quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Poeta do Seridó e senhora do Assu sepultados hoje.

O poeta José Saldanha de Menezes Sobrinho e a a sra. Àurea Cortez de Lima, ambos com 93 anos e viúvos, foram sepultados na manhã de hoje, no cemitério Morada da Paz. Ambos faleceram após complicações pós-operatórias, na tarde deontem. Zé Saldanha , como era conhecido, era cordelista e poeta popular, nascido em Santana do Matos e criado em Currais Novos. Dona Àurea Cortez de Lima, era da família dos "Targino" do Vale do Assu/RN, como eram conhecidos os Cortez naquela região conturbarda nos anos 30, em consequência da revolta dos salineiros de Macau e trabalhadores do Vale do Assu, liderados por Manoel Torquato e o comunista Miguel Moreira. Dona Àurea deu depoimentos para a cientista política Brasilia Carlos Ferreira, autora do "Sindicato do Garrancho" e para o jornalista Luiz Gonzaga Cortez, em 1991, matéria publicada na Tribuna do Norte, de Natal. Ela era a última testemunha dos episódios conhecidos como "a guerrilha de Manoel Torquato", ocorrida após o fracasso da rebelião comunista de 23 de novembro de 1935, em Natal. Aurea Cortez de Lima era viúva de João Rebouças, de Macau, mãe do advogado José Régis Cortez de Lima, assassinado em Natal, da professora Rosa e da médica Zoé Cortez de Lima, além de mais dois filhos.
Minhas condolências às duas famílias enlutadas. Estive no enterro de Zé Saldanha. Capela cheia de familiares e amigos do poeta do "Recanto do Sertão", além de Dutra Assunção, editor do jornal Cajarana, de Santana do Matos, do sr. Corcino, vereador Aquino Neto, Meri  Medeiros, poetas Abaeté, Juarez Araújo, Bob Mota e José Lucas de Barros.

Nenhum comentário:

Postar um comentário