sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Curso de Desenvolvimento de Sistemas do Campus Macaíba é reconhecido com nota máxima pelo MEC

(Sirleide Pereira – Ascom-reitoriaa/UFRN)
Fotos: Cícero Oliveira

O Curso de Análises e Desenvolvimento de Sistemas, do Campus da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) em Macaíba, foi reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC) com o conceito 5. Isso significa a nota máxima atribuída pelas avaliações do Instituto Nacional de Ensino e Pesquisa (INEP/MEC).  

Três argumentos justificam o conceito alcançado pelo curso: a qualidade do projeto pedagógico, motivador para docentes e discentes desenvolverem soluções computacionais para a área de ciências agrárias, conforme o relatório oficial dos avaliadores. Os avaliadores do INEP destacaram, também, a articulação ensino/pesquisa e extensão e o corpo docente, esse último considerado “adequadamente qualificado, com a maioria de doutores (seis doutores, três mestres e um especialista)”.  

Histórico
Ofertado pela Escola Agrícola de Jundiaí, na região Metropolitana da Grande Natal, o curso entrou em funcionamento em 2012, ofertando 40 vagas anuais em turno integral, com entrada única pelo Sistema de Seleção unificada (SiSu).

Sob a coordenação da doutora Laura Emmanuella Alves dos Santos Santana de Oliveira, o curso está organizado em regime seriado semestral, com 06 (seis) semestres letivos, com uma carga horária total de 2.295 horas. Os 10 docentes trabalham integrados aos demais cursos da Escola Agrícola de Jundiaí (EAJ), como Zootecnia, Engenharia Florestal e Engenharia Agronômica. 







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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Universidade europeia propõe parceria para pós-graduação

(Wilson Galvão – ASCOM – Reitoria/UFRN - Fotos: Cícero Oliveira)

A reitora em exercício da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Maria de Fátima Freire de Melo Ximenes, recebeu na manhã desta quinta-feira, 12, a vice-reitora da Universidade Aberta de Portugal, Carla Padrel.

O objetivo da reunião foi a proposição de um acordo para que docentes da UFRN tenham a possibilidade de se pós-graduar na área de educação à distância pela instituição europeia. “O ponto inicial desta parceria é a qualificação do quadro docente neste campo específico, algo em torno de 30 educadores. Entretanto, queremos expandir para outras áreas esta possibilidade de capacitação à distância e on-line”, colocou a secretária adjunta da Secretaria de Educação à Distância (SEDIS), Ione Rodrigues Diniz Morais.

Além dela, estava presente o Secretário de Relações Internacionais (SRI), Márcio Venício Barbosa. A Universidade Aberta (UAb) foi criada em Dezembro de 1988, sendo a primeira  instituição pública de ensino universitário a distância existente em Portugal.

Vice Reitora Universidade Aberta de Portugal_12Fev15_Cícero Oliveira BR6.jpg
91% dos municípios tiveram todas as vagas preenchidas na 1ª chamada. Das 1.294 cidades que aderiram ao Programa, 1.181 atraíram profissionais para ocupar integralmente a demanda disponível.
A demanda de 91% dos municípios que aderiram ao novo edital do Programa Mais Médicos foi integralmente atendida já com a primeira chamada de médicos com CRM Brasil. Dentre as 1.294 cidades, 1.181 conseguiram atrair profissionais para suprir 100% das vagas disponíveis no novo edital, lançado em janeiro. Outras 46 tiveram a solicitação parcialmente atendida e 67 municípios ainda não conseguiram atrair nenhum médico. Destas, 30 cidades não foram escolhidas por nenhum profissional dentre as quatro opções disponíveis. Apenas um, dos 12 Distritos Indígenas, não preencheu todas as vagas.

Das 4.146 opções disponíveis para os médicos, 3.936 já foram ocupadas. Ao todo, 1.227 cidades e 12 DSEIs atraíram médicos para ocupar integral ou parcialmente as vagas nas unidades básicas de saúde. Cerca de 50% (605) dos municípios escolhidos estão dentro do critério de vulnerabilidade social e econômico, como as cidades com 20% de sua população em extrema pobreza, com IDH baixo e muito baixo, localizadas no semiárido, Vales do Jequitinhonha, Mucuri e Ribeira e nas periferias de capitais e regiões metropolitanas. Também foi garantida expansão para os distritos indígenas. [Portal Saúde > Saiba mais]

- Confira aqui dados da primeira chamada

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

O pavor do homem diante das extremidades.

Por Flávio Rezende*
 
Quase todos nós vivemos uma existência que pode ser rotulada de normal. Ao longo de nossas vidas vamos cumprindo ritualmente as passagens comuns de paparicação, estudos, trabalhos, reprodução, envelhecimento, doenças e morte.
 
Um ou outro tem em suas andanças coisas bem radicais como viver perigosamente e confrontar a morte ou estágios avançados de evolução espiritual. Como disse, esses são poucos.
 
Nessa vida quase de gado, como um cantor já revelou tempos atrás, tendemos a existir no caminho do meio, sem problemas muito complicados e sem alguns êxtases desejados, lembrando que as referências do presente escrito não levam em conta questões financeiras e nem correlatas.
 
Essa navegação humana por caminhos nem tão espinhosos e nem tão floridos, possibilita um fluxo normal de seres em passagem expiatória por este mundo material, com cada individualidade cumprindo sua sina e, imprimindo a sua história, as conquistas ou débitos que naturalmente temos devido a nosso DNA cósmico.
 
Ao se aproximar dos extremos saímos dessa navegação mais tranquila e suave e passamos a experimentar picos de adrenalina que podem ser do bem ou do mal. Seja para um lado ou para o outro, o homem quando está diante do extremo, sente certo pavor e toda sua estrutura físico-química muda, com o interno buscando elementos que possuímos para fazer frente a novidade, e o emocional em estado de choque tentando entender a situação.
 
No caso negativo isso pode ocorrer na iminência de um acidente de trânsito, diante de um bandido armado, numa briga mais barra ou sabendo de uma notícia bem negativa. Ficamos paralisados, trêmulos, pernas bambas, coração dispara, desmaios podem ocorrer, confusão mental, enfim, o extremo negativo desestrutura o ser e, nesta situação, não conseguimos sobreviver muito tempo. É preciso se restabelecer. Continuar muito tempo assim, é morte certa.
 
Mas situações desconfortáveis também acontecem diante do extremo positivo. Quem tem familiaridade com relatos místicos, textos religiosos ou metafísicos, já leram que alguns seres evoluídos foram indo, seguindo em seus caminhos ascendentes até que diante de suas divindades, tremeram, não conseguiram olhar, ficaram cegos diante da luz, tímidos, sem voz, envergonhados e muitos voltaram ao plano normal sem conseguir dar prosseguimento a essa vivência espiritual profunda.
 
Que leitura podemos fazer deste confronto do ser comum - qualquer um de nós, com altos representantes do mundo espiritual? Que vacilo é esse? Por qual motivo poucos conseguem abrir os olhos e se fundir na energia divina que o encontro proporciona?
 
Não sei a resposta mas identifico isso em pequenos detalhes em meu cotidiano. Como dirigente de uma organização não governamental lisa, que vive constantemente pedindo recursos para continuar suas ações humanitárias, percebo claramente que muitas pessoas temem a proximidade com as coisas do bem. No meu caso, sou mais ajudado por pessoas que não conheço, do que por milhares e milhares que conheço e que até elogiam o trabalho, mas não concretizam o que seus lábios proferem, em forma de ajuda concreta.
 
Vejo em minhas reflexões que as pessoas preferem ajudar aquelas entidades em que elas muitas vezes não conhecem seus dirigentes mais a fundo, preferindo manter certa distância. Na ONG que atuo já realizei muitos e muitos eventos e convidei todos os amigos e familiares. Conto nos dedos das mãos os que foram. Sinto então que as pessoas temem essa proximidade com o bem, temem se comprometer de alguma forma, preferindo a distância.
 
Podia aqui citar muitos e muitos exemplos de como fico isolado neste ato de tentar apoio para o projeto que realizo, de como é difícil ver meus milhares de conhecidos, amigos e parentes, não prestigiando os acontecimentos, não ajudando financeiramente, não doando nada, apenas para não estar perto, pois sei que são pessoas de bem.
 
Finalizo então deixando essa reflexão. Somos seres do meio, que encontram neste setor a tranquilidade que não apavora. Se para baixo as pernas tremem diante da morte iminente, para cima, para o bem, também não queremos muita conversa, não é um espaço que nos deixe tão confortáveis assim, daí muitos terem uma filosofia ativa de elogios e uma prática morna de ações concretas.
 
Diante da percepção que boas amizades e milhares de amigos não movem os moinhos da caridade e da fraternidade que me propus a realizar e que venho tocando há muitos e muitos anos, estou caminhando para passar o bastão e continuar ajudando de maneira mais livre, sem o peso de uma entidade e os compromissos diários de um dirigente.
 
Por enquanto continuo acreditando em dias melhores e sonhando em ganhar na loteria para deixar os amigos em paz e tocar sozinho o projeto social. Nada mais humano que sonhar, pois nossa divindade anda distante e envolvida na névoa cotidiana de nossos egos imperfeitos.
        
*É escritor, jornalista e ativista social em Natal/RN (escritorflaviorezende@gmail.com)


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Postado por AssessoRN - Jornalista Bosco Araújo no AssessoRN.com em 2/11/2015 07:06:00 PM

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Para conservadores nos EUA, papa é 'marxista' e 'ambientalista radical'

  • Há 6 horas
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Reuters
Direita dos EUA tem menos estima por Francisco em comparação com os papas anteriores
Menos de dois anos se passaram desde que o argentino Jorge Mario Bergoglio foi designado para ser o novo papa.
E se, por um lado, conquistou admiradores entre fiéis pelo seu carisma, por se mostrar disposto a romper protocolos e por não ter papas na língua - e dar declarações surpreendentes e, às vezes, polêmicas -, pelo outro, se tornou alvo de críticas de um setor feroz e ressonante: a direita americana.
Ao condenar o "capitalismo selvagem", a "ditadura da economia" e a "obsessão" da Igreja Católica com aborto e gays - além de apontar para a responsabilidade da ação humana nas mudanças climáticas - ele causou grande descontentamento entre setores mais conservadores do catolicismo americano.
Segundo um artigo publicado esta semana na revista Time, sua recente decisão de abrir caminho para a beatificação do arcebispo salvadorenho Óscar Romero, chamado de "comunista" por alguns, foi bastante criticada por estes setores, que não escondem ter tido mais admiração pelos antecessores de Francisco, os europeus João Paulo 2º e Bento 16.
Estrelas do ultraconservador Tea Party, como Sarah Palin ou Rick Santorum, não poupam críticas à "agenda liberal" do papa.
Santorum, pai de uma família numerosa, chegou a falar que "às vezes é difícil escutar" o papa Francisco, após a polêmica declaração deste dizendo que "ser um bom católico não significa ter filhos como coelhos".

'Puro marxismo'

Getty
Radialista conservador Rush Limbaugh disse que ideias de Francisco são 'marxistas'
Em entrevista ao jornal italiano La Stampa, o papa defendeu que sua visão sobre a redistribuição da riqueza, as injustiças do sistema capitalista e a necessidade de ajudar os mais pobres é inspirada no Evangelho e não tem nada a ver com marxismo ou comunismo.
O pontífice respondia assim a seus críticos nos EUA, que, liderados pelo influente radialista Rush Limbaugh, tinham atacado o papa pela publicação da exortação apostólica Evangelii Gaudium, na qual, entre outras coisas, rejeitava as teorias que afirmam que o livre mercado faz com que a riqueza, cedo ou tarde, seja distribuída.
"Isso é puro marxismo saindo da boca do papa", disse Limbaugh em seu programa diário de rádio no fim de 2013, depois da publicação do documento. O programa conta com uma audiência de milhões.
As críticas ao pontífice também chegaram à rede conservadora Fox News. O jornalista do canal Adam Shaw comparou a popularidade de Francisco com a de Barack Obama em seus primeiros dias de presidência.
"Como o presidente Obama, que foi uma decepção para os Estados Unidos, o papa Francisco demonstrará ser um desastre para a Igreja Católica", escreveu Shaw.
O anúncio de que o papa cogita publicar uma encíclica sobre ecologia e mudança climática, prevista para junho ou julho, antes da reunião da ONU sobre o tema em Paris, levou conservadores a dizer que Francisco "tinha uma pauta ambientalista radical".

'Surpresa'

"Acho que chamaram o papa de marxista porque ele usa uma linguagem mais própria da esquerda do que da Igreja Católica e isso foi uma surpresa para muitos nos EUA", disse James Pethokoukis, jornalista e analista do American Entreprise Institute (AEI, na sigla em inglês), centro de estudos conservador de Washington.
Getty
Sarah Palin e o ultraconservador Tea Party não poupam críticas à 'pauta liberal' do pontífice
"Seus comentários sobre o capitalismo são surpreendentes. Parece que ele não valoriza o fato de que o capitalismo foi e continua sendo uma força incrível nos últimos 200 anos para aumentar os níveis de vida de milhões de pessoas em todo o mundo", disse o jornalista em entrevista à BBC Mundo.
Pethokoukis acredita que "muitos conservadores dos EUA sentem que João Paulo 2º e Bento 16 estavam do lado deles, pois pareciam apreciar que o livre mercado é algo bom para criar" riquezas e oportunidades.
"Os conservadores dos EUA que não são católicos e que não estão muito familiarizados com a Igreja Católica e sua doutrina acreditam que (a instituição) passou de um papa conservador e de direita para um de esquerda, radical e até marxista", acrescentou.

Outra conversa

William Doyle, professor de economia da Universidade de Dallas, no Texas, instituição católica, se diz surpreso com a noção de que o papa seria marxista, já que considera que "muitas de suas ideias se encontram implícita ou explícitamente nos evangelhos".
"João Paulo 2º e Bento 16 são mais bem vistos entre conservadores porque passaram muito mais tempo falando dos dogmas do catolicismo, sobretudo os relacionados à moral sexual."
Reuters
Os analistas ouvidos pela BBC acreditam que papa será bem recebido quando visitar os EUA
"(...) O papa Francisco desviou a conversa para o sofrimento que causa a pobreza e a indiferença diante dela, o que acredito que gera incômodos a alguns dos que tem muito dinheiro", afirma o professor.
Para Doyle, apesar das críticas da direita americana, a hostilidade à Igreja Católica seria ainda maior entre os liberais nos EUA, devido aos escândalos de abusos sexuais contra menores envolvendo membros da instituição e por sua postura em relação a questões morais.
O jornalista britânico Austen Ivereigh, autor da recente biografia do pontífice O Grande Reformador, acredita que muitos nos EUA não entendem a mensagem do papa.
"Quando fala da economia e dos mercados, o faz seguindo a tradição da educação social da Igreja Católica. Não está falando de um ponto de vista ideológico."
"Suas críticas aos mercados estão relacionadas com o que chamou de 'cultura do descarte', que estaria na origem de um grande número de desempregados que vivem abaixo do nível da pobreza", disse o jornalista à BBC Mundo.
"Acho que os conservadores nos EUA suspeitam do papa Francisco pois ele vem de uma tradição latino-americana que dá ênfase ao Estado e não entende os benefícios e as virtudes da liberdade de mercado."
Apesar da polêmica que está gerando em alguns setores, alguns analistas consultados pela BBC Mundo acreditam que, quando o papa visitar os EUA em setembro, será bem recebido.
"As pessoas se interessam por este papa porque tem um discurso diferente em muitos assuntos e uma personalidade muito atraente", disse James Pethokoukis.
"Garanto que tanto democratas como republicanos vão querer fazer uma foto com ele."

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Descompromisso explica seca
(*) Rinaldo Barros
Em nosso tempo, a cidade amplia cada vez mais seus horizontes, integra-se ao mundo, universaliza-se, expande-se desordenadamente, rebela-se contra toda tentativa de ordenação do seu crescimento. Sem, contudo, deixar de ser o habitat do homem moderno, o espaço da vida, da cultura, da arte, do lazer, do desenvolvimento e da civilização.
As cidades são a chave para a compreensão do atual processo de desenvolvimento. O século XX presenciou um processo de franca urbanização em todo o mundo, consagrando como modo de vida dominante a vida citadina. A urbanização quase que total dos espaços habitados pelo homem praticamente anula modos de vida alternativos. Não resta, portanto, dúvidas quanto ao predomínio das cidades no terceiro milênio.
Daí porque a qualidade de vida nas cidades é tema obrigatório dos fóruns internacionais e a preocupação central dos líderes políticos, pelo menos dos que têm uma visão bem informada sobre as tendências em curso.
O Brasil vive perigosamente, e tem encontro marcado com a tragédia todos os anos na estação chuvosa. A natureza não vai amenizar suas explosões de energia; e uma estiagem histórica atinge principalmente o Sudeste. Por que?
Os estudiosos explicam que há uma variação no clima da Terra provocada por um ciclo natural no Oceano Pacífico e no Atlântico. O oceano passa por fases em que está retirando energia da atmosfera e absorvendo-a em suas águas profundas. Isso tem impacto em todo o planeta. Uma zona de alta pressão se forma no Atlântico e impede a entrada das frentes frias, uma espécie de bloqueio atmosférico, impedindo a formação de nuvens de chuva.
Para complicar ainda mais, os modelos da Meteorologia não permitem mais fazer previsões confiáveis. As séries históricas não estão mais valendo. As mudanças climáticas estão alterando todos os padrões. Não adianta mais olhar os valores históricos e imaginar que continuarão a se repetir no futuro. Ninguém sabe quando a seca vai terminar.
Por outro lado, o descaso com a ocupação e destruição de áreas de proteção ambiental, matas, margens de rios e topos de morros; hoje pode ser explicado pelo baixo lucro eleitoral de medidas preventivas e saneadoras.
O governo federal nunca esteve presente antes, nem está presente durante e, provavelmente, não estará depois da tragédia; notadamente quando se trata de regiões habitadas por pobres, sem poder de pressão.
Fiquemos apenas na questão do sistema Cantareira, que abastece São Paulo.
A seca é produto de um conjunto de fatores. Primeiro, o aumento da temperatura associado ao aquecimento global (que, ao contrário do que diz o ministro Aldo Rebelo – é assustadoramente real) gera mais evaporação nos reservatórios.
Para piorar, o descaso permitiu que a região sofresse com a destruição da vegetação natural.
Acreditem, na área do Cantareira, só restam 11% (onze por cento) da cobertura florestal. A água da chuva bate no solo, escorre e evapora; não infiltra no solo para alimentar o lençol freático nem para alimentar as represas e nascentes. Constata-se um déficit de mais de 32 mil hectares de vegetação, protegida por Lei.
O descaso permitiu o desmatamento irregular, tanto nas margens dos rios quanto nos topos dos morros, onde estão as nascentes dos cursos d’água.
Só não vê quem não quer: se a vegetação estivesse lá, não faltaria água.
Tanto que, em Extrema, na mesma região do Cantareira, onde ainda há vegetação nas nascentes, a água já voltou a fluir com as poucas chuvas que caíram.
Uma informação, apenas para comparar: a cidade de Nova Iorque - onde não existe descaso - comprou áreas montanhosas na região dos mananciais próximos. Pagou bem para os fazendeiros da região reflorestarem e preservarem. Hoje, Nova Iorque tem segurança no abastecimento hídrico.
Nem vou citar o exemplo de Israel que, no meio do deserto, tem água em abundância.
Mas, no patropi, o cenário é diferente. O Brasil está – temporariamente - dominado pelo improviso, pelo descompromisso, pelo jeitinho, pela propaganda política enganosa, pelo instituto da reeleição a qualquer preço, pela malandragem e pela corrupção destruidora de valores necessários à construção do futuro com dignidade.
Resumo: a fúria da mãe Natureza, reforçada pelo descompromisso, explica a seca.

(*) Rinaldo Barros é professor – rb@opiniaopolitica.com

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Em dia histórico para EUA e Cuba, o que faz um navio espião russo em Havana?

  • Há 7 horas
Getty
O navio espião russo Viktor Leonov chegou sem ser anunciado oficialmente por Cuba
Neste momento, autoridades cubanas estão recebendo uma comissão formada pelos principais diplomatas americanos para uma série de reuniões na capital Havana - algo que não ocorria há 35 anos - como parte dos esforços de reaproximação entre os dois países.
Ao mesmo tempo, um navio espião da Rússia está atracado à vista de todos no porto da cidade. Coincidência?
A visita da delegação americana é resultado dos planos anunciados em dezembro pelo presidente Barack Obama e pelo seu equivalente, Raúl Castro, de retomar relações diplomáticas mútuas.
Mas a aparição do navio espião Viktor Leonov na véspera da visita histórica da delegação americana é uma lembrança das rivalidades dos velhos tempos da Guerra Fria.

Surpresa

Reuters
Retomada de relações diplomáticas foi anunciada por EUA e Cuba em dezembro
O Viktor Leonov está ancorado em um píer de Havana Velha. Sua chegada não foi anunciada oficialmente pelas autoridades cubanas.
À agência AFP, autoridades americanas disseram que a presença do navio russo não tem importância, porque é perfeitamente legal e não tão incomum.
O serviço russo da BBC destaca que navios de inteligência do país viajam a Cuba com regularidade.
O próprio Viktor Leonov, que tem uma tripulação de 200 pessoas, esteve em Havana um ano atrás.

Base espiã

O crescente interesse do governo russo por Cuba levou a um acordo para reabrir uma base espiã na ilha.
De acordo com a imprensa russa, o acordo foi fechado durante a visita do presidente do país, Vladimir Putin, em julho passado.
Correspondentes veem a medida como parte dos esforços de Putin para reestabelecer a influência geopolítica do país, em meio à deterioração das relações entre Moscou e Washington com a crise na Ucrânia.
Fonte: bbc.co.uk

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Sal, o veneno nosso de cada dia.

Aprenda a substituir o sal por temperos frescos e saudáveis
Temperos industrializados, como caldos em cubos e molhos prontos são considerados alimentos ultraprocessados. No geral, esses produtos possuem quantidades excessivas de sal, gordura e açúcares, que contribuem para o maior risco de desenvolvimento de doenças do coração, diabetes e vários tipos de câncer.
O sal é uma das principais fontes de sódio da alimentação e seu consumo exagerado pode resultar no aumento da hipertensão arterial. No Brasil, a doença é diagnosticada em cerca de 33 milhões de brasileiros. Destes, 80% são atendidos na rede pública de saúde.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a quantidade indicada de sódio na alimentação é de, no máximo, duas gramas por dia (o que equivale a cinco gramas de sal). No Brasil, estima-se o consumo médio diário de quase 12g de sal por pessoa, mais que o dobro do recomendado pela OMS.
O Ministério da Saúde incentiva o uso moderado de sal no preparo dos alimentos e firmou um contrato com a Associação Brasileira das Indústrias Alimentares (ABIA), em 2011, para reduzir o teor de sódio em alimentos processados no Brasil. A expectativa é retirar, até 2020, mais de 28 mil toneladas de sódio do mercado brasileiro.
Uma das dicas do Guia Alimentar para a População Brasileira para reduzir a quantidade de óleo e sal no preparo do feijão, por exemplo, é evitar o uso de carnes salgadas no cozimento e optar por quantidades generosas de cebola, alho, louro, salsinha, cebolinha, pimenta, coentro e outros temperos naturais, bem como outros alimentos, como cenoura e vagem, que acrescentam sabor, aroma e mais nutrientes à preparação.
Ervas frescas ou secas, assim como pimenta, gergelim e outros, agregam sabor às preparações e também ajudam na redução do uso do sal. Em saladas, o uso do limão reduz a necessidade de adição de sal e óleo. Outras combinações podem ser feitas, como o louro em sopas, alecrim em carnes, salsa na macarronada, manjericão no molho de tomate e tomilho na batata. [Blog da Saúde > Saiba mais]


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Postado por AssessoRN - Jornalista Bosco Araújo no AssessoRN.com em 1/15/2015 12:32:00 PM

domingo, 28 de dezembro de 2014

A economia no segundo governo Dilma
Tomislav R. Femenick – Contador, Mestre em Economia e da diretoria do IHGRN




Quando eu cursava o ginasial no Colégio Diocesano Santa Luzia de Mossoró, um dos nossos professores era o padre Cornelio Dankers – um holandês de rosto avermelhado, que não sei como nem porque foi parar nas frondes da caatinga nordestina. Com ele aprendi a diferença entre o conhecimento comum (o “senso comum”, ideias que prevalecem mesmo sem serem comprovadas) e o “senso científico” (o conhecimento baseado na comprovação de experiências repetidas). Citava como sendo sensos científicos perfeitos as teorias de Isaac Newton e as de René Descartes. Newton por suas leis da natureza (inércia, dinâmica e ação e reação), com as quais explicou o movimento harmônico de todo o universo; perfeito, sincronizado. Descartes, por rejeitar a certeza absoluta e só aceitar o que podia ser provado.
Depois me deparei com as teorias de Einstein (tudo é relativo, até o tempo e o espaço), as teorias da física quântica e as novas descobertas dos movimentos dos corpos celestes, estes sempre não sincrônicos. Isso literalmente bagunçou o que eu tinha aprendido antes. Anos depois é que compreendi que até os movimentos não perfeitos podem ser previsíveis, como explica a teoria da probabilidade da mecânica quântica. O que me trouxe de volta à estabilidade da compreensão das coisas foi o meu campo de ação profissional; a economia, a contabilidade, a administração, a história e a sociologia, ciências que se baseiam em verdades comprovadas por testes epistemológicos.
Essa longa introdução tem por finalidade analisar o que pode ser o futuro da economia do país no “novo” governo Dilma. A economia tem suas próprias leis que derivam da natureza humana. São leis que explicam a relação entre causa e efeito, e evidenciam a tendências de certos fenômenos se reproduzirem, mantidas as mesmas condições. Entre elas estão a lei da oferta e da procura, a que justifica porque as pessoas preferem os produtos mais baratos, a que explica porque as pessoas priorizam suas necessidades mais urgentes, a que afirma que os bens só se tornam econômicos quando são excessos, a que diz que a livre concorrência resulta em preços menores etc.
O primeiro governo Dilma raramente seguiu essa cartilha e se caracterizou mais por um comportamento heterodoxo. Por exemplo: incentivou o consumo e não a produção. E quando isso acontece quebra a harmonia entre a oferta e a procura – procura maior que a produção exacerba a escassez dos bens e o resultado é o crescimento da inflação.
O convite a Joaquim Levy para o cargo de Ministro da Fazendo parece ser uma guinada de 180 graus. Seu passado como economista do Fundo Monetário Internacional e do Banco Interamericano de Desenvolvimento e como secretário adjunto do Ministério da Fazenda no governo de Fernando Henrique Cardoso, indicam que a presidente vai dar novos rumos à economia brasileira. As ações de Levy, antes mesmo de assumir a nova incumbência, já denotam isso: contenção dos gastos públicos e superávit fiscal, estudos para revisão de procedimentos das políticas de incentivos, defesa da contenção da inflação, superávit na balança comercial etc.

Para conseguir realizar suas intenções, Joaquim Levy tem que vencer duas aguerridas guerras. Primeiro vencer a ala mais radicar do petismo. Lula conseguiu isso e a atuação do Antonio Palocci foi exitosa enquanto seguiu a mesma política econômica de FHC. Depois Dilma não tem a mesma liderança no PT que tem Lula e de quem é dependente para conter as ânsias populistas do partido. Soma-se a isso a ganância da base aliada. Segundo, vencer a própria Dilma que, com seus rasgos autoritários, se faz presente no Ministério da Fazenda como se acumulasse os cargos de Presidente da República e de Ministra da Economia, ao mesmo tempo.  

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

QUINTA-FEIRA, 25 DE DEZEMBRO DE 2014


 

 

POEMA  SE
 
(Professor Hermógenes)
 

Se, ao final desta existência,
Alguma ansiedade me restar
E conseguir me perturbar;
Se eu me debater aflito
No conflito, na discórdia…

Se ainda ocultar verdades
Para ocultar-me,
Para ofuscar-me com fantasias por mim criadas…

Se restar abatimento e revolta
Pelo que não consegui
Possuir, fazer, dizer e mesmo ser…

Se eu retiver um pouco mais
Do pouco que é necessário
E persistir indiferente ao grande pranto do mundo…
Se algum ressentimento,

Algum ferimento
Impedir-me do imenso alívio
Que é o irrestritamente perdoar,

E, mais ainda,
Se ainda não souber sinceramente orar
Por quem me agrediu e injustiçou…

Se continuar a mediocremente
Denunciar o cisco no olho do outro
Sem conseguir vencer a treva e a trave
Em meu próprio…

Se seguir protestando
Reclamando, contestando,
Exigindo que o mundo mude
Sem qualquer esforço para mudar eu…

Se, indigente da incondicional alegria interior,
Em queixas, ais e lamúrias,
Persistir e buscar consolo, conforto, simpatia
Para a minha ainda imperiosa angústia…

Se, ainda incapaz
para a beatitude das almas santas,
precisar dos prazeres medíocres que o mundo vende…

Se insistir ainda que o mundo silencie
Para que possa embeber-me de silêncio,
Sem saber realizá-lo em mim…

Se minha fortaleza e segurança
São ainda construídas com os materiais
Grosseiros e frágeis
Que o mundo empresta,
E eu neles ainda acredito…

Se, imprudente e cegamente,
Continuar desejando
Adquirir,
Multiplicar,
E reter
Valores, coisas, pessoas, posições, ideologias,
Na ânsia de ser feliz…

Se, ainda presa do grande embuste,
Insistir e persistir iludido
Com a importância que me dou…

Se, ao fim de meus dias,
Continuar
Sem escutar, sem entender, sem atender,
Sem realizar o Cristo, que,
Dentro de mim,
Eu Sou,
Terei me perdido na multidão abortada
Dos perdulários dos divinos talentos,
Os talentos que a Vida
A todos confia,
E serei um fraco a mais,
Um traidor da própria vida,
Da Vida que investe em mim,
Que de mim espera
E que se vê frustrada
Diante de meu fim.

Se tudo isto acontecer
Terei parasitado a Vida
E inutilmente ocupado
O tempo
E o espaço
De Deus.
Terei meramente sido vencido
Pelo fim,
Sem ter atingido a Meta.

 

( Professor Hermógenes )
(poema conferido no 
Instituto Hermógenes)


Foto:  Fabio Rocha