terça-feira, 15 de novembro de 2011

Alimentos naturais e pedalar: receita para longa vida.

"Temos cuidado com a alimentação e somos felizes", dizem gêmeos de 91 anos


Aliny Gama

Especial para o UOL Notícias

Em Maceió
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Os gêmeos Francisco e Pedro Gurgel não aparentam já ter vivido nove décadas: aos 91 anos esbanjam saúde e disposição na pequena cidade de Janduís (RN), a 283 km de Natal. Dos cinco irmãos, apenas a irmã mais nova deles continua viva.

Francisco e Pedro contam que o segredo para alcançar a longevidade é ter uma vida tranquila, feliz, com cuidados alimentares e a prática de exercícios físicos –como andar de bicicleta.
Ver em tamanho maiorGêmeos de 91 anos esbanjam saúde em Janduís (RN)Foto 10 de 10 - Os gêmeos Pedro Gurgel e Francisco Gurgel são exemplo de longevidade, saúde e união. Eles têm 91 anos e contam que o segredo para não adoecer é viver com tranquilidade, ter cuidado na alimentação e praticar exercícios físicos Ednilto Neves/Arquivo pessoalApesar da idade, Francisco ainda cuida de plantações de cana de açúcar, feijão, milho, jerimum, mandioca e batata. E é do sítio que vêm os alimentos dos irmãos. “A gente é o que atrai e o que come. Temos cuidado com a alimentação e somos felizes. Nossos alimentos são naturais, que vêm da minha propriedade”, disse.
Segundo Francisco, outro segredo também está no caldo de cana, que os gêmeos adicionaram à alimentação há muitos anos e tomam frequentemente.

“Tanto meu pai [Pedro] quanto meu tio [Francisco] são muito ativos. Eles continuam trabalhando e isso faz eles viverem felizes”, afirma Socorro Gurgel, destacando que os gêmeos não têm doenças comuns para idade deles, como diabetes e hipertensão.
Apesar da semelhança física, na profissão os gêmeos foram para caminhos distintos: Francisco escolheu a agricultura e Pedro, o comércio. “Meu pai trabalha vendendo sucata. Também faz pequenas peças”, completa Socorro.
Segundo Gurgel, quando os gêmeos eram mais jovens “eram tão parecidos que as namoradas não sabiam quem era quem”.
“Meu tio sempre foi mais extrovertido. Meu pai conta que, quando jovem, se atrasou para ir a uma festa na cidade e meu tio Francisco ficou com a namorada dele. Quando ele chegou à festa flagrou os dois juntos”, relembra.
Mas as divergências amorosas não foram suficientes para afastar os irmãos. “Nascemos juntos e só Deus para nos separar”, finaliza Pedro.
Fonte: UOL Brasil.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

"Se fizeram com a Líbia, podem fazer com o Brasil".

A defesa do pré-sal e a mensagem da Líbia



Se quiser de fato ter soberania nacional sobre o petróleo pré-sal, o Brasil deve investir, até 2030, nada menos que 223,5 bilhões de reais para dotar o país de poder naval do porte das riquezas a defender. Foi esta a tônica de audiência pública realizada na Comissão de Relação Exteriores do Senado, nesta semana, com depoimentos de autoridades militares. O tema: “Como defender o pré-sal?”, Despertou vivo interesse no corpo diplomático, lá presente. Mas, não teve cobertura da mídia convencional à altura da envergadura dos temas ali tratados, afinal, decisivos para os destinos da Nação, mesmo para quem tem reservas, políticas ou filosóficas, a temas militares.



Vale constatar: defesa nacional não é debate prioritário na sociedade brasileira hoje, para o que contribui, em boa medida, o não fornecimento de informações objetivas por parte da mídia à sociedade, em contraste do estardalhaço sensacionalista da overdose de coberturas sobre violência e criminalidade, sob clichê de segurança pública. Tampouco é tema com presença regular na agenda das forças progressistas, muito embora o Governo Lula tenha dado uma boa mexida na Política Nacional de Defesa.
As autoridades militares deram o tamanho do problema: o Brasil precisa ter 20 novos submarinos convencionais e pelo menos seis nucleares. Precisa ainda de uma segunda esquadra. Sem esquecer, a continuidade do Programa Nuclear, que recebeu novos aportes durante o governo Lula. Enfatizou-se: isto não é megalomania, mas indispensável poder de dissuasão em tempos de paz para evitar o conflito armado. Leia-se, tempos em que o mundo dispõe de reservas petrolíferas para apenas mais 45 anos e os EUA para apenas mais 10 anos. Tempos em que os EUA estão tomando na marra as riquezas energéticas de quem as possui, invadindo o Iraque, o Afeganistão e agora, com carnificina selvagem, a Líbia.
Um dos expositores, o professor da Escola Superior de Guerra, Simon Rosental, desenvolveu um pouco mais o quadro internacional em que deve ser programada e planejada a forma mais adequada para garantir a soberania nacional sobre as riquezas do pré-sal. “ O Brasil descobriu o pré-sal quando no mundo as reservas declinam. O que devemos fazer? Utilizar as três Forças conjuntamente para garantir poder de dissuasão sobre toda essa área e defender a soberania e a integridade do país. É comum ouvir que não há necessidade de recursos para as Forças Armadas, pois estamos no Atlântico Sul, o lugar mais tranquilo do planeta. Há certa verdade nisso, mas o erro é o foco. A ameaça vem da linha do Equador para cima” — alertou o especialista.

Área sensível

Ampliando este raciocínio, o presidente da Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate, ¬brigadeiro do ar Carlos de Almeida Baptista Junior, sustentou em sua exposição que a região onde estão localizadas as reservas do pré-sal será uma "área sensível" do território brasileiro, e que o país precisará estar preparado para garantir "pronta resposta" a qualquer ameaça externa.

“O pré-sal é e será ponto de cobiça. Trata-se de uma riqueza que precisa ser defendida, por isso a dissuasão deve ser permanente” ressaltou Baptista.

Informando que na região será construído um dos mais modernos sistemas de controle de tráfego aéreo do mundo, o Brigadeiro, destacou que Aeronáutica aguarda ansiosa a decisão sobre a compra dos jatos supersônicos. Recentemente, em entrevista á TV Senado, Ozires Silva, fundador da Embraer, disse que estes contratos para a compra de aviões devem ser dados não a estrangeiros, mas àquela indústria aeronáutica nacional, assegurando que ela teria plenas de fabricar aqui mesmo os caças indispensáveis. “A Boeing também terceiriza parte do que produz. Nenhuma empresa produz todos os componentes fundamentais, Se derem a oportunidade a Embraer dá conta do recado”, assegurou. Construir aqui gera emprego, tecnologia e, especialmente, independência tecnológica.

“Armas, o último argumento” ?

Diante da magnitude do volume de recursos mencionados para de verdade organizar uma defesa soberana do petróleo do fundo do mar, o senador Cristovam Buarque, que presidiu a audiência pública, assinalou que, se os investimentos para defesa dos recursos do pré-sal forem maiores do que os previstos para a defesa do país, isso deve ser feito com recursos provenientes dessas próprias riquezas e "não da nação brasileira como um todo. Nenhuma menção foi feita ao fato de Brasil esterilizar, anualmente, uma verdadeira montanha de recursos para o pagamento dos encargos da dívida - já chamada de a Bolsa Selic, regiamente paga aos que odeiam o Bolsa Família - muito embora problemas cruciais continuem a ser não enfrentados, entre eles o da defesa do país. Isto é, o Brasil se dá ao luxo de direcionar enorme fluxo de recursos orçamentários para os rentistas, em que pese não ter recursos para controlar o tráfico de armas e, pior ainda, em que pese a gravidade do cenário internacional hoje, com crescentes intervenções militares imperiais, de multiplicação de seus orçamentos bélicos.

Assim, , o que se pode dizer pode-se dizer após uma audiência com duros alertas de especialistas é que , diante do porte do país e das riquezas a defender, o Brasil ainda anda desarmado. A audiência foi encerrada com citação de provérbio romano: “Nossa soberania termina onde finda o alcance de nossas armas”. Tudo indica, na caserna entendeu-se com mais realismo a Mensagem da Líbia, enviada pelo império, consumidor viciado em petróleo. Não devem as forças progressistas agendar concretamente, sob a sua ótica, o debate da sinistra Mensagem da Líbia.? Ao participar, em julho, de uma reunião ampliada na Escola Superior de Guerra, quando estava em curso o bombardeio sobre a Líbia, Lula sintetizou numa frase: “se fizeram com a Líbia, podem fazer com outro país depois”.
Afinal, convém lembrar que face ao seqüestro do Conselho de Segurança da ONU pelos poderes imperiais, atropelando qualquer vestígio de legalidade e arrancando resoluções na marra, o que pode estar sendo colocado em prática é outro provérbio romano: “Armas, o último argumento”.

Beto Almeida, Jornalista

terça-feira, 8 de novembro de 2011

07 de novembro de 2011, às 05h52min

Baía Formosa é palco do Pena Surf Festival
Por Assecom-RN

Baía Formosa, no litoral sul do Rio Grande do Norte, está sendo palco de um grande Festival de Surf. Com patrocínio do Governo do RN, através da Secretaria de Estado do Esporte e do Lazer (SEEL), o Pena Surf Festival reúne, desde 04 até o dia 13 de novembro, atletas amadores, profissionais e longboarders nas disputas.
Durante a competição, também estão sendo promovidas a última etapa do Circuito Nordestino de Surf Amador e da Tríplice Coroa e a quarta etapa do Brasileiro de Longboard.
Uma grande estrutura foi montada no Município para receber os mais de 300 atletas de todo o país, assim como os expectadores e comissão técnica. Ao todo, uma premiação de R$ 60 mil será oferecida entre o Nordestino Profissional e Longboard e para o Amador os campeões do Circuito nas categorias Open e Junior sairão de Baía Formosa com uma moto 0km, o vice Open com uma passagem para qualquer lugar da América do Sul e para as demais categorias passagens para Fernando de Noronha.
A realização do Pena Surf Festival é da Associação Brasileira de Surf Profissional (ABRASP), Associação Nacional de Surfistas (ANS), ABL, Top 16 e Federação de Surf do Rio Grande do Norte.
Confira abaixo os resultados das competições deste final de semana:
Iniciante

1º - Rafael Venuto (CE) - Campeão do Circuito

2º - Douglas José

3º - Israel Júnior (PB)

4º - Emanoel Tobias (RN)
Mirim

1º - Gabriel Farias (PE)

2º - Jackson Rodrigues (RN)

3º - Lucas Pires (RN)

4º - Elivelton Santos (PB) - Campeão do Circuito
Final Junior

1º - Ítalo Ferreira (RN) - Campeão do Circuito

2º - Elivelton Santos (PB)

3º - José Francisco (PB)

4º - Jackson Rodrigues (RN)

Final Open

1º - Michael Rodrigues (CE) - Campeão do Circuito

2º - Madson Costa (RN)

3º - André Fagundes (RN)

4º - Marinho Lima (RN)

Final Feminino

1º - Taís Moraes (CE)

2º - Gabriela Silveira (RN)

3º - Yanka dos Santos (CE)

4º - Edjane de Oliveira
Campeã do Circuito: Larissa dos Santos (CE)

Longboard

1º - Geraldo Lemos (CE) - Campeão do Circuito

2º - Gel Lima (PE)

3º - Alan Jones (RN)

4º - Nelino Costa (RN)
Senior

1º - André Fagundes (RN)

2º - Flávio Sukita (CE)

3º - Sérgio Ricardo (CE)

4º - Elias Lamas (RN)

Campeão do Circuito: Flávio Sukita
Master

1º - Flávio Sukita (CE)

2º - João Maria (RN)

3º - Sérgio Ricardo (CE)

4º - Fernando Santos (PE)

Campeão do Circuito: Flávio Sukita
Veteranos

1º - Edu Elias (RN)

2º - Marco Leleu (RN)

3º - Tunino (RN)

4º - Dedé Cabral (RN)

O povo deveria ser consultado sobre a destinação do JL.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011


ALIANÇA ENTRE GOVERNO ESTADUAL E EMPRESÁRIOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL AMEAÇA PRESERVAÇÃO DO ESTÁDIO JUVENAL LAMARTINE E PÕE EM RISCO O MEIO AMBIENTE DA CIDADE DO NATAL.

Carlos Alberto Nascimento de Andrade
Professor do Departamento de Educação da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte - UERN

Inaugurado em 1928, o Estádio Juvenal Lamartine (JL), localizado em Natal-RN, palco de grandes eventos relacionados ao esporte bretão está ameaçado de desaparecer. Submetido a um intenso fogo cruzado por parte de redes organizadas, nos últimos meses o vetusto estádio encravado no Bairro do Tirol tem pautado as matérias futebolísticas veiculadas pela imprensa potiguar, todavia tais matérias carecem de um viés crítico e distanciado das reais motivações dos argumentos que reivindicam sobre a necessidade de se permutar este logradouro público por uma área distante de sua atual localização. Mesmo de forma solitária e mesmo sendo uma tarefa inglória, pois estamos mexendo num vespeiro de interesses escusos, este é o objetivo central deste texto: argüir de forma ilibada sobre a necessidade histórica, ambiental e identitária para a preservação do JL.
Dossiê das acusações contra o Estádio Juvenal Lamartine e as razões para sua preservação
Os argumentos mobilizados pelos que defendem sobre a necessidade de se permutar a atual área do JL por outra em local longínquo (na Zona Norte) são indefensáveis e insustentáveis. Vejamos alguns deles: argumentam que o JL não possui estacionamento. É preciso lembrar que temos dois grandes estádios em Natal, o Frasqueirão e o atual Machadão (futuro Arena das Dunas), e provavelmente vamos ter um terceiro que será o Estádio do América (Arena do Dragão). Neste sentido, o JL será uma praça de esportes voltada fundamentalmente para o esporte amador, onde ABC, América e Alecrim mandarão seus jogos pelas categorias amadoras. Apenas pequenos jogos de profissionais serão realizado neste local, como por exemplo: Alecrim X Potiguar, América X Baraúnas etc. Com efeito, não vamos ter grandes contingentes de torcedores com automóveis estacionados naquelas imediações. Contudo, para os afeitos ao argumento que o JL não tem condições de possuir um estacionamento próprio, informo que o Estádio Presidente Vargas em Fortaleza, reformado recentemente, não possui estacionamento, e as ruas que o circundam têm dimensões bem menores do que áquelas adjacentes ao JL. Idem para o Estádio da Graça em João Pessoa, reformado também recentemente. E o que dizer do Frasqueirão, como fica o estacionamento em dias de grandes jogos? E os Aflitos? E o Pacaembu?... 
Argumentam que o campo de jogo não atende as determinações e exigências da FIFA. Realmente, se considerado o que existe no momento não atende, todavia sua reforma deve contemplar tais exigências, esta é uma das atribuições das técnicas de engenharia, foi isto que fizeram com o Estádio Leonardo Vinagre da Silveira, conhecido como Estádio da Graça, localizado em João Pessoa-PB, que atualmente sedia jogos do campeonato paraibano.
Argumentam que o JL não tem utilidade. Este conceito de utilidade é reducionista, pois está restrito única e exclusivamente ao futebol profissional. O que seria do futebol profissional se não fosse o futebol amador? Simplesmente não existiria. 100% do jogador profissional tem sua origem no futebol amador, seja nas categorias de base dos clubes ou nos “times de várzea”. Além de pequenos jogos do futebol profissional o JL estará apto para sediar os seguintes campeonatos: infantil, juniores, sub-15, sub-17, sub-20, 2ª divisão, campeonato de futebol feminino. Para além dessas modalidades, também poderá servir aos alunos das escolas estaduais, como palco para treinamento e como espaço para a realização dos Jogos Escolares do Rio Grande do Norte – JERNS, patrocinado pela Secretaria de Estado da Educação e da Cultura. É preciso reter, que em função da especulação imobiliária os “campinhos de Várzeas” estão praticamente em extinção.
Como conseqüência do anterior, argumentam que a prioridade para o Governo do Estado é a construção de um Hospital na Zona Oeste de Natal, por isso defendem a permuta do JL pela construção deste hospital. Uma coisa não elimina a outra. Estamos todos de acordo que Natal carece de mais um hospital público, entretanto se realmente esta é uma prioridade da atual gestão do Executivo Estadual, e o governo alega não ter recursos para tal investimento, isto não poderá ser à custa de uma permuta com o JL. O Governo do Estado possui vários imóveis que não se encontram com uso público adequado e que podem perfeitamente servir de “moeda de troca” para a referida construção, com por exemplo, o terreno onde se encontra o Aeroclube de Natal encravado numa das áreas mais nobres da cidade, o bairro do Tirol. Esclareço que não estamos sugerindo esta permuta, apenas estamos apresentando um exemplo. Com certeza o governo possui outros imóveis que estão ociosos e que poderão perfeitamente servir para esta finalidade.
Para além das razões esportivas, podemos dissertar sobre a necessidade da preservação do Estádio Juvenal Lamartine pela perspectiva ambiental e climática. Na verdade, os pseudos argumentos mobilizados para desqualificar o JL escondem seu real sentido: negociar, ou entregar aquela praça de esportes aos grupos empresariais ligados a construção civil, eis o “pano de fundo”. Com um terreno super valorizado, se a negociata for viabilizada, naquela área deverão ser construídas várias torres de edifícios com aproximadamente 20 andares cada. Como conseqüência, nós vamos ter um aprofundamento ainda maior das ilhas de calor na região metropolitana de Natal, tendo em vista que edificações aumentam significativamente a irradiação de calor para a atmosfera, que em decorrência da especulação imobiliária têm afetado as áreas urbanas das grandes cidades brasileiras elevando ainda mais as temperaturas das cidades. Faz-se necessário lembrar que o JL fica no sopé do Parque Estadual das Dunas, área de mata nativa integrante da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica e que exerce importância fundamental para a qualidade de vida da população da cidade, uma vez que esta formação constituída de vegetação natural serve de atração para as brisas marinhas que sopram do Oceano Atlântico, suavizando o calor e estabilizando a temperatura média da região metropolitana, contribuindo decisivamente para o equilíbrio do meio ambiente urbano. Além disso, as águas das chuvas quando infiltradas naquela área ajudam a alimentar o aqüífero subterrâneo ali existente. A construção de espigões naquele terreno vai impermeabilizar a área, fazendo com que em períodos de chuvas as ruas do Tirol fiquem alagadas, como já ocorre na Zona Sul, com é o caso de toda extensão da Av. Airton Sena, além da Abel Cabral em Parnamirim, onde as lagoas de capitação de águas fluviais estão ficando cada vez mais saturadas em virtude da construção sem limites e sem planejamento de edifícios naquela área.
Em outra perspectiva, a preservação do JL contribui para a afirmação de valores locais como meio de resistência a valores globais alienígenos, como a cultura “neocolonizadora” da identificação do torcedor local com clubes, principalmente, de São Paulo e Rio de Janeiro. Pesquisa recente, publicada pela imprensa escrita local, mostrou que apenas 11% do torcedor potiguar freqüenta nossos estádios de futebol. O motivo é a falta de identidade com nossos clubes. Vários fatores contribuem para que isso ocorra: transmissão abusiva pela televisão de jogos de futebol, sobretudo do eixo Rio de Janeiro e São Paulo nos mesmos horários dos jogos de nosso Campeonato Estadual; imprensa falada, escrita e televisada que dedica maior parte de seu noticiário para fatos esportivos relacionados com estes dois estados da federação. A propósito, citamos um caso emblemático e absurdo: recentemente o Alecrim foi jogar em Recife contra o Santa Cruz pernambucano, numa partida que era de “vida ou morte” para as pretensões esmeraldina, pois caso o Alecrim vencesse a partida prosseguiria na Série D rumo a C. Pois que, a Rádio Globo de Natal, ex-Rádio Cabugi (parece sintomática a mudança de nome), ignorou este jogo e simplesmente retransmitiu pelo seu prefixo a partida entre Botafogo X Flamengo. 
Diante deste quadro, a luta pela reconstrução da identidade cultural local contribui decisivamente para a elevação da auto-estima, consequentemente ao agir de forma independente e com autonomia o indivíduo poderá operar maiores resistências à valores que não estão relacionados com seu cotidiano. Neste sentido, a preservação do JL contribui com a identidade do torcedor com os clubes potiguares e com a história de sua cidade.
A luta pela preservação do Estádio Juvenal Lamartine não interessa apenas ao setor esportivo, mas a toda comunidade norteriograndense. Por isso, conclamamos todos os cidadãos e cidadãs de todos os segmentos sociais que se preocupam com o futuro de nossa cidade, principalmente os relacionados com o meio ambiente, como a Promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente e do Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do RN – IDEMA, para formarmos uma Frente Ampla contra redes organizadas e poderosas que têm como única preocupação a busca pelo dinheiro fácil, em detrimento do bem-estar da população.

sábado, 5 de novembro de 2011

Movimentação no Porto de Cabedelo cresce 161,40% e bate recorde histórico

Sexta-feira, 04 de novembro de 2011 - 12h48

O Porto de Cabedelo bateu recorde histórico de movimentação de cargas no mês de outubro. Foram movimentadas 236.913 toneladas, o que representa um incremento de 161,40% em relação ao mesmo período do ano passado, que registrou 90.631 toneladas. Foi a maior movimentação de cargas desde a fundação do porto, em 1935.

O acumulado de janeiro até outubro deste ano atingiu 1.535.696 toneladas, ultrapassando a movimentação de todo o ano de 2010, que foi de 1.371.418 toneladas, registrando um crescimento de quase 12%.

Os números foram comemorados pelo presidente da Companhia Docas da Paraíba, Wilbur Holmes Jácome. Segundo ele, o resultado, entre outros fatores, se deve ao incentivo às tarifas de armazenagem das empresas exportadoras, o que tem contribuído para atrair mais operações portuárias. “Nós teremos a maior movimentação anual de todos os tempos”, previu, acrescentando que a perspectiva é de aumento contínuo. O recorde anterior havia sido registrado no mês de agosto, quando foram movimentadas 201 mil toneladas de cargas.

Importação – Wilbur Jácome comentou que está havendo um incremento de carga da indústria de cimento, com a importação de coque verde de petróleo entre outros insumos, o que tem contribuído, não somente com o crescimento da atividade portuária, mas também com o aquecimento da economia do Estado, no que diz respeito ao Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).
O presidente da Companhia Docas da Paraíba também enfatizou o aumento considerável na importação de combustíveis, por meio de cabotagem ou longo curso de importação, principalmente o álcool. Somente no mês de outubro, foram importadas mais de 6 mil toneladas dos Estados Unidos e da África.
Segundo ele, o Moinho Tambaú é outra empresa que tem contribuído para o incremento da atividade portuária, uma vez que mantém regularidade na importação de trigo, com uma média de 20 mil toneladas por mês.
Exportação – No quesito exportação, Wilbur Jácome destacou a ilmenita extraída em Mataraca, no litoral norte do Estado. Somente este ano, já foram exportadas mais de 50 mil toneladas do mineral. O granito também contribui com a balança comercial da Paraíba, com a exportação de mais de 20 mil toneladas até o mês de outubro deste ano.
O presidente da Companhia Docas da Paraíba manifestou sua satisfação com o nível de operação portuária e fez questão de agradecer aos trabalhadores autônomos, operadores de guindastes, de empilhadeiras, portuários e agências marítimas. E ressaltou: “Quando o porto tiver maior estrutura, iremos aumentar o potencial comercial, pois a Paraíba poderá prospectar novos negócios”.
Busca de recursos – Ele ainda enfatizou o esforço do governador Ricardo Coutinho na busca de recursos da ordem de R$ 520 milhões para execução do projeto de infraestrutura portuária, que prevê o reforço da cortina do cais, a construção do terminal de múltiplo uso com dois novos berços de atracação e a continuação da manutenção da dragagem, que resultará numa profundidade de 11 metros.(

Fonte: SECOM/PB.
Nota: Enquanto isso, o portinho de Natal não exporta uma cumbuca de cimento...
 
 
Porto de Cabedelo - J.Pessoa/PB. Foto: SECOM/PB.  
 

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Publicado em 03/11/2011 - 09h26 - Por: Petrobras
 
Gás e Energia - Relacionamento com Público Interno 
Primeiro Parque Eólico da Petrobras entra em operação comercial no Rio Grande do Norte
As usinas compõem o Parque Eólico de Mangue Seco e vão operar no abastecimento de energia elétrica de até 350.000 habitantes

As usinas Potiguar, Cabugi, Juriti e Mangue Seco, que compõem o Parque Eólico de Mangue Seco, já estão operando comercialmente no Rio Grande do Norte. Com investimento de R$ 424 milhões, o primeiro Parque Eólico da Petrobras entrou em operação comercial oito meses antes do compromisso assumido com a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica).
A usina de Potiguar está em operação comercial desde 26 de agosto de 2011 e as usinas de Cabuji e Mangue Seco, desde 24 de setembro de 2011 e 6 de outubro de 2011, respectivamente. Os contratos de venda de energia para as usinas foram ofertados no primeiro leilão de energia eólica, realizado em dezembro de 2009 e são válidos por 20 anos. O certame de 2009 previa que a energia gerada pelas usinas seria disponibilizada para o Sistema Interligado Nacional em 1º de julho de 2012, mas a Petrobras antecipou o cronograma e todo o parque eólico está em  operação comercial  desde hoje (1º de novembro), com a entrada em operação da última usina, a Juriti. 
Localizadas no entorno da Refinaria Potiguar Clara Camarão, às margens da Rodovia RN 221, em Guamaré, as usinas são constituídas por 52 aerogeradores de 2 megawatts (MW) cada. Estas características fazem com que o Parque Eólico de Mangue Seco possua a maior capacidade instalada no país com este tipo de aerogerador (104 MW), suficientes para suprir energia elétrica a uma população de 350.000 habitantes.
Cada aerogerador, com um peso de cerca de 300 toneladas, é composto por uma torre de concreto e aço de 108 metros de altura e um conjunto de três pás de fibra de vidro, com 42 metros de comprimento. O sistema de transmissão de cada unidade é constituído de uma rede de distribuição interna de 34,5 quilovolts (kV), uma subestação elevadora de 34,5/138 kV e de uma linha de transmissão de 138 kV.
A usina Cabugi foi construída em parceria com a Eletrobrás; a usina Mangue Seco, em parceria com a Alubar Energia; e as usinas Potiguar e Juriti, em parceria com a Wobben WindPower. A implantação do Parque Eólico de Mangue Seco está alinhada com a estratégia da Petrobras de se consolidar como uma empresa de energia, apresentando elevado conteúdo de responsabilidade ambiental, gerando energia elétrica com fonte limpa e renovável.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Duvidar e questionar sempre, diz Carlos Chagas.

DUVIDAR E QUESTIONAR SEMPRE



Pronunciamento do jornalista Carlos Chagas ao receber o título de Professor Emérito da Universidade de Brasília em 31.10.2011.



Pela bondade de meus colegas professores, retorno à UNB, agora aposentado depois de 25 anos lecionando Ética, mas sempre aqui me refugiando nas horas de dúvida e de questionamento, santuário para os anos de contestação e de resistência.Aqui encontrei e continuarei encontrando forças para a rejeição das verdades absolutas, dos dogmas e das teorias definitivas.A razão é simples: aqui duvidamos, questionamos, contestamos e resistimos. Somos o que toda universidade deveria ser: uma fonte de discordâncias, um centro de não aceitação do mundo à nossa volta.Não estamos, com isso, renegando o passado, que sempre será o nosso maior tesouro, não na medida em que apontará o que devemos fazer, mas precisamente pelo contrário: o passado dirá sempre o que devemos evitar, no plano das idéias e das ações. Nós, professores, devemos essa dádiva aos alunos que aqui ingressam atrás de respostas, mas daqui saem repletos de mais perguntas. Houve tempo em que nossas carteiras escolares literalmente transformaram-se em barricadas. Hoje, formam estruturas para a permanente busca do desconhecido que se desata à frente. Devemos, nós da Comunicação Social, ter o sentido do conjunto, sobrepondo-se à particularização sempre maior e mais perigosa. Torna-se necessário superar o risco de sabermos cada vez mais sobre o menos, e cada vez menos sobre o mais. Conhecer muita mais a floresta do que as árvores.Uma palavra sobre a profissão. Enfrentamos de tempos em tempos batalhas em defesa do diploma, e até perdemos a última, em 2009, quando o Supremo Tribunal Federal extinguiu sua obrigatoriedade. Dizem alguns ingênuos e muitos malandros que o dom de escrever nasce com o indivíduo, tornando-se desnecessário o diploma para o exercício do jornalismo.Ora, o dom de escrever faz o escritor, essa criatura reverenciada por todos nós. O escritor pode publicar sua criação nos jornais e revistas, assim como apresentá-la no rádio, na televisão e agora nessas maquininhas eletrônicas diabólicas que nos assolam 24 horas por dia. Mas estará atuando como escritor, não como jornalista.O jornalista não é nem melhor nem pior do que o escritor. É apenas diferente, quando exercita a profissão.O “seu” Manoel, dono do açougue ali da esquina, é um craque na arte de cortar carne. Tira cada filet e cada costela que aguçam nosso apetite. Por conta disso deve trocar o avental pelo jaleco, entrar no Hospital Distrital e operar alguém de apendicite? O camelô da estação rodoviária é um astro da palavra. Convence todo mundo. Vende tudo o que apregoa em sua banca. Tem o dom da palavra. Por isso, deve entrar no Supremo Tribunal Federal e defender alguma causa?Ser jornalista é estar dotado de conhecimentos adquiridos ordenada e sistematicamente, e nenhum lugar parece melhor do que a universidade, para isso. Precisa, o jornalista, conhecer detalhes de redação, edição, diagramação, seleção, circulação e demais matérias inerentes à sua ação diária, estendidas aos correspondentes da mídia eletrônica. Precisa, porem, mais ainda, dominar a História, a Política, a Economia, a Geografia, a Filosofia e quanto segmentos a mais do conhecimento humano?Já imaginaram a ausência do diploma na Medicina? Quanto curandeiros ocupariam o lugar dos médicos? E no Direito, sem o diploma, como estariam os tribunais? O mundo progride e a progressão exige aperfeiçoamento. Quem lhes fala é um velho jornalista com diploma de advogado. Lamento até hoje o que tive de aprender na prática das redações e na agonia das improvisações. No tempo em que comecei a trabalhar como repórter inexistia a obrigatoriedade do diploma. Talvez nem o diploma. Exceção dos que por boa fé insurgem-se contra o diploma, que são os ingênuos, há que referir os malandros. Aqueles que por interesse rejeitam uma categoria altiva e organizada, forjada nos bancos universitários, acima e além de ideologias, doutrinas, partidos e inclinações sociais, pessoais ou políticas. Os estudantes de Comunicação Social deixam a universidade amalgamados pela dignidade. Em condições de exigir melhores salários, melhores condições de trabalho e, mais importante ainda, de respeito à notícia. De culto à verdade, condição facilmente adquirida quando se recebe o diploma. Tremem de medo dos jovens diplomados aqueles que fazem da notícia um trampolim para enriquecer, ganhar poder ou posicionar-se politicamente. Preferem ter em suas empresas jornalistas acomodados que não ousam defender a notícia honesta e verdadeira quando ela se choca com os interesses, a vontade e as idiossincrasias do patrão, seja público, seja privado. Para este, torna-se mais fácil abrigar nas redações jornalistas amorfos, insossos e inodoros.

Não pode ser nosso propósito analisar as diversas facetas desse complicado poliedro que é a Comunicação Social. Mesmo assim, vale observar a postura adotada por muitos de nós, impulsionada pela empáfia e a presunção, de julgarem-se partícipes da notícia, não apenas seus observadores. Nariz em pé e impostação de voz, rotulam-se formadores de opinião, quando na verdade somos apenas informadores da sociedade. Será conhecendo tudo o que se passa nela de bom e de mau, de certo e de errado, de ódio e de amor, que a sociedade, informada, terá condições de formar-se. Estimulada por mil outros fatores, dos quais somos apenas um.Pertenço, ironicamente com muito orgulho, à escola da humildade, tantas vezes atropelada pelo ego de companheiros. Não falo da humildade dos hipócritas ou dos subservientes, mas daquela que nasce do reconhecimento de sabermos que nada sabemos e que repudiamos a prevalência dos que se apregoam donos da verdade. Uma falsa humildade expressa na erudição de uns poucos nada mais significa do que a credulidade de muitos.Uma idéia, depois de pensada, não pertence apenas a quem pensou. Pertence à humanidade, que deu ao pensador as condições para pensar. Assim também as descobertas.Indagam os céticos quem deu a nós, jornalistas, o direito de decidir o que é notícia e o que vai para os jornais, as telinhas e os microfones. A partir dessa questão complicada, vicejam as propostas de censura e controle do conteúdo da informação jornalística. Respondo com uma pequena história, até para confirmar que por 25 anos fui tido por meus colegas professores e por montes de alunos como um contador de histórias. Nos anos sessenta ganhou a mídia mundial um escritor russo, Alexandre Solghenitzin, que nem tão brilhante assim era, mas criticava o regime soviético em seus romances. Imediatamente descoberto pela CIA, tanto fizeram do lado de cá que ele acabou proscrito do lado de lá. Cassaram-lhe a carteira do sindicato dos escritores. Pior ficou sua situação quando, sabe-se lá porque desígnios, foi-lhe dado o Prêmio Nobel de Literatura.Expulso da União Soviética, imaginaram passear com ele pelos Estados Unidos e pelo mundo como a prova viva da falência do sistema socialista. Negando-se a parecer como a girafa do Jardim Zoológico, Solghenitzin recusou polpudos empregos de garoto-propaganda do capitalismo e aceitou modesto convite para professor de literatura russa numa pequena universidade do meio-oeste. Recusou-se a conceder qualquer entrevista e lá ficou por cinco anos. Passado esse tempo, convocou jornais e jornalistas, anunciando estar agora preparado para falar de seu país natal, depois de conhecer em parte a vida em seu país de adoção.Lá compareceram os luminares da imprensa americana, inclusive Walter Cronkite, o Papa dos comentaristas políticos.Sem poupar o regime soviético, o singular escritor começou a falar da sociedade americana, batendo firme em suas contradições. Quando chegou a vez das imprensa, foi cruel. “Quem lhes deu o direito de saber e de decidir o que é notícia? De apresentar e de omitir informações do público, como se fossem deuses?”Uma pergunta dos diabos. Foi quando, interrompendo o entrevistado, Cronkite levantou-se num gesto teatral, com a mão no peito e exclamou: “Estou tendo uma ataque cardíaco!”Estabeleceu-se a confusão e o russo, com o microfone na mão, começou a exortar a platéia: “chamem um médico! Chamem um médico!”Nessa hora, o americano ficou bom e declarou apenas: “está respondida a sua pergunta...”Quando se tem uma dor no peito, a solução é chamar um médico. Quando se prepara um jornal, quem melhores condições para selecionar as notícias e saber o que deve ser impresso, é o jornalista. Aquele que se preparou para a função.Concluo com mais uma história, um episódio que tantas vezes transmiti a meus alunos. Nos primeiros aos do século passado um ilustríssimo lente de Física na Sorbonne, o professor Lipmann, costumava dar a aula inaugural aos calouros dirigindo-se a eles de forma pejorativa. Dizia ter pena deles. Dó. Comiseração. Por que haviam decidido estudar Física quando a Física estava pronta, acabada, arrumada e empacotada? Nada havia mais a pesquisar ou descobrir.Pobre professor Lipmann, que para sorte dele morreu antes de saber da existência de Albert Einstein, da Física Quântica, dos buracos-negros, da incerteza do universo e quanta coisa mais, descoberta e por descobrir? Despeço-me como antípoda do professor Lipmann. Não tenho pena dos meus alunos, nem dos mais jovens que agora cursam a Faculdade de Comunicação. Tenho é uma profunda inveja deles, que chegarão a patamares que a natureza não me permitirá chegar – espero que ainda demore muito.Não deixo lição alguma, por conta desse imerecido título de Professor Emérito. Ficam apenas exortações:Devemos rebelar-nos contra os que pretendem resumir a vida a um sistema, qualquer que seja esse sistema.Precisamos insurgir-nos diante de ideologias, doutrinas, correntes ou religiões que apregoam dispor de resposta para todas as perguntas. Havemos de cultuar o na seio irresistível da liberdade tanto quanto o senso grave da ordem.É essencial sacudirmos a poeira da intolerância dos que apresentam o ser humano como merco conjunto químico dotado de inteligência, Mas importa relegar ao lixo da História a afirmação oposta, de que precisamos nos conformar com a injustiça, o obscurantismo, a fome e a miséria nesta vida para recebermos a compensação numa outra, incerta e indemonstrável. É preciso que nos levantemos contra a ditadura das teorias, tanto quando da teoria das ditaduras. Acima de tudo, devemos crer no poder da razão, porque da razão nasce a liberdade, da liberdade a justiça, da justiça, o bem-comum, e do bem-comum, o amor. O amor, a derradeira oferta do indivíduo à sociedade. E de um velho professor a quantos fizeram o sacrifício de ouvi-lo.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Enquanto isso, no RN não muda nada. Só com apadrinhamento.

Inscrições para conselheiro estadual de cultura seguem até
sexta (04)

Quarta-feira, 02 de novembro de 2011 - 12h50

Na próxima sexta-feira (4), termina o prazo para o cadastramento dos candidatos ao cargo de Conselheiro Estadual de Cultura. As inscrições são destinadas aos representantes de setores artístico-culturais da sociedade civil e podem ser realizadas de forma virtual, pelo portal do Governo do Estado.
Para se inscrever, o candidato deve comprovar atuação na área cultural e residência na região onde acontecerá a assembleia eleitoral. A ficha de inscrição está disponível na página da Secult (http://www.paraiba.pb.gov.br/cultura/conselho-estadual-de-cultura), onde também é possível acessar o decreto do Conselho e o edital de convocação.
No dia 8 de novembro, as eleições acontecerão simultaneamente nas regiões do Sertão e do Curimataú/Seridó, nas cidades de Sousa e Cuité. No dia 9, os moradores do Cariri e do Brejo participarão das eleições nos municípios de Taperoá e Guarabira. As assembleias para eleição dos conselheiros serão finalizadas no dia 10 de novembro, nas regiões do Litoral e do Agreste/ Borborema, com votações nas cidades de João Pessoa e Campina Grande.
De acordo com o edital, poderão votar nas assembleias eleitorais aqueles moradores que apresentarem comprovante de residência na região da votação, documento com foto e reconhecida atuação nos setores artístico-culturais.

Por que participar – A participação da sociedade civil nos processos de decisão no âmbito do poder público tem sido a principal política cultural desenvolvida por Estados e municípios nos últimos oito anos. A participação dos artistas, produtores e agentes culturais nos Conselhos tem qualificado a atuação dos órgãos, priorizando o fazer cultural.

Novo formato – As eleições para a escolha de representantes da sociedade civil foram estabelecidas a partir da publicação do Decreto nº 32.408, assinado pelo governador Ricardo Coutinho durante o 12º Festival de Artes de Areia. Com a reformulação, o Conselho Estadual de Cultura passou a ter caráter paritário, conforme as metas e princípios estabelecidos pelo Sistema Nacional de Cultura.

Fonte: SECOM/PB.

Nota dez para o governo democrático da Paraíba. a) Luiz Cortez.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Artigo do dr. Benayon registra os protestos contra os bancos "tubarões".


Dar direção aos movimentos

2011-10-19 - Adriano Benayon *

Crescem os protestos contra as intoleráveis injustiças sofridas pelos povos em grande parte deste mundo. Na Espanha, na Itália, na Grécia e em Portugal surgem grandes manifestações, desencadeadas pelo brutal aumento dos sacrifícios exigidos dos já sacrificados, pelo Fundo Monetário Internacional e pelo Banco Central Europeu, a fim de beneficiar bancos europeus e estadunidenses.

2. Experiência semelhante foi suportada, muitas vezes, por países latino-americanos. Entre eles o Brasil, que está menos distante do que imagina de mais uma crise nas contas externas, acompanhada de agravamento das já degradadas condições de vida da maioria de sua população.

3. Merecem atenção também as manifestações de resistência civil nos EUA e Reino Unido (Inglaterra), sedes da oligarquia financeira que comanda a tirania mundial. Especialmente, o “Ocupemos Wall Street” aponta para o alvo correto: os grandes bancos internacionais, cujos controladores e associados dominam não só as finanças, mas também o petróleo, os armamentos, a grande mídia, a indústria químico-farmacêutica etc.

4. Em suma: os concentradores do poder econômico-financeiro exercem absolutismo político cada vez maior, mandando nos governos “democráticos” eleitos pelo dinheiro e pela mídia. Esses não passam de gerentes da “democracia” e do cinismo que dá esse nome à tirania e que chama de liberdade a opressão, e de defesa de direitos humanos o genocídio cometido contra nações com armas de destruição de massa.

5. Se, em muitos países há alguma consciência da fonte do problema, no Brasil o povo parece anestesiado pelo ópio da TV enganadora. Os governistas pintam tudo de cor de rosa, como se não houvesse razão para manifestações contrárias ao status quo, enquanto oposicionistas, ainda mais submissos ao império, tentam capitalizar o élan dos indignados com a corrupção.

6. Os promotores das marchas “contra a corrupção” não entendem ou fingem não entender que - embora ela seja praticada por políticos e por muitos do serviço público - a mega-corrupção começa no setor privado, especialmente nas transnacionais sediadas no exterior, grandes beneficiárias das políticas públicas implantadas no País desde 1954.

7. A partir de então e crescentemente, tornou-se legal. e não identificada como corrupção, a mega-corrupção que entrega o mercado brasileiro à exploração de cartéis e oligopólios e que desnacionalizou o setor produtivo privado, além de privatizar a quase totalidade das empresas e bancos estatais e de pôr o que restou do setor público ao inteiro serviço das grandes empresas, principalmente estrangeiras.

8. O Brasil só faz figura de potência emergente para quem gosta de se iludir. A pobreza da grande maioria e também o atraso relativo do País resultam do modelo de dependência financeira e tecnológica. Ele não foi implantado por equívoco, mas de caso pensado: foi desenhado para isso, sob a influência e a pressão das potências imperiais que intervieram em 1954, 1961, 1964 e organizaram, entre 1982 e 1988, a pretensa volta ao “regime democrático”

9. A concentração da economia nas mãos das transnacionais só poderia dar no que deu: recorrentes crises nas contas externas, que geraram a dívida externa. Quando esta e seus juros se avolumaram, a ponto de levar à inadimplência forçada e ao consequente freiamento de sua expansão (final dos anos 70, início dos 80), despontou, em perene crescimento, a dívida pública interna.

10. Esta constitui enorme fardo, que inviabiliza o desenvolvimento do País, reduzindo a níveis ridículos os investimentos da União Federal e dos Estados. Aquela assumiu as dívidas destes e lhes exige juros tão absurdos como os que ela própria paga ao sistema financeiro.

11. Formou-se assim o esquema de quádrupla sugação dos brasileiros: a primeira, pagar impostos altíssimos e mal distribuídos: os pobres (mais de 83% da população) entregam mais de 30% do que ganham; os de renda média (menos de 15% da população) têm carga tributária acima de 50%, e as grandes empresas, bancos e outros investidores, além de poder evadir impostos, só são tributados nos ganhos financeiros em, no máximo, 15%.

12. A segunda sangria é as pessoas gastarem elevadas quantias com serviços que deveriam ser públicos, gratuitos ou módicos, nas áreas de saúde, educação etc., além de sofrerem prejuízos com saneamento e transportes inadequados e com energia injustificadamente cara, devido às privatizações e à falta de investimentos públicos na infra-estrutura que ainda lhe cabe prover.

13. Os pobres e a classe média são mal atendidas ou nem o são, porque não têm como pagar clínicas, hospitais e escolas privadas, de qualidade, de resto, questionável e favorecidas pelo mercado com que o Estado lhes presenteia ao não proporcionar esses serviços à sociedade.

14. A terceira sugação são os juros escorchantes, múltiplos da taxa SELIC dos títulos públicos, de longe a mais alta do mundo, com 5,5% aa., corrigida a inflação. Chegam a cerca de 240% aa. no cartão de crédito, 180% no cheque especial e a 90% em empréstimos a pequenas empresas.

15. A quarta é adquirir bens e serviços a preços muitíssimo mais altos que os praticados em países mais dotados de indústrias intensivas de tecnologia, e mesmo que na Argentina, México e outros latino-americanos.

16. Exemplo gritante é a indústria automobilística transnacional favorecida com subsídios escandalosos desde o golpe de 1954, aumentados por JK. Isso prossegue, até hoje, com empréstimos do BNDES a juros baixos e n outras benesses prestadas às transnacionais em geral.

17. De fato, elas se cevam também com incríveis subsídios à exportação, desde o final dos anos 60 (Delfim Neto), - isentadas de gravames em suas superfaturadas importações – bem como com a isenção do ICMS na exportação, presenteada pela Lei Kandir/Collor. Cresceram no Brasil com capital formado no próprio mercado brasileiro e com dinheiro público.

18. Este ano, em oito meses, só as montadoras de veículos transferiram ao exterior mais de US$ 4 bilhões em lucros registrados, o que não inclui os ganhos com o subfaturamento de exportações e o superfaturamento de importações, nem os serviços superfaturados ou fictícios pagos às matrizes.

19. Agora, e mais uma vez, as montadoras estrangeiras foram agraciadas com proteção à “indústria nacional”, mediante elevações do IPI para veículos importados, alegadamente para evitar a “invasão” de carros chineses e coreanos. As montadoras aqui instaladas estão livres do IPI majorado, utilizando 65% de componentes produzidos no MERCOSUL. A reserva de mercado, que não existe para a indústria nacional, mesmo porque acabaram com ela, tornou-se política governamental para favorecer os “investimentos diretos estrangeiros - IDES”.

20. Os IDEs estão na raiz dos problemas, inclusive o da dívida interna, cujos juros são a expressão maior da submissão do País à escravização financeira, em nível injustificável conforme os parâmetros que balizam as taxas em todo o mundo. Por isso, a dívida adveio da capitalização de juros, estando os bancos e os aplicadores financeiros entre os grandes beneficiários do modelo econômico e político que inviabiliza o Brasil como nação.

21. Para concluir: sem liderança capaz de compreender as grandes sugações e de identificar os causadores delas, não há como fazer que qualquer movimento popular leve às transformações que se impõem, por mais que ganhe ímpeto em função das insuportáveis condições de vida do povo.

* Adriano Benayon é Doutor em Economia e autor de “Globalização versus Desenvolvimento” abenayon.df@gmail.com


Mais informações sobre o professor Benayon acesse o Google.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

SEJUV promove 2º Conferência Estadual de Juventude

Por Assessoria Sejuc

A Subsecretaria de Juventude do Rio Grande do Norte (SEJUV), em parceria com a Comissão Organizadora Estadual (COE), promovem, neste sábado (29) e domingo (30), a 2º Conferência Estadual de Juventude. O evento será realizado no América Futebol Clube, no bairro do Tirol. São esperados mais de 700 delegados, escolhidos durante as conferências municipais e territoriais de diversos municípios do Rio Grande do Norte.
O credenciamento do evento será das 9h às 15h, do sábado, no local do evento. Será disponibilizado alojamento para os delegados do interior do Estado.
Durante o evento, os jovens potiguares terão um espaço aberto para dialogar, debater e ajudar o governo estadual e federal na elaboração de políticas públicas voltadas para os jovens.

Segundo o subsecretário da SEJUV, Rafael Motta, o evento é um momento para debater propostas de melhorias na política pública voltada para a juventude. “Queremos proporcionar aos jovens potiguares a oportunidade de participar das decisões sobre o futuro das políticas públicas, como democracia, participação juvenil, drogas, sexualidade, acesso à universidade e capacitação profissional, desenvolvidas em nosso Estado”, esclareceu Motta.

A 2ª Conferência Estadual da Juventude é uma das etapas preparatórias para a participação da Conferência Nacional, que será realizada em Brasília, de 9 a 12 de dezembro.
Fonte: SECOM/RN - 25.10.11



Internet veloz para repartições do Estado do RN.

25 de outubro de 2011, às 11h48min

Professores da UFRN apresentam à Governadora projetos para a implantação da Internet Banda Larga

Por Assecom-RN

A governadora Rosalba Ciarlini recebeu na manhã desta terça-feira (25), professores da UFRN que foram apresentar o Programa Rede Giga Natal e o projeto Mandacaru Digital, ambos com a proposta de aumentar a velocidade da internet utilizada na estrutura administrativa do Estado, utilizando a Banda Larga.
A Rede Giga Natal é uma rede metropolitana de alta velocidade, construída numa estrutura de fibra ótica. "Atualmente nós temos 43 km de fibra ótica passando em importantes trechos aqui da nossa cidade, que permite a interligação de instituições de ensino, instituições de pesquisa, UFRN, UERN, em fim, uma estrutura que permite interconexão em alta velocidade", explicou o professor da UFRN Edson Moreira, coordenador da Rede Giga Natal.
"Estamos vislumbrando a possibilidade do Governo do Estado passar a utilizar esta infraestrutura e também permitir a interligação de boa parte de seus órgãos", completou o professor. "A Governadora sinalizou para que nós pudéssemos começar imediatamente o processo para a adesão à Rede Giga Natal", comemorou Edson Moreira.

Já o Mandacaru Digital é um projeto que visa levar internet Banda larga para todo o Estado do Rio Grande do Norte. "Atrelado a isso, o programa proporciona um conjunto de serviços para otimizar a gestão na área da Educação, da Gestão Pública, da Defesa Civil, da Segurança Pública, da Saúde", explicou Ricardo Valentim, professor da UFRN, coordenador do projeto. O Mandacaru Digital vai levar internet sem fio para todas as regiões do Estado.
Rosalba Ciarlini garantiu que o Governo do Estado vai aderir ao consórcio da Rede Giga Natal, trazendo a Banda Larga primeiramente para a estrutura da administração estadual. "É um projeto inovador, de modernização, que vai chegar a todo o Estado. Nós já estamos preparando a licitação para implantação do projeto em Natal e na região metropolitana. Nós vamos aproveitar a fibra ótica, que já existe para levar internet rápida, eficiente, interligando todos os órgãos do Estado", disse a Governadora.

"Esse é um trabalho que será feito com a parceira da Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Norte (Fapern) com as Universidades. A expectativa é que já no próximo ano a internet sem fio chegue ao interior do Estado, com o projeto Mandacaru Digital, que vai cobrir todo o RN. O sinal da internet chegando a todo o território potiguar vai promover o desenvolvimento, o crescimento do nosso Estado" concluiu Rosalba Ciarlini.
Fonte: SECOM/RN.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

DOMINGO, 23 DE OUTUBRO DE 2011"COMO O VELHO MARINHEIRO..." - CARLOS ADEL



Carlos Adel

"NATAL, 20 DE OUTUBRO DE 2011.
CARO LAÉLIO FERREIRA
A história mostra que a memória dos grandes homens, em todo o mundo, se eterniza. Mesmo que contra a vontade de medíocres e invejosos.

OTHONIEL MENEZES é para os potiguares um astro de primeira grandeza, no campo da poesia. Seu brilho não será esmaecido com ações ou omissões de incultos, arrogantes e temporários gestores públicos. Esses passam como sombras opacas e seus rastros serão rapidamente apagados, enquanto seus nomes cairão nos abismos do esquecimento.

O “PRÍNCIPE PLEBEU” será sempre nosso poeta maior, e sua obra dispensa o apoio e o aplauso de quem o desconhece. A grandeza do poeta se contrapõe à insignificância desses ignaros.
Evite se deixar levar pela correnteza da inaptidão. Resista. Deixe que a incompetência fique limitada àqueles que já o são por todos conhecidos. Faça como o velho marinheiro: lance o ferro e deixe a tormenta passar.

Assim agem, esses maus gestores, por não possuírem a capacidade intelectual de conhecer e compreender o significado de suas palavras. Permita-lhes, em nome da liberdade de pensamento e expressão, que permaneçam envoltos no vazio de suas mesquinhas formas de pensar.

Logo virão tempos bons e pessoas competentes despertarão para o reconhecimento dos valores que merecem ser tributados a OTHONIEL. Essa luta é também de todos os potiguares esclarecidos e admiradores do mais valoroso de nossos poetas.

O desleixo com que, no presente, alguns tratam os grandes nomes desta terra, é um dos reflexos do modelo educativo implantado com as sucessivas e nocivas reformas do ensino, desde 1970.
No entanto, neste país-colônia-cultural que sacrifica seus valores históricos em nome da globalização, felizmente há resistência. De uns poucos, é fato, mas conscientes e persistentes lutadores em defesa da importância e culto aos grandes nomes das ciências, letras e artes nacionais.

Por outro lado, a materialização da imagem do poeta maior desmerece ver retomada a aplicação de uma das mais cruéis formas de punição impostas pelos bárbaros, e adotada durante a “santa inquisição” (a fogueira). Pior ainda se assim for conduzida pelas mãos de um filho, a quem confiou a defesa de sua extensa obra. Sabe-se da indignação que a todos causa essa indiferença de alguns gestores, mas daí a esse tal protesto vai uma desproporção que encobre e faz desaparecer todo o amor e devoção familiar tributada ao insigne poeta. Evite submeter a imagem de seu querido pai a mais esse terrível sacrifício. Todos esperam que o bom-senso prevaleça.

Por fim, se não o querem homenagear em praça pública (Por que não na chamada Av. do Contorno, que se inicia em frente ao Colégio Salesiano e vai até o início da Rua Int. Rafael Fernandes, de frente para o “Potengi amado”, e também onde se venera a Santa Padroeira da cidade?), que seja, então, o busto recolhido à sede do INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO DO RIO GRANDE DO NORTE, a mais importante casa da cultura potiguar, em ato solene, com pompa e circunstância. A data: 10 de março, vindouro, data natalícia de OTHONIEL MENEZES. Nada mais justo.

Atenciosamente, um abraço de

CARLOS ADEL (*)


(*) Carlos Adel Teixeira de Souza - magistrado, escritor, ensaísta, biógrafo do jurista Amaro Cavalcanti.

Postado por Laélio Ferreira de Melo às 11:37:00 0 comentários

Obs: Estou de acordo. Mas, cuidado. O Instituto está meio acéfalo.

sábado, 22 de outubro de 2011

Europa lança satélite para implantar o Galileo, concorrente do GPS.

CIÊNCIA

21.10.2011


Lançados primeiros satélites do sistema de navegação europeu Galileo
Um foguete russo Soyuz partiu da base europeia na Guiana Francesa, levando consigo os dois primeiros satélites do sistema de navegação europeu Galileo, um concorrente do norte-americano GPS.

O lançamento do foguete Soyuz com os dois primeiros satélites do sistema de navegação europeu Galileo ocorreu nesta sexta-feira (21/10), às 8h30, horário de Brasília, na base espacial europeia de Kourou, na Guiana Francesa. A operação aconteceria nesta quinta-feira, mas foi cancelada depois que foi detectada uma anomalia durante o abastecimento de combustível do foguete.

A operação, considerada um marco na história espacial europeia, é o primeiro passo para que, em 2014, o sistema de navegação Galileo esteja apto a competir com o sistema de navegação GPS, que é norte-americano.

O projeto, que é da Comissão Europeia e da Agência Espacial Europeia (ESA), prevê a construção de um sistema civil de navegação por satélite com cobertura mundial. Em 2014, ele deverá contar com 18 satélites. Até 2020, será ampliado para 30. Os próximos dois satélites da "constelação" Galileo deverão ser lançados em 2012.
O foguete russo Soyuz ST-B será responsável por colocar os dois primeiros satélites em órbita, a aproximadamente 23.600 quilômetros de altitude. É a primeira vez que este foguete será lançado fora de suas antigas bases soviéticas. Ele voou pela primeira vez em 1966 e era para ter sido usado pela antiga União Soviética para vencer os EUA na corrida espacial à Lua, nos anos 1960.

A participação do Soyuz nesta operação marca também um novo capítulo na cooperação espacial entre a Europa e a Rússia, já que é a primeira vez que o foguete russo é usado pelos europeus.
Autonomia europeia
No final da década, quando estiver plenamente operacional, o Galileo dará autonomia aos europeus em relação ao sistema norte-americano GPS. A Rússia diz ter concluído um sistema semelhante no início deste mês.
O foguete Soyuz foi adaptado para permitir que a empresa europeia de lançamentos Arianespace, que também opera o Ariane-5, leve para a órbita terrestre uma carga de 3,2 toneladas, considerada média.

A Rússia deve receber dezenas de milhões de dólares por cada lançamento, dinheiro que ajudará a financiar suas atividades espaciais. Ao mesmo tempo, a presença dos foguetes russos na base espacial europeia de Kurou ajudará a Arianespace a reduzir custos.
"Estamos no final de um episódio e no início de outro", comentou o executivo-chefe da Arianespace, Jean-Yves Le Gall, em entrevista à Reuters. "O Soyuz vai lançar satélites de tamanho médio, que não poderiam ser lançados pelo Ariane-5, e vai nos permitir lançar com mais frequência da Guiana Francesa, diminuindo os custos para a empresa, já que os custos fixos no local de lançamento na Guiana serão divididos por um maior número de lançamentos", disse Le Gall.
O sistema de navegação Galileo deu os primeiros passos em 1999 e chegou a ficar seriamente ameaçado devido ao fracasso das negociações com o setor privado, em 2007. Os diversos atrasos fizeram disparar o custo total do programa, que já superou os 5 bilhões de euros.

BV/lusa/rtr/dpa

Revisão: Alexandre Schossler
Fonte: DW.
 

quinta-feira, 20 de outubro de 2011


QUINTA-FEIRA, 20 DE OUTUBRO DE 2011

REQUIESCAT IN PACE, OTHONIEL MENEZES !

"Othoniel Menezes - Busto pode ser derretido em praça pública

O busto do poeta Othoniel Menezes doada por seu filho Laélio Ferreira à Secretaria Extraordinária de Cultura para ser chantado no caminho da Fortaleza dos Três Reis Magos ainda dará o que falar. Diante do descumprimento da promessa, o filho do autor de Serenata do Pescador - a nossa Praieira - confirmou que nesta semana irá requerer à Secretaria a devolução da obra, de autoria do escultor Eri Medeiros. A homenagem foi vetada pelo coronel Alemany, comandante do Regimento de Artilharia, que mandou destruir o pedestal parcialmente levantado pela Fundação José Augusto, apesar da autorização do Instituto do Patrimônio Histórico Nacional (Iphan).
Láelio se diz magoado, elenca várias queixas sobre o que chama de "desrespeito à memória cultural do Estado e do Município de Natal" e se queixa do pouco interesse demonstrado pelos órgãos do governo, "que preferiram patrocinar eventos festivos e badalações em praça pública, gastando recursos com comissões a produtores culturais locais e com gente de fora, velhos fregueses de caderneta dessas promoções, durante anos a fio". E continua: "Como se vê, há muito tempo, a ocara de Felipe Camarão só consagra quem vem de fora". Laélio acha que um contato preliminar da secretária extraordinária Isaura Rosado ou mesmo da Governadora Rosalba Ciarlini, com o coronel teria evitado o "vexame para o Rio Grande do Norte".
Láelio aponta ainda a inércia dos "intelectuais potyguares, das academias, dos silogeus", das universidades na cobrança de providências objetivas a quem de direito, na defesa da cultura e da memória histórica. Ressalta que, dos políticos, a única manifestação formal em favor da homenagem a Othoniel Menezes veio de Mossoró, numa iniciativa da deputada Sandra Rosado. Embora sem confirmação oficial, Laélio deixou entender que vai, em local público, ao som da "Praieira", numa serenata, promover uma manifestação de protesto, derretendo a obra do escultor. Para tal, pediria o apoio ou financiaria a participação de performancistas locais. O e-mail de Laélio Ferreira é laelioferreirademelo@gmail.com. (SV)"

Ilustração de Laélio F. de Melo. Sugiro que convoquem os artistas performática de Natal, sem esquecer dos que participaram de festivais de poesia e música na Fortaleza, nos anos oitenta, além de convocarem outros artistas parta montagem um canhão de papelão e um tigre de papel e um grupo de xangô para espantar os maus espíritos e uma tribo de índios para fazerem uma pajelança. Toda essa encenação coreográfica seria bolada pelo dramaturgo Racine Santos e o poeta Carlos Gurgel. Que tal a idéia?

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Romulo Lemos do Nascimento fratura braço de Rhana Umbelino.

Ex-namorada de homem que agrediu jovem em boate de Natal relata violência e ameaça


Aliny Gama

Especial para o UOL Notícias

Em Maceió Câmeras mostram suposta agressão

Estudante que teve braço quebrado ao recusar beijo em boate de Natal deve processar agressor

A divulgação das imagens da agressão do comerciante Rômulo Lemos do Nascimento, 22, à estudante de direito Rhanna Umbelino Diógenes, 19, em uma boate de Natal (RN), na semana passada, terminou em novas denúncias contra o jovem. Segundo a Justiça do Rio Grande do Norte, uma mulher com quem Rômulo tem um filho já ingressou com um processo contra ele no Juizado de Violência Contra a Mulher na comarca de Parnamirim, região metropolitana de Natal, no último mês de agosto.



No processo, ela e o Ministério Público Estadual denunciam Rômulo por agressão. Sob a condição de não ter a identidade revelada, uma ex-namorada do jovem afirmou ao UOL Notícias que também já foi agredida e sofreu ameaças para não denunciar o caso. Com medo, ela terminou retirando a queixa na delegacia da mulher.



A jovem contou que preferiu acabar o namoro e não ter mais nenhum contato com o comerciante, a ter que levar o caso adiante e enfrentá-lo nos tribunais. Segundo ela, logo no início do relacionamento, Rômulo já se mostrou violento em uma discussão. “Em poucos dias minha vida se tornou um inferno. Em uma das vezes, eu apanhei com socos no rosto porque atendi a uma ligação de uma amiga que ele não gostava”, relembra.



Ela afirmou que o rapaz tem diversos inimigos “por gostar de arrumar confusão com todo mundo.” “Os problemas que ele tem, acha que resolve com pancadaria. Para mim, esse caso da agressão a Rhanna não é novidade. Ele bateu também em outras ex-namoradas e na ex-mulher. Depois que acabei o namoro as pessoas vieram contar o que ele já aprontou com outras garotas”, afirmou.



Procurado pela polícia

Policiais da Delegacia Especializada em Defesa da Mulher estão à procura do comerciante. O jovem é acusado de quebrar o antebraço da estudante de direito Rhanna Umbelino Diógenes após a jovem recusar um beijo em uma boate da zona sul de Natal (RN).



Segundo o delegado Francisco Quirino Filho, Rômulo tem “destino incerto e não sabido.” Ele contou que agentes foram entregar a intimação no endereço informado pela Comarca de Parnamirim, onde o jovem responde a um processo por violência doméstica, e foram informados que o jovem não morava mais lá.



“Esta semana vamos novamente entregar a segunda intimação e caso ele não seja localizado iremos informar que ele está desaparecido à Comarca de Parnamirim, que determinou que o rapaz não mudasse de endereço sem informar à Justiça seu paradeiro. Depois disso, se a Justiça determinar, ele poderá ser considerado foragido e ter decretada a prisão preventiva ou algo similar”, informou o delegado.



Quirino Filho disse que o acusado é reincidente em agredir mulheres e que nos registros da Delegacia Especializada em Defesa da Mulher da zona norte, em Natal, existe uma queixa aberta por uma ex-namorada do comerciante.



Sobre a agressão na boate, o delegado informou que a polícia já analisou as imagens que foram cedidas pela casa noturna e disse que não há dúvidas de que Rômulo agrediu a jovem por um motivo fútil. “Ele abordou Rhanna duas vezes. Uma quando ela estava sentada numa cadeira da boate, quando insistiu por um beijo. Depois ele a encontrou na pista de dança e a chamou para dançar. Mas como houve uma negação, ele a segurou a força pelo braço até conseguir golpear pelas pernas. Da forma que ele a agrediu sabemos que ele aplicou um golpe de jiu-jitsu”, disse o delegado.



O caso Rhanna

No último sábado, os médicos retiraram os pontos da cirurgia do braço de Rhanna e informaram que na próxima semana ela deverá iniciar as sessões de fisioterapia para recuperar os movimentos no punho e braço. A estudante ainda deverá passar por uma outra cirurgia reparadora.



A estudante relatou que recebeu inúmeras mensagens de incentivo para continuar a denúncia contra o agressor. Ela contou que no fim de semana, depois que a agressão foi veiculada em sites nacionais, recebeu mais de mil convites de pessoas solidárias a causa no seu perfil no Facebook. Para ela, o “retorno da sociedade indignada com o caso já faz parte da Justiça que deverá ser feita para punir o agressor”.



O UOL Notícias entrou em contato, no final da manhã desta segunda-feira (17), com o advogado de Nascimento, Durvaldo Varandas, para que ele comentasse as acusações, mas ele pediu que retornasse a ligação após meia hora. A reportagem tentou por diversas vezes falar novamente com o advogado, mas ele não atendeu nem retornou as ligações

sábado, 15 de outubro de 2011

Caverna com 100 mil anos foi um ateliê pré-histórico de tintas
Paloma Oliveto

Publicação: 14/10/2011 14:13 Atualização:

A descoberta do mais antigo ateliê de pintura do mundo é a prova de que a inteligência e a sofisticação criativa do homem moderno, que teria aparecido há cerca de 160 mil anos, são características bem mais antigas do que se imaginava. Até agora, havia um consenso entre antropólogos de que o uso de pigmentos decorativos começou há 60 mil anos, com base na datação de artefatos pré-históricos encontrados na África. Uma equipe internacional de pesquisadores, contudo, relata na edição de hoje da revista Science a existência de um local quase tão antigo quanto o próprio Homo sapiens, com 100 mil anos de idade, destinado a produzir e armazenar tintas — de várias cores.

A 300km da Cidade do Cabo, na África do Sul, existe uma caverna, chamada Blombos, que é praticamente uma cápsula do tempo. Banhada pelo Oceano Índico, preserva milhares de anos da história do homem moderno e já forneceu diversos artefatos cobiçados por antropólogos e arqueólogos. Em 2008, uma equipe chefiada por Christopher S. Henshilwood, do Instituto de Evolução Humana da Universidade de Witwatersand, da África do Sul, encontrou vestígios do que seria um ateliê de pintura. Não se tratava de peças isoladas, mas de um conjunto de ferramentas e objetos com um significado comum. “Estávamos apenas escavando uma parte da caverna, não sabíamos o que esperar. Por isso, ficamos muito surpresos”, conta o antropólogo ao Correio.
Dois recipientes com vestígios de pigmentos estavam perto de resquícios de carvão e de ferramentas como amoladores, machadinhas de ossos e instrumentos semelhantes a colheres rudimentares. O conteúdo das embalagens, feitas de conchas, revelou que, há 100 mil anos, o homem já entendia de química. Os cientistas encontraram ocre, nome que se dá à argila colorida, rica em hematita (vermelha) ou limonita (amarela). “O ocre pode ter sido aplicado com intenções simbólicas, como decoração de corpos, de roupas e de acessórios decorativos durante a Idade da Pedra”, diz o artigo da Science.
Em entrevista ao Correio, o especialista italiano Francesco d’Errico, do Centro de Pesquisas e Restaurações dos Museus da França, diz que a análise química do conteúdo indica a mistura de três tipos de ocre, mostrando que o Homo sapiens já sabia pesquisar e experimentar materiais. “Como não havia resina, achamos que os fins eram mais decorativos. O importante, porém, é saber que eles já entendiam o processo de criação do pigmento. Em um dos recipientes, há a marca de um dedo, indicando, claramente, que o material foi misturado”, diz. “Documentamos o primeiro momento em que o homem planejou, executou e estocou esse tipo de produto”, orgulha-se Henshilwood.

Teoria desmentida

De acordo com o arqueólogo, sabe-se muito pouco sobre o comportamento dos primeiros homens modernos. Por isso, a tendência é imaginá-los como seres bastante rudimentares, ingênuos e pouco capazes. Novas descobertas, entretanto, estão desmentindo essa teoria, mostrando que a inteligência e a sofisticação nasceram com o próprio Homo sapiens. No início deste século, a mesma caverna de Blombos havia revelado artefatos de pedra e ferro, esculpidos com padrões avançados e com mais de 70 mil anos. “Essas descobertas mostram que nos primeiros estágios, o homem moderno era capaz de pensar de forma abstrata, se comportando como hoje, muito antes que o previamente imaginado. Acredito, inclusive, que os desenhos geométricos de Blombos podem ser uma linguagem simbólica, quase que uma pré-escrita”, acredita Henshilwood. “O uso do ocre da Idade da Pedra era decorativo e tinha significados simbólicos”, argumenta. Questionado se poderia haver outra explicação sobre a nova descoberta em Blombos, ele é enfático: “É muito óbvio o que cada objeto está fazendo ali. Não, não vejo outra alternativa”.
Para o arqueólogo John Shea, da Universidade de Stony Brook, nos Estados Unidos, está na hora de parar de imaginar os primeiros homens modernos como criaturas abrutalhadas, que só conseguiam emitir sons guturais e monossilábicos. “Não acho que eram significativamente diferentes de nós”, diz o especialista, que não participou da pesquisa publicada na edição de hoje da Science. “O problema é que as pessoas medem de forma equivocada o comportamento dos primeiros humanos. Os arqueólogos e os antropólogos estão sempre procurando provas da modernidade do Homo sapiens, quando deveriam se dedicar mais a observar a variedade cultural”, acredita.
Estudioso dos primeiros estágios do homem, Shea afirma que os artefatos encontrados até hoje em territórios africanos e asiáticos mostram que os mais antigos representantes da espécie eram extremamente versáteis e conseguiam desenvolver estratégias para se adaptar às novas necessidades. “À medida que se começaram a se deslocar mais, criaram ferramentas versáteis e fáceis de transportar. Essa capacidade criativa não é exclusividade do Paleolítico Superior, mas uma marca que sempre acompanhou o homem moderno”, defende.
Cultura europeia

A criação de objetos de arte é considerado um indicativo de avanço do desenvolvimento cultural e linguístico de uma população. A descoberta de pinturas rupestres na França, nos anos 1940, levou à hipótese de que, embora tenha se originado na África, o homem moderno só começou a se expressar de forma simbólica há cerca de 35 mil anos, data das cavernas francesas. Há algum tempo, porém, os especialistas já sabem que isso não é verdade, e que a arte já estava presente antes de o Homo sapiens emigrar do continente africano.

Palavras usadas nos jornais da Paraíba são registradas no

Dicionário de Investigação do Cotidiano é lançado em João Pessoa

Sexta, 14 de Outubro de 2011 10h58

Por Cecília Lima, da redação do Jornal O Norte



Por dois anos o Grupo de Pesquisa sobre o Cotidiano e o Jornalismo (Grupecj), da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), estudou teoria do jornalismo aplicada aos três maiores periódicos do Estado, incluindo o jornal O Norte. A pesquisa deu origem ao primeiro volume do “Dicionário de Investigação do Cotidiano - Elogio da Palavra no Jornalismo Impresso”, livro que será lançado nesta sexta-feira, dia 14, às 19h, no Casarão 34, Centro da Capital.
O professor orientador do grupo, Wellington Pereira, afirma que a obra não possui caráter enciclopédico. “A linguagem não é denotativa. Nossa intenção foi entender como determinados termos se apresentam no cotidiano dos jornais. A palavra ‘crédito’, por exemplo, pode ter vários significados dependendo do contexto”, explica. Constam no livro mais de 40 verbetes presentes nas editorias de Cidades, Esporte, Cultura, Política e Economia. “Canção”, “Vandalismo” e “Infidelidade Partidária” são alguns dos termos que podem ser consultados no dicionário.
“Dicionário de Investigação do Cotidiano - Elogio da Palavra no Jornalismo Impresso” é resultado do trabalho conjunto de 22 autores, entre estudantes de graduação, pós-graduação e colaboradores, coordenados por Wellington Pereira. A pesquisa se debruçou sobre exemplares dos jornais circulados no ano passado. O Grupecj existe há nove anos e foi responsável pela publicação de sete livros impressos e um digital. O grupo se dedica a partir de agora ao estudo da pornografia expressa nos jornais. “Queremos saber agora como se revela o discurso pornográfico na imprensa paraibana. Vamos investigar as formas indiretas em que ele aparece e não o óbvio”, destaca Wellington.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Cientista propõe 'clarear o mundo' para melhorar o ambiente

O superaquecimento nos centros urbanos e suas consequências para o meio-ambiente e para a vida das pessoas é um problema latente sobre o qual se precisa pensar com urgência. É o que defende Hashem Akbari, cientista e professor da faculdade de Concordia em Montreal, no Canadá. Ele coordena um programa mundial que cuida, mede e propõe soluções para o resfriamento do ambiente. Em entrevista, em São Paulo, afirmou que diminuir a temperatura nos grandes centros mundiais e beneficiar o mundo inteiro - literalmente - é muito mais simples do que se imagina. Tudo precisa começar no que está mais próximo do cidadão: a casa em que ele mora.

De acordo com Akbari, não é difícil explicar a diferença na temperatura entre grandes cidades, como São Paulo e Nova York, e regiões do interior próximas a essa cidade. "Pessoas que são ricas vão para o interior porque é mais frio que nas áreas urbanas. A razão pela qual as áreas urbanas são tipicamente mais quentes tem a ver com o fato de que elas são basicamente feitas de telhados e asfalto de cor escura, o que absorve mais energia.", explicou.

Ashem Akbari corre o mundo divulgando a proposta de 'clarear' telhados e cidades

Pode parecer inusitado, mas a alta temperatura em centros urbanos, a sensação de abafamento e a má qualidade do ar têm muito a ver com o telhado e o chão das casas, estabelecimentos e escritórios. A explicação é simples. "Quando o chão é escuro, ele absorve muita energia do sol. A terra embaixo do asfalto também esquenta, assim como o ar ao redor", afirmou. O mesmo raciocínio serve para o telhado. A questão é que tais materiais não perdem o calor com a mesma velocidade em que o absorvem no tempo de um dia. Somando-se vários dias, meses ou mesmo anos, o efeito só se potencializa.

A solução encontrada por Akbari está nos chamados cool roof e cool paviments. No inglês, a palavra "cool" quer dizer, entre outras coisas, "frio". Na prática, significa o uso de cores mais claras, que, naturalmente, refletem mais luz do que as cores escuras. "Se o telhado é escuro, podemos fazê-lo com cores mais claras. Se o chão é escuro, podemos fazê-lo mais claro", projetou o cientista.

A ideia parece óbvia, mas convencer as pessoas a adotá-la tem sido o árduo trabalho do professor ao longo de várias cidades da América do Norte, em um primeiro momento, e do resto do planeta. "Se todas as pessoas em uma comunidade utilizassem os cool roofs, toda a região iria se beneficiar, mais calor iria ser refletido para o espaço. Isso aumentaria a qualidade do ar e, consequentemente, a qualidade de vida", explicou Akbari.

Além disso, há uma série de questões decorrentes desse aquecimento anormal. Superaquecido, o asfalto escuro, por exemplo - principalmente em países tropicais como o Brasil -, se torna "mole" e mais sensível ao peso dos veículos. Assim, buracos surgem mais facilmente. Sem contar que a diferença de temperatura na superfície de um asfalto escuro em comparação com um claro pode chegar a 30ºC, submetidos às mesmas condições e tempo de absorção. O cénario fica pior quando os objetos são os telhados. "A diferença entre um telhado branco e um escuro, debaixo do mesmo sol, pode chegar a 50ºC", afirma Akbari. Mas os problemas causados pelo aquecimento dos centros urbanos não terminam por aí.

A alta temperatura, em conjunto com a poluição de grandes cidades como Los Angeles e São Paulo, também aumenta a concentração de ozônio no ar atmosférico. A longa exposição ao elemento degrada o pulmão e expõe os tecidos do corpo a este componente altamente oxidante. Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais - Inpe -, além de modificar o equilíbrio ambiental, ele altera a bioquímica das plantas em escala significativa. De acordo com a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos - EPA -, as perdas anuais naquele país causadas pelo excesso de ozônio na atmosfera têm chegado à casa de US$ 500 milhões.

"Em Los Angeles, estima-se que o custo do ozônio no ar é de cerca de US$ 3 bilhões anualmente, no que se refere ao gasto das pessoas caso fiquem doentes para ir aos hospitais e por não poderem ir ao trabalho", exemplificou. "Se você reduzir a temperatura na casa de 2ºC a 3ºC, a quantidade de ozônio cai significativamente entre 10% a 20%", concluiu.

Para Akbari, o futuro do homem em um planeta cada vez mais "concretizado", em referência ao aumento das áreas urbanas asfaltadas e à diminuição das regiões verdes, está estritamente ligado ao comprometimento com a vida e à necessidade de se pensar localmente para chegar a um objetivo global. E, de maneira simples e direta, tudo pode e deve começar na casa de cada cidadão." Os cool roofs são a maneira mais lucrativa de fazer uma casa ficar confortável e ao mesmo tempo economizar dinheiro", concluiu.

São Paulo é bom candidato para aderir ao programa

Akbari veio ao Brasil nesta semana - onde participou da 2ª Green Building, exposição e conferência sobre práticas sustentáveis na consttrução civil - para buscar a adesão da cidade de São Paulo como um dos grandes centros urbanos do projeto. "Ter São Paulo seria ótimo pelo que ela representa. Vamos cuidar de 20 milhões de pessoas. Além disso, a energia aqui é muito cara, então economizar seria excelente", disse o professor.

O projeto de mensuração da temperatura e proposição de soluções acontece em algumas cidades no planeta, como Nova York e Chicago, nos EUA. Outros centros urbanos estão considerando neste momento entrar no programa, como Los Angeles, Atlanta, Milão e Roma, na Itália, e algumas cidades do Oriente Médio. Akbari ainda quer, além de São Paulo, Nova Déli (na Índia) , Tóquio e Osaka, no Japão, e mais algumas cidades na África.

Para isso, o professor espera o comprometimento de autoridades políticas destes países e afirma a necessidade de um planejamento para o futuro que pense no meio-ambiente e em maneiras de tornar os ambientes urbanos mais "amigos" do planeta.

dp

Fonte: Terra.Ashem Akbari corre o mundo divulgando a proposta de 'clarear' telhados e cidades

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Morre um dos gênios do humor brasileiro.

Morre o humorista José Vasconcellos, aos 85 anos

da Redação do UOL.
Morreu na madrugada desta terça (11) o humorista José Thomaz da Cunha Vasconcellos Neto, aos 85 anos. Ele era conhecido por viver o personagem Ruy Barbosa Sá Silva na "Escolinha do Professor Raimundo", da Globo, e "Escolinha do Barulho", da Record.



José Vasconcellos sofria de Alzheimer, tinha problemas nos rins e estava internado no Hospital das Clínicas de São Paulo, quando sofreu uma parada cardíaca.



Logo no início da manhã, Rick Régis, sobrinho do comediante, usou o Twitter para dar a informação: "Olá Homero, perdemos o Pai do humor: José Vasconcellos", disse, referindo-se a Homero Salles, diretor do "Programa do Gugu" e da "Escolinha do Gugu". Prontamente, ele também escreveu no microblog: "PERDI MAIS UM AMIGO....JOSÉ VASCONCELOS, UM DOS MAIORES HUMORISTAS DO BRASIL...".



Após várias mensagens em tom de homenagem, Homero pediu: "A nova geração de ’comediantes’ tem obrigação de rever vts de um dos precursores do stand up...ele fazia ’solo’ há decadas".



Segundo amigos da família, o velório de José Vasconcellos deve acontecer ainda hoje. Ele será cremado, segundo seu próprio desejo, e depois removido para o crematório de Embu das Artes, em SP.



Natural de Rio Branco, no Acré, José Vasconcellos era considerado um dos maiores nomes do humor brasileiro. Iniciou sua carreira no rádio e ganhou destaque interpretando personagens gagos, como o Ruy Barbosa Sá Silva.



Na década de 60, criou o projeto "Vasconcelândia". A ideia era montar um parque de diversões em Guarulhos/SP, semelhante à "Disneylândia". Porém, o projeto acabou não sendo realizado.



O humorista deixa sua esposa, dona Irene, e quatro filhos.