sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Isso é Democracia!
(*) Rinaldo Barros
            Esta conversa pretende alumiar os desafios atuais pós-eleição, na busca de um projeto de Nação.
Democracia não anula a oposição. A oposição é necessária, na maioria das vezes aponta soluções.
Diz a sabedoria popular que “o pior cego é aquele que não quer enxergar”. Acendeu uma luz.
Por unanimidade de votos, o Plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) acolheu, na sessão da última terça-feira (4), pedido do PSDB para que a sigla tenha pleno acesso aos sistemas de votação, apuração e totalização dos votos, para que possa, se desejar, realizar uma auditoria própria. Sábia decisão pacificadora!
Na oposição (sem adjetivo), ninguém odeia pobre, rico, negro, branco, nordestino, paulista, homem ou mulher! Odeia-se ladrões, e parece que parte da população brasileira também demonstrou isso: mais de 88 milhões de eleitores, aptos a votar, não votaram no PT (Dilma foi reeleita dentro do que determina a lei).
É indispensável e urgente aprofundar investigações sobre todo e qualquer tipo de corrupção, com foco na roubalheira da Petrobras e depoimentos de delação premiada (porque não podem mentir).
Fechadas as urnas e conhecido o resultado da mais disputada e acirrada eleição presidencial desde 1989, com 3% de diferença para a vencedora, a presidente reeleita terá de se defrontar com o desafio de governar um País de ânimos políticos acirrados como há muito não se via.
Além disto, o processo eleitoral, em tudo que o abarca, deixou para os próximos anos um cenário político mais complexo do que o encontrado pelos presidentes nos últimos 20 anos. E essa complexidade se refere a um conjunto de problemas. Vivemos um momento muito difícil, no patropi. Vejamos.
O menor problema (embora não seja simples) é o novo Congresso. Ao que se nota, a presidente reeleita terá de contar mais do que antes com os partidos de adesão - aqueles que apoiam qualquer governo, independentemente da coloração programática, desde que bem recompensados com cargos e verbas.
Na Câmara, esses partidos contavam com 13 agremiações até antes das eleições, saindo dela com 20. É bem verdade que, dentre eles, “apenas” 9 têm uma bancada de ao menos 15 parlamentares. E esses possuem o simbólico número de 50,1% das cadeiras. Ou seja, sem sua adesão, não se governará.
A dependência dessa adesão fisiológica se tornou ainda maior com o declínio da bancada do PT e aliados. Com o apoio do PSB, esse grupo beirava, formalmente, os 30% da Câmara e do Senado. Mas com o rompimento das siglas, bem como a perda de deputados pelo PT, esse número se reduziu para menos de 20% na Câmara e ficou em um quarto do Senado. A situação melhoraria um pouco no caso de um reatamento entre PT e PSB - hoje pouco provável.
O segundo problema será fazer a economia voltar a crescer e, ao mesmo tempo, por freio à inflação. Isso requererá medidas que, no curto prazo, poderão ser impopulares (cortes de gastos, aumento nos preços de energia e combustíveis, elevação dos juros), provocando um desgaste logo de saída. Serão também necessários sinais concretos ao setor privado que possibilitem uma retomada da confiança empresarial, viabilizando o aumento do investimento privado no médio prazo.
Caso o investimento privado aumente, poderá propiciar um influxo favorável à popularidade governamental. Porém, se demorar a ocorrer, para além de seus problemas intrínsecos, tende a gerar um desgaste que aumentará ainda mais o custo das negociações políticas.
O terceiro problema está relacionado ao clima de conflagração e acirramento de ânimos que vem caracterizando de forma crescente o debate nacional. Nas redes sociais e nas ruas, o ânimo político tem sido mais acerbado do que entre as lideranças partidárias. A criminalização pura e simples do adversário, a sabotagem digital e a disseminação de boatos perigosos indica que o próximo período promete turbulências indesejáveis.
O uso cada vez mais intenso e pouco rigoroso da palavra “golpe”, as analogias histórica e teoricamente descabidas do Brasil com regimes autoritários, tudo isto produz um clima político que requererá da presidente reeleita, e de seu partido, uma iniciativa real para o diálogo e uma ordem de moderação aos seus correligionários e simpatizantes. O diálogo deve vir em forma de projetos que interessem ao povo brasileiro: um Projeto de Nação. Para além das bolsas e das cotas, onde o Brasil quer chegar?
Afinal, deve-se governar para o conjunto da população, e não apenas para o PT e aliados.
Não levar isto em consideração, seja fomentando ainda mais a radicalização do debate, seja não orientando seus militantes para tentar unir o país, pode até mesmo não ocasionar uma deterioração mais séria das condições institucionais, mas tornará o ato de governar muito mais difícil.
Para que nosso povo volte a sonhar novamente, no caminho da mudança, vamos precisar de todo mundo.

(*) Rinaldo Barros é professor – rb@opiniaopolitica.com

quinta-feira, 6 de novembro de 2014


quinta-feira, 6 de novembro de 2014


 O INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO DO RIO GRANDE DO NORTE VIVEU UMA NOITE MEMORÁVEL.


          Numa noite memorável, a Centenária da Memória Histórica do Rio Grande do Norte, realizou uma sessão especial e solene, reabrindo as suas portas à comunidade pesquisadora.
            Logo à porta de entrada se postou a Banda de Música da nossa Gloriosa Polícia Militar, que brindou a todos com inúmeros dobrados e marchas tradicionais.
          Rigorosamente às 20 horas, sob a Presidência do Escritor VALÉRIO MESQUITA, teve início à sessão solene do dia 05 de novembro corrente, com a presença de Autoridades, dos novos sócios e suas famílias e de uma grande assistência, que lotou o Salão Nobre e o Largo Vicente Lemos, que permitiu o acompanhamento através de um telão.

A Mesa dos Trabalhos
Após a composição da Mesa e palavras iniciais do Presidente, foi executado o Hino Nacional Brasileiro, pela briosa Banda de Música da Polícia Militar do Estado.
Em nome do IHGRN, saudando os empossandos, falou o Diretor Orador 
JOSÉ ADALBERTO TARGINO ARAÚJO. 

 Em seguida ocorreu a entrega dos diplomas e, em nome dos empossandos, usou da palavra o novo sócio FRANCISCO DE ASSIS CÂMARA, proferindo um discurso marcante.


Na sequência dos trabalhos houve o lançamento do livro do consagrado Jurista, Político e Humanista AUGUSTO TAVARES DE LIRA sobre a "História do Rio Grande do Norte", edição do Senado Federal.
Encerrada a sessão, o Presidente convidou os presentes para o recital do Grupo Musical "UFRN CELOS" no alto do espaço Vicente Lemos, tendo sido executadas cinco peças eruditas.
O CERIMONIAL foi impecavelmente conduzido por Ana Grova, da Prefeitura Municipal do Natal.
Ao final, foi servido um coquetel aos presentes.
Tudo dentro do "figurino", deixando a Diretoria e Conselho Fiscal plenamente satisfeitos com o resultado do prestígio da sociedade para com a Casa da Memória.

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Atenção colecionadores: com esquadro e compasso, cédulas reaparecem e tornam-se relíquias em Berlim.

ESPECIAL

Cédulas misteriosas contam pedaço da história das duas Alemanhas

Eliminadas, esquecidas, inexplicavelmente reaparecidas: notas de 200 e 500 marcos orientais são relíquias da antiga RDA. Banco KfW, onde elas estão preservadas, é joia arquitetônica de Berlim.
Lysann Goldbach dirige arquivo do KfW
Lysann Goldbach ri ao contar a história, mas foi com certa apreensão que ela atravessou o controle de segurança do Aeroporto de Frankfurt portando 1 milhão em cédulas. Mas não demorou até que começasse a despertar suspeita entre os funcionários.
A diretora do arquivo do banco estatal KfW tentava explicar, mas continuou sendo alvo de olhares céticos. O mal entendido só se dissipou com a chegada de uma funcionária mais idosa: "É sim, são marcos da antiga Alemanha Oriental", atestou.
Do arquivo dirigido por Goldbach, de 36 anos, também faz parte o espólio do extinto Banco Estatal da República Democrática Alemã (RDA). Ele tinha em seu tesouro notas de recém-impressas de 200 e 500 marcos alemães orientais, que nunca entraram em circulação: o regime socialista da RDA considerou fora de propósito liberar cédulas que valiam o salário de um mês.
De forma surpreendente, anos após a queda do Muro de Berlim essas notas apareceram em diferentes locais da Alemanha. A suspeita é que tivessem sido roubadas.
Cédulas misteriosas
Foi na cidade de Frankfurt an der Oder, na antiga Alemanha Oriental, que a polícia confiscou as cédulas em questão, as quais a promotoria pública entregou, então, ao KfW, o antigo Kreditanstalt für Wiederaufbau (Instituto de Crédito para a Reconstrução).
Goldbach está convencida de que elas só podem ter ido parar no mercado devido a um "assalto". Ainda assim, enquanto arquivista, as cédulas novinhas em folha são motivo de alegria para ela.
Notas intactas e "moedas de brinquedo"
Em decorrência da união monetária de 1990-91, todo o dinheiro impresso da RDA foi depositado em duas minas de calcário na Saxônia-Anhalt, para lá se decompor. Após a fusão com o Staatsbank, o Banco Central da RDA, em 1994, o KfW se tornou proprietário do dinheiro, acreditando que se encontrava em segurança.
Até que começaram a surgir, aqui e ali, as cédulas que, a rigor, não deveriam existir. Ladrões haviam encontrado o acesso aos túneis. Numa laboriosa operação, em março de 2002 o KfW mandou que se retirassem todas as notas de depósito e as destruíssem definitivamente.
Pelo menos é o que se pensava. No entanto, continuam aparecendo notas de 200 e 500 marcos orientais, como em Frankfurt an der Oder. Os comerciantes teriam pago 15 euros por unidade.
Prédio com tradição
O Grupo KfW tem sua sede berlinense bem no centro da capital, na Charlottenstrase. Ela já foi a Wall Street da Alemanha: em 1914 lá se contavam mais de 170 bancos nas suas imediações. Dentre eles, o mais imponente, projetado pelo arquiteto Alfred Messel, era o da Associação de Comércio de Berlim, dirigida pelo banqueiro Carl Fürstenberg.
Depois da quase destruição na Segunda Guerra Mundial e desapropriação pelo Exército soviético, em 1945, o Staatsbank da Alemanha Oriental se instalou ali. Ele era encarregado da emissão de cédulas e diretamente subordinado ao governo comunista.
Até hoje estão guardadas em seu tesouro esboços de notas de dinheiro da RDA. Goldbach exibe os projetos gráficos que não foram aplicados depois que, com a reunificação de ambos os Estados, em 1990, o deutsch Mark da República Federal da Alemanha foi adotado como moeda única em todo o território nacional.
Riqueza arquitetônica e histórica
Na arca cheia de trocados do tempo da RDA, as moedas parecem dinheiro de brinquedo. "Veja só, estas fichinhas de alumínio foram vendidas para a indústria automobilística. Provavelmente as moedas da RDA viraram peças de carros", comenta Goldbach.
Arquivo do KfW documenta dinheiro em circulação na RDA
Atualmente o arquivo do banco KfW é acessado, em média, 250 vezes por ano. No jubileu dos 25 anos da queda do Muro, o número de consultas aumentou. A maior parte dos visitantes vem da Coreia.
"Como foi, na época, com a união monetária?", querem saber, e se espantam com o bom estado de conservação das cédulas. Ao fim, todos pedem para fazer um giro pelo prédio, meticulosamente restaurado e saneado pelo Grupo KfW.
Martina Köchling, diretora de seção do banco, recorda com satisfação que no contexto da fusão com o Staatsbank, o KfW assumiu responsabilidade tanto por suas funcionárias e funcionários quanto pelos edifícios histórica e arquitetonicamente significativos no coração de Berlim.
Assim, a história do tradicional prédio é perpetuada. Lysann Goldbach é especialmente orgulhosa da Sala de Ácer: o magnífico revestimento de madeira, quase inteiramente preservado, e a gigantesca lareira conferem presença imponente ao aposento, com seu pé direito de mais de seis metros.
Sede do KfW no centro de Berlim
Adeus à RDA
É difícil imaginar que justamente essa sala de recepção destinada aos abastados clientes da antiga Associação de Comércio de Berlim tenha abrigado a central da Volkspolizei, a "Polícia Popular" da RDA. Seu assoalho foi coberto de PVC, o teto, rebaixado. Fotos dos anos 1980 mostram os agentes que lá circulavam.
A arquivista Lysann Goldbach estudou em Potsdam e é entusiasta da história da economia. Em 9 de novembro de 1989, quando caiu o Muro de Berlim, ela tinha 11 anos de idade.
"No dia depois da queda, nós éramos só cinco alunos na classe: todos os outros tinham ido ver o Oeste. Eu não pude, porque os meus pais queriam ir primeiro sozinhos, achavam que fosse mais seguro", conta, rindo.
Está claro que Goldbach gosta do que faz. Por fim, pega as notas de 200 e 500 marcos alemães orientais, recoloca-as no saco de papel e fecha o tesouro. Com a arquivista, os tesouros da antiga RDA estão em boas mãos.

domingo, 2 de novembro de 2014

Uma casa de líderes da política potiguar.

A casa onde moraram os pais de Henrique Alves e de Robinson Faria.
Algumas coincidências

Luiz Gonzaga Cortez*

Na Rua Felipe Camarão, 467, Centro de Natal, há uma residência que foi ocupada por duas famílias de destaques na política potiguar, desde os anos 30/40 do século passado. Nela viveram lideranças políticas já falecidas, portanto, com os seus nomes gravados na História, enquanto outras estão no cume de suas carreiras.
Situada na esquina das ruas Felipe Camarão e Auta de Souza, a casa, hoje ocupada por uma empresa de planos de saúde, foi de propriedade do comerciante Manoel Alves, “seu Nézinho”, pai do ex-Governador e ex-Ministro Aluizio Alves, o maior líder político do Rio Grande do Norte em todos os tempos. Toda a família de “seu Nézinho” morou naquela casa até meados da década de 40. Nos fundos da casa ainda está edificado o apartamento de Aluizio e Agnelo, nos anos em que estiveram enfermos.
O segundo proprietário do imóvel foi o Sr. Juvenal Justiniano de Faria e sua esposa e prima, Pocina. Sr. Juvenal, natural do Ceará, ainda menino, fugiu de uma longa seca e migrou para Serra Negra do Norte, onde encontrou abrigo e ajuda de parentes. Dedicou-se a agricultura e pecuária e, quando os bons ventos sopravam a seu favor, transferiu-se para Natal e constituiu família. Pois é, o Sr. Juvenal, que conheci pessoalmente, era o avô do governador eleito, Robinson Faria, filho de Osmundo Faria, empresário já falecido.
Robinson Faria, o eleito, não morou na casa de Sr. Juvenal, mas deve ter visitado os avós paternos quando criança ou adolescente. Henrique Eduardo Alves, filho de Aluizio Alves, que não venceu a disputa pela governança do Estado, no último pleito, também não residiu na antiga residência de seu avô paterno e nunca esteve lá.
Quanto a Agnelo Alves, não é necessário dizer que o seu filho Carlos Eduardo Nunes Alves é o prefeito de Natal e com futuro político promissor. E mais: Carlos Eduardo é amigo de Robinson desde os anos 70, época em que estudavam, na mesma turma, no Colégio Salesiano São José, na Ribeira, ao lado de outros jovens que se destacaram na sociedade, como Raniére Barbosa, vereador muito ligado ao prefeito da capital.
Finalmente, a casa que serviu de moradia às famílias dos pais de Henrique Alves e de Robinson Faria, tem história. Quem se habilita a resgatar a sua história, ouvindo ex-moradores e testemunhas dos seus possíveis eventos sociais e políticos?

*Luiz Gonzaga Cortez é jornalista e pesquisador.

À esquerda, pintada com tinta azul, a casa onde moraram as famílias Alves e Faria. Hoje pertence aos herdeiros de Juvenal Justiniano de Faria e dona Pocina.










sábado, 1 de novembro de 2014



O amargo sabor do preço da festa
Tomislav R. Femenick – Contador, Mestre em Economia e Historiador.

Não resta a menor dúvida, o Brasil deu uma maravilhosa demonstração de cidadania e comportamento democrático no domingo passado, com a finalização do processo eleitoral quando reelegeu Dilma Rousseff. Bonito, foi ou não foi? Concordem comigo, que nem nela votei. E tem mais: menos de quatro horas depois de encerradas as votações, já tínhamos o resultado. Tudo computadorizado, tudo on line. Mesmo com a ocorrência de alguns pormenores desagradáveis, foi bonito sim.
Embora sendo o melhor dos regimes – pois outro melhor não existe –, a democracia tem seus problemas e um deles é o custo oculto das eleições. Não estou falando das maracutaias, dos caixas dois, dos desvios de recursos públicos etc. e tal. Estou falando do represamento de medidas e noticias que foram gardadas para depois das eleições; o preço da festa.
O IBGE-Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística e o IPEA-Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada há meses que deixaram de divulgar dados essenciais para os negócios e administração do país, porque eles apontavam para situações que poderiam influenciar nas eleições, contra o governo. Agora esses dados estão saindo e juntam-se a outros que saem de outras fontes. E que dados são esses? Qual o preço da festa da democracia verde e amarela? Vejamos alguns deles.
Em setembro passado a dívida do governo federal (a chamada dívida pública federal) atingiu o valor de R$ 2,183 trilhões. Foi uma alta de 0,65%, em relação ao mês anterior quando estava em R$ 2,169 trilhões. Considerando que no final de agosto o Brasil tinha uma população estimada em 202,7 milhões, temos que cada brasileiro deve R$ 9.922,73, sem contar suas dívidas pessoais e mais as dividas dos governos estaduais e municipais.
Outro problema é o fantasma da inflação, que em outubro marcou presença. Na terceira prévia do mês, um dos índices que mede a oscilação dos preços, o IPC-Fipe cresceu 0,34%, porém os alimentos, que atingem mais o bolso dos mais pobres, subiram 1,08%. Isso quer dizer que a meta da inflação controlada pelo Banco Central está indo para o brejo.
Um dos melhores indicadores do comportamento da economia é a forma como as empresas estão pagando suas contas. Se as empresas estão adimplentes (pagando em dia), quer dizer que tudo vai bem, pois elas estão vendendo e recebendo em dia, assim podendo também liquidar seus débitos no vencimento. O contrario também é verdadeiro. Se estiverem inadimplentes é porque não estão vendendo e/ou não estão recebendo seus creditos. Pois bem, o índice da Serasa-Experian de inadimplência das empresas subiu 13,4% em setembro, comparando-se com mesmo mês do ano passado. Foi a maior das altas recentes.
Mas o assunto mais intricado é a Petrobras. Não estou falando em desvios de recursos ou algo semelhante. Não é que a Moody's, uma agência de classificação de risco, rebaixou o rating da Petrobras e, bem pior ainda, manteve perspectiva negativa em relação a estatal, em função do seu alto endividamento. Tudo mundo sabe que o governo represou os preços dos derivados de petróleo como forma de tentar controlar a inflação. O resultado é que a Petrobras está descapitalizada e é dona de uma das maiores dívidas do mundo, se não a maior. Para amenizar esse estado de descontrole gerencial, nos próximos dias ou meses o governo fará um reajuste nos preços dos combustíveis em patamar não muito alto. Porém essa alta será seguida de outras, até que a situação se equaliza.
Dentro desse pacote de atos pós-eleição o Banco Central surpreende mercado e elevou taxa de juros para 11,25% ao ano.
Mas há notícias que podem ser boas: dizem que o governo pretende substituir os ministros da Fazenda, Desenvolvimento e Planejamento. Depende dos novos nomes.

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Papa diz que é preciso "superar o assistencialismo paternal"

Papa rebate quem diz que ele é 'comunista'

Fonte: jb.com.br - 28.10.14

 O papa Francisco fez um discurso nesta terça-feira (28) no Encontro Mundial dos Movimentos Populares e disse que é acusado de ser comunista só por pregar o Evangelho. "Terra. Trabalho. Casa. Estranho, mas se falo de alguns desses temas, alguns dizem que o Papa é comunista. O amor pelos pobres é o centro do Evangelho", disse o Pontífice segundo a Rádio Vaticana.
    Ainda de acordo com o líder da Igreja Católica, o evento "não responde a nenhuma ideologia". Durante o encontro, Jorge Bergoglio pediu que os movimentos populares "continuem com a luta" porque ela "faz bem para todos".
    O Encontro dos Movimentos Populares "é um sinal, um grande sinal: vem a uma missa com a presença de Deus, da Igreja, pessoas que muitas vezes têm suas vozes silenciadas". Ele ainda ressaltou que os mais pobres "não se contentam com promessas ilusórias, desculpas ou álibis. E nem podem esperar por uma ajuda de ONG, de planos assistenciais ou soluções que talvez não cheguem" fazendo com que a população, de um modo "perigoso", seja "anestesiada ou domesticada".
    Segundo o Papa, essas pessoas "querem ser protagonistas, se organizando, estudando, trabalhando, protestando e, sobretudo, praticando aquela solidariedade tão especial que existe entre aqueles que sofrem e que nossa civilização parece ter esquecido ou, ao menos, finge esquecer".
    Francisco ainda condenou os grupos que ajudam as pessoas para "domesticá-los", promovendo estratégias que não permitem o desenvolvimento das famílias e das comunidades. "Que tristeza quando alguns presuntos altruístas se reduzem à passividade e negam-se, ou pior, escondem suas ambições pessoais. Jesus disse: hipócritas", ressaltou.
    Mas, ele elogiou quando os "membros mais jovens e pobres" estão nesses movimentos. Isto, segundo Bergoglio, faz com que se possa sentir "o vento da promessa que alimenta a esperança em um mundo melhor".
    Ao falar sobre a sociedade, o sucessor de Bento XVI destacou que os movimentos populares "exprimem a necessidade urgente de revitalizar as nossas democracias, tantas vezes sequestradas por inúmeros fatores". De acordo com seu discurso, é "impossível" imaginar um "futuro para uma sociedade sem a participação protagonista da grande maioria".
    Ele finalizou dizendo que é preciso "superar o assistencialismo paternal" para ter paz e justiça, criando "novas formas de participação que incluam os movimentos populares" e "a sua torrente energia moral".
    Encontro com Morales O porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, confirmou que haverá um encontro entre Evo Morales e o Papa nesta noite.
    Lombardi explicou que, como o presidente boliviano não está em uma comitiva oficial, o encontro "não foi organizado mediante aos habituais canais diplomáticos" e que a reunião será "privada e informal".
    O padre ainda disse que esse encontro simboliza "uma expressão de afeto e proximidade com o povo e a Igreja boliviana e um apoio para a melhora das relações entre as autoridades e a Igreja no país".
    Morales está em Roma como líder dos movimentos populares de seu país.

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

"O Brasil tem quatro anos turbulentos pela frente" , segudo o Der Spiegel.

Brasil

Voz da Alemanha

Imprensa europeia vê "vitória apertada" em "país dividido"

Sites destacam divisão entre "Norte e Nordeste pobres" e "Sul e Sudeste ricos", comentam que a campanha foi marcada pela troca de acusações e afirmam que Dilma terá a tarefa de unir o país.
A apertada vitória da presidente Dilma Rousseff no segundo turno da eleição presidencial foi manchete nos sites dos principais jornais e revistas europeus neste domingo e segunda-feira (27/10). Na tentativa de explicar a eleição de Dilma, a mídia europeia destacou principalmente o apoio que ela recebeu dos estados menos favorecidos do Norte e Nordeste, em oposição aos do Sul e Sudeste, mais ricos e industrializados.
Ainda no fim da noite de domingo, o jornal italiano Corriere della Sera escreveu que "o quadro eleitoral confirma um país dividido em dois, com Rousseff dominando o Nordeste pobre do Brasil, onde é mais forte o efeito dos programas sociais, enquanto é grande a preocupação nas áreas mais ricas, sobretudo no estado de São Paulo."
O diário milanês destacou ainda a agressividade da campanha eleitoral: "A tensão da campanha eleitoral, longa e às vezes violenta, teve repercussões também no dia decisivo". O jornal deu destaque à afirmação do candidato tucano, Aécio Neves, de que a campanha eleitoral "ficará marcada como a mais sórdida já feita".
"Apelo ao díálogo"
O jornal francês Le Monde enfatizou a apertada vitória de Dilma e o apelo ao diálogo proferido pela presidente em seu primeiro discurso após as eleições. "Este é o resultado mais apertado depois da primeira eleição presidencial direta, organizada em 1989, após a ditadura militar", escreveu o diário.
"O Nordeste votou em Dilma, São Paulo contra ela", afirmou o Le Monde: "Os 142,8 milhões de brasileiros convocados a votar, num país onde o voto é obrigatório, estiveram divididos entre os partidários da continuação das conquistas sociais realizadas pelo Partido dos Trabalhadores (...) e aqueles de uma alternância [de poder] para relançar a economia."
O jornal destacou ainda os desafios que Dilma tem pela frente, dando ênfase à declaração da presidente de que o "diálogo é o primeiro compromisso" do seu novo mandato, como também à sua intenção de promover uma reforma política e combater a corrupção.
Divisão do país
O diário espanhol El País apontou nesta segunda-feira para a estreita margem de vantagem de Dilma sobre o adversário, dando destaque à divisão do país nesta eleição.
"Como se previa, os mais pobres e atrasados estados do Norte e Nordeste, como Bahia ou Pernambuco, votaram em peso em Dilma. Os estados do sul, mais ricos e industrializados e com uma população com mais recursos, como São Paulo, o estado mais populoso, deram preferência a Neves." O jornal espanhol disse ainda que, "para Rousseff, foi decisivo o apoio do estado de Minas Gerais, local de nascimento de ambos" os candidatos.
O El País afirmou que nunca uma campanha eleitoral dividiu tanto os brasileiros e que a primeira tarefa do vencedor será "fechar a ferida aberta durante as três semanas vertiginosas de uma dura campanha" e que o primeiro discurso de Dilma após ser eleita "apontou para essa direção unificadora".
Xingamentos, acusações e economia
O primeiro discurso da presidente reeleita também foi manchete no jornal britânico The Guardian: "Em discurso de vitória, uma radiante Rousseff disse esperar que o país possa se unir". Segundo o diário, os eleitores aparentavam estar divididos e confusos "por uma campanha eleitoral suja, caracterizada por xingamentos, acusações de corrupção, nepotismo e incompetência".
O The Guardian também destacou as alusões ao regime nazista feitas por ambos os lados durante a campanha eleitoral: "Neves comparou o marqueteiro da campanha do PT, João Santana, ao chefe da propaganda nazista, Joseph Goebbels. Em resposta, Lula da Silva disse que os social-democratas perseguiam o Nordeste pobre do Brasil da mesma forma que os nazistas maltratavam os judeus".
O jornal britânico deu um especial destaque aos desafios que Dilma tem pela frente, afirmando que "o Brasil entrou em recessão técnica no começo deste ano" e que "uma indicação-chave de como Rousseff, uma economista formada, pretende virar esse quadro será a sua escolha do ministro da Fazenda".
Tecnocrata com desafios
O jornal alemão Süddeutsche Zeitung também enfatizou os desafios de Dilma para unir o país: "A presidente terá de se esforçar para melhor o mau humor e unir a nação dividida". O jornal bávaro considerou que faltam à Dilma o "carisma e a popularidade de seu mentor Lula, mas a tecnocrata Rousseff é vista como uma lutadora".
A notícia da vitória de Dilma e a divisão do país também foram destaque no site da revista alemã Der Spiegel nesta segunda-feira. Em sua página de internet, a principal revista alemã afirmou que "uma rachadura atravessa o Brasil. Ela passa exatamente ao longo da fronteira geográfica entre os pobres Norte e Nordeste e os ricos Sul e Sudeste, mas ela também atravessa a sociedade."
A Spiegel afirmou ainda que "o Brasil tem quatro anos turbulentos pela frente" e que a "robusta e autoritária Rousseff tem agora a tarefa de reconciliar o país dividido".

domingo, 26 de outubro de 2014

Encontro de escritores começará com poesia e terminará com livro sobre a Ribeira.




VI ENCONTRO POTIGUAR DE ESCRITORES – VI EPE
29, 30 e 31 de Outubro de 2014


Coordenadores Gerais:
Roberto Lima de Souza - UBE
Diógenes da Cunha Lima - ANL
Valério Alfredo Mesquita – IHGRN
José Willington Germano – Cooperativa Cultural da UFRN


Secretário Executivo
Eduardo Antonio Gosson

Coordenadores Adjuntos:
Anna Maria Cascudo Barreto – ICC
Angélica Vitalino - SEMEC-Parnamirim
Antonio Clauder Arcanjo UBE-RN
Aluizio Matias dos Santos – UBE-RN
Carlos Roberto de Miranda Gomes UBE-RN
Geralda Efigênia – SEEC
Manoel Marques da Silva Filho - UBE-RN
José Lucas de Barros - ATRN
Maria Rizolete Fernandes - UBE-RN
José Martins SPVA-RN
Jurandyr Navarro – Academia de Letras Jurídicas - ALEJURN
Ormuz Barbalho Simonetti INRG
Odúlio Botelho - IHGRN
Rosa Ramos Régis da Silva - ANLIC
Zelma Furtado - AFL-RN



Comissão de Divulgação
Alex Gurgel - blog Grande Ponto
Cid Augusto  - O Mossoroense
Cefas Carvalho- Potiguar Notícias
Cinthia Lopes - TN-Caderno Viver
Jania Maria de Souza - Blog da SPVA
J. Pinto Júnior - TV  Bandeirantes
Lucia Helena Pereira - Diretora de Divulgação
Maria Vilmaci Viana  - blog Vivi Cultura
Moura Neto  - Novo Jornal
Paulo Jorge Dumaresq  - Assessor Especial de  Imprensa
Sergio Vilar - Portalnoar.com
Yuno Silva  - Tribuna do Norte
Blog do MIRANDAGOMES
Blog  Genealogia e História
Blog do IHGRN


VI ENCONTRO POTIGUAR DE ESCRITORES – VI EPE
29, 30 e 31 de Outubro de 2014


PROGRAMAÇÃO OFICIAL

NOITE

Quarta-feira, 29.10.2014

19h – Credenciamento dos participantes
20h – Abertura Solene
(Roberto Lima de Souza Presidente da UBE/RN, Diógenes da Cunha Lima Presidente da ANL ; Valério Mesquita Presidente do IHGRN e José Willington Germano Presidente da Cooperativa Cultural- UFRN
20h30 – Concerto de violão clássico com Alexandre Atmarama

MANHÃ

Quinta-feira, 30.10.2014

09h – A singularidade Poética de Ferreira Itajubá
 Nelson Patriota e  Lívio Oliveira
Moderadora: Rizolete Fernandes

10h30 – O papel das Academias  na difusão da  Literatura Potiguar
Diógenes da Cunha Lima, Cícero Macedo,   Ciro Tavares  e  Zelma Furtado
Moderadora: Conceição Maciel

12h -   INTERVALO

TARDE

15h –  2º Fórum Potiguar do livro, da leitura e das bibliotecas: Planos  estadual e municipais
Betânia Ramalho Leite – SEEC, Justina Iva - SME, Cláudia Santa Rosa - IDE  e Vandilma Oliveira - SEMEC
Moderadora : Geralda  Efigênia


16h30 – Bartolomeu Correia de Melo no Contexto Literário regional e nacional
 Arnaldo Afonso,  Manoel Onofre Jr. e Tarcísio Gurgel
Moderador: Nelson Patriota

18h– Sessão  de autógrafos do livro ROSA VERDE AMARELOU de Bartolomeu Correia de Melo (in memoriam), pela esposa Verônica Melo, contendo a obra completa do autor. Edições Bagaço,  Recife.

Sexta-feira, 31.10.2014

MANHÃ

9h – Porque sou Poeta
Carlos Morais dos Santos, Roberto Lima de Souza e Diulinda Garcia
Moderador:  Alexandre Abrantes
10h - Recital Poético
Roberto Lima, voz e violão; Alexandre Abrantes (participação especial) e Eduardo Gosson ,declamações

10h30   -  O Máximo com o Mínimo: Poetrix, Haicai e Aldravia
Gilvânia Machado, Aluizio Matias dos Santos e José de Castro
Moderadora: Valdenides Dias


12h - INTERVALO

TARDE

15h -– Ariano Suassuna  no Contexto Cultural brasileiro
Carlos Newton Júnior – Recife/PE

   16h30 -  Sarau Lítero-Musical de encerramento
Grupo Poesia Potiguar e  Cia (Currais Novos-RN)
Sociedade dos Poetas Vivos e Afins - SPVARN

18h - Sessão de autógrafos do livro  JORNAL DA SAUDADE: NATAL NO MEU TEMPO DE MENINA, comemorativo do Centenário da Escritora Nati Cortez (in memoriam).




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INFORMAÇÕES
 Vagas:
100 vagas para a SEEC/RN
100 vagas para a SME/Natal
100 vagas para a SEMEC/Parnamirim
100 vagas para escritores e público

. Inscrições:
. Professores da rede municipal, estadual e de Parnamirim devem procurar a Ficha de Inscrição em sua respectiva Secretaria de Educação no período de 01 a 20  Outubro  de 2014
. Escritores e o público devem se inscrever  no Instituto Histórico e Geográfico do RN, à Rua da Conceição, 622 – Cidade Alta,  no período de 01 a 20 de Outubro de 2014, entre 8h e 12h


. Local do VI Encontro Potiguar de Escritores - VI EPE:
Academia Norte-Rio-Grandense de Letras – ANL - Rua Mibipu, 443 –Petrópolis - Natal/RN
Data: 29, 39 e31 de Outubro de 2014

Organização: União Brasileira de Escritores – UBE/RN
Academia Norte-Rio-Grandense de Letras – ANL
Instituto Histórico e Geográfico do RN – IHGRN
Cooperativa Cultural da UFRN

. Certificado:
Os participantes receberão Certificado no encerramento do Encontro.
Livraria:
A Cooperativa Cultural da UFRN montará um stand de vendas de livros de autores potiguares