quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012E haja chuva no Carnaval de Caicó!Carnaval traz a chuva para Caicó; chove há duas horasMantendo a tradição do 'Carnaval Chuvoso", a chuva resolveu dar o ar da graça nesta quinta-feira em Caicó. Por volta das 21h00 os primeiros sinais já eram percebidos no Complexo Turístico Ilha de Sant'Ana e em vários pontos da cidade. A chuva já dura mais de duas horas, e pela intensidade, a previsão é de que a segunda noite de folia seja marcada pela precipitação pluviométrica.Os meteorologistas da Emparn preveem precipitações durante os quatro primeiros meses de 2012. Acho que agora é pra valer. Haja chuva no Carnaval de Caicó! [por Gláucia Lima em seu blog]
Espaço para veiculação de notícias, artigos e reportagens de interesse da comunidade potiguar.
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
Capas, galochas e blusões na folia de Caicó?
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
Americanos e a Al Qaeda estão juntos na Síria.
Obama e Al Qaeda estão do mesmo lado e apoiam oposição armada a Assad na Síria.
no twitter @gugachacra
Gustavo Chacra - O Estado de S. Paulo. - 16.02.2012.
Veja como funciona o novo sistema de comentários dos blogs do Estadão.com.br
Os Estados Unidos e a Al Qaeda estão do mesmo lado na Síria. Não que seja o errado. Mas não deixa de ser irônico que Washington e a rede terrorista compartam os mesmos interesses no conflito que opõe Bashar al Assad e a oposição.
Esta será a terceira vez que os EUA e os integrantes da rede terrorista adotam a mesma posição. A primeira, claro, foi no Afeganistão, nos anos 1980. Na época, o nome Al Qaeda ainda não existia. Diante de um governo aliado da União Soviética, os americanos treinaram e armaram os mujahedin e integrantes do Taleban. Uma década mais tarde, o Taleban, tratando as mulheres como lixo, dava guarida à Al Qaeda, composta por mujahedins como Bin Laden, que estiveram ligados ao 11 de Setembro.
Em 1991, os EUA lançaram uma guerra para expulsar as forças de Saddam Hussein do Kuwait. George Bush, o pai, evitou os erros de Ronald Reagan e não derrubou o regime e tampouco aceitou o apoio dos mujahedin, que eram inimigos radicais do regime de Bagdá. Uma década mais tarde, o ditador iraquiano era um “pato manco”, como dizem nos EUA, sem poder algum. Mas o Bush filho decidiu derrubá-lo e hoje o governo é o principal (isso mesmo) aliado de Teerã, maior inimigo dos americanos.
Desta vez, a administração de Barack Obama quer a queda de Assad. A Al Qaeda, também, afinal o governo sírio é o mais secular do mundo árabe, sendo tolerante com homossexuais, drogas, bebidas e proibindo, até pouco tempo atrás, que mulheres cobrissem a cabeça com o véu em prédios públicos. A rede terrorista estaria por trás de atentados contra o regime em Damasco e Aleppo. Cada vez mais, membros das milícias opositores se aliam aos herdeiros de Bin Laden. Seu sucessor, Ayman al Zawahiri, declarou apoio à oposição em Homs.
Mas, insisto, a Al Qaeda estar apoiando os opositores não significa que o movimento anti-Assad esteja errado. Apenas serve de advertência para os EUA. Na Líbia, bandeiras da rede terrorista são hasteadas em instituições governamentais. As armas também aos poucos passam para simpatizantes da organização de Bin Laden, que ocuparam o espaço de um regime derrubado justamente pela OTAN.
Na verdade, o maior inimigo dos EUA é o Irã. E, da Al Qaeda, também.
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Comentários islamofóbicos, anti-semitas e anti-árabes ou que coloquem um povo ou uma religião como superiores não serão publicados. Tampouco ataques entre leitores ou contra o blogueiro. Pessoas que insistirem em ataques pessoais não terão mais seus comentários publicados. Não é permitido postar vídeo. Todos os posts devem ter relação com algum dos temas acima. O blog está aberto a discussões educadas e com pontos de vista diferentes. Os comentários dos leitores não refletem a opinião do jornalista
O jornalista Gustavo Chacra, correspondente do jornal “O Estado de S. Paulo” e do portal estadão.com.br em Nova York e nas Nações Unidas desde 2009, é mestre em Relações Internacionais pela Universidade Columbia. Já fez reportagens do Líbano, Israel, Síria, Cisjordânia, Faixa de Gaza, Jordânia, Egito, Turquia, Omã, Emirados Árabes, Iêmen e Chipre quando era correspondente do jornal no Oriente Médio. Participou da cobertura da Guerra de Gaza, Crise em Honduras, Crise Econômica nos EUA e na Argentina, Guerra no Líbano, Terremoto no Haiti e crescimento da Al-Qaeda no Iêmen. No passado, trabalhou como correspondente da Folha em Buenos Aires. Este blog foi vencedor do Prêmio Estado de Jornalismo, empatado com o blogueiro Ariel Palacio
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
Eita! Ricardo Teixeira vai deixar a CBF! Acreditas?
Ricardo Teixeira está em sua casa, onde recebeu a filha Joana Havelange, diretora-executiva do COL, o homem de compras do comitê, o cunhado Leonardo Wigand e despacha com seu secretário particular Alexandre Silveira.
O cartola também não irá à CBF amanhã.
Sua renúncia será publicada no portal da CBF.
Em seguida, viajará.
Entre as inúmeras plantações de notícias, comuns em momentos como este, duas são risíveis:
1. a de que ele renunciará por causa da reportagem da “Folha de S.Paulo” (leia), como se ele pudesse saber desde a semana passada que a matéria seria publicada hoje, coisa que nem o jornal sabia;
2. a de que ele não renunciará para não dar razão aos que informaram antecipadamente a sua saída.
Há, também, a hipótese de ele se licenciar para não entregar a presidência definitivamente para José Maria Marin, mas escolher Fernando Sarney.
Ou seja com ele, com Marin ou com Sarney não mudaria nem a mosca.
ATENÇÃO/ATUALIZAÇÃO (22h35): Notícia de Brasília dá conta de que Dilma Rousseff vê com bons olhos que Ronaldo Nazário substitua Teixeira no COL, mesmo que interinamente.
sábado, 11 de fevereiro de 2012
O quarto artigo de Paulo Tarcísio.
As diversas formas de medicina (4) – Flores de Bach
A medicina floral foi criada no início do século XX, na Inglaterra, pelo médico que nomeia hoje em dia tal terapia. Como era de se esperar, as medicações florais são produzidas a partir de flores, particularmente flores britânicas, atuando , primariamente, no campo emocional e mental do ser humano.
A partir dos estudos de Albert Einstein (E=mc²), a ciência moderna descobriu que tudo é energia; até matéria é energia, porém localizada numa faixa de freqüência de vibração que consegue interagir com nossos sentidos. Nossa mente e nossas emoções não seriam diferentes: tem suas faixas de freqüência, tem suas faixas de vibração específicas e variadas.
A medicina floral entra no hall das medicinas energéticas: visa interagir com os corpos emocional e mental do ser humano, alterando a faixa de freqüência em que estão vibrando.
É como se eu quisesse mudar a freqüência de um rádio: ao mudar a freqüência, muda-se o tipo de música que a rádio toca.
Os doentes, para a medicina de Bach, são divididos em 7 grupo: Medo, Indecisão, Falta de Interesse no Presente, Solidão, Influência, Desespero e Controladores. Há, ao todo, 38 medicações que podem ser combinadas das maneiras mais variadas possíveis, de acordo com a particularidade de cada paciente.
Se por exemplo, passei por um trauma muito recente, como um acidente ou a morte de um ente querido, os florais podem acelerar o processo de superação, de maneira que a vida possa voltar ao seu ritmo normal o mais rápido e menos doloroso possível.
Se tenho problemas para lidar com a solidão, ou se tenho uma marcante falta de interesse pelo presente, as terapias florais também podem me cair muito bem.
Tais medicações não são, no entanto, uma panacéia que resolverá todos os nossos problemas emocionais, mas sim trabalham como catalisadores que aceleram aquelas batalhas que já travamos, por iniciativa própria, em nosso mundo interior.
Falo como usuário das flores de Bach: é fantástico seu efeito psíquico. Os pitagóricos costumavam dizer que não devemos acreditar em nada que não compreendemos, porém nunca rejeite prontamente nada por não compreender. Surpreenda-se.
Paulo Tarcísio Neto
Medicina UFRN
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
Lixo alimentar causa câncer.
Recebidas de um médico gastroenterologista...
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terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
Diário de um cearense na Suíça.
Diário de um Cearense na Suíça.
12 Agosto - Hoje me mudei para minha nova casa na Suíça. Um chalé porreta
nos Alpes. Que paz! Tudo aqui é tão bonito e silencioso. Os Alpes são tão
majestosos. Quase que não posso esperar para vê-los cobertos de neve. Que
bom haver deixado para trás o calor, a umidade, o tráfego, a violência, a
poluição e aqueles brasileiros mal educados.
Isto sim é que é vida!
14 Outubro - A Suíça é o lugar mais bonito que já vi em minha vida. As
folhas passaram por todos os tons de cor entre o vermelho e o amarelo.
Que bom ter as quatro estações. Saímos a passear pelos bosques e, pela
primeira vez, vi um cervo. São tão ágeis, tão elegantes, é um dos animais
mais vistosos que jamais vi.
Suíça é mesmo um paraíso!
E pensar que sofri tanto tempo naquele inferno que é o Ceará...
11 Novembro - Logo começará a temporada de caça aos cervos. Não posso
imaginar como alguém pode matar uma dessas criaturas de Deus. Está
esfriando e praticamente já chegou o inverno. Espero que neve logo.
Isto sim é que é vida!
2 Dezembro - Ontem à noite nevou. Que alegria! Despertei e encontrei tudo
coberto de uma camada branca. Parece um cartão postal... Estava tão
contente que rolei nela e logo tive uma batalha de bolas de neve com os
vizinhos (eu ganhei). Que bonita a neve! Parecem bolas de algodão
espalhadas por todos os lados.
Que lugar bonito! Suíça, isto sim é que é vida.
12 Dezembro - Ontem à noite voltou a nevar. Que encanto! Saí novamente
para tirar a neve dos degraus e a passar a pá na entrada e, quando a
niveladora de neve passou na rua, tive que voltar a passar a pá para tirar
a neve...
19 Dezembro - Ontem voltou a nevar. Saí de casa para tirar a neve e a
niveladora voltou a sujar a entrada, mas bom... que vamos fazer?
De toda maneira, são os ossos do ofício de quem mora num cartão postal.
22 Dezembro - Ontem à noite nevou muito, outra vez. Não pude limpar a
entrada por completo porque, antes que acabasse, já havia passado a
niveladora; assim, hoje, não pude ir ao trabalho. Estou um pouco cansado
de passar a pá nessa neve. Droga de niveladora!
Mas, que vida!? Isso não acaba não?
25 Dezembro - Feliz Natal ... Aqui não para de cair estes flocos brancos.
Já tenho as mãos cheias de calos por causa da pá. Creio que a niveladora
me vigia da esquina e espera que eu acabe de tirar a neve com a pá, para
então passar. Vá para os quintos do inferno!
Se pego o miserável que dirige essa niveladora, juro que o mato.
27 Dezembro - Ontem à noite caiu mais dessa coisa branca. Já são três dias
direto que não saio. Não faço mais nada , senão passar a pá nessa porcaria
de neve, depois que passa a niveladora. Não posso ir a lugar algum.
O carro está enterrado debaixo de uma montanha branca. Não entendo porque
não usam mais sal nas ruas, para que se derreta mais rápido todo esse
gelo.
O noticiário disse que esta noite vai cair mais 20 centímetros desta
porcaria.
Não acredito, não! Pense !
31 Dezembro - O idiota do noticiário se equivocou outra vez. Não foram 20
centímetros de neve... caiu quase 1 metro dessa m..! Ninguém pôde sair
para comemorar o ano novo. Agora, resulta que a niveladora quebrou perto
daqui, e o imbecil do motorista veio me pedir uma pá emprestada.
Ah, macho descarado! Disse a ele que já tinha quebrado 6 pás limpando a
merda que ele me havia deixado diariamente. Quase quebrei a pá na cabeça
dele.
Arre Éééguaaa, tô lascado!
4 Janeiro - Ao fim, hoje consegui sair de casa para ir ao supermercado No
caminho, fui desviar de um cervo que se meteu na frente do carro, e bati
numa árvore. Ferrou! O conserto do carro vai me sair por uns três mil
francos suíços.
Esses veados deviam ser envenenados. Antes os caçadores tivessem acabado
com essa raça ano passado.
A temporada de caça deveria durar o ano inteiro!
15 Março - Escorreguei no gelo que ainda há neste lugar e quebrei uma
perna.O que estou fazendo aqui?
Ontem à noite sonhei estar em Canoa Quebrada, no Mucuripe vendo as
jangadas, Praia do Futuro etc etc, tomando uma cerva gelada debaixo
daquele sol, me refrescando na brisa e mergulhando no mar, ao som de um
forró bem tocado.
Quero vender esta casa para sair já daqui!
22 Abril - Quando me tiraram o gesso, levei o carro ao mecânico. Ele disse
que o conserto ia ficar o dobro, pois o assoalho estava todo enferrujado,
culpa do sal que jogaram nas ruas para derreter a neve.
Será que esses desabestados não têm outra forma de derreter o gelo?
3 Maio - Hoje consegui vender a casa para um corno suíço. Graças a Deus
poderei sair deste fim de mundo frio e solitário. Amanhã volto para o meu
Ceará. Muito calor, tráfego, poluição, comer sarapatel, mas acima de tudo
vou ver o sol,coqueiros ,calango passando pelos meus pés, terra de gente
boa e hospitaleira.
Aquilo sim é que é vida!
Graças a Padrinho Cícero estou de volta!Nem acredito!
TE AMO, FORTALEZA!
Ioris Ramalho Cortez
Professor da UFRN - APOSENTADO
Diretor Financeiro da UNICOOPESRN
Voluntário do HATMO - Humanização e Apoio ao
Transplantado de Medula Óssea do RN
O conturbado mundo árabe e o novo colonialismo.
2011, UM ANO HISTÓRICO
No dia 17 de
dezembro de 2010 um jovem tunisiano, graduado de uma faculdade mas obrigado a
ser vendedor ambulante para sobreviver, foi maltratado e humilhado pela
polícia. Conscientemente ou não, lembrando
um gesto praticado por bonzos vietnamitas em protesto contra a ocupação de seu
país por tropas norte-americanas quatro décadas antes, o jovem tocou fogo no
seu próprio corpo, se auto-imolou.
Por que esse
gesto comoveu toda a Tunísia e todo o mundo árabe e incendiou a este, o que
acontece até os dias que correm? Ora, no
mundo árabe e, pensando bem, no mundo inteiro o desemprego vem aumentando
assustadoramente, especialmente para os jovens que mal têm como entrar no
mercado de trabalho. Ademais em muitos
países pobres os preços dos alimentos vêm aumentando para além da capacidade de
o povo pagar. Muitos jovens árabes,
europeus e norte-americanos além de jovens de outros países vêm esperando trabalho
há anos sem ter como se empregar.
Tudo isso foi
propicio para iniciar a “primavera árabe.”
A democracia, mesmo essa bem limitada democracia burguesa ou democracia
liberal como ela própria se auto-denomina, não tem prevalecido no mundo
árabe. Por esse e outros motivos os
árabes são tidos como atrasados no Ocidente quando na realidade se trata de um
conglomerado de ditaduras e monarquias absolutistas patrocinados pelo próprio Ocidente
há décadas. Graças à unidade lingüística
do mundo árabe do Marrocos até o Iraque e também à internet, todo o mundo árabe
ficou incendiado de revolta. Revolta
contra os altos preços dos alimentos, revolta contra o desemprego, revolta
contra o autoritarismo. Alguns ditadores
caem mas o vazio é preenchido por outros partidários do status quo. Isto é notório no caso do Egito, país de 80
milhões de habitantes. O ditador Mubarak
perdeu o poder. Mas uma junta militar,
cria dele e com fortes vínculos interesseiros com empresas multinacionais,
assumiu o poder. A junta já incentivou veladamente
discórdia entre ativistas muçulmanos (nem todos religiosos) e a minoria cristã
copta. Mas os jovens ativistas insistem
que tanto cristãos como muçulmanos são todos egípcios. A Praça Tahrir no Cairo com freqüência é
ocupada por dezenas de milhares de manifestantes. Recentemente a polícia usou um novo gás
venenoso importado dos Estados Unidos e o lançaram contra muitos
militantes. E jogou os corpos de muitas
vitimas fatais na beira da Praça. Mas a
luta continua.
Graças à
internet pruridos de exigências evidenciados pela juventude árabe alcançou os
jovens da Espanha. Em Madri, Barcelona e
outras cidades ganha corpo um novo movimento.
Ele se auto-denomina de Indignados.
Na Inglaterra a juventude nos bairros pobres, discriminada pela polícia
às vezes até com brutalidade, também se revolta. Sabem que estão condenados a crescer sem
nunca conquistar um emprego no meio de governos que fazem cortes na parte
social do orçamento do país.
Finalmente no
coração do Império começa o movimento Occupy Wall Street. De novo são de longe majoritariamente
jovens. Com as mesmas preocupações. Inúmeros dentre eles observam, à semelhança
de seus pares de outros países, que a “democracia” que conhecemos não favorece
os verdadeiros anseios e necessidades do povo.
O movimento do
Occupy já alcançou mais de mil cidades nos Estados Unidos de acordo com seus
organizadores. Mesmo que a cifra seja
exagerada, certamente há um número elevado de participantes. Recentemente em Bruxelas, capital da União
Européia, jovens manifestantes belgas, franceses, espanhóis e de outras
nacionalidades européias recentemente organizaram passeatas.
E nosso país
no meio de tudo isso? Em São Paulo houve o Ocupa
Sampa, movimento que se reúne nos baixos do Viaduto do Chá. Há aulas públicas e outras atividades e
circula uma media de 400 pessoas por dia. É um começo. O movimento foi consagrado no dia 15 de
outubro lá e em tantas outras praças do mundo.
Na Espanha,
nos Estados Unidos e alhures a coisa sugere a presença de anarquistas. Os anarquistas sempre ficaram arredios a
partidos políticos. Os anarquistas fizeram
a Comuna de Paris em 1871. E lutaram
contra o status quo na Rússia e na Espanha décadas depois. Mas não se trata só de manifestantes
anarquistas. Trata-se de jovens que
percebem que com o atual sistema não há futuro à vista. Em cada país não há um movimento nitidamente
costurado, isto é, não há lideranças claras.
Esse tipo de ativismo vem se formando espontaneamente como respostas a
anseios tão evidentes. Sente-se
instintivamente a necessidade de garantir uma organização. Assuntos como a montagem de lugares para
dormir para gente que vem de mais longe e usa sacos de dormir, o fornecimento
que cada um ou cada grupo faz de comida, etc. são todos resolvidos, até mesmo
não raro com apoio de boa parte do público que não ocupa as praças mas que quer
ajudar materialmente.
Ainda não há
reivindicações claras, não há um programa ou projeto maior. Em razão da complexidade da atual conjuntura,
é natural que isso ocorra inicialmente.
Mas só expor o que não se quer
é muito significativo. Não se quer
capitalismo. Isto é muito claro. A construção da alternativa terá que vir com
o tempo, amadurecer.
Nos Estados
Unidos e na Europa Ocidental, regiões duramente golpeados pela pior crise do
sistema capitalista, que começou em 2008 e vai durar muito, o movimento de
ocupação das praças está menos intenso agora com o inverno. Na primavera tudo recomeçará.
É provável que
a crise do capitalismo encetada em 2008 seja a última. Há meio século a taxa de lucro vem
decrescendo dramaticamente como aliás
Karl Marx tinha previsto. O capital
virtual, que era apenas 10% do capital de todo o planeta em 1970, agora gira em
torno de 97 ou 98% de todo ele. Mesmo
que o sistema esteja apenas a décadas do seu final – historicamente muito perto
dele portanto – ele continuará devorando milhões de inocentes até seu último
suspiro. Será importante que o vazio
deixado um dia pelo capitalismo não seja preenchido por um novo sistema
opressor. Para que a luta valha a pena
será preciso construir uma civilização igualitária.
Há vários
fatores a favor dessa luta popular. Como
notou uma observadora norte-americana, à diferença do que ocorria com os
protestos paralelos ocorridos em contraste com as reuniões dos G-20, G-8 e
similares, as novas manifestações surgidas no histórico ano 2011 podem ocorrer
com maior freqüência porque já não ocorrem como contraponto a reuniões marcadas
pelos governos das maiores economias capitalistas do mundo de hoje. Um segundo fator positivo é que sempre há um
maciço apoio por populares não diretamente envolvidos nas manifestações, o que
fica evidente graças ao fornecimento de alimentos para os manifestantes além de
expressões de opiniões de apoio freqüentes.
Uma pesquisa pouco tempo atrás por exemplo constatou que 46% dos
norte-americanos acham que o pessoal do movimento Occupy têm o direito de fazer
suas manifestações e uma proporção menor acha o contrário. E nos países ao longo do tempo quando há ocupações
de fábricas pelos trabalhadores, a população da redondeza e além tende a
defender os trabalhadores revoltados. Há
cerca de 10 anos atrás aqui no Brasil mais de 50% dos entrevistados para uma
pesquisa disseram-se favoráveis à ocupação de latifúndios improdutivos por
camponeses dispostos a plantar neles. E
tudo isso apesar da orientação dos “formadores de opinião” da grande mídia no
sentido contrário.
Mas deve
persistir a pergunta: como enfrentar pacificamente uma policia muitas vezes
hostil ou até brutal? Como enfrentar uma
legislação restritiva cuja finalidade é promover os interesses da megaburguesia,
especialmente os dos banqueiros, e não os interesses do povo? Como enfrentar a mídia? Este último problema está sendo enfrentado
com certo grau de êxito como sugerimos há poucas linhas atrás. Enfim, enfrentar a megaburguesia que tem
fortíssimos meios para defender seus interesses é um desafio com solução
difícil. Será necessário que haja uma
pressão popular enorme frente aos parlamentos.
Enquanto houver opressão haverá revolta.
A história –
pretérita e presente – é cruel. O
desafio é derrotar a barbárie. Não se
trata de construir outro mundo sem imperfeições. A condição humana nos ensina que não pode
haver uma sociedade perfeita, sem problemas.
Mas isso não impede a intenção de montar uma civilização que iniba
sobremaneira a injustiça. Por novos
mecanismos será possível chegar até lá.
E a histórica
revolta de todo o ano 2011 em todos os continentes sugere que começa um
processo de transição a nível planetário.
Pois sem uma transição para esse “outro mundo [que] é possível” a
ameaçadora crise do meio ambiente e o caos financeiro não serão
contornados.
José Brendan
Macdonald – jobremac@gmail.com – João
Pessoa, PB, Brasil
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
Terceiro artigo do futuro médico Paulo Tarcísio Neto.
As diversas formas de medicina – a Homeopatia
Ao amigo Luiz Gonzaga Cortez
Prezado Gonzaga,
Na última semana, conversamos um pouco sobre os princípios que estão por trás da acupuntura. Hoje nos focaremos na prática da homeopatia, sistema médico geralmente atribuído a Hahnemann, havendo quem afirme que suas raízes remontam a Paracelso, Hipócrates e aos mestres destes.
Na medicina ocidental tradicional, se tenho uma febre, tomo uma medicação “anti-febre” (antipirética); se tenho dor, tomo uma medicação “anti-dor” (analgésica); se tenho uma inflamação, tomo uma medicação antiinflamatória, de maneira que se diz que a medicina alopata baseia-se no princípio da “Cura pelo oposto.” Isto é, se tenho um sintoma, tomo uma medicação que anula aquele sintoma, como para suplantar aquilo que está equivocado no corpo. Alopaticamente, atuamos para “consertar” o corpo.
A homeopatia atua, por sua vez, não “consertando” o corpo equivocado, mas despertando nele a capacidade de consertar-se a si mesmo. Se observarmos bem, nosso organismo tem uma capacidade de auto-cura inata – se tenho uma infecção, meu próprio organismo iniciará um processo de defesa contra ele, geralmente curando-se sozinho. O que ocorre é que, por diversas razões, essa capacidade de nosso corpo está desequilibrada. Cabe ao médico homeopata reequilibrá-la para que o corpo cure a si mesmo. Trata-se de um processo “educativo”, por assim dizer.
A “pedagogia” que nosso organismo compreende é a dos venenos. Se quero ensinar a um engenheiro a construir um prédio, por exemplo, devo dar-lhe diversos problemas virtuais de construção de prédios para que, quando encontre esses problemas na vida real, ele já saiba como resolvê-los. Se quero que meu corpo aprenda a curar uma febre, dou a ele um veneno que provoca febre, mas de uma maneira tão diluída, tão diluída, como um problema de matemática – servirá apenas para que ele, quando encontre o problema de verdade, “na vida real”, saiba como curá-lo.
Desta maneira, diz-se que a homeopatia cura através dos semelhantes: ofereço ao meu paciente uma medicação que provocaria, em doses plenas, aquele sintoma; mas que está tão diluída ao ponto de ter o efeito contrário. Chama-se, na teoria homeopática, de “Energia Vital” à parte sutil do organismo que está desequilibrada e que se cura através da homeopatia e a preparação de suas medicações ocorre através das “dinamizações”, ambos conceitos demasiado longos para serem aqui explicados.
Especialmente nas alergias, a homeopatia tem resultados excepcionais. Mas são diversas as enfermidades que encontram nela seu melhor tratamento. Cada caso é um caso, cada paciente é um universo. Não se pode generalizar. Existem excelentes homeopatas em Natal. Consultar-se com um é uma ótima maneira de descobrir um pouco mais do fascinante que é a homeopatia.
Paulo Tarcísio Neto
Medicina UFRN
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
Lixão ao lado do poço da Caern.
Há dois anos, alguns moradores da praça Tomaz Toscano da Mata,em Candelária, situada atrás da delegacia de polícia, reclamaram de um ecoponto que a Prefeitura de Natal estava construindo na área. Com apoio de Victor Vale, presidente do CONACAN, o movimento obteve êxito. A obra parou e os agentes poluidores acharam bom demais, pois colocam lixo orgânico lá e tudo fica por isso mesmo. Ninguém reclama da fedentina, de ratos, baratas. Está tudo beleza", diria o vulgo seboso. Está duvidando? Vá lá conferir. Vejam os sacos com restos de comida, de cascas de laranjas. A rataria está de engordando...
A limpeza das principais de rua de Candelária começou há 10 dias. Hoje, a limpeza continua nas ruas secundárias, através de garis da URBANA e de empresas contratadas. O centro de Candelária está limpo, mas há locais em que a água está acumulando, devido a estouros de canos e reparos nos calçamentos.
A limpeza das principais de rua de Candelária começou há 10 dias. Hoje, a limpeza continua nas ruas secundárias, através de garis da URBANA e de empresas contratadas. O centro de Candelária está limpo, mas há locais em que a água está acumulando, devido a estouros de canos e reparos nos calçamentos.
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
'Essa crise mostrou as feridas do órgão', diz ex-diretor-geral do Dnocs
11h52m | 31.01.2012
Elias Fernandes e Ramon Rodriges comentaram o futuro do Dnocs durante a solenidade de posse
Elias considera que a atual crise do Dnocs pode corrigir diversas deficiências estruturais do órgão. "Vocês vão me achar masoquista, mas gostei dessa crise (...) pois ela mostrou as feridas do órgão", conta.
O antigo diretor-geral pediu exoneração do cargo, após denúncias apontadas pelo relatório da Controladoria-Geral da União que indicava um suposto favorecimento de Elias a seu estado de origem, Rio Grande do Norte.
Fernandes ainda apontou que os frutos de todo o seu trabalho à frente do Dnocs serão colhidos em 2012. "Este órgão tem um futuro brilhante pela frente", completa.
Novo diretor
O novo diretor-geral, Ramon Rodriges, alertou que ocupará o cargo somente de forma interina. "Estou numa missão transitória. Quero deixar bem claro que estou assumindo essa função de forma interina", explica.
Ramon nasceu em Pernambuco, mas viveu grande parte de sua vida no Ceará. Ele ocupava, atualmente, a Secretaria Nacional de Irrigação vinculada ao Ministério de Integração.
Fonte: Diário do Nordeste-Fortaleza/CE
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
Por que não há ONGs no Nordeste seco, pobre e faminto?
Por favor, me respondam. Você tem a resposta na ponta da língua. É OU NÃO É?
DÚVIDA CABÍVEL. Por que não tem ONGs no Nordeste seco?
Você consegue entender isso?
Vítimas da seca
Quantos? 10 milhões
Sujeitos à fome? Sim
Passam sede? Sim
Subnutrição? Sim
ONGs estrangeiras ajudando: Nenhuma
Índios da Amazônia
Quantos? 230 mil
Sujeitos à fome? Não
Passam sede? Não
Subnutrição? Não
ONGs estrangeiras ajudando: 350
.Provável explicação: A Amazônia tem ouro, nióbio, petróleo, as maiores jazidas de manganês e ferro do mundo, diamante, esmeraldas, rubis, cobre, zinco, prata, a maior biodiversidade do planeta (o que pode gerar grandes lucros aos laboratórios estrangeiros) e outras inúmeras riquezas que somam 14 trilhões de dólares.
.O nordeste não tem tanta riqueza, por isso lá não há ONGs estrangeiras ajudando os famintos.
.Tente entender: Há mais ONGs estrangeiras indigenistas e ambientalistas na Amazônia brasileira do que em todo o continente africano, que sofre com a fome, a sede, as guerras civis, as epidemias de AIDS e Ebola, os massacres e as minas terrestres. Agora, uma pergunta:
Você não acha isso, no mínimo, muito suspeito? É uma reflexão interessante.
Por qual motivo o governo brasileiro não exige que ONGs cuidem do nordeste?
domingo, 29 de janeiro de 2012
Segundo artigo do médico Paulo Tarcísio.
As diversas formas
de medicina – a acupuntura
Ao amigo Luiz Gonzaga
Cortez,
Amigo Gonzaga, continuemos com nossa
viagem pelas distintas formas de medicina. Hoje vamos nos focar um pouco mais na
Acupuntura, reconhecida como uma ciência originária da China e que conta com,
dizem os econômicos, cerca de 5000 mil anos de tradição. Obviamente, em poucos
parágrafos não é possível resumir com grande profundidade tão vasta ciência, mas
vamos introduzir um pouco o assunto.
Compreender a acupuntura é difícil
para nossa visão ocidental extremamente materialista e cartesiana por ser
necessária a consideração de que o homem é formado por algo que está além do
corpo físico.
Tanto
um mineral quanto um vegetal se caracterizam por apresentarem corpos físicos. No
entanto,os vegetais certamente têm algo a mais que os minerais. As
filosofias orientais antigas chamavam esse “algo a mais” de corpo energético, ou
corpo prânico, ou Qi.
O ser
humano, assim como os minerais e vegetais, tem um corpo físico e um corpo
energético; mas, além desses, também apresenta um corpo emocional e um corpo
mental.
Com poucas exceções à regra, as
doenças se caracterizam por apresentarem “raízes” nos 4 planos do homem: físico,
energético, emocional e mental. Ao passo que a alopatia foca seu tratamento na
raiz física da doença, a acupuntura atua num plano mais sutil, no plano
energético.
Mas como, por meio de algumas agulhas,
consigo atuar no meu corpo energético? A “energia” que circula em
nosso corpo não está distribuída de maneira aleatória, mas de modo ordenado e
lógico – baseia-se na ideia do equilíbrio dos opostos, Yin e Yang, sobre o qual
se baseia todo o universo segundo os chineses.
Um
desequilíbrio permanente nesse fluxo energético pode ser a causa ou a
conseqüência de nossas enfermidades.
Por
exemplo, se tenho uma tendinite, além da inflamação nos tendões – raiz física da
doença – há também uma alteração no fluxo da energia do organismo. Se, através
da acupuntura, reorganizo o fluxo energético, é grande a probabilidade de
reverter a inflamação que há no físico, cessando ou reduzindo consideravelmente
os sintomas da doença.
Essa é uma explicação extremadamente
simplificada da fisiologia e patologia das enfermidades sob a ótica da
acupuntura e medicina tradicional chinesa, mas é o que cabe num curto texto
virtual. É certo que não há nada melhor que um bom acupunturista para,
pessoalmente, esclarecer suas dúvidas sobre as doenças e se seu caso pode ser
eficazmente tratado através dessa medicina extremamente barata e de raríssimos
efeitos colaterais. Cada caso é um caso, cada paciente é um universo e um médico
com uma boa dose de bom senso poderá ser-lhe muito útil.
Paulo
Tarcísio Neto
Medicina UFRN
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
Verbas federais para eleição do filho de Elias, diz Diário de Natal.
Edição de quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
Filho de Elias Fernandes teria se beneficiado de verbas do Dnocs
Mais de R$ 9 milhões em recursos e de convênios foram liberados em 2010
Josie Jeronimo
Do Correio Braziliense
Josie Jeronimo
Do Correio Braziliense
Convênios do Departamento Nacional Contra a Seca (Dnocs) beneficiaram o filho de Elias Fernandes Neto, diretor do órgão, nas eleições de 2010. Pelo menos R$ 9,3 milhões em recursos liberados e de convênios firmados em ano eleitoral - sem vinculação com obras emergenciais - foram para 27 municípios do interior em que prefeitos apoiaram a candidatura de Gustavo Fernandes (PMDB) para a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte. Em 2010, de acordo com o Dnocs, R$ 12,2 milhões em recursos públicos abasteceram convênios do Rio Grande do Norte.
Elias liberou convênios que beneficiaram eleição do filho. Foto: Marco Polo/DN/D.A Press |
Desconhecido no estado e com caixa de campanha oficial de R$ 259 mil, o filho do diretor do Dnocs conseguiu figurar como deputado mais votado nos municípios que receberam recursos do órgão do Ministério da Integração (veja o quadro abaixo) sem ter que rodar o estado para pedir votos. Gustavo Fernandes também recebeu uma ajuda de empreiteira que recebe recursos do Ministério da Integração. A Empresa Industrial Técnica (EIT), empresaque ganhou R$ 21 milhões da pasta em 2010, transferiu R$ 50 mil para a campanha do filho do diretor do Dnocs.
Gustavo, filho de Elias, foi um dos mais votados no estado. Foto:Eduardo Maia/DN/D.A Press |
Prefeito que faz oposição ao PMDB no município de Pau dos Ferros, Leonardo Rego (DEM) reclama que sua cidade foi prejudicada nas transferências de verbas pois não fez parte do acordo. "Foi explícito, quando conversávamos com vários prefeitos da região, eles nos relatavam o privilégio da liberação dos convênios após a pactuação de apoio ao filho dele (Elias Fernandes). Há relatos de colegas prefeitos de que houve atropelo das etapas de liberação dos empenhos e que em alguns casos os convênios foram pagos em parcelas únicas e nós sabemos que para se aprovar um projeto que envolve verba federal é uma verdadeira maratona", denuncia o prefeito de Pau dos Ferros.
No estado, mudanças de comportamento de líderes municipais, como a prefeita de Martins, Maria José Gurgel, chamara a atenção dos partidos na capital. Correligionários da prefeita do DEM se aborreceram após a chefe do executivo municipal declarar apoio a Gustavo Fernandes em vez de defender a candidatura de deputados estaduais de sua legenda. A cidade tinha, desde 2008, um convênio de R$ 600 mil com o Dnocs que estava parado por falta de execução orçamentária. Após as eleições, no entanto, os recursos foram liberados de uma só vez. Procurada pela reportagem, a assessoria do departamento informou que três ordens bancárias de pagamento foram expedidas, mas a segunda ordem bancária cancelou a primeira e por isso os recursos foram todos pagos em 2011.
Os recursos do convênio destinavam-se à recuperação do acesso ao sítio arqueológico Casa de Pedra, ponto turístico da região. O apoio ao município de Martins rendeu a Gustavo Fernandes sucesso eleitoral no município. Ele recebeu 30,9% dos votos válidos na cidade. Na disputa pela Assembléia, o deputado estadual mais votado teve média de votação inferior a 4% em todo o estado. O recorde do filho do diretor do Dnocs, no entanto, foi registrado no município de Água Nova. Ele recebeu 51,3% dos votos válidos e em novembro de 2010 a cidade recebeu R$ 100 mil para a construção de uma passagem molhada, nome dado às pontes que ligam comunidades separadas por riachos.
Na lista dos convênios liberados em ano eleitoral também está recurso de R$ 150 mil para readequação de 40 casas em Alto do Rodrigues. A Controladoria-Geral da União (CGU) relacionou problemas na execução do convênio, como direcionamento de licitação e suspeita de desvio de recursos graças à utilização de empresas de fachada para realizar os serviços. Mesmo assim, eleitoralmente a proximidade do Dnocs com o município rendeu a Gustavo Fernandes desempenho de 22,2% entre os eleitores de Alto do Rodrigues.
Questionada pela reportagem, a assessoria de imprensa do DNOCS afirmou que "desconhece o favorecimento de municípios que ajudaram a campanha do Deputado Estadual Gustavo Fernandes."
Lista dos municípios favorecidos
Martins R$ 600 mil para a recuperação de sítio arqueológico 30,9% dos votos válidos.
Rafael Fernandes R$ 390 mil para passagens molhadas, em agosto de 2010 25,2% dos votos válidos São Paulo do Potengi R$ 390 mil para abastecimento de água, convênio firmado em setembro de 2010 4,7% dos votos válidos
São Bento do Norte R$ 351 mil para a construção de passagens molhadas, convênio firmado em agosto de 2010 12,2% dos votos válidos
Serra de São Bento R$ 341 mil para construção de passagens molhadas, convênio firmado em agosto de 2010 32,6% dos votos válidos Porto alegre R$ 341 mil para recuperação de açude, convênio firmado em junho de 2010 18,9% dos votos válidos
São João do Sabugi R$ 200 mil para pavimentação, repasse feito em dezembro de 2010 12,5% dos votos válidos Alto do Rodrigues R$ 150 mil para a realocação de 40 casas, em dezembro de 2010 22,2% dos votos válidos
Pilões R$ 130 mil para construção de passagem molhada, em dezembro de 2010 23,4% dos votos válidos
Água Nova R$ 100 mil para a construção de passagens molhadas, em novembro de 2010 51,3% dos votos válidos
Ceará-Mirim R$ 100 mil para a desobstrução de canal, em maio de 2010 8,7% dos votos válidos
No estado, mudanças de comportamento de líderes municipais, como a prefeita de Martins, Maria José Gurgel, chamara a atenção dos partidos na capital. Correligionários da prefeita do DEM se aborreceram após a chefe do executivo municipal declarar apoio a Gustavo Fernandes em vez de defender a candidatura de deputados estaduais de sua legenda. A cidade tinha, desde 2008, um convênio de R$ 600 mil com o Dnocs que estava parado por falta de execução orçamentária. Após as eleições, no entanto, os recursos foram liberados de uma só vez. Procurada pela reportagem, a assessoria do departamento informou que três ordens bancárias de pagamento foram expedidas, mas a segunda ordem bancária cancelou a primeira e por isso os recursos foram todos pagos em 2011.
Os recursos do convênio destinavam-se à recuperação do acesso ao sítio arqueológico Casa de Pedra, ponto turístico da região. O apoio ao município de Martins rendeu a Gustavo Fernandes sucesso eleitoral no município. Ele recebeu 30,9% dos votos válidos na cidade. Na disputa pela Assembléia, o deputado estadual mais votado teve média de votação inferior a 4% em todo o estado. O recorde do filho do diretor do Dnocs, no entanto, foi registrado no município de Água Nova. Ele recebeu 51,3% dos votos válidos e em novembro de 2010 a cidade recebeu R$ 100 mil para a construção de uma passagem molhada, nome dado às pontes que ligam comunidades separadas por riachos.
Na lista dos convênios liberados em ano eleitoral também está recurso de R$ 150 mil para readequação de 40 casas em Alto do Rodrigues. A Controladoria-Geral da União (CGU) relacionou problemas na execução do convênio, como direcionamento de licitação e suspeita de desvio de recursos graças à utilização de empresas de fachada para realizar os serviços. Mesmo assim, eleitoralmente a proximidade do Dnocs com o município rendeu a Gustavo Fernandes desempenho de 22,2% entre os eleitores de Alto do Rodrigues.
Questionada pela reportagem, a assessoria de imprensa do DNOCS afirmou que "desconhece o favorecimento de municípios que ajudaram a campanha do Deputado Estadual Gustavo Fernandes."
Lista dos municípios favorecidos
Martins R$ 600 mil para a recuperação de sítio arqueológico 30,9% dos votos válidos.
Rafael Fernandes R$ 390 mil para passagens molhadas, em agosto de 2010 25,2% dos votos válidos São Paulo do Potengi R$ 390 mil para abastecimento de água, convênio firmado em setembro de 2010 4,7% dos votos válidos
São Bento do Norte R$ 351 mil para a construção de passagens molhadas, convênio firmado em agosto de 2010 12,2% dos votos válidos
Serra de São Bento R$ 341 mil para construção de passagens molhadas, convênio firmado em agosto de 2010 32,6% dos votos válidos Porto alegre R$ 341 mil para recuperação de açude, convênio firmado em junho de 2010 18,9% dos votos válidos
São João do Sabugi R$ 200 mil para pavimentação, repasse feito em dezembro de 2010 12,5% dos votos válidos Alto do Rodrigues R$ 150 mil para a realocação de 40 casas, em dezembro de 2010 22,2% dos votos válidos
Pilões R$ 130 mil para construção de passagem molhada, em dezembro de 2010 23,4% dos votos válidos
Água Nova R$ 100 mil para a construção de passagens molhadas, em novembro de 2010 51,3% dos votos válidos
Ceará-Mirim R$ 100 mil para a desobstrução de canal, em maio de 2010 8,7% dos votos válidos
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quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
CANGAÇO
EM APODI - UM RELATÓRIO OFICIAL (INÉDITO) DE SUMA IMPORTÂNCIA
HISTÓRICA. (II).
Marcos Pinto - advogado e pesquisador.
Ao receber o despacho exarado pelo Diretor,
datado de 20.09.1928, logo no dia seguinte o Capitão Jacinto
datilografou o seguinte documento, que hoje faz parte do acervo do
Arquivo Público Estadual:
" DEPARTAMENTO DA SEGURANÇA PÚBLICA.
INFORMAÇÃO.
Ao Exmo. Sr. Dr. Diretor Geral da Segurança
Pública.
Cumprindo o despacho de V. Excia, exarado na
petição de Tilon Gurgel, que a esta acompanha, tenho a dizer que é
em parte inexacta a narrativa do facto dela constante, como passo a
expor.
Permita-me, porém, V. Excia, ligeira digressão sobre
antecedentes: Ao ser nomeado para o cargo de Delegado Especial de
Polícia em Apody, disse-me o Exmo. Dr. Governador confiar-me a missão
mais árdua da polícia, no interior, pois se tratava de extirpar o
cangaceirismo que alí se estava implantando.
De facto, chegando ao Apody, encontrei a população
alarmada com as ocorrências delictuosas que se vinham sucedendo,
praticadas por um grupo de maus indivíduos chefiados por Benedicto
Saldanha e Décio Sebastião de Albuquerque, vulgo Décio Holanda, genro e
amigo de Tilon, que por meio do cangaço esperava ser um dos chefes
políticos do Apody. Verifiquei ser a residência do Tilon, em Pedra de
ABelhas, um dos antros onde se reuniam os bandoleiros para combinar,
com o
placet
deste, as desordens que deviam cometer.
Assim, após múltiplas peripécias, em que Tilon, seu
genro Décio e apaniguados tudo fizeram para amesquinhar
as
autoridades e o governo, achava-me naquela cidade, quando, na noite de
26 de Dezembro de 1925, compareceram à Delegacia Especial dois
indivíduos armados de rifles e apresentaram-me Manuel Delfino, preso à
ordem de Tilon Gurgel que mandara trazê-lo ao Dr. Juiz de Direito e
ante a ausência deste foram entregá-lo ao Delegado. Interrogados,
declararam em presença de diversas pessoas que Manuel Delfino nenhum
crime ou desordem cometera: Que Tilon lhes dera os rifles
municiados, que traziam, e mandar prender a Manuel Delfino e que,
chegando à casa deste, encontraram-no calmo, no convívio dos seus,
ficando surpreso ao receber a ordem de prisão.
Efecctivamente nada autorizava esse facto. Não era
possível homologasse a polícia actos abusivos de quem quer que fosse,
menos ainda de quem notoriamente se conhecia como fomentador de
ataques de cangaceiros e procurava sobrepor-se pelas armas, às
auctoridades constituídas, das quais assim menoscabava, aparentando
interesse na repressão a um delicto imaginário.
Evidenciado o facto, a improcedência da prisão, não
tive dúvidas como auctoridade, em desarmar aqueles indivíduos portadores
de armas proibidas, e, assim, contraventores do disposto no artigo 377
do Cód. Pen. da República.
Feita a apreensão e lavrado o termo respectivo,
remetí-os a auctoridade judiciária local, para os fins de direito.
Algum tempo depois, fiz entrega à Repartição Central da Polícia, nesta
capital, das mencionadas armas, o que, de certo, constará do livro
competente, salvo equívoco, no mês de Junho de 1926.
É o que me cumpre informar a V. Excia. Julgo,
entretanto, conveniente, acrescentar que dias depois, fazia-se notório em
Apody, que a indébita prisão de Manuel Delfino se fizera porque
procurava mudar-se da propriedade do seu acusador, Tilon Gurgel, por
tentar este seduzir pessoa de sua família, em cuja defesa resolvera
tomar essa atitude, reveladora de dignidade e de prudência.
Como vê V. Excia, nenhum fundamento tem a
pretensão do requerente, cujas informações não correspondem a verdade
dos factos.
Natal, 21 de Setembro de 1928.
Jacinto Tavares Ferreira.
Capitão - Polícia
Militar.".
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