segunda-feira, 24 de outubro de 2011

DOMINGO, 23 DE OUTUBRO DE 2011"COMO O VELHO MARINHEIRO..." - CARLOS ADEL



Carlos Adel

"NATAL, 20 DE OUTUBRO DE 2011.
CARO LAÉLIO FERREIRA
A história mostra que a memória dos grandes homens, em todo o mundo, se eterniza. Mesmo que contra a vontade de medíocres e invejosos.

OTHONIEL MENEZES é para os potiguares um astro de primeira grandeza, no campo da poesia. Seu brilho não será esmaecido com ações ou omissões de incultos, arrogantes e temporários gestores públicos. Esses passam como sombras opacas e seus rastros serão rapidamente apagados, enquanto seus nomes cairão nos abismos do esquecimento.

O “PRÍNCIPE PLEBEU” será sempre nosso poeta maior, e sua obra dispensa o apoio e o aplauso de quem o desconhece. A grandeza do poeta se contrapõe à insignificância desses ignaros.
Evite se deixar levar pela correnteza da inaptidão. Resista. Deixe que a incompetência fique limitada àqueles que já o são por todos conhecidos. Faça como o velho marinheiro: lance o ferro e deixe a tormenta passar.

Assim agem, esses maus gestores, por não possuírem a capacidade intelectual de conhecer e compreender o significado de suas palavras. Permita-lhes, em nome da liberdade de pensamento e expressão, que permaneçam envoltos no vazio de suas mesquinhas formas de pensar.

Logo virão tempos bons e pessoas competentes despertarão para o reconhecimento dos valores que merecem ser tributados a OTHONIEL. Essa luta é também de todos os potiguares esclarecidos e admiradores do mais valoroso de nossos poetas.

O desleixo com que, no presente, alguns tratam os grandes nomes desta terra, é um dos reflexos do modelo educativo implantado com as sucessivas e nocivas reformas do ensino, desde 1970.
No entanto, neste país-colônia-cultural que sacrifica seus valores históricos em nome da globalização, felizmente há resistência. De uns poucos, é fato, mas conscientes e persistentes lutadores em defesa da importância e culto aos grandes nomes das ciências, letras e artes nacionais.

Por outro lado, a materialização da imagem do poeta maior desmerece ver retomada a aplicação de uma das mais cruéis formas de punição impostas pelos bárbaros, e adotada durante a “santa inquisição” (a fogueira). Pior ainda se assim for conduzida pelas mãos de um filho, a quem confiou a defesa de sua extensa obra. Sabe-se da indignação que a todos causa essa indiferença de alguns gestores, mas daí a esse tal protesto vai uma desproporção que encobre e faz desaparecer todo o amor e devoção familiar tributada ao insigne poeta. Evite submeter a imagem de seu querido pai a mais esse terrível sacrifício. Todos esperam que o bom-senso prevaleça.

Por fim, se não o querem homenagear em praça pública (Por que não na chamada Av. do Contorno, que se inicia em frente ao Colégio Salesiano e vai até o início da Rua Int. Rafael Fernandes, de frente para o “Potengi amado”, e também onde se venera a Santa Padroeira da cidade?), que seja, então, o busto recolhido à sede do INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO DO RIO GRANDE DO NORTE, a mais importante casa da cultura potiguar, em ato solene, com pompa e circunstância. A data: 10 de março, vindouro, data natalícia de OTHONIEL MENEZES. Nada mais justo.

Atenciosamente, um abraço de

CARLOS ADEL (*)


(*) Carlos Adel Teixeira de Souza - magistrado, escritor, ensaísta, biógrafo do jurista Amaro Cavalcanti.

Postado por Laélio Ferreira de Melo às 11:37:00 0 comentários

Obs: Estou de acordo. Mas, cuidado. O Instituto está meio acéfalo.

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