sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Mais assaltos em Candelária.

Quando fugiam numa motocicleta de placa MNO.9287- Bom Jesus/RN, sem registro de roubo, dois assaltantes foram ao chão da rua Raposo Câmara, às 17h10m de hoje, após colidirem com um carro que descia a rua Marques de Pombal. Os dois rapazes estavam armados e a moto trafegava em alta velocidade quando colidiu com o o pneu dianteiro lado direito do carro, derrubando os ladrões. Após a queda, os ladrões abandonaram a moto, um capacete e sandálias. Uma testemunha notou que um estava armado com revólver, quando fugiram em direção a avenida Prudente de Morais, a pé. São jovens com menos 20 e um usava camisa cor goiaba. Um moreno e outro branco, fortes e boa de aparência.A PM foi chamada e está fazendo diligências neste momento.

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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Presidente da Assembleia promulga lei que institui Boletim Legislativo Eletrônico
Crédito da foto: Assessoria de Comunicação
 
Com o objetivo de proporcionar mais transparência, modernidade e rapidez, o presidente da Assembleia Legislativa, o deputado Ezequiel Ferreira (PMDB), promulgou a lei que institui o Boletim Legislativo Eletrônico como veículo oficial de comunicação da Casa.

“O Boletim Legislativo Eletrônico traz várias vantagens à Assembleia Legislativa, sobretudo na autenticidade das informações e na economia proporcionada pela utilização desta nova ferramenta”, disse Ezequiel Ferreira.

O procurador-geral da Casa, o advogado Washington Alves de Fontes destacou a economia que a medida vai proporcionar. “Em caráter oficial, o Boletim Eletrônico vai substituir qualquer outro meio e publicação oficial, para quaisquer efeitos legais, à exceção dos casos que, por lei, exigem intimação ou vista pessoal e será veiculado gratuitamente no site do Poder Legislativo, além de gerar uma economia de R$ 1 milhão”, disse.

Após 60 dias da publicação desta lei, os atos administrativos serão divulgados somente por meio do Boletim Legislativo Eletrônico. Já os atos legislativos serão publicados pelas formas impressa e eletrônica até o dia 30 de junho de 2016.

A implantação do Boletim Legislativo Eletrônico faz parte das metas propostas pelo Planejamento Estratégico que vem sendo implantado na Casa.

 

Um cadáver na porta da casa do comendador.

Uma Rosa Vermelha
Tomislav R. Femenick


Bigode farto, porém bem aparado, pouco mais de 50 anos, casado e pai de dois filhos. Era proprietário e fazendeiro – possui 20 casas alugadas, uma fazenda com algumas dezenas de cabeças de gado zebu e plantava e colhia milho e feijão. Embora seu nome fosse José Ignácio Tavares de Oliveira, todo mundo só o chamava de comendador Taveira. Comendador porque certo dia, há alguns anos, comprou de um caixeiro viajante, que se dizia representante no Brasil de uma tal Ordem de São Crispiniano Victor, da cidade Lucca, na Itália, o título de Comendador, no grau de Oficial. O vendedor explicou que era costume entre os comendadores, como entre os Papas, depois de escolhidos adotarem um novo nome. Na cidade houve alguém que dissesse que tinha sido mesmo erro de datilografia. Por erro ou por propósito, era assim que estava escrito no diploma pendurado na parede da sala de visitas de sua casa.

Oito e meia da noite do dia 8 de dezembro. Estavam, o comendador e sua esposa, Dona Perpétua, jantando, quando lá fora na rua, em frente à sua casa, vozes acaloradas se fizeram ouvir. Depois, bateram fortemente em sua porta. Zangado, ainda com o guardanapo na mão, o dono da casa foi atender aos impertinentes. Mas eram seus vizinhos, que lhe mostraram o causa de tanto alvoroço: um caixão de defunto de pobre, com uma mulher morta e nua, estava na calçada do Comendador. Jovem, branca, cabelos claros com mechas louras, unhas pintadas e uma rosa vermelha com folhas verde tatuada no ventre, à direita e um pouco abaixo do umbigo. Pela delicadeza das mãos, via-se logo que não era gente de trabalhar no pesado.

A primeira reação do comendador foi chamar o sargento Aderaldo, chefe da delegacia de polícia, que ficava na cidade vizinha. Depois, olhando mais detalhadamente para a defunta, mudou de ideia. Achou a moça muito parecida com uma das afilhadas de sua amiga Dona Maria Boa, que sempre lhe arranjava companhia quando ia à capital tratar dos seus negócios. Parecia até com a que lhe acompanhou na última visita, no mês passado.

Sendo assim, pensou, seria melhor averiguar um pouco, antes de qualquer decisão. Então resolveu mandar chamar seu compadre Pedro Lisboa, recentemente nomeado juiz de paz do lugar e também frequentador da casa de Dona Maria. Tão logo ele chegou, afastou os curiosos e olhou o cadáver. Então os dois ficaram confabulando em voz baixa. O comendador abria os braços, baixava e subia a cabeça; o juiz abanada a cabeça de um lado para outro e passava os dedos entre cabelos brancos. O povo só ouviu umas poucas frases, entre elas “E se for? O que vou dizer a minha esposa e patroa?”.

Pronto, o rebu estava armado. Espalhou-se pela cidade a notícia que o Comendador conhecia a morta. Havia uma versão de que ela era parenta de Dona Perpétua. Outra dizia que era uma filha bastarda do Taveira. Se a cidade já estava toda acordada comentando o fato, agora estava pegando fogo. Logo ele, com aquele bigodão e aquela pose de homem sério?

Estavam todos nessa agitação e nesse diz-que-diz, quando um carro preto chegou em alta velocidade e parou em frente à casa do Comendador. Desceram dois homens, que se identificaram como funcionários de uma funerária e esclareceram o mistério: a morta era uma turista do sul que morreu afogada tomando banho numa praia de nudistas. Eles a estavam levando para o Instituto Médico Legal da capital quando a porta de trás do carro se abril e, como estavam com o rádio ligado ouvindo uma partida de futebol, não ouviram quando o caixão caiu.


terça-feira, 26 de janeiro de 2016

BRASIL Deutsch Welle

Brasil tem 21 das 50 cidades mais violentas do mundo

Estudo revela que as cidades brasileiras correspondem a quase a metade das relacionadas no ranking mundial, liderado pela capital venezuelana, Caracas. No Brasil, Fortaleza e Natal são as mais perigosas.
Symbolbild - Brasilien Razzia Slum Polizei 2
Um estudo anual realizado pela ONG mexicana Conselho Cidadão para a Segurança Pública e a Justiça Penal relaciona 21 cidades brasileiras entre as 50 mais violentas em todo o mundo em 2015.
No primeiro lugar do ranking, que analisa cidades com mais de 300 mil habitantes e foi divulgado nesta semana, está a capital venezuelana Caracas, com índice de 119,87 homicídios dolosos por cada 100 mil pessoas.
San Pedro Sula, em Honduras, que ocupava o primeiro lugar por quatro anos seguidos, conseguiu reduzir o número de homicídios e passou para o segundo lugar, com índice de 111,03. San Salvador, capital de El Salvador, ficou em terceiro (108,54), seguido de Acapulco, no México (104,73).
Além das 21 cidades brasileiras relacionadas no ranking, estão oito venezuelanas, cinco mexicanas, quatro sul-africanas, quatro americanas, três colombianas e duas hondurenhas. El Salvador, Guatemala e Jamaica aparecem com uma cidade cada.
Em comparação ao ranking do ano anterior, oito cidades deixaram de figurar entre as mais violentas, entre elas Belo Horizonte, a colombiana Medelín e a mexicana Juárez. O México, que chegou a ter 12 cidades relacionadas no estudo de 2011, aparece na relação de 2015 com cinco.
Entre as cidades que entraram na listagem do ano passado estão as brasileiras Campos dos Goytacazes, Feira de Santana e Vitória da Conquista, além da sul-africana Johanesburgo e outras quatro venezuelanas. A América Latina domina o ranking, com 41 cidades.
Entre as brasileiras, a primeira no ranking é Fortaleza, em 12º lugar, seguida de Natal, em 13º, Salvador e região metropolitana, em 14º, e João Pessoa (conurbação), em 16º.
Em seguida, aparecem Maceió (18º lugar), São Luís (21º), Cuiabá (22º), Manaus (23º), Belém (26º), Goiânia e Aparecida de Goiânia (29º), Teresina (30º), Vitória (31º), Recife (37º), Aracaju (38º), Campina Grande (40º), Porto Alegre (43º), Curitiba (44º) e Macapá (48º).
Somadas todas as 50 cidades, a média dos índices de assassinatos dolosos por cada 100 mil habitantes é de 53,08 (41.338 homicídios dolosos entre 77.878.896 habitantes). Apenas as primeiras 20 cidades relacionadas superam essa média.
Apesar de o Brasil superar a Venezuela em quantidade de cidades no ranking, o nível de violência no país vizinho é maior. O índice de homicídios no Brasil é de 46,31 por cada 100 mil habitantes, enquanto nas cidades venezuelanas é de 74,65.
Abaixo, a relação completa das cidades mais violentas em todo o mundo em 2015. Foram excluídos países que vivem “conflitos bélicos abertos”, como Síria e Iraque.
1° - Caracas (Venezuela) – 119,87 homicídios/100 mil habitantes
2° - San Pedro Sula (Honduras) – 111,03
3° - San Salvador (El Salvador) – 108,54
4° - Acapulco (México) – 104,73
5° - Maturín (Venezuela) – 86,45
6° - Distrito Central (Honduras) – 73,51
7° - Valencia (Venezuela) – 72,31
8° - Palmira (Colômbia) – 70,88
9° - Cidade do Cabo (África do Sul) – 65,53
10° - Cali (Colômbia) – 64,27
11° - Ciudad Guayana (Venezuela) – 62,33
12° - Fortaleza (Brasil) – 60,77
13° - Natal (Brasil) – 60,66
14° - Salvador e região metropolitana (Brasil) – 60,63
15° - St. Louis (Estados Unidos) – 59,23
16° - João Pessoa; conurbação (Brasil) – 58,40
17° - Culiacán (México) – 56,09
18° - Maceió (Brasil) – 55,63
19° - Baltimore (Estados Unidos) – 54,98
20° - Barquisimeto (Venezuela) – 54,96
21° - São Luís (Brasil) – 53,05
22° - Cuiabá (Brasil) – 48,52
23° - Manaus (Brasil) – 47,87

24° - Cumaná (Venezuela) – 47,77
25° - Guatemala (Guatemala) – 47,17
26° - Belém (Brasil) – 45,83
27° - Feira de Santana (Brasil) – 45,50

28° - Detroit (Estados Unidos) – 43,89
29° - Goiânia e Aparecida de Goiânia (Brasil) – 43,38
30° - Teresina (Brasil) – 42,64
31° - Vitória (Brasil) – 41,99

32° - Nova Orleans (Estados Unidos) – 41,44
33° - Kingston (Jamaica) – 41,14
34° - Gran Barcelona (Venezuela) – 40,08
35° - Tijuana (México) – 39,09
36° - Vitória da Conquista (Brasil) – 38,46
37° - Recife (Brasil) – 38,12
38° - Aracaju (Brasil) – 37,70
39° - Campos dos Goytacazes (Brasil) – 36,16
40° - Campina Grande (Brasil) – 36,04

41° - Durban (África do Sul) – 35,93
42° - Nelson Mandela Bay (África do Sul) – 35,85
43° - Porto Alegre (Brasil) – 34,73
44° - Curitiba (Brasil) – 34,71

45° - Pereira (Colômbia) – 32,58
46° - Victoria (México) – 30,50
47° - Johanesburgo (África do Sul) – 30,31
48° - Macapá (Brasil) – 30,25
49° - Maracaibo (Venezuela) – 28,85
50° - Obregón (México) – 28,29

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Crise política derruba Brasil para sua pior posição em ranking de qualidade democrática

  • Há 7 horas
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Foto: ThinkstockImage copyrightThinkstock
Image caption'Não me lembro de ter visto atmosfera tão pessimista no Brasil', diz autor do estudo

A crise política envolvendo o escândalo de corrupção na Petrobras e a tramitação do pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff, bem como o pessimismo nacional com o cenário político, fizeram com que o Brasil caísse para sua pior posição em um ranking da Economist Intelligence Unit (EIU) sobre a "qualidade democrática" de 167 países.
A 10ª edição do estudo, publicado pela empresa de análise e consultoria pertencente ao grupo da revista The Economist, traz o Brasil em 51º lugar, sete postos abaixo de sua melhor posição, ocupada entre 2013 e 2015.
O Brasil se encaixou na categoria de "democracia falha" e ficou atrás de diversos vizinhos latino-americanos, de países africanos e mesmo do Timor Leste, nação asiática que se tornou independente da Indonésia há apenas 14 anos.
A nota dada pelo ranking à democracia brasileira caiu de 7,38 em 2014 para 6,96 (de um máximo de 10) no ano passado.
Além das análises de especialistas, houve pesquisas de opinião pública para medir os níveis de satisfação do público com a política. E, de acordo com Rodrigo Aguilera, analista de América Latina da EIU, as respostas dadas pelos entrevistados no Brasil foram marcadas pelo desânimo.
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'Fraqueza'

"Estou envolvido com o estudo há oito anos e não me lembro de ter visto uma atmosfera tão pessimista no Brasil. Os dados são muito ruins", disse Aguilera à BBC Brasil.
Sob o título de A Democracia em Tempos de Ansiedade, o estudo levou em conta um grupo de cinco fatores para determinar a classificação dos países: processo eleitoral e pluralismo, liberdades civis, funcionalidade governamental, participação política e cultura política.
Com base nos pontos em cada quesito, os países foram classificados como "democracias completas", "democracias falhas", "regimes híbridos" e "regimes autoritários".
"Democracias falhas" seriam países que, apesar de terem eleições livres e respeito às liberdades civis básicas, apresentam o que os autores do estudo classificam como "fraquezas significativas" em outros aspectos da democracia - problemas de governança e de cultura política, assim como baixos índices de participação política da população.
"O problema do Brasil não é uma questão de eleições livres e com credibilidade, mas sim um quadro em que as pessoas parecem ter perdido a fé no voto como forma de combater a corrupção. É isso que chamamos de uma democracia falha", diz Aguilera.

Pontuação

O Brasil recebeu sua pior nota justamente no quesito de cultura política (3,75 de um máximo de 10, uma pontuação influenciada por uma metodologia que desconta pontos de nações em que o voto é compulsório). A maior nota do país foi em processo eleitoral (9,75).
Mas ficou atrás, por exemplo, de Ilhas Maurício, Uruguai, Costa Rica, Botsuana, Chile, Taiwan e Argentina. O Uruguai foi a única nação sul-americana a aparecer na categoria de "democracia completa".
Diversos outros países apareceram como "democracias falhas": a classificação foi aplicada a nações que obtiveram menos que média 8 no ranking - no caso, os que ficaram colocados entre a 21ª (Itália) e 79ª (Montenegro) posições da lista.
O Brasil foi citado especificamente pela Economist Intelligence Unit por causa da crise política detonada pelo escândalo de corrupção da Petrobras e a abertura do pedido de impeachment de Dilma Rousseff.
O estudo alerta que as populações na América Latina historicamente toleraram níveis menores de democracia em troca de progresso econômico. "Mas como essa troca não é mais possível, as atitudes públicas contra os líderes políticos serão cada vez mais hostis", diz o texto.
Aguilera, porém, acredita que os recentes desdobramentos da operação Lava Jato, em especial a prisão de políticos e empresários, poderão restaurar um pouco da confiança da população. "O Brasil está fazendo um trabalho melhor que o México, por exemplo. E não creio que a situação possa ficar pior do que está".
De acordo com a classificação da EIU, mais de um terço da população mundial (2,6 bilhões de pessoas) vive sob algum tipo de ditadura e apenas 8,9% da população mundial vive em "democracias completas".
Os países com a melhor pontuação - e, portanto, as democracias consideradas mais completas - são os países nórdicos Noruega, Islândia e Suécia. Os piores colocados no ranking são Chade, Síria e Coreia do Norte.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Quebra quebra em Parelhas. Cantor temeu calote.

Fonte: blog de braganeto.com - Solânea/PB.

domingo, 17 de janeiro de 2016

Cantor Amado Batista não aparece em Show porque não pagaram adiantado e público quebra tudo o que vê na frente dentro do Clube


Conforme matéria divulgada pelo Portal G1 e compartilhada pelo Focando a Notícia, um show do cantor Amado Batista que estava previsto para acontecer no último sábado dia (16), na cidade de Parelhas, no Rio Grande do Norte, foi cancelado e gerou um quebra-quebra da gota no Clube Acampar. 
De acordo com a diretora do clube, Rejane Assis, o público se revoltou quando foi anunciado que Amado Batista não se apresentaria. “Quebraram os banheiros, a entrada, lustres, roletas, tudo o que viam pela frente, além roubarem as mesas e cadeiras do clube”, disse ela. 
A matéria do G1 conta também que o motivo do fuzuê foi porque o cantor amado das mulheres, não recebeu o valor total do cachê.
Segundo Rejane, o clube foi locado para a empresa MA Entretenimento, ao custo de R$ 1.500. A casa tem capacidade para seis mil pessoas, mas, segundo ela, apenas 1.500 estavam no local na noite do sábado. 
Os shows de abertura de Marcílio Anderson e Forró dos Balas, também marcados para a mesma noite, aconteceram normalmente, mas Amado Batista, segundo Rejane, não se apresentou porque não recebeu o valor total do cachê. 
“O que a gente soube é que foi pago 50% do cachê e como não pagaram o restante o cantor não se apresentou. O show é responsabilidade da empresa que alugou o clube. Nós só fizemos a locação”, disse a diretora administrativa do local..

A rua da minha infância.

Por Augusto Coelho Leal*
Passo na rua da minha infância lembra-me do poeta. “Quando passo por aqui/ Saudade bate aqui dentro/ Momentos felizes que vivi/ Imagens perdidas pelo tempo.” Passo ligeiro, as recordações são grandes, existem lembranças tristes de pessoas amigas que moravam na rua ou adjacências. Lembro-me de mamãe, papai, minha irmã Niris, meu cunhado Raimundo Jovino, meus amigos Aldacir e Aldemir Vilar, João (Joca) e Eduardo Rodrigues, Duda e Mário Moura, Ivan Leite, Carlinhos Dumaresq, Marcio Marinho, Álcio Suassuna, João Bosco e outros que não recordo

A rua da minha infância, é a continuação da Rua Ulisses Caldas, começa na Av. Deodoro e termina na Av. Hermes da Fonseca, perpendicular a capela do colégio Maria Auxiliadora.
Quando chegamos lá para morar, a rua não era calçada nem pavimentada, piso do solo natural, areia e argila. No inverno tinham trechos que se formavam lagoas que a gente ia brincar soltando pequenos barcos, feitos de folhas de papel ou com os sapos, que fez por outra apareciam.
Jogava-se futebol no meio das ruas, e até mesmo depois de calçadas com paralelepípedos, ainda assim não abandonamos as peladas nas calçadas.

A Rua Moçoró era o ponto de encontro da “galera”. Nessa época dividida em turmas, então da Rua Otávio Lamartine até a Rua Assú e tendo como limite as Avenidas Deodoro e Hermes da Fonseca toda meninada/rapaziada que morava neste retângulo, ia para as reuniões na Rua Moçoró.

Lembro-me de alguns moradores ilustres, Seu Madruga, Aristófanes Fernandes, Senhor Rochinha, Dante de Melo Lima, Aderbal de França, Djalma Marinho, Eider Furtado, Aderson Eloy, José Barbosa de Farias, Cloro Leal, Olímpio Procópio, Iderval Medeiros, Paulo Sobral, Antonio Justino Bezerra, José Emerenciano, Francisco Maia, João Rodrigues, José Procópio, Alexis Reis, Paulo Brandão, Chico Lafayete e outros que a memória não ajuda no momento.

Coisas do passado, não havia quase veículos circulando pelas ruas, além do futebol jogado na rua, brincávamos de tica, bandeirinha, esconde esconde, pega ladrão, bolas de gude e muito outros. Na rua tinha tantos terrenos baldios que a noite a brincadeira era pegar vaga-lumes e colocar dentro de um pequeno depósito de vidro, para ver eles piscando a noite.

*Texto publicado em post da página do Jornal Zona Sul 



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Postado por AssessoRN - Jornalista Bosco Araújo no AssessoRN.com em 1/17/2016 08:22:00 AM

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Foram alteradas doses de reforço para vacinas infantis contra meningite e pneumonia, além do esquema vacinal da poliomielite. Também não será mais necessária a terceira dose da vacina de HPV.

Os postos de saúde de todo o país já estão com novo calendário de vacinação para 2016. Estão sendo alteradas doses de reforço para vacinas infantis contra meningite e pneumonia, além do esquema vacinal da poliomielite e o número e doses da vacina de HPV, que não será mais necessária a terceira dose. As mulheres vivendo com HIV entre de 9 a 26 anos devem continuar recebendo o esquema de três doses. 

As mudanças, realizadas pelo Ministério da Saúde, começaram a valer a partir dessa segunda-feira (04). [Portal Saúde > Saiba mais]


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Postado por AssessoRN - Jornalista Bosco Araújo no AssessoRN.com em 1/07/2016 12:40:00 PM

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

O sistema financeiro merece impeachment já!


Por Ceci Juruá | Rio de Janeiro, dezembro de 2015

Em brilhante conferencia[1] apresentada durante o  3º. Encontro Nacional  da CNTU[2], em dezembro deste ano,  o prof. Ladislau Dowbor defendeu o ponto de vista que os intermediários financeiros são, na atualidade, meros atravessadores. A economia brasileira para, e está parando segundo Dowbor, porque o sistema de intermediação financeira trava os três motores da economia: a produção a cargo dos empresários, a demanda das famílias e os investimentos públicos.
Tais questões ficariam muito claras, explica Dowbor, se dispuséssemos no Brasil de um fluxo financeiro integrado. Como este fluxo não existe, tem sido difícil quantificar os efeitos da ação dos bancos sobre os distintos setores da economia real.  Valendo-se de alguns exercícios, a partir das estatísticas disponíveis, Dowbor afirma, por exemplo:
“Abstraindo a divida pública, os bancos se apropriam de uma carga de juros anuais de R$ 880 bilhões, 15,4% do PIB. Uma massa de recursos deste porte transforma a economia (…) esterilizando a dinamização da economia pelo lado da demanda (…)  a parte da renda familiar que vai para o pagamento das dívidas passou de 19,3% em 2005 para 46,5% em 2015.”
Além de travar a demanda das famílias, os juros extorsivos cobrados pelos bancos no Brasil impedem que os empresários privados recorram ao crédito. Em média, explica Dowbor, os juros são de 24% para capital de giro, 35% para desconto de duplicatas. Enquanto isto, “na zona euro o custo médio para pessoa jurídica é de 2,20% ao ano.”
Os resultados macroeconômicos fornecidos pelo IBGE[3] confirmam a percepção do ilustre professor da USP[4]. Em média, durante os últimos 20 anos, a repartição da renda interna bruta, gerada no processo econômico, privilegiou o capital, capaz de se apropriar de um percentual que oscila em torno de 40% desta renda. Outro tanto vai para os trabalhadores. O restante entre 15% e 20% fica com o governo, incluídos nesta parcela os benefícios da previdência social pública.
Em grandes linhas, os números da macroeconomia expõem o drama do subdesenvolvimento e da concentração de renda que o caracteriza: 5% da população, empresários e rentistas, absorvem parcela da renda nacional idêntica à que sustenta 95% da população brasileira. Além disso, estes mesmos 5%, privilegiados no processo produtivo, são capazes de um comportamento que pode ser visto como indigno,  pois transferem para seus clientes, empregados e fornecedores, impostos diretos que deveriam ser de sua responsabilidade, caso do IPTU e ITR, do IPVA dos veículos luxuosos que os servem em suas empresas e, geralmente, do próprio Imposto de Renda que incide sobre ganhos empresariais. Estes impostos, diretos, deveriam constituir instrumentos de redistribuição de renda à disposição dos governos. Aqui, no entanto, eles se prestam a um novo mecanismo de extorsão, não-legal, da renda das famílias.
Também é de conhecimento público que a classe empresarial brasileira, assumindo postura de cúmplice da financeirização e do rentismo, que privilegiam particularmente bancos e atores financeiros mas também as grandes empresas, ousam uma campanha sórdida contra os trabalhadores, quando afirmam que o orçamento fiscal não suporta a democracia. Querem na verdade reduzir salários e direitos dos trabalhadores, em particular as transferências que o Governo faz para extirpar a fome e a miséria, caso do Bolsa Família. Querem também liquidar a previdência pública e deixá-la a reboque de planos privados que sugam mais dinheiro da renda familiar e o transferem ao sistema bancário.
Lideram por isto uma campanha feroz contra a atual presidente da República e contra os partidos que, com erros e acertos, vem procurando mitigar os efeitos perversos do neoliberalismo aqui reinstalado na década de 1990.  Como oligarquia, a ação anti-democrática dos plutocratas dispõe de amplo apoio nas camadas mais bem pagas da burocracia, Judiciário e Legislativo. Apoio amplo, mas não generalizado. Ainda hoje, a maioria de juízes e magistrados, de políticos, prefeitos e governadores, não se curvou às exigências da minoria que gostaria de reintroduzir no Brasil a escravidão e o sistema de agregados da “casa grande”.
Por isto é necessário um golpe, um golpe de Estado que reponha no poder senhores e vassalos da financeirização e do rentismo. Em lugar de apontar a causa real da estagnação da economia brasileira, como o faz brilhantemente o prof. Ladislau Dowbor[5], seus intelectuais orgânicos apontam como inimigos da nação a Constituição Cidadã, os direitos sociais e trabalhistas e os governantes que os respeitam.
Não passarão! Mas é preciso que o povo nas ruas e nas tribunas democráticas imponha agora e já: IMPEACHMENT PARA O SISTEMA FINANCEIRO! DEVOLVAM ÀS FAMÍLIAS DOS TRABALHADORES BRASILEIROS OS RESULTADOS DE UMA PILHAGEM QUE JÁ DURA 25 ANOS!
***
Ceci Juruá é economista, doutora em políticas públicas, membro do Forum 21, do Conselho Consultivo da CNTU e da diretoria do Instituto Brasileiro de Estudos Políticos/IBEP.

[1] Ladislau Dowbor. Resgatando o potencial financeiro do Brasil.  Outubro de 2015.
[2] Confederação Nacional dos Trabalhadores Liberais Universitários Regulamentados
[3] Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
[4] Universidade Federal de São Paulo
[5] Seus livros e textos estão todos disponibilizados gratuitamente em seu blog.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

Inglês criou a internet.

TECNOLOGIA

World Wide Web completa 25 anos

Criada pelo físico britânico Tim Berners-Lee para facilitar o trabalho de pesquisadores do Centro Europeu de Pesquisas Nucleares, a internet é utilizada atualmente por mais de 3 bilhões de pessoas.
Perto de Genebra, na Suíça, o Centro Europeu de Pesquisas Nucleares (Cern) oferece oportunidades únicas de pesquisa para físicos de todo o mundo. Com imensos equipamentos instalados num túnel circular de 27 quilômetros de comprimento cavado a cem metros abaixo do solo, os cientistas aceleram partículas a um nível extremamente elevado de energia para, por meio de colisão, formar novas partículas nucleares.
Ciência nessas dimensões é tão cara que é necessária a cooperação de vários países. Cientistas visitantes realizam experimentos no Cern e, em seguida, retornam aos seus países a fim de avaliar os dados.
Tim Berners-Lee, um físico e cientista britânico de computação, foi recrutado na década de 80 para trazer ordem ao caos de diferentes sistemas de computadores, redes, sistemas operacionais e bancos de dados no Cern.
Tudo conectado
"As pessoas trouxeram seus dispositivos e seus hábitos. Em seguida, as equipes voltavam para casa e tinham que continuar trabalhando juntas, mas vivendo em diferentes fusos horários e falando línguas diferentes. Em toda essa diversidade o Cern era um microcosmo do resto do mundo", escreveu Berners-Lee em seu livro Weaving the Web (Tecendo a web, em tradução livre).
Berners-Lee colocou tudo sob o mesmo teto. "Em princípio, tudo já estava lá. Eu apenas juntei as peças", afirma o britânico, atualmente. Em 20 de dezembro de 1990, na Suíça, ele publicou a primeira página de internet do mundo: info.cern.ch. Neste link , há uma cópia do primeiro site.
Timothy Berners-Lee: "A internet deve ser um espaço universal"
A internet propriamente dita tem bem mais do que 20 anos. Já no início dos anos de 1960 foram estabelecidas as bases da atual rede mundial. Os militares americanos queriam criar uma rede de computadores para a transferência segura de dados.
A transmissão de dados deveria funcionar mesmo em caso de um ataque nuclear. O resultado foi chamado de Arpanet, uma rede que interligava somente alguns computadores.
Quase todo mundo usa a World Wide Web
Atualmente, páginas na internet – os sites – se tornaram algo óbvio. De acordo com a associação alemã das firmas de informação e comunicação Bitkom, cerca de 86% das empresas com mais de dez empregados possuem presença própria na internet. Por outro lado, apenas 43% das companhias com menos de dez trabalhadores estão representadas com páginas digitais.
"Em todo o mundo mais de três bilhões de pessoas usam a internet. Além disso, as pessoas estão cada vez mais abrindo suas próprias páginas pessoais", afirmou o CEO da Bitkom, Bernhard Rohleder.
De longe, o sufixo mais comum em endereços de páginas na internet é o ".com": o chamado domínio de nível superior está registrado 120 milhões de vezes. Numa comparação global, o domínio alemão (".de") ocupa a segunda posição com 16 milhões de páginas. Para aumentar o número de endereços atraentes e memoráveis, a entidade responsável ICANN aprovou no final de 2013 a abertura de mais domínios.
Atualmente, existem mais de mil terminações diferentes de endereços de internet – inclusive sufixos do tipo ".pizza", ".ninja" ou ".kiwi". Na Alemanha, os domínios regionais são particularmente populares. Assim sendo, existem cerca de 69 mil endereços ".berlin", quase 25 mil com ".köln", além de mais de 31 mil ".bayern" e cerca de 23 mil que terminam em ".hamburg".
O que começou com uma simples página criada por Berners-Lee, tornou-se uma gigantesca indústria. Somente na Alemanha, 80% dos cidadãos acima de 14 anos utilizam a World Wide Web. Até mesmo para uma grande parcela de pessoas mais idosas a internet é algo natural: 84% dos cidadãos alemães entre 50 e 65 anos e 37% das pessoas acima de 65 anos usam a internet.
"Não é obrigado a ler qualquer bobagem"
"Aquilo que eu fiz, qualquer um poderia ter feito", escreveu Berners-Lee em seu livro. "A ideia de lançar a World Wide Web foi como jogar um fósforo num celeiro cheio de palha. A web tem se espalhado porque muitas pessoas ajudaram vigorosamente para que ela fosse aceita."
Em 1994, Berners-Lee fundou o Consórcio World Wide Web (W3C) no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), em Cambridge, nos EUA. Em muitas ocasiões, ele é perguntado se não estaria desapontado com o fato de a internet ter se tornado um produto tão comercial.
O físico, que recebeu o título nobiliárquico britânico de "Sir", afirma que não: "A internet deve ser um espaço universal – não se pode excluir nenhuma área. Muitos questionam se não estou desapontado com a quantidade de tolices que há na web. Mas ninguém é obrigado a ler tudo. A internet, em grande parte, é apenas um reflexo da vida". Fonte:dw.de

domingo, 20 de dezembro de 2015

BRASIL: PÁTRIA DISTRAÍDA?
Geniberto Paiva Campos / Brasília - dezembro,2015

“Todos os dias indivíduos normalmente inteligentes e classes sociais inteiras são feitos de tolos para que a reprodução de privilégios injustos seja eternizada entre nós”. (Jessé Souza, “A tolice da Inteligência Brasileira” – Ed. Leya, 2015)

1. Há alguns anos, em um programa de TV, a atriz Kate Lyra criou um inusitado bordão, rapidamente assimilado e repetido pelos telespectadores: -“brasileiro é tão bonzinho!” No qual ressaltava a bondade e, sobretudo, a ingenuidade inata dos nossos patrícios.
Em livro recentemente publicado, o sociólogo Jessé Souza, atual presidente do IPEA, pesquisando as origens desse “jeitinho brasileiro”, relata, em sequência histórica, a participação de Gilberto Freyre, Sérgio Buarque de Holanda, Raymundo Faoro, Roberto da Matta, os quais,agregando ideias de Max Weber, teriam contribuído com respaldo teórico-acadêmico para a confirmação da tese: os brasileiros sãomalemolentes, sensuais, cordiais, decidem com o sentimento (e não com a razão). Portanto, fáceis de serem enganados, levados na conversa. Não gostam do seu país. E nutrem uma admiração profunda, perpétua, em relação Estados Unidos e ao seu povo. Aos quais atribuem qualidades e capacidades sobre-humanas, excepcionais, na esfera moral, pessoal, técnica e acadêmica. Seres muito próximos da perfeição.
Contornando, propositadamente, o núcleo de justificativas “acadêmico/científicas” da tese – muito bem explicitadas no livro do sociólogo Jessé Souza – apresentamos algumas contribuições a esse debate, defendendo a provável ocorrência de um viés “político/operacional” no caso.Produzindo manipulações grosseiras, no intuito de criar na população uma assimilação acrítica. Ingênua e tola, de conceitos políticos e ideológicos do interesse externo, contrários aos interesses do seu país. A nosso ver, um fator muito significativo. Que poderia contribuir para aexplicar a permanência de comportamentos sociais e políticos estranhos da elite e da classe média brasileiras (e da América Latina), habilmente manipuladas pela Publicidade & Propaganda, de origem interna e externa. Todas com o mesmo objetivo: fazer os seus habitantes perderem a esperança no futuro do seu país, reduzindo a próximo de zero o seu orgulho patriótico. Talvez possa ser atribuído um papel significativo a essa lavagem cerebral permanente (e competente) dessas agências de Publicidade & Propaganda na manutenção desse estado de inconsciência coletiva das populações, vítimas, infelizmente, dessas ações deletérias.

2. A partir da segunda metade do século 19, o Capitalismo assumiu características hegemônicas incontestes, enquanto sistema econômico,evoluindo nos anos seguintes para a esfera política, partindo em busca do controle direto e indireto do Estado e apoiando sutilmente governos favoráveis e/ou simpáticos ao sistema. O limiar do novo século mostrou que o Mundo, na defesa dos seus interesses, estaria disposto a se enfrentar em guerras totais. (Como afirmou Clausewitz, um reconhecido estadista da época: “a guerra é a política feita por outros meios”).
Na busca da hegemonia e da sua expansão, países europeus, os Estados Unidos e o Japão, se enfrentaram em duas Guerras Mundiais queeclodiram no século 20. Segundo argutos historiadores (Hobsbawm, E.J - 1977), a Primeira e a Segunda Guerras Mundiais constituem a mesma guerra. E o que se seguiu, a cinzenta “Guerra Fria” seria apenas um corolário – ou consequência - das duas grandes guerras. Tais conflitos marcaram todo o século passado, e como esperado, mostram seus desdobramentos nos dias atuais.
Desses sérios enfrentamentos, um país, os Estados Unidos da América, saiu praticamente incólume em sua base territorial e em sua economia. O incremento das atividades da indústria bélica americana nos dois conflitos, colocou o país em uma situação de supremacia mundial no pós-guerra, nos planos econômico e político. E tornou-se a única e incontrastável potência nuclear mundial. Diferentemente da Europa, dilacerada, dividida e com a economia em frangalhos.
Após garantir a sua expansão territorial e conquistar áreas preciosas de terras (e do petróleo) do México, os norte-americanos confirmaram a tese do “destino manifesto”, um engenhoso e permanente mecanismo auto atribuído e auto aplicado ao país, o qual passou a justificar a apropriação de territórios e riquezas do interesse geopolítico ou econômico do governo americano.
Durante a Guerra Fria – para muitos estudiosos, ainda em plena vigência, (Moniz Bandeira. L.A, 2013) -  Washington assumiu o papel, tambémauto atribuído, de “gendarme da democracia mundial”, com o envolvimento direto e indireto em invasões territoriais, golpes de estado e levantes internos em diversos países. Sempre em nome da defesa da democracia, encobrindo interesses econômicos e geopolíticos ilegítimos e injustificáveis.
(Retomando um oportuno argumento do autor do livro, enfatizamos que não nos move nenhum tipo de sentimento antiamericano ao fazer tais constatações. Estas devem ser tomadas pelo que são: evidências históricas da formação e da evolução de um país, com inegável vocação hegemônica, implantando a ferro e fogo o seu peculiar conceito de “democracia”).

3. Simultaneamente ao desenrolar da II Guerra Mundial, ficou evidente para o governo americano, o imenso potencial da Indústria dePublicidade & Propaganda, uma arma “bélica” às vezes mais poderosa do que os canhões. Com essa arma era possível induzir comportamentos consumistas: Coca-Cola, ao invés de sucos naturais; fazer as mulheres adotarem o cigarro como expressão da sua liberdade. E, por que não? colocar “ideologias” disponíveis nas prateleiras dos supermercados.
A partir desse ponto, foi montada uma máquina de conquista de corações e mentes, de alcance mundial, dispondo de recursos financeiros inesgotáveis, utilizando todos os meios de comunicação possíveis: rádios, tvs, jornais, revistas (incluindo os “comics” ou revistas em quadrinhos). E ainda a superpoderosa indústria do cinema, com o envolvimento dos magnatas da meca cinematográfica de Los Angeles com interesses geopolíticos de Washington, sendo criada o que ficou conhecida como a “Universidade de Hollywood”. Perfeitamente apta a interpretar fatos e criar versões convincentes. Se necessário, reinterpretar a própria História. Ações com a incrível propriedade de iludir mentes ingênuas e suscetíveis, de todos os quadrantes e origens.
Diante de tão formidável e bem articulado poderio no campo de Comunicação, tornou-se difícil, quase impossível, qualquer tipo de discurso contraditório. E foi a partir de tal conteúdo político/ ideológico do pós-guerra, norteador da Guerra Fria, que o Mundo foi submetido a um ataque insidioso da indústria de Publicidade & Propaganda, defendendo e divulgando valores, transcendentes em sua roupagem externa, mas cujo objetivo essencial era o domínio de territórios e países de interesse do novo Império. E claro, defendendo, por todo sempre, o Mercado e a Livre Iniciativa.
São múltiplos, incontáveis, os exemplos da aplicação dessa política neoimperial no Mundo. Nos mais longínquos rincões do Planeta.
Em meados do século 20, o império americano dispunha-se a lutar contra o Comunismo e pela implantação universal do seu conceito deDemocracia. E, no limiar do novo século, após o ataque às Torres Gêmeas, essa pauta foi ampliada para o combate ao “terrorismo islâmico”, ou “Eixo do Mal”, no qual os limites da guerra convencional foram deixados de lado, passando a valer ações “antiterroristas” que desrespeitariam os Direitos Humanos e regras elementares de combate definidos na Convenção de Genebra. Talvez fazendo valer, mais uma vez, os fundamentos do “Destino Manifesto”. O centro de torturas implantado na base de Guantánamo, até hoje em funcionamento, seria o mais perfeito corolário dessa constatação.

4. “Palimpsesto” é um termo pouco usual. De acordo com o dicionário Houaiss significa “o papiro ou o pergaminho cujo texto primitivo foi raspado para dar lugar a um outro”.
A lembrança do termo surge naturalmente, quando decorrido pouco mais de cem anos do início do período das grandes guerras do século 20, a humanidade continua a reescrever essa história. Cujo texto primitivo não esmaece. Por mais que se tente apagá-lo, raspando-o até à medula,seu conteúdo teima em voltar, se fazendo presente nos dias atuais. Os conflitos bélicos registrados no século passado, dividiram (talvez demaneira inconciliável) a Humanidade entre correntes políticas e ideológicas antagônicas.
Para os que imaginavam que a morte sem glória de Adolf Hitler, numa Alemanha que agonizava frente aos invasores russos, significou o fim do Nazismo, a História mostrou que este apenas hibernava. E gradualmente, reassumia o seu lugar no comportamento humano.
Manifestações de abusos, intolerância, desrespeito aos direitos humanos, quebra da ordem jurídica, tortura, atos de violência extrema contra populações indefesas, submissão do setor judiciário ao totalitarismo, ao “clamor das ruas” ou às pressões da mídia, extinção do estado democrático de direito. Enfim, o abandono consentido de práticas civilizatórias, veio a evidenciar que o Nazismo, redivivo, está sim presente nos mais diversos países. E que para assegurar o lucro, mesmo indevido e garantir os interesses ilegítimos de Estados e Nações, estaria permitida a prática de métodos persuasórios ilícitos ou da força militar explícita para a consecução de tais objetivos.
Caberia, portanto, à consciência crítica da Sociedade fazer a denúncia bem fundamentada de tais métodos e manipulações. Como o fez – de maneira serena e corajosa – o sociólogo Jessé Souza em “A Tolice da Inteligência Brasileira”. Demonstrando seu elevado grau de ousadia acadêmica, desde a escolha do título, o autor revisa conceitos estabelecidos por acadêmicos consagrados, ícones inquestionáveis da Sociologia brasileira. Submetendo-os ao escrutínio científico atual. Bem distante de uma iconoclastia oportunista e superficial, procura demonstrar possíveis vieses e equívocos de mestres do conhecimento sociológico. Num país em que estes reinam soberanos. Tranquilos, intocáveis, absolutos no pensamento acadêmico. Que nunca ousou criticá-los.
E o mais importante, denunciando, de maneira firme e inteligente, nos limites da ortodoxia acadêmica, a forma insidiosa de dominação exercida pelos impérios financeiros. Fazendo cidadãos adultos - crédulos e atilados- de países aparentemente livres e soberanos, assimilarem conceitos equivocados e manipuladores, que servem, tão somente, aos interesses escusos desses Impérios.
Este, talvez, o mérito maior do corajoso livro do sociólogo Jessé Souza: mostrar que o Brasil não é uma pátria assim tão distraída.
Ainda há vida inteligente na nação tupiniquim.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte | Assessoria de Imprensa
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Frente Parlamentar de Incentivo ao Setor Produtivo Rural é lançada em audiência

Crédito da foto: João Gilberto

As dívidas dos produtores rurais do Rio Grande do Norte preocupam a classe política. Para debater ações e soluções, a Assembleia Legislativa criou, nesta segunda-feira (14), a Frente Parlamentar de Incentivo ao Setor Produtivo Rural, em audiência pública que contou com a participação de deputados estaduais, federais e senadores.

O foco é a última reunião do Conselho Monetário Nacional, prevista para acontecer na próxima quinta-feira (17), em Brasília, que guarda a esperança dos trabalhadores rurais, pequenos e médios produtores que obtiveram crédito junto ao Governo Federal e apresentam dificuldades para pagar o débito por causa da seca prolongada. É que a proposta para prorrogação das dívidas obtidas por esses homens pode ser apreciada nesse encontro.

“A Assembleia se coloca ao lado do setor produtivo e defende a prorrogação das dívidas para o homem do campo. Apesar de todo o esforço, sabemos que não é suficiente. Por isso, estamos lançando hoje a Frente Parlamentar de Incentivo ao Setor Produtivo Rural. Uma de nossas metas é intermediar o diálogo entre os produtores e instituições financeiras para a recuperação de crédito e regularização das dívidas permitindo novos créditos”, destacou o presidente da Assembleia Ezequiel Ferreira de Souza.

A Frente Parlamentar de Incentivo ao Setor Produtivo Rural é presidida pelo deputado Hermano Morais (PMDB) e tem como vice-presidente o deputado Ezequiel Ferreira de Souza (PMDB), além dos deputados Gustavo Carvalho (PROS), Vivaldo Costa (PROS) e Getúlio Rego (DEM). Essa Frente terá por objetivo promover o debate permanente de proposições para a defesa, desenvolvimento e os desafios do setor produtivo rural do Rio Grande do Norte.

A audiência pública foi proposta pelo presidente da Casa, deputado Ezequiel Ferreira e pelo deputado Hermano Morais e reuniu senadores, deputados federais, representantes e associações dos produtores e trabalhadores, de instituições financeiras, prefeitos e agentes envolvidos no processo.

Presente no encontro, o senador José Agripino (DEM), sugeriu uma atitude de força para resolver o problema dos homens do campo. “O governo só funciona na base da pressão. Se não houver a posição clara a respeito da prorrogação nessa reunião, a gente pode entrar na base da obstrução da pauta até que saia uma definição por parte do Governo Federal”, disse.

O coordenador da bancada federal potiguar, deputado Felipe Maia (DEM), concordou com o pedido de prorrogação da dívida, mas defendeu a criação de medidas definitivas. “Até quando as medidas serão paliativas? Não podemos todo fim de ano pedir a mesma coisa e perder o foco da solução definitiva. Vamos cobrar as obras edificantes para sanar o problema da seca”, destacou. O deputado federal Walter Alves (PMDB) enfatizou o momento de pressionar o Governo. “É hora de cada parlamentar fazer a sua parte. Temos que, mais uma vez, cobrar do Governo Federal, que não seja conivente e possa ajudar os pequenos produtores.

O presidente da Federação da Agricultura, José Vieira, destacou a necessidade de uma política agrícola diferenciada para a região nordeste. “Os produtores não estão procurando os bancos, porque não tem como pagar. Se não for resolvido essa questão, os produtores vão ser eliminados, vão perder todo o seu patrimônio em função das dívidas. A politica agrícola é igual em todo o Brasil e isso não é possível. Precisamos de uma politica diferenciada para o semiárido nordestino. As politicas devem ser adequadas à nossa realidade”, disse.

Os representantes das três principais instituições credoras, Banco do Nordeste, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, apresentaram discursos semelhantes. Todos compreendem a situação dos trabalhadores e produtores, mas citam que o papel cumprido por todas é determinado por lei. “Somos mero repassador de recursos. Administramos recursos de outras fontes que tem regras próprias e somos obrigados a seguir um rito muito fechado, que nos deixa poucas possibilidade de avançarmos”, explicou o superintendente do Banco do Nordeste no RN, José Mendes Batista. O representante do Bando do Brasil, Fernando Luiz, destacou que a uma opção de prorrogação de dívida já é oferecida pelo banco. “Não queremos prejudicar o agricultor”, disse.

O senador Garibaldi Alves Filho (PMDB) preferiu se pronunciar já no final da audiência pública e disse estar confiante na decisão do Conselho Monetário Nacional. “Temos que dar um plantão em Brasília para que o Conselho ofereça o respaldo legal aos bancos para que isso [prorrogação da dívida] possa acontecer”.

Política definitiva
A criação de uma política de convivência com a seca foi uma das sugestões levantadas durante o debate. O presidente Anorc, Antônio Teófilo, compartilha da mesma linha de raciocínio apresentada pelo deputado federal Felipe Maia. “Temos que ter uma política definitiva. Tem que existir algo automático. Toda seca que vem é a mesma coisa, nos vemos implorando ao Governo Federal para protelar uma dívida. É preciso sensibilidade”, disse.

O deputado estadual George Soares (PR) apresentou informações da Agência Nacional das Águas (ANA) sobre a reserva de água conhecida como Arenito Açu, que possui água de boa qualidade para consumo e sugeriu a perfuração de poços a fim de suprir a necessidade de água nos municípios que podem ser atendidos pela reserva. “É uma alternativa que está sob os nossos pés”, disse.