sábado, 16 de fevereiro de 2013

A bola de fogo que pareceu o fim do mundo.

  
O estudante natalense Percy Domingos, 21 anos, mora na Rússia há dois anos e meio e estuda medicina na Universidade Federal Medica de São Petersburgo. Ele conversou com a reportagem do Novo Jornal sobre o fato inusitado e perigoso, que deixou mais de mil pessoas feridas e causou alvoroço na Rússia, nessa sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013. Clique para ler.
 
Nos Estados Unidos, uma bola de fogo cruzou o céu de cidades da Califórnia na noite da sexta (15).
 
- A queda do meteoro na Rússia ofuscou a passagem na sexta do asteroide de 50 metros de comprimento com mais de 27.000 km acima da superfície da Terra e especialistas afirmaram que os dois casos não tiveram relação um com o outro.


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Postado por AssessoRN - Jornalista Bosco Araújo no AssessoRN.com em 2/16/2013 10:02:00 AM

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Vaticano gastou 171 bilhões de dólares de 2010.

Para acompanhamento, "follow-up". Parece-nos que o imbróglio é bem maior mas o papa
 sai fortalecido apesar de suas fraquezas. Convenhamos, US$171 bilhões gastos em 2010, é muito dinheiro. Acho que foi Terêncio que nos alertou a todos: "Auris Sacra Famis", que eu acrescentaria: " ... vita hominum super terram est". Abs. Cortez.

Internacional| 15/02/2013 | Copyleft 

Escândalos, perda de fiéis e de dinheiro ameaçam o Vaticano 

A investigação por lavagem de dinheiro envolvendo o Banco do Vaticano, as revelações feitas pelo mordomo Paolo Gabriele, os escândalos de pedofilia e o número decrescente de fiéis e doações são alguns dos problemas mais graves de uma igreja que, segundo uma investigação da revista inglesa 'The Economist', gastou em 2010 cerca de 171 bilhões de dólares. A reportagem é de Marcelo Justo, de Londres.

Marcelo Justo
Londres - O Papa Bento XVI abandona o navio em meio a sérios problemas financeiros e com a credibilidade da igreja no chão. A investigação por lavagem de dinheiro envolvendo o Banco do Vaticano, as revelações feitas pelo mordomo Paolo Gabriele, os escândalos de pedofilia e o número decrescente de fiéis e doações são alguns dos problemas mais graves de uma igreja que, segundo uma investigação da revista inglesa The Economist, gastou em 2010 cerca de 171 bilhões de dólares.

No momento em que o catolicismo está perdendo terreno em todo o mundo (tem menos seguidores que o islamismo), o legado ideológico do Papa Joseph Ratzinger é uma pedra a mais no caminho. O Papa atacou sistematicamente a teologia da libertação e afastou todos os prelados que mantinham algum vínculo com sua doutrina, dinamitando uma ponte com os pobres que foi novamente capitalizada pelas igrejas evangélicas, de presença crescente na América Latina.

A cada vez que teve que escolher, o Papa não teve dúvidas. No caso dos quatro bispos ordenados pelo dissidente e fundamentalistas Marcel Lefebvre – o bispo que resistiu nos anos 60 a deixar de celebrar a missa em latim e desafio a prédica modernizadora e progressista de Paulo VI – Bento XVI decidiu em julho de 2009 revogar sua excomunhão. “Com essa decisão tento eliminar o impedimento que poderia colocar em perigo a abertura de um diálogo para convidar os bispos da “Sociedade de São Pio X” a redescobrir o caminho da plena comunhão com a igreja”. A Sociedade de São Pio, fundada por Lefebvre, apoiou os regimes fascistas de Francisco Franco na Espanha e de Salazar em Portugal, assim como mais tarde fez com Augusto Pinochet no Chile e Jorge Rafael Videla na Argentina. Na França, o político favorito da Sociedade é o ultradireitista Jean Marie Le Pen.

Bento XVI deixa seus delfins em postos chave. A continuidade conservadora estaria garantida a não ser pelo precário estado da igreja em nível mundial, terreno fértil para as rebeliões internas. As finanças são um dos calcanhares de Aquiles de um projeto continuísta. As suspeitas de lavagem de dinheiro respingam há muito tempo no Instituto para as Obras de Religião (IOR), o Banco do Vaticano. Em 2010, o Banco Central da Itália confiscou 30 milhões de dólares do IOR e a polícia iniciou uma investigação de seu diretor Ettore Gotti Tedeschi. A soma pertencia a uma transferência para o JP Morgan Chase e para outro banco italiano, o Banco de Fucino. Violando a lei, a origem do dinheiro não estava declarada.

O comunicado do Vaticano expressou “perplexidade e assombro” ante a investigação, mas pouco depois criou a Autoridade de Informação Financeira, uma agência independente para supervisionar todas as atividades monetárias e comerciais do Vaticano, incluindo o próprio IOR. No ano passado, a efetividade da Autoridade foi posta em dúvida. O escândalo do mordomo do Papa, Paolo Gabrieli, batizado pela imprensa como Vatileaks, terminou com um julgamento que trouxe novamente à luz do dia a roupa suja do Vaticano. Gabrieli, condenado a 18 meses de prisão, justificou o roubo e a entrega do material a um jornalista, Gianluigi Nuzzi, porque “queria recolocar a igreja no caminho correto”. O Vatileaks deixou claro uma coisa. O organismo supervisor não era mais do que um modesto tapa-buracos da igreja: as contas do Vaticano não estavam em ordem.

Um informe de Moneyval, um grupo que combate a lavagem de dinheiro na Europa, assinalou que em 7 das 16 áreas consideradas essenciais para a transparência do Vaticano, seguiam aparecendo problemas. Ettore Gotti Tedeschi, que era diretor do IOR quando se iniciou a investigação judicial, perdeu seu posto por “não cumprir com as funções primárias de seu trabalho” e está sendo investigado por lavagem de dinheiro. Tedeschi decidiu colaborar com a investigação e tem em seu poder um arquivo de correspondência comprometedora a respeito do manejo das finanças papais.

O fantasma do Banco Ambrosiano está no ar. A misteriosa morte, em 1978, de João Paulo I, o papa que reinou 33 dias, foi vinculada à uma investigação do Banco Ambrosiano, cujo acionista mais importante era o Vaticano. O Ambrosiano estava envolvido em operações financeiras ilegais da Máfia e da Loja Fascista P-2 que terminaram com o descalabro multimilionário da entidade. No melhor estilo da máfia, o presidente do banco, Roberto Calvi, apareceu enforcado debaixo da ponte de Blackfriars, em Londres, em 1982.

Financiando o aparato 
O tema das finanças é chave para o funcionamento da igreja em nível mundial. Segundo um informe da The Economist, publicado no ano passado, os gastos do Vaticano de 2010 superavam os 170 bilhões de dólares. Uma fonte essencial do financiamento da igreja vem das doações dos fiéis, mas a queda em nível mundial do número de católicos praticantes está colocando essa fonte em perigo. Uma investigação da revista The Week, nos Estados Unidos, mostra que desde a década de 60 para cada quatro pessoas que deixam a igreja apenas uma se soma a ela. Na Irlanda, país ultracatólico por excelência, só 50% das pessoas seguem assistindo a missa, um número bastante inferior aos 84% do início dos anos 90.

Os escândalos sexuais aumentam ainda mais a erosão do prestígio da igreja e, ao mesmo tempo, são uma fonte constante de perda de divisas. Somente três países – Brasil, México e Filipinas – têm uma comunidade católica numericamente superior a dos Estados Unidos, que conta com cerca de 100 milhões de integrantes. Desde que iniciaram os escândalos sexuais nos anos 80, a igreja estadunidense desembolsou cerca de 3 bilhões de dólares em indenizações. A onda de escândalos se estendeu a Irlanda, Canadá, Austrália, Bélgica, Reino Unido, Holanda, Noruega e vários países latino-americanos, entre eles o Brasil (denúncias da Conexão Repórter), Chile e Argentina (o sacerdote Julio César Grassi foi condenado a 15 anos de prisão).

A Alemanha é um caso peculiar. Vários dos mais de 300 casos de abusos sexuais, que emergiram desde o início de 2010, estavam ligados ao Coro de Meninos do Colégio “Regensbug Domspatzen” que, durante mais de 30 anos, foi dirigido pelo irmão do papa, Monsenhor Georg Ratzinger.

Tradução: Katarina Peixoto

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013


4/02/2013 - 05h30 - UOL

Para jornalista que divulgou documentos secretos do papa, cúria está dividida

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GRACILIANO ROCHA
ENVIADO ESPECIAL A ROMA

Sucessão PapalUm dos responsáveis pelas denúncias que deflagraram o escândalo conhecido como "Vatileaks" --o vazamento de documentos secretos da Santa Sé--, o jornalista italiano Gianluigi Nuzzi, 43, disse que a renúncia de Bento 16 foi causada pela perda de poder do papa para reformar a cúpula da igreja.
Em entrevista à Folha, ele afirmou que a elite administrativa do Vaticano está rachada por intrigas e suspeitas de corrupção.
Nuzzi é autor de "Sua Santità" ("Sua Santidade", em português), livro que aponta um crescente antagonismo entre o papa e o número dois do Vaticano, o secretário de Estado Tarcisio Bertone.
Os documentos que abasteceram o livro de Nuzzi e a imprensa italiana provocaram a prisão e a condenação de Paolo Gabriele, o mordomo do papa que foi acusado de ser o autor do vazamento. Gabriele recebeu indulto do pontífice.
O escândalo jogou sobre o cardeal Bertone a suspeita de ter promovido uma campanha para afastar o arcebispo Carlo Maria Viganò, responsável pelas licitações do Vaticano, que havia denunciado casos de corrupção.
A seguir, a entrevista que Nuzzi concedeu à Folha.
*
Folha - Na sua opinião, o que pode ter provocado a renúncia do papa: o cansaço alegado por Bento 16 ou as divisões internas da igreja?
Gianluigi Nuzzi - Eu acredito que o papa não tem mais a força pra reformar a Cúria Romana [cúpula da igreja], que está dividida por brigas, denúncias de corrupção e jogos de poder. Acredito que Bento 16 não confie mais em seu secretário de Estado. Os dois não conseguem mais prosseguir juntos na condução da igreja no mundo.
*Por que Bento 16 não prevaleceu? *
O papa se chocou com blocos de poder, que exigem uma reforma radical de cunho político. Isso não é próprio de um papa que é e continuará sendo um teólogo.
O futuro papa vai encontrar que ambiente na Santa Sé?
O futuro dependerá muito daquilo que escolherão os cardeais não italianos --se saberão interpretar e entender esse mal-estar na Cúria e se saberão unir forças em prol de candidatos não italianos. Até porque os protagonistas das histórias contadas em meu livro são todos italianos.
O senhor acredita que o vazamento de documentos teve alguma influência nessa decisão do papa?
A influência não é sobre sua renúncia. O problema não é que certas coisas se tornem públicas, mas quem são os protagonistas dessas histórias, os protagonistas negativos.
Os italianos vão eleger o novo Parlamento neste mês. A decisão do papa repercute de algum modo no processo?
Ela deixa um sinal de confusão em todos.
SAIBA MAIS
O escândalo que ficou conhecido como "Vatileaks" (numa referência ao WikiLeaks) emergiu em janeiro de 2012, quando a rede de TV italiana A7 divulgou cartas enviadas pelo atual núncio nos EUA, Carlo María Viganò, a Bento 16, nas quais denunciava "corrupção, prevaricação e má gestão" na administração vaticana.
Em maio, centenas de novos documentos secretos vieram à tona com a publicação do livro "Sua Santidade - As Cartas Secretas de Bento 16", do jornalista Gianluigi Nuzzi, mostrando complôs e intrigas na Santa Sé.
Alguns documentos mostram confrontos travados sobre o problema do Banco do Vaticano em cumprir normas internacionais de transparência. O presidente do banco, Ettore Gotti Tedeschi, foi retirado do posto.
As acusações de vazamento dos documentos recaíram principalmente sobre o mordomo de Bento 16, Paolo Gabriele. Ele confessou o roubo de documentos, justificando que "queria provocar um choque para colocar a igreja no bom caminho".
O mordomo foi condenado a 18 meses de prisão, mas em dezembro o papa foi pessoalmente anunciar seu indulto. Banido do Vaticano, começou ontem a trabalhar num hospital infantil.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013


Dirceu defende o legado de Lula e da  Revolução de 30


É função  do PT defender o legado de Lula, mas também da Revolução de 30, dos movimentos progressistas da nossa história, o Tenentismo, os Revolucionários de 1924, a Era Vargas, os que lutaram pelas Reformas de Base, os que resistiram ao golpe ditatorial de 1964.” A função do PT é defender o Brasil e o povo brasileiro, sua história de luta, suas conquistas. E é por isso que estamos aqui defendendo o legado de Lula e toda esta trajetória. De cabeça erguida, de pé”.

Este foi um dos momentos mais  empolgantes do pronunciamento do ex-Ministro José Dirceu, em ato denominado “Em defesa do legado de Lula”, que abarrotou completamente o auditório da Câmara Legislativa do Distrito Federal, nesta terça-feira. Na mesa, o presidente da Câmara Distrital, Deputado Wasny De Roure, do PT,  o senador Suplicy e vários deputados federais, além do diretor da Cut, Jacy Afonso, e  do Chefe da Casa Civil do Governo Agnello, Swendenber Barbosa,  juntamente com outros secretários do GDF. Na platéia uma militância composta por petistas, sindicalistas, movimentos sociais como o  MST ,  profissionais de mídia   -   o evento foi aberto à imprensa  -  além dos Embaixadores Maximilien Alverlaiz, da Venezuela, do Samuel Pinheiro Guimarães, ex-ministro de Assuntos Estratégicos do Governo Lula. Na mesa também estava um membro da juventude do PT, que também fez uso da palavra, anunciando que foi protocolada uma representação na OEA contra o STF, “em razão da condenação  sem provas de cidadãos brasileiros”.  Pertencente à corrente interna O Trabalho, o jovem não fez qualquer crítica que culpasse a política de alianças  -  defendida por Lula e Dirceu  -   como a causa da crise apelidada de mensalão. Certamente, não seria uma crítica bem recebida, até porque Dirceu, um dos articuladores da política de alianças, lembrou e homenageou seguidas vezes o vice-presidente José Alencar, como prova do acerto desta política tática que viabilizou a chegada de Lula ao Palácio do Planalto;

Dirceu não  concentrou seu discurso em hostilizar o STF, ao contrário, fez um balanço das conquistas alcançadas pelo governo Lula, com destaque para os programas sociais, como o Bolsa Família, que reduziram a miséria, para a política de valorização do salário mínimo, a expansão do trabalho formal com milhões de novas contratações  e a ampliação do mercado interno. Falou ainda dos  investimentos em saúde e educação , que, conforme frisou, permitiram aos pobres e negros o ingresso na universidade e também o acesso ao tratamento dentário  como o programa Brasil Sorridente. Fez destaque também à política externa,  mencionando o fortalecimento do Mercosul com o ingresso da Venezuela e, proximamente, da Bolívia e do Equador.

Não somos continuidade de FHC

“Não tem o menor sentido  afirmar que o governo Lula é  uma continuidade do governo FHC porque teria usado os mesmos instrumentos “ ,  protestou, argumentando que desde o primeiro momento Lula, representando toda uma história de lutas do PT, colocou como prioridade  os interesses do povo.  “Hoje o povo brasileiro está do lado de dentro do Brasil, recuperou sua autoestima, tem orgulho de ser brasileiro. A diferença é que os pobres não apenas votam, como estão governando”, disse. Dirceu lembrou que FHC praticamente quebrou o país, multiplicando a dívida pública, entregando patrimônio conquistado ao longo da história pelo povo e “foi ao FMI de pires nas mãos, pois tinha torrado toda a reserva externa”, apontou,  lembrando que Lula, ao contrário,  fortaleceu os bancos públicos, colocou o BNDES como instrumento de financiamento da produção, e democratizou o crédito, assinalando que esta foi a resposta brasileira  à crise internacional.

Um movimento sólido

“Nós apenas iniciamos um processo de transformações sociais no Brasil e para dar continuidade é preciso um movimento de massas sólido, capaz de dar sustentação a essas mudanças, pois há ainda muito caminho a percorrer. “,disse ele,  lembrando que o PT ainda não tem maioria e ,em razão disso deve manter a política de alianças, até porque, como disse, por menor que sejam os partidos, eles representam alguma característica da sociedade brasileira, tão diversa e tão plural.   Ao elencar as  metas que ainda precisariam, segundo sua visão, ser alcançadas, mencionou, entre outras,  a eliminação do déficit habitacional, a redução da dependência tecnológica, a redução do custo de produção ,  o aumento da massa salarial para pelo menos 60 por cento da renda nacional.  O ex-Ministro de Lula também rejeitou as críticas constantes feitas pela oposição e pela mídia acusando os governos do PT de corrupção, lembrando que são exatamente os que falam de desvios nas campanhas eleitorais os que não querem a reforma política, muito menos o financiamento público exclusivo de campanhas eleitorais.

E preciso se preparar politicamente

Ele finalizou lembrando que todas as ações da oposição destinam-se a impedir a continuidade deste projeto de mudanças, e entre essas ações citou as campanhas midiáticas e a Ação Penal 470, julgada pelo STF. “Não são fatos isolados, a oposição quer impedir a continuidade de um rumo de mudanças que  está  percebido e apoiado pelo povo brasileiro”,  disse ele, convocando os militantes, os movimentos sociais e não apenas os petistas, para defender o rumo que o Brasil conquistou, com democracia e soberania, conforme destacou. Nesta altura, previu que outras ações da oposição serão realizadas e que é preciso estar politicamente preparado para elas, sinalizando que para sustentar este curso de transformações que deve continuar, representando o legado não apenas de Lula , mas de todos os movimentos de cunho progressista da história brasileira,  insistiu :” temos que ter um movimento de massas sólido, forte, amplo, que dê sustentação a essas transformações sociais  e garanta a sua continuidade em favor do povo brasileiro, eliminando a miséria e  assegurando a soberania do Brasil.”, concluiu.

Beto Almeida

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Jornalistas conhecerão as àreas mais secas do RN.


Expedição Retratos da Seca mobiliza Federação da Agricultura
 
Foto: Divulgação
Nos dias 22, 23 e 24 de fevereiro, a Federação da Agricultura e Pecuária do Rio Grande do Norte (Faern) irá promover uma caravana aos territórios mais afetados pela seca potiguar nesses últimos meses. A expedição intitulada “Retratos da Seca” percorrerá vários municípios e mostrará para jornalistas convidados a real situação dos produtores rurais.
 
De acordo com o presidente da Federação da Agricultura, José Álvares Vieira, a expedição começará pela zona rural da cidade de Lajes e terminará, no dia 24, com visitas a propriedades no município de Santo Antônio. “Iremos visitar diversas localidades e mostraremos aos repórteres a situação da seca em nosso estado. Serão três dias de muita estrada e conversas com produtores. Com isso, esperamos sensibilizar as nossas autoridades para o perigo real dessa seca”, explicou Vieira.
 
A programação está agendada para começar na manhã da sexta-feira (22), na cidade de Lajes. De lá, a caravana segue para a cidade de Ipanguaçu e logo depois para Assu. No segundo dia a expedição Retratos da Seca percorre a zona rural de Apodi e Pau dos Ferros.
 
Final do roteiro
 
No último dia (24), a caravana da Faern e jornalistas convidados seguem para os destinos finais da expedição: Caicó e Santo Antônio. “Com esse roteiro, conseguiremos mapear as regiões mais atingidas pela estiagem e dar a nossa contribuição para amenizar esse grave problema que afeta desde o pequeno agricultor aos números de nossa economia”, finalizou o presidente da Faern. [por Paulo Correia com a assessoria de imprensa do Sistema Faern/Senar]


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Postado por AssessoRN - Jornalista Bosco Araújo no AssessoRN.com em 2/05/2013 04:31:00 PM

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013


Conquistas dos trabalhadores em perigo

(*) Rinaldo Barros
O Fórum Econômico Mundial promoveu sua 43ª reunião anual, agora em janeiro, na estação de esqui suíça de Davos reunindo líderes políticos e empresariais de todo o mundo, mas o Brasil esteve sub-representado no evento.
Dos mais de 2.500 participantes do fórum que constavam da lista oficial, apenas 09 nomes do Brasil - incluindo os de sete jornalistas brasileiros escalados para cobrir o encontro. Do governo, apenas 02 representantes: Luciano Coutinho do BNDES e Alexandre Tombini, presidente do Banco Central.
             A Índia compareceu com a delegação mais numerosa, com 109 nomes, incluindo os de quatro ministros. A China teve um pouco menos - 86 representantes, contando também os 24 participantes de Hong Kong. A Rússia com 82 nomes e África do Sul com 69 nomes. 
            Cito esses números apenas para que o caro leitor possa avaliar o interesse do governo federal no debate mundial das grandes questões econômico-sociais, num mundo globalizado e em plena crise envolvendo os EUA e a União Europeia.
            Em verdade, a conversa de hoje pretende alumiar a questão da proteção social, ou do Estado do Bem-estar ("Welfare state"), consolidado desde o início do século passado.
            Ou seja, diante do atual impasse europeu podemos estar assistindo ao limite de um sistema de proteção social que foi a base lógica e estrutural da busca de bem-estar humano no sistema internacional do século XX. A proteção social, levada a cabo por meio de políticas sociais e de direitos sociais, é analisada aqui em perspectiva de longa duração e sistêmica.
            O gasto social consolidou-se no século XX como um dos principais pilares da economia política dos Estados nacionais. Do ponto de vista político, a Revolução Francesa foi um marco na capacidade das massas gerarem demandas sociais crescentes, que passaram a ser atendidas por meio do gasto público.
Do ponto de vista econômico, o gasto público, de forma geral, se tornou parte fundamental do sistema capitalista. Infraestrutura e trabalhadores educados e saudáveis passaram a ser uma necessidade do capital. Criou-se uma tensão política, de certa forma virtuosa para o sistema, entre Estado, capital e trabalhadores.
Com a construção de sistemas de educação e saúde voltados para formação de trabalhadores e de novas tecnologias; de sistemas de previdência, que sustentaram o consumo interno; e da expansão na arena internacional, que garantiu mercados e matérias primas. Alguns países europeus conseguiram até mesmo se aproximar da universalização do bem estar social.
Todavia, a partir de 1980, muitos países foram pressionados a reduzir o padrão de vida, interrompendo um ciclo de expansão que durou décadas.
Outro sinal de estancamento do processo de universalização foi o aumento da informalidade no mercado de trabalho, após um longo período de incorporação de trabalhadores à formalidade – que significa para o indivíduo um novo patamar de direitos de cidadania. O desemprego aumentou e se tornou um grave problema socioeconômico.
Pior: não havia (ainda não há) políticas sociais para contornar o problema, que foi agravado pela adoção de políticas macroeconômicas contracionistas.
Mesmo na Europa, o desemprego tornou-se um problema constante desde a crise do petróleo.
Entre os principais desafios elencados em relação à pobreza e exclusão estão: 1) erradicar pobreza infantil; 2) promover inclusão social e no mercado de trabalho dos grupos mais vulneráveis; 3) prover moradia decente a todos; 4) reduzir a exclusão financeira e o endividamento excessivo das famílias.
Nos países do MERCOSUL, as políticas de proteção social predominam, mas todos usam transferência de renda. São políticas compensatórias, tipo Bolsa família.
Aqui no patropi, não há alternativas para enfrentar a informalidade, especialmente no ambiente urbano; e não há ainda políticas públicas para os que ficam de fora do mercado.
Resumo da ópera: os que vivem do seu próprio trabalho correm risco iminente de perder conquistas essenciais à dignidade do ser humano. Fator chave na estruturação de todas as experiências do “Estado de Bem-Estar”, o mundo do trabalho encontra-se em crise.
Crise que se configura, entre outras, do ponto de vista dos trabalhadores, pelo aumento do desemprego e da informalidade, com impactos negativos no aumento da violência e da criminalidade.

(*) Rinaldo Barros é professor – rb@opiniaopolitica.com


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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Ex-secretário de segurança do RN faleceu hoje.


O escritor e advogado Pedro Simões Neto, ex-pró reitor de planejamento da UFRN e ex-secretário de segurança pública do Rio Grande do Norte (governo Geraldo Melo), faleceu hoje e será sepultada às 8 horas de amanhã, 2, sábado, no cemitério de Ceará Mirim.







NOTA DE FALECIMENTO
A União Brasileira de Escritores do RN – UBE/RN comunica  o falecimento do Sócio Efetivo  Escritor PEDRO SIMÕES NETO ocorrido hoje  dia 01 de fevereiro, nesta cidade, lamentando a sua partida para a Casa do Pai, após uma longa enfermidade. Outrossim, informa que o corpo está sendo velado no centro de velório Morada da Paz da Rua São José, próximo ao Corpo de Bombeiros, e o sepultamento ocorrerá amanhã às 8h, no Cemitério de Ceará-Mirim.
Pedro Simões Neto era aquele modelo de intelectual  completo: grande leitor, escritor, editor e articulador  da Cultura. No seu dinamismo, fundou a Academia Cearamirinense de Letras e Artes – ACLA, apresentando ao Poder Público  municipal um Plano de Cultura e Turismo. A  UBE e o Rio Grande do Norte estão de luto, ao tempo em que se solidariza com a  viúva e os seus filhos.
Natal/RN, 1 de Fevereiro de 2013.
Diretoria
Presidente: Eduardo Antonio Gosson
1º Vice-Presidente: Jurandyr Navarro da Costa

2ª Vice-Presidente:
 Anna Maria Cascudo Barreto
Secretário-Geral: Manoel Marques da Silva Filho,
1º Secretário: Paulo Jorge Dumaresq Madureira
2º Secretário: Francisco Alves da Costa Sobrinho
1º Tesoureiro: Jania Maria Souza da Silva

2º Tesoureiro:
 Aluizio Matias dos Santos

Diretor de Divulgação: 
Lúcia Helena Pereira
Diretor de Representações Regionais: Joaquim Crispiniano Neto
Diretor Jurídico: Carlos Roberto de Miranda Gomes

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Na terra de Emanoel Néri.


Cidade do RN lança o dinheiro "gostoso" para bombar economia local

Carlos Madeiro
Do UOL, em Maceió
Os moradores do município de São Miguel do Gostoso (no litoral do Rio Grande do Norte, a 134 km de Natal) passaram a contar com uma nova moeda, que está circulando há um mês nas ruas da cidade. O gostoso é uma moeda social criada pelo banco comunitário e aceito em vários estabelecimentos da cidade.

A ideia de criar o banco comunitário veio das próprias associações do pequeno município no litoral potiguar. Com o dinheiro próprio, a meta é estimular o consumo e fortalecer a economia local.

Conheça as notas de gostoso, moeda social no RN

Foto 1 de 5 - O gostoso é uma moeda social criada por um banco comunitário de São Miguel do Gostoso (a 134 km de Natal) e aceito em vários estabelecimentos da cidade. Na imagem, reprodução da nota de 50 centavos da moeda Reprodução
O projeto foi realizado com a Incubadora Tecnológica de Economia Solidária (Ites), da Universidade Federal da Bahia.

Em setembro de 2011, técnicos do órgão participaram de uma reunião do Fórum de Políticas Públicas na cidade e apresentaram o projeto Rede Nordeste de Bancos Comunitários de Desenvolvimento. Os líderes locais gostaram da ideia e levaram o projeto à frente.

Antes de o novo dinheiro circular foram realizadas reuniões e oficinas para escolher, entre outros detalhes, o nome do banco e da moeda.

O Banco Solidário do Gostoso foi criado em homenagem ao nome da cidade. Ficou decidido que a gestão seria da Associação de Mulheres, Jovens e Produtores de Tabua (AMJPT), com integração de diversas outras entidades da cidade.

Empréstimos vão até 150 gostosos para pequenos projetos

Com a ideia e detalhes fechados, os responsáveis partiram em busca dos recursos para capitalizar o banco, já que, para cada gostoso emitido é necessário R$ 1 em caixa.

Com o banco, os moradores têm acesso a pequenos créditos de até 150 gostosos. O valor pode ser pago em até três vezes, sem nenhuma cobrança de juros.

Os recursos do banco ajudam a fomentar compras e pequenos investimentos. "Mas nem tudo é gostoso. Há também empréstimos em real, que podem ser feitos para quem vai comprar em outra cidade", diz Diogo Ferreira Rêgo, integrante da Ites e que apoiou a criação do banco social potiguar.

A capitalização inicial foi feita por doações de sindicatos, cooperativas e organizações parceiras. Uma rifa também foi organizada pelo conselho gestor para arrecadar fundos.

Segundo a AMJPT, 1.000 gostosos estão em circulação na cidade. Cada nota tem um símbolo municipal: o Boi de Reis (na nota de dez gostosos), o pescador na praia de Tourinhos (cinco gostosos), o pé de cajazeira (2 gostosos), a feira agroecológica (1 gostoso) e o cajueiro (50 centavos).

Moeda é aceita por estabelecimentos que assinaram convênio

Conforme as regras definidas no estatuto, cada gostoso vale R$ 1. A moeda é aceita por estabelecimentos que assinaram um convênio e passaram a receber  a moeda como forma de pagamento por compras e serviços.

As moedas sociais são reconhecidas pelo Banco Central como complementares ao real.

Brasil tem mais de 80 moedas sociais

Foto 1 de 13 - Os bancos comunitários criaram mais de 80 moedas alternativas ao real. Elas são reconhecidas pelo Banco Central como complementares ao real e usadas para estimular a economia local das comunidades. Na foto, Sabiá, moeda social usada pelo banco Sertanejo, no Ceará Mais Divulgação/ Instituto Palmas