sábado, 16 de março de 2013

Carlos Gomes escreve sobre a posse da diretoria do Instituto Histórico do RN.


POSSE NO IHGRN
Numa solenidade marcante, com a presença de autoridades, o Presidente Jurandyr Navarro da Costa despediu-se do comando do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte, que passou para a batuta do escritor Valério Alfredo Mesquita.
O protoco foi breve, durando menos de uma hora, constando do discurso do Presidente que se despedia, seguido do juramento da Diretoria e Conselho Fiscal através do Vice-Presidente Ormuz Barbalho Simonetti
Após o juramento os novos dirigentes assinaram o termo de posse, seguindo a solenidade com o ato final - discurso do novo Presidente Valério Alfredo Mesquita, que em poucas palavras proclamou a importância da Instituição, que em 29 próximo completará 111anos, dos desafios que virão e a disposição de inserir a Casa da Memória no século XXI.
Flagrantes da solenidade, destacando-se a presença da Governadora do Estado e do Arcebispo
Abrilhantaram a solenidade representantes do Instituto Histórica da Paraíba

Ao final foi servido um coquetel oferecido pela Assembleia Legislativa do Estado, num ato de cooperação e prova de respeito pela Centenária Instituição, como igualmente ocorreu com a Procuradoria do Estado que cedeu o sistema de som, a Polícia Militar que ofertou a segurança e abrilhantou com sua Banda de Música e a Academia Norte-Rio-Grandense de Letras, à frente do seu Presidente Diógenes da Cunha Lima.

quinta-feira, 14 de março de 2013

Ônibus: prefeito Carlos Eduardo manda licitar empresas .


Licitação deve sair ainda este ano

Trinuna do Norte  - Publicação: 14 de Março de 2013 às 00:00

Repórter - Ricardo Araújo

Ao alegar que a documentação é extensa e a análise deverá ser minuciosa, a secretária municipal de Mobilidade Urbana, Elequicina dos Santos, confirmou que a abertura do processo de licitação do transporte público de Natal sofrerá mais um atraso. Sem detalhar a quantidade de folhas, gráficos ou plantas em perspectiva que serão reavaliadas, a secretária assegurou que o estudo do que fora apresentado à antiga gestão municipal pela empresa Oficina Consultores será demorado. Elequicina optou por não definir datas para a conclusão da análise, mas ressaltou que a determinação do prefeito Carlos Eduardo é de que o procedimento licitatório seja deflagrado ainda este ano.
Emanuel AmaralO processo licitatório se arrasta desde a década de1990O processo licitatório se arrasta desde a década de1990

De acordo com Elequicina dos Santos, um sistema mais inteligente, moderno e com integral atendimento às necessidades da população, é o ideal da Semob para a licitação do transporte público. "Estamos fazendo uma nova página nessa história, para oferecer um serviço de melhor qualidade à população. É isto o que queremos que seja contemplado nesta licitação", confirmou. Ela disse, ainda, que até agora nenhum contato foi feito entre a Semob e os técnicos da Oficina Consultores. Confirmou, contudo, que em breve deverá encaminhar demandas à empresa paulista, que confeccionou os projetos e elaborou o edital de licitação.

A abertura do procedimento licitatório para a operacionalização do sistema de transporte público em Natal remonta ao final da década de 1990. Até hoje, as seis empresas que atuam no transporte de passageiros em Natal e Região Metropolitana atuam através de permissões renováveis de tempo em tempos. Somente em 2010, quase 12 após a judicialização do processo, o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte deferiu o pedido do MPE e determinou ao Município a deflagração do processo de licitação.

Após recorrentes atrasos, a gestão passada contratou uma empresa paulista para executar os estudos e formular o edital de licitação. O serviço custou quase R$ 1 milhão aos cofres públicos municipais e acabou sendo alvo de investigações pelo próprio MPE.

"Os contratos de permissão são ineficazes"

Pouco se sabe sobre o que contemplará e/ou excluirá o edital de licitação do transporte público de Natal. Entretanto, mesmo não tendo participado da concepção do edital de licitação, os membros do Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Passageiros do Município do Natal (Seturn), confirmaram que estão ansiosos pela abertura do processo licitatório. Isto porque, conforme explicado por Nilson Queiroga, consultor de Projetos Especiais do Sindicato, o atual modelo de permissão do serviço é juridicamente fraco e não oferece nenhuma segurança ou estabilidade financeira aos empresários do setor.

"O Seturn espera que essa licitação efetivamente aconteça. Aliás, deveria já ter ocorrido em 2010. Os contratos de permissão são antigos, se tornaram ineficazes", pontuou o consultor. Como consequência dessa fragilidade jurídica, Nilson Queiroga apontou que as empresas entraram em desequilíbrio econômico e há 27 meses a tarifa não sofreu reajuste. "As empresas estão aí em dificuldade, no maior prejuízo. Somente com a licitação, a insegurança deixará de existir", comentou. A partir das prerrogativas descritas no edital, cada entre - empresa e Município - saberá qual será seu papel na operacionalização e gestão do sistema de transporte público.

Atualmente, de acordo com Nilson Queiroga, a tarifa de R$ 2,20 é inexequível para as empresas concessionárias do transporte público.  Nilson Queiroga explicou que, se as empresas fossem repassar os custos corrigidos com a manutenção do sistema, pagamento dos salários dos funcionários e compras de novos ônibus, o valor da passagem oscilaria entre R$ 2,50 e R$ 2,60. Ele sugeriu que um dos pontos que poderiam contribuir para uma suposta redução do valor atualmente cobrado seria a desoneração dos impostos para os produtos e serviços consumidos no setor. O primordial, porém, seria a redução dos impostos (ICMS, PIS, Cofins) e do próprio valor do óleo diesel. Ele ressaltou, ainda, que é preciso melhorar o sistema de transporte coletivo para que mais pessoas utilizem o sistema. Para isto, porém, ele defende a modificação dos roteiros e otimização das linhas. "Não se pode pensar na nova licitação sem pensar no passivo das empresas que fizeram investimentos ao longo dos anos", asseverou.

Sem respostas

A TRIBUNA DO NORTE buscou contato com o promotor de Justiça de Defesa do Patrimônio Público, Flávio Pontes, que substitui o titular da 44ª Promotoria, Paulo Batista. Este último é responsável pela gestão da ação que tramita na Justiça Estadual que requisitou a suspensão da licitação em decorrência da identificação de supostas irregularidades no processo.  O promotor não se dispôs a receber a equipe de reportagem e solicitou, via assessoria de imprensa, que os questionamentos fossem encaminhados via e-mail. Cinco perguntas foram encaminhadas para serem respondidas pelo promotor na manhã de ontem.

A reportagem procurou saber: como o MPE analisa a demora na abertura da licitação; se a Promotoria de Defesa do Patrimônio Público, responsável pelo pedido de suspensão do processo licitatório também em 2012, acompanha este processo; quais os fatores que impedem o andamento desta ação;  como o MP avalia as recorrentes postergações envolvendo este tema e se o parquet pretende, novamente, recorrer à Justiça para cobrar celeridade.

Até o fechamento desta edição, porém, nenhuma das perguntas havia sido respondida.

Bate-papo » Juciano Rodrigues - Professor e pesquisador (RJ)

O que é preciso, além da licitação do sistema de transporte público, para que o serviço seja prestado com qualidade à população?
 Na minha opinião, a gente tem que olhar para cada tipo de cidade, conhecê-la para saber qual é o melhor modo de transporte que se adeque a cada tipo de município. Eles se diferem pelo tamanho, pelo tipo de geografia e as cidades litorâneas tem uma geografia muito peculiar. O tamanho das cidades é uma das variáveis que deve ser considerada para escolher o tipo de transporte mais adequado. Existe uma real necessidade de investimento em outros modais de transportes, além dos rodoviários, como trens, bondes e até mesmo os hidroviários. É preciso repensar se o transporte público exclusivo por ônibus é o mais ideal para Natal. A Região Metropolitana está crescendo e há uma ida e vinda diária de pessoas muito grande que também deve ser levado em consideração.

Faltam projetos, estudos e empenho na execução de planos que priorizem o transporte público?
Ocorreu um abandono no transporte público de massa nos últimos anos. Foi deixado de lado uma cultura de projetos para essas cidades, com a falta de planos voltados para os transportes de massa. Falta informação, que é essencial para o planejamento. Existe um grande desconhecimento das nossas cidades, principalmente pelos órgãos responsáveis em prover a qualidade do sistema de transporte público. O recomendável é de que as estudos e pesquisas que incluem modificações sejam realizadas a cada década, o que acaba não ocorrendo.

As cidades brasileiras estão longe de ser um exemplo?
 Na nossa nossa realidade atual de transporte público, a perspectiva é um pouco negativa. As cidades brasileiras estão prestes a receber os maiores recursos para investimento em mobilidade urbana na história. A maioria desses investimentos privilegia o transporte rodoviário, quando o menos poluente e com maior atendimento é o ferroviário. Essas escolhas partem mais de uma perspectiva política do que técnica. É aí onde os gestores erram. 

quinta-feira, 7 de março de 2013

Dr. Eider preocupado com o destino do arquivo do Diário de Natal.


DN, um destino ainda incerto

Tribuna do Norte - Publicação: 01 de Março de 2013 às 00:00


O destino do acervo acumulado pelo Diário de Natal ao longo de quase 74 anos permanece incerto, mas logo o assunto terá de ser definido pois o prédio onde o jornal funcionava na zona Norte passou a pertencer ao Sistema Fiern/Sesi/Senai/Iel - a pretensão do Sistema, de acordo com o diretor regional do Senai, Afonso Avelino, é instalar cursos profissionalizantes no local até próximo ano; porém ainda não há um prazo para ocupação definitiva do imóvel adquirido em setembro de 2012. Por lá ainda funcionam duas rádios vinculadas ao grupo Diários Associados, que controlava o DN, as emissores Poty (AM) e Clube (FM), e todo o arquivo permanece no prédio recebendo os devidos cuidados como controle de umidade e temperatura. A versão impressa do periódico deixou de circular no começo de outubro do ano passado, e desde então muito se tem especulado em torno do paradeiro final de seu espólio formado por vasta documentação, fotografias e obras de arte.
Emanuel AmaralUm dos primeiros a integrar a equipe do DN, Furtado trabalhou como repórter e diretor da rádio Poti. Hoje, é advogado dos AssociadosUm dos primeiros a integrar a equipe do DN, Furtado trabalhou como repórter e diretor da rádio Poti. Hoje, é advogado dos Associados

"O assunto está sendo tratado pela direção nacional do grupo, e não há interesse de levar esse acervo para outro estado como estão dizendo por aí", garantiu Deliomar Soares, ex-superintendente do Diário de Natal e que hoje está como colaborador do grupo DA nessa fase de transição. "As rádios ainda estão procurando um outro lugar se instalarem, e o prazo para desocupação do prédio que findaria agora em março pode ser prorrogado", informou Soares. A superintendência regional dos Associados, sediada no Recife, também não acrescentou muito sobre o destino do acervo: "Não chegamos a uma resolução. O assunto já foi discutido internamente na diretoria mas não há nada definido", disse o diretor Paulo Guilherme por telefone.

Diante do impasse, surgem especulações sobre o valor estimado do acervo e seu rumo - informalmente circulam duas avaliações para o arquivo guardado pelo DN desde 1939: uns sugerem R$ 3 milhões outros R$ 7 milhões. A única opinião consensual é a possibilidade de expropriação do patrimônio pelo Governo do Estado em nome da memória cultura do RN, que pagaria um valor abaixo do de mercado.

ABRIGO

A nova diretoria do Instituto Histórico e Geográfico do RN já demonstrou interesse em abrigar os documentos; o Departamento de História da UFRN e a Fundação José Augusto também estão na fita, mas qualquer definição a respeito deve partir da direção do Diários Associados. "Como o assunto voltou ao centro das atenções,  instituições, gestores e iniciativa privada precisam agir para resolver esse impasse. Só vai dar certo se todos se unirem", acredita Valério Mesquita, presidente eleito do IHGRN.

Eider Furtado 

O advogado e escritor Eider Furtado, 88, um dos primeiros a integrar a equipe do Diário de Natal no início da década de 1940, sabia que ali seriam registradas passagens importantes da história de Natal e do Rio Grande do Norte. "Sabíamos da importância histórica que o DN desde seu lançamento", recorda. Os primórdios do Diário foi capitaneado por nomes como o ex-prefeito Djalma Maranhão, Rivaldo Pinheiro, Valdemar Araújo e Aderbal de França. Depois o jornal foi vendido para o empresário Rui Moreira Paiva, pernambucano radicado em Natal e que chegou a ser presidente do América, para em seguida integrar o grupo comandado por Assis Chateuabriand.

"Não podemos questionar a decisão empresarial de fechar o jornal, nenhuma empresa quer se manter no prejuízo, mas e se o poder público adquirir esse acervo, vão botar na mão de quem toda essa história? Do Instituto Histórico e Geográfico do RN? Da Fundação José Augusto?É fato que nossas instituições culturais recebem um apoio muito franzino do poder público, por isso minha preocupação", observa. Para ele a grande questão é saber se o público terá acesso a esse acervo.

Eider Furtado começou como músico - tocava violino - na Rádio Educadora de Natal (REN), que passou a se chamar Rádio Poty quando o controle foi para as mãos do DA. Furtado trabalhou como repórter, diretor artístico e diretor comercial da rádio. Também foi gerente da Poty e do próprio Diário de Natal. "Tudo o que sei devo a essa vivência", garante. Membro da Academia Norte-riograndense de Letras desde 2010, Eider dedicou 26 anos de sua vida ao DN, foi editorialista por três anos, substituindo o professor Edgar Barbosa, que tinha "um texto primoroso, musical, foi uma responsabilidade muito grande".

Segundo o próprio, que responde como advogado do grupo Diários Associados no RN, até hoje sua carteira de trabalho está em aberto. "Acredito que não é interessante para ninguém tirar esse acervo daqui do RN; se querem vender e alguém tem interesse em comprar então que ele possa ser consultado, popularizado", finaliza.

quarta-feira, 6 de março de 2013

Luxo e falta de médicos.

Walter Medeiros* – waltermedeiros@supercabo.com.br
 
A UNIMED – Cooperativa de Trabalho dos Médicos vem há alguns anos repetindo práticas perigosas para quem pretende manter-se e realizar o seu objetivo mais importante, que seria prestar serviços de saúde. Ao invés de investir e desenvolver esforços para atender as necessidades dos clientes, investe na aparência, criando diuturnas e seguidas situações de conflito e crise com pessoas que precisam do atendimento. Ao invés de facilitar a vida de quem paga caro pelo plano de saúde, opta por sempre dificultar esse atendimento, irritando muita gente.
 
Os clientes sabem que quando precisam fazer certos exames, procedimentos ou cirurgias são obrigados a se deslocar até uma unidade da cooperativa localizada à rua Joaquim Manoel ou na Apodi, dependendo do assunto. Sabem que lá chegando encontrarão prédios caracterizados, climatizados, com estacionamento pago (nem isso oferecem), portas automáticas, móveis modernos, monitores de última geração, controle automático de fichas. Encontrarão também muitas pessoas vestindo trajes elegantes, a maioria expondo beleza natural e maquiagens. 
 
Tudo isso, no entanto, de nada serve quando o usuário chega para marcar o que poderia ser marcado no consultório, sem essa relação de desconfiança que poderia ser resolvida por outro estilo de auditoria que não aquela que leva toda clientela a se humilhar aos pés do médico auditor. Além da humilhação, em meio a tanta beleza existe uma grande desorganização, que faz com que sócios de atendimento preferencial sejam atendidos depois, em vista de falta de controle e gerência. Além do que, se o sistema de informática falha, a pessoa morre à míngua, pois os funcionários não utilizam o método manual para atender essas emergências, inclusive nas faltas de energia. Aí está outra aberração: falta de energia suspende atendimento, ao invés de manterem o serviço através de no-break ou geradores.
 
Parece muito, mas tem coisas mais graves: as remunerações dos médicos credenciados e cooperados, que é irrisória e está afastando muitos profissionais dos quadros da UNIMED, em todas as especialidades. Aí sobra para os clientes, que pagam o plano de saúde e em muitos momentos têm de pagar consultas e procedimentos particulares aos médicos de confiança, que a cooperativa mantinha como cooperados mas tiveram de deixar o vínculo, recusando-se a trabalhar por remuneração aviltante.
 
Basta permanecer minutos num desses pontos ou outros prédios suntuosos da UNIMED, para tomar conhecimento da vasta lista de médicos bons que deixaram os quadros da cooperativa. Consequentemente, essa situação do plano de saúde no qual as pessoas confiaram - muitas delas desde a sua fundação – levam os cidadãos a se sacrificarem financeiramente, se quiserem continuar sendo atendidas pelos médicos de sua confiança.
 
Esta abordagem faço na qualidade de cliente Unimed desde data próxima à sua fundação – com um pequeno hiato involuntário de alguns dias de Agmed. Já cheguei a escrever cartas para a direção que resultaram em melhorias no atendimento e nos tratamentos do seu hospital. Torço sinceramente para que a cooperativa encontre um rumo menos preocupante que este, onde o sinal vermelho para a sua saúde como plano é a debandada de muitos bons médicos. A UNIMED jamais deveria considerar normal essa situação. Mas trata como se nada de importante estivesse acontecendo.
 
*Jornalista


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Postado por AssessoRN - Jornalista Bosco Araújo no AssessoRN.com em 3/06/2013 05:51:00 PM
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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Um texto importante para a história potiguar.


Procura-se um herói.


Carlos Adel Teixeira de Souza.*

Um dos símbolos mais comuns aos regimes de força ditatorial, é o HERÓI. Criado para mascarar verdades pouco esclarecidas, nem sempre tem nome e ligações, de alguma forma, com os que se apossam do poder, mas que “deu sua vida pela nobre causa da liberdade”, objetivo “maior que leva a tamanho sacrifício. Os regimes não totalitários preferem homenagens mais abrangentes como as que são feitas aos soldados desconhecidos”.
Figura às vezes real e outras fictícias, o HERÓI tem direito a estátua, monumento, mausoléu, placas em mármore ou bronze, condecorações, hinos, poemas, crônicas, biografia, feriado, cerimônias religiosas e outras reverências. Assim tem sido ao longo da História.
No Rio Grande do Norte, o registro de heróis é mínimo, insignificante. Mesmo assim, há quem defenda uma dessas criações, mais precisamente fruto da ditadura do ESTADO NOVO.
Reverenciado pela força policial militar, o tal herói vem, no passar do tempo, sendo questionado por duas correntes. Uma, afirma sua existência como bravo combatente que resistiu ao ataque traiçoeiro dos revoltosos que tencionavam implantar no País um regime alinhado ao sistema marxista-leninista; a outra, assegura que o tal indivíduo não passou de um pobre débil mental, desses que se acostam nos quartéis de pequenas localidades e, em troca de abrigo e um pouco de comida, prestam pequenos serviços a uns e outros.
Em síntese, defensores da primeira tese apoiam seus argumentos no exemplo de civismo e fidelidade às autoridades democráticas e constituídas, demonstrada por seu herói quando, em meio à debandada que se operava pelos fundos do Quartel da Salgadeira, embrenhando-se mangue adentro e com braçadas rápidas e vigorosas os “resistentes” procuravam alcançar a margem esquerda do “Potengi amado”; os da segunda, encontram, principalmente, na falta de registros nos arquivos daquela Corporação de dados e outros elementos que comprovem ter sido anteriormente, anteriormente, o “herói” incorporado algum dia àquelas fileiras. Ambos, no entanto, dizem possuir testemunhas do que afirmam. Aqueles, porém, com menos convicção do que estes. Enquanto isso, passa o tempo e a polêmica persiste, prevalecendo o culto ao herói de bravura duvidosa.
Coisas assim acontecem porque alguns de nossos antigos historiadores, ao registrar os fatos, não se deram ao trabalho de fazê-lo com a necessária isenção de ânimos. Muitos precisam interpretá-los; outros, os vestiam de fantasias, como se fossem contos de fadas ou bruxos, para agradar conforme os interesses  de quem estivesse no Poder.
Na verdade, por aí correm muitas versões que vão do “descobrimento” à independência, do Império à República, quase todas, geralmente, descritas com recheios de lances que mais parecem roteiros para filmes de aventuras, onde não faltam as frases grandiloquentes e reboantes gritos de guerra.
Nos últimos tempos, felizmente, mesmo com algum atraso, surgem pesquisadores mais ousados e que buscam resgatar para as novas gerações alguns acontecimentos protagonizados por vultos antes lendários, apresentado-os como seres mortais, comuns, ambiciosos, pecadores, cruéis, astuciosos, bem ou mal sucedidos politicamente, que de qualquer forma contribuíram para nossa formação histórica.
Desde o “desmascaramento” da antes até assustadora figura do “Tiradentes”, velho com barba e cabelos longos, hoje, apresentado como um jovem vaidoso e bem vestido Alferes da milícia mineira, muitas outras verdades aguardam quem se disponha a revelá-las.
Em nosso Estado, talvez por sua reduzida participação nos grandes eventos políticos nacionais, ninguém se dá conta de um nome que parece desconhecido.
Não fosse a decisiva interferência do Professor LUIZ SOARES, educador de gerações, hoje também esquecido, certamente sequer existisse ao menos uma rua (ao lado do Cemitério do Alecrim, em Natal), com o nome daquele que deixou sua terra, a família, os amigos e foi lutar em São Paulo, onde chegou em agosto de 1932, na “Revolução Constitucionalista”, causa que, como sempre acontece, não lhe era muito clara. Cumpria ordens.
Quem defende uma causa que considera ou lhe dizem justa, seja por convicção ideológica ou por força da profissão, e nela não alcança a vitória, muito raramente tem o reconhecimento de seus méritos, mesmo que a busca desse ideal, ou cumprimento do dever, lhe custe a vida em combate. Alguns desses profissionais morrem no confronto rotineiro de milicianos, enfrentando bandidos comuns; outros, excepcionalmente, nas guerras político-ideológicas, cujas causas e consequências estão longe de ser por eles bem compreendidas. Em qualquer desses casos, os derrotados, vivos ou mortos, devem ser esquecidos. Essa é uma convenção natural das disputas entre os homens. Por outro lado, os vencedores, quando não têm heróis de verdade, tratam de criá-los.
Assim, tombou, após receber uma rajada de metralhadora das tropas que enfrentava, de brasileiros como ele. Pela inexperiência, pagou com a vida. Sem as pompas que se dispensam aos que nem sempre bons guerreiros, foi à sepultura no cemitério da cidade de Lorena, naquele Estado, onde até hoje se encontra, esquecido pelos ex-comandados e companheiros que aqui ficaram e de quem alguns contemporâneos, quando muito, dele têm uma vaga lembrança. Da Corporação que envergou o uniforme e honrou os galões, nenhuma alusão no dia 22 de setembro, data da morte do Tenente ALBERTO GOMES DE SOUZA.
*Carlos Adel Teixeira de Souza é juiz de Direito.
Artigo publicado na Tribuna do Norte, Natal/RN, edição de 29.09.1991, página 19.
Nota do editor: por considerar de suma importância para a história política, retirei do meu arquivo pessoal o artigo do dr. Carlos Adel, pesquisador isento e imparcial, grande figura humana e ex-oficial da Polícia Militar do RN, onde exerceu, entre outras funções, a de Capitão Relações Públicas da corporação, nos anos oitenta. Em outubro de 1981, o setor era a 5ª  Seção e Carlos Adel era o seu Chefe e mantinha um ótimo relacionamento com a imprensa.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Os equívocos de Everaldo Lopes, segundo Carlos Gomes.


 Rio de Janeiro, Brasil

MAIS UM EQUÍVOCO DO JORNALISTA
Na sua coluna deste 27 de fevereiro,sob o título “Quem vai mandar na Arena das Dunas”, o jornalista da TN Everaldo Lopes, o decano dos radialistas esportivos, comete um eventual equívoco, quando afirma que o Estádio do Maracanã tinha o nome oficial de “Cândido Mendes de Morais”.
Talvez a confusão tenha decorrido do fato de que o Prefeito do Distrito Federal (Rio de Janeiro) da época tenha sido o General Ângelo Mendes de Morais - Cândito era outra pessoa, possivelmente um educador. A crítica de Carlos Lacerda era exatamente pelo fato de ser inimigo político do Prefeito, pelo valor estimado para a obra e localização. Mas foi concluído e inaugurado no dia 16 de junho de 1950 com uma partida entre as seleções do Rio e de São Paulo, vencida pelos paulistas por 3 a 1 e o primeiro gol foi de Didi, do Fluminense.
Na verdade, O Estádio do Maracanã, o afamado “Maraca” tem o nome oficial em homenagem ao Jornalista Mário Filho, inaugurado para a Copa do Mundo de 1950 e posteriormente local de competição dos Jogos Pan-Americanos em 2007, recebendo o futebol, as cerimônias de abertura e de encerramento.
Será também o palco da partida final da Copa do Mundo FIFA de 2014 e foi escolhido para sediar o futebol e as cerimônias de abertura e encerramento dos Jogos Olímpicos de 2016, que serão realizados na cidade do Rio de Janeiro. 
Ao longo do tempo, no entanto, o estádio passou a assumir caráter de espaço multiuso, realizando outros eventos de natureza esportiva e  espetáculos musicais. Após diversas obras de modernização, a capacidade atual do estádio é de 78.838 espectadores.
Agora é a vez de avivar a memória de todos sobre Mário Rodrigues Filho, mais conhecido por Mário Filho, pernambucano do Recife, nascido em 3 de junho de 1908,  tendo migrado para o Rio de Janeiro ainda criança, em 1916 e irmão do imortal Nélson Rodrigues..
Iniciou a carreira jornalística ao lado do pai, Mário Rodrigues, então proprietário do jornal A Manhã, em 1926, como repórter esportivo, ramo ainda pouco explorado, dedicando a sua pena à cobertura das partidas dos times cariocas, no jornal Crítica, também de propriedade de seu pai, tornando-se pioneiro pela habilidade no modo como a imprensa mostrava os jogadores e descrevia as partidas, adotando uma abordagem mais direta e livre de rebuscamentos, inspirado no linguajar dos torcedores (informes retirados da Wikipédia).
Popularizou expressões, como "Fla-Flu", que se constituiu numa legenda do futebol.
Ainda saindo da adolescência, aos dezoito anos de idade casou-se com Célia, que conheceu na praia de Copacabana e que foi seu grande amor por toda a vida.
Encerrada a circulação do jornal  Crítica , Mário Filho fundou aquele que é considerado o primeiro jornal inteiramente dedicado ao esporte do Brasil, O Mundo Sportivo, de curta existência. No mesmo ano (1931) passa a a trabalhar no jornal O Globo, ao lado de Roberto Marinho, seu companheiro em partidas de sinuca. Leva para o jornal o mesmo estilo inaugurado em Crítica e ajuda a tornar o futebol -- então uma atividade da elite -- um esporte de massas. Em 1932, o Mundo Sportivo organiza o Concurso de Escolas de samba. (trechos retirados da Wikipédia).
Em 1936 compra de Roberto Marinho o Jornal dos Sports  passando a criar uma série de projetos esportivos, como os Jogos da Primavera em 1947, os Jogos Infantis em 1951, o Torneio de Pelada no Aterro do Flamengo e o Torneio Rio-São Paulo, que se transformou no atual Campeonato Brasileiro.
Deu atenção a outras modalidades esportivas, como as regatas e o turfe, que em determinada época empolgavam os desportistas brasileiros.
Desde os anos 40 lutava pela construção de um grande estádio de futebol, sendo combatido por Carlos Lacerda, apenas quanto ao local da construção, que pretendia em Jacarepaguá, para a realização da Copa do Mundo de 1950. Mário, no entanto, conseguiu convencer a opinião pública carioca de que o melhor lugar para o novo estádio seria no terreno do antigo Derby Club, no bairro do Maracanã, e que o estádio deveria ser o maior do mundo, com capacidade para mais de 150 mil espectadores.
O seu trabalho sério e produtivo o levou a merecer o título de maior jornalista esportivo de todos os tempos, Mário faleceu no  Rio de Janeiro em 17 de setembro de 1966de um ataque cardíaco, aos 58 anos. Célia sucumbiu tragicamente poucos meses depois. Em sua homenagem, o Estádio Municipal do Maracanã ganhou o nome de Estádio Jornalista Mário Filho.
Mas no título deste artigo eu falei “Mais um equívoco”, isso porque o mesmo jornalista, no seu livro “Da Bola de Pito ao Apito Final”, ao tratar do assunto da aquisição do terreno onde hoje é a sede do América Futebol Clube, esqueceu do então Presidente José Gomes da Costa em cuja gestão o terreno foi adquirido ao Estado e com recursos pessoais dele presidente e mais três desportistas. Citou outros, mas esqueceu o velho Desembargador, meu pai. Também houve um lapso, este mais recente em um filme da TV Assembleia onde afirma que o meu irmão, Arquiteto Moacyr Gomes da Costa teria viajado à Alemanha para copiar o modelo de estádio para a construção do Castelão (Machadão). Observe-se, que o projeto de Moacyr foi elaborado com base na tarefa de final do seu curso, com o qual ganhou o título de arquiteto,  Ademais disso, Moacyr NUNCA SAIU DO BRASIL.
Ainda na mesma coluna, cuida de assunto que foi motivo de tantos artigos meus e de Moacyr, advertindo para os problemas da construção da Arena das Dunas com a demolição do Machadão, do comprometimento do patrimônio do Estado, da falta de segurança do negócio. O jornalista Everaldo sempre foi silente sobre o assunto, como também os clubes de futebol locais, com raras exceções de alguns dirigentes e também o Dr. José Vanildo, que agora está “explodindo” com grande atraso.

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Vice-governador participa de reunião do PSD.

O O 
 
 
 
 
 Foto da assessoria. Fonte:assessorn.com
 

 
O vice-governador do Rio Grande do Norte e presidente estadual do Partido Social Democrático (PSD), Robinson Faria participou nesta quarta-feira (27) da reunião nacional do PSD em Brasília. Ao lado do deputado federal e vice-presidente da Câmara, Fábio Faria (PSD), Robinson defendeu a oficialização do apoio político ao PT e a presidente Dilma Rousseff (PT).
 
Durante a reunião com o presidente do partido, Gilberto Kassab e os presidentes estaduais, Robinson Faria apresentou os números do crescimento do PSD no Rio Grande do Norte que hoje tem 22 prefeitos, 19 vice prefeitos e 191 vereadores. Além dos prefeitos e vereadores, o partido tem diretórios municipais em 132 municípios do RN.
 
"A reunião do PSD foi muito importante para as decisões futuras do nosso partido em todo o país. Eu defendi que o PSD deve integrar oficialmente a base de apoio política e administrativa da presidente Dilma Rousseff nacionalmente e nos estad
O vice-governador do Rio Grande do Norte e presidente estadual do Partido Social Democrático (PSD), Robinson Faria participou nesta quarta-feira (27) da reunião nacional do PSD em Brasília. Ao lado do deputado federal e vice-presidente da Câmara, Fábio Faria (PSD), Robinson defendeu a oficialização do apoio político ao PT e a presidente Dilma Rousseff (PT).
 
Durante a reunião com o presidente do partido, Gilbert
O vice-governador do Rio Grande do Norte e presidente estadual do Partido Social Democrático (PSD), Robinson Faria participou nesta quarta-feira (27) da reunião nacional do PSD em Brasília. Ao lado do deputado federal e vice-presidente da Câmara, Fábio Faria (PSD), Robinson defendeu a oficialização do apoio político ao PT e a presidente Dilma Rousseff (PT).
 
Durante a reunião com o presidente do partido, Gilberto Kassab e os presidentes estaduais, Robinson Faria apresentou os números do crescimento do PSD no Rio Grande do Norte que hoje tem 22 prefeitos, 19 vice prefeitos e 191 vereadores. Além dos prefeitos e vereadores, o partido tem diretórios municipais em 132 municípios do RN.
 
"A reunião do PSD foi muito importante para as decisões futuras do nosso partido em todo o país. Eu defendi que o PSD deve integrar oficialmente a base de apoio política e administrativa da presidente Dilma Rousseff nacionalmente e nos estados", argumenta Robinson. Os líderes do PSD também discutiram os apoios e candidaturas próprias nas eleições 20o Kassab e os presidentes estaduais, Robinson Faria apresentou os números do crescimento do PSD no Rio Grande do Norte que hoje tem 22 prefeitos, 19 vice prefeitos e 191 vereadores. Além dos prefeitos e vereadores, o partido tem diretórios municipais em 132 municípios do RN.
 
"A reunião do PSD foi muito importante para as decisões futuras do nosso partido em todo o país. Eu defendi que o PSD deve integrar oficialmente a base de apoio política e administrativa da presidente Dilma Rousseff nacionalmente e nos estados", argumenta Robinson. Os líderes do PSD também discutiram os apoios e candidaturas próprias nas eleições 20
O vice-governador do Rio Grande do Norte e presidente estadual do Partido Social Democrático (PSD), Robinson Faria participou nesta quarta-feira (27) da reunião nacional do PSD em Brasília. Ao lado do deputado federal e vice-presidente da Câmara, Fábio Faria (PSD), Robinson defendeu a oficialização do apoio político ao PT e a presidente Dilma Rousseff (PT).
 
Durante a reunião com o presidente do partido, Gilberto Kassab e os presidentes estaduais, Robinson Faria apresentou os números do crescimento do PSD no Rio Grande do Norte que hoje tem 22 prefeitos, 19 vice prefeitos e 191 vereadores. Além dos prefeitos e vereadores, o partido tem diretórios municipais em 132 municípios do RN.
 
"A reunião do PSD foi muito importante para as decisões futuras do nosso partido em todo o país. Eu defendi que o PSD deve integrar oficialmente a base de apoio política e administrativa da presidente Dilma Rousseff nacionalmente e nos estados", argumenta Robinson. Os líderes do PSD também discutiram os apoios e candidaturas próprias nas eleições 20os", argumenta Robinson. Os líderes do PSD também discutiram os apoios e candidaturas próprias nas eleições 2014.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

A renúncia do Papa na opinião de um católico.


A IGREJA CATÓLICA OFICIAL E EXIGÊNCIAS DOS SINAIS DOS TEMPOS
José Brendan Macdonald1

Renunciou Bento XVI, o quarto pontífice a fazer tal gesto na história da bimilenar Igreja católica romana. 
O seu sucessor será o bastante sábio para pressionar por profundas mudanças na instituição oficial?  É impossível sabermos agora.  Só o tempo dirá.
Se for um papa conservador como seus dois antecessores imediatos, será infenso às atitudes reformistas evidenciadas pelo Concilio Vaticano II de 1962-65.  Mas mesmo um papa conservador sentirá os clamores por mudança do povo católico, inclusive de não poucos sacerdotes e até de alguns do alto clero.  Mas o conservadorismo é o que prevalece entre os governantes do mundo de hoje e infelizmente não é muito diferente entre os lideres da Igreja católica.  Se por outro lado, mais ou menos contra minha expectativa e a de muitos outros, ele aceitar os sinais dos tempos, ele terá que enfrentar interesses poderosos.  Em primeiro lugar os da Cúria ou burocracia da Cidade do Vaticano, uma casta com forte instalação há séculos.  Ela tratou com muita crueldade a Paulo VI que, sentindo-se idoso e doente, tinha mandado reservar uma cela num mosteiro com a intenção de se demitir.  A Cúria o pressionou, obrigando o pobre homem a ficar no ofício até a morte.  Sugere-se que seu sucessor, João Paulo I, que morreu com pouco mais de 30 dias no cargo, teria sido envenenado por gente da Cúria.  Ele pretendera fazer uma devassa no banco do Vaticano. 
Um papa que tenha a lucidez e a coragem de insistir em mudanças significativas terá que agir com uma independência heróica.  Quando João XXIII convocou o Concilio Vaticano II, não consultou a ninguém.  Fez muito bem porque sabia que no caso contrário a pressão para abandonar essa idéia reformista seria terrível. 
A Igreja católica precisa passar por mudanças profundas.  Infelizmente o papado ainda é uma monarquia absolutista.  Ainda não aceitou os avanços democratizantes brindados a partir da Revolução Francesa para sua própria organização.  No seu leito de morte em setembro de 2012 o Cardeal Carlo Maria Martini insistiu que a Igreja devia reconhecer os próprios erros e “percorrer um caminho radical de mudança, começando pelo papa e pelos bispos.” 
Quais mudanças seriam essas?  Proponho considerar, embora não em profundidade, algumas das mais óbvias.
A exigência do celibato dos sacerdotes deveria ser desfeita.  Ela se impôs no século XI e dura até hoje.  No primeiro milênio houve vários casos de bispos e até de vários papas casados e até  alguns bispos e papas filhos de outros bispos e papas.  A lei do celibato é um contra-senso.  A castidade sincera é uma virtude admirável mas não deve ser imposta.  É praticada pelos monges.  Estes sim, com sua rara vocação para a ascese, são os únicos clérigos aos quais faz sentido insistir sobre essa disciplina.  Por que o crime da pedofilia é mais freqüente no clero da Igreja católica do que no das outras igrejas?  E o que pensar da solidão de muitos padres após alcançarem a meia idade?  O padre deveria ter o direito de casar ou não casar como qualquer outro católico. 
Já  é hora de aceitar a ordenação de mulheres.  O cardeal Ratzinger achava que isso não se fundamentaria porque Jesus não escolheu mulheres para fazer parte de seus 12 discípulos.  Mas Jesus sabia que a sociedade da época não estava preparada para isso.  Aliás, o machismo ainda está mais vivo até hoje do que se pensa, embora mais sutil e menos agressivo do que antes.  Mas a ordenação de mulheres, não obstante as objeções de muitos (e talvez até de muitas também) já poderia ser aceita nestes primórdios do terceiro milênio.  Uma coisa está provada do século XIX para cá: a mulher é tão competente quanto o homem na vida profissional.  Já se foi o tempo onde ela não podia ser mais do que dona de casa, mãe, governanta, normalista ou freira. 
Finalmente - e isto é extremamente importante - a Igreja católica precisa se democratizar.  Durante seus primeiros séculos os bispos eram eleitos pelos chefes de família de suas dioceses ou então aclamados por eles.  Por que o papa é eleito por pouco mais que uma centena de cardeais e os bispos do mundo inteiro são escolhidos a dedo em Roma?  Eu não faria logo a proposta de que já voltássemos a esse sistema bem mais democrático do que o de hoje, bem que assim desejasse, pois tal radicalidade não ganharia apoio, e certos avanços têm que vir por etapas.  Mas por ora se poderia propor que o papa fosse eleito por todos os bispos do mundo e os bispos pelo clero local.  Conviria também dissolver a Cúria.  O papa que fizer isso terá que ter uma coragem leonina.  A Igreja poderia abandonar o Vaticano, entregando-o ao Estado italiano.  O papa poderia trabalhar numa paróquia de Roma com uma centena de funcionários para governar a Igreja e com menos poder do que até hoje.  Muitos dos poderes concentrados no Vaticano poderiam ser entregues às igrejas nacionais.  Os mandatos de papas e bispos poderiam ser limitados, talvez por um período de 10 anos.
Se não houver essas mudanças (idealizadas não só por mim mas por muitos outros católicos também), sem falar em outras aqui não abordadas, a igreja oficial ainda ficará de costas para o mundo moderno.  Sem elas ela não terá como atrair o homem e a mulher modernos.  Os templos continuarão semi-desertos.  E a Igreja católica continuará parecendo para muitos uma peça exótica e ultrapassada.  É preciso voltar às origens do Fundador que nasceu numa estrebaria e andava com gente pobre.  É verdade que há muitos clérigos e leigos na Igreja fieis a esse modo de ser.  Mas a pompa do Vaticano destoa da humildade das origens da Igreja.  Retomar essa simplicidade é um desafio para os lideres da Igreja oficial, especialmente para seu líder máximo, o papa.  Repito: isso exigirá coragem, até mesmo uma coragem leonina.  Mas para quem tem fé em Jesus, isso não será impossível.
1 Professor emérito da Universidade Federal da Paraíba em João Pessoa.  Email: jobremac@gmail.com

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Dois mortos na BR 304/RN.


Acidente envolvendo carro e caminhão deixa dois mortos na BR-304

Publicação: 22 de Fevereiro de 2013 às 08:05
Tribuna do Norte.

Um acidente entre um Gol e um caminhão deixou dois mortos na BR-304 à altura do KM 232, município de Riachuelo. A colisão ocorreu por volta das 5h40 de hoje (22), quando o caminhão trafegava no sentido Mossoró-Natal e o Gol, que vinha em sentido contrário, atingiu frontalmente o veículo. A Polícia Rodoviária Federal isolou o local e o tráfego ficou lento em parte do trecho da via no sentido Mossoró-Natal
Emanuel AmaralO acidente entre um Gol e um caminhão, por volta das 5h40 de hoje (22) deixou mãe e filho mortosO acidente entre um Gol e um caminhão, por volta das 5h40 de hoje (22) deixou mãe e filho mortos
De acordo com informações da PRF, o acidente ocorreu quando o Gol prata de placas MYS-9066 teria invadido a contramão e atingiu o caminhão de placas NNN-2245. Com a violência da colisão, morreram Maria de Lourdes Costa, de 71 anos, e Osvaldo Oliveira da Silva, de 37 anos, ambos tripulantes do Volksvagen. O Corpo de Bombeiros foi ao local, mas as vítimas morreram antes do socorro médico. 
Emanuel Amaral

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Braga assume comunicação social do Estado do RN.


Um chute no PT que é Federal!!!

As novidades dos blogs e redes sociais desta quinta-feira (21) foram as mudanças na assessoria de comunicação social do governo do RN, segunda as quais o jornalista Paulo Tarcisio Cavalcanti seria o substituto do assessor oficial Paulo Araújo que estava saindo. Um chute, certamente, porque quem assumiu ainda nesta quinta o comando da pasta de comunicação foi o jornalista Edilson Braga.
Se bem que estivesse nas mãos de Paulo Tarcisio, estaria muito bem entregue. Tarcisio tem um currículo invejável na área, entre os quais, foi secretário para Assuntos de Governo do RN do governador Lavoisier Maia entre 1980 e 82, foi chefe do Escritório de Representação do RN no DF no primeiro governo José Agripino, secretário de Justiça e Cidadania do RN no final do Governo Garibaldi Filho, assessor de Comunicação Social do RN no final da administração do governador Fernando Freire, além de ter atuado nas redações dos principais jornais e rádios de Natal e também na Capital Federal, onde entre 1973 e 78 trabalhou como editor-chefe do Correio Braziliense e na Rádio Nacional.
PT é Federal. Um chute na trave!