quinta-feira, 28 de março de 2013

Brasil ficou fora do ataque de invasores cibernéticos.

Fonte: veja.com.br - 18.03.2013


Internet

Ataque sofrido pela web foi robusto, mas localizado

Apesar de ter utilizado um tráfego gigantesco, com picos de 300 gigabytes por segundo, o episódio afetou apenas alguns países. O Brasil escapou

Rafael Sbarai
Hacker em um teclado luminoso
(Thinkstock)
Um conflito digital entre o grupo inglês Spamhaus, organização sem fins lucrativos que combate o spam na internet, e a companhia holandesa Cyberbunker, especializada na hospedagem de serviços on-line, estremeceu o mundo digital nas últimas semanas. De acordo com informações publicadas na rede britânica BBC desta quarta-feira, um conflito entre as partes provocou uma operação na rede conhecida como ataque de negação de serviço (DDoS) – conhecida por causar o engarrafamento de dados na rede – provocando lentidão no acesso à internet por milhões de usuários ao redor do planeta. A história, contudo, não teve esse desfecho. A operação em destaque foi vigorosa - a maior já registrada na história da rede -, mas restrita a alguns países. Brasileiros conectados, por exemplo, não foram afetados.
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Segundo informações da rede britânica, a organização Spamhaus sofreu uma série de ataques crackers entre os dias 18 e 26 de março depois de adicionar os serviços da Cyberbunker a uma lista de bloqueio de spam, alegando que a companhia holandesa e seus clientes eram uma fonte de mensagens indesejadas e infectadas por vírus. Assim, os usuários não conseguiriam mais acessar sites hospedados no serviço.

A Cyberbunker, por sua vez, emitiu um comunicado oficial acusando a organização de abuso de poder por decidir quais dados poderiam ou não trafegar pela internet. Horas depois, foi iniciado um ataque para derrubar o Spamhaus ação que, segundo o grupo inglês, foi coordenada pelo o próprio Cyberbunker, com a ajuda de crackers. O objetivo era liberar serviços on-line indesejados que usem a internet para distribuir vírus aos usuários de internet.

De acordo com relatório divulgado pela CloudFare, empresa de proteção contra esses ataques – e contratada nos últimos dias pela própria Spamhouse para proteger as operações on-line da companhia –, o ataque apresentou um volume médio de tráfego de 75 gibabits por segundo (Gpbs) e atingiu um pico de 300 Gbps por segundo – em média esses ataques chegam a 50 Gbps por segundo. “Publicamente, é algo sem precedentes na história da internet”, explica Fabio Assolini, analista sênior de malware da Kaspersky Brasil, empresa que atua no desenvolvimento de soluções de segurança e de administração contra ameaças. “O volume corresponde a mais de 300.000 vezes uma conexão de 10 mbps, comum em residências e empresas”, garante.

Apesar da escala grandiosa do ataque, o problema não foi global – e não fez a internet parar. Segundo o CloudFare, apenas uma das mais de dez empresas que fazem parte do Tier 1 – companhias que mantém de fato a internet em funcionamento, como Telefonica, AT&T e Verizon – sofreram problemas de rede. “Esse fato já nos mostra que o problema foi localizado e não global”, explica Assolini. Relatório de monitoramento divulgado nesta semana pela Akamai, empresa americana que presta serviços de infraestrutura web, mostra que Reino Unido, Holanda, Alemanha e Estados Unidos foram os países mais afetados.

Aos usuários – maiores prejudicados nesses conflitos virtuais – há recomendações. “Eles devem se certificar a atualização dos sistemas operacionais de computadores e apresentar um serviço de antivírus para que a máquina não seja usada para esses ataques”, explica Satnam Narang, pesquisador da comunidade de segurança da Norton. "Além disso, evite clicar em links de e-mail com fontes desconhecidas", finaliza.

terça-feira, 26 de março de 2013


Pulmão do Planeta Água
(*) Rinaldo Barros
“Um dia a Terra vai adoecer. Os pássaros cairão do céu, os mares vão escurecer e os peixes aparecerão mortos na correnteza dos rios e nos oceanos”. (Profecia de “Olhos de Fogo”, velha índia da nação Cree, há 200 anos)
A conversa de hoje está cheia de inevitáveis termos técnicos. Não pude evitar.
É preciso ter muito claro o papel da Amazônia no equilíbrio da biosfera. A maior floresta tropical do Planeta, a Amazônia, corresponde a 2/5  da América do Sul e a metade do Brasil. Então, a floresta amazônica é o “pulmão do planeta”. Certo?
Errado! Há muito se sabe que a floresta amazônica se encontra muito próxima de seu ponto de compensação. Ou seja, sua taxa de fotossíntese é quase equivalente à sua taxa de respiração.
É verdade que a floresta produz uma imensa quantidade de oxigênio mediante a fotossíntese durante o dia. Porém, as plantas superiores e outros organismos associados vivendo nessa mesma floresta respiram 24 horas por dia, ou seja, o oxigênio que a floresta produz acaba sendo utilizado na respiração dela mesma.
Ou seja, a nossa majestosa floresta não é, portanto, o “pulmão do mundo”.
Felizmente, o planeta dispõe de outro mecanismo para absorver o CO2 em excesso.
Felizmente, existem os fitoplânctons - nos mares e oceanos (dois terços do nosso Planeta é ocupado por rios, lagos, mares e oceanos) e funcionam como um reservatório, sugador de CO2 da atmosfera e produtor de oxigênio.
Fitoplânctons são minúsculas plantas marinhas que florescem sob água fria e rica em nutrientes. A sua notável coloração esverdeada é causada pela reflexão da clorofila produzida pelos fitoplânctons, que, assim como as plantas terrestres, usam o processo de fotossíntese para criar carboidratos a partir de dióxido de carbono e água, ou seja, fixar em sua estrutura o carbono e devolver o oxigênio ao meio ambiente.
A quantidade de oxigênio produzida pelos fitoplânctons para atmosfera é superior a do oxigênio gerado pelas florestas, porque a massa verde dos fitoplânctons é maior que a biomassa florestal. Os fitoplânctons estão disseminados em todo volume das águas dos mares e oceanos enquanto as florestas ocupam apenas alguns espaços sobre a crosta terrestre. Espaços cada vez menores, pela ganância de alguns.
Caro leitor, acontece mais ou menos o seguinte:
Os mares e oceanos, devido ao aquecimento global, estão tendo as camadas superficiais aquecidas e este aumento de temperatura superficial aumenta o volume das moléculas d’água com a conseqüente diminuição da densidade das mesmas. Por isso, apesar do movimento natural das ondas e das marés, não há uma boa renovação, uma mistura das águas, a superfície não se renova de forma suficiente para arrastar as partículas salinas nutritivas do fundo dos mares e oceanos para a superfície até os fitoplânctons e estes, devido a esse fenômeno, começam a se extinguir por falta de nutrientes.
Outra condição importante é a necessidade de luminosidade para que haja a fotossíntese na biomassa formadora dos fitoplânctons, até porque estes só sobrevivem aonde chega a luz solar.
A poluição reduz a transparência das águas, as águas ficam translúcidas, impedem a passagem parcial ou total dos raios solares. Sem os raios solares, não há fotossíntese. Sem fotossíntese, não há produção de oxigênio e fixação do carbono.
Se os fitoplânctons morrem, liberam por ação anaeróbia, o metano; o qual é vinte vezes mais poluente que o gás carbônico. O metano é um gás leve, procura as camadas mais altas da atmosfera chegando até as camadas de ozônio com o qual reage - quanto maior a quantidade de metano, menor e mais rarefeita será a camada de ozônio, nosso escudo protetor ante os raios ultravioleta. Uma tragédia anunciada!
Onde está a saída?
A saída está em poluir menos - não jogar lixo nas águas - e fertilizar, em grande escala, os mares, oceanos e as águas internas, para aumentar a reprodução primária dessas microalgas, os fitoplânctons.
Para que a profecia de Olhos de Fogo não se concretize, é indispensável proteger o ambiente marinho e cuidadosamente gerir seus recursos. Mares e oceanos seguros, saudáveis e produtivos são parte integrante da segurança econômica e do desenvolvimento sustentável.
Resumo da ópera: por ignorância, as atividades humanas estão tendo um efeito terrível e suicida sobre os oceanos e os mares do mundo.

(*) Rinaldo Barros é doutor em Meio Ambiente e Desenvolvimento, pela UFPR – rb@opiniaopolitica.com


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segunda-feira, 25 de março de 2013



O Deus de Spinoza

Publicação: 30 de Janeiro de 2013 às 00:00Tribuna do Norte - p. 02.
Laurence Bitencourt - jornalista e pensador.
É comum dizer que a história é escrita pelos vencedores, uma visão conservadora, certamente, mas que, aos poucos, e isso em quase todas as áreas do conhecimento humano vem sendo questionada através de pesquisas consistentes e novos fatos. Devemos isso sem duvida a democracia e as liberdades civis.


No âmbito da história das religiões, por exemplo, muitas certezas já foram postas em questão com relação às fontes que deram origem ao cristianismo nascente, em especial a partir das descobertas em 1945 dos textos encontrados em Nag Hammadi.



Ora, a primeira questão que se pode levantar é que do ponto de vista da historiografia oficial a exclusão de outras versões ou textos significa, no mínimo, a existência de novas versões que justamente por serem opostas ao pensamento oficial foram radicalmente banidas, rejeitadas, sufocadas, excluídas e condenadas. Tidas como heréticas.



Mas a pergunta que se deve fazer nesses casos é: por que o banimento de versões diferentes da oficial? Por que outros escritos e pensamentos foram excluídos e proibidos e tidos como “heresia”? O que os tornou perigosos? Esse tipo de questionamento vale muito (e cada vez mais) para confrontarmos o pensamento e o conhecimento Ocidental. Hoje sabemos que os chamados Evangelhos Gnósticos circulavam com força intensa durante os primeiros séculos após a morte de Jesus de Nazaré, mas que foram violentamente combatidos e excluídos. Por quê? Que incômodo eles causavam?



Sabemos desse incômodo a partir da descoberta dos 52 textos em Nag Hammadi. Neste sentido recomento a leitura do livro da historiadora Elaine Pagels intitulado “Os evangelhos gnósticos”. Hoje tem se tornado entre eruditos um campo de pesquisa dos mais férteis e interessantes em todo o mundo.



Claro que a raiz principal do cristianismo continua sendo o judaísmo. Jesus (Yeshua) era judeu, e o que irá se constituir como cristianismo continua sendo uma clara dissidência do judaísmo, amparada em 325 d. C., pelo império romano através do imperador Constantino.



Mas a ideia de exclusão e de excomunhão sempre esteve presente na história do pensamento humano. Basta pensarmos, em outra direção, nos nomes de Spinoza e Karl Marx que sofreram horrores por suas ideias contrárias ao pensamento dominante e oficial. Aliás, ambos judeus (que povo formidável, ainda que sujeito a discordâncias). Cada um em sua linha de entendimento e interesse causaram abalos junto ao pensamento oficial.



E ainda que a vida e as ideias de Marx sejam interessantes, e bem mais conhecidas, o legado e a vida de Spinoza me parece extremamente fascinante. Em seu livro gigantesco “Ética” ele cria uma linha de raciocínio sobre Deus que terminou levando-o a ser excomungado primeiro pelos judeus e depois pelo cristianismo. 



Spinoza nasceu em 1632, século XVII. Seu pensamento difícil postula uma ideia de Deus como uma totalidade presente em cada coisa (pedra, água, planta, árvore) que incomodou profundamente a teologia dominante. Cito um pequeno trecho de sua obra em que o próprio Deus se dirige aos fieis, para se ter ideia do incomodo terrível que causou: “Pára de ir a esses templos lúgubres, obscuros e frios que tu mesmo construíste e que acreditas ser a minha casa. Minha casa está nas montanhas, nos bosques, nos rios, nos lagos, nas praias. Ai é onde Eu vivo e ai expresso meu amor por ti” .



Não é à toa que quando perguntaram ao físico Albert Einstein (outro judeu) se acreditava em Deus ele respondeu: “meu Deus é o Deus de Spinoza”. Mas ai já estávamos em outra época.


O escritor Laurence Bitencourt com o casal José Carvalho e Síria.


domingo, 24 de março de 2013


O SILÊNCIO DE ADÃO  
                                                                                                                                                           


      Públio José – jornalista



                       O silêncio é uma atitude estranha. Na maioria das vezes, apresenta-se como demonstração de humildade, de submissão, de renúncia. Em outras, deixa transparecer o verniz da covardia, da omissão. Mas não deixa de ser um comportamento contraditório, polêmico até. Jesus, por exemplo, deu conotações edificantes ao silêncio. Utilizando-se dele, deixou Pilatos maravilhado e seus acusadores totalmente desnorteados, sem terem o que dizer. Calado, ele eternizou um momento em que o esperado, de sua parte, era que falasse, argumenta-se, se defendesse das acusações injustas que lhe imputavam. Do episódio saiu engrandecido. O seu silêncio rasga os séculos até os dias de hoje como elemento de sabedoria, de renúncia, de negação de si mesmo. Já outros personagens... Estes, pelo silêncio, fugiram do desconforto de falar e deram péssimo testemunho com essa atitude.  
                        Um livro de um escritor cristão trata do assunto de forma interessante. Com o título “O Silêncio de Adão”, ele trata da paralisia cerebral e da inércia comportamental que acomete a grande maioria dos homens nos cruciais momentos de decisão. E constata que duas atitudes se destacam no universo masculino. A primeira delas é o silêncio simplesmente. Covarde, omisso, pegajoso – e, o que é pior, contagiante. Acontece na ocasião em que se faz necessária a prática do falar em defesa de uma causa, em defesa de alguém e – para não se prejudicar – o homem foge, se cala, se omite. A segunda atitude se traduz na incorporação, pelo homem, da figura do machão, que, não tendo o que falar, não tendo destreza mental para argumentar, opta pelo clássico gesto de usar da violência, de esmurrar a mesa. Em ambas as situações ele dá adeus ao diálogo e fecha a porta ao desabrochar de uma nova realidade.
                       Com este enfoque, “O Silêncio de Adão” trata, enfim, da inclinação histórica que o homem vem apresentando através dos tempos para fugir de suas responsabilidades. O primeiro grande exemplo que o livro apresenta é o de Adão. Sim, o Adão da Bíblia, o primeiro homem. Pela narrativa bíblica, Deus fez de Adão o detentor de todo o plano divino para a humanidade. Só exigiu que Adão e Eva, ela criada posteriormente, não comessem da árvore do bem e do mal. A exigência foi feita especificamente a Adão. Certamente já sabendo disso, a serpente procura Eva para tentá-la na desobediência a Deus, convencendo-a a comer do fruto da árvore. O interessante é que Adão estava presente ao episódio e em nenhum momento se pronunciou contrário ao assédio da serpente a Eva. Fez pior. Além de se omitir, de se calar, concordou com a mulher e comeu do fruto da árvore proibida.
                        Porque Adão de calou? Porque não esbravejou contra a invasão da serpente ao território mental de Eva, terreno que, pelas instruções claras de Deus, teria que preservar? Ao que tudo indica, Adão se curvou ao auditório constituído tão somente de duas pessoas, ao invés de argumentar com as instruções das quais era possuidor. Também através de outro exemplo bíblico, o livro mostra um homem que se utilizou da truculência para resolver uma situação que tinha tudo para ser equacionada pelo diálogo. Trata-se de Caim, o assassino de Abel. Na narrativa bíblica consta apenas um convite de Caim a Abel para irem, juntos, ao campo. Lá, ele matou o irmão sem dar nenhuma chance ao diálogo. Foi a típica atitude de quem, não tendo disposição para se utilizar da fala, preferiu dar “um murro na mesa” para deixar bem claro que o mais forte fisicamente tinha o controle da situação. Será?
                        Esse comportamento também pode ser facilmente observado nos dias de hoje. No casamento, então, nem se fala. Quantos lares desfeitos, destruídos pela fuga, pela covardia, pela indisposição de falar, de dialogar, de enfrentar, da parte do homem, situações de conflito. Pelo exemplo de Adão, nessas ocasiões, só resta, ao universo masculino, duas soluções: ou se cala, se omite e vai embora, consumando a separação, ou dá um murro na mesa e vence a situação pela truculência, pela violência, pela lei do mais forte. E vence? Será vitorioso um homem que só sabe resolver suas questões pela violência, pela força? Essa, lamentavelmente, é a herança que o primeiro homem nos deixou. Como antídoto, temos a herança que o segundo homem nos legou, Jesus. Este sim, o Adão perfeito. Que tal conhecê-lo, para passar a praticar o silêncio que edifica e a fala que constrói?                 









                                



terça-feira, 19 de março de 2013


Aprovação do governo Dilma sobe um ponto e atinge 63%, mostra pesquisa

BRASÍLIA - A aprovação do governo da presidente Dilma Rousseff subiu um ponto no mês de março em relação a dezembro, conforme a pesquisa CNI/Ibope divulgada nesta terça-feira, 19, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). De acordo com o documento, para 63% da população o governo de Dilma é ótimo ou bom.

Veja também:

Segundo a pesquisa, maior problema do governo Dilma é a saúde pública, com 67% de desaprovação - Dida Sampaio/AE - 16/03/2013
Dida Sampaio/AE - 16/03/2013
Segundo a pesquisa, maior problema do governo Dilma é a saúde pública, com 67% de desaprovação
Nos dois levantamentos anteriores, essa taxa estava em 62%, e em 56% tanto em março de 2012 quanto no mesmo mês de 2011. O levantamento revelou que 29% dos entrevistados consideram o governo da presidente regular e 7% acham ruim ou péssimo.
A CNI/Ibope identificou que houve um crescimento do otimismo em relação aos próximos meses do governo, com a taxa de ótimo ou bom passando de 62% para 65%. Os que projetam o restante do governo como regular está em 24% e, como ruim ou péssimo, em 8%.
A aprovação do modo de governar da presidente Dilma subiu de 78% para 79%. Ao mesmo tempo, foi reduzida a fatia que desaprova a gerência da presidente, atualmente em 17%.
Também aumentou a confiança na presidente, que passou de 73% nas duas pesquisas anteriores, para 75% agora. O total de entrevistados que não confiam em Dilma seguiu estável em 22%.
Áreas. A CNI/Ibope identificou que, de maneira mais geral, a população está mais satisfeita com o governo. Em relação ao combate à fome e à pobreza, a taxa subiu de 62% para 64%. Sobre o meio ambiente, o avanço foi de 52% para 57%. No quesito combate ao desemprego a alta foi um pouco mais tênue, de 56% para 57%. A política de combate à inflação recebeu aprovação de 48% da população, ante 45% visto na pesquisa anterior. Sobre educação, a taxa de aprovação subiu de 43% para 47% e em relação à taxa de juros, de 41% para 42%.
Apenas três quesitos da pesquisa estão com taxa de desaprovação acima de 60%. Um deles é a cobrança de impostos, que está exatamente em 60%. Houve melhora nesse item, pois no levantamento anterior a desaprovação era de 65%. Em relação à segurança pública, também houve queda na desaprovação, passando de 68% para 66%. O maior problema da presidente, na avaliação da população, ainda é a saúde, mas mesmo assim a taxa de desaprovação recuou, de 74% para 67%.
Dilma x Lula. A avaliação de que o governo Dilma é igual ao do antecessor Lula atingiu a marca de 61%. Essa é a maior taxa desde março de 2011, quando estava em 64%. No levantamento anterior, divulgado em dezembro, a taxa estava em 59%.
A pesquisa revelou também que para 20% da população o governo da presidente é melhor do que o de Lula. Essa é a quarta vez consecutiva que essa taxa cresce. Já a avaliação de que o governo Dilma é pior do que seu antecessor caiu pela terceira vez seguida e chegou a 18%.
A CNI enfatizou que, ainda que tecnicamente empatados, essa foi a primeira vez que o porcentual dos que consideram o governo Dilma melhor que o de Lula é superior ao dos que avaliam o inverso.
A pesquisa salientou também que o noticiário foi considerado mais favorável ao governo por 38% dos entrevistados, também o maior porcentual visto nos últimos dois anos. De acordo com o levantamento 34% consideraram o noticiário nem favorável nem desfavorável e 11% mais desfavorável.
Na lista dos fatos mais lembrados do governo Dilma estão: tragédia em Santa Maria/presença de Dilma em Santa Maria (12%); governo descarta possibilidade de apagão/ redução das tarifas de energia (10%); redução de impostos da cesta básica (7%); votação da Lei de distribuição dos royalties do petróleo (7%); e aumento do salário mínimo para R$ 678 (6%).




segunda-feira, 18 de março de 2013

E ainda tem gente que gosta desses "sucos" industrializados.


Supermercados do RN vão retirar sucos AdeS das prateleiras, diz Assurn

Tribuna do Norte 
Publicação: 18 de Março de 2013 às 12:30

Sobre a decisão publicada hoje (18) no Diário Oficial da União, ele afirma que "os supermercados irão seguir as determinações da Anvisa, mas querem ouvir o outro lado e esperam que a Unilever [fabricante do produto] se pronuncie sobre os encaminhamentos das mercadorias". Ele diz que a decisão de empresa pode ser de que os supermercados devolvam os sucos suspeitos de contaminação, mas também pode ficar decidido que as mercadorias sejam mantidas nos estoques de supermercados, até que se descubra a contaminação ou não dos sucos.

A decisão de retirada dos produtos AdeS das prateleiras de supermercados ocorreu após publicação no Diário Oficial da União (DOU) de hoje (18), na qual a Anvisa suspende desde a fabricação até o consumo de todos os lotes de 32 produtos da marca.

Na quinta-feira passada (14) a Unilever anunciou recall de 96 unidades do AdeS Maçã em embalagens de 1,5 litro, por contaminação com produtos de limpeza. O consumo poderia provocar queimaduras. Até a sexta-feira passada, 14 pessoas registraram reclamações do produto.

Em relação ao lote comprovadamente contaminado, Eugênio Medeiros considera uma chance remota de esse produto estar no comércio potiguar. "Esses produtos demoram cerca de quinze dias para chegar aqui e o problema foi detectado cerca de dois dias depois do envase", disse.

A Covisa, Coordenadoria de Vigilância a Saúde em Natal, aguarda orientações da Anvisa quanto à conduta em relação aos sucos em caixa da linha AdeS, da empresa fabricante Unilever.

Por enquanto, segundo o chefe do setor de Controle de Alimentos da Covisa, José Antônio de Moura, não há restrição quanto à retirada do produto das prateleiras do comércio em Natal. A iniciativa é dos próprios revendedores do produto.

José Antônio de Moura afirma que a Coordenadoria aguarda essa eventual orientação da Anvisa, tendo em vista que os técnicos e fiscais estavam nessa segunda feira na sade de fabricação do produto.

"Com base nessas análises é que saberão se há necessidade de retirada dos produtos em outros estados. Até agora, sabemos que o problema ocorreu em apenas um lote, que segundo a empresa foi enviado para os estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná", afirmou, ressaltando que a Covisa acompanha a situação com atenção.

Atualizada às 16h27


Jornalista argentino publica documento que indicaria conivência de papa na ditadura

17/03/2013 - 19h28

SILVANA ARANTES
ENVIADA ESPECIAL A BUENOS AIRES

Sucessão PapalO jornalista argentino Horacio Verbitsky voltou a publicar ontem no diário "Página 12" cópia do documento que, a seu ver, "termina com a discussão sobre o papel de (Jorge Mario) Bergoglio" no episódio do sequestro e tortura por parte do regime militar argentino, em 1976, dos padres Orlando Yorio (morto em 2000, aos 67 anos de idade) e Francisco Jalics.


O documento é uma das peças principais do livro "O Silêncio", que Verbitsky lançou em 2005 e no qual acusa Bergoglio de haver delatado Yorio e Jalics aos militares, por envolvimento com a guerrilha.
Trata-se de uma nota de 1979 assinada pelo então diretor de Culto Católico da Chancelaria argentina, Anselmo Orcoyen, na qual se registra que Bergoglio fez formalmente um pedido para a renovação do passaporte de Jalics, instalado na Alemanha, após sua soltura pelo regime militar. Ele e Yorio haviam sido torturados na Escola de Mecanica da Marinha e ficaram cinco meses em poder dos militares.
No entanto, ao protocolar o pedido, Bergoglio fez verbalmente "especial recomendação" para que ele fosse negado, abastecendo o ministério com informações desabonadoras sobre Jalics, incluindo a suspeita de seu "contato com guerrilheiros".
A reportagem de Verbitsky responde diretamente à declaração feita nesta semana pelo porta-voz do Vaticano de que uma publicação de esquerda argentina conduz uma campanha "anticlerical difamatória e caluniosa", com ataques sistemáticos a Bergoglio.
"Bergoglio e seu porta-voz calam sobre esses documentos e preferem desqualificar quem os encontrou, preservou e publicou", afirma o jornalista.
No texto, Verbitsky cita a afirmação feita por Jalics nesta semana de que está reconciliado com Bergoglio e recorre a um teólogo para definir a reconciliaçao, "um sacramento católico", como "o perdão de coração ao próximo pelas ofensas recebidas".
Em 1994, Jalics escreveu no livro "Exercícios de Meditaçao" que um representante da "extrema direita" católica via "com maus olhos" o trabalho que ele e Yorio desenvolviam junto às populações carentes e os havia denunciado como "terroristas" aos militares. Numa carta escrita em 1977 a uma autoridade da Companhia de Jesus, Yorio nomeia Bergoglio como o suposto delator.
Ainda em seu livro, Jalics diz ter tido acesso a 30 documentos que comprovariam a atuação do delator e conta que os destruiu em 1980. "Desde então sinto-me verdadeiramente livre e posso dizer que perdoei de todo o coraçao", afirma, em trecho reproduzido ontem por Verbitsky.


domingo, 17 de março de 2013


17/03/2013 - 03h00

É cedo para santificar o papa

UOL online.
É compreensível que a massa de fiéis reunida na praça de São Pedro, durante a cerimônia fúnebre de João Paulo 2º, decretasse aos gritos: "Santo subito".
Afinal, o pontificado de João Paulo 2º durara 28 anos, tempo mais que suficiente para exibir ao mundo suas qualidades (defeitos também, mas, nessas horas, ninguém pensa em defeitos).
É um exagero, no entanto, a mídia, inclusive a do Vaticano, transformar o noticiário em torno do novo papa em culto à personalidade de Jorge Mario Bergoglio, como reproduzisse para ele o grito de "Santo subito" de oito anos atrás.
Cada detalhe de sua biografia e cada vírgula de suas palavras são apresentados em "odor de santidade", a fragrância que a tradição católica diz que emana dos santos.
Talvez o exagero se deva ao fato de que Bergoglio era um virtual desconhecido para o mundo, o que leva o jornalismo a procurar, em cada pequeno gesto e cada pequena fala, o rosto do novo pontificado.
Está sendo inútil até agora, a menos que se considere que a escolha do nome Francisco seja uma declaração de intenções, a de querer, como disse ontem, "uma igreja pobre, para os pobres". Não conheço um único religioso (ou político) que tenha defendido uma igreja (ou partido ou governo) para os ricos.
Entendo em todo o caso a carência de definições sobre a vasta e complexa agenda da igreja, que, segundo dom Cláudio Hummes, "precisa de uma reforma em todas as suas estruturas".
O papa explicou que "a igreja, embora sendo certamente também uma instituição humana, histórica, com tudo o que isso comporta, não tem uma natureza política, mas essencialmente espiritual".
Os mortais comuns aprendemos a lidar com a política, gostando ou não dela, mas o espiritual é para poucos escolhidos.
O problema é que temas essenciais da agenda da igreja, como o escândalo de pedofilia ou a polêmica em torno do casamento entre pessoas do mesmo sexo, são essencialmente humanos.
O papa precisará mesmo do odor de santidade para levar a cabo o que dom Cláudio definiu como "obra gigantesca" de renovação da igreja. Precisará também da coragem que lhe faltou durante a ditadura militar argentina, como depõe o prêmio Nobel da Paz Adolfo Pérez Esquivel: "Não considero que Jorge Bergoglio tenha sido cúmplice da ditadura, mas creio que lhe faltou coragem para acompanhar nossa luta pelos direitos humanos nos momentos mais difíceis".
O passado, portanto, não permite sentir odor de santidade no novo papa, até porque santos se revelam exatamente nos momentos difíceis. No caso da Argentina, durante a ditadura, o que estava em jogo era condenar a barbárie, não calar-se.
Mas é hora de virar a página Bergoglio e abrir a página Francisco. O que começará a dar um rosto -santo ou não- ao novo papado serão as escolhas para os cargos vitais da Cúria, em especial a nomeação para a secretaria de Estado, o segundo cargo no Vaticano -escolha que será todo um programa de governo do novo papa e lhe dará (ou não) os primeiros "odores de santidade".
Clóvis Rossi
Clóvis Rossi é repórter especial e membro do Conselho Editorial da Folha, ganhador dos prêmios Maria Moors Cabot (EUA) e da Fundación por un Nuevo Periodismo Iberoamericano. Assina coluna às terças, quintas e domingos no caderno "Mundo". É autor, entre outras obras, de "Enviado Especial: 25 Anos ao Redor do Mundo" e "O Que é Jornalismo". Escreve às terças, quintas e domingos na versão impressa do caderno "Mundo" e às sextas no site.

sábado, 16 de março de 2013

Carlos Gomes escreve sobre a posse da diretoria do Instituto Histórico do RN.


POSSE NO IHGRN
Numa solenidade marcante, com a presença de autoridades, o Presidente Jurandyr Navarro da Costa despediu-se do comando do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte, que passou para a batuta do escritor Valério Alfredo Mesquita.
O protoco foi breve, durando menos de uma hora, constando do discurso do Presidente que se despedia, seguido do juramento da Diretoria e Conselho Fiscal através do Vice-Presidente Ormuz Barbalho Simonetti
Após o juramento os novos dirigentes assinaram o termo de posse, seguindo a solenidade com o ato final - discurso do novo Presidente Valério Alfredo Mesquita, que em poucas palavras proclamou a importância da Instituição, que em 29 próximo completará 111anos, dos desafios que virão e a disposição de inserir a Casa da Memória no século XXI.
Flagrantes da solenidade, destacando-se a presença da Governadora do Estado e do Arcebispo
Abrilhantaram a solenidade representantes do Instituto Histórica da Paraíba

Ao final foi servido um coquetel oferecido pela Assembleia Legislativa do Estado, num ato de cooperação e prova de respeito pela Centenária Instituição, como igualmente ocorreu com a Procuradoria do Estado que cedeu o sistema de som, a Polícia Militar que ofertou a segurança e abrilhantou com sua Banda de Música e a Academia Norte-Rio-Grandense de Letras, à frente do seu Presidente Diógenes da Cunha Lima.

quinta-feira, 14 de março de 2013

Ônibus: prefeito Carlos Eduardo manda licitar empresas .


Licitação deve sair ainda este ano

Trinuna do Norte  - Publicação: 14 de Março de 2013 às 00:00

Repórter - Ricardo Araújo

Ao alegar que a documentação é extensa e a análise deverá ser minuciosa, a secretária municipal de Mobilidade Urbana, Elequicina dos Santos, confirmou que a abertura do processo de licitação do transporte público de Natal sofrerá mais um atraso. Sem detalhar a quantidade de folhas, gráficos ou plantas em perspectiva que serão reavaliadas, a secretária assegurou que o estudo do que fora apresentado à antiga gestão municipal pela empresa Oficina Consultores será demorado. Elequicina optou por não definir datas para a conclusão da análise, mas ressaltou que a determinação do prefeito Carlos Eduardo é de que o procedimento licitatório seja deflagrado ainda este ano.
Emanuel AmaralO processo licitatório se arrasta desde a década de1990O processo licitatório se arrasta desde a década de1990

De acordo com Elequicina dos Santos, um sistema mais inteligente, moderno e com integral atendimento às necessidades da população, é o ideal da Semob para a licitação do transporte público. "Estamos fazendo uma nova página nessa história, para oferecer um serviço de melhor qualidade à população. É isto o que queremos que seja contemplado nesta licitação", confirmou. Ela disse, ainda, que até agora nenhum contato foi feito entre a Semob e os técnicos da Oficina Consultores. Confirmou, contudo, que em breve deverá encaminhar demandas à empresa paulista, que confeccionou os projetos e elaborou o edital de licitação.

A abertura do procedimento licitatório para a operacionalização do sistema de transporte público em Natal remonta ao final da década de 1990. Até hoje, as seis empresas que atuam no transporte de passageiros em Natal e Região Metropolitana atuam através de permissões renováveis de tempo em tempos. Somente em 2010, quase 12 após a judicialização do processo, o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte deferiu o pedido do MPE e determinou ao Município a deflagração do processo de licitação.

Após recorrentes atrasos, a gestão passada contratou uma empresa paulista para executar os estudos e formular o edital de licitação. O serviço custou quase R$ 1 milhão aos cofres públicos municipais e acabou sendo alvo de investigações pelo próprio MPE.

"Os contratos de permissão são ineficazes"

Pouco se sabe sobre o que contemplará e/ou excluirá o edital de licitação do transporte público de Natal. Entretanto, mesmo não tendo participado da concepção do edital de licitação, os membros do Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Passageiros do Município do Natal (Seturn), confirmaram que estão ansiosos pela abertura do processo licitatório. Isto porque, conforme explicado por Nilson Queiroga, consultor de Projetos Especiais do Sindicato, o atual modelo de permissão do serviço é juridicamente fraco e não oferece nenhuma segurança ou estabilidade financeira aos empresários do setor.

"O Seturn espera que essa licitação efetivamente aconteça. Aliás, deveria já ter ocorrido em 2010. Os contratos de permissão são antigos, se tornaram ineficazes", pontuou o consultor. Como consequência dessa fragilidade jurídica, Nilson Queiroga apontou que as empresas entraram em desequilíbrio econômico e há 27 meses a tarifa não sofreu reajuste. "As empresas estão aí em dificuldade, no maior prejuízo. Somente com a licitação, a insegurança deixará de existir", comentou. A partir das prerrogativas descritas no edital, cada entre - empresa e Município - saberá qual será seu papel na operacionalização e gestão do sistema de transporte público.

Atualmente, de acordo com Nilson Queiroga, a tarifa de R$ 2,20 é inexequível para as empresas concessionárias do transporte público.  Nilson Queiroga explicou que, se as empresas fossem repassar os custos corrigidos com a manutenção do sistema, pagamento dos salários dos funcionários e compras de novos ônibus, o valor da passagem oscilaria entre R$ 2,50 e R$ 2,60. Ele sugeriu que um dos pontos que poderiam contribuir para uma suposta redução do valor atualmente cobrado seria a desoneração dos impostos para os produtos e serviços consumidos no setor. O primordial, porém, seria a redução dos impostos (ICMS, PIS, Cofins) e do próprio valor do óleo diesel. Ele ressaltou, ainda, que é preciso melhorar o sistema de transporte coletivo para que mais pessoas utilizem o sistema. Para isto, porém, ele defende a modificação dos roteiros e otimização das linhas. "Não se pode pensar na nova licitação sem pensar no passivo das empresas que fizeram investimentos ao longo dos anos", asseverou.

Sem respostas

A TRIBUNA DO NORTE buscou contato com o promotor de Justiça de Defesa do Patrimônio Público, Flávio Pontes, que substitui o titular da 44ª Promotoria, Paulo Batista. Este último é responsável pela gestão da ação que tramita na Justiça Estadual que requisitou a suspensão da licitação em decorrência da identificação de supostas irregularidades no processo.  O promotor não se dispôs a receber a equipe de reportagem e solicitou, via assessoria de imprensa, que os questionamentos fossem encaminhados via e-mail. Cinco perguntas foram encaminhadas para serem respondidas pelo promotor na manhã de ontem.

A reportagem procurou saber: como o MPE analisa a demora na abertura da licitação; se a Promotoria de Defesa do Patrimônio Público, responsável pelo pedido de suspensão do processo licitatório também em 2012, acompanha este processo; quais os fatores que impedem o andamento desta ação;  como o MP avalia as recorrentes postergações envolvendo este tema e se o parquet pretende, novamente, recorrer à Justiça para cobrar celeridade.

Até o fechamento desta edição, porém, nenhuma das perguntas havia sido respondida.

Bate-papo » Juciano Rodrigues - Professor e pesquisador (RJ)

O que é preciso, além da licitação do sistema de transporte público, para que o serviço seja prestado com qualidade à população?
 Na minha opinião, a gente tem que olhar para cada tipo de cidade, conhecê-la para saber qual é o melhor modo de transporte que se adeque a cada tipo de município. Eles se diferem pelo tamanho, pelo tipo de geografia e as cidades litorâneas tem uma geografia muito peculiar. O tamanho das cidades é uma das variáveis que deve ser considerada para escolher o tipo de transporte mais adequado. Existe uma real necessidade de investimento em outros modais de transportes, além dos rodoviários, como trens, bondes e até mesmo os hidroviários. É preciso repensar se o transporte público exclusivo por ônibus é o mais ideal para Natal. A Região Metropolitana está crescendo e há uma ida e vinda diária de pessoas muito grande que também deve ser levado em consideração.

Faltam projetos, estudos e empenho na execução de planos que priorizem o transporte público?
Ocorreu um abandono no transporte público de massa nos últimos anos. Foi deixado de lado uma cultura de projetos para essas cidades, com a falta de planos voltados para os transportes de massa. Falta informação, que é essencial para o planejamento. Existe um grande desconhecimento das nossas cidades, principalmente pelos órgãos responsáveis em prover a qualidade do sistema de transporte público. O recomendável é de que as estudos e pesquisas que incluem modificações sejam realizadas a cada década, o que acaba não ocorrendo.

As cidades brasileiras estão longe de ser um exemplo?
 Na nossa nossa realidade atual de transporte público, a perspectiva é um pouco negativa. As cidades brasileiras estão prestes a receber os maiores recursos para investimento em mobilidade urbana na história. A maioria desses investimentos privilegia o transporte rodoviário, quando o menos poluente e com maior atendimento é o ferroviário. Essas escolhas partem mais de uma perspectiva política do que técnica. É aí onde os gestores erram. 

quinta-feira, 7 de março de 2013

Dr. Eider preocupado com o destino do arquivo do Diário de Natal.


DN, um destino ainda incerto

Tribuna do Norte - Publicação: 01 de Março de 2013 às 00:00


O destino do acervo acumulado pelo Diário de Natal ao longo de quase 74 anos permanece incerto, mas logo o assunto terá de ser definido pois o prédio onde o jornal funcionava na zona Norte passou a pertencer ao Sistema Fiern/Sesi/Senai/Iel - a pretensão do Sistema, de acordo com o diretor regional do Senai, Afonso Avelino, é instalar cursos profissionalizantes no local até próximo ano; porém ainda não há um prazo para ocupação definitiva do imóvel adquirido em setembro de 2012. Por lá ainda funcionam duas rádios vinculadas ao grupo Diários Associados, que controlava o DN, as emissores Poty (AM) e Clube (FM), e todo o arquivo permanece no prédio recebendo os devidos cuidados como controle de umidade e temperatura. A versão impressa do periódico deixou de circular no começo de outubro do ano passado, e desde então muito se tem especulado em torno do paradeiro final de seu espólio formado por vasta documentação, fotografias e obras de arte.
Emanuel AmaralUm dos primeiros a integrar a equipe do DN, Furtado trabalhou como repórter e diretor da rádio Poti. Hoje, é advogado dos AssociadosUm dos primeiros a integrar a equipe do DN, Furtado trabalhou como repórter e diretor da rádio Poti. Hoje, é advogado dos Associados

"O assunto está sendo tratado pela direção nacional do grupo, e não há interesse de levar esse acervo para outro estado como estão dizendo por aí", garantiu Deliomar Soares, ex-superintendente do Diário de Natal e que hoje está como colaborador do grupo DA nessa fase de transição. "As rádios ainda estão procurando um outro lugar se instalarem, e o prazo para desocupação do prédio que findaria agora em março pode ser prorrogado", informou Soares. A superintendência regional dos Associados, sediada no Recife, também não acrescentou muito sobre o destino do acervo: "Não chegamos a uma resolução. O assunto já foi discutido internamente na diretoria mas não há nada definido", disse o diretor Paulo Guilherme por telefone.

Diante do impasse, surgem especulações sobre o valor estimado do acervo e seu rumo - informalmente circulam duas avaliações para o arquivo guardado pelo DN desde 1939: uns sugerem R$ 3 milhões outros R$ 7 milhões. A única opinião consensual é a possibilidade de expropriação do patrimônio pelo Governo do Estado em nome da memória cultura do RN, que pagaria um valor abaixo do de mercado.

ABRIGO

A nova diretoria do Instituto Histórico e Geográfico do RN já demonstrou interesse em abrigar os documentos; o Departamento de História da UFRN e a Fundação José Augusto também estão na fita, mas qualquer definição a respeito deve partir da direção do Diários Associados. "Como o assunto voltou ao centro das atenções,  instituições, gestores e iniciativa privada precisam agir para resolver esse impasse. Só vai dar certo se todos se unirem", acredita Valério Mesquita, presidente eleito do IHGRN.

Eider Furtado 

O advogado e escritor Eider Furtado, 88, um dos primeiros a integrar a equipe do Diário de Natal no início da década de 1940, sabia que ali seriam registradas passagens importantes da história de Natal e do Rio Grande do Norte. "Sabíamos da importância histórica que o DN desde seu lançamento", recorda. Os primórdios do Diário foi capitaneado por nomes como o ex-prefeito Djalma Maranhão, Rivaldo Pinheiro, Valdemar Araújo e Aderbal de França. Depois o jornal foi vendido para o empresário Rui Moreira Paiva, pernambucano radicado em Natal e que chegou a ser presidente do América, para em seguida integrar o grupo comandado por Assis Chateuabriand.

"Não podemos questionar a decisão empresarial de fechar o jornal, nenhuma empresa quer se manter no prejuízo, mas e se o poder público adquirir esse acervo, vão botar na mão de quem toda essa história? Do Instituto Histórico e Geográfico do RN? Da Fundação José Augusto?É fato que nossas instituições culturais recebem um apoio muito franzino do poder público, por isso minha preocupação", observa. Para ele a grande questão é saber se o público terá acesso a esse acervo.

Eider Furtado começou como músico - tocava violino - na Rádio Educadora de Natal (REN), que passou a se chamar Rádio Poty quando o controle foi para as mãos do DA. Furtado trabalhou como repórter, diretor artístico e diretor comercial da rádio. Também foi gerente da Poty e do próprio Diário de Natal. "Tudo o que sei devo a essa vivência", garante. Membro da Academia Norte-riograndense de Letras desde 2010, Eider dedicou 26 anos de sua vida ao DN, foi editorialista por três anos, substituindo o professor Edgar Barbosa, que tinha "um texto primoroso, musical, foi uma responsabilidade muito grande".

Segundo o próprio, que responde como advogado do grupo Diários Associados no RN, até hoje sua carteira de trabalho está em aberto. "Acredito que não é interessante para ninguém tirar esse acervo daqui do RN; se querem vender e alguém tem interesse em comprar então que ele possa ser consultado, popularizado", finaliza.

quarta-feira, 6 de março de 2013

Luxo e falta de médicos.

Walter Medeiros* – waltermedeiros@supercabo.com.br
 
A UNIMED – Cooperativa de Trabalho dos Médicos vem há alguns anos repetindo práticas perigosas para quem pretende manter-se e realizar o seu objetivo mais importante, que seria prestar serviços de saúde. Ao invés de investir e desenvolver esforços para atender as necessidades dos clientes, investe na aparência, criando diuturnas e seguidas situações de conflito e crise com pessoas que precisam do atendimento. Ao invés de facilitar a vida de quem paga caro pelo plano de saúde, opta por sempre dificultar esse atendimento, irritando muita gente.
 
Os clientes sabem que quando precisam fazer certos exames, procedimentos ou cirurgias são obrigados a se deslocar até uma unidade da cooperativa localizada à rua Joaquim Manoel ou na Apodi, dependendo do assunto. Sabem que lá chegando encontrarão prédios caracterizados, climatizados, com estacionamento pago (nem isso oferecem), portas automáticas, móveis modernos, monitores de última geração, controle automático de fichas. Encontrarão também muitas pessoas vestindo trajes elegantes, a maioria expondo beleza natural e maquiagens. 
 
Tudo isso, no entanto, de nada serve quando o usuário chega para marcar o que poderia ser marcado no consultório, sem essa relação de desconfiança que poderia ser resolvida por outro estilo de auditoria que não aquela que leva toda clientela a se humilhar aos pés do médico auditor. Além da humilhação, em meio a tanta beleza existe uma grande desorganização, que faz com que sócios de atendimento preferencial sejam atendidos depois, em vista de falta de controle e gerência. Além do que, se o sistema de informática falha, a pessoa morre à míngua, pois os funcionários não utilizam o método manual para atender essas emergências, inclusive nas faltas de energia. Aí está outra aberração: falta de energia suspende atendimento, ao invés de manterem o serviço através de no-break ou geradores.
 
Parece muito, mas tem coisas mais graves: as remunerações dos médicos credenciados e cooperados, que é irrisória e está afastando muitos profissionais dos quadros da UNIMED, em todas as especialidades. Aí sobra para os clientes, que pagam o plano de saúde e em muitos momentos têm de pagar consultas e procedimentos particulares aos médicos de confiança, que a cooperativa mantinha como cooperados mas tiveram de deixar o vínculo, recusando-se a trabalhar por remuneração aviltante.
 
Basta permanecer minutos num desses pontos ou outros prédios suntuosos da UNIMED, para tomar conhecimento da vasta lista de médicos bons que deixaram os quadros da cooperativa. Consequentemente, essa situação do plano de saúde no qual as pessoas confiaram - muitas delas desde a sua fundação – levam os cidadãos a se sacrificarem financeiramente, se quiserem continuar sendo atendidas pelos médicos de sua confiança.
 
Esta abordagem faço na qualidade de cliente Unimed desde data próxima à sua fundação – com um pequeno hiato involuntário de alguns dias de Agmed. Já cheguei a escrever cartas para a direção que resultaram em melhorias no atendimento e nos tratamentos do seu hospital. Torço sinceramente para que a cooperativa encontre um rumo menos preocupante que este, onde o sinal vermelho para a sua saúde como plano é a debandada de muitos bons médicos. A UNIMED jamais deveria considerar normal essa situação. Mas trata como se nada de importante estivesse acontecendo.
 
*Jornalista


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Postado por AssessoRN - Jornalista Bosco Araújo no AssessoRN.com em 3/06/2013 05:51:00 PM
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