Dilma revela detalhes das torturas que sofreu nos porões da ditadura
AP/Arquivo Público do Estado de São Paulo
Ambos periódicos reproduzem uma entrevista de Dilma ao Conselho de Direitos Humanos de Minas Gerais concedida em 2001, na qual narra as torturas que sofreu entre 1970 e 1973, quando foi detida e condenada por um tribunal militar como militante de um grupo de esquerda que lutava contra o regime militar.
No depoimento, a chefe de Estado disse que às vezes não sabia se os interrogatórios "de longa duração" aconteciam de dia ou de noite.
Os torturadores costumavam amarrá-la de cabeça para baixo para depois aplicar cargas elétricas, um método de tortura que "não deixa rastro, só te mina", segundo as palavras da presidente.
"O estresse é feroz, inimaginável. Descobri, pela primeira vez, que estava sozinha. Encarei a morte e a solidão. Lembro-me do medo quando minha pele tremeu. Tem um lado que marca a gente pelo resto da vida", afirmou Dilma.
Essas sessões de torturas foram realizadas no Destacamento de Operações de Informações - Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-CODI) de São Paulo, e também em uma prisão da cidade de Juiz de Fora, em Minas Gerais.
Comissão da Verdade é instalada
Foto 13 de 13 - 16.mai.2012
- Presidente Dilma Rousseff se emociona ao citar familiares de
desaparecidos, em cerimônia oficial de instalação da Comissão da
Verdade, no Palácio do Planalto. O grupo terá a missão de investigar e
narrar violações aos direitos humanos ocorridas entre 1946 e 1988 (que
abrange o governo do presidente Eurico Gaspar Dutra até a publicação da
Constituição Federal) Mais Sergio Lima/Folhapress
Crimes cometidos na ditadura: fatos e personagens
Foto 2 de 15 - Cela no antigo DEOPS-SP, hoje o Memorial da Resistência do Museu Estação Pinacoteca, em São Paulo Eduardo Knapp/Folhapress
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