terça-feira, 3 de maio de 2016

Caso WhatsApp: País precisa de sistema ágil para rever decisões judiciais 'desproporcionais', diz analista

BBC de Londres.
  • 2 maio 2016
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Foto: EPAImage copyrightEPA
Image captionEspecialista diz que Justiça deveria revisar de forma rápida decisões desproporcionais
Decisões que podem ser consideradas “desproporcionais” – como o bloqueio do WhatsApp no Brasil por um juiz do Sergipe – deveriam passar por uma revisão rápida da Justiça. Essa é a opinião de Carlos Affonso Souza, especialista em direito e diretor do centro de estudos ITS-Rio (Instituto de Tecnologia & Sociedade do Rio).
Segundo ele, faz parte do jogo democrático que a decisão de um único juiz de primeira instância, como Marcel Montalvão, da comarca de Lagarto (SE), repercuta no cotidiano de milhões de pessoas pelo país. Contudo, agrega Souza, o Judiciário tem que ser célere o suficiente para revisar e eventualmente derrubar aquelas que sejam desproporcionais.
Ao mesmo tempo, é preciso que o sistema de recursos judiciais não sirva apenas para protelar uma decisão final.
No caso específico do bloqueio ao WhatsApp, ele sugere que se implemente um acordo de assistência judiciária firmado entre o Brasil e os EUA – em vigor no país desde 2001 e que facilita a cooperação dos Judiciários dos dois países – como uma solução mais adequada a esse tipo de enfrentamento entre empresas de tecnologia e Poder Judiciário.
Leia trechos da entrevista de Souza à BBC Brasil:
BBC Brasil – Que tipo de consequências essa decisão judicial que bloqueia o WhatsApp pode gerar?
Carlos Affonso Souza – Não conheço o conteúdo da decisão (que corre em sigilo de Justiça), mas podemos tirar duas conclusões. A primeira é: a decisão é um caso em que um juiz demanda uma providência que a tecnologia não permite, como o encaminhamento de uma comunicação realizada dentro do aplicativo.
Vale lembrar que recentemente o WhatsApp migrou suas comunicações para um nível de criptografia que aparentemente torna difícil, se não impossível para a própria empresa ter acesso à comunicação que corre em seu aplicativo.
(Em segundo lugar), não tendo a dificuldade tecnológica, eu posso encontrar um desafio de natureza jurídica, sobre a forma pela qual dados de um usuário de uma plataforma como essa podem ser requisitados. E aí vale lembrar que muitas das empresas não possuem representação no Brasil. E aí fica a disputa se o WhatsApp teria ou não representação no Brasil.
Mas, em se considerando que não existe representação do WhatsApp no Brasil e que a sua operação é feita de forma independente do Facebook, a via regular para se solicitar informações que estão localizadas nos Estados Unidos é por meio do acordo de cooperação entre Brasil e EUA, internalizado na legislação brasileira como um decreto no início da década passada.
Então já existe acordo que permite a comunicação de dados, de provas que podem ser úteis em um processo que corre no Brasil, mas cujos dados dos usuários estão nos Estados Unidos. O que o WhatsApp pode alegar é que o Judiciário não pode recorrer diretamente à empresa. Ele precisaria encaminhar a comunicação tal qual prevista no acordo de cooperação.
Image copyrightITS Rio
Image captionCarlos Affonso Souza
BBC Brasil – Como o sr. vê a cooperação de empresas como o Facebook? Existe algum caminho viável para que possam colaborar com a Justiça?
Souza – As empresas têm colaborado com as investigações policiais. Existem formas para que isso ocorra e vem ocorrendo.
Eu sou otimista, eu acho que esse diálogo vem sendo aperfeiçoado, mas discussões e casos extremos acontecem aqui e ali, mas é bom que eles sejam a exceção.
BBC Brasil – Então a suspensão do WhatsApp é algo fora do padrão, um ponto fora da curva?
Souza – Esse é o problema: dizer que isso foi uma falha na curva fica cada vez mais difícil quando você pensa que foi a terceira ordem de bloqueio do WhatsApp no Brasil.
Ou seja, isso só reforça o ponto do acordo de cooperação com os Estados Unidos. Ele está velho e precisa ser revisado de forma a permitir que esses dados sejam processados de forma mais célere, especialmente em tempos de internet. Casos como esse mostram a falha do acordo de cooperação entre Brasil e Estados Unidos. Um acordo que foi assinado em 1997 e entrou em vigor como decreto no Brasil em 2001 não está considerando a velocidade da internet para tráfego de dados.
BBC Brasil – Como o sr. vê a decisão de um juiz de primeira instância de um dos Estados da Federação afetando usuários do serviço no país inteiro? Há poder demais nas mãos de uma pessoa só em vez de um grupo ou um colegiado?
Souza – O fato de essa determinação passar por um magistrado é algo natural da democracia. Decisões como essa precisam vir do Poder Judiciário e não do Executivo – acho que isso é uma conquista democrática.
Mas é também uma conquista democrática que as decisões possam ser revistas e que exista um sistema de recursos que não seja indutivo à protelação de uma decisão final. Que possa ser rápido para revisar decisões de um magistrado que eventualmente falham em passar nos testes de proporcionalidade.
Acho que esse é um desses casos, em que há uma decisão de um magistrado que falha gravemente em fazer o adequado teste de proporcionalidade. Ou seja, em nome de obtenção de algumas informações ou de algum provimento judicial que a gente não sabe qual é, se remove um aplicativo que é dos mais usados no Brasil inteiro. As pessoas o utilizam para fins educativos, profissionais e pessoais.
É claro que sempre existem outros aplicativos e que as pessoas podem migrar para outras soluções, mas ao mesmo tempo é importante perceber que se um aplicativo consegue angariar uma margem tão expressiva de usuários é porque ele faz sua função de forma correta. Simplesmente catapultar toda essa base de usuários para uma solução alternativa não parece ser uma ponderação adequada.
BBC Brasil – Muitas vezes essas empresas são criticadas por serem fechadas e supostamente não colaborar com a Justiça. O sr. vê algum lado positivo desse episódio?
Souza – Acho que tem um lado positivo sob o qual se pode analisar uma terceira ordem de bloqueio do WhatsApp no Brasil, que é evidenciar a necessidade de se reformar o acordo de cooperação judicial entre Brasil e Estados Unidos.
É importante lembrar que a internet é um recurso global. Isso aconteceu hoje com o WhatsApp e pode acontecer mais tarde com qualquer outro aplicativo que seja sucesso na internet e que a empresa não vai ter escritório no Brasil.

sexta-feira, 18 de março de 2016

Ex-prefeito de Natal é cidadão potiguar.

Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte | Assessoria de Imprensa

Assembleia concede título de cidadão norte-riograndense a Marcos Formiga
Crédito da foto: João Gilberto
 
O economista Marcos César Formiga recebeu na manhã desta sexta-feira (18), em sessão solene realizada no plenário da Assembleia Legislativa, o título de cidadão norte-riograndense.

“Todos que aqui estão fazem parte de algum momento importante da minha vida”, destacou. Emocionado, narrou a sua trajetória desde a juventude até os cargos que ocupou nas esferas municipal, estadual e federal.

“É preciso que tenhamos regras e saibamos para onde vamos”, enfatizou.

O paraibano Marcos Formiga foi ex-prefeito de Natal, ex-secretário estadual de Planejamento (Cortez Pereira e Tarcísio Maia), diretor da Empresa Brasileira de Transportes Urbanos (EBTU) e ex-deputado federal. Atualmente coordena o Projeto Mais RN, na Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte no mais amplo estudo e planejamento do Estado para os próximos 20 anos.

O propositor da honraria, deputado estadual Hermano Morais (PMDB), destacou a importância da homenagem. “Esse título faz justiça a um grande homem que, como poucos, merece essa distinção”.

terça-feira, 15 de março de 2016

Uma opinião:

O TRISTE FIM
Tomislav R. Femenick


As revoluções são transformações radicais, que geralmente acontecem de forma violenta, alterando as estruturas políticas, econômicas e sociais de um país. Excepcionalmente, algumas ocorrem de forma pacífica. Essas, via de regra, no transcorrer de décadas; poucas, muito poucas, no espaço de só alguns anos.
A eleição de Luiz Inácio Lula da Silva para presidente da República foi, de certa forma, uma revolução; pelo voto, mas foi. O povo votou no ex-operário na busca de um futuro melhor, em que houvesse menos desigualdade econômica e social, com os trabalhadores deixando o limbo dos excluídos e, finalmente, adentrando no campo dos beneficiados na partilha dos bens produzidos pela sociedade. O simples pensar de um representante do PT no Palácio do Planalto era, ao mesmo tempo, o temor das elites e o sonho das massas. O que não se apercebia, por miopia ideológica ou simplesmente por interesses partidários, era que a simples “vontade política” não é suficiente para explodir as velhas estruturas e eclodir, fazer surgir, um novo conjunto de elementos na ordem econômica e social.
Se não vejamos. Internamente temos problemas seculares. Os privilegiados têm uma verdadeira aversão ao povo. Os políticos (há exceções) preferem fazer conchavos a fazer jogo limpo – e disso são exemplos as frequentes adesões e rompimentos de partidos, parlamentares, governadores e prefeitos. Eles trocam de posição como os jogadores de futebol trocam de time: simplesmente por interesses pessoais. Já alguns empresários procuram reduzir ao máximo os salários e direitos dos trabalhadores, esquecendo-se que eles é que são os produtores diretos e que, portanto, têm tanto direito de serem remunerados quanto os donos do capital.
Por outro lado, além das estruturas administrativas, políticas, sociais e econômicas arcaicas, há outros problemas tão graves quando elas. O déficit público, a burocracia governamental, a morosidade do Congresso Nacional, a morosidade do Judiciário, a crise da Previdência, a ameaça constante de volta da inflação e, não menos importante, a globalização e a conjuntura internacional. Essas questões não podem ser resolvidas de forma revolucionária. Se fossem, a União Soviética e as “republica democráticas” do leste europeu não teriam sucumbido sem terem sofrido um só tiro de estilingue, Cuba e Coréia do Norte seriam paraísos terrestres e a China e o Vietnã não teriam dado a guindada capitalista; pois nesses países os Partidos Comunistas, revolucionários por natureza e índole, estavam ou estão no poder.
Ai é que está o impasse. A primeira reação dos novos governantes foi atribuir a causa de todos os problemas a tal da “herança maldita” que teria recebido do governo anterior. Como não era uma revolução pelas armas, ninguém morreu, mas era de se esperar que fossem defenestradas todas as ideias do governo passado. Não foram. Não há diretrizes mais parecidas com as do ministro Pedro Malan (de FHC) do que as do ministro Antonio Palocci (de Lula). O FMI deixou de ser o bicho-papão. As reformas das quais o PT era contra, agora por ele são consideradas necessárias. No duro, no duro, não houve antropofagia. Os adversários foram vencidos, porém suas diretrizes não foram trucidadas.
Entretanto, essa atitude administrativamente zen do PT governo desagradou às facções mais radicais do partido, principalmente a intelectualidade de esquerda que integram os seus quadros. Essas pessoas, oriundas da classe média ou mesmo da burguesia menos nobre, são os críticos mais contundentes do novo PT. Ai não houve jeito, os controladores da agremiação partiram para a autofagia e expulsaram os deputados João Batista Oliveira de Araújo (o Babá), Luciana Genro e João Fontes e a senadora Heloísa Helena, e criaram condição adversa à permanência de outros expoentes da legenda, como o sociólogo Chico de Oliveira, o deputado Fernando Gabeira o jurista Hélio Bicudo, Marina Silva, Marta Suplicy e muitos outros. No início 2005, um grupo de 112 filiados anunciou a saída da organização política, entre eles os economistas Plínio de Arruda Sampaio Jr, Reinaldo Gonçalves, Nildo Ourique e Paulo Gomes e os sindicalistas Jorge Luiz Martins (ex-integrante da Executiva Nacional da CUT), Santino Arruda Silva (presidente da CUT-RN) e Carlos Campos.
Os idealistas são pessoas sonhadoras e são os sonhadores os fazedores de revoluções. E, quando se sonha com esperança que não acontecem, o sonho se transforma em pesadelo. A elite do PT planejou e soube usar táticas e estratégias para chegar ao poder, entretanto alguns dos seus líderes protagonizaram trapalhadas de toda ordem: o “fome zero”, os 10 milhões de empregos prometidos deram lugar a uma política monetarista rígida, símbolo do neoliberalismo antes ferrenhamente atacado pelo partido.
Quando mudaram a política econômica, mudaram para pior. Optaram pelas pedaladas fiscais e desvios de recursos públicos – dos quais o mensalão e o petrolão são exemplos exemplares –, obras faraônicas, pelas meias verdades etc.
Na verdade a revolução petista foi um fogo-fátuo, um falso brilho com glória passageira, algo melancólico. Está terminando com alguns dos seus mais representativos líderes com altos salários oriundos de cargos públicos, outros milionários cuja riqueza não tem origens claras, e outros mais ameaçados de prisão ou presos, estes em companhia de empresários de alto nível e baixa moral.
Quem acreditou e votou no PT não merecia isso.


quarta-feira, 9 de março de 2016

quarta-feira, 9 de março de 2016

Veículo roubado foi recuperado com armas e fuzil em praia do litoral norte do RN

Policiais aprendem fuzil e munições e recuperam veículo roubado em São Miguel do Gostoso

Fotos: sesed.imprensa/divulgação
Policiais do Comando de Policiamento do Interior (CPI) recuperaram na madrugada desta quarta-feira (9), em São Miguel do Gostoso, litoral ao norte de Natal, um veículo do tipo Honda FIT, de cor preta e de Placas OJU 3633, com registro de roubo, e apreenderam, em seu interior, um fuzil 7,62 “mosquefal”, munições, grampos, roupas, alicate de corte, lanterna, entre outros itens.


A ação ocorreu durante uma operação com o objetivo de reforçar o policiamento em locais estratégicos do interior, buscando prevenir a realização de crimes e, consequentemente, a redução dos índices de violência. Os suspeitos, que estavam de posse do veículo, conseguiram se evadir por uma região de mata e continuam sendo procurados pela Polícia Militar. [com Assessoria Imprensa Sesed-RN]

quinta-feira, 3 de março de 2016

UFRN é a primeira do NE com duas patentes industriais

(Marina Gadelha – ASCOM – reitoria/UFRN)

A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) conquistou neste ano a segunda Carta Patente de Propriedade Industrial. Trata-se do título “Processo de Dessulfurização do Gás Natural por Absorção Química através de uma Microemulsão”. Fruto de  pesquisa de pós-graduação, a nova conquista faz da UFRN "a única instituição federal do Nordeste que detém duas patentes”, comemora Aldayr Araújo, coordenador do Núcleo de Inovação Tecnológica da UFRN (NIT).

O processo foi criado por Afonso Avelino Dantas Neto, Eduardo Lins de Barros Neto, Francisco Wendell Bezerra Lopes e Tereza Neuma de Castro Dantas, professores do Departamento de Química do Instituto de Química da UFRN e do Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN). De acordo com Aldayr Dantas de Araújo, a patente permite que empresas interessadas no uso da tecnologia assinem contrato de licenciamento junto à UFRN, titular da criação. Ao explorar a criação, a instituição passa a receber e dividir os royalties com os inventores.

História
Foram quase 12 anos de espera do resultado pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), órgão que atesta duas exigências dos inventos: o ineditismo e a aplicabilidade industrial. A primeira patente da instituição foi recebida no final de 2014, pela mesma equipe, com o Método de desidratação do gás natural por microemulsão.
Atualmente, a UFRN tem mais de 135 pedidos de patente junto ao INPI e representa um crescimento de 397% na área de inovação institucional.  No Brasil, a Lei de Inovação Tecnológica estimula a inovação em universidades, empresas e a parceria entre ambas, incentivando os inventores a protegerem o patrimônio intelectual.  





3 anexos
Visualizar o anexo Aldayr Dantas_13Set13_Cícero Oliveira AR2.jpg

Visualizar o anexo 03 - 03 UFRN é a primeira do NE com duas patentes industriais.docx

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Encontro de delegados da PB e RN debate estratégias de combate à criminalidade

Na última terça-feira (23), a Delegacia Geral de Polícia Civil (Degepol) recebeu delegados da Polícia Civil da Paraíba para discutir estratégias que visam combater crimes que ultrapassam as fronteiras dos estados, como tráfico de drogas, roubos e explosões contra bancos e caixas eletrônicos, além de furtos e roubos.


“Não existe divisa para esta criminalidade e precisamos estar atentos para isto. De uma forma muito rápida, eles saem de um Estado para outro, o que exige de nós vigilância constante”, declarou Isaías Gualberto, delegado-geral adjunto da Polícia Civil da Paraíba. O grupo de delegados paraibanos, que participou da visita, era formado por titulares de delegacias especializadas e regionais.



“A Divisão Especializada em Investigação e Combate ao Crime Organizado (Deicor), a Delegacia Especializada de Furtos e Roubos (Defur) e a Delegacia Especializada em Narcóticos (Denarc) têm realizado muitos trabalhos que vêm rompendo as fronteiras do Rio Grande do Norte. Para nós é de extrema importância um contato como este, com os delegados da Paraíba, para termos resultados mais exitosos”, detalhou a diretora de Polícia Civil da Grande Natal (DPGRAN), delegada Sheila Freitas. [com assessoria]

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte | Assessoria de Imprensa


Fernando Mineiro quer debater questão previdenciária no RN
 
Crédito da foto: João Gilberto

O deputado estadual Fernando Mineiro (PT) defendeu, durante sessão plenária realizada na manhã desta terça-feira (16), o debate em torno da questão previdenciária no Rio Grande do Norte. A questão foi levantada pelo parlamentar com base na mensagem de autoria do Executivo enviada à Assembleia Legislativa e que trata da reestruturação do regime próprio de previdência social no Estado. O projeto de lei foi protocolado na quinta-feira passada (11).

“A questão previdenciária é um dos debates mais ativos do mundo na atualidade. E esse projeto apresentado muda a lei de 2014 do fundo previdenciário, mas não enfrenta a questão central. É bom esclarecer que essa não é uma questão exclusiva do RN. Mas o projeto como está, não tem condições de ser aprovado por essa casa”, destacou Fernando Mineiro.

O deputado defendeu o debate para que a proposta apresentada seja modificada, com o risco de repetir o erro da proposta de 2014. “O projeto tirava o dinheiro do fundo e falava em devolução, mas não era para o mesmo fundo. Era para outro que seria criado. Esse é o grande problema do texto que chegou aqui”, alertou.

Fernando Mineiro destacou a necessidade da apresentação de mudanças por parte dos parlamentares e o reconhecimento da questão previdenciária como um problema no Rio Grande do Norte. “Meu entendimento é publico e conhecido por quem acompanha esse debate. Temos que discutir o problema e a solução. E esse projeto não enfrenta, apenas garante o uso dos recursos”, finalizou.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Policiais civis prendem ladrão que agia no Centro de Natal.

Policiais da 2ª Delegacia de Polícia Civil prenderam na manhã desta quarta-feira (17), Hudson Bezerra do Amaral, numa área conhecida como Beco do Releixo, no bairro das Rocas, zona Leste de Natal. Ele é autor de vários arrombamentos na Avenida Deodoro da Fonseca, em Natal, e foi detido com objetos proveniente dos furtos cometidos. Os policiais conseguiram prender o infrator em flagrante após um minucioso trabalho investigativo, que reuniu imagens de sistemas de videomonitoramento e informações de testemunhas e vítimas, além de provas coletadas pelo ITEP.





Foto: sesed/rn - divulgação.

A Polícia Civil pede para que a população colabore com mais informações a respeito do acusado, como o possível envolvimento do infrator em outros casos. O contato com a 2ª Delegacia de Polícia Civil pode ser feito pelos telefones 3232-1555 ou 3232-6272.


O infrator (foto) foi autuado pela prática de furto qualificado, ocorrido nesta manhã, em uma clínica que faz atendimento oncológico naquela localidade. As provas reunidas pela Polícia Civil e a confissão do assaltante foram colocados nos autos do processo.

Durante sua confissão, Hudson Bezerra do Amaral assumiu que já havia realizado pelo menos cinco arrombamentos anteriormente, tendo já passagens pelo sistema prisional. Duas outras pessoas também foram detidas na operação desta quarta-feira, suspeitas de serem receptadores dos materiais roubados por Hudson Bezerra. [Assessoria Imprensa Sesed]


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Postado por AssessoRN - Jornalista Bosco Araújo .

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte | Assessoria de Imprensa

Publicitários do RN serão homenageados pela Assembleia
Crédito da foto: Assessoria de Comunicação
 
Profissionais que aliam criatividade a conhecimentos de comunicação e marketing, atuando para fortalecer a imagem de empresas, marcas, personalidades e também lançam ideias e produtos, os publicitários do RN serão homenageados pela Assembleia Legislativa na próxima sexta-feira (19), em sessão solene a partir das 9h30, pela passagem do seu dia, comemorado em 1 de fevereiro. A iniciativa é do deputado Gustavo Fernandes (PMDB).

“A publicidade é uma atividade de grande importância econômica e social. É por meio dela que os veículos de comunicação se mantêm e as instituições passam suas mensagens. Como publicitário, acho justo homenagear os colegas que fazem a atividade no nosso Estado ter grande destaque”, afirma o parlamentar propositor da homenagem.

De acordo com Pedro Ratts, presidente do Sinapro RN (Sindicato das Agências de Propaganda), o Rio Grande do Norte conta com 16 agências filiadas, mas o número é ainda superior. “Embora existam mais de 100 agências cadastradas no RN, estimo que cerca de 50 estejam ativas”, destaca Ratts. Os municípios de Natal, Mossoró, Caicó e Pau dos Ferros, são os que concentram a maior parte das agências e profissionais.

A atividade movimenta aproximadamente R$ 70 milhões ao ano. O Estado ocupa o 4º lugar no ranking do Nordeste, ficando atrás apenas de Salvador, Pernambuco e Ceará. As agências potiguares empregam cerca de mil profissionais diretamente e três mil indiretamente, que no dia-a-dia se desdobram nas tarefas de criação, atendimento, mídia e planejamento para que seus clientes conquistem sucesso no mercado. “Somos exportadores de mão de obra. Temos profissionais em grandes agências do país e até do exterior”, afirma.

No evento, que vai acontecer no plenário da Assembleia, profissionais que se destacam no mercado publicitário potiguar serão homenageados pela Casa Legislativa. Clécios Silva, Arturo Arruda, Hugo Aranha, Pedro Ratts, Lana Mendes, Robson Medeiros, Rogério Nunes, Ricardo Rosado e Giovanni Sérgio, receberão o reconhecimento dos deputados.
 

domingo, 14 de fevereiro de 2016

CIÊNCIA - DW

O que são ondas gravitacionais e por que elas são importantes?

Cientistas comprovaram a única parte da Teoria da Relatividade, de Albert Einstein, que ainda não havia sido confirmada. Entenda o que é uma onda gravitacional, que relevância ela tem e como é medida.
Simulação da deformação do espaço-tempo por corpos com massa
O que são ondas gravitacionais?
Conforme a Teoria Geral da Relatividade, do físico alemão Albert Einstein, o espaço e o tempo se fundem numa nova dimensão, o espaço-tempo.
O espaço-tempo é deformado por corpos com massa, por exemplo, como um colchão é deformado pelo corpo de uma pessoa.
Quando um corpo com massa se acelera, ele forma ondas gravitacionais, pequenas ondulações no tecido do espaço-tempo que o distorcem.
Um corpo com massa pode ser posto em movimento, ou acelerado, por um acontecimento de grande impacto, por exemplo, após a explosão de uma estrela, a fusão de dois buracos negros ou o Big Bang, a grande explosão que deu origem ao Universo.
As ondas gravitacionais se propagam à velocidade da luz. Ao contrário das ondas sonoras ou da luz, elas se propagam sem sofrer desvios – o espaço-tempo é que se altera quando elas passam.
As ondas gravitacionais foram descritas há cem anos por Einstein.
Por que a comprovação da existência delas é tão importante?
A comprovação da existência das ondas gravitacionais encerra a busca por provas de uma parte importante da teoria de Einstein, a única que ainda não havia sido provada.
A certeza de que as ondas gravitacionais de fato existem altera a compreensão que os cientistas têm do Universo, principalmente de conceitos fundamentais, como espaço, tempo e gravidade.
Se as ondas gravitacionais podem ser detectadas, isso permite ampliar os conhecimentos sobre estrelas, galáxias e buracos negros distantes, com base nas ondas por eles produzidas.
Ondas gravitacionais formadas pelo Big Bang poderiam fornecer novos conhecimentos sobre como o Universo se formou.
Indiretamente, a existência das ondas gravitacionais também amplia os indícios de que os buracos negros, que nunca foram observados, de fato existem.
Elas também permitem uma melhor compreensão da natureza da gravidade, já que, na teoria de Einstein, a gravidade é um fenômeno resultante da deformação (curvatura) do espaço-tempo por um corpo com massa.
Como os cientistas medem as ondas gravitacionais?
O observatório Ligo (Laser Interferometer Gravitational Wave Observatory), nos Estados Unidos, foi fundado em 1992 e fracassou nas suas primeiras tentativas de comprovar a existência das ondas gravitacionais.
A tecnologia mais recente, porém, é quatro vezes mais sensível do que as anteriores e pode comprovar ao menos alguns tipos de ondas gravitacionais, aquelas mais comuns.
A tecnologia do Ligo consiste de dois detectores ultrassensíveis, distantes cerca de 3 mil quilômetros um do outro. Um fica em Livingston, no estado da Luisiana, e o outro, em Hanford, Washington.
Os dois observatórios possuem dois túneis idênticos, em forma de L, com quatro quilômetros de comprimento cada um.
Os pesquisadores enviam, ao mesmo tempo, um raio laser em cada um dos túneis. Os raios batem no final do túnel e retornam ao ponto de início. Se, ao se encontrarem, as cristas e os vales das ondas do raio laser se anularem, é porque nenhuma deformação do espaço-tempo (ou seja, nenhuma onda gravitacional) pôde ser medida.
Se, porém, as cristas e os vales das ondas do raio laser não se anularem, é porque o espaço-tempo foi deformado por uma onda gravitacional (na prática, os túneis ficaram mais longos ou mais curtos durante a passagem da onda gravitacional, já que o espaço-tempo foi deformado).
Essa deformação é a comprovação da existência da onda gravitacional.
A existência de dois observatórios permite aos cientistas comparar informações, como horário e direção de uma onda gravitacional.
O Ligo não é o único observatório capaz de medir ondas gravitacionais. Em todo o mundo há mais de 70 organizações capazes de fazê-lo.
Por que demorou tanto para se comprovar a existência delas?
Basicamente porque elas são muito difíceis de serem medidas, pois, quando chegam até a Terra, a amplitude delas já é muito reduzida – menor do que o núcleo de um átomo. Assim, são necessários detectores muito sensíveis para medi-las.
O próprio Einstein duvidava que seria possível comprovar a existência das ondas gravitacionais por elas serem muito pequenas ao chegarem à Terra.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Mais assaltos em Candelária.

Quando fugiam numa motocicleta de placa MNO.9287- Bom Jesus/RN, sem registro de roubo, dois assaltantes foram ao chão da rua Raposo Câmara, às 17h10m de hoje, após colidirem com um carro que descia a rua Marques de Pombal. Os dois rapazes estavam armados e a moto trafegava em alta velocidade quando colidiu com o o pneu dianteiro lado direito do carro, derrubando os ladrões. Após a queda, os ladrões abandonaram a moto, um capacete e sandálias. Uma testemunha notou que um estava armado com revólver, quando fugiram em direção a avenida Prudente de Morais, a pé. São jovens com menos 20 e um usava camisa cor goiaba. Um moreno e outro branco, fortes e boa de aparência.A PM foi chamada e está fazendo diligências neste momento.

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Exibindo 2016-02-12 17.25.57.jpg

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Presidente da Assembleia promulga lei que institui Boletim Legislativo Eletrônico
Crédito da foto: Assessoria de Comunicação
 
Com o objetivo de proporcionar mais transparência, modernidade e rapidez, o presidente da Assembleia Legislativa, o deputado Ezequiel Ferreira (PMDB), promulgou a lei que institui o Boletim Legislativo Eletrônico como veículo oficial de comunicação da Casa.

“O Boletim Legislativo Eletrônico traz várias vantagens à Assembleia Legislativa, sobretudo na autenticidade das informações e na economia proporcionada pela utilização desta nova ferramenta”, disse Ezequiel Ferreira.

O procurador-geral da Casa, o advogado Washington Alves de Fontes destacou a economia que a medida vai proporcionar. “Em caráter oficial, o Boletim Eletrônico vai substituir qualquer outro meio e publicação oficial, para quaisquer efeitos legais, à exceção dos casos que, por lei, exigem intimação ou vista pessoal e será veiculado gratuitamente no site do Poder Legislativo, além de gerar uma economia de R$ 1 milhão”, disse.

Após 60 dias da publicação desta lei, os atos administrativos serão divulgados somente por meio do Boletim Legislativo Eletrônico. Já os atos legislativos serão publicados pelas formas impressa e eletrônica até o dia 30 de junho de 2016.

A implantação do Boletim Legislativo Eletrônico faz parte das metas propostas pelo Planejamento Estratégico que vem sendo implantado na Casa.

 

Um cadáver na porta da casa do comendador.

Uma Rosa Vermelha
Tomislav R. Femenick


Bigode farto, porém bem aparado, pouco mais de 50 anos, casado e pai de dois filhos. Era proprietário e fazendeiro – possui 20 casas alugadas, uma fazenda com algumas dezenas de cabeças de gado zebu e plantava e colhia milho e feijão. Embora seu nome fosse José Ignácio Tavares de Oliveira, todo mundo só o chamava de comendador Taveira. Comendador porque certo dia, há alguns anos, comprou de um caixeiro viajante, que se dizia representante no Brasil de uma tal Ordem de São Crispiniano Victor, da cidade Lucca, na Itália, o título de Comendador, no grau de Oficial. O vendedor explicou que era costume entre os comendadores, como entre os Papas, depois de escolhidos adotarem um novo nome. Na cidade houve alguém que dissesse que tinha sido mesmo erro de datilografia. Por erro ou por propósito, era assim que estava escrito no diploma pendurado na parede da sala de visitas de sua casa.

Oito e meia da noite do dia 8 de dezembro. Estavam, o comendador e sua esposa, Dona Perpétua, jantando, quando lá fora na rua, em frente à sua casa, vozes acaloradas se fizeram ouvir. Depois, bateram fortemente em sua porta. Zangado, ainda com o guardanapo na mão, o dono da casa foi atender aos impertinentes. Mas eram seus vizinhos, que lhe mostraram o causa de tanto alvoroço: um caixão de defunto de pobre, com uma mulher morta e nua, estava na calçada do Comendador. Jovem, branca, cabelos claros com mechas louras, unhas pintadas e uma rosa vermelha com folhas verde tatuada no ventre, à direita e um pouco abaixo do umbigo. Pela delicadeza das mãos, via-se logo que não era gente de trabalhar no pesado.

A primeira reação do comendador foi chamar o sargento Aderaldo, chefe da delegacia de polícia, que ficava na cidade vizinha. Depois, olhando mais detalhadamente para a defunta, mudou de ideia. Achou a moça muito parecida com uma das afilhadas de sua amiga Dona Maria Boa, que sempre lhe arranjava companhia quando ia à capital tratar dos seus negócios. Parecia até com a que lhe acompanhou na última visita, no mês passado.

Sendo assim, pensou, seria melhor averiguar um pouco, antes de qualquer decisão. Então resolveu mandar chamar seu compadre Pedro Lisboa, recentemente nomeado juiz de paz do lugar e também frequentador da casa de Dona Maria. Tão logo ele chegou, afastou os curiosos e olhou o cadáver. Então os dois ficaram confabulando em voz baixa. O comendador abria os braços, baixava e subia a cabeça; o juiz abanada a cabeça de um lado para outro e passava os dedos entre cabelos brancos. O povo só ouviu umas poucas frases, entre elas “E se for? O que vou dizer a minha esposa e patroa?”.

Pronto, o rebu estava armado. Espalhou-se pela cidade a notícia que o Comendador conhecia a morta. Havia uma versão de que ela era parenta de Dona Perpétua. Outra dizia que era uma filha bastarda do Taveira. Se a cidade já estava toda acordada comentando o fato, agora estava pegando fogo. Logo ele, com aquele bigodão e aquela pose de homem sério?

Estavam todos nessa agitação e nesse diz-que-diz, quando um carro preto chegou em alta velocidade e parou em frente à casa do Comendador. Desceram dois homens, que se identificaram como funcionários de uma funerária e esclareceram o mistério: a morta era uma turista do sul que morreu afogada tomando banho numa praia de nudistas. Eles a estavam levando para o Instituto Médico Legal da capital quando a porta de trás do carro se abril e, como estavam com o rádio ligado ouvindo uma partida de futebol, não ouviram quando o caixão caiu.