[PLURAL] Fuja do Carrefour.
Fui a Natal. Precisava resolver algumas coisas e
comprar uma televisão. Resolvi fazer isso no Carrefour; tem caixa eletrônico do
Banco do Brasil e um chope de boa qualidade na praça de alimentação, apesar do
banheiro mal cuidado e fedido. A compra teve tudo de normal, quase tudo. A
primeira “TV” foi desaprovada no teste. O testador descobriu que fora usada.
Voltei e me entregaram outra. Deixei a “televisão” no carro e voltei à praça de
alimentação, onde sou conhecido, de longas datas, dos proprietários e garçons.
Após um certo tempo, fui embora. Ao chegar ao
carro, nada notei. Quando mexi na capa do computador que deixara no banco
dianteiro, notei que estava fofa. O computador sumira. Fui verificar a
“televisão”; também sumira. Aparentemente nada arrombado.
Indicaram-me um senhor, aparentemente sério,
responsável pela segurança. Numa pequena sala, ele passou a mexer em papéis,
escrever numas folhas soltas, telefonar. Uns cinquenta minutos. Depois me
disse: “O senhor resolva juridicamente”.
Perguntei o porquê da demora para ele decidir
aquilo. “Se era pra resolver na justiça, por que o senhor me reteve aqui esse
tempo todo”? Ele respondeu que era a rotina e que eu deixara o carro aberto.
Perguntei: “Você fez a perícia”? Silêncio.
Tempo suficiente para a fuga do roubo.
Fui ao Via Direta fazer um BO policial. Descobri
que uma porta do carro fora violada. Violação de perito. Voltei ao
supermercado. Encontrei funcionários da “casa” entre risinhos, cochichos, sem
qualquer atenção a mim. Num certo momento, um dos empregados, talvez ausente do
esquema, aproximou-se e falou baixinho: “O senhor levou sorte. Tem coisa muito
mais grave acontecendo por aqui”. Disse e saiu empurrando um carrinho de
compras.
Conclusões de uma coisa terrível dos nossos
tempos. Aprendi, por um amigo policial, que tudo tem uma explicação nessa
atividade hoje institucionalizada. O fato de não levar a capa do computador é
para o roubado sair dali pensado que nada aconteceu. Feito isso, libera a Loja
da responsabilidade do estacionamento.
A demora, na sala de “segurança” da Loja é outra
maçada para conseguir a segunda via da Nota Fiscal. Tudo muito suspeito. Você
notou que grafei “televisão” com aspas? Pois é. No BO, da Polícia, foi
descoberto que o Carrefour me vendera um Monitor e não uma Televisão. Um dentão
no ligar da cioba.
Fui enganado na Loja e roubado no estacionamento.
O Carrefour não é uma loja comercialmente digna. Fuja de lá. Té mais.
1 comment
Já faz um bom tempo que o Carrefour e o Hiper
Bompreco vem prestando um verdadeiro desserviço à população. Além do problema
relatado por Silvestre é corriqueiro os preços divergentes, sempre mais caros
do que anunciado nas gôndolas. Esses supermercados hoje vivem mais só cartão de
credito e do mercado financeiro do que da prestação de serviços. Fiquemos
atentos e boicotemos esses grupos.