Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte | Assessoria de Imprensa
Assembleia Legislativa recebe
exposição “Caminhos do Sertão”
Crédito da foto: Ney Douglas
A
partir do próximo dia 4 de agosto, a Assembleia Legislativa vai expor a
mostra fotográfica “Caminhos do Sertão”, de autoria de Ney Douglas
Marques. A exposição remonta os 270 quilômetros percorridos a pé pelo
repórter fotográfico, em uma viajem de Macaíba a Campo Grande.
“Minha
busca por imagens e respostas tinha um destino certo, a cidade de Campo
Grande, terra Natal dos meus pais e onde está enraizada grande parte de
minha família”, justifica Ney.
Durante
os onze dias em que trilhou o extenso caminho às margens da BR 304, o
fotógrafo registrou as nuances do interior potiguar. “Percorri um total
de 277 km onde saio de uma região de floresta tropical e adentro a
caatinga buscando imagens de um sertão belo e triste dentro de um tempo
que divido em frações de segundos, para capturar um pouco da história,
transformando em documentos pictóricos”, explica.
De
acordo com Ney, a mostra se traduz como uma “vivência na realidade de
quem resiste à seca. É uma oportunidade de conhecer a vida do sertanejo
no interior do Rio Grande do Norte”, afirma o fotógrafo. A exposição
fotográfica ficará aberta até o dia 14 de agosto, das 8h às 15horas, no
salão nobre da Assembleia Legislativa.
sábado, 25 de julho de 2015
25/07/2015 15h23
- Atualizado em
25/07/2015 15h23
Preso no Rio, ex-governador do RN era monitorado há duas semanas
Fernando Freire foi preso na manhã deste sábado (25), em Copacabana. Contra ele, havia quatro mandados de prisão em aberto.
Do G1 RN
Fernando Freire foi preso no Rio e levado para a 12ª Delegacia de Polícia (Foto: Matheus Rodrigues/G1)
O ex-governador do Rio Grande do Norte Fernando Freire, preso na manhã deste sábado (25) em Copacabana, no Rio de Janeiro,
estava sendo monitorado havia duas semanas. De acordo com a Secretaria
de Estado de Segurança (Seseg) do Estado Rio de Janeiro, ele foi
capturado por agentes da Subsecretaria de Inteligência (Ssinte).
Contra Freire há mandados de prisão preventiva expedidos pelos juízes responsáveis pelas 4ª, 7ª e 8ª Varas Criminais de Natal.
O ex-governador foi levado para a 12ª DP (Copacabana). De acordo com a
delegada Thaiane Moraes, o ex-governador deverá permanecer na unidade
policial até segunda-feira (27). Segundo ela, a Polícia Civil precisa
que a Justiça do Rio Grande do Norte envie uma autorização para que ele
seja transferido.
Fernando Freire já havia sido preso anteriormente em 2007 quando foi
acusado pelo MPRN de estar “manobrando para impedir a realização do seu
interrogatório, evadindo-se do distrito da culpa”. O interrogatório do
qual ele é acusado de evitar diz respeito ao processo no qual foi
denunciado por suposto desvio de R$ 346.024,02 do Governo do Estado, em
maio de 2007.
O pedido de prisão preventiva foi feito pela Promotoria do Patrimônio
Público do Rio Grande do Norte em novembro de 2007, quando o membro do
MP informou à época que tentava ouvir o ex-governador desde 31 de agosto
daquele ano.
A ação que resultou na prisão do ex-governador contou com a
participação do serviço de inteligência da Secretaria de Estado da
Segurança Pública do Rio Grande do Norte (Sesed) que repassou
informações à Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro. Prejuízo de R$ 57,8 mil
As investigações apontaram que Freire cometeu desvio de dinheiro
público entre fevereiro e novembro de 2002, quando foi vice-governador
e, depois, governador do Rio Grande do Norte. O prejuízo estimado aos
cofres públicos foi de R$ 57.832,13 em valores da época.
De acordo com os autos do processo, Fernando Freire desviou recursos
públicos mediante o pagamento de 83 cheques-salários em favor de 14
parentes e correligionários do então vereador Pio Marinheiro,
contemplando-lhe interesses pessoais e político-eleitorais. No entanto,
os beneficiários não eram servidores públicos e não guardavam qualquer
vínculo funcional com o Estado e os pagamentos foram feitos sem qualquer
respaldo legal, realizados sempre sob a intermediação direta do réu.
A sentença da condenação é da 7ª Vara Criminal de Natal, assinada pelo
juiz José Armando Ponte Júnior, e determina que a pena seja cumprida em
regime fechado. Durante a ação penal, Freire não foi encontrado e o
magistrado ordenou a prisão preventiva do acusado. O ex-governador foi
ainda condenado a pagar metade das custas processuais.
Gestores da administração central da Universidade Federal do Rio Grande
do Norte (UFRN) visitaram na manhã dessa quinta-feira, 23, as obras de
fundação do prédio do Instituto de Medicina Tropical (IMT/UFRN) anexo ao
Hospital Gizelda Trigueiro (HGT), no bairro das Quintas. Unidade
destinada ao estudo e pesquisa de doenças infecciosas e
infectocontagiosas presentes no Nordeste, e à formulação e produção de
vacinas, entre elas para a Leishmaniose e a Hanseníase, o empreendimento
conta com recursos do Programa de Apoio a Reestruturação e Expansão das
Universidades Federais (REUNI) e do Instituto Nacional de Ciência e
Tecnologia (INCT), National Institutes of Health, e do Conselho Nacional
de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Acompanhada do diretor do Hospital, Prof. João Bosco Lima Barbosa, e da
professora Selma Maria Bezerra Jerônimo, diretora do IMT/UFRN, a reitora
Angela Maria Paiva Cruz, a superintendente de Infraestrutura da
Universidade, Virgínia Dantas, engenheiros e assessores se reuniram com o
diretor da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), João Maria.
Na ocasião, se inteiraram sobre os impactos que os serviços públicos do
IMT irão provocar no trânsito. Para tanto, o projeto arquitetônico será
ajustado quanto aos fluxos de entrada e saída de carros do prédio, já
que o Instituto está sendo erguido em área de tráfego ferroviário.
Doenças tropicais
O Instituto Tropical de Medicina da UFRN é um projeto articulado entre o
Centro de Biociências, o Hospital Universitário Onofre Lopes e o
Hospital Gieselda Trigueiro, único especializado no tratamento de
doenças tropicais no Rio Grande do Norte. Segundo centro de estudo nessa
área do país, é estratégico para a Universidade, segundo a reitora,
“porque tem uma função social de grande impacto para os
norte-rio-grandenses. As pesquisas dessa unidade do IMT vão ampliar o
conhecimento sobre doenças infecto-contagiosas no Estado, ainda muito
vulnerável às doenças tropicais, e ajudar a achar o controle para
algumas delas. Esse instituto consolida duas décadas de estudos
desenvolvidos pela UFRN nessa área, e aglutina profissionais de diversas
formações em trabalhos de alto nível para solução de problemas dessa
natureza”.
A primeira etapa – um prédio no campus central da UFRN – foi entregue em
fevereiro de 2014. Do Comitê de Pesquisa do IMT constam investigadores
internacionais, como Richard Guerrant, médico infectologista e chefe do
Centro de Saúde Global da Universidade da Virginia, colaborador da UFRN
há mais de 20 anos;. Richard D. Pearson, médico infectologista, ex Dean
da Escola de Medicina da Universidade da Virginia e um colaborador da
UFRN há mais de 20 anos, e Donelson, bioquímico, ex-chefe do
Departamento de Bioquímica da Universidade de Iowa, e atualmente
Professor Visitante Especial do IMT-RN.
PASTOR
AMERICANO DONO DE UMA ESCOLA E UMA IGREJA BATISTA ESTÁ INVADINDO UMA
RUA E COLOCANDO SEUS MORADORES EM PÂNICO. JÁ FOI REALIZADO UMA DENÚNCIA
A SEMURB/PMM SOB O NUMERO DE PROTOCOLO 705. TENHO CERTEZA QUE A
PREFEITURA EMBARGARÁ ESSA OBRA NOJENTA DESSE AMERICANO.
Fonte: Rogério Dias Xavier, artista plástico.
ALAMEDA DOS CAJUEIROS - DENUNCIA 705-SEMURB-PMM- 1.jpg
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Fortuna da rainha foi estimada por jornal em 340 milhões de libras
A notícia de que o patrimônio da Coroa britânica teve lucro recorde de
285 milhões de libras (R$ 1,4 bilhão) no ano passado significa que a
rainha da Inglaterra receberá 2 milhões de libras extras em
financiamento público no próximo ano.
Mas exatamente quão rica é a rainha? E de onde vem este dinheiro?
Apesar
de muitos detalhes sobre as receitas da rainha serem públicos, sua
exata fortuna é desconhecida, porque ela não é obrigada a revelar suas
finanças pessoais.
De acordo com a lista dos mais ricos de 2015 do jornal Sunday Times, sua fortuna é estimada em 340 milhões de libras, 10 milhões a mais do que no ano anterior.
Leia mais: Reforma de encanamento pode tirar rainha do Palácio de Buckingham
A principal fonte de receita é o Fundo Soberano, composto por uma porcentagem fixa dos lucros do patrimônio da Coroa.
Este
patrimônio data de 1760, quando o rei George III chegou a um acordo com
o governo para que o excedente da receita com as terras da Coroa fossem
destinados para o Tesouro britânico.
Em troca, o rei não teria
mais que pagar pelos custos do governo civil e as dívidas acumuladas por
monarcas anteriores, passando a receber um pagamento fixo anual. Desde
então, cada novo monarca renovou este acordo.
Portfólio
Pista de corrida está entre as propriedades do patrimônio da Coroa britânica
Hoje, o patrimônio da Coroa é
um negócio comercial independente, com um dos maiores portfólios de
propriedades do Reino Unido e com um valor de 11,5 bilhões de libras,
uma soma recorde e que representa um aumento de 16,1% em relação a 2014.
A
maioria dos bens deste portfólio está em Londres, mas também envolve
propriedades na Escócia, no País de Gales e na Irlanda do Norte.
Isso
inclui o parque Windsor Great, que compreende uma área de 5 mil
hectares, e a pista de corrida de cavalos Ascot, uma das principais do
Reino Unido.
Leia mais: Com água benta 'importada', bebê real é batizada
Mas grande parte desta coleção é formada por propriedades residenciais, escritórios, lojas e centros comerciais.
Sob
o acordo vigente, todos os lucros obtidos a partir deste patrimônio são
pagos ao Tesouro, e 15% deste dinheiro é dado à rainha.
Patrimônio da Coroa ainda é composto por lojas e centros comerciais em Londres
Este pagamento compõe o Fundo Soberano, que é usado para dar apoio à monarca em suas funções oficiais.
No ano passado, o Fundo Soberano foi de 37,9 milhões de libras, dos quais a rainha gastou 35,7 milhões.
Este dinheiro cobre custos com sua equipe, manutenção de propriedades, viagens, entre outras coisas.
Tecnicamente,
o patrimônio da Coroa pertence ao monarca durante a duração de seu
reinado, mas, na prática, não pode ser vendido por ele ou ela.
Receita privada
Já os gastos gerados por outros membros da família real são custeados por uma receita privada da rainha, o privy purse.
Os
fundos para isso vêm em sua maioria do Ducado de Lancaster, um
portfólio de terras, propriedades e bens da rainha que são administrados
se forma separada do patrimônio da Coroa.
Este portfólio consiste
de 18.454 hectares de terra na Inglaterra e no País de Gales, além de
propriedades comerciais, agrícolas e residenciais.
Apesar de ser classificado como um patrimônio privado da rainha e ser herdado, não pode ser vendido por ela.
Assim
como o patrimônio da Coroa, os lucros do Ducado de Lancaster vão para o
Tesouro, que então financia parte das despesas da rainha não cobertas
pelo Fundo Soberano.
Castelo Balmoral é uma das propriedades privadas da rainha
Neste ano, a receita privada da
rainha foi de 13,3 milhões de libras, valor em sua maioria composto
pelo portfólio do Ducado de Lancaster.
Existe até mesmo um cargo
governamental, o chanceler do Ducado de Lancaster, cuja função inclui
administrar as propriedades e aluguéis deste ducado.
O posto cabe
atualmente a Oliver Letwin, parlamentar eleito pelo distrito de West
Dorset e que também é responsável pelo gabinete oficial do governo
britânico.
De forma separada, a receita do Ducado da Cornualha
financia os gastos privados e oficiais do príncipe de Gales e da duquesa
da Cornualha.
Ambos são isentos do pagamento de taxas para o governo porque são entidades da Coroa.
Portfólio de investimentos
Obras de arte, como esta pintura do rei Charles I, estão na coleção real
Mas a extensão dos ganhos privados da rainha são menos conhecidos.
De acordo com o Sunday Times,
ela tem um portfólio de investimentos que consiste em sua maior parte
de ações de empresas britânicas consideradas mais confiáveis, avaliado
em 110 milhões de libras.
A rainha também tem propriedades
privadas, incluindo a Sandringham House, em Norfolk, o castelo Balmoral,
em Aberdeenshire e outras casas menores.
Leia mais: Descoberta no Egito tumba de rainha de 4,5 mil anos
Seus
bens ainda incluem uma coleção de selos, joias, carros, cavalos, o
legado da rainha-mãe. Tudo isso contribui para sua fortuna pessoal.
Separadamente,
ainda há a coleção real, que inclui joias da Coroa, obras de arte,
móveis antigos, fotografias históricas e livros, num total de mais de 1
milhão de objetos avaliados em 10 bilhões de libras.
Mas esta coleção não pode ser contabilizada na fortuna da monarca porque é administrada em nome de seus sucessores e do país.
sexta-feira, 17 de julho de 2015
Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte | Assessoria de Imprensa
17.07.2015
Deputados do RN visitam obras de transposição do Rio São Francisco
Crédito da foto: Eduardo Maia
A Frente Parlamentar da Água segue trabalhando na discussão e cobrança de ações efetivas de combate à seca no Rio Grande do Norte. Os deputados Ezequiel Ferreira (PMDB), Galeno Torquato (PSD), Gustavo Fernandes (PMDB) e George Soares (PR), integrantes da Frente, visitaram nesta sexta-feira (17) as obras de transposição do Rio São Francisco em trecho que inclui os municípios da Paraíba.
Os parlamentares se juntaram ao presidente em exercício da Assembleia Legislativa da Paraíba, João Henrique, e ao presidente da Frente de Combate aos Efeitos da Seca no estado paraibano, Jeová Campos (PSB), com o objetivo de integrar os projetos do dois estados e intensificar os pleitos junto ao Governo Federal e ao Ministério da Integração.
“A união das bancadas e o desejo de ver o Nordeste se tornar prioridade na agilidade dessa obra é a nossa missão. Esse é o primeiro passo. Iremos ainda a Pernambuco e Ceará para fortalecer essa luta, que é um grito de 40 milhões de nordestinos”, disse o presidente da Assembleia potiguar, Ezequiel Ferreira.
No município de São José de Piranhas, a comitiva percorreu as obras do canal (2km) e túnel (15km) responsáveis pelo transporte da água que chegará pelo estado do Ceará à Paraíba, com destino a barragem de Boa Vista, com capacidade de 300 milhões/m³. Em Cajazeiras, os deputados visitaram as obras da barragem de Caiçara, com vazão de 50 milhões/m³, que irá distribuir a água para o reservatório Engenheiro Ávidos e, em seguida, para o Rio Grande do Norte por meio do Rio Piranhas-Açu.
“Viemos conhecer o andamento dessa volumosa obra tão importante para o Rio Grande do Norte e para o Nordeste. Temos que nos unir para reivindicarmos do Governo Federal ações imediatas para essa grande crise hídrica que a região está vivendo”, declarou o presidente da Frente Parlamentar da Água, Galeno Torquato. "O andamento das obras na Paraíba refletem no Rio Grande do Norte. Estamos acompanhando de perto estes serviços", complementou o deputado Gustavo Fernandes.
No entendimento dos participantes da visita, a unificação do discurso e definição de prioridades comuns aos estados são importantes para fazer com que o Governo Federal tenha informações precisas sobre as maiores necessidades dos estados afetados pela crise hídrica.
“Queremos mobilizar a classe política do Rio Grande do Norte, Paraíba, Ceará e Pernambuco para forçar o Governo Federal a, dentro dos cortes atuais, não fechar muito as portas para as obras de transposição do São Francisco”, explicou o deputado George Soares.
Durante o encontro, que contou também com a presença do prefeito Domingos Neto (São José de Piranhas), os parlamentares assinaram um requerimento direcionado ao ministério da integração solicitando providências para a conclusão das obras.
“Precisamos diminuir as distâncias. Selamos hoje um caminho que espero que nos leve diretamente à presidente Dilma para clamarmos pela conclusão das obras de transposição do São Francisco”, disse o deputado paraibano Jeová Campos.
Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte | Assessoria de Imprensa
16.07.2015
Souza ressalta importância do INSS e
diz que greve dos servidores é justa
Crédito da foto: João Gilberto
O deputado Souza Neto (PHS) fez pronunciamento na sessão plenária desta quarta-feira (15), prestando solidariedade aos servidores em greve do INSS. O parlamentar, servidor licenciado, disse que a causa é justa e que se sente como parte desta luta. “Apoio incondicional à greve iniciada no último dia 7 de julho. A remuneração total formada por 90% de gratificações não são incorporadas aos vencimentos”, disse Souza. De acordo com o parlamentar, o INSS tem mais de 15 mil servidores recebendo abono de permanência em serviço e metade da força de trabalho dos previdenciários federais trabalha no limite de suas forças. “A maioria dos idosos ou portadores de enfermidades poderia estar aposentado, abrindo vagas no setor público”, reforça o deputado. O parlamentar disse ainda que é imprescindível destacar a importância da seguridade social para o Brasil e que apesar de influenciar direta e indiretamente, a previdência e seus impactos positivos ainda são desconhecidos para a sociedade brasileira. “A Previdência tem cumprido o seu papel social e tem sido um instrumento de combate à pobreza resgatando a dignidade de brasileiros. Os pagamento de vários benefícios são todos de responsabilidade do INSS”, enfatizou Souza Em aparte, o deputado Getúlio Rêgo (DEM), disse que o PT tem medo de enfrentar as demandas de qualquer segmento. “Estou no nono mandato e nunca fui contra qualquer segmento do funcionalismo. Qualquer que seja a sua origem tem o meu apoio e o meu voto”, disse Getúlio. Entre as reivindicações da categoria estão reajuste de remuneração de acordo com a inflação, incorporação das gratificações e jornada de 30 horas.
terça-feira, 14 de julho de 2015
Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte | Assessoria de Imprensa
14.07.2015
Sessão solene marca o centenário da América na Assembleia Legislativa
Crédito da foto: Eduardo Maia
Em comemoração aos 100 anos de fundação do América Futebol Clube, a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte realizou, na manhã desta terça-feira (14), uma sessão solene que contou com a participação dos dirigentes do clube, torcedores, autoridades do mundo esportivo e das administrações municipais e estaduais.
A sessão, proposta pelos deputados Hermano Morais (PMDB) e Gustavo Carvalho (PROS), homenageou 13 personalidades que fazem parte desses 100 anos de história.
“Quis a providência divina que, neste ano de comemoração pelo centenário, eu estivesse em exercício de duas orgulhosas funções: presidente do América e deputado estadual. E posso dizer que este Poder se sente honrado de homenagear o América Futebol Clube saudando a história dessa instituição. Àquela época os fundadores não tinham ideia da bem aventurança que tinham criado, instituíram não apenas um time de futebol, mas uma verdadeira nação”, discursou Gustavo Carvalho (PROS).
O América Futebol Clube foi fundado em 14 de julho de 1915. Em um cenário que prevalecia “as sequelas da primeira Guerra Mundial, qualificada pelos conterrâneos como a Grande Guerra”, como destacou Carlos Gomes, filho de José Gomes da Costa, um dos fundadores do clube alvirrubro.
Na ocasião, foi exibido um breve documentário sobre o centenário, sustentado por detalhes históricos narrados durante o discurso de Carlos Gomes. “O estado vivia um clima de pós-guerra, quando as providências remanchavam o progresso, precisamente pela dúvida da solidez da atividade produtiva e pelo estado precário das finanças públicas. Apesar disso, os jovens se divertiam com jogos triviais, entre os quais o futebol”.
O desembargador Marcelo Navarro fez uma alusão à representatividade da cor da bandeira do time com uma série de símbolos. “É a cor do sangue, da revolução, da vida. O pequeno grupo que fundou o América se tornou uma nação”, destacou. Marcelo Navarro também citou, além das vitórias e conquistas, o desempenho das equipes no futebol amador e de salão e ainda da importância dos eventos promovidos dentro da sede social do América para a formação da identidade dos potiguares.
O ministro do Turismo e torcedor do América, Henrique Alves (PMDB), foi um dos homenageados e declarou o seu amor. “O América não é apenas um clube de futebol, é um sentimento da cidade”. Os deputados Dison Lisboa (PSD), Gustavo Fernandes (PMSB), Ricardo Motta (PROS) e Hermano Morais (PMDB) também prestaram homenagens ao clube.
Homenageados na solenidade 100 Anos América Futebol Clube
Desembargador Oscar Pires Homem de Siqueira (In Memoriam), fundador Carlos Homem de Siqueira (In Memoriam), fundador José Gomes da Costa (In Memoriam), ex-presidente Humberto Pignataro (In Memoriam), ex-presidente Humberto Nesi (In Memoriam), ex-presidente Heriberto F. Bezerra (InMemoriam), ex-presidente Rui Barreto da Silva (In Memoriam), ex-presidente Carlos José da Silva (In Memoriam), ex-presidente Carlos Jussier T. Santos, ex-presidente José Rodrigues de Oliveira (In Memoriam), ex-presidente José Vasconcelos da Rocha, presidente do conselho deliberativo Juvenal Lamartine de Faria (In Memoriam), colaborador Lavoisier Maria Sobrinho, colaborador Henrique Eduardo Lira Alves, colaborador
Os novos cursos de medicina criados dentro da estratégia do Programa Mais Médicos vão ofertar 2.290 vagas de graduação em 36 municípios do país. As cidades contempladas não têm faculdade na área e não são capitais de estado, o que contribui para a interiorização do ensino médico. Os ministros da Saúde, Arthur Chioro, e da Educação, Renato Janine Ribeiro, anunciaram sexta-feira (10/7) a escolha das instituições de ensino superior (IES) particulares que devem implantar o curso até 2016. A medida faz parte da ampla estratégia de reestruturação do atendimento médico no país, que abrange ações na área de provimento de profissionais, formação médica e infraestrutura. [Portal Saúde > Saiba mais]
- Confira aqui lista de cidades e instituições selecionadas
-- Postado por AssessoRN - Jornalista Bosco Araújo no AssessoRN.com em 7/13/2015 01:03:00 PM
Em um desses
feriadões encompridados, eu quis inovar nas minhas rotinas diárias. Decidido a
quebrar com a mesmice do dia-a-dia, resolver não ler jornais, abrir a caixa de
e-mails, ligar a internet, ver televisão, ler livro, escrever ou ir à praia.
Cedinho, desci e fui andar no pretensioso jardim de alguns metros quadrados que
orna a minha casa e tomei um banho de piscina, coisas que eu não fazia há já
alguns meses. Depois de tomar café e acender meu charuto matinal, fui brincar
com a cachorra, mas as horas não passavam. Fiquei doido para, pelo menos,
folhear o jornal; mas me contive. O jeito foi andar pelas ruas do entorno da
minha residência. Como era feriado, também era muito cedo para encontrar alguém
nas ruas. Vez ou outra aparecia uma alma penada que passava por mim e fazia um
cumprimento meio acanhado, com as palavras ditas pela metade, faladas para
dentro.
Assim
passei a manhã inteira, procurando fazer coisas diferentes. Liguei para os amigos
daqui, de outros cantos do Brasil e fiz até uma ligação para a minha sobrinha
que mora no Texas, nos Estados Unidos, coisa que antes nunca tinha feito. Mas
não consegui falar com ela, vez que lá era dia de trabalho. Lá para as tantas,
arrastei minha mulher e fomos passear em um dos shoppings da cidade. Eu acho
que essa parte da ideia fui minha e de quase todo mundo, pois toda a população
da urbe estava lá. Mal dava para se andar nas alamedas. As lojas que estavam
abertas tinham compradores “escoando pelo ladrão” e a praça da alimentação
formigava de gente. Em determinada altura vi-me em frente de uma livraria.
Parei um pouco e fiquem conversando com meus botões: folhear livro é a mesma
coisa de ler livro? Resolvi que não era. Entrei.
Estava
vendo as prateleiras das novidades e olhando as outras, quando uma jovem senhora
se aproximou e pediu que eu autografasse um livro meu sobre contabilidade, que
ela havia terminado de comprar. Atendi e agradeci à minha ilustre leitora (todo
meu leitor é ilustre) o fato dela comprar algo de minha autoria e me voltei
para continuar a folhear os livros que faziam parte de um lote de lançamentos. Ai
fui abordado por um senhor com mais ou menos a minha idade, que tinha em mãos
um exemplar de outro livro de minha autoria. Falei para mim mesmo: “Puxa, isso
nunca me aconteceu antes, e agora acontece em dose dupla”.
Mais
não era nada disso. O cidadão queria simplesmente discutir o conteúdo do livro.
O livro em questão era a biografia do Padre Mota, lançado há poucos anos, de
quem o dito cujo se disse bastante conhecedor. Questionou o que disse ser a
“aridez” do meu texto, que no seu entender deveria ser mais informal, menos
técnico. Achava que teria que haver mais “causos” engraçados, que eu deveria
ter contado aquele do Raimundo Sacristão e aquela outra história etc. e tal.
Disse que não faria falta se eu não tivesse escrito nada da primeira parte,
onde são abordados aspectos da região e da gente de Mossoró e do Oeste do Rio
Grande do Norte. Nessa altura eu lhe perguntei se ele era de Mossoró e ele me
respondeu que não. Ai ele engatou uma marcha mais forte e continuou sua
análise. Disse que o livro deveria ter mais noticias sobre o padre e menos do
prefeito, pois ele, evangélico, não concordava com essa história de padre se meter
em política.
Ai
aconteceu algo surrealista. Eu perguntei: “O senhor conhece Mossoró?”. Ele
respondeu: “Não. Não gosto de calor”. Eu: “O senhor já leu o livro”. Ele: “Não.
Folhei aqui na livraria”. Eu: “Como é o seu nome”. Ele: “Johan Maurits van Nassau-Siegenda da Silva,
mas os meus amigos me chamam só de Maurício de Nassau”. E foi embora, sem ao
menos dizer um tchau.
Minha mulher, que até
então estava em outra parte da livraria vendo outros livros, chegou e me
perguntou: “Estava conversando com quem?”. Respondi: “Com o próprio, o fabuloso
Mauricio de Nassau”. Ela: “Com o fabuloso quem?”.
Fui para casa ler meus jornais, abrir a
caixa de e-mails, ligar a internet, ver televisão, ler meus livros e escrever meus
artigos. Só não havia mais tempo para ir à praia.
sábado, 11 de julho de 2015
Notícias da Assembleia
NOTÍCIA DO DIA 09/07/2015 | NOTÍCIASMárcia quer fortalecimento do Programa de Resistências às Drogas
A deputada estadual Márcia Maia (PSB) solicitou, na sessão plenária desta quinta-feira (9), que o Governo do Estado fortaleça os programas de Resistência às Drogas (PROERD) e o Ronda Escolar. Para a deputada, os programas são importantes para crianças e jovens do Estado e não podem sofrer nenhum esvaziamento, em detrimento da implantação do Ronda Cidadã, anunciado pelo Governo do Estado.
“Fui procurada por pessoas que fazem o PROERD e que demonstraram preocupação com um possível esvaziamento do programa e eu não posso me calar porque nosso interesse é que esse programa se fortaleça. Ele é extremamente importante, sobretudo nesta situação de insegurança que vivemos”, disse a deputada. O assunto será debatido nesta quinta-feira (9), às 14h30, em Audiência Pública na Assembleia Legislativa proposta por Kelps Lima (SDD).
Durante pronunciamento, a deputada disse ainda que tem a informação de que o Ronda Escolar já acabou e que a Coronel Margarida, comandante do PROERD no Rio Grande do Norte, foi destituída do Conselho de Políticas sobre Drogas e demonstrou preocupação quanto a isso. Ela ressaltou a importância de manter a comandante à frente do PROERD e elogiou sua atuação.
O deputado estadual Fernando Mineiro (PT), Líder do Governo na Assembleia, disse que o programa não irá acabar e que esse possível esvaziamento não passa de um boato. “O Governo do Estado não irá acabar o Proerd”, falou o parlamentar. Em aparte, o deputado Kelps Lima (SDD) disse que foi procurado por vários militares para falar do esvaziamento. Jacó Jácome (PMN) também afirmou que foi procurado e elogiou a iniciativa de tratar sobre o assunto. Getúlio Rêgo (DEM) e Tomba Farias (PSB) parabenizaram o pronunciamento da parlamentar.
quinta-feira, 9 de julho de 2015
Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte | Assessoria de Imprensa
09.07.2015
Deputados discutem projeto de combate às drogas
Crédito da foto: Eduardo Maia
Os deputados Ezequiel Ferreira de Souza (PMDB), Jacó Jácome (PMN) e Fernando Mineiro (PT) se reuniram na manhã desta quinta-feira (9) com representantes do Governo do Estado e do Ministério Público Estadual para tratar sobre o Projeto de Lei nº 015/2015, de autoria de Jacó, que dispõe sobre a erradicação das drogas.
“Nos reunimos com o propósito de adequar a minha proposta às ações do Executivo e do MP e assim formatarmos a Rede Estadual de Políticas Públicas sobre Drogas”, disse Jacó Jácome. Segundo o parlamentar, a Rede irá atuar na prevenção e no combate às drogas, permitindo a participação de todos os setores da sociedade. “Será o maior marco legislativo que o Rio Grande do Norte terá do ponto de vista de combate às drogas”, declarou.
Com as alterações propostas para o Projeto de Lei, a matéria será novamente apreciada pela Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia, Desenvolvimento Econômico e Social da Casa Legislativa. De acordo com Jacó, a proposta será votada antes do recesso parlamentar.
“A expectativa é que o projeto seja votado na próxima semana, pois o presidente da Assembleia, Ezequiel Ferreira, sempre atento e sensível às causas de relevância social, assegurou que o projeto é uma prioridade do Legislativo potiguar. O deputado Mineiro, presidente da Comissão de Educação, garantiu o mesmo”, concluiu Jacó.
domingo, 5 de julho de 2015
Fordismo,
toyotismo e verticalização
Tomislav R. Femenick – Contador e economista
A verticalização da produção é
uma ação de uma empresa ou grupo empresarial, que visa à otimização dos
recursos que lhe são disponíveis, integrando processos de compra, produção,
distribuição e venda de seus produtos. Ao agregar insumos, processos e
tecnologia, a empresa ou o grupo estaria reduzindo custos ou ampliando suas
vendas; no mesmo setor ou em segmento correlatos.
Há dois tipos básicos de
integração da produção; aquela que visa fortalecer a organização assegurando o
fornecimento de matérias-primas e outros insumos que lhe são necessários
(integração para trás), e a outra que objetiva agregar consumidores (integração
para frente); não confundir com diversificação de atividades.
A
verticalização da escala produtiva e padronizada foi uma das bases do fordismo,
concepção desenvolvida por Henry Ford em sua fábrica de automóveis, segundo a
qual tudo deve pertencer ao mesmo dono e deve ser controlado de maneira
centralizada, objetivando manter um ritmo adequado da produção. Por esse
motivo, no inicio do século passado foi amplamente utilizado o conceito de
integração vertical do processo produtivo (integração para trás), centralizado
em um mesmo empreendimento. Na forma de pensar da época, as organizações
verticalizadas eram chamadas de “tradicionais”
e analisadas de forma desvinculadas de seu mercado consumidor.
Nos anos 1950
teve início o processo de mudança na estratégia das empresas para garantir
suprimentos para sua linha de produção. A própria Ford adotou a prática do outsourcing,
ou seja, a aquisição de componentes junto a terceiros. Essa política foi adotada
com o objetivo de reduzir os custos de produção, já que reduz os investimentos
fixos (com edificações, máquinas, equipamentos, por exemplo), bem como os
custos de estocagem e gerenciamento de material e outros, além de reduzir os
encargos financeiros, visto que a redução de necessidade de ativos produtivos
reduz a necessidade de tomada de recursos de terceiros para financiá-los.
O conceito de verticalização da produção mais ou menos
que perdurou até os anos 1970, quando houve o surgimento de novos paradigmas
técnico-econômicos tais como: a) a produção enxuta; b) a customização –
personalização, adaptação, adequação dos produtos – de acordo com o gosto ou
necessidade do mercado, e c) os blocos regionais – União Europeia, Mercosul
etc.
Então foi o
declínio das indústrias do modelo fordistas, ou seja, do sistema de produção
baseado na verticalização e o nascimento da produção enxuta, também conhecida
como toyotismo (desenvolvido pela montadora japonesa Toyota), modelo que integra o just-in-time,
kanban, TQC. O just-in-time
é um processo de administração da produção que visa reduzir estoques e os
custos decorrentes, evitando comprar, produz ou transportar qualquer insumo ou
produto antes da hora exata. O kanban é uma técnica que controla os fluxos de produção. Esse conjunto
de novas visões sepultou a integração para trás.
Essa
onda de mudanças também atingiu a integração para frente, onde os processos de
distribuição da produção, integração dos produtos como insumos de outros
setores e “fechamento” da cadeia produtiva deixaram de ser atrativos por
produzirem resultados não satisfatórios, tendo em vista os custos de aquisição
de novas tecnologias para essas novas atividades.
Então, o novo
paradigma industrial passou a se articular sob três dimensões básicas: a)
cooperação entre empresas fornecedoras e compradoras; b) uso intensivo de novas
tecnologias nas atividades básicas; c) padrão de organização voltada para
melhores resultados nas atividades básicas.
Tribuna do Norte. Natal, 05 jul 2015.
sexta-feira, 3 de julho de 2015
'Os EUA podem hoje desligar a internet de qualquer país'
Hartmut Glaser diz que há avanços na proposta para uma governança global da internet
A visita da presidente Dilma Rousseff aos Estados Unidos, nesta semana, teve como um de seus objetivos virar a página do mal estar criado nas relações bilaterais pelas denúncias de que a Agência de Segurança Nacional americana (NSA) teria espionando figuras do alto escalão do governo brasileiro.
Foram tais denúncias, feitas pelo ex-funcionário da NSA, Edward Snowden, que levaram Dilma a cancelar uma visita oficial ao país em 2013. Dois anos depois, ainda é impossível ter garantias de que esse tipo de espionagem não possa voltar a ocorrer, segundo Hartmut Glaser, secretário-executivo do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), entidade que administra a distribuição de endereços eletrônicos e zela pelo bom funcionamento da rede no país.
Segundo Glaser, porém, um dos resultados positivos do caso foi dar ao Brasil protagonismo em uma área que tende a ganhar importância nos próximos anos: a busca pela formulação de um sistema de governança internacional da internet.
O secretário-executivo do CGI diz que, em parte pressionados pelo escândalo da NSA, os Estados Unidos concordaram em abrir mão da tutela que, desde os anos 90, exerciam sobre a chamada Corporação da Internet para Designação de Nomes e Números (ICANN), entidade que administra questões técnicas fundamentais ligadas a internet, como a distribuição de domínios.
Por que isso é importante? Segundo Glaser, o problema é que hoje, tecnicamente, os Estados Unidos podem 'desligar a internet' de qualquer país.
Na terça-feira essa transição foi um dos temas discutidos em São Paulo na iniciativa conhecida como NetMundial, encontro que contou com a presença do presidente da ICANN, Fadi Chehadé, e com o Ministro de Administração do Ciberespaço da China, Lu Wei. Confira abaixo a entrevista concedida a BBC Brasil pelo secretário-executivo do CGI durante a reunião:
BBC Brasil: Dois anos após o escândalo da NSA, em que avançamos no que diz respeito às garantias contra esse tipo de espionagem?
Glaser: É muito difícil responder isso de forma direta. Acho que, para começar, nunca foi provado que o problema denunciado pelo Snowden estava ligado a internet. Pode ser que a espionagem tenha ocorrido via telefônica, por celular. Na abertura de nosso evento da NetMundial, o ministro chinês (Lu Wei) lembrou que em tudo (o que diz respeito a rede) há um lado positivo e um negativo. Temos cada vez mais usuários na internet – o que é bom. Mas isso de fato também aumenta o risco de existência de hackers e de uma invasão indesejada.
Dilma e Barack Obama se encontram nos EUA
BBC Brasil: Mas então não há como limitar a espionagem ou a exposição de alguns dados na rede?
Glaser: Você nunca vai ter uma estrada que não tem acidente. Ou melhor... na realidade, é muito fácil acabar com todos os acidentes da (Via) Dutra: basta fechar a Dutra. Mas isso é aceitável? Não. O mesmo ocorre com a internet. Há alguns anos teve um juiz que mandou 'desligar' o YouTube (no Brasil). O que aconteceu: em vez de resolver um problema, criou milhares de outros. Precisamos tomar cuidado com os extremos. A internet é uma ferramenta essencial, muito útil, mas deve ser usada com critério. Não é culpada de nada.
BBC Brasil: Como avançamos?
Glaser: Um passo importante é treinar os usuários a lidar com essa nova realidade. Muita gente acaba expondo os seus dados e a sua intimidade nas mídias sociais, por exemplo. Na minha época, algumas meninas mantinham diários escondidos. Hoje, os jovens revelam tudo no Facebook. Isso é parte de uma revolução, uma expressão de uma nova sociedade que está surgindo. Não sou contra mídias sociais, mas é preciso tomar cuidado com informações pessoais. Até com o telefone é preciso cuidado. Não dá para entregar a sua vida de bandeja. Milhares de empresas, quando contratam alguém hoje, fazem a varredura na internet e redes sociais. Dá para saber se um candidato tem uma vida noturna agitada e etc. Então (proteger nossos dados e intimidade) não é algo que depende do CGI, da ICANN ou do governo, depende de todos nós.
BBC Brasil: O seu argumento faz sentido quando o tema são informações pessoais colocadas em mídias sociais. Mas o caso de e-mails confidenciais de chefes de Estado parece diferente, não?
Glaser: Não tenho acesso aos dados do governo brasileiro, mas, pelo que soube, na época (do escândalo da NSA) o software usado (nas correspondências oficiais) era um software comum, sem muita proteção. Algo que já recomendamos ao governo, e eles estão trabalhando nisso, é que deveria haver uma rede própria (para essa troca de e-mails entre autoridades), que não seja uma rede comercial. Houve a instalação de uma fibra ótica ligando todos os ministérios, mas cada um tem a sua autonomia, seu próprio orçamento, falta uma ação coletiva.
Houve um despertar para essa responsabilidade. Tanto a Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados) quanto o pessoal da área militar, que também faz parte do governo, se preocuparam e estão trabalhando para ampliar a segurança. Não quero ficar mencionando nomes de empresas, fornecedores e softwares. Mas eu tomo alguns cuidados e meu computador nunca foi invadido. Pela natureza do que eu faço, pode ser que tenha gente que queira acompanhar minhas mensagens. O governo deveria ser o primeiro a se consultar com especialistas. Nesse sentido, também houve falhas do lado do governo.
Edward Snowden expôs rede de espionagem da NSA
BBC Brasil: A ICANN deveria deixar de estar sob tutela americana em alguns meses. O que isso significa?
Glaser: Em 1998, quando a internet passou da área militar para a acadêmica, a ICANN, uma ONG sem fins lucrativos, surgiu para administrar os nomes de domínio. Isso ocorreu justamente para que a rede pudesse sair das mãos do governo americano. Mas um cordão umbilical não foi cortado: o Departamento de Comércio ainda tem controle sobre as atividades (dessa ONG). Desde o início, havia a previsão de que essa relação deveria terminar. Em 98 e 99 se falava que em dois ou três anos já se acharia uma alternativa. Estamos em 2015 - e nada.
Depois das revelações de Snowden, a presidência brasileira foi envolvida (nesse debate). Em Nova York ela anunciou que iria atuar para chegar a um acordo sobre princípios globais da internet - quase que um código de ética. O CEO da ICANN conversou com a presidente e o primeiro encontro da NetMundial foi organizado em abril de 2014 para debater o tema.
Os Estados Unidos se apavoraram com esse movimento. O Snowden fez um baita estrago. Envergonhou os americanos, que costumavam levantar a bandeira do respeito à privacidade e dados pessoais. Até então, os Estados Unidos eram os grandes heróis da internet. Os ruins eram sempre os outros, os hackers da China, os russos.
Em fevereiro de 2014, os americanos finalmente anunciaram que estava na hora de deixar a ICANN e permitir uma governança global (da internet). Agora, eu faço parte de um grupo de 30 pessoas que está estudando a melhor forma de fazer essa transição. Há uma série de pré-requisitos. Um deles é que a nova governança da rede deve ser multisetorial. Além de governo, precisa incluir empresas, acadêmicos e ONGs. Nós, brasileiros, já fomos acusados de querer assumir a internet por realizarmos a NEtMundial. Isso nunca passou pela nossa cabeça.
BBC Brasil: Por que interessa quem está no controle da ICANN?
Glaser: A internet é como uma árvore. No topo estão alguns computadores em que estão registrados os chamados top level domains - o que está a direita do nome de domínio. No caso do Brasil é o .br (ponto br), no da França o .fr, no da Alemanha .de. Esse código está em 13 computadores e o computador principal está nos Estados Unidos. Então, se por algum motivo eles desligarem o .br (ponto br) desse computador, todos os domínios do Brasil deixam de existir. Na prática isso quer dizer que hoje o poder de desligar a internet está nas mãos de um país e as pessoas questionam isso. Nos computadores do CGI, tenho 3,7 milhões de domínios do Brasil. As minhas salas são controladas. Sei quem entra, quem sai. Há um sistema de identificação com impressão digital. Mas se eu fosse mal intencionado poderia entrar e desligar seu domínio ou seu provedor.
BBC Brasil: O que o senhor está dizendo, então, é que, tecnicamente, hoje os Estados Unidos poderiam desligar a internet da China ou do Brasil?
Glaser: Poderiam. Por isso países com a China e a Rússia sempre fizeram certa oposição aos Estados Unidos e quiseram participar (de um novo sistema de governança da internet). Na realidade, no ano passado os chineses aderiram a esse modelo setorial. Eles estavam querendo sair e criar uma internet própria, o que fragmentaria a rede. Em um encontro em Buenos Aires na semana passada, a Índia também aderiu a uma internet para todos trabalharem juntos. Hoje a grande expectativa é em torno da Rússia. Mas estamos convergindo para uma solução: uma internet, um protocolo, uma forma de comunicação que precisam ter um gerenciamento global representativo.
BBC Brasil: Seria como uma espécie de ONU da internet?
Glaser: Não é uma ONU porque os membros não são só Estados ou governos. Há essa composição multisetorial, com todos os setores da sociedade representados. Pode até ser que a ICANN mantenha seu papel, mas seria preciso mudar seu estatuto, sua forma de eleição e representação. Teríamos de cortar esse cordão umbilical com os Estados Unidos e dar autonomia para a entidade. Provavelmente ela vai precisar de um diretor da Índia, um da China e um do Brasil. Hoje você tem cinco ou seis americanos, cinco ou seis europeus - dois terços na mão do mundo desenvolvido. E África, Ásia e América Latina ficam de fora. Temos um latino-americano em um board de vinte e uma pessoas. É muito pouco.
Glaser: O contrato da ICANN com o governo americano vai até setembro e havia a expectativa de que a transição poderia ocorrer neste momento, mas vimos que não será tão fácil. Já se fala em um adiamento de seis meses - para março. Possivelmente, também poderia haver outro adiamento para junho ou julho. Há muitos detalhes e minúcias para serem resolvidos. Não vamos atropelar esse processo.
BBC Brasil: Essa entidade global não precisaria ter princípios e valores definidos para cuidar da 'governança da internet'? Ao incluir países acusados de censura na rede, como China e Rússia, que tipo de desafios pode ter de enfrentar?
Glaser: Essa entidade não vai ser a polícia da internet. Não vai zelar pelo conteúdo. É muito mais uma entidade técnica. O CGI no Brasil não avalia conteúdo. Somos quase que uma junta comercial. Se você quer uma vida na internet, abre um registro conosco. Como você usa isso? Deve seguir as leis do país, a Constituição. Se a Justiça chega para mim e diz: eu quero saber quem é o dono desse IP, esse endereço da internet, respondemos. Mas não somos censura, não temos filtro.
BBC Brasil: Algumas pessoas acham que estão imunes à lei na internet?
Glaser: O Google por exemplo tem publicado imagens de casais no topo de prédios ou na praia em momentos de intimidade (as imagens são captadas para o Google Maps). De certa forma isso é invasão de privacidade, mas intimidade se faz em casa, certo? A tecnologia criou uma nova realidade e as pessoas têm de se conformar com algumas coisas e aprender a lidar com isso. Precisamos nos acostumar a essa vida nova. Além disso, incitação a bagunça, nazismo, racismo, terrorismo, tudo isso já está proibido pela lei. A internet é só mais uma mídia, o que você não publicaria em um artigo de jornal não pode publicar na internet.