sábado, 27 de agosto de 2011

Novo estilo do "amor livre"?

Sábado, 27 de Agosto de 2011 - 10h10



'Estudantes achavam orgia prática normal', diz delegada



Depois de ouvir os 20 integrantes, que tem entre 12 e 16 anos, do chamado Congresso do Bulimento, que se reuniam em horário de aula para praticar orgias sexuais em Campo Grande (MS), as delegadas que investigam o caso disseram que os jovens achavam normal praticar sexo, mas sabiam estar errados ao ingerir bebidas alcoólicas.
O caso está sendo investigado por duas delegacias, uma que protege os menores e outra que apura atos criminosos. Oito menores respoderão por abuso de vulneráveis por terem feito sexo com menores de 14 anos. Alguns pais também serão indiciados por saberem das festas e não terem feito nada. Eles poderão responder por abandono de incapaz, abandono intelectual, maus tratos e corrupção de menores.
A delegada Aline Lopes disse que as festas aconteciam há, no mínimo, cinco meses. Em depoimentos, muitos alegaram que tinham aula de sexologia na escola e eram entregues camisinhas.
- Tivemos que esclarecer para os adolescentes que é crime fazer sexo com menor de doze anos porque para eles era normal. A única coisa que eles tinham conhecimento e tentaram esconder é o fato de terem ingerido bebidas alcoólicas durante as festas.
A delegada Regina Rodrigues disse que além de investigar a direção do colégio, os pais e alunos, também será investigado como eles conseguiram comprar as bebidas. Ela disse que muitos pais alegaram que achavam que os filhos estavam na escola e não tinham conhecimento das festas, mas que a responsabilidade de acompanhar o desempenho escolar dos alunos também é da família.
O grupo mantinha até uma comunidade em um site de relacionamento que fazia apologia ao sexo. A denúncia partiu da mãe de uma menina de 12 anos que chegou a participar do "Congresso do Bulimento", como eram chamadas as orgias.

A participação de adultos nas orgias e o uso de drogas não foram confirmados.
O grupo confeccionava até camisetas. Marcava os encontros pelas redes sociais, por telefone e até dentro da escola.

O diretor da instituição de ensino, que tinha conhecimento da existência dos encontros do grupo, poderá ser responsabilizado.
Início
A polícia também descobriu como teria surgido o grupo. Tudo começou com a criação de um grupo de funk dentro da escola onde os adolescentes estudam. Com o passar do tempo, o objetivo inicial - que era dançar - ficou em segundo plano. A escola até dissolveu o grupo de dança.
Esses mesmos adolescentes continuavam marcando encontros na casa de um deles. Encontros sexuais regados a bebidas alcoólicas. Os meninos e meninas disseram à polícia que não sabiam que manter relações sexuais com menores de 14 anos é crime. Segundo informações policiais, eles teriam ficado até indignados
Fonte: Correio da Paraíba.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Paulo de Tarso Correia de Melo lançará em setembro

livro de poesia intitulado “Livro de Linhagens” .


O escritor Paulo de Tarso Correia de Melo lança no dia 1° de setembro seu novo livro de poesias, intitulado "Livro de Linhagens". O lançamento será na sede da Academia Norte-rio-grandense de Letras, a partir das 18h. O livro será lançado aqui no Brasil, em Natal, pela editora Sarau das Letras e em Portugal, na cidade do Porto, pela editora Corpos.

O poeta afirma que o livro de poesias divide-se em duas partes. A primeira intitulada "Livro de Linhagens" é sobre Portugal. Já a segunda parte tem como título "Caderno de Viagem Grego" e traz poesias que falam da Grécia.

O livro reúne poemas escritos em diferentes épocas, e que segundo o autor, foram guardados em gavetas e durante algum tempo foram sendo lapidados por ele até estarem prontos para serem Publicados. O experiente poeta afirma que prefere não publicar poemas isolados, pois acredita que os poemas devem ir sendo aperfeiçoados. "Os meus livros são todos resultado de poemas que ao longo de um tempo foram sendo lapidados. Não publico poemas isolados, só publico livros", frisa.

Diferente da maioria de seus livros, que geralmente não trazem prefácio, esta obra conta com uma nota de contracapa, assinada pelo poeta Sanzio Azevedo, membro da Academia Cearense de Letras.

Paulo de Tarso Correia de Melo é considerado um dos grandes nomes da poesia potiguar. Natalense, nascido em 5 de abril de 1944, Paulo de tarso é formado em Pedagogia, pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Professor do departamento de Educação, hoje é aposentado por essa instituição, cursou a pós-graduação na Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, em 1973.

Em seu currículo dezessete livros lançados, entre eles os premiados "Natal: secreta biografia", que recebeu o Prêmio Estadual de Poesia Auta de Souza, e "Folhetim cordial da guerra em Natal e Cordial folhetim da guerra em Parnamirim", contemplado com o Prêmio Municipal de Poesia Othoniel Menezes.

Também autor de inúmeros prefácios e estudos críticos acerca da poesia norte-rio-grandense. Zila Mamede, Myriam Coeli, Luís Carlos Guimarães, Sanderson Negreiro e Gilberto Avelino são apenas alguns dos poetas sobre os quais estudou.

Soicio da União Brasileira de Escritores no RN (UBE/RN), o poeta também faz parte do rol de imortais da Academia Norte-rio-grandense de Letras.
Fonte: O Mossoroense.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Bahia quer produzir mais.

NOTICIAS DO DIA 24/08/2011



CORREIO* ( Jornal baiano)

Produzir aqui é um desafio

Incentivo às importações e câmbio forte são as ameaças

Carlos Fadigas, presidente da Braskem, a maior petroquímica das Américas, fará apresentação hoje no seminário Agenda Bahia. O executivo de 41 anos conversou com o diretor de Redação, Sergio Costa, e a editora-executiva do Agenda Bahia, Rachel Vita, sobre inovação - um dos temas do evento -, o momento econômico do Brasil e do mundo e os investimentos na Bahia, o mais recente deles a atração da Basf para a criação do polo acrílico em Camaçari. Fadigas acredita que o Brasil fez seu dever de casa nos últimos 16 anos para equilibrar a economia, mas corre o risco de entregar um mercado pronto para os concorrentes, se não tomar cuidado com sua indústria.



A SEGUIR, OS PRINCIPAIS TRECHOS DA ENTREVISTA.

Qual o papel da Bahia para a Braskem em sua estratégia de conquistar a liderança na petroquímica?

O polo petroquímico da Bahia é o maior do Brasil e importantíssimo para a Braskem. Um passo importante foi dado semana passada com a definição da Basf para conduzir a implantação do polo acrílico, que vai atrair novas empresas para consumir o produto da Basf (ácida acrílico). O polo é inédito no Brasil, que tem uma importação grande de ácido acrílico (usado na produção de superabsorventes) hoje e passará a produzir na Bahia.

Em que medida o polo acrílico pode influenciar na balança comercial do estado?

A Bahia passa a ser exportadora. Um produtor nacional para abastecer diversos estados, principalmente no Sudeste. Mas o ideal é que consiga atrair produtores para avançar e servir cada vez menos o produto básico e cada vez mais o produto acabado.

No primeiro Agenda Bahia, Manoel Carnaúba, vice presidente da Braskem, disse que o estado poderia perder novos investimentos por falta de infraestrutura, entre eles, o polo acrílico. Com o anúncio da vinda da Basf, o que mudou?

Estou alinhado com os comentários de Manoel. Materialmente, não mudou nada. O Porto de Aratu precisa melhorar bastante. A Braskem é uma grande usuária. Felizmente, isso não foi impeditivo para a vinda da Basf. A gente espera criar, a partir deste fato, um dinamismo que possibilite ao próprio governo obter arrecadação que possibilite esses investimentos. Começamos a inverter esse ciclo. Com o investimento, vem a fase de construção, a movimentação de fornecedores de mão de obra, uma dinâmica que dá condições ao governo para fazer os investimentos no porto, ou buscar o caminho com o governo federal para permitir que os usuários invistam os recursos necessários.

O governador Jaques Wagner, em entrevista ao CORREIO, acenou positivamente na direção de uma abertura dos portos a uma parceria com a iniciativa privada, embora houvesse problemas no modelo. Houve algum avanço nesse sentido?

Houve avanço no diálogo, no debate e na discussão, mas ainda não houve um avanço na identificação de um modelo. O tema portos tem esse cruzamento. E preciso alinhar interesses entre a visão do governo federal, a do estado e a das empresas que se dispõem a participar desse processo e dar mais eficiência ao porto. Nesse aspecto, tem ainda uma coexistência a ser encontrada entre as empresas que querem trabalhar como operadores logísticos e as que usam a infraestrutura e estão dispostas a participar, como é o caso da Braskem, mesmo que esta não seja sua atividade fim.

Parceria, então, deve ser o caminho?

Acreditamos que sim, mas é complicado encontrar esse modelo que atenda a todos. Apesar de estarmos num governo do PT federal e num governo estadual também do PT, tem a lógica da administração federal, preocupada com a competitividade da infraestrutura brasileira em criar um modelo que sirva para outros portos também. A Bahia, embora pense alinhada, tem como foco principal a melhoria do Porto Sul. E as empresas operam numa lógica mais econômica.

A nova planta de eteno verde Virá para a Bahia?

Não está definido. Temos pelo menos uns três projetos que a gente visualiza para a frente. Um deles, de polipropileno verde. Temos desejo de fazer um polo integrado com usina de etanol de PE. E também um outro para a produção de PET. Temos desejo que aconteçam próximo ao nosso polo petroquímico. Vai depender do avanço dos estudos. Mas temos uma simpatia muito grande por trazer um desses projetos para a Bahia.

A Braskem teve resultado recorde no segundo trimestre. Os preços compensaram a redução de vendas. Qual a projeção que o senhor faz para os próximos períodos, levando em conta o cenário econômico mundial?

Há duas tendências que se contrapõem: a favorável é a sazonalidade. Todo ano, o terceiro trimestre é o mais forte da petroquímica. É quando se intensifica a produção para atender à demanda de fim de ano. Isso joga a favor do consumo no período. O que joga um pouco contra é exatamente uma perspectiva pouco favorável à concorrência com importados e a própria conjuntura econômica. Começamos o ano com uma projeção de crescimento de 5% do PIB e já se ouve falar em 3,5, ou 3,7, num cenário em que a importação está crescendo. O Brasil vive uma confluência que não é favorável para sua indústria. O Custo Brasil, que eu não vou aprofundar, e um cenário de câmbio muito apreciado. Se a gente ajustar o câmbio de hoje pela inflação, vamos nos dar conta de que temos o real mais forte da história recente do país. Um terceiro fator é a existência no país de portos incentivados que oferecem benefícios fiscais a importadores.

Como o de Santa Catarina?

Espírito Santo e Pernambuco também. Santa Catarina junta um benefício com um malefício para o país. O porto de Itajaí tem boa estrutura, mas virou um centro importante de entrada de produtos, em que o estado para incentivar devolve 9% dos 12% de ICMS ao importador. Tem uma série de cadeias produtivas que não trabalham com essa margem de lucro. Isso é muito nocivo para a indústria brasileira, ainda mais num cenário de câmbio apreciado, onde produzir qualquer coisa manufaturada no Brasil torna-se um desafio.

O cenário então é bem desfavorável...

Nos últimos 16 anos, nos dois governos FH e nos dois governos Lula, o Brasil pagou um preço alto para arrumar sua macroeconomia: taxa de juros, crescimento baixo do PIB, buscou exatamente a desalavancagem do estado e o ajuste das contas públicas. Conseguimos conter a inflação e estabelecemos uma política cambial que vigora desde 99. Enquanto isso, a indústria internacional estava surfando uma onda de desenvolvimento e de alavancagem interna nos países desenvolvidos. Os nossos concorrentes estavam crescendo e ganhando dinheiro às custas da alavancagem na Europa Ocidental e nos EUA. Hoje, temos um cenário em que o modelo deles esgotou, perderam mercado doméstico. O que coincide com o momento em que o Brasil, que fez o seu dever de casa, passou a ter um mercado doméstico finalmente grande, com a inclusão ao consumo de novas parcelas da população. O governo federal precisa estar atento, porque senão nós vamos entregar o nosso mercado interno para países desenvolvidos que esgotaram o seu mercado interno. Eles estão vindo agora com um modelo parecido com o modelo brasileiro e a indústria nacional pode ficar com o pior de dois mundos: conviveu 16 anos com o ajuste fiscal e; no momento em que seu mercado floresce, quem se beneficia dele, por uma questão de câmbio, é o produtor externo.

Vamos olhar esta questão por um outro ponto de vista. Esta crise mundial não representa para a Braskem oportunidade para a expansão dos negócios, já que ela pretende ser líder?

A primeira prioridade da Braskem é o investimento no Brasil. Temos um compromisso enorme com a cadeia de plástico no país com 10 mil transformadores de resina em produtos. Ainda que possa haver oportunidades neste cenário, nosso foco é assegurar que o Brasil continue sendo um bom lugar para investir e criar novas indústrias. O Brasil está fazendo duas novas fábricas neste momento, em Alagoas e no Rio Grande do Sul, e tem planos de construir outras unidades. Daí também porque ficamos satisfeitos de atrair a Basf para investir na Bahia neste momento. Dito isso, vamos estar atentos às oportunidades.

Isso quer dizer que vocês estão com mais cautela nos investimentos neste cenário? Houve alguma revisão de custos e investimentos da empresa em função da crise mundial?

Não. O que muda é que a cada ano a gente revê o plano de longo prazo. Isso é uma questão de disciplina, independentemente do cenário estar melhor ou pior. O conselho vê nossa visão dos próximos cinco anos e os investimentos são aprovados depois de discutir essa visão ano a ano. É possível que, diante desta crise, a Braskem fique mais rigorosa na hora de aprovar novos investimentos. Vamos buscar saber se esse investimento tem uma robustez maior e que, ainda que o cenário piore, possa ter retorno do quer for investido. Na parte externa, se surgirem oportunidades, temos a vantagem do porte que a Braskem tem hoje. Trabalhamos muito para ter uma empresa brasileira com porte suficiente para isso e temos a vantagem de ter equipes dedicadas a questões diferentes e atentas às oportunidades.

Presidente da maior petroquímica das Américas aos 41 anos, seu exemplo é, por si mesma, emblemático de inovação Como a Braskem vê e cuida dos talentos dentro da companhia?

Formação de pessoas é uma prioridade absoluta na Braskem e no grupo Odebrecht. Faz parte da responsabilidade de cada um e especialmente dos líderes. Eu acredito que conseguimos formar um grupo forte de pessoas, alinhados com os princípios e valores da empresa e, mais do que isso, com conhecimento da empresa e relacionamento interno. O jovem formado aqui, quando assume uma posição de gerência, de direção de vice-presidência, tem uma série de vantagens como o trânsito enorme aqui dentro, por ter convivido profissionalmente com todo mundo e circulado por vários setores, o que dá um conhecimento enorme da empresa e um alinhamento de cultura.

Qual o peso da inovação para a Braskem?

Inovação não é só importante para a Braskem, mas para a indústria brasileira como um todo. Na área petroquímica, estamos investindo. Temos ativos em plantas piloto, em laboratórios, investimentos dedicados a inovação e tecnologia que atingem mais de 330 milhões de dólares. A Braskem tem mais de 400 patentes registradas, sete plantas piloto, onde você testa antes de entrar em produção industrial, tem dois centros de tecnologia, um no Rio Grande do Sul e outro na Pensilvânia. O que é feito é um alinhamento constante entre as áreas de negócio. Cada uma delas aponta onde precisa melhorar em tecnologia. Com essa definição, a área de inovação e tecnologia corporativa - a Braskem tem uma área dedicada ao assunto com uma vice-presidência - usa infraestrutura que citei e trabalha nessas fronteiras. É necessário um equilíbrio entre o cientista, de pensamento mais aberto, com o homem de linha, responsável pela unidade de negócio que, em contato com o mercado, sabe o que vai agregar valor para a empresa ou não. É preciso ligar imediatamente esse conhecimento em geração de riqueza e em benefício de todo mundo.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Cuidado com o Coração.

DERRAME - NOVO SINAL
É BOM SABER!
Assim como o enfarto, o derrame precisa ser socorrido com urgência.
Porém, diferente do enfarto, o derrame dá sinais que a maioria das pessoas não conhece e, por causa disso, em muitos casos mata ou deixa seqüelas graves; consequências que num socorro imediato, poderiam ser evitadas.
Sinais dados pelo processo de AVC já são divulgados.
Os Derrames Cerebrais - Agora existe um 4º indicador : A língua
Derrame: memorize as três primeiras letras...S.T.R.


Só leva um instante ler isto...


Disse um neurologista que se levarem uma vítima de derrame dentro das primeiras três horas, ele pode reverter os efeitos do derrame -totalmente.


Ele disse que o segredo é reconhecer o derrame, diagnosticá-lo e receber o tratamento médico correspondente, dentro das três horas seguintes, o que é difícil.
RECONHECENDO UM DERRAME


Muitas vezes, os sintomas de um derrame são difíceis de identificar.


Infelizmente, nossa falta de atenção,torna-se desastrosa.


A vítima do derrame pode sofrer severa consequência cerebral quando as pessoas que o presenciaram falham em reconhecer os sintomas de um derrame.
Agora, os médicos dizem que uma testemunha qualquer pode reconhecer um derrame fazendo à vítima estas três simples preguntas:
S* (Smile) Peça-lhe que SORRIA.
T* (Talk) Peça-lhe que FALE ou APENAS DIGA UMA FRASE SIMPLES. (com


coerência) - (ex : Hoje o dia está ensolarado)
R* (Rise your arms) Peça-lhe que levante AMBOS OS BRAÇOS.
Se ele ou ela têm algum problema em realizar QUALQUER destas tarefas, chame a emergência imediatamente e descreva-lhe os sintomas, ou vão rápido à clínica ou hospital.
Novo Sinal de derrame - Ponha a língua fora.
NOTA: Outro sinal de derrame é este:


Peça à pessoa que ponha a língua para fora..


Se a língua estiver torcida e sair por um lado ou por outro, é também sinal de derrame.
Um cardiologista disse que qualquer pessoa que reenvie este e-mail a pelo menos 10 pessoas; pode apostar que salvará pelo menos uma vida ...


Não o considere uma corrente, mas sim, algo que todos devemos saber.
Eu já cumpri a minha parte...

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Presidente da FUNCARTE diz que sai se não aparecer verbas.

Transcrição do caderno
Muito - Diário de Natal/RN.
Repórter: Sérgio Villar.
Edição de sábado, 20 de agosto de 2011

Entrevista >> Roberto Lima

O professor Roberto de Souza Lima durante o lançamento do livro da professora Ana Maria Cortez, em março de 2010, na Aliança Francesa de Natal.



"Se não me derem condições, eu saio"


O professor Roberto Lima pediu férias do cargo de presidente da Funcarte no início de agosto para cuidar da saúde. Enquanto isso, a cultura municipal permanece na UTI. O sangue necessário à completa recuperação da paciente é do tipo Dinheiro Positivo. Isso porque a reestruturação administrativa e jurídica da Funcarte já foi idealizada por Roberto Lima, elaborada e finalizada em formato de Projeto de Lei com cinco princípios básicos capazes de tornar a frágil saúde da cultura municipal em uma garotona com ritmo de atleta. Para isso é preciso muito tratamento e doação do tipo de sangue citado. E a previsão para tal "voluntarismo" já é conhecida. Sem dotação orçamentária própria, a Fundação Cultural Capitania das Artes mantém a dependência histórica à boa vontade da prefeitura em disponibilizar recursos. E a doadora de sangue se mostra sanguessuga da cultura. Um exemplo foi a realização do Forraço. O Diário de Natal publicou matéria com a palavra de Roberto Lima garantindo antecipação do cachê. Fim do evento e até hoje artistas estão de bolsos vazios.
O senhor volta da licença médica quando?
A rigor tirei férias para cuidar da saúde. Para um cargo comissionado conseguir licença médica é muito burocrático. Então, preferi pedir férias. Mas mesmo assim tenho acompanhado os trâmites e mantido contato com a prefeita Micarla e a secretária Rosy de Sousa para resolver pendências do Carnaval e São João. No evento da fotografia, por exemplo, a prefeita prometeu um posicionamento até esta segunda-feira, quando a receita do município é finalizada, sobretudo no tocante aos impostos.
Se a prefeitura prorrogar ou não pagar esse compromisso, o senhor se mantém no cargo?
Se eu perceber que me faltam condições de realizar meu trabalho, não terei mais o que fazer na Funcarte. Não faço milagres. Temos uma equipe muito boa, temos ampliado o acervo com doações de intelectuais, promovido eventos com a Banda Sinfônica, incentivando a cultura junto às escolas, enfim, temos feito a cultura do dia-a-dia, mas implementar um plano de culturasustentável está difícil.
Qual seria o plano?
Já temos pronto um Projeto de Lei que cria um sistema municipal de cultura a partir de cinco princípios: um Conselho Municipal de Política Cultural, que seria uma emenda para dotar o Conselho já existente de estrutura para trabalhar, entre outras providências; criar uma secretaria de cultura; um sistema de financiamento à cultura; o fundo municipal de cultura; e o plano de cultura, que contemplaria um sistema de acompanhamento, avaliação e tombamento do patrimônio material e registro do patrimônio imaterial e vivo. Deífilo Gurgel, por exemplo, é um patrimônio vivo que merece registro.
O que falta para implementar esse plano sustentável de cultura?
Quando eu voltar terei uma conversa com a prefeita para institucionalizar esse plano do ponto de vista jurídico e administrativo. Se não tivermos essas ferramentas, qualquer gestor chega e faz o que quer. Com esse sistema oficializado podemos nos inserir no Sistema Nacional de Cultura e facilitar o diálogo com o MinCe cidades mais estruturadas nesse quesito.
Essas ações serão a sua herança?
Isso: uma gestão sustentável da cultura, inserida no Sistema Nacional e também deixar a Funcarte em dia com os órgãos federais. O resto é a batalha do dia-a-dia, que é grande. Muitas vezes somos mal compreendidos.

A previsão para a 2ª edição do Encontro de Escritores da Língua Portuguesa seria outubro?

Teremos uma reunião oportuna para estudar a viabilidade disso. Precisamos de diversas situações: apoio de outras entidades, captação de recursos, parceria com as instituições portuguesas, etc. Não posso anunciar nada ainda.

E o Natal em Natal?

Também faremos reunião a respeito. Mas aí já temos condições melhores de captação junto ao Banco do Brasil e MinC. Além dos órgãos de Turismo.





domingo, 21 de agosto de 2011

Ex- alunos da Escola Industrial de Natal terão novo encontro.

No dia de sua reinauguração, em 25 de setembro de 2009, a Escola Industrial de Natal contou com a presença da governadora Vilma de Faria e várias autoridades civis do RN, além de funcionários e ex-alunos, no velho prédio da Av. Rio Branco, centro de Natal. Na parte superior da frente desta foto, vê-se pessoas no corredor do 1º andar, onde se localizavam a secretaria, gabinete do diretor e salas de aulas. À esquerda, vê-se três arcadas do corredor que dava acesso a duas salas de aulas e ao salão de aulas de desenho e de canto orfeônico. Quem foi aluno da E.I.N. não esquece as aulas da professora Lourdes Guilherme e do padre Pedro Ferreira. A foto mostra, ainda, a movimentação dos montadores do cenário na antiga quadra de futebol de salão, basquetebol e voleibol, momentos antes do inicio da festa.
No dia 17 de setembro vindouro, haverá novo encontro no CEI-Aspetro, na avenida Airton Senna, Nova Parnamirim. Foto de Luiz Cortez.
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Domingo, 21 de Agosto de 2011 - 11h36




Morre o empresário José Nilson Crispim, presidente da Cerâmica Elizabeth



Morreu na madrugada deste domingo (21) no Hospital sírio Libanês, em São Paulo, o empresário paraibano José Nilson Crispim, de 69 anos, presidente do Grupo Cerâminca Elizabeth.

Ele teve complicações após realizar cirurgia de redução de estômago.

O corpo do empresário está sendo aguardado e deve chegar à Capital paraibana no início da tarde.

O corpo será velado no cemitério Parque das Acácias a partir das 15h.

sábado, 20 de agosto de 2011

Servidores federais terão aumento em 2012.

420 mil servidores ativos e inativos terão aumento de até 31% em 2012

Ana D'Angelo - Correio Braziliense
Cristiane Bonfanti

Jorge Freitas

Publicação: 20/08/2011 09:08 Atualização:

Depois de quatro meses de negociação, o governo finalmente propôs reajustes que vão de 2,3% a 31% para os 420 mil servidores ativos e inativos das carreiras do Plano Geral de Cargos do Poder Executivo (PGPE), Previdência, Saúde e Trabalho e correlatas, a serem pagos somente em julho do ano que vem. O maior percentual é para os de nível superior — cerca de 84 mil. A grande parcela deles terá aumento entre 21,4% e 31%, elevando o salário final para R$ 7 mil. Os demais, de nível intermediário e auxiliar, receberão valores fixos de R$ 211 e R$ 105, respectivamente, o que representa acréscimo de 2,3% a 7,3%.

Na proposta de projeto de lei apresentada à Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef) na tarde de ontem, o governo promete nivelar, de forma gradual, a remuneração das carreiras de nível superior com a dos servidores contemplados pela Lei n.º 12.277/10 — engenheiros, arquitetos, geólogos, estatísticos e economistas, cujo salário final está em R$ 10.209,50. Mas não estabelece prazo para chegar a esse valor.

O secretário de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento, Duvanier Paiva Ferreira, afirmou ao Correio que esse é o reajuste máximo que será concedido em 2012. Segundo ele, qualquer ganho adicional só sairá a partir de 2013 e dependerá de novas negociações. “Essa proposta (para 2012) está fechada. É o que pode ser dado no ano que vem”, afirmou.

Ferreira não informou o impacto orçamentário dos aumentos em 2012. “Não podemos divulgar ainda o custo da primeira etapa, porque pode ser alterado dependendo de quais carreiras farão o acordo. Vai depender do processo de negociação”, explicou. Na proposta apresentada, o governo eleva o salário final das carreiras de nível superior para R$ 7 mil.
Hoje, o valor máximo da maioria deles está entre R$ 5.649,04 e R$ 5.763,99 — os servidores do PGPE e da Previdência, Saúde e Trabalho. Mas há os que ganham R$ 5.344,94 — os especialistas da área de saúde do Hospital das Forças Armadas (HFA) que só têm a graduação. Para eles, a elevação do salário final para R$ 7 mil significará acréscimo de 31%, que será estendido para os demais padrões da carreira, conforme garantiu o secretário de Recursos Humanos.
Desagrado

O reajuste para os 336 mil servidores de nível intermediário e auxiliar, que representam o maior contingente dos beneficiados, não agradou, mas os dirigentes sindicais decidiram não comentar os percentuais oferecidos. O Sindicato dos Servidores Públicos do Distrito Federal limitou-se a colocar em sua página na internet o teor da proposta. Segundo o secretário Duvanier Ferreira, o acerto foi de divulgá-la somente em assembleia.
“Pedimos cuidado em relação à forma de divulgação, pela qualidade da comunicação. Talvez o Sindsep-DF não tenha tido esse cuidado. Como eles estão fazendo reuniões, é melhor que a proposta seja apresentada em assembleia. Porque, às vezes, a pessoa lê e não sabe o contexto”, justificou Ferreira. Segundo ele, todo o funcionalismo teve ganhos significativos acima da inflação. “Esperamos que os sindicatos tenham compreensão, para valorizar as conquistas que tiveram no período anterior. Esse esforço de agora é o que podemos fazer”, disse.

O secretário-geral da Condsef, Josemilton da Costa, seguiu o combinado. Não vai fazer um juízo de mérito antes que a plenária debata o assunto na segunda-feira. Mas criticou a resistência do governo de conceder reajuste satisfatório aos servidores que atendem à população. “Os gestores podem estar recebendo altos salários e comendo em restaurantes sofisticados, mas os barnabés comem pastel na rodoviária e são eles que trabalham diretamente com a população”, afirmou.
Atraso do DOU

Os servidores da Imprensa Nacional estão entre os insatisfeitos. Os representantes da carreira também foram orientados a não fazerem qualquer avaliação antes de segunda-feira, quando haverá uma assembleia. Mas os funcionários já realizaram, ontem, uma paralisação de três horas, no período da tarde. Com isso, o processo de produção do Diário Oficial da União (DOU) de segunda-feira atrasará.

“O motivo é a falta de respeito do governo no encaminhamento de uma proposta decente. O DOU costuma circular antes das 7h. Com o protesto, não sabemos a hora que ele chegará aos leitores”, disse a presidente da Associação dos Servidores da Imprensa Nacional, Denise Guerra. A Imprensa Nacional tem, hoje, 317 funcionários efetivos. A previsão é que a versão on-line também demore para ser divulgada. Em assembleia na segunda-feira, os trabalhadores do órgão vão decidir se aprovam um indicativo de greve. “Depende da avaliação a respeito do que foi proposto pelo governo.”

O representante da Associação Brasileira dos Servidores Públicos Federais – Técnicos de Nível Superior (Abratec), Marcelo Caldas, afirmou que “vê com bons olhos a proposta apresentada”. Mas vai sugerir que o aumento seja antecipado para janeiro de 2012 e que já se defina a data de implementação do nivelamento com as carreiras da Lei nº 12.277. Caldas defendeu que a proposta seja submetida à assembleia de forma separada por nível, para não haver o risco de rejeição integral, já que os intermediários e os auxiliares são maioria e terão aumento bem menor.
O que foi colocado na mesa

Depois de muitas conversas, o Ministério do Planejamento apresenta as suas propostas. A promessa é de nivelar a remuneração dessas categorias com a estrutura prevista na Lei nº 12.277, que beneficiou economistas, biólogos, estatísticos, engenheiros e arquitetos, mas sem data definida.



Aumentos

» Em julho de 2012, será concedido o seguinte reajuste por meio de acréscimo na gratificação por desempenho:

Nível superior — salário final de nível superior subirá para R$ 7 mil, aplicando aos demais padrões da tabela remuneratória o mesmo reajuste, entre 7% e 31%, dependendo da carreira; Nível intermediário — todos receberão o valor fixo de R$ 211 (reajuste entre 3,3% e 7,3%, dependendo da carreira); Nível auxiliar — todos receberão valor fixo de R$ 105 ((reajuste entre 2,3% e 5%)



Carreiras beneficiadas

» PGPE (Plano Geral de Cargos do Poder Executivo)

» Previdência, Saúde e Trabalho

» Seguridade Social e do Trabalho

» Previdenciária

» Quadro de pessoal da AGU

» Plano Especial de Cargos da Cultura

» Plano Especial de Cargos do Ministério da Fazenda (PECFAZ)

» Plano de carreiras e cargos do HFA (carreira de especialista em atividades – hospitalares e cargos de provimento efetivo de níveis superior, intermediário e auxiliar do HFA)

» Quadro de pessoal da Imprensa Nacional

» Plano de carreira dos cargos de Reforma e Desenvolvimento Agrário – analista

» Agentes de combate a endemias

» Plano de classificação de cargos

Clotilde Tavares lança "A publicidade no cordel" no dia 25, na Sicciliano.

Minha gente







Convido a todos para o lançamento do meu livro mais recente: "O verso e o briefing: a publicidade na literatura de cordel".


O livro é o resultado de um estudo que fiz sobre o uso dos folhetos de cordel para fazer publicidade de produtos, empresas e outros. Também são tratados temas como a origem da literatura de cordel e o Romanceiro Nordestino, além de noções de poética.


Editado pelos Jovens Escribas, com programação visual de Danilo Medeiros, tem 158 páginas e ilustrações.

Estarei autografando no dia 25 de agosto, quinta-feira, a partir das 18 horas, na Livraria Siciliano do Natal Shopping.


Espero você.


Clotilde


(Lembre-se: Livraria Siciliano do Natal Shopping.)

Clotilde Santa Cruz Tavares

in omnia paratusNatal-RN84 8723 1518


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sexta-feira, 19 de agosto de 2011

20 anos do fim da União Soviética.

Mundo
19.08.2011

Há 20 anos começava o silencioso colapso da União Soviética


A foice e o martelo unificados no símbolo da União Soviética

Em 19 de agosto de 1991, a linha dura do comunismo soviético tentou um golpe contra o reformista Mikhail Gorbatchov. Eles queriam impedir o colapso da União Soviética, mas alcançaram justamente o contrário.
Em 1991, a União Soviética estava em queda livre. A produção industrial caía, o desemprego aumentava e uma inflação galopante devorava a poupança dos cidadãos. Conflitos étnicos irrompiam por todos os lados, e na Geórgia e no Azerbaijão manifestações oposicionistas haviam sido reprimidas com violência meses antes.
A Lituânia havia sido a primeira das repúblicas socialistas soviéticas a declarar sua independência, em março de 1990. Em janeiro de 1991, Moscou enviou um comando especial da KGB para Vilnius e 14 pessoas morreram durante a invasão à torre de televisão da capital lituana. A ação não conseguiu trazer o país de volta ao império soviético. O presidente Mikhail Gorbatchov perdia cada vez mais o controle sobre seu país.
Protesto pró-independência na Lituânia, em 1990"A União Soviética poderia e deveria ter sido salva", diz Gorbatchov hoje. Na época, ele tentou criar uma espécie de "URSS 2.0", na qual as repúblicas tivessem mais autonomia. Em março de 1991 Gorbatchov convocou um referendo. Segundo dados oficiais, mais de 70% dos votantes foi favorável à "manutenção da União Soviética como uma federação renovada, formada por repúblicas soberanas e iguais em direitos".
Mas como deveria ser essa nova União Soviética?
As negociações na residência Novo Ogariovo, de Gorbatchov, foram difíceis – apenas 9 das 15 repúblicas soviéticas participaram das reuniões. Mesmo assim os presidentes ainda conseguiram negociar um novo tratado para manter o país unido. A assinatura do acordo foi marcada para 20 de agosto de 1991, mas nunca aconteceu.
Tentativa de golpe
Um dia antes da data marcada para a assinatura do tratado, em 19 de agosto de 1991, aconteceu o que muitos no Ocidente temiam: um golpe contra Gorbatchov. Um grupo da linha dura comunista – do qual faziam parte o ministro da Defesa e o chefe do serviço secreto KGB – formou um "comitê para o estado de emergência". Os velhos comunistas desconfiavam das reformas de Gorbatchov. "Eles perceberam que não alcançariam nada pelos meios políticos tradicionais. E por isso decidiram-se pelo golpe", lembra Gorbatchov.
Com a justificativa de que Gorbatchov estaria doente, os conspiradores isolaram o chefe de Estado e sua família na residência de férias deles, na Crimeia, e cortaram todas as conexões com o mundo exterior. Foi declarado estado de emergência em toda a União Soviética, e tanques de guerra ocuparam as ruas de Moscou. Os autores do golpe diziam que queriam salvar a URSS de uma catástrofe.

Ieltsin pede que russos resistam ao golpe de Estado
Mas o golpe de estado falhou. Agosto de 1991 foi o grande momento do recém-eleito presidente da Rússia, Boris Ieltsin, que se declarava adversário dos comunistas. Dezenas de milhares de pessoas reuniram-se em frente ao edifício Casa Branca, sede do governo Ieltsin em Moscou, para protestar contra o golpe. A manifestação foi pacífica, mas a situação era confusa. Três pessoas morreram durante a noite, quando um tanque de guerra passou pelo centro da cidade.
Depois de três dias, o estado de emergência foi revogado e Gorbatchov, visivelmente abatido, retornou a Moscou no dia 22 de agosto. Os autores do golpe foram presos, alguns deles cometeram suicídio. O Partido Comunista foi proibido no dia 29.
A linha dura comunista pretendia salvar a União Soviética, mas o golpe acabou tendo um efeito catalisador entre as repúblicas. Ainda durante a situação de exceção, a Estônia declarou sua independência da União Soviética, seguida pela Ucrânia e logo por outras repúblicas. Gorbatchov tentava em vão fazer valer o novo tratado.
Três meses após o golpe, os presidentes da Rússia, da Ucrânia e de Belarus formaram a Comunidade de Estados Independentes (CEI). No dia 26 de dezembro de 1991, a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas foi oficialmente dissolvida, e Gorbatchov renunciou.
Erro primário


Duas décadas depois, o especialista em Leste europeu Gerhard Simon, da Universidade de Colônia, na Alemanha, ainda considera "intrigante" que o colapso da URSS tenha se dado de forma tão rápida e relativamente não violenta.
"Uma potência mundial pode sair de cena dessa maneira, como no teatro, onde se desce a cortina e todos vão para casa?" Para ele, a força da União Soviética foi superestimada. "Em relação às armas atômicas eles eram realmente fortes, mas, no que se refere ao poder econômico, a União Soviética nunca esteve em condições de competir com os Estados Unidos."
A concorrência entre o comunismo e o capitalismo teve papel central na queda da URSS, opina Simon. "O sistema soviético também foi à ruína porque existia o Ocidente, com uma melhor economia, mais liberdade, a fascinação pelo 'Ocidente dourado'". Milhões de cidadãos da União Soviética sonhavam com os produtos do mundo capitalista, como carros, sapatos ou cosméticos que eles não podiam ter, argumenta o especialista. "O 'maior erro' da propaganda e da ideologia soviéticas foi ter se comparado com o mundo capitalista desde o início. Eles colocaram a corda no próprio pescoço", diz Simon.

Ieltsin queria o fim da URSS
Gorbachev (e) e Ieltsin foram figuras chaves no fim da URSS
O especialista em Leste europeu considera espantosa a situação no país central da União Soviética. "Na história internacional é muito raro isso, de grupos de sustentação do Estado – como a classe política russa – não quererem mais a União Soviética." Simon refere-se a Ieltsin, que teria tomado gosto pelo poder.
O então presidente havia impulsionado a soberania da Rússia e mais tarde ordenado que as autoridades soviéticas em Moscou não recebessem mais pagamentos. "Ieltsin queria acabar com a União Soviética – sobre isso não há a menor dúvida", afirma Simon.
Ieltsin teria, no entanto, agido de maneira pouco altruísta frente às outras repúblicas soviéticas, em 1991. O presidente russo pensava que Moscou conseguiria manter sua influência na CEI, diz Simon. O fato de as coisas terem sido diferentes mostra, diz o especialista, que Ieltsin – assim como Gorbatchov – não teria avaliado bem as consequências de seus atos.



Autor: Roman Goncharenko (ff)

Revisão: Alexandre Schossler

Transcrito da Voz da Alemanha - http://www.dw-world.de/



quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Delegados da Polícia Federal defendem atuação contra os corruptos.


Assunto: ENC: MANIFESTO DA ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS DELEGADOS DA POLÍCIA FEDERAL

R E P A S S O !!!

REPASSO, POIS MERECE SER LIDO E BEM DIFUNDIDO! O BRASIL HÁ DE MUDAR! -
Já estão em liberdade, o assunto agora não é o roubo ou fraude, mas o uso de algemas.


MANIFESTO DA ASSOCIAÇÃO NACIONAL
DOS DELEGADOS DA POLÍCIA FEDERAL


PRESIDÊNCIA


Nota de Esclarecimento: atuação da Polícia Federal no Brasil
12/08/2011 - 18:31

A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal vem a público esclarecer que, após ser preso, qualquer criminoso tem como primeira providência tentar desqualificar o trabalho policial. Quando ele não pode fazê-lo pessoalmente, seus amigos ou padrinhos assumem a tarefa em seu lugar.

A entidade lamenta que no Brasil, a corrupção tenha atingido níveis inimagináveis; altos executivos do governo, quando não são presos por ordem judicial, são demitidos por envolvimento em falcatruas.

Milhões de reais – dinheiro pertencente ao povo- são desviados diariamente por aproveitadores travestidos de autoridades. E quando esses indivíduos são presos, por ordem judicial, os padrinhos vêm a publico e se dizem “ estarrecidos com a violência da operação da Polícia Federal”. Isto é apenas o início de uma estratégia usada por essas pessoas com o objetivo de desqualificar a correta atuação da polícia. Quando se prende um político ou alguém por ele protegido, é como mexer num vespeiro.

A providência logo adotada visa desviar o foco das investigações e investir contra o trabalho policial. Em tempos recentes, esse método deu tão certo que todo um trabalho investigatório foi anulado. Agora, a tática volta ao cenário.
Há de chegar o dia em que a história será contada em seus precisos tempos.

De repente, o uso de algemas em criminosos passa a ser um delito muito maior que o desvio de milhões de reais dos cofres públicos.

A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal colocará todo o seu empenho para esclarecer o povo brasileiro o que realmente se pretende com tais acusações ao trabalho policial e o que está por trás de toda essa tentativa de desqualificação da atuação da Polícia Federal.
A decisão sobre se um preso deve ser conduzido algemado ou não é tomada pelo policial que o prende e
não por quem desfruta do conforto e das mordomias dos gabinetes climatizados de Brasília.

É uma pena que aqueles que se dizem “estarrecidos” com a “violência pelo uso de algemas” não tenham o mesmo sentimento diante dos escândalos que acontecem diariamente no país, que fazem evaporar bilhões de reais dos cofres da nação, deixando milhares de pessoas na miséria, inclusive condenando-as a morte.

No Ministério dos Transportes, toda a cúpula foi afastada. Logo em seguida, estourou o escândalo na Conab e no próprio Ministério da Agricultura. Em decorrência das investigações no Ministério do Turismo, a Justiça Federal determinou a prisão de 38 pessoas de uma só tacada.

Mas a preocupação oficial é com o uso de algemas. Em todos os países do mundo, a doutrina policial ensina que todo preso deve ser conduzido algemado, porque a algema é um instrumento de proteção ao preso e ao policial que o prende.

Quanto às provas da culpabilidade dos envolvidos, cabe esclarecer que serão apresentadas no momento oportuno ao Juiz encarregado do feito, e somente a ele e a mais ninguém. Não cabe à Polícia exibir provas pela imprensa.
A ADPF aproveita para reproduzir o que disse o ex-ministro Márcio Thomaz Bastos: “a Polícia Federal é republicana e não pertence ao governo nem a partidos políticos”.

Brasília, 12 de agosto de 2011

Bolivar Steinmetz

Vice-presidente, no exercício da presidência

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Programação do 6º encontro dos ex-alunos da Escola Industrial de Natal.

Notícias

Galeria de Imagens

FUNCERN Notícias n.° 07

Concursos

Vem aí o 6º Encontro do Ex-aluno IFRN

Sex, 12 de Agosto de 2011 16:27
Ex-alunos, alunos, servidores e aposentados do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do RN (IFRN) têm um encontro marcado no próximo dia 17 de setembro: a tradicional Festa do Ex-aluno, no Clube dos Empregados da Petrobras (Cepe).

O 6º Encontro é promovido pela Associação dos Ex-alunos de Escolas Federais Industriais e Técnicas (Assefit/RN) e, neste ano, contará com a animação da Banda FlashBack (anos 60), da cantora Leny Caldas (MPB) e do Pagode Nosso Grito.
As camisetas serão vendidas a partir da próxima sexta-feira (19), no campus Central do IFRN (sala da associação dos servidores), na Miranda do Midway Mall e na Lampadinha (Alecrim e Av. Salgado Filho). O valor é R$ 35 e dá direito a cinco fichas para bebida (cerveja ou refrigerante) e churrasco à vontade até às 17h.

Os associados em dia com a anuidade da Assefit/RN pagarão apenas R$ 15 pela camiseta (para estes, o pagamento de venda será apenas o IFRN).


Serviço

6º Encontro do Ex-aluno do IFRN
Onde: Cepe (Av. Ayrton Senna, 1891, Parque dos Eucaliptos – Parnamirim/RN)

Quando: sábado, 17 de setembro

Hora: 12h

Senhas: R$ 35 (Campus Central do IFRN, Miranda do Midway Mall e Lampadinha do Alecrim e Av. Salgado Filho

Informações: twitter.com/FestaEX_IFRN
(84) 4005.268







segunda-feira, 15 de agosto de 2011

O homem mais amarrado de Caicó.

O “Tio Patinhas” nordestino








Amarrado, mesquinho, sovina, mão-de-vaca. Esses são alguns dos adjetivos usados para definir Adelço. Apelidado de “Ganhador”, esse norte-rio-grandense tem a fama de ser o maior pão-duro do Brasil.

Luana Batista

“Eu não tenho tudo que amo, mas amo [muito] tudo que tenho”. Pode até ser clichê, mas José Adelço de Medeiros nem se incomoda. Para ele, o verso é lema. O potiguar nascido em 5 de março de 1951, no município de São José do Seridó, aprendeu cedo a conjugação do verbo economizar.

Começou a trabalhar inda menino. Ajudava o pai com os serviços na padaria, num horário, e no outro estudava. Nunca teve emprego formal, mas nunca ficou desocupado. Um autônomo empreendedor. Hoje intitula-se corretor de imóveis. Tem mais de 30 prédios alugados em Caicó – local para onde se mudou ainda criança. Herança? Ele nega. Diz que veio de uma família humilde. Conseguiu tido com base no esforço – e na economia.

Seu mestre foi um comerciante com quem trabalhou na juventude. “Ele vivia me dizendo: ‘menino, não se gasta mais do que se ganha’. Eu não podia ganhar 50 e gastar 55. Aprendi direitinho a lição. Comecei a gastar somente com aquilo que ia me dar retorno”, conta. Nessa época, surgiu o apelido de Ganhador. Ele explica: “Fazia de tudo, mas só entrava num serviço se fosse para ganhar. Não importava tanto o valor. Se era para ganhar, eu fazia e ainda faço”.

E para ganhar algum, Adelço faz serviço de artesão, entregador, despertador, “ledor”, escritor e, dentre outros ofícios, já foi até carpideiro (pessoa paga para chorar em funerais). “No serviço de despertador chamo até o cabra acordar, mas o pagamento tem que ser adiantado”, informa.

Para escrever cartas, ele tem uma tabela de preços. Se o interessado dita o conteúdo, o preço é um; se ficar a critério do Ganhador, aí aumenta. O valor do pagamento ainda depende do gasto com material, sendo menor se o cliente já trouxer caneta e papel. A tabela vale ainda para o serviço de leitura de jornais – depende do número de páginas e da entonação. Ele pode somente ler ou também interpretar as notícias. Se um parente lhe visita, é recebido com muita satisfação. Mas paga aluguel da rede ou do colchonete.

Quem pensa que é só isso, engana-se. Em Caicó, todo mundo sabe do cartório doméstico de Adelço. Quem morre na cidade, ganha uma ficha nos arquivos dele. “É comum que familiares ou credores precisem de informação sobre os falecidos, e o cartório é muito demorado”, explica. Para cada tipo de consulta, uma taxa.

O pagamento diferenciado também é cobrado nos aluguéis dos imóveis, semanalmente. “Porque no mês que tem 5 semanas eu ganho mais”, justifica. Quem quiser se tornar seu inquilino, antes tem de fazer contrato e pagar um “calção” no valor equivalente a 5 semanas.

E nem dormindo ele perde. Diz que passou muitas noites na rua, para guardar lugar em filas. Viu que o mercador era promissor, e recrutou pessoas pobres para ajudá-lo no serviço. Pela manhã, vendia as vagas e, como não podia deixar de ser, saia ganhando.

Sem abrir mão de nada

As lições de Adelço não são apenas de como ganhar dinheiro de um modo inusitado. Ele também é expert na arte da economia.

No seu guarda-roupa, imperam as camisas de propaganda. As refeições são feitas no restaurante popular do Governo do Estado, por R$ 0,50. Economia multiplicada: alimentos, gás, água, além de conservar os objetos domésticos. Para se locomover na cidade, usa sua “Cinquentinha” – uma motocicleta de 50 cilindradas que não precisa emplacar. Com o veículo, Adelço gasta R$ 10 por mês, mas só o utiliza para ganhar alguma coisa.

Na conta de energia, o total a pagar é R$ 2,90. Ele dá a receita: “a televisão só é ligada a noite, e de vez em quando. As lâmpadas são fluorescentes e de 15 velas. As paredes que dividem os cômodos não encostam no teto; assim, é uma lâmpada para cada dois compartimentos”.

Se o calendário indica o aniversário de algum amigo ou parente, não pensa duas vezes. Liga para prestar homenagem ao aniversariante. A ligação sempre começa com o “9090”. Nem se importa. “Se já estou ligando para parabenizar, é justo que a pessoa pague a ligação”, afirma. Por falar em ligação, telefone é um meio de comunicação de que ele não dispõe. É só mis um jeitinho de economizar.

Da sua cartilha, um dos principais feitos foi a multiplicação dos fósforos. Ele percebeu que os fósforos de um determinado fabricante eram roliços e poderiam ser divididos em dois, o que fazia a caixa sair pela metade do preço.

Perfil

Assim Adelço leva a vida. Aos 55 anos, é solteiro e não tem filhos. Conta que nunca teve vontade de ser pai ou de casar. Na sua opinião, hoje em dia é muito complicado. “Quando sabe que você tem alguma coisa, a mulher casa por interesse. Isso não dá pra mim, não”, diz. Amigos são poucos. “Pois hoje em dia o povo é muito interesseiro e agente tem que selecionar bem com quem anda”, explica.

Não joga, não fuma, nem bebe. Também não pratica esportes. Deles, o que mais gosta é boxe. A explicação é a mão fechada. Católico praticante, todo domingo vai à missa. Já recebeu até correspondência do Vaticano, em resposta a uma carta que enviou ao Papa Bento XVI. Queria ganhar a benção apostólica e uma comenda, em reconhecimento aos serviços prestados à paróquia de Caicó. Dízimos? Não entrega. “Sei que bíblico, mas 10% é muito dinheiro…”. Justificando-se, garante que, quando morrer, a herança vai ficar para um projeto social coordenado pela Igreja Católica do município.

Já foi cliente da Agência do Banco do Nordeste em Caicó, obviamente com uma conta poupança. “Eu guardo dinheiro, mas depois tiro para comprar imóveis. Eu sou assim, gosto mesmo é de investir”, explica.

Adelço acredita que as pessoas deveriam seguir seu modo de vida. “Não se pode ser estragado. Se você vir meu exemplo e aplicar pelo menos 10% do que faço, já vai ver a diferença”, aconselha.

Fama

As idéias incomuns de Adelço lhe renderam uma boa fama. Em Caicó, todo mundo sabe quem é o pão-duro. Ele foi destaque no Fantástico e no Programa do JÔ, bem como ganhou espaço em diversos jornais do Estado. Sua história também está registrada no livro “Me leva Brasil – a fantástica gente de todo os cantos do País”, do jornalista Maurício Kubrusly. O título do seu capítulo? “O Ganhador”. Agora, seu sonho é participar do “Domingão do Faustão”.

Sua comunidade no Orkut (site de relacionamentos) “Eu conheço Adelço, o ganhador”, criada no mês de novembro, já tem 185 participantes. Todos os comentários ressaltam a sovinice da figura. Ele encara tudo com bom humor. “Acho até legal que me chamem de pão-duro. Ruim seria se dissessem que sou ladrão”, afirma.

Ele também não se importa com o assédio. Acostumou-se com ávida de celebridade do município. No entanto, garante que, por mais que lhe peçam, não dá autógrafos. Mas isto nada tem a ver com o fato de ter de abrir a mão. Esclarece dizendo: “nos dias de hoje, sabe-se lá o que vão fazer com minha assinatura”.

Faz sentido.










quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Poeta do Seridó e senhora do Assu sepultados hoje.

O poeta José Saldanha de Menezes Sobrinho e a a sra. Àurea Cortez de Lima, ambos com 93 anos e viúvos, foram sepultados na manhã de hoje, no cemitério Morada da Paz. Ambos faleceram após complicações pós-operatórias, na tarde deontem. Zé Saldanha , como era conhecido, era cordelista e poeta popular, nascido em Santana do Matos e criado em Currais Novos. Dona Àurea Cortez de Lima, era da família dos "Targino" do Vale do Assu/RN, como eram conhecidos os Cortez naquela região conturbarda nos anos 30, em consequência da revolta dos salineiros de Macau e trabalhadores do Vale do Assu, liderados por Manoel Torquato e o comunista Miguel Moreira. Dona Àurea deu depoimentos para a cientista política Brasilia Carlos Ferreira, autora do "Sindicato do Garrancho" e para o jornalista Luiz Gonzaga Cortez, em 1991, matéria publicada na Tribuna do Norte, de Natal. Ela era a última testemunha dos episódios conhecidos como "a guerrilha de Manoel Torquato", ocorrida após o fracasso da rebelião comunista de 23 de novembro de 1935, em Natal. Aurea Cortez de Lima era viúva de João Rebouças, de Macau, mãe do advogado José Régis Cortez de Lima, assassinado em Natal, da professora Rosa e da médica Zoé Cortez de Lima, além de mais dois filhos.
Minhas condolências às duas famílias enlutadas. Estive no enterro de Zé Saldanha. Capela cheia de familiares e amigos do poeta do "Recanto do Sertão", além de Dutra Assunção, editor do jornal Cajarana, de Santana do Matos, do sr. Corcino, vereador Aquino Neto, Meri  Medeiros, poetas Abaeté, Juarez Araújo, Bob Mota e José Lucas de Barros.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Tirania Mundial, na visão do professor Benayon.

Tirania mundial

Publicado em A Nova Democracia, nº 80, agosto de 2011


Adriano Benayon * – 19.07.2011
Tirania é o nome adequado para designar o “governo mundial”, na direção do qual avança o império. No campo da informação e da comunicação, para alcançar seus objetivos, a oligarquia tirânica:

1) põe a mídia e formadores de opinião a distorcer os fatos ou a simplesmente mentir;
2) arrasa as culturas nacionais, bases da cultura universal, e destrói os valores que sustentam as civilizações; cria idéias falsas e injeta-as em massa nas mentes das pessoas.
2. Dessas idéias fazem parte ideologias, como:
1) a de que os mercados livres resultam em uso eficiente dos recursos disponíveis e favorecem as economias locais e a economia internacional (liberalismo, monetarismo e outras);
2) a idéia de que os bancos podem ser controlados por donos e acionistas privados sem que os governos dos países não fiquem subordinados a eles;
3) a idéia de que a concentração financeira e econômica, uma vez constituída, pode ser controlada pelo Estado e não implica necessariamente:
a) a destruição da concorrência nos mercados;
b) o não-desenvolvimento de formas de energia, modos de transporte, tecnologias e produtos necessários ao bem-estar da sociedade, inclusive nos alimentos e no setor da saúde;
c) a supressão total de qualquer forma de democracia e de governo favorável à sociedade.
4) a idéia de que existe uma comunidade internacional.
3. Esta só teria como existir se as nações se autoderminassem e se interagissem em cooperação profícua para todas as partes envolvidas. Na realidade, não há nação alguma autodeterminada: as próprias sedes do império - Estados Unidos e Reino Unido (Inglaterra) - são dominadas pela oligarquia mundial, e as organizações “internacionais”, a começar pelas “Nações Unidas”, não passam de instrumentos a serviço da tirania globalista.
4. Desde o fim da 2ª Guerra Mundial, alem da contínua e sempre intensificada intervenção da mídia e dos formadores de opinião, pré-pagos e pós-pagos, os países da periferia do império - notadamente o Brasil, em função de seus recursos naturais sem par - sofreram pressões político-militares, inclusive golpes de Estado, para enfraquecer e desarticular o nacionalismo e o papel diretor do Estado na economia.
5. As campanhas ideológicas regidas pelo império associaram o nacionalismo ao fascismo, ideologia que se apresentou como nacionalista, mas nunca foi senão instrumento dos concentradores financeiros mundiais.
6. Nas periferias também predominaram as ditaduras subordinadas ao império anglo-americano, mais submissas a este do que as fascistas européias, que fizeram o jogo do império, embora, na aparência, a ele hostis.
7. Atualmente, o Brasil precisa preservar-se como nação, pois esta está a ponto de se desintegrar, e isso seria desastroso para os que vivem no território nacional. Não importa se o nome disso (preservar a Nação) é nacionalismo ou não: é o que tem que ser feito.
8. Deixo para artigos subseqüentes a exposição do que entendo deva ser feito. De pronto, interessa encarar o cenário mundial que se apresenta com brutalidade nunca antes verificada, tanto no campo econômico-financeiro como no das armas, cada vez mais letais e criminosamente empregadas pelas forças a serviço da tirania.
9. Povos vitimados: praticamente todos. Mais especialmente, por meio da destruição massiva das finanças: o grego e quase todos os outros. Através do genocídio por meios ditos militares: Líbia, Iraque, Afeganistão, Paquistão, Somália, sem falar em muitos outros hostilizados por terroristas agentes do império, afora a subversão por ele financiada e armada.
10. A finança (bancos, fundos etc.) e a indústria de armamentos, ambas controladas pela tirania global, estão intimamente entrelaçadas. A primeira investe na segunda, que garante em favor daquela, o controle de vários países e a sobrevivência do dólar: é a pressão militar que faz que o grosso do comércio mundial seja realizado através dessa moeda hiperinflacionada.
11. Parte substancial dos déficits acumulados pelo Tesouro dos EUA decorre das crescentes despesas com a máquina de guerra. São cerca de US$ 800 bilhões anuais, ou seja, quase metade do déficit, previsto este ano em 1,7 trilhão. Só o massacre do Iraque já fez os EUA gastarem U$ 4 trilhões no interesse dos bancos, das transnacionais anglo-americanas do petróleo e de empreiteiras do império e de seus satélites europeus.
12. Do lado das receitas, se as pequenas e médias empresas não estivessem sufocadas pela falta de crédito e por juros altos, a produção teria crescido e a arrecadação tributária, muito maior, faria reduzir em muito esse déficit.
13. Por que falta de crédito e juros altos para atividades produtivas e geradoras de emprego, se os grandes bancos dos EUA podem captar dinheiro emitido pelo FED a juros de 0,25% e se, nem precisam disso, pois o FED e o Tesouro os encheram de dinheiro criado em computadores?
14. Por que isso, se esses bancos dispõem de reservas em excesso, de US$ 1,6 trilhão? Por que isso, se o Tesouro lhes deu trilhões de dólares, ao comprar, pelo valor de face, derivativos podres, i.e; títulos superpostos sobre outros que, na base da pilha, não podiam ser pagos pelos devedores e deveriam levar os bancos à falência.
15. O “governo” salvou-os desse modo, embora a crise, que ele dizia querer evitar com isso, proveio da criação irresponsável dos derivativos, com os quais os bancos obtiveram polpudos ganhos.
16. Entre as incríveis benesses em favor dos bancos e à custa da economia, há mais uma, especialmente relevante: o FED está pagando juros aos bancos pelas reservas em excesso que eles ali depositam, as quais provêm de dinheiro emitido pelo próprio FED e do socorro provido pelo Tesouro.
17. Essas reservas passam de US$ 1,6 trilhão, das quais US$ 600 bilhões de agências de bancos não-americanos nos EUA: entre os maiores, dois britânicos, dois suíços, um francês e um alemão. O que não fica nessas reservas é aplicado em especulações, por exemplo, com commodities.
18. Prosseguem, assim, os efeitos do colapso financeiro, que despontou em 2007, já que o modo como os oligarcas determinaram os “governos” (inclusive europeus) a agir não eliminou as causas da crise de 2007/2008 e ainda produziu novos fatores de crise. É por isso que os analistas não-teleguiados pela tirania prevêem, para breve, uma crise ainda mais aguda do que aquela.
19. De um lado, ainda ficaram com os bancos enormes somas de derivativos, cada vez mais insolváveis, porquanto a economia real não foi recuperada (ao contrário, predomina a depressão em muitos países).
20. De outro lado, o colossal socorro aos bancos, com dinheiro público e com emissões desbragadas de mais dinheiro, produziu mais uma crise: a dos déficits e a da dívida pública, como a dos EUA.
21. Além disso, foram geradas crises na periferia européia com a depressão econômica nos EUA, no Japão e na maior parte dos países europeus, e também em função de jogadas de bancos, como o Goldman Sachs, que causaram aumentos nos juros das dívidas desses países, com a ajuda das agências de risco e fazendo hedge com essas dívidas.
22. Nos EUA o “governo” está tentando fazer duas coisas contraditórias: 1) evitar que o dólar deixe de ser a moeda das transações mundiais; 2) continuar inflacionando essa moeda. Ambas refletem o mesmo desejo: prosseguir valendo-se da mordomia que lhes proporciona cobrir os astronômicos gastos militares do império, além das loucuras em favor dos bancos e demais concentradores econômicos, simplesmente emitindo aquela moeda.
23. Nesse contexto está inserida a batalha político-demagógica entre “democratas” e “republicanos” sobre a elevação do teto de endividamento dos EUA. Se o Congresso não a autorizar, os EUA teriam de cessar os pagamentos da dívida federal (US$ 17 trilhões, sendo US$ 3 trilhões de títulos com o FED).
24. Isso detonaria o colapso do dólar. Para conseguir aquela autorização, o presidente “democrata” dos EUA propôs diminuir as despesas federais mediante brutais cortes nos gastos sociais, o que fará agravar ainda mais a depressão, a crise imobiliária, o desemprego e tudo mais. Ele parece pretender superar, em zelo castrador da economia, o “republicano” Hoover, que fez aprofundar a depressão após a crise financeira de 1929.
25. Os Estados, as cidades e os condados naquele país já se encontram em situação insustentável, proibidos que são de ter déficits orçamentários. Cerca de 100 cidades importantes estão prestes a entrar em posição falimentar, o que acontece também em estados importantes.
26. A nova fase do colapso financeiro mundial repercutirá no Brasil, cuja situação já é desfavorável, como demonstrei em artigo recente.
• - Adriano Benayon, doutor em economia pela Universidade de Hamburgo, Alemanha, é autor de Globalização versus Desenvolvimento.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Cantar de Amor e de Amigo.

Não conhecia esta crônica do grande Joanilo. Recebi e repasso....Um verdadeirto canto de amor à nossa Natal...(cvp)








Cantar de Amor e de Amigo

Joanilo de Paula Rêgo



Eu te amei tão de repente, para sempre e eternamente, no momento em que te vi e aspirei o teu perfume, e o meu amor de menino, posse, paixão e ciúme, enraizou-se no teu chão, no teu céu e tua gente, doce cidade-menina, bela cidade-mulher, cidade que me fez homem, a minha primeira dor, a primeira poesia, meu primeiro e doido amor, a minha flor de alecrim, desfolhado malmequer,



amo a Natal das serenatas, da perpétua e louca festa, dos seus boêmios cantores, das suas canções de gesta, manhãs de belezas nuas, noites de estrelas despidas, o Potengí onde bóiam as esperanças perdidas, a Redinha onde balouçam tantos sonhos tresmalhados.



Procissão dos Navegantes, Festa do Cajus, inocências afogadas nas águas do Rio Doce, e essa pureza da infância que numa noite apagou-se, travessias do canal, gritos na Praia do Forte, vida de tantas veredas, sem rumo, bússola ou norte. Natal, crescendo em idade, moça passando a mulher, que se entrega a quem mais ama, que se dá a quem mais der, seios cheirando a jasmim, doce hálito de alecrim;



perfume de jitirana que ficou na ilha de mim, sexo recendendo a chuva, terra molhada no cio, as enxurradas de inverno, a brisa fresca do estio, as mangueiras de Petrópolis, cajueiros do Tirol, teu corpo frio de lua, tua alma clara de sol. Quintas que tanto pecais, Rocas saudades no cais, Ribeira dos cabarés, adeus para nunca mais, e esse odor de maresia, de cachaça, sêmen e sangue, que sobe quando o sol desce, barcos do Canto do Mangue. Grande Ponto coração, cabeça, luz, passarelas, tribuna livre do povo, pelourinho das donzelas.



Dêem-me uma taça de chá, bolacha com mel de abelha, quero acender as lembranças, fogo-fátuo, luz, centelha, há tanta coisa a esquecer, há tantas coisa a lembrar, no teu ventre de sereia quero dormir, me afogar... não canto a Natal de outrora sepultada na memória, nem canto a Natal futura de uma era sem história, eu canto a Natal de agora, sem ontem nem amanhã, Natal existencialista, rebelde, sensual, pagã, Natal de todos os templos, credo, cor, partido, idéia, pura como um santuário, devassa como Pompéia,



ai, amar mulheres várias porém cidade só uma, molhada de sal e sol, de suor, de mar, de espuma, eu te amo, cidade-fêmea, além do bem e do mal, terra de todos os tempos, intemporal e espacial, cidade dos Reis Magos, de poetas e navegantes, de marinheiros errantes, de pescadores e amantes, és meu berço e minha cova, minha vida, amor, paixão, morrerei na madrugada, mordendo o teu coração, beijando teu sexo em flor coberto de relva fria, bebendo o leite que escorre das tuas dunas, teus seios, ouvindo o canto de adeus na voz da minha Maria, subindo aos céus num cortejo de anjos e pombos-correios, deixando no ar a mensagem de paz, amor e ideal, que vem das tuas entranhas, ó minha amada Natal.



Fonte: Crônicas Natalenses/Antologia (EDUFRN-Diário de Natal-1999)



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domingo, 31 de julho de 2011

6º encontro dos ex-alunos da Escola Industrial de Natal será no dia 17 de setembro.

Será mesmo no CEI, na avenida Airton Senna, em Nova Parnamirim,  no dia 17 de setembro, o próximo encontro dos ex-alunos da Escola Industrial e Escola Técnica Federal de Natal. A informação não consta do boletim nº 01 da Associação dos Ex-Alunos, atualmente presidido por Francisco Bernardino de Souza, eleito em maio passado. No boletim, consta que seria no Boulevard Recepções, mas na manhã de hoje, 13.08, Ribamar, da banda "Flash Back", que vai animar a festa, falou com com Luiz Antonio Soares, por telefone, e este informou que foi um engano. Ribamar telefonou na minha frente e do sr. Laércio Severiano, "o homi do exeurço".
A comissão coordenadora do próximo encontro é presidida pelo professor Luiz Antonio.
A associação está programando uma excursão pelas serras potiguares, no final do ano. Os interessados devem procurar Zelda, pelo fone 9413.9546.
O boletim traz o nome de um diretor jurídico, Ubirajara de Holanda Cavalcante Júnior, falecido em acidente (colisão com carro da PM/PE, em que foi vitimado um sargento), em Salgueiro, conforme nota publicada na Tribuna do Norte de 29.07.2011. Nesse dia, à tardinha, o carteiro entregue a correspondência da ASSEFIT em minha residência (o Correio passou 4 dias para fazer a entrega do boletim fotocopiado).
Luiz G. Cortez.




Olhem aí, João Carlos de Oliveira, dos seus quase 1,90m de altura,fazendo a sua pregação. "Senhor, Meu Deus, como é bom estarmos entre amigos dos maravilhosos tempos da Escola Industrial".





Vejam sr. Laércio Severiano da Silva, o segundo da direta para a esquerda. Qual o ex-aluno que não se lembra de sr. Laércio, "o homi do iséuço, do dia trinta e um de mauço"?

Pinçando os blogues de Fernando Caldas e Laélio F. de Melo.

sábado, 30 de julho de 2011
NOITE DE NATAL


Imagem: Por do sol, rio Potengi

*Por Bosco Lopes

As muitas outras cidades que me perdoem, mas Natal é fundamental. Não fosse pelo seu pôr do sol do Potengi, seria pelas pessoas que o contemplam, embriagas de poesia e que passeiam a beleza pelas suas ruas seculares.
Nasceste, Natal, entre o rio e o mar, com os teus alicerces ancorados nos arrecifes da Praia do Forte, estrela maior que guia a nau catarineta tripulada de poetas, que saem por tuas noites em busca de bares nunca dantes navegados. C aminhas ecologicamente banhada pelo rio e protegida pelas dunas. Foste a bem amada dos aventureiros gauleses, holandeses e lusitanos, para tempos depois servires de pilar de uma ponte de guerra que ia desta parte ao outro mundo.

Natal, admiro a ternura fotogênica dos teus becos: becos que não cantei num dístico. Mas que canto cotidianamente com a minha presença, pois num deles aconteceu, num acaso feliz, meu batismo de cachaça e poesia, apadrinhado por Berilo Wanderley e Celso da Silveira. Para citar apenas um, fico com o bar do beco de Nazi, que com suas alquimias prepara a melhor “ meladinha” deste mundo.

Nas tuas noites, vejo teu nome inscrito em gás neon: Maria Boa, educadora de várias gerações. Noites que varei violentando teu silêncio com violões, modinhas, amigos e tragos de aguardente. Noites inolvidáveis do Brizza Del Maré, do Cisne, do Granada Bar, do Acácia, tão distantes das tardes de minha infância, onde no patamar da Igraja do Galo meu velocípede azul pedalava esperanças. Mas é nas tuas manhãs ensolaradas que vejo tuas mulheres bonitas na passarela pública das praças, parques, praias e se perderem de vista.

Mas se é inverno, evito tuas praias e me agasalho no abrigo dos copos dos teus bares e no calor dos corpos de tuas mulheres. Tenho tudo para te agradecer, Natal, pois tudo me deste: poetas como Itajubá, Jorge Fernandes e Jaime Wanderley, cujos versos guardo de memória.

Eu, também etilírico poeta, de pé no chão aprendi o ofício da poesia para te dizer: muito obrigado, Natal, pelas dádivas que de ti recebo há 33 anos.

*Poeta natalense, boêmio, já falecido.
Postado por Fernando Caldas
BONS AMIGOS
Abençoados os que possuem amigos, os que os têm sem pedir.
Porque amigo não se pede, não se compra, nem se vende.
Amigo a gente sente!
Benditos os que sofrem por amigos, os que falam com o olhar.
Porque amigo não se cala, não questiona, nem se rende.
Amigo a gente entende!
Benditos os que guardam amigos, os que entregam o ombro pra chorar.
Porque amigo sofre e chora.

Amigo não tem hora pra consolar!
Benditos sejam os amigos que acreditam na tua verdade ou te apontam a realidade.
Porque amigo é a direção.
Amigo é a base quando falta o chão!
Benditos sejam todos os amigos de raízes, verdadeiros.
Porque amigos são herdeiros da real sagacidade.
Ter amigos é a melhor cumplicidade!
Há pessoas que choram por saber que as rosas têm espinho,
Há outras que sorriem por saber que os espinhos têm rosas!
(Machado de Assis)
Do FB de CCS
Fernando Caldas Fernando Caldas às 30.7.11 0 comentários Links para esta postagem Enviar por e-mail
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segunda-feira, 25 de julho de 2011

Um artigo do escritor de Parelhas/RN.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

A ALEGRE DÉCADA DE 30

Jorge Rodrigues de Senna*
Por volta de 1937 ou 38, estabeleceu-se, no Rio de Janeiro, uma empresa mexicana chamada Conservas Del Rio, de vida efêmera, dedicada à fabricação de doces e, também, de conservas em geral. Uma das suas primeiras providências, para lançar-se entre nós, foi encomendar uma música a Ari Barroso, cuja fama de grande compositor já era notória.
O ubaense deu um capricho na ideia e saíram estes versos gostosos: “Sexta-feira à meia-noite / vou botar na encruzilhada / um feitiço pra você lerelê. Já comprei um galo preto/uma dúzia de amuleto e azeite de dendê, pra você lerelê”.
Quem comprasse qualquer dos produtos da Del Rio era convidado a escrever e informar que palavra ou expressão deveria ser usada em lugar do lerelê.
Cada acertador foi premiado com um dos produtos em lançamento no mercado nacional. Um deles foi Otávio, meu companheiro da “República” em que habitávamos, na Rua General Osório, n° 227, em Natal-RN. O rádio não parava de apregoar, a cada instante, a doçura, a maravilha de sabor com que se deliciavam aqueles que experimentavam os produtos tão intensamente anunciados. A favor da empresa, já havia a ideia impregnada em nossas cacholas, naquele tempo, de que “tudo que é estrangeiro é bom”. Havia a “convicção” de que qualquer produto brasileiro, se começasse a ter aceitação, logo seria falsificado pelos fabricantes ou distribuidores. Foi aí que a Del Rio se deu mal. O doce ganho pelo companheiro Otávio.
– Que mo deu a experimentá-lo – era de ruindade insuperável.
Uma lata redonda com água açucarada e 12 pedaços de maçã. E acho até que era maçã verde: dura e sem qualquer sabor. Para ganhá-la Otávio queimara as pestanas e respondera, acertadamente, que em lugar de lerelê devia ser usada a expressão “me querer”. Milhares acertaram, o que repercutiu bem entre os 40 milhões que nós éramos em 1940. Talvez 3 milhões tivessem acesso à pífia mídia de então. Quem se saiu muito bem desse acontecimento foi Ari. Talvez tenha sido essa a maior campanha de divulgação de uma entidade na época. Eleição era palavra proibida. A divulgação intensa e muito bem dirigida da sua música, certamente influiu para que logo depois fosse ele contratado pela Metro Goldwin Meyer, para acompanhar Carmem Miranda, que recentemente deixara o Cassino da Urca e partira para os Steites a fim de resplandecer nas telas do mundo com suas magistrais apresentações de Chica Chica Boom, Uma Noite no Rio e outros filmes, cujos nomes me fogem agora. Foi nessa época que dona Darci Vargas iniciou campanha para an- gariar fundo financeiro destinado à edificação de seu sonho maior, a “Cidade das Meninas”, onde seriam acolhidas mães solteiras adolescentes, para o que chegou a obter um grande terreno nas imediações do Estádio “Caio Martins”, em Niterói-RJ, certamente doação do genro, Almirante Amaral Peixoto, então Interventor Federal naquele Estado.

Foi quando ela promoveu uma série de espetáculos no Teatro Municipal do Rio, a que denominou “Joujoux de Balangandans” e encomendou a Ari Barroso música para engrandecer aquelas noites que marcaram o início da “Era do Rádio” no Brasil. Lá foi lançado, tocado pela primeira vez, a genial Aquarela do Brasil. Estavam no auge de suas carreiras Francisco Alves, Orlando Silva, Silvio Caldas, Carlos Galhardo, Nelson Gonçalves, Gilberto Alves e todos os outros monstros sagrados da época, como Dorival Caimmy, com seu No Tabuleiro da Baiana, Os Quindins de Yaiá e toda a sua já então vasta produção musical. Também estavam as irmãs Linda e Dircinha Batista, que, segundo as más línguas, seriam as culpadas pelo abandono, por Dona Darcy, do projeto da “Cidade das Meninas”.
Isto é outra estória. Triste. Não conto, mesmo sendo o eleitor da UDN, que vim a tornar-me.
*Jorge Rodrigues de Senna é escritor e acadêmico
Fonte Jornal Diário da Manhã - 04 de Janeiro de 2011.




terça-feira, 11 de janeiro de 2011

A foto é antiga, mas é do escritor Jorge Rodrigues de Senna, natural de Parelhas, parente de Zequinha Marcolina, morador do bairro de Candelária, em Natal/RN. Não o conheço pessoalmente, mas falei com por telefone. Qualquer dia a gente se encontra.

A foto é antiga, mas é do escritor Jorge Rodrigues de Senna, natural de Parelhas, parente de Zequinha Marcolina, morador do bairro de Candelária, em Natal/RN.  Não o conheço pessoalmente, mas falei com por telefone. Qualquer dia a gente se encontra.
O tempo é o senhor da história. Esta frase é repetida sempre que se quer enfatizar algo que acontecendo mais tarde se traduz como o reconhecimento de uma situação que estava de certa forma, esquecida ou desconsiderada.



Como corolário dos seus 80 anos, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso tem sido alvo das mais efusivas comemorações, demonstrando assim o reconhecimento merecido pelo seu trabalho, pelo seu desempenho, por sua vida acadêmica e política, pelos mais variados segmentos da nossa sociedade.



Agora mesmo, acaba de receber uma significativa homenagem no Senado Federal, onde foi alvo de diversos discursos, todos laudatórios e congratulatórios.



Recebeu também uma mensagem muito carinhosa da nossa presidenta, reconhecendo o seu trabalho “…como o presidente que contribuiu decisivamente para a consolidação da estabilidade econômica…” e, principalmente, a sua atuação como presidente da república. O que veio a demonstrar claramente uma diferença de atitudes entre a atual detentora do cargo de presidente e o seu antecessor.



Roberto Pompeu de Toledo, em sua coluna semanal na revista Veja, na edição de nº 2223, de 29 de junho de 2011, faz uma análise do comportamento de FHC em comparação aos de outros ex-presidentes, demonstrando assim uma diferença que só faz destacar a sua forma de agir. Nesse artigo em que analisa o comportamento de ex-presidentes desde Getúlio Vargas até Luiz Inácio, ele mostra como há similaridade de atitude entre eles, que não souberam viver o pós-presidência de forma consciente. O articulista deixou de mencionar o ex-presidente Dutra, nosso coestaduano, cujo comportamento foi similar ao de FHC.



O ex-presidente teve como suporte e apoio constante a presença marcante de da. Ruth Cardoso (vitimada por uma arritmia cardíaca em 24 de junho de 2008), que soube, com muita consciência e classe, entender, superar e perdoar comportamentos extraconjugais do seu marido, igualando-se, nesse aspecto, a Hillary Clinton e Jacqueline Kennedy.



O que se constata nesta quadra da vida do ex-presidente é que ele está tendo o seu valor reconhecido no contexto anterior e no atual. Pesado, medido e contado, como se refere o texto bíblico em assuntos desta espécie.



FHC é considerado o 11º pensador global mais importante pela revista Foreign Policy 2009 pelo debate sobre a política antidrogas. É integrante da Comissão Latino-Americana de Drogas e Democracia, que defende uma nova abordagem contra o tráfico. Ele defende que a atual política de combate às drogas pela repressão não está funcionando: “São necessárias outras medidas como a mudança da legislação para pequenos traficantes, com penas diferenciadas”.



Em maio de 2011, participou do lançamento do filme “Quebrando o Tabu”, uma manifestação pacifista em favor da descriminalização das drogas em que aparece como âncora, tendo ao seu lado os ex-presidentes Bill Clinton e Jimmy Carter.



FHC continua em plena atividade, presidindo o Instituto Fernando Henrique Cardoso e a Fundação OSESP – Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo – organização criada para manter esta orquestra de nível internacional. Participa ainda de diversos conselhos consultivos em diferentes órgãos do exterior como o Clinton Global Initiative, da Brown University e da United Nations Foundation.



Em 2005, foi eleito, por meio de uma votação feita pela internet e organizada pela revista britânica Prospect, um dos cem maiores intelectuais ainda vivos do mundo.



Ou seja, FHC nunca parou. Aristóteles foi um dos primeiros a observar que nos tornamos as pessoas que somos em virtude das nossas próprias decisões. Com o conhecimento as pessoas acabam bebendo em muitas fontes, procurando aqui, ali, acolá. Mas no frigir dos ovos, o que resta verdadeiramente é o resultado da disciplina pessoal, quando o indivíduo se torna discípulo de si mesmo. Passa a ser seu próprio professor, treinador, técnico e orientador. É o que acontece com todas as pessoas conscientes. Penso que foi o que aconteceu com o Príncipe – pela sua postura pessoal, acadêmica, altaneira, altiva, política e intelectual, é assim que FHC é chamado por muitos.





Autor Heitor Freire – Corretor de imóveis e advogado.



Campo Grande MS



publicado no Campo Grande News



Fonte:blog.msmacom.com.br

Campanha de alfabetização de adultos será lembrada.

Os 50 anos da campanha de alfabetização de adultos será lembrado em 2012 em Natal, por um grupo de admiradores do professor Paulo Freire, idealizador do método revolucionário de alfabetização que foi implantado em Angicos, terra do governador Aluizio Alves. Em 1992, publicamos uma série de reportagens no Diário de Natal, através do caderno Educação, editado pela jornalista Ana Maria Cocentino Ramos. Vamos transcrever as reportagens.


25/07/2011


Método Paulo Freire – 30 anos da campanha de alfabetização de adultos de Angicos/Rn.

1962-1992 – Série de Reportagens do jornalista Luiz Gonzaga Cortez – Prêmio jornalista Raimundo Ubirajara de Macedo – 1993.

A primeira matéria da série de reportagens foi publicada no Caderno “DN Educação”, do Diário de Natal, Ano I, número 002, em 16 de setembro de 1992, sob o título “ Igreja recusa apoiar método Paulo Freire”.



Há trinta anos, desenvolveu-se no centro geodésico do Estado do Rio Grande do Norte, em Angicos, a campanha de alfabetização em massa de adolescentes e adultos, de 14 a 70 anos de idade, da América Latina. Foi a aplicação do chamado “Método Paulo Freire” de Alfabetização de Adolescentes e Adultos que, em 40 horas/aulas, alfabetizou centenas de criaturas que tinham “fome da cabeça”, graças ao inédito sistema pedagógico que alfabetizava e conscientizava políticamente.

O método era diferente, até então, dos já aplicados pela educação tradicional. Não havia livros nem cartilhas, mas uma série de palavras geradoras. Não havia professor. O coordenador era quem ensinava. Classe? Não existia. Os alunos eram reunidos em “círculos de cultura”. E os locais? Eram colégios, salões ou locais suntuosos ou não? A resposta também é não.

As “turmas”de adolescentes e adultos, os círculos de cultura, reuniam-se em qualquer local – debaixo de uma mangueira, na cela de uma cadeia pública, no armazém da fazenda, no alpendre de uma casa do sítio do pequeno lavrador, numa escola abandonada, sem luz elétrica, água encanada e as tradicionais instalações escolares.

As aulas eram ministradas à noite, depois do término da labuta diária dos alunos, de ambos os sexos, com os mínimos meios que dispusessem. As primeiras turmas contavam com rapazes, moças, velhos, homens e mulheres calejados pelo trabalho pesado na agricultura, na marcenaria e construção civil etc. Eram jovens e velhos operários e camponeses de uma terra calcinada e abandonada pelos poderes públicos.

Planejada em 1962 e iniciada em 18 de janeiro de 1963, os participantes da “Experiência de Angicos”, executada pelo Serviço Cooperativo de Educação, da Secretaria de Educação e Cultura do Estado do RN – SECERN, através do Setor de Alfabetização de Adultos, viveram momentos fantásticos e inusitados em Angicos – viram mudo falar, viram crianças de 5 anos se alfabetizar sem ser alunas e o povo pensar que o Presidente da República ainda era Getúlio Vargas.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Isaura está animada.

A professora Isaura Rosado, secretária especial de cultura do Rio Grande do Norte e presidente da Fundação José Augusto, está em Brasília desde às 10 horas de hoje. Acompanhada da assessora Danielle, ele desembarcou no DF para tratar de assuntos de sua pasta junto a òrgãos do governo federal. Ele está animada com a progrmação cultural que será desenvolvida a partir do dia 8 de agosto, com espetáculos folclóricos e renomados artistas nacionais.
Eita de mulher dinâmica e competente, essa professora Isaura!

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Fé, esperança e solidariedade.

 

S7302803

È o exemplo que os moradores do Loteamento Cajupiranga, município de Parnamirim, estão dando com o mutirão para a construção da igreja católica. A obra tem a participação de trabalhadores do bairro que, nos dias feriados e fins de semanas, trabalham como voluntários. Uma comissão recebe as doações materiais e em dinheiro para concluir a construção.

Mais informações com o sr. Elias, no Restaurante Cajupiranga, na rua Central.

São celebradas missas no local, às 19 horas, aos sábados.

Foto de Luiz Cortez.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Um pouco da nossa história.

Com o título acima, estou publicando algumas reportagens sobre o movimento estudantil potiguar nos anos sessenta, no blog http://www.candelariaesuarealidade.blogspot.com/ e estou recebendo sugestões e críticas.
Orlando Rodriguyes e Aluisio Lacerda devem saber muita coisa daqueles tempos.
Um abraço para todos.
Luiz G. Cortez.

domingo, 26 de junho de 2011

Grande invasão.

Há cerca de dois meses, ao lado da faixa de domínio da União da Br.101, a dois quilometros da entrada para Monte Alegre, no município de São José de Mipibu, mais de 100 famílias invadiram um grande terreno sem infra-estrutura. As pessoas estão alojadas em casebres de alvenaria, em palhoças e em barracas. Algumas delas possuem carros. Os motivos da invasão são desconhecidos e os proprietários ainda não apareceram, segundo informações. O terreno fica a 300 metros do posto  de combustíveis Copacabana.
Seria pessoal do MST?

domingo, 15 de maio de 2011

Foco de dengue em prédio abandonado!

Diversas pessoas foram acometidas de dengue em Candelária. À última novidade é sobre a existência de um foco antigo e grande numa construção abandonada nas proximidades da praça dos eucaliptos, na rua Frei Henrique de Coimbra. O foco é um poça existente numa lage. Como se trata de uma construção de edificio sem vigia, sem parede, as águas das chuvas ficam empoçadas na lage, formando um grande foco, fato denunciado na manhã de hoje, 15, no auditório do Conacan, onde se realizou uma reunião extraordinária para apresentação de contas de dois anos do mandato de Victor Vale, a criação da comissão eleitoral que dirigirá os trabalhos para o pleito de 19 de junho.
A sugestão de um morador é que a Prefeitura fure o centro da lage com uma potente broca para que a água escoe para o térreo.