do Norte, significa duas coisas: primeiro, que temos uma riqueza cultural que precisa ser mostrada ao mundo; segundo que somos POBRES na capacidade de divulgar esta riqueza. E isto é uma grande verdade.
 
Pessoalmente, apesar de  sentir uma decepção que às vezes beira a revolta, por causa do descaso oficial com a promoção e divulgação da nossa cultura, estou com a consciência tranquila, pois há 11 anos (quando comecei o Show das Comunidades) venho “cantando esta bola”. Todavia, parece que os gestores culturais do nosso estado são surdos.
 
Por exigência da  FIFA e da Rede Globo e por força de contratos de exclusividade que envolvem  alguns milhões (não tenho discernimento para saber se são  milhões ou bilhões) de dólares, já estão contratadas Ivete Sangalo, Cláudia Leite e Jota Quest, para shows em Natal durante a Copa do Mundo do próximo ano,. Só que não se falou ainda  nada sobre artistas locais.
 
Será que a FIFA e a Rede Globo vão oficializar, perante o mundo,  Natal e o Rio Grande do Norte como mera “Colônia Cultural” da Bahia?. E o que é pior: ninguém vai fazer nada?
  
*Fernando Luiz é cantor e compositor e também idealizador do Show das Comunidades
 


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Postado por AssessoRN - Jornalista Bosco Araújo no AssessoRN.com em 5/28/2013 09:27:00 PM