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terça-feira, 13 de setembro de 2016
“Conversa no Memorial” com Cipriano Correia será exibido em outra data
O blog
recebe a informação de que o programa Conversa no Memorial, da TV Assembleia do
RN, não foi
exibido na sexta-feira, 9 de setembro, com o ex-deputado estadual e médico
Cipriano Correia, como fora anunciado nesta página, por causa de falha técnica na gravação do programa. Em substituição
foi reapresentado a entrevista comPaulo
de Tarso.
Ainda segundo
as informações, em breve será exibido o programa com o médico Cipriano Correia,
em data a ser confirmada pela emissora.
Image copyrightThinkstockImage caption
Lavar as mãos com sabão continua a ser melhor medida para evitar doenças e germes As propagandas de
sabonetes antibacterianos nos lembram insistentemente que o mundo está
cheio de germes e há sujeira em cada canto, mas esses produtos podem
fazer mais mal do que bem à saúde.
É a opinião do Food and Drug Administration (FDA), órgão que
regula alimentos e medicamentos nos Estados Unidos. Por anunciarem
propriedades antibacterianas, esses sabonetes recaem sob sua alçada.
O
FDA determinou na sexta-feira que, em até um ano, não sejam mais
vendidos sabonetes para banho e corpo que contenham algum dos 19
ingredientes vetados pelo órgão, como os agentes químicos triclosan e
triclocarban, presentes na maioria destes sabonetes.
"Os consumidores podem acreditar que eles são mais eficientes
para evitar a proliferação de germes, mas não temos evidência científica
disso", disse Janel Woodcock, diretora do Centro de Avaliação e
Pesquisa de Medicamentos do FDA.
Algumas marcas já começaram a retirar os ingredientes de seus produtos, dizem as autoridades americanas.
Por
sua vez, o Instituto Americano da Limpeza, que representa os interesses
dos fabricantes, garantiu que o "FDA já tem em mãos informações que
provam a eficácia e a segurança dos sabonetes antibacterianos". Image copyrightAPImage caption
O triclosan é um dos 19 ingredientes que foram proibidos
O FDA destacou que a proibição se refere a produtos
usados e enxaguados com água e não atinge o gel antisséptico, lenços
umidecidos e outros produtos antibacterianos usados por serviços de
saúde.
Em 2013, autoridades dos Estados Unidos pediram que
fabricantes demonstrassem com pesquisas, inclusive com estudos clínicos,
que estes produtos são mais eficazes do que os sabonetes comuns no
combate à propagação de doenças e redução de infecções.
As
empresas não provaram isso, diz o FDA, ou o que lhe foi intregue foi
considerado insuficiente para garantir a segunça e a eficácia dos
produtos.
Outros perigos
O
pedido também se baseou em pesquisas que sugeriam que a exposição
prolongada aos ingredientes em questão poderia levar a riscos à saúde,
como o aumento da resistência bacteriana ou alterações hormonais. Image copyrightGetty Image caption
Proibição não afeta produtos antibacterianos usados em serviços de saúde
Agora, os fabricantes terão um ano para retirar os sabonetes antibacterianos do mercado ou mudar sua fórmula.
As
autoridades de saúde reforçam que lavar-se com água e sabão continua a
ser uma das medidas mais importantes para evitar doenças e a
proliferação de germes.
Caso não haja água e sabão disponível e se
opte por gél antisséptico, o FDA recomenda que seja um produto à base
de álcool, com uma concentração de ao menos 60%.
O jovem que passou do pior vendedor de telefones a guru da tecnologia
Image copyrightEPOS Now
A carreira de Jacyn Heavens começou com péssimo rendimento e broncas do chefe
O britânico Jacyn
Heavens vendia telefones celulares com tanto sucesso que conseguiu até
comprar uma Ferrari aos 24 anos. Mas o começo da carreira do jovem, hoje
com 33 anos, não foi dos melhores.
Três anos antes da compra da Ferrari, em 2004, depois de ter
trabalhado em uma companhia de seguros, Heavens conseguiu um emprego
como vendedor de celulares em Norwich, leste da Inglaterra. Mas não
conseguia vender nada, até que um dia, quando o chefe quase o demitiu, a
trajetória dele teve uma reviravolta.
"Antes de começar tinha
imposto uma meta de dobrar meu salário básico, mas o único problema era
que eu tinha que trabalhar. Os celulares estavam no auge, mas isso não
era o que eu queria. Não consegui fazer nenhuma venda sequer."
O
chefe logo se cansou da falta de rendimento do funcionário. "Fora do
escritório e não volte até que consiga fazer uma venda!", disse o chefe a
Heavens.
"Assim que entrei no carro comecei a chorar. Liguei para
a minha mãe e falei que eu era um inútil, que tinha que deixar de
trabalhar naquilo."
Apesar da crise de choro, Heavens decidiu ficar no emprego e criou uma estratégia para conseguir vender telefones. Image copyrightJacyn HeavensImage caption
Não são muitos os jovens de vinte e poucos anos que conseguem comprar uma Ferrari
E hoje Jacy Heavens é o fundador e presidente da
Epos Now, uma das empresas com crescimento mais rápido na área de
tecnologia na Grã-Bretanha.
Segurança econômica
Em
2004 o trabalho de Heavens era muito simples: ele fazia telefonemas, um
atrás do outro, para tentar vender celulares para empresas e sempre
recebia um não como resposta.
O jovem então percebeu que a razão
de nenhuma empresa estar interessada no que ele vendia era que ainda
faltava muito para o fim dos contratos que já possuíam com empresas de
telefonia celular.
Então, ao invés de tentar vender telefones, Heavens começou a perguntar para as empresas quando seus contratos iam acabar. Image copyrightEPOS NowImage caption
A Epos Now conta com 260 funcionáriosDepois, ele fez uma lista incluindo as empresas e
datas e, quando via que o fim do contrato de uma empresa se aproximava,
ligava para oferecer renovação de equipamentos.
Assim ele começou a fechar muitas vendas.
"Na
lista dos empregados que mais vendiam eu estava na posição 500 entre
500 pessoas. Mas quando comecei com minha estratégia, de repente passei
para o 200º lugar e depois para o 50º e, em pouco tempo, acabei virando o
número um", contra o empreendedor.
Vendo o sucesso do jovem, uma
empresa de telefonia celular de Londres ofereceu um emprego e, quando
chegou na cidade, Heavens continuou aumentando as vendas e começou a
receber comissões.
Com tanto sucesso na capital britânica, ao
completar 24 anos ele tinha "segurança financeira suficiente" para
comprar uma Ferrari.
Apesar disso, dois anos depois Heavens decidiu abandonar o mundo das vendas.
"Estava um pouco queimado. Decidi voltar para Norwich e simplesmente relaxar."
"Tinha chegado ao topo nas vendas. Consegui tudo o que poderia conseguir. Então pensei em abrir um bar com um amigo", contou.
Oportunidade
Image copyrightJacyn HeavensImage caption
Heavens (esq.) reconheceu que não tinha experiência nenhuma para gerenciar um bar
Depois de abrir o bar em Norwich, em 2009, Heavens
percebeu o quanto ele não sabia sobre gerenciamento de bares, apesar de
seus pais já serem donos de um.
"Mas o maior problema chegou
quando começamos a ganhar dinheiro. Fizemos as contas e aí nos demos
conta de todos os custos: fornecedores, telecomunicações, banda larga,
produtos de limpeza etc."
Foi então que ele descobriu que
precisava de um ponto de venda eletrônico. Um sistema informatizado que,
em geral, tem uma tela sensível e o software permite que pequenos
comerciantes comprovem facilmente quais são seus lucros e gastos.
Heavens
pesquisou o preço do que já existia no mercado para atender aos
comerciantes e achou tudo muito caro para ele e para outros, cerca de
US$ 8 mil (quase R$ 26 mil).
Neste momento ele viu uma oportunidade de negócios: produzir uma versão sistema por menos de um quarto do preço.
E, para isso, Heavens vendeu a Ferrari, voltou a hipotecar sua casa e decidiu entrar no mercado de pontos de venda eletrônicos.
Assim a Epos Now nasceu em Norwich em 2011 com hardware importado da China. Image copyrightEPOS NowImage caption
No começo a Epos Now comprava seu sistema de software mas, depois, teve que criar um sistema próprio
E, para comprar o Epos Now, o pequeno comerciante pode baixar o sistema a um preço de US$ 1,3 mil (cerca de R$ 4,2mil).
As vendas foram um sucesso.
Mas
nem tudo foi tranquilo. Há um ano o negócio enfrentou um grande
problema quando seu fornecedor de software abandonou a empresa.
A Epos Now teve que encontrar e contratar seu próprio especialista imediatamente para continuar no ramo.
"Ninguém
sabe se vai ter sucesso (quando começa um negócio), mas é preciso se
comprometer e superar qualquer problema", afirmou Heavens.
Faturamento
De
acordo com Heavens hoje a Epos Now fatura US$ 2,6 milhões por ano
(cerca de R$ 73,4 milhões). O produto já entrou nos mercados da Alemanha
e Estados Unidos e a empresa abriu escritório em Orlando, na Flórida. Image copyrightEPOS NowImage caption
Os escritórios da EPOS Now agora se parecem com os escritórios de grandes empresas de tecnologia
Mas o jornalista especializado em tecnologia Adrian
Marte alerta que empresas como a Epos Now precisam encarar um número
cada vez maior de competidores no setor, que oferecem seus produtos a um
preço mais baixo, devido as grandes quedas de preços do hardware.
Heavens,
por sua vez, confia na empresa e já declarou que ela deve chegar a um
faturamento anual de US$ 133 milhões em cinco anos (mais de R$ 432
milhões).
"Todo mundo está me oferecendo dinheiro para comprar a
empresa. No ano passado tive uma oferta de US$ 66,5 milhões (mais de R$
216 milhões)."
"Mas não faço isso por dinheiro, faço porque é divertido. Gosto das negociações e de fechar acordos", acrescentou o em
sábado, 10 de setembro de 2016
No ritmo atual, Brasil atingirá meta de ensino com décadas de atraso, estima estudo
Paula Adamo Idoeta
Da BBC Brasil em São Paulo
9 setembro 2016
Image copyrightSuami Dias/ GOVBA
No ritmo atual, o
Brasil pode levar décadas para atingir metas de educação estipuladas
para daqui a seis anos, segundo levantamento do Instituto Ayrton Senna
ao qual a BBC Brasil teve acesso.
O levantamento foi feito com base nos dados do Ideb 2015
(Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), divulgados na
quinta-feira pelo Ministério da Educação (MEC).
O Ideb mostrou que
o Brasil está avançando acima do previsto na etapa que vai da 1ª à 5ª
série (etapa inicial do ensino fundamental) e, mantida a tendência
atual, deve até mesmo superar a meta prevista pelo MEC para 2021.
O
problema começa nas etapas seguintes. Nos anos finais do fundamental
(6ª à 9ª série), o ensino avança devagar e deve bater a meta, no atual
ritmo, apenas em 2027, com seis anos de atraso.
No ensino médio,
considerado a etapa mais problemática da educação básica brasileira, a
questão é ainda mais grave: o índice obtido pelos alunos está estagnado
há quatro anos, sem evoluir, no patamar de 3,7, segundo medição do Ideb
2015. A meta era de 4,3.
Mantida a tendência atual, o país deve
pontuar apenas 3,9 nessa etapa em 2021, segundo os cálculos do Ayrton
Senna - muito distante da meta de 5,2.
"Avançamos apenas 0,3 ponto
em dez anos nessa etapa, que não está saindo do lugar. Se nada for
feito e esse ritmo se mantiver, levaremos décadas para bater a meta (de
2021)", explica à BBC Brasil Paula Penko, economista do Instituto Ayrton
Senna, que calculou as projeções.
O Instituto destaca que as
projeções são feitas com base no histórico do Ideb e que se houver
melhorias no desempenho, as estimativas podem mudar.
Projeções
O
Ideb mede, em escala de zero a dez, o desempenho e as taxas de aprovação
de estudantes das redes pública e privada em Língua Portuguesa e
Matemática. É o principal indicador da qualidade do ensino no país. As
metas foram estipuladas pelo MEC com base no desempenho educacional de
nações desenvolvidas em 2003.
"São índices absolutamente
vergonhosos para o Brasil", reconheceu na quinta-feira o ministro da
Educação, Mendonça Filho, no anúncio do Ideb. "É uma tragédia para a
educação do país."
A meta do Brasil é alcançar a média de 6,0 da
1ª à 5ª série no Ideb que será medido em 2021 (e apresentado em 2022,
ano do bicentenário da Independência). Essa média, segundo a projeção do
Ayrton Senna, deve ser superada: a previsão é de que cheguemos a 6,6.
Da 6ª à 9ª série, a meta é de 5,5, mas no ritmo atual chegaremos apenas à nota 5.0.
Para os três anos do ensino médio, a meta é de 5,2 mas a tendência atual é de que cheguemos apenas à nota 3,9.
"Com isso, vai se agravando a diferença (de desempenho) entre as etapas iniciais e finais de ensino", explica Penko.
'Quase nada de aprendizado'
Os
problemas do ensino médio começam com a defasagem dos alunos - que já
vêm com deficiências de aprendizagem das séries anteriores - e se
aprofundam por conta do modelo adotado pelo Brasil, segundo
especialistas.
"O ensino médio foi desenhado para não funcionar:
tem 13 disciplinas (que os alunos são forçados a cursar)
independentemente de sua vocação, aspirações ou projeto de vida", avalia
Priscila Cruz, diretora-executiva do movimento Todos Pela Educação.
"O aluno tem quatro horas de aula, que na prática acabam sendo duas horas e meia, e aprende quase nada de um monte de coisas."
E
esse nem é o maior entrave, segundo ela: "O principal fator é o
professor. Não temos conseguido atrair à carreira (profissionais) com
proficiência, como fazem países como Cingapura, Finlândia e Coreia (do
Sul), onde a educação passou a ser um eixo central e (docentes) passaram
a ser valorizados em termos salariais e de carreira."
A saída,
segundo ela, seria investir na formação inicial e continuada dos
docentes e transformar a carreira do professor "na principal do país".
Image copyrightMariana Leal/MECImage caption
Mendonça Filho, ministro da Educação, defende
jornada integral e mudança de currículo para fazer ensino médio melhorar
Ensino fundamental
O
Ideb aponta um cenário bastante preocupante também nos anos finais do
ensino fundamental (6º ao 9º ano), que teve índice de 4,5 em 2015,
abaixo da meta de 4,7.
Nessa etapa, apenas quatro dos 26 Estados
brasileiros obtiveram bons resultados - entre eles Pernambuco, que tem
investido na educação em período integral, e Amazonas, que tem
conseguido igualar a qualidade do ensino oferecido nas áreas mais
remotas de floresta ao da capital Manaus, segundo Priscila Cruz.
Os resultados mais otimistas vêm mesmo do 1º ao 5º ano, onde a meta de 2015 (5,2) foi superada em 0,3.
Um dos motivos é o foco bem-sucedido em políticas de alfabetização infantil, cruciais nessa etapa.
Ainda assim, o Ministério da Educação avalia que os alunos seguem com deficiências tanto em Matemática como em Português.
Projeto de lei
Os dados do MEC apontam que os problemas não estão limitados à rede pública.
"As
escolas privadas também vão mal. É preciso mudar o modelo de ensino
médio que temos hoje", comentou o presidente do Conselho Nacional de
Secretários de Educação, Eduardo Deschamps, na coletiva do MEC na
quinta-feira.
"Fazendo uma avaliação apenas da rede pública, os
resultados são parecidos (aos da rede privada)", explica Paula Penko, do
Ayrton Senna. Ou seja, o desempenho dos alunos vai acima da meta nos
anos iniciais do fundamental, mas não se mantém anos seguintes.
Em
reação aos números, Mendonça Filho afirmou que vai pedir urgência na
tramitação de projeto de lei que institui a jornada integral e
flexibiliza o currículo do ensino médio. O ministro quer que o projeto
seja votado ainda neste ano para ser implementado em 2017.
Para
Cruz, do Todos Pela Educação, a proposta é um passo importante, mas não
resolverá sozinha o problema do ensino médio se não se investir também
na capacitação de professores.
"Nos próximos dez anos, cerca de
metade dos professores do país estarão em idade de se aposentar. Se
concentrarmos um esforço enorme em capacitar uma nova leva, podemos
melhorar o Ideb nos próximos anos. Caso contrário, diria que é
impossível", opina.
Senadores condenam presidente pelo crime de responsabilidade, encerrando
13 anos de governo do PT e instalando o PMDB de volta ao poder após
mais de duas décadas. Petista mantém direitos políticos.
O Senado decidiu nesta quarta-feira (31/08), com 61 votos a favor e 20
contra, condenar Dilma Rousseff pelo crime de responsabilidade e
afastá-la em definitivo da Presidência da República, dando posse efetiva
ao antes vice Michel Temer. Os parlamentares, porém, pouparam a petista
da perda dos direitos políticos por oito anos.
Com o resultado, o PMDB de Temer volta à Presidência após um intervalo
de mais de 20 anos. O último presidente filiado à legenda foi Itamar
Franco (1992-1994), que também assumiu o cargo na esteira de um processo
de impeachment.
O impeachment também marca o fim do ciclo petista na Presidência, que
foi iniciado em 2003, com Lula. Agora, o PT vai voltar oficialmente a
ser um partido de oposição, algo que já vinha fazendo interinamente
desde maio, quando Dilma foi afastada temporariamente do Planalto.
Dilma conseguiu preservar seus direitos políticos após alguns senadores
petistas, no último dia do julgamento, convencerem o presidente do STF,
Ricardo Lewandowski, que presidiu a sessão do Senado, a dividir a
votação em duas etapas: uma sobre a perda do mandato e outra sobre a dos
direitos políticos.
O presidente do STF, Ricardo Lewandowski, que presidiu a sessão histórica no Senado Federal
O Senado decidiu, então, contra a perda dos direitos políticos
de Dilma, o que permite a ela se candidatar em novas eleições ou exercer
cargos públicos. No total, 42 votaram a favor, 12 votos a menos que a
maioria de dois terços necessária. Houve três abstenções.
“A votação em separado não trará prejuízo nem à acusação e nem à defesa,
porque mantém íntegra a soberania das decisões pelo Plenário”, disse
Lewandowski.
A votação encerrou um ciclo de nove meses, iniciado quando o
ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB), um desafeto de Dilma,
aceitou um pedido de impeachment elaborado por um grupo de juristas.
Eles acusavam a petista de cometer crime de responsabilidade por causa
das chamadas pedaladas fiscais e pela publicação de decretos sem a
autorização do Congresso.
Com a queda de Dilma, chegou a seis o número de presidentes eleitos pelo
voto popular que não conseguiram concluir o mandato após tomarem posse.
Com índices recordes de impopularidade e em meio a uma das recessões
mais graves da história brasileira, a petista deixa o cargo menos de
dois anos depois de assumir o seu segundo mandato, pelo qual foi eleita
por 54,5 milhões de votos. Apoio se diluiu ao longo do processo
Desde o início do processo, Dilma perdeu todas as votações decisivas na
Câmara e no Senado que envolveram a continuidade do processo. Em abril,
ela não havia nem conseguido o apoio de um terço dos deputados para
barrar o processo. O resultado desta quarta-feira já estava sendo
previsto há semanas, conforme os aliados de Temer se mostravam
confiantes, e Dilma demonstrava dificuldades em contornar a tendência de
derrota.
Vários senadores admitiram que os debates e argumentações que ocorreram
nas últimas semanas envolvendo o mérito das acusações não fizeram
qualquer diferença, e que a maior parte dos parlamentares já havia
escolhido o seu lado. Até mesmo alguns petistas já vinham admitindo que
seria muito difícil reverter o quadro. Nos últimos dias, aliados de
Temer vinham se preocupando apenas em ampliar a sua vantagem na votação.
Desde a votação no Senado que teve como resultado tornar Dilma ré em 10
de agosto, os aliados de Temer conseguiram ampliar sua vantagem em dois
votos.
O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), resolveu votar desta vez e decidiu pela saída de Dilma
O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), resolveu
votar desta vez e decidiu pela saída de Dilma. Em votações anteriores, o
político alagoano vinha evitando tomar posição, alegando que seu posto
exigia neutralidade. Já o senador Telmário Mota (PDT-RR), que havia
votado contra o impeachment em votações anteriores, mudou de lado e se
declarou contra Dilma.
Já o senador e ex-presidente Fernando Collor, que sofreu um processo de
impeachment em 1992, também votou contra a petista. Antes da votação,
Collor pediu a palavra no Senado e rememorou as circunstâncias da perda
do seu mandato.
Vários membros de administrações petistas votaram contra Dilma. Entre
eles oito ex-ministros – Edison Lobão (PMDB-MA), Fernando Bezerra Coelho
(PSB-PE), Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), Marcelo Crivella (PRB-RJ),
Marta Suplicy (PMDB-SP), Cristovam Buarque (PPS-DF), Eunício Oliveira
(PMDB-CE) e Romero Jucá (PMDB-RR).
Senadores como Romário (PSB-RJ) e Cristovam Buarque (PPS-DF), que
chegaram a declarar ao longo do processo que tinham dúvidas sobre como
votar, acabaram decidindo pela perda do mandato de Dilma. Caso deve ser levado ao Supremo
Antes mesmo da votação final, a defesa de Dilma já havia anunciando que pretende
contestar o processo de impeachment junto ao Supremo Tribunal Federal (STF). Duas ações nesse sentido já estão sendo preparadas.
Alvo de processo de impeachment em 1992, o ex-presidente Fernando Collor discursa antes da votação
Nos últimos dias, diante da tendência de derrota, Dilma ainda lançou mão de suas últimas cartas. Na segunda-feira (29/08),
compareceu pessoalmente ao Senado
e discursou por 45 minutos. O tom foi parecido com o de suas últimas
declarações públicas. Ela reiterou que considerava o processo uma forma
de “golpe” e denunciou o que chamou a deslealdade e traição de
ex-aliados.
Desde o início do processo, Dilma afirmou que não pretendia renunciar e
que iria resistir até o final. Ela chegou a propor aos senadores e à
população que trabalharia para convocar novas eleições caso conseguisse
vencer a votação de hoje. Mas a proposta encontrou pouco apoio, sendo
rejeitada até mesmo pelo seu próprio partido.
A última fase do processo de impeachment havia sido iniciada na última
quinta-feira. Na terça, um total de 63 senadores discursou em uma sessão
que se arrastou por 12 horas.
Michel Temer vinha demonstrando impaciência e tentou a todo custo
apressar o resultado final para que o peemedebista pudesse viajar para
China, onde ocorrereria uma reunião do G20 entre os dias 4 e 5 de
setembro.
Interrogada no Senado, presidente afastada fala em "morte da
democracia", volta a denunciar "golpe" e apela à consciência dos
parlamentares, mas placar do impeachment se mantém desfavorável. Sessão
durou 14 horas.
Assistir ao vídeo01:23
Veja o apelo de Dilma aos senadores
Após uma sessão que durou mais de 14 horas, a presidente afastada Dilma
Rousseff encerrou na madrugada desta terça-feira (30/08) sua defesa no
Senado, com apelo à consciência dos
parlamentares que decidirão sobre
sua destituição definitiva do cargo.
Mas, segundo analistas políticos e estimativas dos jornais brasileiros, a
intervenção de Dilma não servirá para mudar a situação de ampla
desvantagem, apesar do tom emotivo e do forte teor político do discurso e
de suas respostas.
Assistir ao vídeo03:07
O passo a passo do impeachment
Durante o interrogatório que se seguiu a um discurso de 40
minutos, a presidente afastada denunciou que o país está "perto de um
golpe de Estado" e manifestou temor pela "morte da democracia" e que não
haja continuidade das melhorias sociais que se alcançaram durante os
governos do PT.
Ela também disse que "ainda que minimamente" provou que não havia
intenção de sua parte de assinar os decretos que alteraram o Orçamento e
que não há razão para acusá-la de ter cometido um "crime de
responsabilidade", que a Constituição estabelece como uma razão para o
impeachment de um chefe de Estado.
Em seu argumento final, ela pediu aos senadores que tenham "consciência"
na hora de votar e advertiu que é "muito grave afastar um presidente da
República sem crime de responsabilidade", o que será uma "ferida muito
difícil de ser curada".
"Por isso eu peço aos senhores senadores e às senhoras senadoras que
tenham consciência na hora de avaliar este processo", disse ao final, já
com a voz um pouco rouca e falhando. "É muito grave afastar uma
presidente da República sem crime de responsabilidade, mesmo que o
impeachment esteja previsto na nossa Constituição."
Enquanto Dilma era sabatinada pelos senadores, houve atos contra o
impeachment em várias cidades. Em São Paulo, manifestantes favoráveis à
petista entraram em confronto com a polícia, que usou bombas de efeito
moral para dispersar a manifestação. No Rio, o protesto foi no centro da
cidade, porém sem episódios de violência.
O depoimento de Dilma encerrou a fase de instrução do processo de
impeachment. Agora, o julgamento passa à etapa final – com declarações
dos senadores; e a votação, marcada para esta terça-feira.
A última votação no plenário do Senado, em 10 de agosto, terminou com 59
votos favoráveis ao impedimento de Dilma e 21 contrários, levando a
presidente a julgamento. São necessários 54 votos entre os 81 senadores
para que a petista seja afastada definitivamente, e as estimativas da
imprensa local são de que a oposição tem apoio mais do que suficiente.
Dilma discursa para o Senado: fala durou 40 minutos, numa sessão de mais de 14 horas
"Estamos a um passo do golpe"
As respostas de Dilma aos senadores tiveram o mesmo tom do discurso, que
antecedeu a sabatina e durou cerca de 40 minutos. Nele, a presidente
afastada denunciou o governo do interino Michel Temer como "usurpador",
atacou adversários como o deputado Eduardo Cunha e fez uma espécie de
compilação de argumentos da narrativa do “golpe”, que já vinham sendo
usados em plateias de apoiadores nos últimos meses.
Para especialistas, apesar da presença dos senadores, a fala de Dilma
foi voltada mais uma vez para a militância e não deve ter algum efeito
prático na votação do processo de impeachment, cujo placar já sinaliza
uma derrota da petista.
Dilma usou a palavra golpe em cinco oportunidades para descrever o
processo de impeachment contra ela e ainda fez paralelos entre a sua
situação política e a de ex-presidentes brasileiros que foram derrubados
ou sofreram com conspirações, como Getúlio Vargas, João Goulart e
Juscelino Kubitschek.
“Estamos a um passo da consumação de uma grave ruptura institucional, a
um passo da consumação de um golpe de Estado”, disse Dilma.
RPR/ots/efe/rtr
dw.de - 30.08.2016
Em 2 de dezembro de 2015, o presidente da Câmara dos Deputados,
Eduardo Cunha, autorizou a abertura do processo de impeachment contra a
presidente Dilma Rousseff. A decisão foi tomada no mesmo dia em que a
bancada do PT anunciou que votaria pela continuidade do processo de
cassação de Cunha no Conselho de Ética, acirrando uma crise política já
inflamada no Brasil.
quarta-feira, 24 de agosto de 2016
Cinco motivos que tornam fascinante a descoberta do planeta Proxima b
Há 3 horas
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Image copyrightESOImage captionProxima b também seria sólido e rochoso como a Terra
O mundo habitável mais próximo de nós pode estar na nossa vizinhança espacial, segundo um estudo recém-publicado na revista Nature.
Cientistas da Universidade Queen Mary de Londres, no Reino Unido, dizem que a estrela mais próxima de nosso Sistema Solar, a Proxima Centauri, é orbitada por um planeta do tamanho da Terra, o Proxima b.
"Acredito que essa seja a descoberta mais importante possível de um exoplaneta", diz Carole Haswell, pesquisadora da Open University, em referência ao nome dado a mundos existentes fora do nosso Sistema Solar. "O que poderia superar um planeta habitável que orbita a estrela mais próxima do Sol?"
Entenda a seguir o que torna este achado tão significativo.
1. Proxima b está bem perto de nós
Em escala espacial, esse planeta é praticamente um vizinho da Terra. Está a apenas 4 anos-luz de distância.
Ele estava "escondido" bem embaixo de nossos narizes, orbitando a estrela mais próxima ao nosso Sistema Solar, Proxima Centauri.
Image copyrightESOImage captionO planeta orbita a estrela mais próxima do Sol, Proxima Centauri
2. É um planeta parecido com a Terra
Proxima b tem dimensões bem parecidas com a do nosso mundo.
E, assim como a Terra, cientistas acreditam se tratar de um planeta sólido e rochoso.
3. É possível que tenha água líquida
O planeta está se movendo a 7,3 milhões de km de sua estrela, uma distância consideravelmente menor do que a da Terra para o Sol, de 149 milhões de km.
Mas Proxima Centauri é uma estrela-anã vermelha, ou seja, bem menor e mais fria do que o nosso Sol, então, Proxima b acaba recebendo 70% do fluxo de energia que normalmente atinge a Terra.
Image copyrightESOImage captionProxima b está a uma distância de sua estrela que torna possível a existência de água líquida
Nessas condições, o planeta não é quente ou frio demais para que exista água em estado líquido em sua superfície. Se houver, também pode haver vida nele.
Mas ainda é preciso determinar se ele tem ou não uma atmosfera, o que é muito importante para essa hipótese.
4. Mas a radiação é um problema...
Proxima b orbita um tipo de estrela muito ativa e que emite uma forte radiação por meio de explosões.
Isso tornaria desafiador que qualquer coisa sobreviva em sua superfície, mas alguns cientistas acreditam que esse fator não necessariamente elimina a possibilidade de o planeta abrigar vida.
Image copyrightESOImage captionProxima Centauri é bem menor e mais fria do que o nosso Sol
5. E chegar lá ainda é uma missão impossível
Apesar de ser o exoplaneta mais próximo que já encontramos, levaríamos, com a tecnologia atual, milhares de anos para percorrer os 40 trilhões de quilômetros que nos separam dele.
Ainda assim, é um ótimo objeto de estudo para a ciência. E, com a ajuda de telecópios posicionados na Terra e no espaço, será possível observá-lo mais de perto para checar se Proxima b de fato tem as condições ideias para vida.
"Claro, ir até lá atualmente é ficção científica", diz Guillem Anglada-Escudé, integrante da equipe que revelou a existência do planeta.
"Mas não é mais apenas um exercício de imaginação pensar em enviar uma sonda até ele algum dia."
Fonte: bbc de Londres - 24.08.2016
sexta-feira, 19 de agosto de 2016
Sesap quita débito com Cooperativas Médicas
NATAL (RN), 19 de agosto de 2016.
A Secretaria
de Estado da Saúde Pública (Sesap) emitiu nesta sexta-feira (19), à tarde, as
ordens bancárias para pagamento às cooperativas médicas que prestam serviço aos
hospitais da rede estadual de saúde, entre elas a Coopmed e a Neoclínica, além
das cooperativas pelas quais são contratados pediatras e neonatologistas para o
Hospital da Mulher “Parteira Maria Correia”, em Mossoró.
As ordens
emitidas somam um valor total de R$ 4.060.846,65, sendo R$ 1.997.105,72 para a
Coopmed/RN e R$ 2.063.740,93 destinados às cooperativas que atuam no Hospital
da Mulher. Os pagamentos correspondem aos meses de abril, maio e junho, de
acordo com os respectivos contratos.
Para
garantir o pagamento dos médicos e evitar novos atrasos e paralisação dos
serviços, a Sesap fez uma modificação da fonte de pagamento dos contratos com
as cooperativas médicas (apostilhamento). Os pagamentos atualmente são feitos
com recursos do Tesouro Estadual (Fonte 100), que enfrenta frustração de
receitas, e passarão agora a ser advindos do Ministério da Saúde (Fonte 160). A
mudança não altera as bases dos contratos com as cooperativas.
GOVERNO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE
SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE PÚBLICA
quinta-feira, 18 de agosto de 2016
Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte | Assessoria de Imprensa
Hermano propõe Lei que autoriza disponibilização de armas não letais para agentes da FUNDAC
Crédito da Foto: Eduardo Maia
Os funcionários da Fundação Estadual da Criança e do Adolescente (FUNDAC), que no Estado executa o atendimento de menores infratores, pode ser autorizada a usar armas não letais. Isso se o projeto de Lei, de autoria do deputado Hermano Morais (PMDB), for aprovado na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte. O parlamentar apresentou a proposta por acreditar que os profissionais do CEDUC e CIAD, unidades de internação, ficam expostos a riscos.
“O nosso projeto autoriza o Poder Executivo a disponibilizar armamentos não leitais e equipamentos de proteção à vida aos servidores do quadro da FUNDAC. O desempenho das atividades destes profissionais merece preocupação e nossa proposta é que eles tenham capacitação prática e teórica de defesa pessoal, exames psicológicos, antes do uso do armamento, que deverá ser utilizado apenas mediante conduta agressiva do menor”, explicou.
Entre as armas que poderão ser disponibilizadas pelo Governo aos agentes estão as de choque, espargidores de agentes químicos, coletes, algemas, consideradas pela Lei como armas não letais, instrumentos de menor potencial ofensivo e capaz de controlar ações agressivas.
segunda-feira, 15 de agosto de 2016
Fóssil de mastodonte é encontrado em Florânia
Marina Gadelha – ASCOM – Reitoria/UFRN
Fotos: Cícero Oliveira
Um
fóssil do pré-histórico mastodonte foi encontrado em uma fazenda do
município de Florânia, na região Central do Rio Grande do Norte, a 216
quilômetros da capital potiguar. Na última sexta-feira, 12, a equipe do
Museu Câmara Cascudo (MCC) foi ao local para o reconhecimento e “já
coletou fragmentos da defesa (presa de marfim) e da mandíbula com os
dentes molares do animal, transportados a Natal para limpeza e estudos
complementares”, afirma o biólogo da instituição, Wagner de França
Alves.
O
mastodonte se assemelha ao elefante atual e viveu há cerca de 10 mil
anos nas Américas do Norte e do Sul. Fósseis da espécie já foram
encontrados em quase todos os estados brasileiros, exceto no Tocantins, e
são registrados pela primeira vez em Florânia.
A
descoberta se deu graças ao adolescente Edivan Gaudino Neto e sua irmã
Ana Karollina Santos Silva, de 16 e 12 anos, que encontraram os
vestígios no leito de um rio e avisaram ao pai Edmilson Galdino,
vaqueiro da fazenda. O dono da propriedade acionou o arqueólogo
Astrogildo Cruz, o qual realizou a primeira análise juntamente com o
também arqueólogo e professor de Geologia da Universidade Federal do Rio
Grande do Norte (UFRN), Orlando Figueredo.
Ao
identificar o potencial dos vestígios, os profissionais entraram em
contato com a paleontóloga e diretora do MCC, Maria de Fátima Ferreira
dos Santos, que organizou a expedição para Florânia e confirmou a
existência do fóssil. A instituição da Rede Universitária de Museus da
UFRN possui um setor de paleontologia que abrange metodologias de coleta
de amostras e dados em campo para embasamento e organização das
coleções científicas.
Outras informações:
Maria de Fátima Ferreira dos Santos: 3342-4913/4914