quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Um apocaliptico artigo do professor Benayon, da UNB.

Publicado no ALERTA TOTAL, 11.09.2011

Publicado no DIÁRIO LIBERDADE, 11.09.2011



Dez anos do golpe nos EUA



Adriano Benayon * - 11.09.2011

 
Há dez anos foi perpetrada a implosão das Torres Gêmeas em Nova York. No mesmo dia foi lançado míssel sobre uma ala do Pentágono, em Washington.
2. Está comprovado – exceto oficialmente, é claro - que esses crimes só podem ter sido mandados cometer por gente com poderes sobre as forças de defesa e segurança dos EUA, com autoridade sobre o território dos EUA, tendo à disposição recursos materiais e tecnológicos dos mais avançados.
3. Que isso surpreenda a maioria das pessoas ilustra o poder tirânico da oligarquia financeira anglo-americana, que controla a grande mídia e os formadores de opinião que a esta têm acesso. Demonstra, ademais, que essa oligarquia está obtendo os resultados da desinformação massiva e os do abaixamento do nível cultural, dos valores éticos e da capacidade de discernimento dos povos, que promove, desde há mais de um século, em escala crescente, para submeter a humanidade á sua tirania.
4. Atentemos para os esclarecimentos da Associação Arquitetos e Engenheiros pela Verdade, formada nos EUA por 1.500 engenheiros e arquitetos, acessíveis em http://www.truthout.org.
5. Em vídeo, mais de 20 engenheiros e arquitetos, altamente qualificados, expõem, com clareza, que as torres gêmeas - e o prédio ao lado, o WTC - ruíram verticalmente, em 7 segundos, por meio de implosão perfeita. O engenheiro brasileiro Thomas Fendel assinala que implosões convencionais não conseguem isso, nem em sonho.
6. A implosão realizada só podia ser feita por pessoal especializado e preparada durante meses. Têm de ser calculados os locais onde os explosivos de extraordinário poder calorífero (nanothermite) são colocados. Essa técnica fez derreter as vigas de aços especiais, sem o que as torres não cairiam como caíram. Foram literalmente pulverizadas, algo impossível sem essa técnica, à luz das leis da física elementar, como lembra Fendel.
7. Em 14.09.2009, o Prof. David Ray Griffin publicou artigo "The Mysterious Collapse of WTC Seven - Why NIST’s Final 9/11 Report is Unscientific and False” (Porque o Relatório Final do Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia sobre o 11/9 é falso e não-científico). Cito: “Um relatório de cientistas, inclusive o quimico Niels Harrit da Universidade de Copenhague, mostrou que a poeira do WTC continha nanothermite, explosivo de alto poder – diferente da thermite ordinária, que é só incendiária. O relatório, assinado, entre outros, por Steven Jones e Kevin Ryan, só foi publicado em 2009.”
8. Como consta do site dos engenheiros pela verdade, o coronel-aviador Razer, da Força Aérea dos EUA, está 100% convencido de que as três torres do WTC foram destruídas por demolição controlada, implodidas com explosivos. Ele é um dos pilotos de maior experiência, no mundo, em todo o tipo de aviões, e em matéria de destrução de edifícios de aço e concreto. Para Razer está claro que a implosão não foi orquestrada por um bando de amadores muçulmanos liderados por um sujeito metido numa caverna no Afeganistão (Bin Laden).
9. Ademais, só pessoas autorizadas podiam ter acesso às Torres, para realizar o serviço, o que, claro, não inclui islâmicos desempregados, que mal falam inglês e não têm como obter visto de entrada nos EUA (os brasileiros que fazem fila nos Consulados norte-americanos conhecem as exigências).
10. Os islâmicos acusados pelo atentado, presos e torturados, jamais teriam: 1) formação, especialização e experiência para montar e realizar a implosão; 2) acesso aos edifícios conduzindo explosivos (nem eles, nem qualquer pessoa sem o respaldo dos serviços inteligência do governo dos EUA); 3) sequer a possibilidade de ingressar nos EUA sem o patrocínio desses serviços; 4) a menor condição de pilotar os aviões nas manobras para atingir as Torres, com cursinhos de piloto na Flórida no esquema montado pela CIA de recrutar os bodes expiatórios.
11. Pilotos profissionais e experimentados, de jatos como os Boeing 754, afirmaram que nem eles conseguiriam fazê-lo. Como os aviões bateram nas torres é pergunta que fica no ar. Telecomando? Não sei.
12 Conforme peritos, o calor gerado por queima do carburante de aviões não é, nem de longe, capaz de fazer derreter as estruturas dos andares atingidos, para nem falar dos demais, e tudo ruiu em bloco. Além disso, ruiu também o WTC 7, sem ter sido tocado por qualquer aeronave.
13. Outro ponto é o seqüestro dos aviões: como tudo foi facilitado desde ao aeroporto etc. Mais notável: os radares da Força Aérea dos EUA detectam o desvio de rota de qualquer avião e têm procedimento padrão para fazer imediatamente decolar seus caças supersônicos. Não corrigida a rota, depois do aviso, os pilotos dos caças o abatem.
14. Por que o desvio durou quase uma hora, até que os aviões se chocassem com as Torres Norte e Sul? Claro que os pilotos da Força Aérea receberam ordens para não sair do chão.
15. Isso se relaciona com a única das nove questões básicas da Comissão de Cidadãos dos EUA, respondida pelo governo estadunidense: “Everyone ‘goofed’ that day, according to the Bush administration and the 9/11 Commission (todos bobearam, segundo a administração Bush e a comissão oficial).

 
16. Por essa resposta pode-se, sem muita ironia, dizer que o governo dos EUA nem precisa responder as demais. Se ele tivesse alguma seriedade e dissesse a verdade, os militares e civis responsáveis, no melhor dos casos, pela injustificável negligência teriam de ser submetidos a corte marcial e exemplarmente punidos.
17. Mas que aconteceu? Eles foram promovidos. Como não supor que foram recompensados? Por que? Por terem sido cúmplices, cumprindo ordens contrárias aos regulamentos, às Leis e à Constituição de seu país. Pior que isso: ordens de traição a seu país, a não ser que se confundam os EUA com a oligarquia financeira que ali exerce sua tirania.

18. Eis, a seguir, perguntas da Comissão de Cidadãos dos EUA (omito as de ns. 5 e 7 por pouco acrescentarem ao dito acima):
1. Como poderiam ser sequestrados quatro aviões comerciais, que voaram no espaço aéreo dos EUA durante até 46 minutos sem envolvimento militar?
2. Como dois aviões comerciais poderiam causar implosão semelhante à das demolições planejadas nos dois edifícios mais altos do mundo, dotados de estruturas de aço?
3. Como o FBI identificou os 19 “sequestradores árabes”, se nenhum nome árabe aparece na lista de pasageiros nem da de triplutantes em qualquer das aeronaves?

4. O trabalho rápido do FBI em identificar os 19 “sequestradores” e a rede Al Qaeda de Bin Laden (sem provas) não sugere que o governo tinha conhecimento prévio de um ataque?
6. Por que empreiteiros começaram a retirar destroços antes de os investigadores estudarem a cena do crime?
8. Por que não foram achadas partes do Boeing 757 - asas, fuselagem, trem de aterrissagem, motores? Por que não havia restos de passageiros nem de suas bagagens?
9. Dúzias de câmeras de vigilância dentro e fora do Pentágono teriam gravado imagens de alta qualidade do que aconteceu. Por que nenhuma foi usada como prova para sustentar a teoria governamental do Boeing 757?
19. Em razão do que precede e à luz do que o governo dos EUA fez após os fatos de 11 de setembro de 2001, é lícito concluir que eles foram um golpe de Estado de terríveis consequências para quem mora nos EUA ou ali vai, e ainda piores no exterior. Isso será objeto de outro artigo.

20. Desde já, diga-se que o povo dos EUA vem sendo aterrorizado e ludibriado. Com a aprovação da Lei Patriot II (a Patriot I o fora na época de Clinton, após outro atentado), foi ainda mais radicalizado o estado policial, podendo ser presa qualquer pessoa sem ordem judicial, em função de simples suspeita por parte dos órgãos de segurança.
21. Que dizer dos países vitimados pelas bombas de urânio que mísseis e aviões dos EUA e de seus satélites lançaram, em seguida, no Afeganistão e logo no Iraque, depois em outros países e recentemente na Líbia, destruindo infra-estruturas e matando mais de um milhão de pessoas?


* - Adriano Benayon é Doutor em Economia. Autor de “Globalização versus Desenvolvimento”, editora Escrituras. abenayon@brturbo.com.br

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Muito boa a entrevista da Ministra Eliana Calmon à Veja.

A ministra Eliana Calmon, a corregedora do CNJ: "Eu sou uma rebelde que fala"







A corte dos padrinhos

A nova corregedora do Conselho Nacional de Justiça diz que é comum a troca de favores entre magistrados e políticos

A ministra Eliana Calmon é conhecida no mundo jurídico por chamar as coisas pelo que elas são. Há onze anos no Superior Tribunal de Justiça (STJ), Eliana já se envolveu em brigas ferozes com colegas — a mais recente delas com o então presidente Cesar Asfor Rocha.

Recém-empossada no cargo de corregedora do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a ministra passa a deter, pelos próximos dois anos, a missão de fiscalizar o desempenho de juízes de todo o país.

A tarefa será árdua. Criado oficialmente em 2004, o CNJ nasceu sob críticas dos juízes, que rejeitavam a ideia de ser submetidos a um órgão de controle externo. Nos últimos dois anos, o conselho abriu mais de 100 processos para investigar magistrados e afastou 34.

Em entrevista a VEJA, Eliana Calmon mostra o porquê de sua fama. Ela diz que o Judiciário está contaminado pela politicagem miúda, o que faz com que juízes produzam decisões sob medida para atender aos interesses dos políticos, que, por sua vez, são os patrocinadores das indicações dos ministros.



Em entrevista a VEJA, Eliana Calmon mostra o porquê de sua fama.

Ela diz que o Judiciário está contaminado pela politicagem miúda, o que faz com que juízes produzam decisões sob medida para atender aos interesses dos políticos, que, por sua vez, são os patrocinadores das indicações dos ministros.

Por que nos últimos anos pipocaram tantas denúncias de corrupção no Judiciário?

Durante anos, ninguém tomou conta dos juízes, pouco se fiscalizou. A corrupção começa embaixo. Não é incomum um desembargador corrupto usar o juiz de primeira instância como escudo para suas ações. Ele telefona para o juiz e lhe pede uma liminar, um habeas corpus ou uma sentença. Os juízes que se sujeitam a isso são candidatos naturais a futuras promoções. Os que se negam a fazer esse tipo de coisa, os corretos, ficam onde estão.

A senhora quer dizer que a ascensão funcional na magistratura depende dessa troca de favores?

O ideal seria que as promoções acontecessem por mérito. Hoje é a política que define o preenchimento de vagas nos tribunais superiores, por exemplo. Os piores magistrados terminam sendo os mais louvados. O ignorante, o despreparado, não cria problema com ninguém porque sabe que num embate ele levará a pior. Esse chegará ao topo do Judiciário.

Esse problema atinge também os tribunais superiores, onde as nomeações são feitas pelo presidente da República?

Estamos falando de outra questão muito séria. É como o braço político se infiltra no Poder Judiciário. Recentemente, para atender a um pedido político, o STJ chegou à conclusão de que denúncia anônima não pode ser considerada pelo tribunal.

A tese que a senhora critica foi usada pelo ministro Cesar Asfor Rocha para trancar a Operação Castelo de Areia, que investigou pagamentos da empreiteira Camargo Corrêa a vários políticos.

É uma tese equivocada, que serve muito bem a interesses políticos. O STJ chegou à conclusão de que denúncia anônima não pode ser considerada pelo tribunal. De fato, uma simples carta apócrifa não deve ser considerada. Mas, se a Polícia Federal recebe a denúncia, investiga e vê que é verdadeira, e a investigação chega ao tribunal com todas as provas, você vai desconsiderar? Tem cabimento isso? Não tem. A denúncia anônima só vale quando o denunciado é um traficante? Há uma mistura e uma intimidade indecente com o poder.

Existe essa relação de subserviência da Justiça ao mundo da política?

Para ascender na carreira, o juiz precisa dos políticos. Nos tribunais superiores, o critério é única e exclusivamente político.

Mas a senhora, como todos os demais ministros, chegou ao STJ por meio desse mecanismo.

Certa vez me perguntaram se eu tinha padrinhos políticos. Eu disse: “Claro, se não tivesse, não estaria aqui”. Eu sou fruto de um sistema. Para entrar num tribunal como o STJ, seu nome tem de primeiro passar pelo crivo dos ministros, depois do presidente da República e ainda do Senado. O ministro escolhido sai devendo a todo mundo.

No caso da senhora, alguém já tentou cobrar a fatura depois?

Nunca. Eles têm medo desse meu jeito. Eu não sou a única rebelde nesse sistema, mas sou uma rebelde que fala. Há colegas que, quando chegam para montar o gabinete, não têm o direito de escolher um assessor sequer, porque já está tudo preenchido por indicação política.

Há um assunto tabu na Justiça que é a atuação de advogados que também são filhos ou parentes de ministros. Como a senhora observa essa prática?

Infelizmente, é uma realidade, que inclusive já denunciei no STJ. Mas a gente sabe que continua e não tem regra para coibir. É um problema muito sério. Eles vendem a imagem dos ministros. Dizem que têm trânsito na corte e exibem isso a seus clientes.

E como resolver esse problema?

Não há lei que resolva isso. É falta de caráter. Esses filhos de ministros tinham de ter estofo moral para saber disso. Normalmente, eles nem sequer fazem uma sustentação oral no tribunal. De modo geral, eles não botam procuração nos autos, não escrevem. Na hora do julgamento, aparecem para entregar memoriais que eles nem sequer escreveram. Quase sempre é só lobby.

Como corregedora, o que a senhora pretende fazer?

Nós, magistrados, temos tendência a ficar prepotentes e vaidosos. Isso faz com que o juiz se ache um super-homem decidindo a vida alheia. Nossa roupa tem renda, botão, cinturão, fivela, uma mangona, uma camisa por dentro com gola de ponta virada. Não pode. Essas togas, essas vestes talares, essa prática de entrar em fila indiana, tudo isso faz com que a gente fique cada vez mais inflado. Precisamos ter cuidado para ter práticas de humildade dentro do Judiciário. É preciso acabar com essa doença que é a “juizite”.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

quarta-feira, 7 de setembro de 2011Diógenes da Cunha Lima celebra 50 anos de atividade jurídica


Celebrando 50 anos de atividades jurídicas, Diógenes da Cunha Lima lança no próximo dia 13 de setembro, às 18h, na Livraria Siciliano-Midway Mall, “Natal – Uma Nova Biografia”, ilustrado com fotografias do engenheiro Henio Bezerra.

O livro, o 22º da trajetória do autor, retrata a história, os costumes, fatos pitorescos e relembra personalidades marcantes da capital potiguar, realçando o lado positivo da cidade do sol. “Nas biografias que escrevo, gosto de realçar o lado positivo. Porque as coisas positivas é que servem para edificar as pessoas”, diz o autor.

Um dia antes, ou seja, 12 de setembro, segunda-feira, o escritor-advogado recebe convidados para a solenidade de inauguração – e benção religiosa – das novas instalações do seu Escritório de Advocacia, na Av. Hermes da Fonseca, no Tirol.

Na ocasião, será lançada a “DCL Revista”, editada pelo jornalista Antonio Nahud Júnior.

A publicação rememora a vivência profissional de Diógenes da Cunha Lima através de entrevistas, depoimentos, artigos e galeria fotográfica.

Texto encaminhado pelo jornalista Antonio Nahud Júnior.
FONTE; JORNAL DO RN - DIRETOR: PAULO TARCISIO CAVALCANTE.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Massacres imperiais



Adriano Benayon 2011-08-25



Em outro artigo em que trato do colapso financeiro, ponho em dúvida que o império esteja no fim, inclusive porque ainda é o poder militar que sustenta o dólar. Nessa linha, a oligarquia financeira perpetrou mais um latrogenocídio, para alijar da Líbia um regime cujo crime, aos olhos imperiais, foi melhorar muito as condições de vida de seu povo.



2. Em 24.08.2011, a NATO (organização composta pelas potências imperiais e satélites), relatou ter, nos últimos cinco meses, realizado 20.121 missões aéreas, incluindo 7.597 bombardeios. Não mencionou quantos mísseis destruidores lançou dos navios sobre alvos na Líbia, nem o número de mortes de civis, inclusive crianças, nem ter destruído a infra-estrutura, escolas, hospitais etc.



3. Essa é a “ação humanitária” alegada pelos sucessores de Goebbels. O atual período faz lembrar os anos 30, e as agressões hitleristas contra uma sucessão de países vitimados. Estavam os países centrais em depressão, ganhavam espaço o fascismo e novas empreitadas colonialistas.



4. Uma diferença é que a Alemanha nazista afetava estar de lado contrário ao dos controladores da City de Londres. Isso não era verdade. Hitler adorava a oligarquia britânica, a qual, de resto, patrocinou a ascensão dele ao poder. Banqueiros ligados à finança mundial complotaram para derrubar o chefe do governo, de menos de dois meses, de Kurt von Schleicher, ex-chefe do Estado-maior, apoiado por setores sociais com excelente plano de recuperação econômica, muito superior às idéias de Keynes.



5. A oligarquia jogou a carta de Hitler, que prometera, e cumpriu, atacar a União Soviética. Hoje, os continuadores do nazismo estão todos do mesmo lado, reunidos na OTAN.



6. Estas são algumas das razões pelas quais a Líbia foi covardemente violentada:



1) ter Gaddafi convertido em ouro dólares das reservas líbias e posto esse ouro a salvo de banqueiros estadunidenses; ademais, propôs que os países africanos passassem a realizar transações internacionais através de moeda própria a ser criada regionalmente;

2) ter a Líbia sido considerada, principalmente antes da agressão, presa fácil do ponto de vista militar. Ademais, as divisões tribais deveriam facilitar o êxito da subversão financiada, superarmada pelas potências hegemônicas e executada por tropas especiais da OTAN e do Catar. Não contaram com a resistência popular, favorável ao regime de Gadafi, incomparavelmente mais democrático que as “democracias” ocidentais. Nestas, o sistema representativo não representa os eleitores, mas, sim, quem os controla. Eleições e o pluripartidarismo não passam de engodos.

3) ter Gaddafi facilitado a tarefa criminosa da OTAN, ao fazer, desde há alguns anos, concessões às potências hegemônicas pensando em aliviar pressões. Isso acentuou a fraqueza da vítima, como aconteceu também no caso do Iraque, país militarmente mais poderoso que a Líbia (antes de ser massacrado). Ainda por cima, os sistemas anti-mísseis do Iraque eram britânicos e foram desativados pelos detentores dos códigos dos chips.

4) o objetivo de praticar o genocídio contra a Líbia, como ponto de partida para guerra mais ampla, estendendo-a à Síria e ao Irã. Setores da oligarquia anglo-americana influenciam o Pentágono no sentido de desencadear guerra de maior porte, até como válvula de escape face a movimentos de cidadãos norte-americanos e britânicos (entre outros) revoltados por estar sendo sugados e enganados pela oligarquia.

5) em conexão com o projeto de guerra, testar a China e a Rússia, passivas desde a capitulação de não ter vetado a resolução do Conselho de Segurança da ONU. Se essas duas potências (?) não assumirem posição mais firme, a escalada colonialista prosseguirá.

6) privilegiar as companhias do cartel anglo-americano e afastar as chinesas, russas e indianas do petróleo líbio; além disso, os predadores ocidentais querem saqueio livre e, não um governo, como o de Gaddafi, que cobrava impostos para investir em seu país e menos suaves que os dos protetorados tipo Arábia Saudita, Coveite, Catar, Emirados etc.

7. Dir-se-á: “por que a França participou tão ativamente, tendo suas FFAA, junto com as britânicas, feito a maior parte do trabalho sujo?” Bem, desde Napoleão, à exceção da era De Gaulle, a França sempre foi manipulada pela oligarquia britânica e depois anglo-americana. Ademais, há as águas do Grande Rio, projeto vitorioso de Gaddafi, que as companhas francesas Suez e outras querem fazer privatizar, como têm feito mundo afora.

8. Sarkozy deve sua carreira política à oligarquia anglo-americana. Esta o ajudou de novo, massacrando Dominique Strauss-Kahn, que seria candidato à presidência da França, embora o objetivo principal fosse forçá-lo a deixar a direção do FMI, pois DSK, entre outras coisas, apontou que não existem as alegadas reservas de ouro dos EUA.

9, De fato, O Estado policial dos EUA e serviços secretos foram acionados para prender DSK, em Nova York, de forma humilhante e injusta. Depois, ele ficou em prisão domiciliar, foi substituído no FMI por uma apaniguada de Sarkozy e, só após mais de três meses, acaba de ser liberado para retornar à França, por não haver provas das infames acusações que determinaram sua prisão, efetuada com arbitrariedade nunca antes vista.

10. É sob o impacto de tantas e tão contundentes demonstrações de indecência, que se aproxima o décimo aniversário, em 11 de setembro, de outra conspiração criminosa: a implosão, planejada pelos oligarcas, das torres gêmeas de Nova York, para, junto com outras mentiras, aterrorizar as pessoas e condicioná-las a ver os “islâmicos” como inimigos e causadores do terror.

* - Adriano Benayon é Doutor em Economia. Autor de “Globalização versus Desenvolvimento”, editora Escrituras, abenayon.df@gmail.com.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Urânio do Rio Grande do Norte fez a bomba atômica que matou 250 mil pessoas.



O veio do minério radioativo vai bater nas serras da Paraíba.



quinta-feira, 1 de setembro de 2011O URÂNIO DE ACARI "TINGUIJOU" HIROSHIMA E NAGASAKI ?

“– Só c’a peste dum minero

do Xiquexique, (62) fizéro

Japão conhecê tingui. (63)

– Diz que só um pedacinho

do droga do metazinho,

tinguijou sessenta mi...”

62 Mina Xiquexique, em Acari/RN. Nota de OM, retro, dando conta da

presença de urânio no RN.
63 Tingui. Ou timbó. O termo timbó pode ser a designação comum a várias

plantas das famílias das leguminosas e das sapindáceas, geralmente as com

casca e/ou raízes que possuem uma seiva tóxica, e que por isso são utilizadas

para tinguijar (regionalismo usado no Norte e Nordeste para o ato

de envenenar peixes jogando timbó ou tingui na água).
(In "Sertão de Espinho e de Flor" ´OTHONIEL MENEZES - Obra Reunida"

- Editora UNA, Natal, 2011)
"Em importantíssima reportagem de José Pires, publicada na edição de 18 de setembro de 1949, do Diário de Natal, sob o título e subtítulos de
“Urânio potiguar levou o Japão à derrota –, não só Parnamirim ajudou a ganhar a guerra – Contribuição do Estado à indústria bélica – Riquezas minerais incalculáveis em Acari e Parelhas – Surpreendente revelação de um garimpeiro profissional”
– aparece o minerador, simples “curioso”, de boa vontade, inteligente, ufanista convicto, o Sr. Amaro Alves dos Santos, residente à rua dos Paianazes, 1.394, nesta capital, e profundo conhecedor das nossas serras, que examinou a palmo, tendo estado em contato constante com a BEW (Bureau of Economic Warfare), durante a última guerra. Assim se refere o repórter, nesse artigo, ao urânio no Rio Grande do Norte:
“Análises feitas nos Estados Unidos – Dias depois, Amaro Alves dos Santos entregava ao Haroldo Sims, então cônsul dos Estados Unidos, em Natal, retirada da mina Xiquexique (município do Acari), certa quantidade de minério que muito se assemelhava à tantalita.

Minério do urânio
Solicitava ao representante consular (172) que lhe fizesse o favor de mandar examinar o material, nos laboratórios americanos. O resultado da análise feita nos Estados Unidos veio três meses depois.
Na amostra enviada, havia sido encontrado urânio de alto teor. Na mina Xiquexique, o veio de urânio, segundo Amaro Alves dos Santos, tem uma extensão de seis quilômetros, por mais de um quilômetro de largura, de espessura desconhecida, até atingir uma serra, atravessando a esta e se prolongando pelo território paraibano adentro.
Diz ainda Amaro Alves ter ouvido, da BBC de Londres, a informação de que, até então, se estimava em 70 quilogramas a quantidade de urânio do Brasil enviada aos Estados Unidos.”

NOTAS (Laélio Ferreira):
172 Harold Sims. No Brasil, desde 1938, como vice-cônsul em Pernambuco. Chegou a Natal em 1943, como Cônsul. Andou pela China e Cuba, posteriormente. Sem sombra de dúvida, pertencia ao serviço de inteligência dos EUA.
Nessa época, em Natal, discretamente, mesmo antes da chegada formal do Cônsul Sims à Capital do Estado, agia por cá, como agente reservado, o Pastor batista "Doutor Matheus". Diziam-no "Coronel da Força Aérea americana". O fato é que esse religioso era, sabidamente, o encarregado de entrevistar os candidatos nativos ao preenchimento de cargos burocráticos na Base de Parnamirim. O próprio Othoniel Menezes- que lá trabalhou muitos anos - foi por ele sabatinado para o emprego.
Por outro lado, no Grande Ponto, falava-se muito nas amerissagens e decolagens de Catalinas (aviões anfíbios) na então discreta e distante Lagoa do Bonfim. Subiam carregados de "areia monazítica". Era esse o termo empregado - um engodo dos "galegos" para o mineral do Seridó? O principal produto da areia monazítica, inexistente no RN, é o urânio físsil, a partir do tório, e houve, também, soube-se muito depois da Guerra, o interesse dos americanos, em 1945, de exportá-lo de jazidas dos litorais do Espirito Santo, São Paulo e Piauí.
Relativamente ao urânio do Rio Grande do Norte, sabe-se hoje, por exemplo, que o Município de Ouro Branco, na mesma região a que pertence Acari, é uma das cidades com maior índice de cânceres do Estado, segundo os especialistas, por se encontrar na grande reserva de urânio da região (Espinheiras - v. mapa, acima). Alguns técnicos apontam a contaminação radioativa da água servida à população da cidade.

O Poder Público, ao que parece, até hoje, não cuidou, ainda, do assunto...

Postado por Laferre de Melo (lLaélio Ferreira de Melo) às 09:38:00

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Colunista da Tribuna noticiou conversão da prefeita de Natal.

O ministro Garibaldi observa Micarla e seus pastores no 'levantar' - Foto Abelhinhaflash

Sim, a prefeita Micarla de Sousa aceitou Jesus! ( ... e antes ela não aceitava !? )

Em evento evangélico no Hotel Imirá, ela reafirmou que aceitou Jesus e deu demonstrações de que já é de casa.

Unha e cutícula com os pastores. E orações. E emoções…

No palco, não se fez de rogada. Conclamou todos a apoiar não a pessoa Micarla, mas a prefeita, para lutar contra a “opressão”, contra a “perseguição” sofrida…

Nominando um a um, chamou os pastores para o ‘levantar’.

Mãos para cima e a platéia gritava “aleluia”, “aleluia”…

Presente ao evento, o ministro da previdência Garibaldi Filho, não disfarçava – pelo semblante – sua surpresa diante da performance evangélica da prefeita.

No palco, disse: – “Eu já sei que quando precisar falar com Deus vou chamar Micarla”.

Vaticinou: – “Micarla, pelo que estou vendo aqui, você logo será pastora”.

Continuou: – “E, sabendo agora que você está se dedicando, vou escolher você como minha consultora religiosa”.

Logo, foi corrigido por pastores: – “Intercessora!”.

Garibaldi, com a carinha que lhe é peculiar: – “Ahhh, intercessora!”.

Fonte: blog de Eliana Lima, a abelhinha. Data não informada. Foto: não informado o nome do autor ou da autora, mas deve ser da abelhinha flash do blog de Eliana Lima.
DERRAME - NOVO SINAL
É BOM SABER!
Assim como o enfarto, o derrame precisa ser socorrido com urgência.
Porém, diferente do enfarto, o derrame dá sinais que a maioria das pessoas não conhece e, por causa disso, em muitos casos mata ou deixa seqüelas graves; consequências que num socorro imediato, poderiam ser evitadas.


Sinais dados pelo processo de AVC já são divulgados.
Os Derrames Cerebrais - Agora existe um 4º indicador : A língua
Derrame: memorize as três primeiras letras...S.T.R.

Só leva um instante ler isto...

Disse um neurologista que se levarem uma vítima de derrame dentro das primeiras três horas, ele pode reverter os efeitos do derrame -totalmente.

Ele disse que o segredo é reconhecer o derrame, diagnosticá-lo e receber o tratamento médico correspondente, dentro das três horas seguintes, o que é difícil.


RECONHECENDO UM DERRAME
Muitas vezes, os sintomas de um derrame são difíceis de identificar.

Infelizmente, nossa falta de atenção,torna-se desastrosa.

A vítima do derrame pode sofrer severa consequência cerebral quando as pessoas que o presenciaram falham em reconhecer os sintomas de um derrame.


Agora, os médicos dizem que uma testemunha qualquer pode reconhecer um derrame fazendo à vítima estas três simples preguntas:
S* (Smile) Peça-lhe que SORRIA.


T* (Talk) Peça-lhe que FALE ou APENAS DIGA UMA FRASE SIMPLES. (com

coerência) - (ex : Hoje o dia está ensolarado)
R* (Rise your arms) Peça-lhe que levante AMBOS OS BRAÇOS.
Se ele ou ela têm algum problema em realizar QUALQUER destas tarefas, chame a emergência imediatamente e descreva-lhe os sintomas, ou vão rápido à clínica ou hospital.
Novo Sinal de derrame - Ponha a língua fora.
NOTA: Outro sinal de derrame é este:

Peça à pessoa que ponha a língua para fora..

Se a língua estiver torcida e sair por um lado ou por outro, é também sinal de derrame.
Um cardiologista disse que qualquer pessoa que reenvie este e-mail a pelo menos 10 pessoas; pode apostar que salvará pelo menos uma vida ...

Não o considere uma corrente, mas sim, algo que todos devemos saber.
Eu já cumpri a minha parte...

FAÇA-O VOCÊ AGORA. MAS PROTEJA O MEU ENDEREÇO COMO ESTOU PROTEGENDO O SEU. ENVIE COMO CÓPIA OCULTA CC.












































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domingo, 28 de agosto de 2011

Micarla de Souza converteu-se.


Na tarde de ontem, um pastor evangélico anunciou que a prefeita Micarla de Souza converteu-se a uma igreja evangélica de Natal.O anúncio foi feito num encontro de crentes na praça cívica do Campus da UFRN. Quem mora no lado sul de Candelária, ouviu as exclaqmações de alegria do pastor.Mais tarde, me enviaram a foto acima que, apesar de estar parcialmente opaca, é a prova de que seria a prefeita de Natal. Tudo bem. O que há de mau nisso? Nada.
Não sei de quem é a autoria da foto para dar o crédito.
Posted by Picasa

sábado, 27 de agosto de 2011

Novo estilo do "amor livre"?

Sábado, 27 de Agosto de 2011 - 10h10



'Estudantes achavam orgia prática normal', diz delegada



Depois de ouvir os 20 integrantes, que tem entre 12 e 16 anos, do chamado Congresso do Bulimento, que se reuniam em horário de aula para praticar orgias sexuais em Campo Grande (MS), as delegadas que investigam o caso disseram que os jovens achavam normal praticar sexo, mas sabiam estar errados ao ingerir bebidas alcoólicas.
O caso está sendo investigado por duas delegacias, uma que protege os menores e outra que apura atos criminosos. Oito menores respoderão por abuso de vulneráveis por terem feito sexo com menores de 14 anos. Alguns pais também serão indiciados por saberem das festas e não terem feito nada. Eles poderão responder por abandono de incapaz, abandono intelectual, maus tratos e corrupção de menores.
A delegada Aline Lopes disse que as festas aconteciam há, no mínimo, cinco meses. Em depoimentos, muitos alegaram que tinham aula de sexologia na escola e eram entregues camisinhas.
- Tivemos que esclarecer para os adolescentes que é crime fazer sexo com menor de doze anos porque para eles era normal. A única coisa que eles tinham conhecimento e tentaram esconder é o fato de terem ingerido bebidas alcoólicas durante as festas.
A delegada Regina Rodrigues disse que além de investigar a direção do colégio, os pais e alunos, também será investigado como eles conseguiram comprar as bebidas. Ela disse que muitos pais alegaram que achavam que os filhos estavam na escola e não tinham conhecimento das festas, mas que a responsabilidade de acompanhar o desempenho escolar dos alunos também é da família.
O grupo mantinha até uma comunidade em um site de relacionamento que fazia apologia ao sexo. A denúncia partiu da mãe de uma menina de 12 anos que chegou a participar do "Congresso do Bulimento", como eram chamadas as orgias.

A participação de adultos nas orgias e o uso de drogas não foram confirmados.
O grupo confeccionava até camisetas. Marcava os encontros pelas redes sociais, por telefone e até dentro da escola.

O diretor da instituição de ensino, que tinha conhecimento da existência dos encontros do grupo, poderá ser responsabilizado.
Início
A polícia também descobriu como teria surgido o grupo. Tudo começou com a criação de um grupo de funk dentro da escola onde os adolescentes estudam. Com o passar do tempo, o objetivo inicial - que era dançar - ficou em segundo plano. A escola até dissolveu o grupo de dança.
Esses mesmos adolescentes continuavam marcando encontros na casa de um deles. Encontros sexuais regados a bebidas alcoólicas. Os meninos e meninas disseram à polícia que não sabiam que manter relações sexuais com menores de 14 anos é crime. Segundo informações policiais, eles teriam ficado até indignados
Fonte: Correio da Paraíba.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Paulo de Tarso Correia de Melo lançará em setembro

livro de poesia intitulado “Livro de Linhagens” .


O escritor Paulo de Tarso Correia de Melo lança no dia 1° de setembro seu novo livro de poesias, intitulado "Livro de Linhagens". O lançamento será na sede da Academia Norte-rio-grandense de Letras, a partir das 18h. O livro será lançado aqui no Brasil, em Natal, pela editora Sarau das Letras e em Portugal, na cidade do Porto, pela editora Corpos.

O poeta afirma que o livro de poesias divide-se em duas partes. A primeira intitulada "Livro de Linhagens" é sobre Portugal. Já a segunda parte tem como título "Caderno de Viagem Grego" e traz poesias que falam da Grécia.

O livro reúne poemas escritos em diferentes épocas, e que segundo o autor, foram guardados em gavetas e durante algum tempo foram sendo lapidados por ele até estarem prontos para serem Publicados. O experiente poeta afirma que prefere não publicar poemas isolados, pois acredita que os poemas devem ir sendo aperfeiçoados. "Os meus livros são todos resultado de poemas que ao longo de um tempo foram sendo lapidados. Não publico poemas isolados, só publico livros", frisa.

Diferente da maioria de seus livros, que geralmente não trazem prefácio, esta obra conta com uma nota de contracapa, assinada pelo poeta Sanzio Azevedo, membro da Academia Cearense de Letras.

Paulo de Tarso Correia de Melo é considerado um dos grandes nomes da poesia potiguar. Natalense, nascido em 5 de abril de 1944, Paulo de tarso é formado em Pedagogia, pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Professor do departamento de Educação, hoje é aposentado por essa instituição, cursou a pós-graduação na Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, em 1973.

Em seu currículo dezessete livros lançados, entre eles os premiados "Natal: secreta biografia", que recebeu o Prêmio Estadual de Poesia Auta de Souza, e "Folhetim cordial da guerra em Natal e Cordial folhetim da guerra em Parnamirim", contemplado com o Prêmio Municipal de Poesia Othoniel Menezes.

Também autor de inúmeros prefácios e estudos críticos acerca da poesia norte-rio-grandense. Zila Mamede, Myriam Coeli, Luís Carlos Guimarães, Sanderson Negreiro e Gilberto Avelino são apenas alguns dos poetas sobre os quais estudou.

Soicio da União Brasileira de Escritores no RN (UBE/RN), o poeta também faz parte do rol de imortais da Academia Norte-rio-grandense de Letras.
Fonte: O Mossoroense.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Bahia quer produzir mais.

NOTICIAS DO DIA 24/08/2011



CORREIO* ( Jornal baiano)

Produzir aqui é um desafio

Incentivo às importações e câmbio forte são as ameaças

Carlos Fadigas, presidente da Braskem, a maior petroquímica das Américas, fará apresentação hoje no seminário Agenda Bahia. O executivo de 41 anos conversou com o diretor de Redação, Sergio Costa, e a editora-executiva do Agenda Bahia, Rachel Vita, sobre inovação - um dos temas do evento -, o momento econômico do Brasil e do mundo e os investimentos na Bahia, o mais recente deles a atração da Basf para a criação do polo acrílico em Camaçari. Fadigas acredita que o Brasil fez seu dever de casa nos últimos 16 anos para equilibrar a economia, mas corre o risco de entregar um mercado pronto para os concorrentes, se não tomar cuidado com sua indústria.



A SEGUIR, OS PRINCIPAIS TRECHOS DA ENTREVISTA.

Qual o papel da Bahia para a Braskem em sua estratégia de conquistar a liderança na petroquímica?

O polo petroquímico da Bahia é o maior do Brasil e importantíssimo para a Braskem. Um passo importante foi dado semana passada com a definição da Basf para conduzir a implantação do polo acrílico, que vai atrair novas empresas para consumir o produto da Basf (ácida acrílico). O polo é inédito no Brasil, que tem uma importação grande de ácido acrílico (usado na produção de superabsorventes) hoje e passará a produzir na Bahia.

Em que medida o polo acrílico pode influenciar na balança comercial do estado?

A Bahia passa a ser exportadora. Um produtor nacional para abastecer diversos estados, principalmente no Sudeste. Mas o ideal é que consiga atrair produtores para avançar e servir cada vez menos o produto básico e cada vez mais o produto acabado.

No primeiro Agenda Bahia, Manoel Carnaúba, vice presidente da Braskem, disse que o estado poderia perder novos investimentos por falta de infraestrutura, entre eles, o polo acrílico. Com o anúncio da vinda da Basf, o que mudou?

Estou alinhado com os comentários de Manoel. Materialmente, não mudou nada. O Porto de Aratu precisa melhorar bastante. A Braskem é uma grande usuária. Felizmente, isso não foi impeditivo para a vinda da Basf. A gente espera criar, a partir deste fato, um dinamismo que possibilite ao próprio governo obter arrecadação que possibilite esses investimentos. Começamos a inverter esse ciclo. Com o investimento, vem a fase de construção, a movimentação de fornecedores de mão de obra, uma dinâmica que dá condições ao governo para fazer os investimentos no porto, ou buscar o caminho com o governo federal para permitir que os usuários invistam os recursos necessários.

O governador Jaques Wagner, em entrevista ao CORREIO, acenou positivamente na direção de uma abertura dos portos a uma parceria com a iniciativa privada, embora houvesse problemas no modelo. Houve algum avanço nesse sentido?

Houve avanço no diálogo, no debate e na discussão, mas ainda não houve um avanço na identificação de um modelo. O tema portos tem esse cruzamento. E preciso alinhar interesses entre a visão do governo federal, a do estado e a das empresas que se dispõem a participar desse processo e dar mais eficiência ao porto. Nesse aspecto, tem ainda uma coexistência a ser encontrada entre as empresas que querem trabalhar como operadores logísticos e as que usam a infraestrutura e estão dispostas a participar, como é o caso da Braskem, mesmo que esta não seja sua atividade fim.

Parceria, então, deve ser o caminho?

Acreditamos que sim, mas é complicado encontrar esse modelo que atenda a todos. Apesar de estarmos num governo do PT federal e num governo estadual também do PT, tem a lógica da administração federal, preocupada com a competitividade da infraestrutura brasileira em criar um modelo que sirva para outros portos também. A Bahia, embora pense alinhada, tem como foco principal a melhoria do Porto Sul. E as empresas operam numa lógica mais econômica.

A nova planta de eteno verde Virá para a Bahia?

Não está definido. Temos pelo menos uns três projetos que a gente visualiza para a frente. Um deles, de polipropileno verde. Temos desejo de fazer um polo integrado com usina de etanol de PE. E também um outro para a produção de PET. Temos desejo que aconteçam próximo ao nosso polo petroquímico. Vai depender do avanço dos estudos. Mas temos uma simpatia muito grande por trazer um desses projetos para a Bahia.

A Braskem teve resultado recorde no segundo trimestre. Os preços compensaram a redução de vendas. Qual a projeção que o senhor faz para os próximos períodos, levando em conta o cenário econômico mundial?

Há duas tendências que se contrapõem: a favorável é a sazonalidade. Todo ano, o terceiro trimestre é o mais forte da petroquímica. É quando se intensifica a produção para atender à demanda de fim de ano. Isso joga a favor do consumo no período. O que joga um pouco contra é exatamente uma perspectiva pouco favorável à concorrência com importados e a própria conjuntura econômica. Começamos o ano com uma projeção de crescimento de 5% do PIB e já se ouve falar em 3,5, ou 3,7, num cenário em que a importação está crescendo. O Brasil vive uma confluência que não é favorável para sua indústria. O Custo Brasil, que eu não vou aprofundar, e um cenário de câmbio muito apreciado. Se a gente ajustar o câmbio de hoje pela inflação, vamos nos dar conta de que temos o real mais forte da história recente do país. Um terceiro fator é a existência no país de portos incentivados que oferecem benefícios fiscais a importadores.

Como o de Santa Catarina?

Espírito Santo e Pernambuco também. Santa Catarina junta um benefício com um malefício para o país. O porto de Itajaí tem boa estrutura, mas virou um centro importante de entrada de produtos, em que o estado para incentivar devolve 9% dos 12% de ICMS ao importador. Tem uma série de cadeias produtivas que não trabalham com essa margem de lucro. Isso é muito nocivo para a indústria brasileira, ainda mais num cenário de câmbio apreciado, onde produzir qualquer coisa manufaturada no Brasil torna-se um desafio.

O cenário então é bem desfavorável...

Nos últimos 16 anos, nos dois governos FH e nos dois governos Lula, o Brasil pagou um preço alto para arrumar sua macroeconomia: taxa de juros, crescimento baixo do PIB, buscou exatamente a desalavancagem do estado e o ajuste das contas públicas. Conseguimos conter a inflação e estabelecemos uma política cambial que vigora desde 99. Enquanto isso, a indústria internacional estava surfando uma onda de desenvolvimento e de alavancagem interna nos países desenvolvidos. Os nossos concorrentes estavam crescendo e ganhando dinheiro às custas da alavancagem na Europa Ocidental e nos EUA. Hoje, temos um cenário em que o modelo deles esgotou, perderam mercado doméstico. O que coincide com o momento em que o Brasil, que fez o seu dever de casa, passou a ter um mercado doméstico finalmente grande, com a inclusão ao consumo de novas parcelas da população. O governo federal precisa estar atento, porque senão nós vamos entregar o nosso mercado interno para países desenvolvidos que esgotaram o seu mercado interno. Eles estão vindo agora com um modelo parecido com o modelo brasileiro e a indústria nacional pode ficar com o pior de dois mundos: conviveu 16 anos com o ajuste fiscal e; no momento em que seu mercado floresce, quem se beneficia dele, por uma questão de câmbio, é o produtor externo.

Vamos olhar esta questão por um outro ponto de vista. Esta crise mundial não representa para a Braskem oportunidade para a expansão dos negócios, já que ela pretende ser líder?

A primeira prioridade da Braskem é o investimento no Brasil. Temos um compromisso enorme com a cadeia de plástico no país com 10 mil transformadores de resina em produtos. Ainda que possa haver oportunidades neste cenário, nosso foco é assegurar que o Brasil continue sendo um bom lugar para investir e criar novas indústrias. O Brasil está fazendo duas novas fábricas neste momento, em Alagoas e no Rio Grande do Sul, e tem planos de construir outras unidades. Daí também porque ficamos satisfeitos de atrair a Basf para investir na Bahia neste momento. Dito isso, vamos estar atentos às oportunidades.

Isso quer dizer que vocês estão com mais cautela nos investimentos neste cenário? Houve alguma revisão de custos e investimentos da empresa em função da crise mundial?

Não. O que muda é que a cada ano a gente revê o plano de longo prazo. Isso é uma questão de disciplina, independentemente do cenário estar melhor ou pior. O conselho vê nossa visão dos próximos cinco anos e os investimentos são aprovados depois de discutir essa visão ano a ano. É possível que, diante desta crise, a Braskem fique mais rigorosa na hora de aprovar novos investimentos. Vamos buscar saber se esse investimento tem uma robustez maior e que, ainda que o cenário piore, possa ter retorno do quer for investido. Na parte externa, se surgirem oportunidades, temos a vantagem do porte que a Braskem tem hoje. Trabalhamos muito para ter uma empresa brasileira com porte suficiente para isso e temos a vantagem de ter equipes dedicadas a questões diferentes e atentas às oportunidades.

Presidente da maior petroquímica das Américas aos 41 anos, seu exemplo é, por si mesma, emblemático de inovação Como a Braskem vê e cuida dos talentos dentro da companhia?

Formação de pessoas é uma prioridade absoluta na Braskem e no grupo Odebrecht. Faz parte da responsabilidade de cada um e especialmente dos líderes. Eu acredito que conseguimos formar um grupo forte de pessoas, alinhados com os princípios e valores da empresa e, mais do que isso, com conhecimento da empresa e relacionamento interno. O jovem formado aqui, quando assume uma posição de gerência, de direção de vice-presidência, tem uma série de vantagens como o trânsito enorme aqui dentro, por ter convivido profissionalmente com todo mundo e circulado por vários setores, o que dá um conhecimento enorme da empresa e um alinhamento de cultura.

Qual o peso da inovação para a Braskem?

Inovação não é só importante para a Braskem, mas para a indústria brasileira como um todo. Na área petroquímica, estamos investindo. Temos ativos em plantas piloto, em laboratórios, investimentos dedicados a inovação e tecnologia que atingem mais de 330 milhões de dólares. A Braskem tem mais de 400 patentes registradas, sete plantas piloto, onde você testa antes de entrar em produção industrial, tem dois centros de tecnologia, um no Rio Grande do Sul e outro na Pensilvânia. O que é feito é um alinhamento constante entre as áreas de negócio. Cada uma delas aponta onde precisa melhorar em tecnologia. Com essa definição, a área de inovação e tecnologia corporativa - a Braskem tem uma área dedicada ao assunto com uma vice-presidência - usa infraestrutura que citei e trabalha nessas fronteiras. É necessário um equilíbrio entre o cientista, de pensamento mais aberto, com o homem de linha, responsável pela unidade de negócio que, em contato com o mercado, sabe o que vai agregar valor para a empresa ou não. É preciso ligar imediatamente esse conhecimento em geração de riqueza e em benefício de todo mundo.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Cuidado com o Coração.

DERRAME - NOVO SINAL
É BOM SABER!
Assim como o enfarto, o derrame precisa ser socorrido com urgência.
Porém, diferente do enfarto, o derrame dá sinais que a maioria das pessoas não conhece e, por causa disso, em muitos casos mata ou deixa seqüelas graves; consequências que num socorro imediato, poderiam ser evitadas.
Sinais dados pelo processo de AVC já são divulgados.
Os Derrames Cerebrais - Agora existe um 4º indicador : A língua
Derrame: memorize as três primeiras letras...S.T.R.


Só leva um instante ler isto...


Disse um neurologista que se levarem uma vítima de derrame dentro das primeiras três horas, ele pode reverter os efeitos do derrame -totalmente.


Ele disse que o segredo é reconhecer o derrame, diagnosticá-lo e receber o tratamento médico correspondente, dentro das três horas seguintes, o que é difícil.
RECONHECENDO UM DERRAME


Muitas vezes, os sintomas de um derrame são difíceis de identificar.


Infelizmente, nossa falta de atenção,torna-se desastrosa.


A vítima do derrame pode sofrer severa consequência cerebral quando as pessoas que o presenciaram falham em reconhecer os sintomas de um derrame.
Agora, os médicos dizem que uma testemunha qualquer pode reconhecer um derrame fazendo à vítima estas três simples preguntas:
S* (Smile) Peça-lhe que SORRIA.
T* (Talk) Peça-lhe que FALE ou APENAS DIGA UMA FRASE SIMPLES. (com


coerência) - (ex : Hoje o dia está ensolarado)
R* (Rise your arms) Peça-lhe que levante AMBOS OS BRAÇOS.
Se ele ou ela têm algum problema em realizar QUALQUER destas tarefas, chame a emergência imediatamente e descreva-lhe os sintomas, ou vão rápido à clínica ou hospital.
Novo Sinal de derrame - Ponha a língua fora.
NOTA: Outro sinal de derrame é este:


Peça à pessoa que ponha a língua para fora..


Se a língua estiver torcida e sair por um lado ou por outro, é também sinal de derrame.
Um cardiologista disse que qualquer pessoa que reenvie este e-mail a pelo menos 10 pessoas; pode apostar que salvará pelo menos uma vida ...


Não o considere uma corrente, mas sim, algo que todos devemos saber.
Eu já cumpri a minha parte...

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Presidente da FUNCARTE diz que sai se não aparecer verbas.

Transcrição do caderno
Muito - Diário de Natal/RN.
Repórter: Sérgio Villar.
Edição de sábado, 20 de agosto de 2011

Entrevista >> Roberto Lima

O professor Roberto de Souza Lima durante o lançamento do livro da professora Ana Maria Cortez, em março de 2010, na Aliança Francesa de Natal.



"Se não me derem condições, eu saio"


O professor Roberto Lima pediu férias do cargo de presidente da Funcarte no início de agosto para cuidar da saúde. Enquanto isso, a cultura municipal permanece na UTI. O sangue necessário à completa recuperação da paciente é do tipo Dinheiro Positivo. Isso porque a reestruturação administrativa e jurídica da Funcarte já foi idealizada por Roberto Lima, elaborada e finalizada em formato de Projeto de Lei com cinco princípios básicos capazes de tornar a frágil saúde da cultura municipal em uma garotona com ritmo de atleta. Para isso é preciso muito tratamento e doação do tipo de sangue citado. E a previsão para tal "voluntarismo" já é conhecida. Sem dotação orçamentária própria, a Fundação Cultural Capitania das Artes mantém a dependência histórica à boa vontade da prefeitura em disponibilizar recursos. E a doadora de sangue se mostra sanguessuga da cultura. Um exemplo foi a realização do Forraço. O Diário de Natal publicou matéria com a palavra de Roberto Lima garantindo antecipação do cachê. Fim do evento e até hoje artistas estão de bolsos vazios.
O senhor volta da licença médica quando?
A rigor tirei férias para cuidar da saúde. Para um cargo comissionado conseguir licença médica é muito burocrático. Então, preferi pedir férias. Mas mesmo assim tenho acompanhado os trâmites e mantido contato com a prefeita Micarla e a secretária Rosy de Sousa para resolver pendências do Carnaval e São João. No evento da fotografia, por exemplo, a prefeita prometeu um posicionamento até esta segunda-feira, quando a receita do município é finalizada, sobretudo no tocante aos impostos.
Se a prefeitura prorrogar ou não pagar esse compromisso, o senhor se mantém no cargo?
Se eu perceber que me faltam condições de realizar meu trabalho, não terei mais o que fazer na Funcarte. Não faço milagres. Temos uma equipe muito boa, temos ampliado o acervo com doações de intelectuais, promovido eventos com a Banda Sinfônica, incentivando a cultura junto às escolas, enfim, temos feito a cultura do dia-a-dia, mas implementar um plano de culturasustentável está difícil.
Qual seria o plano?
Já temos pronto um Projeto de Lei que cria um sistema municipal de cultura a partir de cinco princípios: um Conselho Municipal de Política Cultural, que seria uma emenda para dotar o Conselho já existente de estrutura para trabalhar, entre outras providências; criar uma secretaria de cultura; um sistema de financiamento à cultura; o fundo municipal de cultura; e o plano de cultura, que contemplaria um sistema de acompanhamento, avaliação e tombamento do patrimônio material e registro do patrimônio imaterial e vivo. Deífilo Gurgel, por exemplo, é um patrimônio vivo que merece registro.
O que falta para implementar esse plano sustentável de cultura?
Quando eu voltar terei uma conversa com a prefeita para institucionalizar esse plano do ponto de vista jurídico e administrativo. Se não tivermos essas ferramentas, qualquer gestor chega e faz o que quer. Com esse sistema oficializado podemos nos inserir no Sistema Nacional de Cultura e facilitar o diálogo com o MinCe cidades mais estruturadas nesse quesito.
Essas ações serão a sua herança?
Isso: uma gestão sustentável da cultura, inserida no Sistema Nacional e também deixar a Funcarte em dia com os órgãos federais. O resto é a batalha do dia-a-dia, que é grande. Muitas vezes somos mal compreendidos.

A previsão para a 2ª edição do Encontro de Escritores da Língua Portuguesa seria outubro?

Teremos uma reunião oportuna para estudar a viabilidade disso. Precisamos de diversas situações: apoio de outras entidades, captação de recursos, parceria com as instituições portuguesas, etc. Não posso anunciar nada ainda.

E o Natal em Natal?

Também faremos reunião a respeito. Mas aí já temos condições melhores de captação junto ao Banco do Brasil e MinC. Além dos órgãos de Turismo.





domingo, 21 de agosto de 2011

Ex- alunos da Escola Industrial de Natal terão novo encontro.

No dia de sua reinauguração, em 25 de setembro de 2009, a Escola Industrial de Natal contou com a presença da governadora Vilma de Faria e várias autoridades civis do RN, além de funcionários e ex-alunos, no velho prédio da Av. Rio Branco, centro de Natal. Na parte superior da frente desta foto, vê-se pessoas no corredor do 1º andar, onde se localizavam a secretaria, gabinete do diretor e salas de aulas. À esquerda, vê-se três arcadas do corredor que dava acesso a duas salas de aulas e ao salão de aulas de desenho e de canto orfeônico. Quem foi aluno da E.I.N. não esquece as aulas da professora Lourdes Guilherme e do padre Pedro Ferreira. A foto mostra, ainda, a movimentação dos montadores do cenário na antiga quadra de futebol de salão, basquetebol e voleibol, momentos antes do inicio da festa.
No dia 17 de setembro vindouro, haverá novo encontro no CEI-Aspetro, na avenida Airton Senna, Nova Parnamirim. Foto de Luiz Cortez.
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Domingo, 21 de Agosto de 2011 - 11h36




Morre o empresário José Nilson Crispim, presidente da Cerâmica Elizabeth



Morreu na madrugada deste domingo (21) no Hospital sírio Libanês, em São Paulo, o empresário paraibano José Nilson Crispim, de 69 anos, presidente do Grupo Cerâminca Elizabeth.

Ele teve complicações após realizar cirurgia de redução de estômago.

O corpo do empresário está sendo aguardado e deve chegar à Capital paraibana no início da tarde.

O corpo será velado no cemitério Parque das Acácias a partir das 15h.

sábado, 20 de agosto de 2011

Servidores federais terão aumento em 2012.

420 mil servidores ativos e inativos terão aumento de até 31% em 2012

Ana D'Angelo - Correio Braziliense
Cristiane Bonfanti

Jorge Freitas

Publicação: 20/08/2011 09:08 Atualização:

Depois de quatro meses de negociação, o governo finalmente propôs reajustes que vão de 2,3% a 31% para os 420 mil servidores ativos e inativos das carreiras do Plano Geral de Cargos do Poder Executivo (PGPE), Previdência, Saúde e Trabalho e correlatas, a serem pagos somente em julho do ano que vem. O maior percentual é para os de nível superior — cerca de 84 mil. A grande parcela deles terá aumento entre 21,4% e 31%, elevando o salário final para R$ 7 mil. Os demais, de nível intermediário e auxiliar, receberão valores fixos de R$ 211 e R$ 105, respectivamente, o que representa acréscimo de 2,3% a 7,3%.

Na proposta de projeto de lei apresentada à Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef) na tarde de ontem, o governo promete nivelar, de forma gradual, a remuneração das carreiras de nível superior com a dos servidores contemplados pela Lei n.º 12.277/10 — engenheiros, arquitetos, geólogos, estatísticos e economistas, cujo salário final está em R$ 10.209,50. Mas não estabelece prazo para chegar a esse valor.

O secretário de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento, Duvanier Paiva Ferreira, afirmou ao Correio que esse é o reajuste máximo que será concedido em 2012. Segundo ele, qualquer ganho adicional só sairá a partir de 2013 e dependerá de novas negociações. “Essa proposta (para 2012) está fechada. É o que pode ser dado no ano que vem”, afirmou.

Ferreira não informou o impacto orçamentário dos aumentos em 2012. “Não podemos divulgar ainda o custo da primeira etapa, porque pode ser alterado dependendo de quais carreiras farão o acordo. Vai depender do processo de negociação”, explicou. Na proposta apresentada, o governo eleva o salário final das carreiras de nível superior para R$ 7 mil.
Hoje, o valor máximo da maioria deles está entre R$ 5.649,04 e R$ 5.763,99 — os servidores do PGPE e da Previdência, Saúde e Trabalho. Mas há os que ganham R$ 5.344,94 — os especialistas da área de saúde do Hospital das Forças Armadas (HFA) que só têm a graduação. Para eles, a elevação do salário final para R$ 7 mil significará acréscimo de 31%, que será estendido para os demais padrões da carreira, conforme garantiu o secretário de Recursos Humanos.
Desagrado

O reajuste para os 336 mil servidores de nível intermediário e auxiliar, que representam o maior contingente dos beneficiados, não agradou, mas os dirigentes sindicais decidiram não comentar os percentuais oferecidos. O Sindicato dos Servidores Públicos do Distrito Federal limitou-se a colocar em sua página na internet o teor da proposta. Segundo o secretário Duvanier Ferreira, o acerto foi de divulgá-la somente em assembleia.
“Pedimos cuidado em relação à forma de divulgação, pela qualidade da comunicação. Talvez o Sindsep-DF não tenha tido esse cuidado. Como eles estão fazendo reuniões, é melhor que a proposta seja apresentada em assembleia. Porque, às vezes, a pessoa lê e não sabe o contexto”, justificou Ferreira. Segundo ele, todo o funcionalismo teve ganhos significativos acima da inflação. “Esperamos que os sindicatos tenham compreensão, para valorizar as conquistas que tiveram no período anterior. Esse esforço de agora é o que podemos fazer”, disse.

O secretário-geral da Condsef, Josemilton da Costa, seguiu o combinado. Não vai fazer um juízo de mérito antes que a plenária debata o assunto na segunda-feira. Mas criticou a resistência do governo de conceder reajuste satisfatório aos servidores que atendem à população. “Os gestores podem estar recebendo altos salários e comendo em restaurantes sofisticados, mas os barnabés comem pastel na rodoviária e são eles que trabalham diretamente com a população”, afirmou.
Atraso do DOU

Os servidores da Imprensa Nacional estão entre os insatisfeitos. Os representantes da carreira também foram orientados a não fazerem qualquer avaliação antes de segunda-feira, quando haverá uma assembleia. Mas os funcionários já realizaram, ontem, uma paralisação de três horas, no período da tarde. Com isso, o processo de produção do Diário Oficial da União (DOU) de segunda-feira atrasará.

“O motivo é a falta de respeito do governo no encaminhamento de uma proposta decente. O DOU costuma circular antes das 7h. Com o protesto, não sabemos a hora que ele chegará aos leitores”, disse a presidente da Associação dos Servidores da Imprensa Nacional, Denise Guerra. A Imprensa Nacional tem, hoje, 317 funcionários efetivos. A previsão é que a versão on-line também demore para ser divulgada. Em assembleia na segunda-feira, os trabalhadores do órgão vão decidir se aprovam um indicativo de greve. “Depende da avaliação a respeito do que foi proposto pelo governo.”

O representante da Associação Brasileira dos Servidores Públicos Federais – Técnicos de Nível Superior (Abratec), Marcelo Caldas, afirmou que “vê com bons olhos a proposta apresentada”. Mas vai sugerir que o aumento seja antecipado para janeiro de 2012 e que já se defina a data de implementação do nivelamento com as carreiras da Lei nº 12.277. Caldas defendeu que a proposta seja submetida à assembleia de forma separada por nível, para não haver o risco de rejeição integral, já que os intermediários e os auxiliares são maioria e terão aumento bem menor.
O que foi colocado na mesa

Depois de muitas conversas, o Ministério do Planejamento apresenta as suas propostas. A promessa é de nivelar a remuneração dessas categorias com a estrutura prevista na Lei nº 12.277, que beneficiou economistas, biólogos, estatísticos, engenheiros e arquitetos, mas sem data definida.



Aumentos

» Em julho de 2012, será concedido o seguinte reajuste por meio de acréscimo na gratificação por desempenho:

Nível superior — salário final de nível superior subirá para R$ 7 mil, aplicando aos demais padrões da tabela remuneratória o mesmo reajuste, entre 7% e 31%, dependendo da carreira; Nível intermediário — todos receberão o valor fixo de R$ 211 (reajuste entre 3,3% e 7,3%, dependendo da carreira); Nível auxiliar — todos receberão valor fixo de R$ 105 ((reajuste entre 2,3% e 5%)



Carreiras beneficiadas

» PGPE (Plano Geral de Cargos do Poder Executivo)

» Previdência, Saúde e Trabalho

» Seguridade Social e do Trabalho

» Previdenciária

» Quadro de pessoal da AGU

» Plano Especial de Cargos da Cultura

» Plano Especial de Cargos do Ministério da Fazenda (PECFAZ)

» Plano de carreiras e cargos do HFA (carreira de especialista em atividades – hospitalares e cargos de provimento efetivo de níveis superior, intermediário e auxiliar do HFA)

» Quadro de pessoal da Imprensa Nacional

» Plano de carreira dos cargos de Reforma e Desenvolvimento Agrário – analista

» Agentes de combate a endemias

» Plano de classificação de cargos

Clotilde Tavares lança "A publicidade no cordel" no dia 25, na Sicciliano.

Minha gente







Convido a todos para o lançamento do meu livro mais recente: "O verso e o briefing: a publicidade na literatura de cordel".


O livro é o resultado de um estudo que fiz sobre o uso dos folhetos de cordel para fazer publicidade de produtos, empresas e outros. Também são tratados temas como a origem da literatura de cordel e o Romanceiro Nordestino, além de noções de poética.


Editado pelos Jovens Escribas, com programação visual de Danilo Medeiros, tem 158 páginas e ilustrações.

Estarei autografando no dia 25 de agosto, quinta-feira, a partir das 18 horas, na Livraria Siciliano do Natal Shopping.


Espero você.


Clotilde


(Lembre-se: Livraria Siciliano do Natal Shopping.)

Clotilde Santa Cruz Tavares

in omnia paratusNatal-RN84 8723 1518


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sexta-feira, 19 de agosto de 2011

20 anos do fim da União Soviética.

Mundo
19.08.2011

Há 20 anos começava o silencioso colapso da União Soviética


A foice e o martelo unificados no símbolo da União Soviética

Em 19 de agosto de 1991, a linha dura do comunismo soviético tentou um golpe contra o reformista Mikhail Gorbatchov. Eles queriam impedir o colapso da União Soviética, mas alcançaram justamente o contrário.
Em 1991, a União Soviética estava em queda livre. A produção industrial caía, o desemprego aumentava e uma inflação galopante devorava a poupança dos cidadãos. Conflitos étnicos irrompiam por todos os lados, e na Geórgia e no Azerbaijão manifestações oposicionistas haviam sido reprimidas com violência meses antes.
A Lituânia havia sido a primeira das repúblicas socialistas soviéticas a declarar sua independência, em março de 1990. Em janeiro de 1991, Moscou enviou um comando especial da KGB para Vilnius e 14 pessoas morreram durante a invasão à torre de televisão da capital lituana. A ação não conseguiu trazer o país de volta ao império soviético. O presidente Mikhail Gorbatchov perdia cada vez mais o controle sobre seu país.
Protesto pró-independência na Lituânia, em 1990"A União Soviética poderia e deveria ter sido salva", diz Gorbatchov hoje. Na época, ele tentou criar uma espécie de "URSS 2.0", na qual as repúblicas tivessem mais autonomia. Em março de 1991 Gorbatchov convocou um referendo. Segundo dados oficiais, mais de 70% dos votantes foi favorável à "manutenção da União Soviética como uma federação renovada, formada por repúblicas soberanas e iguais em direitos".
Mas como deveria ser essa nova União Soviética?
As negociações na residência Novo Ogariovo, de Gorbatchov, foram difíceis – apenas 9 das 15 repúblicas soviéticas participaram das reuniões. Mesmo assim os presidentes ainda conseguiram negociar um novo tratado para manter o país unido. A assinatura do acordo foi marcada para 20 de agosto de 1991, mas nunca aconteceu.
Tentativa de golpe
Um dia antes da data marcada para a assinatura do tratado, em 19 de agosto de 1991, aconteceu o que muitos no Ocidente temiam: um golpe contra Gorbatchov. Um grupo da linha dura comunista – do qual faziam parte o ministro da Defesa e o chefe do serviço secreto KGB – formou um "comitê para o estado de emergência". Os velhos comunistas desconfiavam das reformas de Gorbatchov. "Eles perceberam que não alcançariam nada pelos meios políticos tradicionais. E por isso decidiram-se pelo golpe", lembra Gorbatchov.
Com a justificativa de que Gorbatchov estaria doente, os conspiradores isolaram o chefe de Estado e sua família na residência de férias deles, na Crimeia, e cortaram todas as conexões com o mundo exterior. Foi declarado estado de emergência em toda a União Soviética, e tanques de guerra ocuparam as ruas de Moscou. Os autores do golpe diziam que queriam salvar a URSS de uma catástrofe.

Ieltsin pede que russos resistam ao golpe de Estado
Mas o golpe de estado falhou. Agosto de 1991 foi o grande momento do recém-eleito presidente da Rússia, Boris Ieltsin, que se declarava adversário dos comunistas. Dezenas de milhares de pessoas reuniram-se em frente ao edifício Casa Branca, sede do governo Ieltsin em Moscou, para protestar contra o golpe. A manifestação foi pacífica, mas a situação era confusa. Três pessoas morreram durante a noite, quando um tanque de guerra passou pelo centro da cidade.
Depois de três dias, o estado de emergência foi revogado e Gorbatchov, visivelmente abatido, retornou a Moscou no dia 22 de agosto. Os autores do golpe foram presos, alguns deles cometeram suicídio. O Partido Comunista foi proibido no dia 29.
A linha dura comunista pretendia salvar a União Soviética, mas o golpe acabou tendo um efeito catalisador entre as repúblicas. Ainda durante a situação de exceção, a Estônia declarou sua independência da União Soviética, seguida pela Ucrânia e logo por outras repúblicas. Gorbatchov tentava em vão fazer valer o novo tratado.
Três meses após o golpe, os presidentes da Rússia, da Ucrânia e de Belarus formaram a Comunidade de Estados Independentes (CEI). No dia 26 de dezembro de 1991, a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas foi oficialmente dissolvida, e Gorbatchov renunciou.
Erro primário


Duas décadas depois, o especialista em Leste europeu Gerhard Simon, da Universidade de Colônia, na Alemanha, ainda considera "intrigante" que o colapso da URSS tenha se dado de forma tão rápida e relativamente não violenta.
"Uma potência mundial pode sair de cena dessa maneira, como no teatro, onde se desce a cortina e todos vão para casa?" Para ele, a força da União Soviética foi superestimada. "Em relação às armas atômicas eles eram realmente fortes, mas, no que se refere ao poder econômico, a União Soviética nunca esteve em condições de competir com os Estados Unidos."
A concorrência entre o comunismo e o capitalismo teve papel central na queda da URSS, opina Simon. "O sistema soviético também foi à ruína porque existia o Ocidente, com uma melhor economia, mais liberdade, a fascinação pelo 'Ocidente dourado'". Milhões de cidadãos da União Soviética sonhavam com os produtos do mundo capitalista, como carros, sapatos ou cosméticos que eles não podiam ter, argumenta o especialista. "O 'maior erro' da propaganda e da ideologia soviéticas foi ter se comparado com o mundo capitalista desde o início. Eles colocaram a corda no próprio pescoço", diz Simon.

Ieltsin queria o fim da URSS
Gorbachev (e) e Ieltsin foram figuras chaves no fim da URSS
O especialista em Leste europeu considera espantosa a situação no país central da União Soviética. "Na história internacional é muito raro isso, de grupos de sustentação do Estado – como a classe política russa – não quererem mais a União Soviética." Simon refere-se a Ieltsin, que teria tomado gosto pelo poder.
O então presidente havia impulsionado a soberania da Rússia e mais tarde ordenado que as autoridades soviéticas em Moscou não recebessem mais pagamentos. "Ieltsin queria acabar com a União Soviética – sobre isso não há a menor dúvida", afirma Simon.
Ieltsin teria, no entanto, agido de maneira pouco altruísta frente às outras repúblicas soviéticas, em 1991. O presidente russo pensava que Moscou conseguiria manter sua influência na CEI, diz Simon. O fato de as coisas terem sido diferentes mostra, diz o especialista, que Ieltsin – assim como Gorbatchov – não teria avaliado bem as consequências de seus atos.



Autor: Roman Goncharenko (ff)

Revisão: Alexandre Schossler

Transcrito da Voz da Alemanha - http://www.dw-world.de/



quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Delegados da Polícia Federal defendem atuação contra os corruptos.


Assunto: ENC: MANIFESTO DA ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS DELEGADOS DA POLÍCIA FEDERAL

R E P A S S O !!!

REPASSO, POIS MERECE SER LIDO E BEM DIFUNDIDO! O BRASIL HÁ DE MUDAR! -
Já estão em liberdade, o assunto agora não é o roubo ou fraude, mas o uso de algemas.


MANIFESTO DA ASSOCIAÇÃO NACIONAL
DOS DELEGADOS DA POLÍCIA FEDERAL


PRESIDÊNCIA


Nota de Esclarecimento: atuação da Polícia Federal no Brasil
12/08/2011 - 18:31

A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal vem a público esclarecer que, após ser preso, qualquer criminoso tem como primeira providência tentar desqualificar o trabalho policial. Quando ele não pode fazê-lo pessoalmente, seus amigos ou padrinhos assumem a tarefa em seu lugar.

A entidade lamenta que no Brasil, a corrupção tenha atingido níveis inimagináveis; altos executivos do governo, quando não são presos por ordem judicial, são demitidos por envolvimento em falcatruas.

Milhões de reais – dinheiro pertencente ao povo- são desviados diariamente por aproveitadores travestidos de autoridades. E quando esses indivíduos são presos, por ordem judicial, os padrinhos vêm a publico e se dizem “ estarrecidos com a violência da operação da Polícia Federal”. Isto é apenas o início de uma estratégia usada por essas pessoas com o objetivo de desqualificar a correta atuação da polícia. Quando se prende um político ou alguém por ele protegido, é como mexer num vespeiro.

A providência logo adotada visa desviar o foco das investigações e investir contra o trabalho policial. Em tempos recentes, esse método deu tão certo que todo um trabalho investigatório foi anulado. Agora, a tática volta ao cenário.
Há de chegar o dia em que a história será contada em seus precisos tempos.

De repente, o uso de algemas em criminosos passa a ser um delito muito maior que o desvio de milhões de reais dos cofres públicos.

A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal colocará todo o seu empenho para esclarecer o povo brasileiro o que realmente se pretende com tais acusações ao trabalho policial e o que está por trás de toda essa tentativa de desqualificação da atuação da Polícia Federal.
A decisão sobre se um preso deve ser conduzido algemado ou não é tomada pelo policial que o prende e
não por quem desfruta do conforto e das mordomias dos gabinetes climatizados de Brasília.

É uma pena que aqueles que se dizem “estarrecidos” com a “violência pelo uso de algemas” não tenham o mesmo sentimento diante dos escândalos que acontecem diariamente no país, que fazem evaporar bilhões de reais dos cofres da nação, deixando milhares de pessoas na miséria, inclusive condenando-as a morte.

No Ministério dos Transportes, toda a cúpula foi afastada. Logo em seguida, estourou o escândalo na Conab e no próprio Ministério da Agricultura. Em decorrência das investigações no Ministério do Turismo, a Justiça Federal determinou a prisão de 38 pessoas de uma só tacada.

Mas a preocupação oficial é com o uso de algemas. Em todos os países do mundo, a doutrina policial ensina que todo preso deve ser conduzido algemado, porque a algema é um instrumento de proteção ao preso e ao policial que o prende.

Quanto às provas da culpabilidade dos envolvidos, cabe esclarecer que serão apresentadas no momento oportuno ao Juiz encarregado do feito, e somente a ele e a mais ninguém. Não cabe à Polícia exibir provas pela imprensa.
A ADPF aproveita para reproduzir o que disse o ex-ministro Márcio Thomaz Bastos: “a Polícia Federal é republicana e não pertence ao governo nem a partidos políticos”.

Brasília, 12 de agosto de 2011

Bolivar Steinmetz

Vice-presidente, no exercício da presidência

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Programação do 6º encontro dos ex-alunos da Escola Industrial de Natal.

Notícias

Galeria de Imagens

FUNCERN Notícias n.° 07

Concursos

Vem aí o 6º Encontro do Ex-aluno IFRN

Sex, 12 de Agosto de 2011 16:27
Ex-alunos, alunos, servidores e aposentados do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do RN (IFRN) têm um encontro marcado no próximo dia 17 de setembro: a tradicional Festa do Ex-aluno, no Clube dos Empregados da Petrobras (Cepe).

O 6º Encontro é promovido pela Associação dos Ex-alunos de Escolas Federais Industriais e Técnicas (Assefit/RN) e, neste ano, contará com a animação da Banda FlashBack (anos 60), da cantora Leny Caldas (MPB) e do Pagode Nosso Grito.
As camisetas serão vendidas a partir da próxima sexta-feira (19), no campus Central do IFRN (sala da associação dos servidores), na Miranda do Midway Mall e na Lampadinha (Alecrim e Av. Salgado Filho). O valor é R$ 35 e dá direito a cinco fichas para bebida (cerveja ou refrigerante) e churrasco à vontade até às 17h.

Os associados em dia com a anuidade da Assefit/RN pagarão apenas R$ 15 pela camiseta (para estes, o pagamento de venda será apenas o IFRN).


Serviço

6º Encontro do Ex-aluno do IFRN
Onde: Cepe (Av. Ayrton Senna, 1891, Parque dos Eucaliptos – Parnamirim/RN)

Quando: sábado, 17 de setembro

Hora: 12h

Senhas: R$ 35 (Campus Central do IFRN, Miranda do Midway Mall e Lampadinha do Alecrim e Av. Salgado Filho

Informações: twitter.com/FestaEX_IFRN
(84) 4005.268







segunda-feira, 15 de agosto de 2011

O homem mais amarrado de Caicó.

O “Tio Patinhas” nordestino








Amarrado, mesquinho, sovina, mão-de-vaca. Esses são alguns dos adjetivos usados para definir Adelço. Apelidado de “Ganhador”, esse norte-rio-grandense tem a fama de ser o maior pão-duro do Brasil.

Luana Batista

“Eu não tenho tudo que amo, mas amo [muito] tudo que tenho”. Pode até ser clichê, mas José Adelço de Medeiros nem se incomoda. Para ele, o verso é lema. O potiguar nascido em 5 de março de 1951, no município de São José do Seridó, aprendeu cedo a conjugação do verbo economizar.

Começou a trabalhar inda menino. Ajudava o pai com os serviços na padaria, num horário, e no outro estudava. Nunca teve emprego formal, mas nunca ficou desocupado. Um autônomo empreendedor. Hoje intitula-se corretor de imóveis. Tem mais de 30 prédios alugados em Caicó – local para onde se mudou ainda criança. Herança? Ele nega. Diz que veio de uma família humilde. Conseguiu tido com base no esforço – e na economia.

Seu mestre foi um comerciante com quem trabalhou na juventude. “Ele vivia me dizendo: ‘menino, não se gasta mais do que se ganha’. Eu não podia ganhar 50 e gastar 55. Aprendi direitinho a lição. Comecei a gastar somente com aquilo que ia me dar retorno”, conta. Nessa época, surgiu o apelido de Ganhador. Ele explica: “Fazia de tudo, mas só entrava num serviço se fosse para ganhar. Não importava tanto o valor. Se era para ganhar, eu fazia e ainda faço”.

E para ganhar algum, Adelço faz serviço de artesão, entregador, despertador, “ledor”, escritor e, dentre outros ofícios, já foi até carpideiro (pessoa paga para chorar em funerais). “No serviço de despertador chamo até o cabra acordar, mas o pagamento tem que ser adiantado”, informa.

Para escrever cartas, ele tem uma tabela de preços. Se o interessado dita o conteúdo, o preço é um; se ficar a critério do Ganhador, aí aumenta. O valor do pagamento ainda depende do gasto com material, sendo menor se o cliente já trouxer caneta e papel. A tabela vale ainda para o serviço de leitura de jornais – depende do número de páginas e da entonação. Ele pode somente ler ou também interpretar as notícias. Se um parente lhe visita, é recebido com muita satisfação. Mas paga aluguel da rede ou do colchonete.

Quem pensa que é só isso, engana-se. Em Caicó, todo mundo sabe do cartório doméstico de Adelço. Quem morre na cidade, ganha uma ficha nos arquivos dele. “É comum que familiares ou credores precisem de informação sobre os falecidos, e o cartório é muito demorado”, explica. Para cada tipo de consulta, uma taxa.

O pagamento diferenciado também é cobrado nos aluguéis dos imóveis, semanalmente. “Porque no mês que tem 5 semanas eu ganho mais”, justifica. Quem quiser se tornar seu inquilino, antes tem de fazer contrato e pagar um “calção” no valor equivalente a 5 semanas.

E nem dormindo ele perde. Diz que passou muitas noites na rua, para guardar lugar em filas. Viu que o mercador era promissor, e recrutou pessoas pobres para ajudá-lo no serviço. Pela manhã, vendia as vagas e, como não podia deixar de ser, saia ganhando.

Sem abrir mão de nada

As lições de Adelço não são apenas de como ganhar dinheiro de um modo inusitado. Ele também é expert na arte da economia.

No seu guarda-roupa, imperam as camisas de propaganda. As refeições são feitas no restaurante popular do Governo do Estado, por R$ 0,50. Economia multiplicada: alimentos, gás, água, além de conservar os objetos domésticos. Para se locomover na cidade, usa sua “Cinquentinha” – uma motocicleta de 50 cilindradas que não precisa emplacar. Com o veículo, Adelço gasta R$ 10 por mês, mas só o utiliza para ganhar alguma coisa.

Na conta de energia, o total a pagar é R$ 2,90. Ele dá a receita: “a televisão só é ligada a noite, e de vez em quando. As lâmpadas são fluorescentes e de 15 velas. As paredes que dividem os cômodos não encostam no teto; assim, é uma lâmpada para cada dois compartimentos”.

Se o calendário indica o aniversário de algum amigo ou parente, não pensa duas vezes. Liga para prestar homenagem ao aniversariante. A ligação sempre começa com o “9090”. Nem se importa. “Se já estou ligando para parabenizar, é justo que a pessoa pague a ligação”, afirma. Por falar em ligação, telefone é um meio de comunicação de que ele não dispõe. É só mis um jeitinho de economizar.

Da sua cartilha, um dos principais feitos foi a multiplicação dos fósforos. Ele percebeu que os fósforos de um determinado fabricante eram roliços e poderiam ser divididos em dois, o que fazia a caixa sair pela metade do preço.

Perfil

Assim Adelço leva a vida. Aos 55 anos, é solteiro e não tem filhos. Conta que nunca teve vontade de ser pai ou de casar. Na sua opinião, hoje em dia é muito complicado. “Quando sabe que você tem alguma coisa, a mulher casa por interesse. Isso não dá pra mim, não”, diz. Amigos são poucos. “Pois hoje em dia o povo é muito interesseiro e agente tem que selecionar bem com quem anda”, explica.

Não joga, não fuma, nem bebe. Também não pratica esportes. Deles, o que mais gosta é boxe. A explicação é a mão fechada. Católico praticante, todo domingo vai à missa. Já recebeu até correspondência do Vaticano, em resposta a uma carta que enviou ao Papa Bento XVI. Queria ganhar a benção apostólica e uma comenda, em reconhecimento aos serviços prestados à paróquia de Caicó. Dízimos? Não entrega. “Sei que bíblico, mas 10% é muito dinheiro…”. Justificando-se, garante que, quando morrer, a herança vai ficar para um projeto social coordenado pela Igreja Católica do município.

Já foi cliente da Agência do Banco do Nordeste em Caicó, obviamente com uma conta poupança. “Eu guardo dinheiro, mas depois tiro para comprar imóveis. Eu sou assim, gosto mesmo é de investir”, explica.

Adelço acredita que as pessoas deveriam seguir seu modo de vida. “Não se pode ser estragado. Se você vir meu exemplo e aplicar pelo menos 10% do que faço, já vai ver a diferença”, aconselha.

Fama

As idéias incomuns de Adelço lhe renderam uma boa fama. Em Caicó, todo mundo sabe quem é o pão-duro. Ele foi destaque no Fantástico e no Programa do JÔ, bem como ganhou espaço em diversos jornais do Estado. Sua história também está registrada no livro “Me leva Brasil – a fantástica gente de todo os cantos do País”, do jornalista Maurício Kubrusly. O título do seu capítulo? “O Ganhador”. Agora, seu sonho é participar do “Domingão do Faustão”.

Sua comunidade no Orkut (site de relacionamentos) “Eu conheço Adelço, o ganhador”, criada no mês de novembro, já tem 185 participantes. Todos os comentários ressaltam a sovinice da figura. Ele encara tudo com bom humor. “Acho até legal que me chamem de pão-duro. Ruim seria se dissessem que sou ladrão”, afirma.

Ele também não se importa com o assédio. Acostumou-se com ávida de celebridade do município. No entanto, garante que, por mais que lhe peçam, não dá autógrafos. Mas isto nada tem a ver com o fato de ter de abrir a mão. Esclarece dizendo: “nos dias de hoje, sabe-se lá o que vão fazer com minha assinatura”.

Faz sentido.