sábado, 5 de julho de 2014

Ex-deputado Ney Lopes, no seu blog, comenta entrevista na Rádio 98 Fm. Eis a matéria na íntegra:

Agressão de Henrique Alves à jornalista é tentativa de inibir e intimidar quem lhe peça explicação

Do editor
Ontem, 3, o deputado Henrique Alves, candidato a governador do RN em ampla aliança de partidos, concedeu entrevista ao conceituado programa Repórter 98”, de grande audiência, transmitido em cadeia estadual pela FM98 de Natal, RN, e com apresentação dos jornalistas Felinto Rodrigues e Robson Carvalho.
Aconteceu um fato curioso e digno de análise política.
A certa altura da entrevista, o jornalista Robson Carvalho, que é também graduado em Ciências Sociais, questionou a união do candidato, em nome da redenção do RN, com partidos de ideologias diferentes; pessoas com vida pregressa duvidosa, candidatos diversos à presidência e, sobretudo, adversários ferrenhos em eleições recentes.
Levando em conta que a mensagem de Henrique na campanha é salvar o RN,  o jornalista mostrou incoerências políticas e indagou: “Salvar o quê e quem?”.
O deputado Henrique Alves irritou-se e verbalmente agrediu o repórter ao colocar em dúvida os fatos abordados na pergunta.
Disse que alguém havia escrito aquele texto para ele ler.
Trocando em miúdos: Henrique deixou claro que o jornalista, a FM98 e o programa “Repórter 98” estavam a serviço de outros candidatos e a emissora se permitia fazer perguntas escritas por adversários.
Feriu o conceito do programa “Repórter 98”, que é tido na radiofonia do estado como uma referencia jornalística e ética.
Alguns aspectos devem ser analisados e interpretados na conduta do candidato Henrique Alves.
Primeiro, o seu desejo de não ser contestado, nem pela imprensa, já que se coloca como o “salvador do Rio Grande do Norte” e assim seria sacrilégio pedir-lhe explicações, como foi o caso de Robson Carvalho.
Vincula esse direito de auto imunizar-se com o presumido mérito pessoal de ser agregador, ter capacidade de somar adeptos e partidos, o que outros não possuem por serem radicais, intolerantes, “complicados” e incompetentes.
Conclui-se: competente e capaz somente Henrique, seus  aliados e asseclas políticos.
O deputado Henrique tem até razão quando diz que as alianças políticas no RN ocorreram e ocorrerão sempre.
Isso é uma verdade.
Aliás em 2006, o editor integrou e apoiou a aliança do PMDB com o PFL negociada claramente, sem vantagens de qualquer espécie, até porque ambos os partidos estavam na oposição estadual e federal, portanto longe do poder, o que tornava impossível tráfico de influência.
O editor, em 2006, era do PFL e foi candidato a vice governador na chapa do senador Garibaldi Alves, superando divergências e aproximando convergências, realmente em benefício do RN, aquela época governado pela “aliada de Henrique hoje”, Vilma de Faria e a quem ele fazia seríssimas restrições.
A aliança política de 2006 foi para apoiar o senador Garibaldi Alves, homem que até hoje merece a admiração e o respeito do editor e do RN.
Não houve “trocas”, nem “compensações”.
No momento, a realidade é outra.
A atual coligação do PMDB é com quase 20 partidos e as versões do mundo político são de ter sido construída a base de verdadeira oferta pública de influencia no  poder federal para liberação de dinheiro;  suposta distribuição de favores e benesses, inclusive presumido favorecimento em beneficio de “esquemas” empresariais” em marcha; contradição ideológica e política dos aliados, com a presença de três presidenciáveis no palanque;  condenação radical ao governo de Rosalba Ciarlini, ao qual Henrique e seu vice João Maia foram aliados, com indicações de seis secretarias e mais de 300 cargos comissionados, por mais de dois anos.
Quanto a candidatura de Vilma Faria ao senado houve uma “cooptação”, a base de promessas de financiamento da campanha por vias que serão conhecidas no futuro, tudo em razão do temor de que ela disputasse o governo contra Henrique.
Após silencioso trabalho nas bases peemedebistas, movido a interesses privados, Vilma foi considerada a “joia da coroa” pelo partido, na montagem da chapa.
Esse fato gerou (e gera) pesadas restrições do presidenciável Eduardo Campos, por serem ambos do PSB.
A candidata Vilma de Faria conseguiu superar as restrições, pelo menos aparentemente e até agora.
Na aliança montada à base de cooptações,  Henrique e Vilma escolheram até os seus adversários, eliminando todos aqueles que lhes fossem inconvenientes.
Exemplo:  o DEM-RN foi cooptado, mediante o compromisso de “cassar” Rosalba Ciarlini para a reeleição e o editor deste blog, que pretendeu candidatar-se ao senado.
Na última reunião da Comissão Executiva do DEM foi anunciado oficialmente no plenário,  que a aliança com o PMDB-PSB seria apenas na eleição proporcional, o que não era verdade, desde aquela época.
Portanto, os membros da Comissão Executiva dos Democratas votaram de boa fé.
Foram favoráveis a alternativa de aliança exclusivamente na proporcional, o que seria admissível, se a lei não proibisse.
A cúpula do DEM, na Convenção Regional,  dirigiu o partido para outro caminho, que foi o apoio integral à Henrique e Vilma, ao formular de forma capciosa a pergunta submetida aos convencionais do partido.
Há pesquisas não registradas na justiça que apontam índices de preferência à Rosalba Ciarlini para o governo e Ney Lopes para o senado, superiores a 20%, sem que os mesmos fossem candidatos.
Era apenas, a preferência do eleitor, sem candidaturas lançadas.
Henrique ao cooptar o DEM-RN,  pretendeu eliminar qualquer risco eleitoral para ele próprio e para Vilma de Faria.
E conseguiu.
Restaram como adversários os partidos menores e as candidaturas de Robinson Faria, ao governo e Fátima Bezerra, ao senado, que crescem a olho nu no eleitorado do estado, justamente pelo fato de Henrique e Vilma não terem respondido com clareza, até hoje, a pergunta feita pelo jornalista Robson Carvalho: “Salvar o quê e a quem?”
Outro ponto em análise é que ninguém pode ser contra a atitude política de quem reconhece erros do passado e não fica eternamente olhando pra trás pelo retrovisor.
Henrique tem razão nisto.
O ser humano tem direito de arrepender-se, ser humilde e até pedir perdão.
Todavia, ele diz uma coisa e faz outra.
Ontem, no “Repórter 98” foi a prova.
Enquanto prega esses valores humanos e cristãos, na sua pré-campanha  já acusa um jornalista de colocar a sua profissão a serviço de adversários.
Tudo porque o jornalista lhe fez uma pergunta considerada “inconveniente”.
Por trás da cena, o que o analista conclui é que Henrique ao dizer-se agregador e condenar o radicalismo, deseja na verdade “bloquear”, “impedir”, limitar fronteiras que possam reviver e recordar o seu passado político e de seus aliados sobre o que fez realmente em benefício RN ao longo dos mandatos, bem como o que dizia de alguns correligionários de hoje, inclusive em relação à “ficha suja” etc.
Henrique quer inibir e constranger previamente os adversários, no sentido de que qualquer questionamento feito sobre o passado significará a volta do radicalismo político.
Isso não é verdadeiro, nem lógico.
Política é essencialmente dialética.
Têm que existir teses e antíteses.
A síntese quem fará é o eleitor.
Como admitir-se uma campanha morna, sem vida, sem possibilidade do eleitor conhecer “quem é quem”.
O radicalismo, que deve ser combatido, é outra coisa totalmente diferente.
É a lesão direta a dignidade e a imagem das pessoas, sem provas ou fatos concretos.
Quando há provas,  fatos reais e concretos, tudo deve ser levado (ou revivido) à opinião pública, para que o eleitor conheça e decida na hora de votar.
A política livre e democrática é praticada assim, em qualquer parte do mundo.
Se não for dessa maneira, a impunidade política estará assegurada.
De agora por diante, a dúvida que resta é   saber se o deputado Henrique Alves irá pedir perdão a Robson Carvalho nas próximas horas e assim mostrar-se , mais uma vez, “agregador” e “não radical”.
Talvez seja o caso do presidente da Câmara Federal novamente pedir  perdão e pagar a penitencia, para depois continuar com o apoio dos quase 20 partidos, que segundo ele, se agregaram à sua coligação  sem nenhuma exigência, ou “trocas” ,  todos eles movidos apenas pela profunda admiração ao comportamento político de estadista do candidato Henrique Alves, cuja característica é  somente “agregar” e “combater o radicalismo político local”.
Versão típica de quem acredita em Papai Noel!




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Na edição de hoje, 5,pág. 02 a Tribuna do Norte publica a seguinte nota a respeito:
"Pontos no iiis
Notas & Comentários
O jornalista Felinto Rodrigues, proprietário da Rádio98 FM, considera uma "infâmia", a insinuação de que o deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB) tenha sido deselegante durante a entrevista  concedida na noite de quarta-feira passada na sua emissora.
Felinto recordou sua indignação ao receber telefonema de agradecimento do próprio Henrique, que elogiou o nível do programa e se colocou à disposição para participar de tantas vezes seja convidado. Foi quando Felinto disse estar chateado com o que considera "absurdo".
O jornalista elogiou a postura de Henrique, o seu desempenho e disse que vai abrir o programa, na edição de segunda-feira, esclarecendo o caso e desmentindo qualquer problema. Felinto declarou que não se manifestou nesse sentido ontem mesmo, porque devido ao jogo Brasil x Colômbia,o programa "Repórter 98" não foi apresentado"

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Cuidado com os planos de saúde.

Campanhas com foco no consumo consciente e no acesso de idosos aos planos de saúde
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) lançou duas campanhas publicitárias de utilidade pública para orientar a população brasileira sobre a escolha do plano de saúde. A importância da informação correta para a escolha consciente do plano de saúde mais adequado e a orientação especial aos idosos são os temas abordados. Ambas remetem o consumidor a procurar os canais de relacionamento da agência reguladora.
Antes de contratar uma operadora, antes de tudo, é importante se informar sobre o índice de reclamações e checar quais são os planos com comercialização suspensa. Todas essas informações podem ser encontradas no Espaço da Qualidade e podem evitar dores de cabeça posteriores. Mesmo quem já possui plano de saúde deve ficar atento às regras e saber a quem recorrer em caso de dúvidas ou necessidade. [Portal Saúde > Saiba mais]


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Postado por AssessoRN - Jornalista Bosco Araújo no AssessoRN.com em 7/02/2014 08:34:00 PM

segunda-feira, 30 de junho de 2014


Polícia contabiliza 19 homicídios na Grande Natal durante fim de semana

Publicação: 30 de Junho de 2014 às 09:13 | Comentários: 0
Tribuna do Norte.
No primeiro fim de semana após a Copa do Mundo em Natal, os números da violência voltaram a assustar. O Itep Natal contabilizou 19 homicídios entre a noite de sexta-feira (27) e a madrugada de hoje (30), enquanto quatro assassinatos ocorreram no mesmo período na região de Mossoró. Na capital, seis homicídios.

Além de Natal, foram registrados homicídios em Parnamirim, São Gonçalo do Amarante, Macaíba, Ceará-Mirim e São José de Mipibu. De acordo com dados da polícia, pelo menos 11 homicídios foram por arma de fogo, enquanto um, nas proximidades do Ginásio Nélio Dias, na zona Norte de Natal, ocorreu por espancamento.

De acordo com o secretário de Segurança do RN, Eliézer Girão, durante a Copa do Mundo, houve uma redução em 60% no número de homicídios em comparação a maio. Para atuar na segurança durante o mundial, Natal recebeu efetivo de 4.600 homens do Exército, Aeronáutica e Marinha, além de um grupo de 300 homens da Força Nacional, 160 policiais rodoviários federais e o aumento no efetivo da PM nas ruas durante a competição.

Ainda segundo a Sesed, foram investidos R$ 80 milhões na área de segurança, sendo a maior obra viabilizada o Centro Integrado de Comando e Controle Regional (CICCR), que foi instalado na Escola de Governo e funcionou como o “cérebro” da segurança e defesa durante a Copa. A partir do dia 18 de julho, o local passa a receber, definitivamente, o Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp).

Atualizada às 9h47 para correção de informações.

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Ciência

Pesquisa da matéria escura aproxima cientistas europeus do nascimento do cosmos

O universo é ainda um grande mistério. Mas cientistas europeus, que comprovaram a existência da "partícula de Deus", trabalham para descobrir a composição de 25% do cosmos no Grande Colisor de Hádrons do centro Cern.
Munidos de telescópios, os astrônomos observam estrelas, névoas luminosas, nuvens de poeira. Mas esses elementos visíveis só correspondem a 5% do universo. A grande parcela restante é invisível, e detectada apenas devido à ação de seu campo gravitacional – como no caso da energia e da matéria escuras.
Nos próximos anos, pesquisadores do Centro Europeu de Pesquisas Nucleares (Cern) de Genebra, onde está localizado o Grande Colisor de Hádrons (LHC), o maior acelerador de partículas do mundo, pretendem descobrir a composição da matéria escura e desvendar seus mistérios.
Uma recente medição do satélite europeu Planck revelou que praticamente 70% do universo é composto por energia escura. Ela parece estar distribuída uniformemente e age de forma repulsora, fazendo com que o cosmo se expanda com velocidade crescente.
O restante, ou seja, cerca de 25% do cosmos, é composto por matéria escura, cujo efeito atrativo mantém coesas as galáxias e os aglomerados galácticos. Assim como a espuma na superfície da água, a matéria luminosa se concentra onde a matéria escura é mais densa.
Esses componentes misteriosos foram descobertos por pesquisadores já na década de 1930. O físico e astrônomo suíço Fritz Zwicky descobriu que a matéria visível do aglomerado de Coma não bastava, nem de longe, para manter coesas as mais de mil galáxias individuas que compõem esse sistema.
Mapeamentos abrangentes do universo, como o levantamento Sloan Digital Sky Survey (SDSS), analisaram as estruturas cósmicas resultantes da disposição das galáxias e aglomerados galácticos, registrando mais indícios da existência da matéria escura.
Experiência no Cern quer produzir matéria escura
Cosmo virtual
Com programas especiais, como o Millennium Simulation, os astrofísicos simulam virtualmente o crescimento de estruturas cósmicas e o desenvolvimento do universo. O computador se torna uma máquina do tempo, reduzindo a "eternidade" – processos que na natureza duram milhões ou até mesmo bilhões de anos – a segundos. Os simuladores possibilitam, por exemplo, observar a dinâmica do surgimento dos chamados filamentos galácticos – amplas estruturas cósmicas compostas por galáxias e aglomerados.
Em seus experimentos cosmológicos de criação, os pesquisadores podem alterar a combinação de elementos em seus universos. E ficou comprovado que, somente mantendo-se a porcentagem de matéria escura descrita na teoria, formam-se no cosmo virtual estruturas semelhantes às encontradas hoje na natureza.
Físicos de partículas já desenvolveram teorias diversas sobre a composição dessa matéria misteriosa. Uma variante promissora seriam as "partículas massivas de interação fraca" (weakly interacting massive particlesou WIMPs). Ainda não observadas na prática, elas estariam sujeitas apenas à gravidade e à interação fraca.
Candidatos possíveis resultam de teorias baseadas na supersimetria hipotética, as quais preveem uma ampliação da diversidade das partículas descrita no modelo-padrão teórico. Este constitui uma espécie de sistema de blocos de construção do universo, com as 12 partículas elementares que compõem todos os átomos da matéria conhecida.
Com a descoberta em 2012, no LHC, do bóson de Higgs, conhecido como "partícula de Deus", ficou comprovada a existência da partícula que faltava no modelo-padrão, e a teoria foi experimentalmente confirmada. Ou seja: as características descritas no modelo-padrão de componentes da matéria correspondem de forma ideal às encontradas na natureza.
"Portal para a matéria escura"
Nos próximos anos, os físicos encarregados do LHC querem explorar dimensões energéticas jamais produzidas na Terra. Para tal, vão acelerar mais pacotes de prótons maiores, fazendo-os colidir com maior frequência. Assim, no centro do colisor se formará uma bola de fogo ainda mais quente, a partir da qual se criarão partículas minúsculas: os "blocos de construção" da matéria. Quanto maior a produção de energia, mais pesadas as novas partículas.
Os pesquisadores esperam poder ver a partícula mais leve, dentre as previstas na teoria da supersimetria. Ela poderia ser o tão procurado componente da matéria escura, pois, segundo a teoria, essa partícula surge da decomposição da matéria escura.
A partir de modelos virtuais, os pesquisadores do Instituto Max Planck de Física, sediado em Munique, já ensaiam a maneira de "farejar" partículas de matéria escura nos detectores do LHC. "Essa simulação nos ajuda a descobrir o que devemos procurar depois, no imenso fluxo de dados", expõe Hubert Kroha, pesquisador do instituto.
Além da supersimetria, o bóson de Higgs, recém-descoberto no Cern, também tem um papel importante. Ele poderia ser a "alça" pela qual os físicos conseguirão "segurar" também a matéria escura, já que essa partícula é o que dá massa a toda matéria – e é sobretudo pela gravidade que a matéria escura se manifesta. "O bóson de Higgs poderia interagir com a matéria escura" e fornecer aos pesquisadores informações sobre suas propriedades, especula Kroha. Por isso, o mundo científico fala de um "portal de Higgs para a matéria escura".
Existência da partícula de Deus foi comprovada em 2012
Presença invisível
Contudo, os cientistas não verão nos detectores a matéria escura, em si. Eles a reconhecerão apenas pela ausência de energia, uma vez que ela não deixa vestígios, como os demais elementos da matéria surgidos da colisão de prótons.
Os cientistas sabem exatamente quanta energia se produz na colisão de dois prótons, pois ela pode ser medida precisamente, assim como a energia dos componentes de matéria resultantes do choque, e também seu caminho através das diferentes camadas do gigantesco Detector Atlas do LHC.
Na maioria das colisões, os componentes da matéria se espalham em todas as direções, quase uniformemente. Somados, eles acusam uma quantidade de energia igual à decorrente da colisão dos prótons.
Se após um choque ocorre um desequilíbrio na distribuição da energia medida, e as partículas visíveis possuem muito menos energia do que a resultante da colisão dos prótons, esse poderia ser um indício da presença de matéria escura. Com base nos modelos que descrevem todas as possíveis reações das partículas, os físicos podem descobrir de que se compõe a matéria escura.
Se os pesquisadores do LHC conseguirem provar que a matéria escura é composta por partículas e desvendar sua natureza, eles estarão um pouco mais próximos de um antigo sonho: a teoria unificada. Esta reuniria todas as quatro forças fundamentais da natureza: a gravidade; a força nuclear forte, que mantém unidos os núcleos atômicos; a força nuclear fraca, pré-requisito para a radioatividade; e o eletromagnetismo.
Albert Einstein já procurava por ela, mas em vão: essa "teoria de tudo", que abrange o microcosmos, o macrocosmos, o mundo quântico e a teoria da relatividade, poderia fornecer novos insights sobre as fases iniciais do nascimento do universo – a origem de toda a existência.

DW.DE

terça-feira, 24 de junho de 2014


MIGUEL JOSINO
Jurandyr Navarro
Do Conselho Estadual de Cultura
De um tempo para cá a Advocacia modernizou-se. Antes, era um sufoco sair à pro­cura duma legislação aplicável ao caso concreto ou um texto jurisprudencial adequável para dar sustentáculo à tese esposada.
Daí, vir a propósito, a citação de Seabra Fagundes, em trabalho apresentado à 3ª Conferência Nacional da Ordem dos Advogados do Brasil, Secção federal, em Recife (1968), sob o título "As imperfeições da elaboração legislativa e o exercício da Advocacia :
"Atualmente é tal o tumulto de legislação abundante e mal elaborada, que o exercício da Advocacia exige, na maioria das vezes, seja ela de empresa, seja forense, virtualidades além do comum. Por vezes a simples localização e identificação da norma aplicável, em meio a múltiplas leis que interferem com o mesmo assunto, um emendando ou revogando parcialmente as outras, exige horas e horas de pesquisa e estudo. Eis porque já se disse, com espírito satírico, porém veraz, que hoje é mais penoso para o advogado achar a lei ajustável a uma relação de direito do que interpretá-la ".
A evolução da Informática modernizou os Escritórios advocatícios, o trabalho dos Cartórios e o desempenho dos Tribunais.
A Justiça, hoje, anda mais célere e julga melhor. O advogado, o promotor, o procu­rador e o juiz são mais preparados profissionalmente que os seus colegas de antanho, salvante exceções. Para isto contribuiu muito o progresso tecnológico e a metodologia de ensino. Os cursos de pós-graduação são mais acessíveis, a especialização por áreas, os congressos, as palestras e conferências são facultados a um maior número de interessa­dos; sendo também, mais objetivos e práticos. O próprio Curso de Direito mudou. No nosso tempo tínhamos noventa por cento de aulas doutrinárias. No presente, as aulas práticas são dominantes, com a Prática Jurídica implantada, entre nós, pelo Professor Edgar Smith Filho, cujo pioneirismo no Nordeste tem sido aplaudido.
O telefone (DDD), o Fax, a Xerox, o gravador, o computador e outros instrumentos revolucionários no campo da técnica e da cibernética, são instrumentos preciosos e utilíssimos, enfim, a automação, possibilita o rápido desempenho e a mais perfeita tramitação processual e julgados da Justiça.            Miguel Josino Neto foi um advogado moderno e avançado nesse sistema informatizado, além de talentoso e competente profissional. Formando ainda, fez estágio na Consultoria Geral do Estado, recebendo apreciáveis ensinamentos.
O aprendizado em Direito Administrativo deu-lhe os meios imprescindíveis à sua  atuação na Procuradoria Geral do Estado, assim como na área judicial onde defendeu as  causas do Estado com diligente capacidade. Tudo fazendo jus ao título de primeiro lugar em concurso de provas e títulos para Procurador do Estado.
Em plena juventude, Miguel Josino já despontava como um dos melhores causídicos do Rio Grande do Norte. Nos dias que passam os moços se adiantam cedo na jornada intelectual.
O soberbo "batalhão sagrado " que Péricles criou a sua Atenas - a Mocidade, é que as pátrias depositam a sua esperança.
São dois pronunciamentos merecedores de meditação por parte daqueles que têm sen­so de responsabilidade: o primeiro, expresso por um pensador de renome internacional; e, o outro, de um mandatário espiritual de visão profética.
O dever e o exercício advocatício é dos mais importantes para a salvaguarda do Estado de Direito, porque, sem ele, tudo resvala para o governo da ignorância, das decisões apressadas e deliqüescentes, sem o imprescindível amparo jurídico.
"O governo de homens " — o que empurra o Legislativo com a barriga para dar azo ao seu ego paranóico - "é o governo do arbítrio"; o outro, "o das leis" - e da juridicidade - "é o Estado de Direito ", enfatizou o constitucionalista pátrio Luís Pinto Ferreira.
Diante da situação político-administrativa do Brasil, em que os escândalos se suce­dem na telinha da mídia eletrônica, o Direito deve resguardar a sua ética, a sua sisudez, o seu caráter deontológico. É o que se impõe, para o momento, a fim de neutralizar os efeitos deletérios do atraso em que se encontra a máquina administrativa dos Estados brasileiros; em sua maioria, dirigida por pessoas de formação técnica incompatível com o trato de maté­ria de direito administrativo.
O grande Hauriou foi um dos precursores a pregar a moralidade administrativa. Alu­de Cármen Lúcia Rocha, em trabalho especializado - Princípios Constitucionais da Admi­nistração Publica, 1994:
"A moralidade administrativa tornou-se não apenas Direito, mas direito público subjetivo do cidadão: todo cidadão tem direito ao governo sério e honesto".
Infunde-se, portanto, tais considerações, acima relacionadas, para a aplicação cor­reta do vero Direito atualizado nas questões estatais, exigindo-se o dever a ser cumprido consoante as normas jurídicas embasadas pela égide da moral.
E por essa diretiva prudente que é pautado o trabalho de Miguel Josino Neto, na Advocacia e na Procuradoria Geral do Estado.
Declarou José Ribeiro de Castro Filho, antigo Presidente do Conselho Federal da OAB:
"O advogado tão necessário como a justiça e como ela tão antigo, colocado entre os homens e a lei, deve ser o combatente armado, a palavra em luta, onde quer que o chame o direito ameaçado ".
Dos mais desgastantes o ofício advocatício. O culto advogado Levi Carneiro, certa vez, foi a um médico em Paris. Sem saber quem era o cliente, o clínico o examinou e disse: - "O senhor é Advogado ". - "Por quê? ", indagou Levi, admirado, já que não dissera a sua profissão. Respondeu-lhe o médico francês: - "O seu fígado está martirizado pelas coisas da vida ocasionadas pela profissão: o senhor tem "um fígado jurídico".
Como se vê, o advogado paga oneroso tributo à saúde pela sua atividade estressante, embora haja uma compensação, na sua tarefa nobilitante para a sociedade: é ele, o juris­ta, um criador de bens culturais, no dizer de Miguel Reale.
Orador eloquente da sua geração, Miguel Josino foi um Advogado para o terceiro Milênio da Era da Cristandade, porque abeberou-se das fontes cristalinas da cultura do Direito.
Atuante e competente o seu desempenho como Procurador Geral do Estado. Exorbitava, às vezes, das atribuições do cargo, a fim de melhormente servir ao Estado e aos cidadãos.

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Ulisses de Góes, o criador de escolas e cooperativas de crédito em Natal.

Ulisses de Góes (2) – Jurandyr Navarro


A Educação, com “a Escola de Comércio do Professor Ulisses de Góes”, serviu de alavanca para muitos dos seus alunos ocuparem, na maioridade, posição de relevo na sociedade da Cidade dos Reis Magos.
Cooperativismo – na gestão do Bispo D. José Pereira Alves, em Agosto de 1926, é fundada a Caixa Rural e Operária de Natal, com Ulysses de Góes à sua frente.
A primeira Cooperativa de Crédito de Natal foi composta de Ulisses de Góes, Perceval Caldas, Juvino dos Santos, Felipe Nery de Andrade e Clidenor Pereira. O seu número teve um crescendo significativo em pouco tempo, levando-se em conta o natural atraso da época. Mesmo assim, no curto período de seis anos – 1931-37, já contava cerca de vinte e quatro Cooperativas, sendo dezessete Caixas Rurais, uma Caixa de Crédito operária e uma Cooperativa de Consumo de Funcionários Públicos.
No início dos anos cinquenta já existiam sessenta e dois estabelecimentos de crédito cooperativos no Estado do Rio Grande do Norte. O trabalho encetado pelo Professor Ulisses granjeou adeptos e seus frutos se multiplicaram.
Em 1951, a 16 de Julho, a Congregação Mariana criou o Instituto de Assistência aos Cegos e Surdo-Mudos, que ficou sob a direção criteriosa do médico Ricardo Barreto. Mantinha tal Instituto, uma Escola de leitura do método Braile.
Desenvolvimento Econômico – Dotado de um cérebro atilado para liderar e administrar não podia ficar insensível à necessidade inadiável, naquele tempo, da implantação da eletrificação, para acionar a incipiente indústria riograndense. Foi com denodo que Ulisses de Góes se atirou de corpo e alma nessa Campanha, nos anos cinquenta para os anos sessenta, até a sua consumação no Governo Aluízio Alves.
Imprensa – Em 1922 o Bispo D. Antônio dos Santos Cabral cria o jornal “A Palavra”, como órgão da Congregação Mariana. Dois anos depois, o então grande orador sacro, D. José Pereira Alves, funda o jornal “Diário de Natal”. Neste matutino o Professor Ulisses teve participação ativa ao lado do Monsenhor João da Matha Paiva, Alberto Roselli, José Ferreira de Souza, Oscar Wanderley e outros. Perdurou até 1932. Neste ano foi criado o “Centro de Imprensa” da Diocese, a 30 de setembro. Inicialmente foi dirigido pela cúpula do marianismo: organizado o centro, surgiu o vespertino “A Ordem”! Compunham a organização Otto de Brito Guerra, o Padre Luiz Monte, Ulisses de Góes, Felipe Nery, Francisco de Oliveira Neco, Francisco Veras Bezerra, Hemetério Serrano Lyra, José Borges de Oliveira, Manoel Genésio Gomes, Vital Joffili, Manoel Rodrigues de Melo, Monsenhor Alves Landim e outros. O seu primeiro número circulou a 14 de Julho de 1935, com o Editorial escrito pelo Padre Luiz Monte, intitulado “Nossos Propósitos”. O jornal durou cerca de trinta e cinco anos, até o final da gestão de D. Eugênio Sales como Bispo de Natal.
Esse grupo enxergou a grande força do jornal numa comunidade. Na Igreja, o Púlpito deveria ser ampliado.
É o jornal o arauto dos tempos modernos. A mensagem humana sempre teve a necessidade de uma tribuna para ditar as normas da sociedade politicamente organizada. Com os Hebreus a Assembleia dos Anciãos pregava a palavra da experiência. Surgiu a Agora da Polis, o Aerópago Ateniense, o Fórum, o Senado Romano. Hoje, a sua voz ecoa do Parlamento político, do Púlpito dos templos religiosos, da Praça pública.
Ulisses de Góes visualizava o jornal não com o prisma encarado pela maioria das pessoas, ou seja, de mero divulgador de noticias, espécie de mensageiro que se conduz à frente das revistas e dos livros, a notícia em primeiro lugar, o mensageiro das novidades da política, da economia, das descobertas científicas, registrando a evolução das religiões, o desenvolvimento dos esportes, noticiando a tragédia e a comédia da vida, enfim, tudo que merecesse divulgação.
Para ele o jornal não era somente esse diário noticioso, propagador de eventos sociais tinha ele, também, sobretudo, o seu valor intrínseco, como arma poderosa, podendo, com os livros e revistas, ser instrumento do bem ou do mal.
Bem orientado e bem dirigido, sustentado pela alavanca da Moral, seria educador por excelência, complementando a pedagogia das escolas. E, inversamente, acarretaria consequências danosas à sociedade.
Daí a diferença entre a chamada imprensa noticiosa e a imprensa educativa. E se esta última envolver em suas matérias o bálsamo salutar da Religião, poderá ser chamada de Boa Imprensa.
Esta, a imprensa de Ulisses de Góes.
E não somente isto. Ele fazia jornalismo, não por diletantismo ou prazer pessoal, ou ainda profissionalismo; mas, imbuído do intento primacial de difundir o Bem: utilizar um dos veículos mais importantes da comunicação do mundo para essa finalidade, sem a qual, a imprensa seria transformada em balcão para negócios ou servir à politicalha, “a velha barregã e a malária dos povos”, no dizer de Rui Barbosa.
Incomensurável o valor do jornal, tal, o dos livros, revistas, rádio, televisão. A informação destes últimos são mais voláteis, desaparecendo com o efeito da imagem e do som, em minutos, da nossa percepção sensorial. O efeito do jornal, pelo contrário, perdura como do cinema gravado e da Internet. Passa o jornal de mão em mão, podendo ser lido e relido, continuamente, conduzindo o facho sempre aceso da informação.
Ulysses de Góes sabia da importância fundamental da imprensa escrita, do seu fascínio, da sua alta literatura e do seu poder. Antes dele, Pio XI já havia alcançado e percebido o concurso valioso da imprensa católica, ao ponto de declarar ser ela a sua própria voz! Da mesma forma se expressou o seu sucessor, em relação à sua imperiosa necessidade.
As afirmações dos dois Pontífices do mundo moderno foram postas em prática pela comunidade do catolicismo universal.
São Francisco de Sales, no seu tempo, sentiu, também, a força da palavra escrita, enxergando que os Sermões proferidos dos púlpitos da sua Igreja, somente eram ouvidos por reduzido numero de fiéis. E teve a feliz ideia de redigir boletins e distribuí-los no seio da comunidade em que vivia, Anecí; e, depois, em Genebra, combatendo as heresias de Calvino, alcançando, dessa forma, um dilatado conglomerado social. Depois, essas notas avulsas receberam a denominação de “Controvérsias”, por meio das quais, conseguiu converter inúmeros incrédulos.
Foi São Francisco de Sales o primeiro jornalista católico, e, por tal, é hoje o Patrono dessa categoria profissional.
Ulisses de Góes não só incentivou, e ajudou a criar jornais, mas, neles dava o seu testemunho eloquente, escrevendo muitos artigos e concedendo entrevistas as mais diversas. Pertenceu aos quadros da Associação Brasileira de Imprensa – ABI, e tem matrícula número 01 (um), na Associação do Rio Grande do Norte.
O jornal, igualmente ao coração, marca o pulsar de uma sociedade: os seus propósitos, os seus anseios, as suas desditas, a sua esperança… Já houve quem dissesse ser ele uma enciclopédia. Notícias, divulgações, ilustrações de todos os matizes dão um colorido vivo às suas páginas. Cérebros inteligentes descortinam nos seus escritos paisagens de sabedoria Peças literárias radiografam a cultura de um povo. O legado do passado constrói a sua história. Heróis da santidade, do civismo pátrio, imolados da ciência nele recebem a sua homenagem. O jornal tudo registra: o crepúsculo do ancião, a sua dor; a aurora do jovem, a sua felicidade; o sorriso da criança, a sua alegria; o amor dos amantes, a prece do penitente, o heroísmo do mártir, a pureza da donzela, o triunfo do espírito sobre a matéria. A tudo o jornal noticia, fotografa e comenta.
E ele o professor, o médico, o advogado, o padre. Podendo, também, ser o bandido…
Nas suas linhas a sociedade é retratada e delas se utiliza para o intercambio da linguagem escrita; delas se utiliza para a cobrança de seus direitos postergados; utiliza-se delas para firmar sua cidadania amparada pela justiça e pelas normas civilizatórias.
Das suas páginas partiu o J’Acuse! de Zola, que pôs em liberdade um inocente, limpando a honra vilipendiada.
Tal o dever da Imprensa. Disto ela não pode se arredar sob pena de se transformar em instrumento propagador do maléfico. A Boa Imprensa, a imprensa católica, a imprensa de Ulysses de Góes, não pode fugir aos ditames das consciências sociais e patrióticas.

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Repercute noVale do Assu o suposto atentado ao escritório da advogada assuense.

terça-feira, 17 de junho de 2014

Atentado em Ipanguaçu: Advogada é vitima de atentado

Nas primeiras horas do dia de ontem, o escritório da advogada Raissa Fonseca, localizado na cidade de Ipanguaçu/Vale do Açu, foi atacado por pessoas não identificadas. Os quais disferiram cerca de cinco tiros em direção a porta do escritório. Pelo tardar da hora, cerca de 02 da madruga, ninguém se feriu (o escritório estava fechado, claro). Só danos materiais.

No entanto, o clima de animosidade continua na cidade, e é sentido derna do inicio da campanha eleitoral para eleger os chefes do executivo municipal, em eleição suplementar.

A advogada Raissa Fonseca é advogada da coligação que não obteve êxito nas urnas e vinha preparando várias ações contestando a lisura do pleito suplementar.

O atentado ao escritório da advogada ganhou conotação estadual e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) emitiu nota em solidariedade a advogada ipanguaçuense e nomeou uma comissão para acompanhar as investigações.

Dentre os integrantes da comissão escolhida, tem dois advogados, membros da Secção da OAB/Vale do Açu, a qual é presidida pelo advogado Ivanaldo Bezerra, coordenador jurídico da coligação que obteve vitória no pleito de Ipanguaçu.

Traduzindo: para a OAB, o atentado que provocou danos ao escritório da advogada Raissa Fonseca e pânico a população de Ipanguaçu, não teve conotação politica e sim mais uma consequência da violência que assola e amedronta os brasileiros. Ou não?

Recordando: Há alguns dias, um blogueiro ipanguaçuense, ligado ao sistema politico vitorioso,  foi vitima de assalto, no qual os delinquentes além de subtraírem objetos de propriedade do mesmo, ainda tentaram causar-lhe pânico. Tipo, só o assalto não era suficiente.

Coincidências? como diz o ditado popular, mió prevenir que... A Policia Federal precisa ser acionada pela  OAB/RN como forma de garantir as prerrogativas de seus membros e a tranquilidade necessária na cidade, região e... como forma de reafirmar que apoia e briga, pelo Estado de Direito.


Foto do blog de ana valquíria
Nas primeiras horas do dia de ontem (16), o escritório da advogada Raissa Fonseca, localizado na cidade de Ipanguaçu, no Vale do Açu, no RN, foi atacado por pessoas não identificadas, os quais desferiram cerca de cinco tiros em direção à porta do escritório da advogada. Pelo tardar da hora, cerca de 2 da madruga, ninguém se feriu. [Fonte: página de Ana Valquíria > Saiba mais]





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Postado por AssessoRN - Jornalista Bosco Araújo no AssessoRN.com em 6/18/2014 08:53:00 AM

domingo, 15 de junho de 2014

Decreto de calamidade será publicada nesta segunda-feira

Publicação: 15 de Junho de 2014 às 15:22 | Comentários: 0
Tribuna do Norte
Sara Vasconcelos - repórter

O decreto de estado de calamidade por contas das chuvas em Natal será publicado no Diário Oficial do Município, nesta segunda-feira. A medida irá garantir condições para reconstrução de vias públicas e imóveis destruídos pelo deslizamentos em Mãe Luiza e Areia Preta, além do apoio da Marinha e Exército nas obras e segurança. O anúncio foi feito pelo prefeito Carlos Eduardo ao final de reunião realizada, no início da tarde deste domingo (15),com o presidente da Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves, a vice-prefeita Wilma de Faria e representantes das diversas secretarias que compõem o gabinete de crise.

O prefeito chegou a cogitar a cobertura com lonas para fazer o escoramento dos barrancos e evitar que a chuva acentue a erosão no local. A medida, entretanto, foi desaprovada por corpo técnico da UFRN, que esteve no local fazendo inspeção.
Magnus NascimentoGabinete de crise se reuniu novamente na manhã deste domingoGabinete de crise se reuniu novamente na manhã deste domingo

De acordo com a sugestão dos professores, assinada pelo geólogo Ricardo Amaral, como a situação ainda está em evolução – com a probabilidade de mais chuvas – a ação poderia trazer riscos para operários que já haviam sido acionados para trabalhar na tarde deste domingo.

A retirada de terra e lama que bloqueia a avenida Sílvio Pedroza, em Areia Preta, também foi desaconselhada pelos peritos da UFRN. O material depositado na via poderia funcionar como uma espécie de contenção. “Estas medidas buscam garantir a segurança. Não tivemos vítimas fatais e vamos continuar trabalhando para evitar mortes”, disse o prefeito.

A orientação é aguardar a evolução do processo que está se estabilizando naturalmente, segundo o geólogo Ricardo Amaral, ou seja, com a redução das chuvas e possível estiagem. A avenida permanece interditada.

Outra sugestão acatada pela Prefeitura é de notificar os síndicos de 12 prédios localizados na Avenida Sílvio Pedroza para acionar as construtoras no sentido de emitir laudo técnico sobre a situação cortina de proteção (muros de contenção) e sobre estruturas. A notificação poderá ser feita já amanhã.

Uma das medidas já tomadas será a remoção dos veículos da avenida Guanabara, em Mãe Luiza. Moradores terão acesso as ruas e casas à pé. A medida buscar reduzir riscos de acidentes e facilitar circulação de máquinas de obras e dos órgãos de defesa civil.

Outros pontos monitorados

A Prefeitura está monitorando outras três áreas de risco. No Planalto, a Semopi já foi acionada para conter áreas de risco de deslizamentos, como tamém nas Rocas, na Comunidade do Jacó, em que técnicos fazem o levantamento sobre condições de imóveis e necessidade de retirada de famílias.

Na Arenas das Dunas, a situação já esta sob controle e não há perigos para o estádio. Um reforço de bombas nas lagoas de captação que compõem o sistema de drenagem irão evitar novos transbordamentos.

“São pontos que exigem preocupação e acompanhamento, mas em menor proporção do que o visto na Guanabara. Todas as medidas que cabiam ser feitas estão já foram tomadas”, disse Carlos Eduardo.

O prefeito Carlos Eduardo ressaltou que secretária de ação social está mapeando as áreas de deslizamentos para saber quantas famílias estão desalojadas e precisarão de abrigos públicos ou serem encaminhadas para casas de familiares. “Vamos trabalhar para dar seguranças a essas famílias que estão desalojadas ou em situação de risco, para que não falte assistência”, frisou o prefeito.

Ministro da Integração Nacional virá a Natal

O presidente da Câmara, deputado Henrique Alves assegurou que o ministro da Integração Nacional, Francisco Teixeira, virá a Natal ainda esta semana para analisar de perto situações e medidas a serem adotadas. O deputado manteve contato com o ministro , durante a reunião, que pediu para que o Executivo antecipasse o envio de imagens e relatórios da cidade.

“Estamos trabalhando e tendo total apoio federal, por meio da Defesa Civil, Exército, Marinha e do próprio ministro para garantir a segurança e andamento de obras”, disse. O deputado ressaltou e agradeceu a solidariedade dos natalenses que estão contribuindo com doações.

A vice-prefeita esteve na Escola Santos Reis na manhã deste domingo (15) e visitou pontos em Areia Preta e Mãe Luiza, onde ocorreram os deslizamentos.
"Estamos reunidos desde ontem para tomarmos providências, vou inclusive relatar o que vi ontem e hoje para saber quais posicionamentos poderemos adotar. A situação é bastante difícil dessas famílias", disse.

Opinião do professor Carlos R. M. Gomes sobre o drama dos moradores da rua Guanabara, em MãeLuíza.

TRISTE REALIDADE
Jamais desejaria abordar este tema e num momento de aflição, mas sou forçado a aproveitar o instante caótico em que vivemos para dele retirar lições efetivas para os nossos governantes e também para a população.
De longo tempo vimos abordando neste blog o descaso pelas prioridades, seja pelo despreparo dos dirigentes, seja pela pacividade da população que, numa repetição do começo da colonização (índios), se contentam com "espelhos e bugigangas".
A questão dos equipamentos urbanos de drenagem, lagoas de captação, ligações clandestinas de esgotos, colocação de lixo nas enxurradas das chuvas representam temas evidenciados pela mídia desde tempo remoto, sem que se levassem na devida conta.
De repente a realidade - a cidade de Natal se vê, em plena Copa do Mundo, com uma queda pluviométrica fora da previsão e, em razão dessas omissões referidas, torna-se visível a triste situação, com deslizamentos de terra em Areia Preta, alagamentos em todos os bairros deixando a população em estado de pânico.
A rede hoteleira, também responsável pela falta de insistência para as coisas sérias, agora irá amargar prejuízos ou, pelo menos, lucros em proporção menor do que o esperado.
O que fazer? Primeiro ter fé em Deus; segundo manter a calma; daí em diante, apelar para a solidariedade dos parentes, amigos e vizinhos para o acolhimento e a ajuda necessários à superação deste episódio negativo.
Chegou a hora de convocação de todos os segmentos da sociedade, em particular, dos clubes de serviços - Rotary, Lions, clubes sociais e outras entidades da sociedade civil para um trabalho coordenado de ajuda. E as autoridades dos segmentos federal, estadual e municipal se reunirem para elaboração de um grande Plano de Emergência e um Projeto Estratégico Global para, definitivamente, tratar dos problemas básicos da nossa cidade, a fim de que não venhamos a repetir o sofrimento que hoje passamos.
Deixemos que a política fique em segundo plano e venha à tona as necessidades primárias desse nosso povo bom e ordeiro. Que se apague, definitivamente, a expressão jocosa conhecida como "Rio Grande Sem Sorte"!
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  • Dinaíza Dantas Chamada a todos !
    Estamos precisando colchões para os desabrigados de mãe luiza
    Quem conseguir disponibilizar algum, deixar na escola Santos Reis com a equipe da Semtas. Quem puder mobilizar os grupos de igrejas para doações de lençóis e colchões...
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  • Vera Nelson É isso mesmo Carlos,as pessoas pensam que as coisas são resolvidas com varinhas mágicas.Daí chegarmos a essa situação,porém O RN tem é muita sorte, pois diante de uma catastrofe como essa,vozes como a tua se levantam tentando acordar os que teimosamente continuam com a venda nos olhos.
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  • Mário Emerenciano Perfeito! Lí um livro no passado que o autor expressa o seguinte: "Toda a salvação é o conhecimento aplicado",ou seja, entre falar e fazer, tem uma distância muito grande.Chegamos a hora de termos mais estadistas neste país do que propriamente político caça voto.
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  • João Maria Fraga Perfeito professor. Esse modelo de fazer política faliu , é da ordem do dia estabelecer novas prioridades , novas lideranças , novas formas de encarar o exercício da gestão pública .... O País clama por mudanças profundas . O que me deixa triste é que ...Ver mais
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