terça-feira, 9 de junho de 2015

Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte | Assessoria de Imprensa
- 09.06.2015

Mineiro destaca participação popular na construção do orçamento do Estado
 

Crédito da foto: João Gilberto
O deputado Fernando Mineiro (PT) usou a tribuna da Assembleia Legislativa nesta terça-feira (9) para falar sobre a criação, por parte do Governo do Estado, do planejamento participativo para o período de 2016 a 2019.
“É a primeira vez na história que o Governo convoca a sociedade para participar da construção de um planejamento de investimentos do próximo quadriênio. Esse modelo inaugural propõe modificar a forma de fazer o orçamento do Estado, de forma transparente e de acordo com as demandas da população”, disse o deputado Mineiro.
O parlamentar ainda falou sobre a reunião realizada nesta segunda-feira (8) com os chefes dos poderes Legislativo, Executivo e Judiciário e do Ministério Público, quando o Governo pôde apresentar a situação financeira do Estado e as possibilidades de atender às demandas da população, sem extrapolar o limite prudencial. “Dessa reunião saíram algumas pactuações, como encontros mensais para que esse diálogo continue”, explicou Mineiro.
Fernando Mineiro também informou que o Governo recebeu uma comissão formada pelos sindicatos de trabalhadores da Universidade Estadual do Rio Grande do Norte (UERN) e formou uma comissão para discutir o assunto. Segundo ele, os docentes reivindicam reajuste de 12,7 por cento. “O Governo quer criar comissões para discutir com as categorias de órgãos que reivindicam aumento salarial para que esse diálogo aconteça”, completou. 

Agropecuária quer créditos e água.

ssembleia Legislativa do Rio Grande do Norte | Assessoria de Imprensa
- 09.06.2015

Deputados discutem soluções para crise hídrica com setor agropecuário


Crédito da foto: João Gilberto

Um grupo de deputados liderados pelo presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira de Souza (PMDB), se reuniu nesta terça-feira (9) com representantes dos criadores e produtores rurais do Rio Grande do Norte para discutir soluções para a crise enfrentada pelo setor em função da seca que aflige o Estado.

“Discutimos hoje o socorro que a classe política deve dar ao setor primário do Estado. Deliberamos sobre temas como a escassez de água, a burocracia enfrentada para o acesso ao crédito rural e a cobrança exorbitante de juros a um setor que está sacrificado e que sofre há anos os efeitos da estiagem. A Casa Legislativa é parceira na luta dos produtores e criadores potiguares” disse Ezequiel.

De acordo com o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária (FAERN), José Vieira, a principal reivindicação do setor é em relação ao endividamento rural. “Precisamos mobilizar as classes políticas da região Nordeste para discutir essa questão. A solução é unir forças para pressionar e sensibilizar o Governo Federal quanto à situação crítica enfrentada pelos agropecuaristas nordestinos”, afirmou Vieira.

O deputado Gustavo Fernandes (PMDB) entende que além da união das classes políticas do Nordeste, é preciso que os representantes do Governo Federal visitem as localidades afetadas pela seca. “Precisam ver de perto a nossa realidade para sentirem o drama vivido por essas populações. A bancadas políticas do Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Ceará precisam se unir para lutar pela liberação de recursos junto aos ministérios”, disse o parlamentar.

Para o presidente da Associação Norte-riograndense de Criadores (ANORC), Antônio Teófilo Filho, o setor sofre com a falta de políticas públicas para o Nordeste. “Contamos com o apoio da Assembleia Legislativa e sei que ela é sensível à nossa causa. Juntos levantaremos essa bandeira em prol da nossa classe”, declarou.

Durante o encontro, o deputado Tomba Farias (PSB) falou que a Assembleia daria todo o apoio necessário ao setor para atendimento aos pleitos defendidos. “Contam com o pleno apoio da Casa que, liderada pelo presidente Ezequiel, irá mobilizar todo o legislativo do Nordeste para ser ouvido em Brasília”, comentou.

Os deputados George Soares (PR) e Ricardo Motta (PROS) também participaram da audiência, que reuniu ainda representantes dos sindicatos ligados ao setor primário do Rio Grande do Norte.

Frente Parlamentar da água

A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte recebeu na tarde desta segunda-feira (8), o deputado estadual da Paraíba, Jeová Campos (PSB), líder da Frente Parlamentar de Combate à Seca na Paraíba para debater desafios do enfrentamento à estiagem no Nordeste. A Frente Parlamentar da Água no RN é representada pelo deputado estadual Galeno Torquato (PSD), com apoio do presidente Ezequiel Ferreira de Souza (PMDB). O objetivo é unir estados da região em torno do assunto. 

terça-feira, 2 de junho de 2015

Crise na UERN.

Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte | Assessoria de Imprensa
02.06.2015

Deputados recebem comissão de professores da UERN

Crédito da foto: Gabriela Freire

Os deputados Fernando Mineiro (PT), Nélter Queiroz (PMDB), Getúlio Rêgo (DEM), Souza (PHS) e George Soares (PR) receberam, na manhã desta terça-feira (2), uma comissão formada por servidores da Universidade Estadual do Rio Grande do Norte.

Os representantes alegam quebra de acordo firmado com o Governo do Estado, que contempla uma série se reivindicações, entre elas o reajuste salarial. A pauta da categoria é formada por 10 pontos, dos quais nove tratam de questões de infraestrutura e qualidade de trabalho dos docentes.

“Queremos um diálogo com o Governo do Estado. O acordo firmado ainda em 2014 estipulou um reajuste de 12,035% ao ano, ao longo de quatro anos. Esse valor é uma atualização do salário do professor universitário. Quando chegamos agora em 2015, no período de cumprir o acordo, fomos avisados que o governo não teria condições”, disse o presidente da Associação dos Docentes da UERN, Valdomiro Morais.

Líder do Governo na Casa, o deputado Fernando Mineiro (PT) afirmou que a Assembleia possui interesse em resolver a questão. “Vamos formar uma comissão de deputados para ajudar no processo político e intermediar na defesa dos interesses da UERN. O governo tem interesse em cumprir o acordo, mas há a questão orçamentária, do Limite Prudencial”, disse.

segunda-feira, 1 de junho de 2015

O Problema das Secas.


segunda-feira, 1 de junho de 2015

Articulista descreve denúncia há mais de 100 anos do jornalista Manoel Dantas sobre o problema da seca

Manoel Dantas e “O Problema das Secas”

Por Fernando Antonio Bezerra*

Talvez alguns amigos me critiquem pela insistência, mas, relendo Manoel Dantas, proponho mais uma reflexão sobre o quarto ano de seca que abate Caicó, a Região do Seridó e o sertão nordestino. Mas, antes de transcrever algumas de suas anotações, é importante lembrar que Manoel Gomes de Medeiros Dantas, jurista, professor, jornalista e político, filho do casal Manuel Maria do Nascimento Silva e Maria Miquilina de Medeiros, ocupou diversos cargos importantes na vida pública do Rio Grande do Norte, inclusive, a Prefeitura de Natal.

Nasceu em Caicó-RN aos 26 dias do mês de abril de 1867 e faleceu, em Natal-RN, aos 15 de junho de 1924.
Manoel Dantas, como era conhecido, fundou em Caicó o jornal “O Povo” (1889 a 1892) e, em Natal, a primeira versão do “Diário de Natal” (1893), além de ter atuado longos anos em “A República” onde, inclusive, foi diretor. No jornal “A República”, no período de Julho a Outubro de 1901, Manoel Dantas publicou uma série de artigos que formam o ensaio “O Problema das Secas”, conjunto de informações e comentários impressionantemente atuais.

Começa Manoel Dantas dizendo: “Não estará longe, talvez, o dia em que os poderes públicos ou a iniciativa individual tomem a peito resolver esse problema, aliás de fácil solução, e se convençam que os milhares de contos de réis que tem sido gastos nos tempos de calamidade, produzindo efeitos mesquinhos, si tivessem sido aplicados aos meios que a ciência, o bom senso, a experiência própria e o exemplo de outros povos aconselham para neutralizar os efeitos dessas crises climatéricas que são as secas, já teriam, com certeza, evitado as destruições que elas acarretam, ter-se-iam arredado as perturbações por elas trazidas à nossa vida econômico-social (sic)”.

Manoel Dantas vai adiante. Analisa experiências em outros Países; sustenta as alternativas dos açudes e poços; fala em irrigação e se antecipa a sugerir silagem. Mesmo reconhecendo a importância do algodão, Manoel Dantas apontava as perspectivas do leite para o Seridó: “A indústria do leite será uma das maiores fontes de riqueza do sertão, quando se generalizarem as leiteiras.” Ele próprio relata que a cultura do algodão e o melhor aproveitamento do leite foram aprendizados da grande seca de 1877. “Precisávamos uma vez por outra ter um 77 para aprendermos a viver.”

Das muitas ideias escritas por Manoel Dantas, certamente, o leite se destacou. Depois do algodão e do minério, o Seridó voltou-se, novamente, para a criação de gado, sua primeira vocação, mas, agora, com melhoria genética e boa produção de leite. Mas, o sertanejo está perdendo sua vacaria. Não tem suficiente água e comida para alimentar o rebanho. A pouca água para seu próprio consumo, divide com a vaca que tem leite. Com o gado solteiro - ainda não vendido - divide a incerteza da sobrevivência. Como não tem pasto, compra ração e como não tem dinheiro para tanto, escolhe quem vai pagar no mês: o armazém ou o mercadinho.

O sertanejo olha o horizonte e o céu está limpo. Já é final de maio. Poucas esperanças. Liga o rádio ou a televisão e o socorro público pouco diz. Os que falam, garantem a água para consumo humano, vinda de caminhão, para a zona rural e, com otimismo, a transposição do Rio São Francisco para os Rios Apodi e Piranhas-Açu em 2017. Até lá, infelizmente, o que se ouve dos meteorologistas, mesmo em análise preliminar, não é nada animador. Enquanto isso... Pois bem, que Deus tenha piedade de todos nós!

“Meu fim é somente uma propaganda no sentido de se tomar a sério o problema das secas, de todos se interessarem por ele desde que ele a todos afeta, e mostrar que há lições proveitosas, as quais bem aplicadas, dariam excelente resultado”.

Quem escreveu? Manoel Dantas, há 114 anos, tempo em que os homens públicos dedicavam maior tempo a estudar alternativas e eram mais solidários com as angústias do sertão!

*Fernando Antonio Bezerra é potiguar do Seridó

- Com post napágina do Bar de Ferreirinha

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte | Assessoria de Imprensa
28.05.15 - 13h20m

Márcia Maia cobra retomada da Estrada da Produção

Crédito da foto: João Gilberto

 
Deputada fez apelo para retomada da obra que atende diversos municípios nas regiões Potengi e Seridó
 

A deputada Márcia Maia (PSB) criticou a paralisação das obras na Estrada da Produção. A parlamentar fez pronunciamento na sessão plenária desta quinta-feira (28) e alertou sobre o prejuízo econômico para os produtores dos diversos municípios. O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Ezequiel Ferreira (PMDB), endossou a preocupação e também fez um alerta sobre o problema.

“O projeto já está pronto, a obra foi licitada e está paralisada. Cidades como Cerro Corá, Tenente Laurentino, São Paulo do Potengi, Barcelona e muitas estão prejudicadas e há um movimento pela sua continuação”, afirmou Márcia Maia. A deputada disse que foi convidada para mais uma audiência pública para tratar do problema, que será realizada no dia 19 de junho, às 9h, na cidade de Barcelona.

“Essa estrada é muito significativa. E ainda na gestão da ex-governadora Rosalba Ciarlini houve um movimento que envolveu os parlamentares dos municípios dessa região. Cidades que produzem a fruticultura tem passados por dificuldades com essa situação, principalmente com o agravamento da seca e esse movimento que toma conta das duas regiões está nas redes sociais e vamos lutar até o fim para que possamos concretizar o desenvolvimento e a geração de emprego e renda”, afirmou Márcia Maia.

Emprego e renda
Em aparte, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Ezequiel Ferreira, reforçou que o tema é de suma importância para aquela região. O parlamentar afirmou que a obra está atrasada desde governos anteriores. “É preciso que os olhos do governo estejam voltados para esta obra pela importância que tem na economia. A Estrada da Produção é talvez a última grande estrada ligando regiões e mais do que isso, é uma estrada que servirá como uma válvula de escape da produção da Serra de Santana”, afirmou.

Ezequiel Ferreira lembrou que a região, além da fruticultura, conta também com as casas de farinha, que são importantes na geração de emprego e renda para toda a população. “É importante que o empréstimo solicitado pelo governo seja liberado, porque estão locados R$ 28 milhões para a continuação dessa obra e precisamos somar esforços para que esse empréstimo seja liberado, porque tem muitas obras de infraestrutura previstas para serem realizadas”, disse o presidente.
 

quarta-feira, 27 de maio de 2015

27/05/2015 18h39 - Atualizado em 27/05/2015 18h39

Câmara de Parnamirim aprova lei que proíbe construção de presídios

A matéria segue agora para a sanção, ou veto, da prefeitura do município.
Autor da proposta argumenta que cadeia pode trazer violência para cidade.

Do G1 RN
A Câmara Municipal de Parnamirim aprovou um projeto de lei que proíbe a construção de presídios no perímetro urbano do município da Grande Natal. A matéria segue agora para a sanção, ou veto, do prefeito Maurício Marques. O sistema penitenciário do estado tem um déficit de quase três mil vagas e vem sofrendo com seguidas crises.
A construção de uma cadeia pública na cidade de Ceará-Mirim, também na Grande Natal, tem causado polêmica.
 A prefeitura da cidade é contrária ao projeto e o governo corre risco de perder verbas federais caso não inicie a obra.
De acordo com o autor da proposta, vereador Rosano Taveira (PRB), a lei é necessária para proporcionar maior segurança à população que já vive sobressaltada com a crescente onda de violência que ocorre em todo país.

“O povo aterrorizado assiste as constantes rebeliões de presos. As fugas em massa têm traumatizado as pessoas que vivem nas imediações dos presídios. A presença de uma unidade prisional em uma área representa um transtorno e um risco para a população”, afirma.

O projeto também impede que a Prefeitura instale, autorize ou celebre convênios para instalação de presídios, casas de detenção, unidades de internação ou centros de ressocialização para menores em conflito com a lei.
Publicidade que circulou na tarde de hoje em alguns bairros de Natal.





Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte | Assessoria de Imprensa

Comissão de Finanças solicita cópia de
 contrato entre Estado e Banco do Brasil

 

Crédito da foto: Eduardo Maia
A Comissão de Finanças e Fiscalização aprova, por unanimidade, na reunião realizada na manhã desta quarta-feira (27) requerimento do seu presidente, deputado Ricardo Motta (PROS) ao secretário de Planejamento e Finanças, Gustavo Nogueira, solicitando cópia do contrato entre o Governo do Estado e Banco do Brasil, renovando a venda da conta do Estado.
“Esta Comissão, cumprindo o seu papel, precisa de explicações sobre essa antecipação da venda da conta, cujo contrato só terminaria em 2018. Com o deságio, o Rio Grande do Norte vai ter uma perda de quase 50%, ou seja R$ 148 milhões. Precisamos tomar conhecimento dos termos deste contrato”, disse Ricardo Motta.
Na reunião foram aprovadas três matérias que já tinham passado pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ). Uma delas dispõe sobre a contratação de pessoal, por prazo determinado, para atendimento no âmbito da Fundação Estadual da Criança e do Adolescente (FUNDAC). A matéria deverá ser votada em plenário na sessão desta quinta-feira (28).
As outras matérias, também aprovados por unanimidade, foram os Projetos de Leis 051/2015 e 029/2015. O primeiro dispõe sobre a cobrança de ICMS nas contas de serviços públicos utilizados por igrejas e templos de qualquer culto. O segundo Projeto de Lei altera a Lei 8.060 e cria a Gratificação de Desempenho Tributário Auxiliar (GDTA), na secretaria de Tributação do Estado.
A comissão baixou em diligência o Projeto de Lei 039/2015 que altera o artigo 65 da Lei Estadual 6.968, que dispõe sobre o ICMS e revoga o artigo 10 da Lei 7.086, que altera disposições da Lei 7002 de janeiro de 1997. A comissão aprovou parecer do relator Tomba Farias (PSB) solicitando a presença do secretário estadual de Tributação para dar explicações na Comissão sobre a renúncia fiscal a ser gerada.
Ao final foram distribuídas três matérias para os relatores. A Lei de Diretrizes Orçamentária (LDO), para José Dias (PSD); Alteração do Plano Plurianual (PPA) 2012-2015 para George Soares (PR) e Projeto de Lei Complementar que cria o Fundo Legislativo Estadual, a ser relato por Ricardo Motta.
Participaram da reunião os deputados Ricardo Motta, George Soares, Cristiane Dantas (PCdoB), José Dias (PSD) e Tomba Farias.



domingo, 24 de maio de 2015

Mangabeira quer a democratização da economia.


Precisamos organizar um choque de vanguardismo, diz Mangabeira Unger

O ministro-chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos, Roberto Mangabeira Unger, destacou em evento da FGV, no Rio, o novo momento do país, que deve se voltar para a produção e a oferta, e não mais apenas para a demanda e no consumo. Com isso, indicou, se faz necessário um choque de vanguardismo, para que o país conquiste produtividade, de fato. E este vanguardismo, continuou, se faz necessário não apenas em uma "ilha elitista".
"O foco agora é a democratização da economia do lado da oferta e da produção, organizar um impulso produtivista no país. Esse impulso só interessará se for includente, não adianta se for para beneficiar apenas uma minoria de endinheirados, ou mesmo de trabalhadores nos setores intensivos em capital. Tem que ser para todos. E essa estratégia para todos exige inovações institucionais", disse o ministro à imprensa. 
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Durante o evento, realizado pela Escola Brasileira de Economia e Finanças (FGV/EPGE) e pela Escola de Direito do Rio de Janeiro (FGV Direito Rio), o ministro fez críticas à situação intelectual no Brasil, como à ciência econômica, indicando "defeitos da tradição da teoria econômica", que "não serve como base intelectual para pensar alternativas ao mercado". Para ele, que entrou em 2013 para a lista de intelectuais do ano da revista britânica "Prospect", a situação intelectual no país é adversa. "Precisamos revolucionar o pensamento", alertou, chamando a atenção para a urgência de "reformistas na política e revolucionários nas ideias".
Oferecendo um panorama do país nos últimos anos, Mangabeira Unger falou sobre o modelo baseado em produção e exportação de commodities e massificação do consumo da década passada, que gerou grandes resultados, resgatando milhões de brasileiros da pobreza extrema, mas que se esgotou, expondo suas fragilidades, como o baixo nível de produtividade dos empregos.
"Não há razão para criticar essa estratégia, ela fez sentido em certo tempo, e surtiu efeitos benéficos para milhões de brasileiros, sobretudo, com três efeitos. Primeiro, resgatou milhões de pessoas da pobreza extrema, segundo, manteve um altíssimo nível de emprego no país, com poucas comparações no mundo e, terceiro, facultou o acesso ao consumo em massa para a maioria do país. Mas, agora, que as circunstâncias mundiais mudaram, ficou claro que nós precisamos construir uma estratégia que permita uma escalada de produtividade no país. Portanto, o foco muda."
Chega o momento, então, do ajuste fiscal, que deve funcionar como uma ponte para um outro momento, necessário não para aumentar a confiança do mercado, como defende determinado debate em vigor no país, mas para justamente não depender da confiança financeira, salientou o ministro. "Ajuste fiscal não é agenda. É preliminar indispensável, como aliás a presidenta tem dito muitas vezes", disse Mangabeira à imprensa após o evento.
O eixo da nova estratégia, explicou, é organizar o crescimento econômico sobre a base de ampliação de capacitações educacionais e oportunidades econômicas, com enfoque na produção e na oferta e não mais apenas na demanda e no consumo. Essa nova estratégia tem três vertentes, a qualidade do ensino básico, que está "calamitosa", um produtivismo includente e propostas radicais para todas as regiões do país.
A verdade dura é que a maioria das nossas empresas ainda está afundada num primitivismo produtivo"Nós temos uma cultura empreendedora no Brasil vibrante, mas a verdade dura é que a grande maioria das nossas pequenas e médias empresas ainda está afundada num primitivismo produtivo, com práticas e tecnologias relativamente retrógradas. Nós precisamos agora organizar um choque de vanguardismo. Não é ter vanguardismo só dentro de uma ilha elitista, é usar o poder do Estado para difundir as práticas avançadas para grandes setores da economia", ressaltou.
"O Brasil tem vitalidade, tem um espontaneísmo inculto. Agora nós queremos dar a essa vitalidade instrumentos e oportunidades. Nós queremos transformar espontaneísmo inculto em flexibilidade preparada", anunciou.
Questionado sobre quando esse novo Brasil seria possível, esclareceu: "Isso não é um amontado de ações tecnocráticas, não é como construir uma usina, e dizer 'vamos terminar em tal data', não é isso. É lançar uma dinâmica transformadora. E o importante não é o prazo de terminar, ninguém pode saber o prazo de terminar. Importante é o prazo de começar. É ter iniciativas que representem os primeiros passos da transformação."

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Entidade cultural de Mossoró fecha as portas.

N O T A

A Diretoria da Fundação Vingt-un Rosado, instituição que mantém a Coleção Mossoroense, diante das condições de extrema dificuldade de funcionamento e falta de apoio a esta entidade cultural nos últimos tempos, vem por meio desta, informar a sociedade mossoroense em geral, em especial ao meio literário do Rio Grande do Norte, que em reunião no dia 19 de maio de 2015 resolveu:

1 - Suspender as atividades da Fundação Vingt-un Rosado por tempo indeterminado;

2 - Dispensar seus funcionários;

3 - Consultar a Biblioteca Municipal Ney Pontes Duarte e outros locais sobre a possibilidade de guarda do acervo particular de Vingt-un Rosado;

4 - Visita ao Museu do Sertão onde se encontra cerca de 90% dos exemplares da Coleção Mossoroense para verificar a situação atual do acervo;

5 - Venda dos equipamentos que compõem a sua gráfica para custear algumas das dívidas existentes.

Mossoró - RN, 20 de maio de 2015.

Jerônimo Dix-sept Rosado Maia Sobrinho
Diretor Executivo da Fundação Vingt-un Rosado.

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terça-feira, 19 de maio de 2015

Por que a Dinamarca quer acabar com moedas e cédulas de dinheiro?

  • 19 maio 2015
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Na Dinamarca, pagamentos com cédulas e moedas caíram 90% desde 1990
Quando as primeiras moedas foram cunhadas na Ásia, há 2,6 mil anos, foi dado início a uma verdadeira revolução no comércio em escala mundial.
Mas cada vez mais países e especialistas se perguntam: ainda faz sentido manter o dinheiro físico em circulação?
Aos poucos, esse questionamento leva a ações concretas, como na semana passada, quando o governo da Dinamarca anunciou que pretende dar fim ao uso de moedas e cédulas de dinheiro em lojas de roupas, postos de gasolina e restaurantes até 2016.
Seu objetivo no longo prazo é tornar-se o primeiro país do mundo a eliminar a circulação de dinheiro físico.
A medida foi apresentada como parte de um pacote de propostas para fomentar a produtividade de negócios.
"A meta é cortar os consideráveis custos administrativos e financeiros envolvidos no uso de dinheiro", disse o governo dinamarquês.

Novos hábitos

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Futuro será dominado pelo dinheiro eletrônico, acreditam especialistas
Mas isso é de fato possível? No caso da Dinamarca, isso parece não só provável, como o governo parece estar em sintonia com os hábitos da população.
Todos os adultos do país têm um cartão de crédito, segundo a Comissão de Pagamentos dinamarquesa, e os pagamentos com dinheiro físico sofreram uma redução de 90% desde 1990. Hoje, apenas um quarto deles é feito desta forma.
Além disso, segundo uma pesquisa nacional, praticamente todos os pequenos negócios aceitam pagamentos com cartões e, em dois terços deles, isso pode ser feito com cartões internacionais.
Algo parecido vem ocorrendo no Equador, onde o governo do presidente Rafael Correa colocou em prática, em dezembro de 2014, um sistema de dinheiro eletrônico.
Um dos principais motivos era lidar com a exclusão financeira da maior parte de sua população - e o celular tornou-se uma ferramenta para isso.
"Cerca de 40% da população economicamente ativa não tem acesso a uma conta bancária", explica o economista Fausto Valencia, diretor do projeto equatoriano. Mas 100% dos domicílios tem um celular.
O sistema é administrado pelo Banco Central do Equador e permite realizar transferências entre usuários, compras e pagar passagens no transporte público. Em breve, também será possível pagar taxas públicas.
Seu funcionamento é simples. Uma conta é aberta com o celular, sem uso da internet, discando *153#. Ela pode ser recarregada em lojas, e as transações são feitas por meio de mensagens.
Valencia acredita que, no futuro, o dinheiro físico estará extinto. "Em países como Dinamarca ou Suécia, não levará muito tempo, porque não há problemas como pobreza e exclusão social como nós. Mas o dinheiro eletrônico é o futuro. Meus netos viverão em uma sociedade sem cédulas e moedas", diz.
Mesmo assim, ele reconhece que algumas barreiras ainda precisam ser superadas. "Nas áreas pobres do Equador, temos um problema de educação financeira que vamos combater com um processo de formação, para que os cidadãos aprendam a usar o sistema", afirma.

Custo

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Equador colocou em prática sistema inovador de dinheiro eletrônico em dezembro
Mas quais são as reais vantagens do dinheiro eletrônico?
Moedas e cédulas têm um custo de produção, armazenamento, transporte, além de haver comissões para sacá-lo do banco.
Além disso, o Equador, por exemplo, precisa repor anualmente US$ 1,3 milhão (R$ 3,9 milhões) em dinheiro físico que se deteriora.
Ao México, custará quase um peso (R$ 0,20) para produzir cada um dos 1,32 milhões de cédulas que serão necessárias neste ano, segundo a revista Excelsior.
E seus habitantes gastarão quase 2,3 milhões de pesos com taxas relacionadas à obtenção de dinheiro físico, segundo um estudo da Universidade de Tufts, nos Estados Unidos.
Segundo os pesquisadores Bhaskkar Chakravorti e Benjamín Mazzota, da Tuffts, cada americano passa 28 minutos por mês sacando dinheiro de caixas eletrônicos. E, todos os mexicanos juntos, gastam 48 milhões de horas por ano desta forma, segundo a mesma pesquisa.
Por fim, o dinheiro físico leva à evasão fiscal. O governo americano perde US$ 100 milhões por ano com pagamentos em dinheiro não declarados.
O dinheiro eletrônico ainda é mais ecológico. Valencia, do Banco Central do Equador, alerta para o custo ambiental do dinheiro físico, não só por sua produção e transporte, mas também por causa dos documentos exigidos pela burocracia.
Por fim, o dinheiro físico é pouco higiênico. Em 2011, pesquisadores britânicos do Instituto BioCote chegaram à conclusão que tirar dinheiro em um caixa eletrônico deixa uma pessoa tão exposta a bactérias quanto usar o pior dos banheiros públicos.