quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Ao contrário da propalada crise financeira, Petrobrás tranquiliza o mercado e oferece perspectivas de expansão do RN.

    Petrobras
INFORMAÇÕES, FOTOS, GRAVAÇÕES DE ÁUDIO E VÍDEO
EM
WWW.PETROBRAS.COM.BR/AGENCIAPETROBRAS
Nota à imprensa
17 de dezembro de 2013
Descoberta primeira acumulação de petróleo em águas profundas da Bacia Potiguar, no Rio Grande do Norte

Petrobras comunica a descoberta de uma acumulação de petróleo na concessão BM-POT-17, a primeira em águas profundas da Bacia Potiguar, na sua porção localizada no estado do Rio Grande do Norte.

A descoberta ocorreu durante a perfuração do poço 1-BRS-A-1205-RNS (1-RNS-158), informalmente conhecido como Pitu, em profundidade de água de 1.731 metros e localizado a cerca de 55 km da costa do estado do Rio Grande do Norte.

O intervalo portador de petróleo líquido foi constatado por meio de perfis e amostragens de fluido que serão caracterizados por análise de laboratório. O poço ainda está sendo perfurado a uma profundidade de 4.197 metros e a perfuração prosseguirá até 5.028 metros.

A Petrobras é a operadora da concessão BM-POT-17, com 80% de participação, em consórcio com a empresa Petrogal Brasil S.A., que detém 20%.

Em decorrência de processo de Farm-out, em andamento, e depois de obtida a aprovação da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a BP Energy do Brasil Ltda passará a atuar como concessionária e as participações das consorciadas no BM-POT-17 serão: Petrobras (40%), BP Energy do Brasil Ltda (40%) e Petrogal Brasil S.A (20%).

O consórcio dará continuidade às operações para concluir o projeto de perfuração do poço até a profundidade prevista, verificar a extensão da nova descoberta e caracterizar as condições dos reservatórios encontrados.



    Gerência de Imprensa/Comunicação Institucional
SIGA A AGÊNCIA PETROBRAS NO TWITTER: @agpetrobras

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Um time de futebol "arrasa" uma cidade na Inglaterra.


Double Trouble

Robin English – 16/12/13 – Portsmouth

Portsmouth is a city in shock. After 500 years of building ships for the Royal Navy and other nations (including Brazil), the naval shipyard is to close. Ordinary families here can trace their ancestry back many generations, and for the first time sons will not be following in their fathers’ footsteps. Out and about in the streets you don’t notice any difference. Christmas is almost upon us, the shops are full, the coffee shops are booming, the streets lit up with Christmas decorations. But beneath the surface all is not how it seems. Instead of spending cash, people are brandishing their credit cards, storing up future problems. The “live now, pay later” culture is alive and kicking. Pompeians (as people from here are called, after  Pompeii the Roman emperor, no-one knows why), are used to shocks, however, as they have survived worse calamities.

About six years ago the Pompey football team were riding high in the Premiership (the English 1st Division) having won the FA Cup, the greatest trophy in English football. Today they are languishing at the foot of the 4th Division after being relegated three times in successive seasons. An unenviable first in football history. Portsmouth was 90% destroyed by German bombs during the 2nd World War, but recovered like a Phoenix from the ashes. To recover three divisions will take longer and nothing is assured in the competitive and passionate world of football.

 

Tradução:  Problema em dobro

Portsmouth é uma cidade em choque. Após 500 anos construindo navios para a Marinha Real e outros países, inclusive o Brasil, o estaleiro naval será fechado. Muitas famílias aqui são descendentes de gerações e gerações de construtores navais, e pela primeira vez os filhos não seguirão os passos de seus pais. Nas ruas, não se percebe nenhuma diferença. O Natal se aproxima, as lojas estão apinhadas de gente, as cafeterias estão se multiplicando, as ruas estão iluminadas e decoradas para o Natal. Mas, sob a superfície, tudo não está como aparenta. Em vez de gastar o dinheiro que têm, as pessoas estão exibindo seus cartões de crédito, empurando com a barriga problemas para o futuro. A cultura do “viver agora e pagar depois” está firme e forte.

No entanto, os pompeianos (como são chamados os habitantes daqui – a origem deste nome remonta a Pompeii, imperador romano, ninguém sabe por que) são acostumados a choques, pois eles sobreviveram a calamidades piores. Há cerca de seis anos atrás, o time de futebol de Pompeii estava em alta na 1ª Divisão deste esporte na Inglaterra e ganharam o maior trofeu do futebol inglês. Hoje eles estão nos últimos lugares da 4ª Divisão, após terem sido relegados a planos inferiores em 3 torneios sucessivos. Fato inédito na história do futebol inglês. Portsmouth foi 90% destruída por bombas alemãs durante a segunda guerra mundial, mas se recuperou das cinzas como um Phoenix. Se recuperar de três divisões levará mais tempo e nada está assegurado no mundo competitivo e apaixonante do futebol.

 

 

Mensagem de Eduardo Gosson para os escritores.


MENSAGEM DO PRESIDENTE DA UBE-RN AOS ESCRITORES POTIGUARES



Prezados Escritores e Escritoras Potiguares:

Estamos no mês mais bonito do ano: dezembro, mês dedicado ao Menino Jesus, que há 2013 anos mudou o curso da História, com a sua mensagem de paz e esperança.

Aqui, em nosso RN, a estação de Verão anuncia mangas, cajus e praias... aproveitamos, então, para dizer-lhes da nossa satisfação em saber que você faz parte da família UBEANA, a quem tive o prazer de servir, como modesto operário da Cultura, seis anos como Presidente e dois anos como Secretário. Agora, é hora de partir para fazer manutenção porque a fuligem do tempo corrói e, feito as devidas adequações, regressar para ajudar o novo Presidente, poeta Roberto Lima de Souza, a conduzir o barco porque esse é o nosso destino. Sabemos o quanto é difícil navegar nos mares da Cultura, uma vez que a fogueira das vaidades exige bombeiros bem preparados para apagar. Contudo, como afirmou o poeta Fernando Pessoa:”Tudo vale a pena/desde que a alma não seja pequena”.

Feliz Natal, feliz Ano novo!

Eduardo Gosson
Curtir ·  ·  · há 13 horas · 

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Artigo de Jurandir Navarro no Jornal de Hoje.

Postado dia 07/12/2013 às 18h01

Nicanor Maia – Jurandyr Navarro

Quando estudante do Atheneu, do curso ginasial, tínhamos o hábito de, acompanhado de colegas, descer ao rio Potengi para exercitar…

Quando estudante do Atheneu, do curso ginasial, tínhamos o hábito de, acompanhado de colegas, descer ao rio Potengi para exercitar a natação, na maré alta. No caminho, chamava a nossa atenção a movimentação feita pelos filhos de Quirino Maia: Nicanor, Nabor e Chula. Sempre ocupados na fabricação de botes e jangadas. Um dia, ficamos admirados com uma nova “fabricação” dos irmãos Maia: era um carro todo de madeira, inclusive as rodas, sendo empurrado ladeira acima com um dos “inventores” no assento e os outros dois empurrando o “veículo”.
Desde a juventude que Nicanor Maia tinha o gênio inventivo.
Foi nosso colega, já depois, no curso científico, sendo já conhecido pelas “invenções”, na sala de aula – o melhor aluno de matemática e física – apelidado de “o cientista louco”.
O engenheiro Nicanor Maia, estudou no Atheneu e depois fez a Universidade. Nos anos 50 construiu, de sua concepção, um jipe rodo-ferroviário sendo utilizado na linha férrea, tendo construído, ainda, nesse período, um barco de pesca, movido à gasolina; um auto-giro e um triciclo. Na década seguinte, um veículo aéro-rodo-marítimo, tipo “Hoovercragt”, em que, na parte inferior, formava-se um “tapete de ar” para seu deslocamento no Potengi amado (Cortez, 1982).
Refere o livro de Luiz Gonzaga Cortez, intitulado “Cientistas e Pesquisadores Nor-te-rio-grandenses” (1982), que ele patenteou as seguintes invenções no Instituto Nacional da Propriedade Industrial, Rio de Janeiro:
1. “Motor de Ciclo fechado acionado por energia solar. Patente de invenção, PI. nº 8001624, de 19 de Março de 1980;
2. Motor de combustão interna de cabeçote móvel, PI. nº 8001629, de 19 de Março de 1980;
3. Motor Eólico com duplo sistema para transformação de energia. PI. nº 7908227, de 21 de Dezembro de 1979;
4. Digestor Anaeróbio de carga e descarga contínuas, PI. nº 8001447, de 12 de Março de 1980;
5. Acelerador Linear de Impulsos. PI. nº 8001508, de 14 de Março de 1980;
6. Câmara eçetrolítica de vapor. PI. nº 8001448, de 12 de Março de 1980;
7. Dosador variável de fluxo de fluido. PI. nº 8001449, de 12 de Março de 1980.
Esclarece o citado autor que as pesquisas de Nicanor Maia giraram em torno da energia solar e motores leves e pesados. Tendo feito, também, estudos com motores movidos a hidrogênio retirado da água, álcool e metano.
Declarou, ao escritor mencionado, que estava aguardando as cartas patentes de mais seis invenções (data da época):
“Conector inercial de desaceleração com distribuidor de corrente; Funcionamento telescópico de dois estágios; Suportes de sapatos de freios com giro e haste para acionamento de compressor; Dispositivo para reaproveitamento de energia perdida nas curvas (Efeito Rolling) e Reator para obtenção de carburante por gaseificação.”
E que realizou pesquisas sobre “Análise do comportamento de uma massa de ar premido entre duas superfícies (Tapete de Ar); “Comportamento magnético dos imãs permanentes e suas simplificações mecânicas”; “Aperfeiçoamento do processo de ex-tração de amidol”; “Obtenção e emprego de hidrogênio em motores”; “Carburante gasoso obtido de detritos orgânicos”; “Transformação e armazenamento de energia eólica” e “Motor de ciclo fechado, acionado por energia solar ou outra fonte de calor”.
Nicanor Maia, o cientista-inventor, professor da Universidade Federal do Rio Grande de Norte, lecionou, no Terceiro Grau, Mecânica Aplicada às Máquinas; Mecânica Racional; Máquinas e Equipamentos. Foi também docente da Escola Técnica Federal do nosso Estado.
Na Universidade ensinou ainda Máquinas Térmicas; Máquinas Hidráulicas; Mecânica de Automóvel e Física Técnica.
Fez parte de diversas Bancas Examinadoras. Exerceu a Comissão de Chefe do Departamento de Mecânica da Escola de Engenharia da dita Universidade, do Departamento de Eletricidade. Foi Diretor do Centro de Tecnologia da UFRN. Tendo exercido outros cargos de responsabilidade docente.
Tem Curso de Especialização, Aperfeiçoamento e Extensão, em Física, Matemática, Matemática Aplicada, Máquina de Fluxo, Tecnologia do Concreto e Engenharia Mecânica, na UFRN e na UFPB.
Pelos relevantes serviços prestados à Comunidade Universitária, o Professor Nicanor Maia recebeu a “Medalha de Mérito Universitário”, no grau de Oficial.
O seu nome, hoje, é conhecido nacional e internacionalmente.
Popularizou-se na gleba potiguar como “O homem que inventou o automóvel movido à água”.
Este seu Projeto teve êxito positivo. Chegou a saborear da sua vitória transitando pelas ruas natalenses, como fazia com o carro de madeira, pelas encostas do rio potengí, paisagem amada da sua adolescência cheia de audácia.
Não pôde progredir, a exemplo dos projetos do carro elétrico e o movido à energia solar, impulsionados por inventores estrangeiros. Os magnatas do Petróleo são poderosos. Serão inventos para o Milênio que começa…
Nicanor também não contou com o Poder público. Regra geral, os políticos brasileiros são insensíveis às coisas sérias.
Lembro-me de um artigo do Padre José Luiz, falando sobre as invenções de Nicanor Maia: “No auge do seu projeto do carro movido a água, o Professor Nicanor foi convocado, pela Universidade, para fazer matrícula… para os “feras” do vestibular!…” Coisas do Brasil!!

domingo, 8 de dezembro de 2013

Presidente do IHG/RN esclarece o caso do piso.

INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO DO RIO GRANDE DO NORTE
– A MAIS ANTIGA INSTITUIÇÃO CULTURAL DO ESTADO –
Rua da Conceição, 622 / 623, Centro – CEP: 59025-270 – Natal/RN  -  Brasil
CNPJ.: 08.274.078.0001-06  -  Fone: (0xx84) 3232-9728
E-mail: ihgrn1902@gmail.com

NOTA OFICIAL

            Tendo em vista os comentários relativos ao embargo pelo IPHAN, de serviço que estava sendo realizado no auditório da sede do Instituto, esta  Diretoria, após reunião especial, resolveu emitir esta nota oficial para a reposição da verdade:

1º)  Não é exata a divulgação de que o piso retirado do auditório fosse original;

2º) A Diretoria do IHGRN  conhecia o requerimento dirigido ao IPHAN visando a recuperação do auditório, sob a responsabilidade do Vice-Presidente, diante da precariedade dos mosaicos ali existentes e dos problemas de funcionamento e segurança que vinham ocorrendo em relação ao piso do referido auditório.

3º) Declara que a ação do Diretor Vice-Presidente Ormuz Barbalho Simonetti não foi arbitrária, pois a autorização foi requerida ao órgão competente, embora reconheça que o seu Diretor interpretou equivocadamente o teor da resposta, em forma de Parecer, elaborado pelo IPHAN, tendo o mesmo assumido a responsabilidade de fazer os devidos esclarecimentos, o que já ocorreu, sendo apresentada a documentação exigida pelo referido órgão federal.

4º) A Diretoria acatou as justificativas apresentadas pelo citado dirigente e reconhece que o dirigente referido agiu de boa fé e em prol da Instituição;

5º) Por último, a Diretoria repudia os comentários divulgados via rede social, de forma precipitada e sem a observância do contraditório, o que gerou distorções sobre a realidade dos fatos, excetuando-se, apenas, as reportagens da imprensa, consideradas comedidas e observando o princípio do contraditório. Compromete-se esta Diretoria a prestar os esclarecimentos necessários aos seus associados, à imprensa e à sociedade potiguar, tão logo concluído o processo em andamento no IPHAN.

Natal, 06 de dezembro de 2013
Valério Alfredo Mesquita
Presidente

Nova paisagem em Santos Reis com os tanques de combustíveis desmontados. Agora se preparem para uma possível invasão dos sem casas. Ou não é possível?





Confira imagens por Cláudio Abdon repórter fotográfico  
Foto: Cláudio Abdon –veja galeria de imagens
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
- A operação de desmonte dos 12 tanques foi iniciada em setembro deste ano e era uma preocupação da comunidade que  há mais de sete décadas fazia parte da paisagem local.
 
Processo de retirada de tanques durou mais de dois anos:
 
http://canindesoares.com/?s=tanques+da+petrobras
Foto: Canindé Soares – clique e saiba mais
 


--
Postado por AssessoRN - Jornalista Bosco Araújo noAsses

sábado, 7 de dezembro de 2013

MAGNÍFICO! PREFEITURA DE ACARI GASTA COM RECARGA DE TONNER O SUFICIENTE PARA IMPRIMIR QUASE 300 MIL CÓPIAS


Quando todos imaginavam que o absurdo da caminhonete que roda mais de 800 kms por dia dentro da cidade seria único, eis que o portal da transparência do município de Acari mostra que a coisa por lá não é de brincadeira, e desta vez mostra outro absurdo muito maior.
portal-de-transparencia_thumb1
Totalmente inexplicável, a Prefeitura de Acari, gastou de março/3013 até setembro 131 tonner para impressora à laser, que corresponde à262 mil cópias, isso segundo o portal de transparência da própria prefeitura, sem falar do material de expediente que ela contrata junto as gráficas.
Conforme o portal da transparência, a prefeitura de Acari gastou mais de um tonner de impressora por dia, isso sem descontar nenhum dos feriados, o que daria para imprimir quase 300 mil cópias.
Do Blog: Sabe o quê os vereadores da situação vão dizer? Que o blog não tem credibilidade. Então o portal da transparência está mentindo? Reflitam!

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Ormuz Simonetti é elogiado.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013


ORMUZ BARBALHO SIMONETTI - UM HOMEM DE LUTA - PARABÉNS, HOJE É O SEU ANIVERSÁRIO E O NOSSO SÁBIO CONFRADE LHE DÁ O RECADO.


DR. CARLOS ROBERTO DE MIRANDA GOMES
ORMUZ BARBALHO SIMONETTI

Carlos D Miranda Gomes sexta-feira, 6 de dezembro de 2013.

  ORMUZ BARBALHO SIMONETTI - um homem de luta.
 CARLOS ROBERTO DE MIRANDA GOMES, do IHGRN e do INRG.

   Não data de longo curso a minha amizade com Ormuz, posto que começou na convivência cultural, quando pretendeu criar o Instituto Norte-Rio-Grandense de Genealogia. Naquela ocasião, nem sei mesmo como foi o nosso encontro e nem quem nos apresentou, embora já me agradasse saber ser o sogro de Catarina de Adilson Gurgel e Cristina e pai de Thiago, jovem e promissor advogado, a quem tenho particular admiração. Desde logo senti a sua disposição para o trabalho, que até se tornava difícil acompanhar, mas deu para chegar. Criamos o INRG. Depois também nos encontramos quando ele pretendeu ajudar o confrade Luciano Nóbrega, que estava com dificuldade para fechar a 1ª edição da Revista da ALEJURN. Foi você quem fez pesquisa de preços, providenciou as bonecas da obra e a sua impressão. Durante pequeno espaço de tempo, conviveu com alguns integrantes da Academia Jurídica, notadamente Jurandyr, Luciano, Maux, eu e Odúlio, mesmo que algumas pessoas interpretassem que ele “queria alguma coisa”, o que não é verdade, pois não tendo formação jurídica jamais poderia pleitear essa alegada “alguma coisa”. Mais adiante assumimos o encargo de ajudar Jurandyr Navarro na difícil tarefa de terminar o mandato de Enélio Petrovich e nos empenhamos, juntamente com João Felipe da Trindade para fazer um novo Estatuto Social do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte, pois o então vigente datava de 1927, em desconformidade com as novas exigências do Código Civil. Aprovado o novo Documento Básico da Casa da Memória, já despertava uma pequena e gratuita oposição, sem justificativa. Apesar desse nosso trabalho, pretensos candidatos à Presidência do IHGRN não se lembraram dos nossos nomes e então resolvemos sair com uma chapa própria, tendo por cabeça o nome de Valério Mesquita. Fomos vitoriosos, arregaçamos as mangas e começamos a trabalhar. Quem frequenta a centenária Instituição é fácil ver as realizações já feitas, promovendo a modernização e atualização de procedimentos, celebração de cooperação técnica e financeira com órgãos públicos e privados, obtendo doação de material de expediente, computadores, três aparelhos de ar condicionado, verbas para tocar as inúmeras necessidades, atualização dos serviços prestados, liberação de certidões negativas federais e municipais, reordenamento de livros, reparação de salas, uma das quais para abrigar a Comissão que fará nova catalogação do acervo e muitas outras coisas mais. Mas o seu grande sonho era recuperar o auditório para que ele voltasse a servir para as aulas dos estudantes que por ali passam, as reuniões da Diretoria e palestras dos sócios, isto é, fez o bastante para despertar ciumadas, enfim, sem querer alimentou a “Rede de Intrigas”, que chegou sorrateira, covarde por denunciante anônimo ao IPHAN, logrando uma ordem de embargo e a disparada de mensagens grosseiras, não verdadeiras e tendenciosas, pela rede social, estas inauguradas por um confrade dos dois Institutos antes mencionados. Ormuz, Natal é uma cidade que sempre gostou de intrigas, endeusamento de uns e execração de outros, na direção que o vento dá, sem resguardo do princípio constitucional do contraditório e encontra abrigo em algumas pessoas que aderem sem saber nem do que se trata. Você é apenas a vítima da vez. Não perca o seu entusiasmo, pois a verdade será apresentada e todos conhecerão o seu caráter e o dos seus detratores, como também a indiferença ou omissão de outros. Hoje, nas comemorações dos seus 63 anos receba o meu abraço, a minha solidariedade e disposição de lhe ajudar a repor a verdade. Falo por mim, pois o IHGRN em breve dará a sua posição oficial. Lembro o pranteado Aldair Soares: ”Só deixo o meu Cariri no último pau de arara”.

AUTORIA DE CARLOS ROBERTO DE MIRANDA GOMES

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Somos uma república sem povo?
(*) Rinaldo Barros
Estava eu posto em sossego quando um amigo telefona comentando sobre a confusão posta na atual conjuntura. Sem dúvida, uma crise na jovem democracia brasileira.
Compartilho com o leitor minha opinião: acho toda crise uma benção, porque nos indica que temos que abandonar o cadáver de nossas desilusões e trocá-lo pela inquietante lufada de ar do imponderável.
Preocupa-me bastante a crise generalizada da ausência de idéias e de projetos políticos.
Ensinava o saudoso Arcebispo honorário de Natal, Dom Nivaldo Monte, que a verdadeira fome não é de alimentos físicos, mas grave mesmo é a fome espiritual.
Ou seja, a pior miséria não é a material, mas a de conhecimento, miséria de espírito.
Outro sábio, o qual vive afirmando não entender de política, o filósofo e jornalista Agnelo Alves, tem-nos alertado para o fato de que, no Rio Grande do Norte, como de resto em todo o país, existem muitos candidatos; mas impera a escassez de projetos de desenvolvimento para a nossa sociedade. Como se fossem candidatos de si mesmos.
Nessa pobreza espiritual generalizada, ao eleitorado resta a alternativa de escolher entre nomes de pessoas, sem saber ao certo o que cada candidatura significa em termos de propostas. Por isso mesmo, ninguém deve estranhar o desencanto da nossa juventude pela dimensão política da vida. Há realmente pouco sinal de vida inteligente no planeta político brasileiro.
Quem são os candidatos, em termos de idéias ou projetos? Defendem quais bandeiras de luta? O que pensam sobre a Agenda 21? Quais deveriam ser as prioridades do PPA? Quais os melhores programas de desenvolvimento do BNDES? O que acham do conceito de construção sustentável? O que pensam sobre a Lei de Inovação Tecnológica? Que soluções propõem para a mobilidade urbana? Quais as propostas para reduzir a evasão nas escolas públicas? O que fazer para garantir segurança e o direito de ir e vir para quem estuda ou trabalha? Como melhorar a resolutividade das unidades de saúde pública? Para quê, enfim, desejam ser candidatos?
Uma eleição para Presidente da República, Governadores, Senadores e Deputados deveria representar um momento-chave para a manutenção do equilíbrio sócio-econômico e para que, a contento e com clareza, pudéssemos participar do processo de escolha.
A maioria dos partidos sequer formula programas de governo e, se for publicado algum documento semelhante, a maioria do eleitorado não tomará conhecimento; até porque não foi dessa forma que as alianças foram seladas. Foram outros os instrumentos para costurá-las.
Tudo depende da capacidade do candidato, na arte de se manter dentro do jogo.
Quem sabe compreender o que não é dito pelo que é dito, quem consegue questionar o "não poder" como sendo "não querer" e que dispõe de condições para (re) contextualizar situações acaba por romper inúmeras das "cascas" com as quais a realidade se reveste; também consegue desmontar a dissimulação e distinguir os amigos dos inimigos. Ou não, pois a traição também é uma possibilidade.
Pensando na Copa do Mundo, relembro também do escritor peruano Mario Vargas Llosa, o qual nos ensina que: "O futebol é o ideal de uma sociedade perfeita: poucas regras, claras, simples, que garantem a liberdade e a igualdade dentro do campo, com a garantia do espaço para a competência individual".
Ao contrário, constata-se que nossa sociedade está longe de exibir a singela virtude futebolística referida por Llosa.
Aqui no patropi, o fim da escravidão e do Império, e o surgimento da igualdade jurídica republicana e das relações do trabalho livre assalariado, lamentavelmente, ainda não superaram alguns vícios aristocráticos dos tempos coloniais.
Será que ainda somos uma república sem povo?

(*) Rinaldo Barros é professor – rb@opiniaopolitica.com

--
O SITE AGORA OFERECE CURSOS 24 HORAS, COM CERTIFICADO. 
ATUALIZE SEUS CONHECIMENTOS

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Obra no Instituto Histórico e Geográfico é embargada pelo Iphan-RN

Publicação: 04 de Dezembro de 2013 às 15:37
Fonte:TRIBUNA DO NORTE.
Após retirada do antigo piso do Instituto Histórico e Geográfico, na Cidade Alta, sem a devida autorização do Iphan-RN, os técnicos do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional decidiram embargar as obras de reparos que estavam em curso na entidade cultural. Feito de ladrilho hidráulico, cujas peças são fabricadas artesanalmente, o piso não era o original mas estava instalado no local há mais de meio século.
Lenilton LimaPiso de ladrilho hidráulico estava instalado no IHGRN há mais de cinco décadasPiso de ladrilho hidráulico estava instalado no IHGRN há mais de cinco décadas
O superintendente do Iphan-RN, Onésimo Santos, informou que na tarde desta quarta-feira (4) será definida como o IHGRN irá compensar a atitude precipitada. Santos descartou aplicação de multa. A retirada do piso foi motivo de mal estar entre membros da atual diretoria do Instituto: Ormuz Simonetti, o vice-presidente da IHGRN, autorizou a retirada sem apoio do presidente Valério Mesquita. 

Em reportagem publicada dia 28 de novembro aquinesta TRIBUNA DO NORTE, Ormuz informou que a medida extrema foi tomada para evitar desabamentos. “Havia rachaduras por todo lado e a ameaça real de desabar por completo, muitas partes estavam ocas. Conversei com algumas pessoas e a restauração era difícil de ser feita. O reaproveitamento do material retirado também é inviável”, informou Simonetti na ocasião.

Lenilton LimaPiso retirado sem autorização do Iphan-RN foi guardado no jardim do InstitutoPiso retirado sem autorização do Iphan-RN foi guardado no jardim do Instituto
Onésimo confirmou ao VIVER que a mais antiga entidade cultural do RN deu entrada com pedido solicitando orientação e sondagem do piso. Porém, “a documentação estava incompleta e solicitamos outros documentos para emitirmos um laudo técnico. A remoção foi feita sem autorização, não levaram em consideração nossa diligência e, independente do valor histórico, não esperaram o parecer do Iphan-RN”, avaliou o superintendente do Iphan-RN.

O ator Rodrigo Bico postou em seu perfil no Facebook imagens do local feitas no sábado dia 30 de novembro. De acordo com ele, "os auxiliares de pedreiros estavam guardando o piso retirado no jardim. Perguntei se eles estavam jogando no lixo e o rapaz me respondeu que não, que aquela metralha era importante (...) Os trabalhadores limparam o piso junto com os tijolos que estavam na calçada do prédio e os colocaram no jardim do instituto", escreveu Rodrigo.

sábado, 30 de novembro de 2013

Isaura Rosado sugere intervenção no Instituto Histórico.

Piso antigo do Instituto Histórico é removido sem autorização

Publicação: 28 de Novembro de 2013 às 00:00Tribuna do Norte
No Facebook, a presidente da Fundação José Augusto e secretária de cultura do Estado, Isaura Amélia Rosado, sugere que o IPHAN intervenha no Instituto Histórico e Geográfico do RN.
A cena é contraditória e intrigou quem enxerga em edifícios tombados pelo patrimônio histórico a necessidade de preservação: desde terça-feira, um entulho precioso ocupa a calçada em frente ao Instituto Histórico e Geográfico do RN. Em obras para reparos emergenciais, o edifício construído em 1906 – e tombado desde 1984 – teve parte de seu piso de ladrilho hidráulico retirado antes de um parecer técnico e a devida autorização por parte do Iphan-RN. O fato causou mal estar entre membros da atual diretoria, empossada em março deste ano, e ainda não se sabe o que será feito para tentar minimizar ou mesmo contornar a situação. O piso não era o original, mas estava instalado no local há pelo menos cinco décadas – período estimado.

Nesta quinta-feira, haverá reunião entre a diretoria do IHGRN e técnicos do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional no RN para esclarecimentos sobre o ocorrido. Onésimo Santos, superintendente do Iphan-RN, confirmou ao VIVER que a mais antiga entidade cultural do RN deu entrada com pedido solicitando orientação e sondagem do piso. “A documentação estava incompleta, então solicitamos outros documentos para emitirmos um laudo técnico. A remoção foi feita sem autorização, não levaram em consideração nossa diligência e, independente do valor histórico, não esperaram o parecer do Iphan-RN”, avaliou Santos.
magnus nascimentoIHGRN: Decisão em tirar o piso causou divergência entre membrosIHGRN: Decisão em tirar o piso causou divergência entre membros

Ormuz Simonetti, vice-presidente da entidade, autorizou a remoção sob a justificativa de que o piso estava afundando. “Havia rachaduras por todo lado e a ameaça real de desabar por completo, muitas partes estavam ocas. Conversei com algumas pessoas e a restauração era difícil de ser feita. O reaproveitamento do material retirado também é inviável”, garantiu Simonetti. A presidência do IHGRN é ocupada por Valério Mesquita, que tem suas ressalvas quanto a real necessidade da atitude radical.

Ele disse que já visitou uma fábrica aqui em Natal, que trabalha com esse tipo de ladrilho, para tentar encontrar modelos parecidos para repor quando for feita a obra definitiva de ampliação e modernização do IHGRN. De acordo com Ormuz, o metro quadrado do ladrilho hidráulico custa em média R$ 150, “pois o processo é todo artesanal”.

O vice-presidente adiantou que o novo projeto inclui criação de um espaço no subsolo e um mezanino, e isso implicaria em “fazer esse serviço mais cedo ou mais tarde. Até lá,  como vamos ter que trocar tudo de novo depois, o plano é colocar uma cerâmica de baixo custo”. O projeto para ampliação e modernização do Instituto está orçado em R$ 8 milhões, mas esses recursos ainda não possuem fonte definida. Vale lembrar que a emenda ao orçamento do Estado em 2013 destinando R$ 200 mil, aprovada no início deste ano por unanimidade na Assembleia Legislativa, até agora não foi liberada.

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Missão da Polícia da ONU no Haiti.

Nova publicação em Policiais Brasileiros em Missões de Paz - United Nations Police "UNPOL"



Mulheres fazem diferença na execução do mandato da missão de paz, diz chefe da Polícia ONU no Haiti

2
Policial brasileira, Virgínia Lima atua na missão de paz da ONU no Haiti. Foto: UNIC Rio/Damaris Giuliana
O chefe da Polícia das Nações Unidas (UNPOL) no Haiti afirmou ao serviço em português da Rádio ONU que pretende aumentar de forma significativa o número de mulheres que participam da missão de paz no país. Segundo Luís Carrilho, várias medidas estão sendo tomadas neste sentido.
Carrilho esteve na sede das Nações Unidas, em Nova York, na semana passada, para participar de um encontro dos comandantes da UNPOL do mundo inteiro.
De acordo com o oficial português, que também serviu no Timor-Leste, as mulheres fazem a diferença na hora de executar o mandato da ONU.
“A rede das mulheres políciais, seja a rede UNPOL, seja a Rede da Polícia Nacional do Haiti, que trabalham em conjunto, mas no nível do terreno, sobretudo trabalhando com as vítimas de crime [como violência sexual] a participação da mulher é extremamente importante”, disse Carrilho ao pedir que os países que contribuem com policiais ampliem o número de mulheres na missão. Atualmente, a força policial da ONU no país caribenho tem cerca de 10% de mulheres.
Policial brasileira atua no desenvolvimento de sistema de combate à violência contra mulheres
A violência doméstica e sexual é um problema grave e histórico no Haiti. Até bem pouco tempo, o medo impedia as mulheres de denunciar e, por vezes, as que procuravam apoio não recebiam ajuda porque muitos policiais não consideravam o estupro um crime.
O acompanhamento da Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti (MINUSTAH) ajudou a mudar a situação do país e hoje existe uma rede de auxílio às vítimas, que além de oferecer apoio médico e psicológico, investiga os casos para levar os suspeitos a julgamento.
O trabalho tem sido intensificado nos campos de deslocados, onde é maior a vulnerabilidade de mulheres e meninas.
“Nós vamos até o campo onde ocorreu a violência, levamos a vítima a um hospital de Cité Soleil, que é o hospital que nós temos a maior facilidade por conta da equipe de psicólogas e de médicas”, descreveu a policial brasileira Virgínia Lima ao Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio) em reportagem para marcar o Dia Internacional dos Trabalhadores das Forças de Paz, 29 de maio.
Lá, essas mulheres recebem os remédios necessários no prazo de 72 horas para evitar doenças sexualmente transmissíveis e gravidez, além da documentação obrigatória para que a Justiça receba as denúncias.
“Se ela desejar ir até uma delegacia pra fazer o registro dessa ocorrência, a gente acompanha também”, diz a capitã, acrescentando que há um trabalho de sensibilização nesse sentido.
FONTE: Site ONU
Missão de Paz | novembro 28, 2013 às 7:32 pm | Categorias: Haiti 2013, PMDF, Reportagens | URL: http://wp.me/pcNGB-1hk

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Um artigo do professor Francisco Edilson Pinto Junior.

Carta à tia Sônia Fernandes
Querida tia Sônia,
Fiquei muito feliz com o seu telefonema, em pleno sábado de sol forte, antes de entrar no meu santuário - a sala de aula (sim! Sábado é também dia de labuta para quem ama o que faz). E faço essa carta por gratidão. É claro que segui o seu conselho: “leia o livro ‘A história de Mora’; sei que você vai gostar”... E saindo da Universidade, fui logo à livraria, peguei o livro e, já na fila antes de pagar, comecei a ler a encantadora história do político Ulisses Guimarães, na visão de sua amada esposa, Mora. Mora morena; Mora amada.
Interessante como eu me identifiquei em vários momentos desse livro, pois como o “Senhor diretas”, eu também quero morrer no mesmo dia da minha amada Viviane.  Esta será a maior prova de amor que eu poderei dá-la! Eu também quero voltar - e quantas vezes voltar a essa vida-, já vindo casado com ela. Viviane sempre será o meu oxigênio e a minha glicose, tão necessários para a minha existência...
Realmente, o AMOR é a única coisa que vale a pena nesta vida... Por isso, foi feliz o autor quando, no final do livro, comparou o nosso Ulisses de Brasília, com o Ulisses da Grécia antiga, onde este último ao naufragar, tentando voltar para os braços da sua amada Penélope, ficou preso numa ilha com a ninfa Calipso, e esta ao tentar conquistá-lo, oferecendo-lhe de tudo, até mesmo a imortalidade, recebeu como resposta essa pérola: “Não quero o dom dos deuses. Sois infeliz por ser eterna. Só os mortais conhecem o amor”.
Pois é, cara tia Sônia! E como tem faltado amor nestes dias onde nunca poderia faltar, já que este sentimento é a própria essência da sua existência: a profissão médica. A medicina é a arte de amar. E nunca existirá medicina onde não existir amor! Sabedor disso, Pablo Picasso expressou em forma de pintura na sua tela: “Ciência e caridade”. E veja, cara tia Sônia, que as duas coisas podem sim andar juntas. Elas não são excludentes. A presença de uma não elimina a outra. Pelo contrário, elas se completam. E um médico só com a técnica, sem o amor, é uma doença terminal e incurável que faz adoecer as pessoas; já um médico com amor, mas sem a técnica, é uma doença a procura de cura e se souber encontrar o caminho - e for bem conduzido - conseguirá curar não só os outros, mas também a si mesmo...
Cara tia Sônia,
Volto ao livro de Mora, cujas quatro letras também podem formar a palavra amor, para lembrar a última e longa troca de olhar entre o “Senhor Impeachment” e a sua esposa amada, antes deles morrerem juntos, em alto mar. Cara tia, aqui abro um parêntese para lhe fazer uma confissão: esta parte do livro me fez voltar ao passado e lembrar de um debate que aconteceu nas dependências do auditório central da UFRN. Era a campanha para governo do RN, em 1986. Três candidatos lutavam por esta vaga, e o tio João era um deles. No calor do debate, os outros dois candidatos queriam “arrancar a carótida e a jugular” de tio João... e ele, mesmo assim, ainda teve tempo de trocar um longo e belo olhar com você tia que estava na plateia. Nunca me esqueci desse momento e aprendi, naquele dia, que o político , quando não se considera um deus imortal, é também capaz de amar...
Amar que combina com a palavra olhar. E olhar, que junto com o riso, podem significar a menor distância entre duas pessoas. Olhar e sorriso, outras duas coisas que muito têm faltando nos nossos consultórios médicos... Não olhamos e nem rimos mais durante uma consulta. Nem podemos! A rapidez do encontro (nos pagam mal, então temos que atender mais pacientes para poder sobreviver); as inúmeras ligações dos nossos celulares atendidas durante as consultas; o entra e sai da secretária trazendo papéis e mais papéis para a gente assinar dos convênios (que destrói não só as árvores da mata amazônica, mas também destrói coisas belas da nossa profissão); o som do teclado dos nossos computadores, etc. etc. tudo isso e muito mais não nos permitem essa troca de cumplicidade - olhar e sorrir-, nesse encontro íntimo entre dois es tranhos, o médico e o paciente...  
Cara tia Sônia, curiosamente o código de ética médica tem na sua capa a imagem do deus Janus. O deus com duas faces, uma voltada para frente e outra para trás. Alguns interpretam essa dupla face, como o passado e o futuro, ou seja, devemos olhar para o futuro lembrando sempre de não cometer os erros do passado. Mas eu acredito que o deus Janus também tem outra interpretação, afinal cada um olha de seu jeito, não é mesmo? E a minha maneira de ver essa imagem é a seguinte: devemos olhar para frente, para fora; mas também devemos voltar o nosso olhar para trás, para dentro de nós... E como um ladrão de frases que me tornei - desde que resolvi escrever-, cara tia Sônia, vou agora roubar da senhora mesmo uma frase que encontrei nas suas “iluminuras” (o seu discurso de posse na Academia de L etras do RN): “Olha para dentro de ti, volve-te para ti mesmo, devolve para ti o teu espírito e a tua vontade”, afinal, neste momento nada melhor do que implorar: “Médicos, conhecem-te a ti mesmo!”. Ah! Minha cara tia Sônia, e como nós médicos precisamos fazer esse momento de intensa reflexão. É preciso esse momento de silêncio interior para perceber que o inimigo não mora em Cuba, mas sim dentro de cada um de nós...
Não sei se a senhora viu, nesta semana, a manchete do portal UOL: “Médico cubano volta a atender e é recebido com festa!”... E mesmo tendo se equivocado na receita e prescrito 40 gotas de dipirona, para um paciente que necessitaria de apenas metade dessa dosagem, o médico foi recebido com festa até pela mãe da criança, que ao invés de ter ido procurar um advogado para processá-lo, foi exatamente a sua maior defensora: “Ele é muito atencioso, nos examina com calma e explica tudo direito. É de médicos assim que estávamos precisando”...
Pois é, minha cara tia Sônia, o paciente suporta tudo, até receitas equivocadas, mas nunca, jamais, ele suportará uma coisa: a indiferença! E o que nos resta fazer neste momento, então, para mudarmos esse jogo que se encaminha para um resultado tão incerto e nebuloso? Para responder, recorro novamente a senhora, que iluminada, certa vez terminou a sua oração, pela boca da deusa Atena: “...Que a lide do bem, nos perpetue a vitória, pelos séculos afora...”. Que os médicos voltem a ser médicos, cara tia Sônia, apenas e simplesmente isso...
Um forte e carinhoso abraço, do seu sobrinho, que estar sempre a espera de seus conselhos,
Edilson Pinto
Francisco Edilson Leite Pinto Junior – Professor, médico e escritor.