sexta-feira, 14 de julho de 2017

Exposição Os paralelos entre China e Egito antigos Da estrutura das moradias à noção de vida após a morte: museu de Berlim expõe semelhanças surpreendentes entre duas altas civilizações da Antiguidade, separadas por milhares de quilômetros e sem contato entre si.


Exposição

Os paralelos entre China e Egito antigos

Da estrutura das moradias à noção de vida após a morte: museu de Berlim expõe semelhanças surpreendentes entre duas altas civilizações da Antiguidade, separadas por milhares de quilômetros e sem contato entre si.
Tampa do sarcófago do escritor egípcio Sa-Iset (1279-1213 a.C:)

Tampa do sarcófago do escritor egípcio Sa-Iset (1279-1213 a.C:)

"Cola" , plágio, espionagem industrial em grande estilo: há muitos motivos para dois resultados serem espantosamente semelhantes. Mas, e quando dois objetos são inexplicavelmente semelhantes, sem que se trate de nenhum desses casos, quando dois inventores chegaram à mesma ideia, quase ao mesmo tempo?
Em exemplo é o bridão, a parte da rédea que fica na boca do cavalo: um bocado alongado de bronze, mantido flexível no centro por dois elos ligados entre si, permitindo puxá-lo para a direita e a esquerda, e assim conduzir o animal.
Essa invenção tão decisiva se encontra logo duas vezes na mostra especial China e Egito: Berços do mundo, que pode ser visitada até 3 de dezembro no Novo Museu (Neues Museum) de Berlim. Uma é originária no Egito, por volta de 1200 a.C., a outra na China, um pouco mais tarde. Certo está que, neste caso, ninguém "colou" do outro, já que em seus primórdios essas duas altas culturas não tiveram qualquer contato.
Respostas semelhantes para desafios humanos
Na época, era comum comerciantes cobrirem distâncias de até 3 mil quilômetros em suas viagens, porém os 8 mil quilômetros que separavam o Egito da China eram um obstáculo intransponível.
No entanto as duas primeiras civilizações avançadas da história da humanidade apresentam surpreendentes similaridades, não só no quotidiano e nos objetos de uso, como também, por exemplo, nos cultos funerários e em suas noções religiosas.
Para Friederike Seyfried, responsável pela exposição, juntamente com a curadora Mariana Jung, a explicação é simples: "Quem deseja um teto firme sobre a cabeça, e também roupas que protejam e enfeitem vai acabar chegado em algum momento às mesmas soluções."
Assim, chineses e egípcios em algum momento inventaram a agulha, experimentando inicialmente com espinhas de peixe, raques de penas ou ossinhos. Da mesma forma, os indivíduos desenvolveram respostas e noções de divindade para questões abstratas, como "o que acontece após a morte".
Armadura funerária de jade chinesa de cerca de 2 mil anos é um dos pontos da mostra em Berlim Armadura funerária de jade chinesa de cerca de 2 mil anos é um dos pontos da mostra em Berlim
Quase 5 mil anos e 8 mil quilômetros de distância
Friederike Seyfried é diretora do Museu Egípcio e da Coleção de Papiros de Berlim, de onde provém aproximadamente a metade das peças expostas na mostra especial. A outra metade são empréstimos do Museu de Xangai, com o qual os museus estatais da capital alemã mantêm cooperação.
Partiu de ambas as casas a ideia e o desejo de realizar essa inusitada e bem-sucedida justaposição, cobrindo de 4500 a.C. até a Antiguidade Greco-Romana, por volta de 300 d.C.. Em vez de ordenadas cronologicamente, porém, as peças são apresentadas em cinco grupos temáticos: Quotidiano, Escrita, Domínio e administração, Culto dos mortos e Céu divino.
Afinal, o que torna tão excitante essa exposição, é a questão cultural-antropológica que ela propõe: como se desenvolve a cultura humana? E a que soluções chegam os seres humanos diante de determinados desafios?
Unidos pela necessidade, separados pelos materiais
Modelos de terracota, numa das primeiras vitrinas, mostram como a estrutura das moradias simples do Egito se assemelhava às da China. Ambos também adotaram desde cedo os cães como animais de estimação.
Estátuas, joias, potes para cosméticos e peças de cerâmica igualmente contam sobre a vida no dia a dia dessas duas culturas. E seus artefatos de higiene pessoal, por exemplo, não eram muito diferentes: sempre um conjunto formado por um jarro com alça e uma bacia. Só o tipo de decoração nos recipientes de bronze revela as diferentes assinaturas culturais: no Egito as delicadas cinzeladuras só eram aplicadas após a fundição.
Dependentes das matérias primas à disposição, ambas se distinguiam, ainda, no tocante aos materiais empregados. Além do bronze, objetos de luxo típicos para os chineses eram vasilhas laqueadas. No Egito, em contrapartida, onde não existiam as árvores produtoras da resina da laca, o vidro era a acepção do luxo, como testemunham os recipientes de vidro opaco para guardar óleos e perfumes, com mais de 3.500 anos de existência.
Vasos canópicos de 1070 a 940 a.C. representam os quatro filhos de Hórus e Ísis Vasos canópicos de 1070 a 940 a.C. representam os quatro filhos de Hórus e Ísis
Semelhanças entre os usos funerários
O culto aos mortos compõe uma das seções mais interessantes da mostra, pois ambas as sociedades desenvolveram rituais e práticas se sepultamento complexos, como mostram as preciosas oferendas funerárias.
Uma das mais impressionantes entre as peças cedidas por Xangai é a vestimenta de jade com que um certo Liu He foi solenemente sepultado, durante a Dinastia Han Ocidental (século 206 a.C. ao 9º d.C.). O traje prateado com reflexos verdes, confeccionado com 2.216 plaquinhas do mineral translúcido unidas com fios de prata, é como uma armadura para proteger o corpo e a alma do morto no além. Para os chineses, o jade era a pedra da imortalidade.
A peça é confrontada com a múmia da egípcia Nes-Chons-pa-cheret, morta mais de sete séculos antes. Aqui, o invólucro artisticamente decorado com divindades aladas visava oferecer proteção para o corpo mumificado e preservá-lo para a eternidade.
A mostra China und Ägypten. Wiegen der Welt (China e Egito: Berços do mundo), no Neues Museum de Berlim, exibe, de 6 de julho a 3 de dezembro de 2017, peças da Antiguidade no Egito e na China, muitas das quais pela primeira vez na Europa.


Fonte: dw.de


  • Data 14.07.2017
  • Autoria Tina Hüttl

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quarta-feira, 12 de julho de 2017

Opinião

Comentários no link:


Opinião do jornalista Carlos Santos:

“A ESQUERDA NO BRASIL ACABOU”


Desde quando em 1982 o político falecido Paulo Pinto Nery declarou que não haveria mais esquerda no Brasil, "só quem está no poder e roubam todos os outros que querem chegar ao poder para roubar também", levou 35 anos para que o Stephen Kentz (http://blog.kanitz.com.br, em15.05.2017) publicasse no blog dele que "a esquerda acabou" e narra várias razões para que isso tenha ocorrida.


Com 37 partidos, dos mais de 500 deputados, 400 sendo investigados por corrupção no Supremo Tribunal de Justiça e outros partidos mudando de nome, mas mantendo a mesma prática delituosa e novos partidos surgindo.  Criar partido no Brasil hoje é uma forma de negócio muito bom porque partidos "nanicos" rendem muito dinheiro a quem os preside. 

No toca-troca de nomes da com liberação de verbas parlamentares, pode ter sido inútil e se perca todo o trabalhoso “In Dúbio, pró cieietá”do relator da Comissão de Ética de Sérgio Szveiter.


Parlamentares estão denunciando abertamente a troca de mais de bilhões de reais em detrimento de serviços essenciais nas áreas de saúde, saneamento, segurança pública, escolas etc. Dizem que as verbas serão liberadas só para quem votar a favor do governo na Comissão de Ética, em uma vergonhosa e imoral troca de favores: dá teu voto eu permaneço e libero verbas! Caso contrário, não terá! As trocas renderão dividendos eleitorais mais na frente com o financiamento privado de campanha, via Caixa 2.

"Esquerda no Brasil acabou" voltemos a crônica que escrevia sobre o fim da "esquerda no Brasil acabou". Identificada e escrita por Stephen Kentz,Como "a esquerda sempre precisou de dinheiro". Direita e esquerda que desviam recursos públicos, que se perdem nas suas próprias praticas delituosas.

Por isso que o político pelo Amazonas Paulo Pinto Nery estava certíssimo quando previu em 1982 que de todos de todos partidos políticos passariam a existir somente dois partidos passariam: “o que no poder e rouba o quem está fora do poder e deseja roubar também”. 

terça-feira, 11 de julho de 2017

Estudo sobre síndrome de Guillain-Barré é apresentado em congresso na Espanha

Marina Gadelha – ASCOM – Reitoria/UFRN

O estudo realizado com apoio da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) sobre a alta incidência da síndrome de Guillain-Barré no RN, após o surto do Zika vírus, está entre os trabalhos apresentados no encontro anual da Sociedade do Nervo Periférico (Peripheral Nerve Society – PNS), que acontece na Espanha desde o último sábado, 08, até esta quarta-feira, 12.

O tema foi dividido em duas apresentações, ministradas pelo professor do Departamento de Medicina Integrada, membro do Instituto de Medicina Tropical (IMT) da UFRN e médico da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), Mário Emílio Dourado, que participa do evento junto a cientistas de vários países para compartilhar experiências e discutir os melhores tratamentos para pessoas que sofrem de doenças no nervo periférico.

Além da UFRN, o trabalho desenvolvido no Estado sobre a síndrome de Guillain-Barré teve apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

segunda-feira, 10 de julho de 2017

5 previsões feitas por Bill Gates em 1999 que são realidade hoje

Bill GatesDireito de imagemGETTY IMAGES
Image captionGates escreveu 'Business @ the Speed of Thought' ('Negócios na velocidade do pensamento', em tradução livre) em 1999
A genialidade do americano Bill Gates não é apenas reconhecida pela criação da gigante de tecnologia Microsoft.
Em 1999, o bilionário publicou um livro em que fez previsões que de fato são realidade hoje em dia. Em "Business @ the Speed of Thought" ("Negócios na velocidade do pensamento", em tradução livre), Gates orienta empresas sobre a melhor forma de usar a tecnologia para catapultar seus negócios no século 21.
Para isso, cita avanços que a Internet permitiria concretizar nos anos seguintes ─ e como eles mudariam a vida das pessoas.
Confira algumas de suas "profecias":

1. TVs inteligentes e serviços de streaming

"Quando quiser assistir à TV, você poderá olhar o guia de programação na tela ou usar outro software para ver o que está sendo transmitido. Você compartilhará suas preferências com a emissora, que, por sua vez, monitorará seus padrões de visualização, oferecendo-lhe vários programas entre os milhares disponíveis na TV digital", escreveu Gates.
"Com o tempo, o principal resultado da TV digital será proporcionar interatividade, software inteligente, publicidade dirigida, ofertas de vendas e a internet. As empresas vão oferecer conteúdos novos que podem ser baixados mediante o pagamento de uma taxa."
Image captionSmart TVs (ou TVs inteligentes) podem se conectar à internet e transmitir conteúdos de serviços de streaming como Netflix, HBO Now, Filmstruck, etc
Atualmente, as chamadas TVs inteligentes podem se conectar à internet e transmitir conteúdos de serviços de streaming como Netflix, HBO Now, Filmstruck, entre outros.
Essas plataformas reforçam o que Gates havia previsto: são interativas, oferecem um menu amplo de programação, conhecem nossas preferências e nos recomendam o que ver, por meio do pagamento de uma assinatura.

2. Redes sociais

"Enquanto o jantar estiver sendo preparado, você entra em um site restrito à sua família e vê que todos estão em uma sala de bate-papo para discutir o que fazer quando se encontrarem", disse Gates.
"O site conecta os colegas de trabalho, amigos e famílias de novas formas. Formam-se comunidades baseadas nos interesses compartilhados em todo o mundo (...) Ao permitir que a gente faça compras, receba notícias, se reúna, se divirta e bisbilhote de maneiras que só agora estamos começando a entender, a internet está se tornando a praça da cidade na qual o mundo se transformará amanhã."
Image captionRedes sociais como Facebook e WhatsApp permitem criar grupos privados
Embora em 1999 já existissem salas de bate papo, elas não eram usadas como hoje para coordenar atividades com pessoas próximas.
Atualmente, as redes sociais e o serviços de mensagens instantâneas, como o Messenger e o WhatsApp, permitem organizar eventos com amigos e familiares, criar grupos privados e formar comunidades cada vez maiores de pessoas, em todo o mundo.

3. Ofertas ou publicidade inteligente

No livro, Bill Gates descreve o cenário em que um "programa de software sabe que você reservou uma viagem e sugere várias coisas para fazer no seu destino". "O programa também o informa sobre a tarifa aérea mais recente e a mais baixa para viajar. Você reserva a oferta e as tarifas mais baixas digitalmente", continua.
Image captionSites exibem anúncios customizados para cada usuário
"Alguns usuários podem temer que os anunciantes tenham excesso de informação sobre eles. Mas o software fará o possível para que as pessoas revelem somente a informação que querem revelar. Por exemplo, a maioria delas não se importaria se os anunciantes recebessem padrões de visualização."
Na prática, vemos hoje em nossas redes sociais publicidade personalizada, que se baseia na nossa idade, nos idiomas que falamos, nos assuntos que nos interessam, nos sites que visitamos ou nos conteúdos que compartilhamos.

4. Recrutamento digital

Sobre o mundo do trabalho, Gates escreveu que "a tecnologia na web torna possível que (...) as pessoas que buscam trabalho encontrem mais oportunidades de emprego que satisfaçam seus interesses e necessidades particulares, se têm habilidades altamente especializadas, por exemplo, ou se só querem trabalhar por algumas horas".
Atualmente, redes sociais como a LinkedIn permitem a empregadores publicar vagas e às pessoas que buscam trabalho divulgar seus currículos, conectar-se com colegas e empresas, além de buscar ofertas que atendam a seus interesses.
Image captionLinkedin é a maior rede social de negócios do mundo

5. Internet das coisas e dispositivos móveis

Gates também afirma em seu livro que "você carregará uma ou mais dispositivos pequenos para permanecer constantemente em contato e para fazer transações eletrônicas de onde estiver".
"Essas máquinas também estarão em diferentes cômodos de sua casa. Em qualquer um deles, será possível usar o e-mail, obter informação financeira, receber os últimos boletins meteorológicos e acompanhar as notícias de seu voo", acrescenta.
Gates previu mais. Segundo eles, os dispositivos "serão conectados por meio de cabos ou mediante tecnologias que não utilizem cabos". "Apesar de elas funcionarem de forma independente, compartilharão dados entre si de forma automática. Essas máquinas vão se tornar parte do cotidiano."
Image captionAssistentes pessoais digitais, como Siri, estão a um toque do celular
"Quando sair do escritório, seu assistente pessoal digital baixará seu correio eletrônico, que poderia incluir uma lista de compras enviada por seu marido ou mulher (...) Seu assistente digital é suficientemente inteligente para falar com todos os dispositivos que precisam saber de seus horários", acrescenta.
Hoje, podemos ter acesso a nossos e-mails ou ler notícias em nossos smartphones ou até mesmo em nossos relógios inteligentes.
Ou falar com nossos telefones por meio de assistentes pessoais digitais como Siri (Apple) ou OK Google (Android).
Além disso, alto-falantes inteligentes como Amazon Echo, Google Home e HomePod (Apple), concebidos para funcionar dentro das casas, respondem a comandos de voz do usuário para reproduzir música, configurar alarmes e oferecer informação em tempo real sobre o clima ou o trânsito.
Também permitem controlar outros aparelhos inteligentes do local onde estivermos.

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